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Cloverfield (2008)

cloverfield

Estive para dar este filme com boff e até como xunga. Uma mistura estranha de sentimentos apodera-se de mim quando penso nele. Devido a isto cheguei à conclusão que não é xunga mas por pouco. Mas antes quero falar de duas coisas à laia de introdução: Blair Witch e as tão badaladas “Campanhas Virais de Publicidade”. Blair Witch Project é, quase de certeza, o pior filme da história. Fruto da imaginação retardada de 2 atrasados mentais que precisavam de dinheiro para as dívidas com prostituição, Blair Witch atraiu milhões às salas para ver… nada! Absolutamente nada, o vazio total. A ausência! Papalvos do mundo inteiro cantavam hinos de “lambe-escroto”, incapazes de admitir que tinham sido suficientemente lorpas para ser guiados pelo hype mediático. Um pouco se passa com este Cloverfield, mas antes disso…

…campanhas mediáticas virais, ou, como remover dinheiro da produção para gastar em publicidade! Cloverfield vive daquilo que agora parece ser um conceito tão irritante como omnipresente: a campanha viral. Cria-se um conjunto de imagens enigmáticas, aparentemente banais, desprovidas de lógica mas com um pouquinho de surrealismo ou qualquer elemento estranho. Depois criam-se sites, fóruns, séries, clips, personagens, marcas, whatever, tudo em paralelismo ou com uma relação satélite com o conceito inicial. Sempre mantendo o mistério, outra palavra para “não sabemos bem como isto vai acabar”, os produtores criam um hype mediático que vai sendo alimentado pelos mesmos trouxas que se excitaram com o Blair Witch Project ou com os nerds que andaram 5 anos a falar do Senhor dos Anéis antes de estrear.

E depois estreia no cinema Cloverfield, que remete todas as falhas e plot holes para a anterior citada campanha viral. Desde cenas que ninguém vê até frases invertidas, Cloverfield tem de tudo para encher de lixo o cyberespaço. Basta ir ao youtube e procurar por cloverfield+hiden+review e aparece de tudo. E se tu, inocente cinéfilo apanhado numa sala a ver o filme, apanhares algum erro ou alguma falta de lógica é porque és um parvo ignorante. Devias ter passado horas, dias, meses a ler forum, teorias da conspiração e as threads do IMDB. Seu burro…

Mas afinal Cloverfield é bom ou mau? O mediatismo é o protagonista desta situação toda. Mas vamos tentar remover esse mediatismo e usar apenas o filme daqui para a frente. Cloverfield não é um mau filme. Em termos de narrativa é apenas mais um Godzilla simplório e desprovido de especial mérito. Do ponto de vista da cinematografia e da ideia em si é um Blair Witch Project a esteróides, kitado e gordo. Enche o olho e não me digam que o monstro é secundário, porque não é. O monstro, a destruição da cidade, os efeitos especiais propriamente ditos são o motivo de interesse. Não nos interessa a história de amor nem todas as outras desinteressantes histórias de vida que acompanham. Aliás, até acho irritante o motivo dos protagonistas se meterem cidade dentro em vez de fugirem com o resto do rebanho.

Adenda: Do mesmo produtor de Lost. Nunca gostei de Lost. Não avança, não se mexe de tão inchado de orgulho de si próprio. Aqui foi replicada a estratégia de promover Lost, pura expectativa. A expectativa, o hype dominam tudo, não deixando espaço para o filme respirar, para poder brilhar por si próprio.

7 Comments

  1. também não gosto do lost.
    também não goste da bruxa do tony blair.
    mas gostei do cloverfield. é puro entretenimento para ver numa sala de cinema.
    a história é básica, sim senhor. desprovida de sentido, também. mas que carago, é o típico filme de gajo: monstros, destruição, tiros… (faltam mamas).

  2. Gosto bastante do Lost mas não gostei do blair witch project (maior banhada só mesmo os inumeros filmes tugas que apenas são feitos para mostrar uns quantos pares de mamas de gajas conhecidas).
    Por outro lado adorei a experiencia de ver o Cloverfield em plena sala de cinema, aquilo sim é entretenimento =)

    Por outro lado revi o filme no fim de semana passada agora no conforto do lar e pensei para mim “tenho mesmo que comprar um subwoofer para a sala”… falta-lhe talvez a pujança do som da sala de cinema para nos transportar novamente para o meio de toda aquela destruição mas pronto… valeu a pena recordar!

  3. péeessimo filme, um autêntico cócó. a única parte que não apaguei do cérebro foi a imagem da torre semi-destruída e encostada à torre vizinha – os efeitos especiais são bons e são a única coisa que se safa nesse filme ranhoso.

  4. Também achei o filme uma coisa demais de se ver numa sala de cinema. Cria inquietação, e a cena do helicóptero a cair no fim deu mesmo uma sensação de absorção ao contrário… Fui com a minha namorada e ela não gostou do filme. Acho que foi quase geral na sala, no fim do filme: os gajos com caras de “eia altamente”, as gajas carrancudas!

    Sinto-me inclinado a dizer que os gajos que não gostaram do filme são umas meninas! 😛
    Kidding…

  5. epah, eu vi o filme duas vezes…
    da 1ª não gostei, mas da 2ª até que não foi nada mau =P

  6. Gostei imenso do filme, os efeitos especiais são excelentes, o suspense de alto nível, a história deveras enigmática. Não sendo totalmente original na sua abordagem, penso que é uma excelente película de entretenimento! Espero pela sequela!

  7. Este filme é de facto muito mau, é um remake do godzilla com muito pior gosto. Em relação ao Blair Witch, esse é o maior aborto falhado numa noite de trovoada que já passou em alguma sala de cinema (lembro-me de no intervalo ter começado um motim no cinema, gritei quero o meu dinheiro caralhooo e de repente toda a gente tava a gritar o mesmo, seguiram se uns pontapés nas cadeiras e pessoal todo maluco a sair da sala rumo à bilheteira mas não nos devolveram nada)

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