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Rambo (2008)

Mais do que um dos melhores filmes de acção de todos os tempos, Rambo é uma catástrofe natural à escala global alimentada a testosterona pura. É preciso ser da minha geração, que teve em Rambo um dos ídolos de adolescência, para compreender este fenómeno. E todos nós, os trintões, sabemos que não há volta a dar. Podemos falar mal, dizer “Ah, já tá velho e gordo”, mas vamos invariavelmente ter que o ver. Largamos as namoradas e esposas algures, porque este não é filme para se levar uma gaja.

Então? Afinal este Rambo novo vale alguma coisa? Eu gostei. Digam o que disserem, não fazem filmes de acção desde os anos 80. Agora encalhamos no politicamente correcto e não passamos desta pasmaceira. Digam-me lá quantos action heros apareceram nos últimos anos? E quando falo de action heros não estou a falar de paneleiragem como Vin Diesel ou aquele novo James Bond copinho de leite. Falo de homens de barba rija capazes de inspirar um culto. Só apareceu um, Jack Bauer. Tudo o resto são larilas. Mas dos anos 80 temos o mítico (também ridículo, é verdade) Chuck Norris, múltiplas instâncias de Arnold Schwarzenegger, Clint Eastwood (também anos 70), múltiplas instâncias de Stallone, ou ainda Charles Bronson (mais para quarentões).

Rambo recupera o action movie dos anos 80 e usa as modernas técnicas de seamless CGI (nem sempre) e realização. Num estilo de realização próximo dos Bourne (outro action hero mariquinhas) de câmara na mão. Stallone parece mais em forma que nunca, atento às modernices, capaz de chocar os teens de hoje em dia que pensam que nada mais existe além do politicamente correcto. Tirando aquelas orgias com pitas de 16 anos que, infelizmente, não existiam no meu tempo.

Apesar das críticas, Rambo é Rambo e ninguém lá vai à procura de iluminação espiritual ou ver o próximo candidato ao Oscar de melhor actor. Vamos ver o Rambo para ver um homem a fazer actos completamente inumanos ignorando completamente as leis da física e para ver carnificina e mortes em barda. E como bonus ainda temos a adorável Julie Benz, a namoradinha mentalmente perturbada de Dexter, a dar os seus arzinhos de sofrimento. Pena não mostrar nem uma maminha, além do º44 copa B do Stallone.

Postado originalmente aqui em 20 de Fevereiro de 2008

4 Comments

  1. acho sinceramente que este filme se equilibra na fina linha que separa um monte de merda da glória eterna. balança frequentemente para os dois lados, mas quando rambo desfaz soldados num camião como se picasse tomate dentro da lata o filme sobe ao céu. o mesmo céu que se vê através do piloto do barco.
    já agora, permite-me discordar do james bond copinho de leite. sobretudo quando o bond dos anos 80 era o roger moore: o homem que nunca se despenteava, usava casacos de trespasse, e fazia cara do nojo quando disparava metralhadoras.

  2. este é dos poucos que vi no cinema e não me arrependi dos 5€ gastos no bilhete.
    mas acho que está um pouquinho curto… pelo menos fiquei com a sensação que soube a pouco.

  3. Bruno Marcondes

    October 9, 2010 at 11:37 pm

    Você já assistiu aos Mercenários?

  4. Infelizmente este e mesmo o único Rambo, Rocky que vi em cinema… E numa sessão da meia noite. A introdução… Os primeiros minutos antes de aparecer no ecrã o título Rambo são divinais. Acho o filme magnífico e também sofro de uma paixoneta pela Benz! Qual críticas qual quê… Stallone aos 80 anos tem que regressar no quinto filme…

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