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O Contrato (2009)

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Geração “Borra Piças” - Cinema para Saloios

Nicolau Breyner decidiu realizar um filme. Provavelmente terá descrito o seu projecto na reunião com os produtores como sendo um “Filme de acção de intriga internacional”. Um ano depois, na sala de montagem e no final de todos os trabalhos descobriram que o filme durava 45 minutos. Nicolau virou-se para a malta dele, aflito, e perguntou em desespero. “É só isto? Não há mais cenas para encher isto até aos 90 minutos?“. Um assistente de realização responde “Há os bloopers, as cenas eliminadas, um vídeo do youtube com macaquitos, uma lata de atum, costoletas de ontem, um saco de pinhas e uma publicidade a um detergente anti-fungo testicular.Nicolau ponderou 5 longos segundos e disse “Serve!”

E é mais ou menos esta ideia que temos durante o visionamento desta esfarrapada desculpa para ver “uma gaja dos morangos nua, a levar com ele“, sendo que ele é um órgão genital masculino erecto a tentar catapultar o suminho do amor pela moça adentro.

Não sou fã do Nicolau, mas também não o detesto. Aliás, admiro a sua capacidade de comer sempre gajas fresquinhas como se fosse o George Clooney. Talvez porque elas vejam nele uma figura paternal capaz de as lançar no estrelato ou simplesmente porque ele ameaça colocar alguns vídeos delas na Internet. Coisas que normalmente envolvem bolas chinesas ou dick slapping. O certo é que não sou seguidor desta nova onda de cinema “gajas dos morangos nuas, a levar com ele”. O que conheço de Nicolau resume-se à Vila Faia original, Eu Show Nico, Euronico e o Nico de Obra. E nenhum destes itens respira qualidade, por mais nostálgico que seja.

Dizia-me um amigo meu que viu o filme “Estou a ver que desde o Zé Gato as coisas não mudaram muito”. Pérolas de sabedoria para uma pessoa educada que não queria dizer directamente que o filme era uma bela merda, sem lógica ou uma linha narrativa compreensível. Ele queria dizer que atar o Nicolau a um poste, baixar-lhe as calças e dar-lhe com um fina ripa de marmeleiro até as nádegas ficarem em carne viva seria tolerável para qualquer cinéfilo que terá sido ludibriado a trocar 5 euros e meio (mais pipocas) para aceder ao visionamento desta posta de nonsense. Mas toda a gente sabe que a visão das nadegas do Nicolau Breyner transforma um cérebro humano em serradura de castanheiro.

É um filme pretensioso e que se leva tão a sério que o torna imediatamente naqueles casos de culto xunga instantaneo, um filme que se torna cómico por acidente e falta de mestria na realização. Cómico porque é infinitamente idiota. A somar a isso há o product placement à portuguesa. Um filme patrocinado pela Skoda em que todos os carros são Skoda. Ninguém se consegue abstrair de tanto Skoda. E as cenas de guerra no Iraque (ou lá onde é), da imitação do pior da acção americana e dos mais lamechão que se pode encontrar no “Livro dos Clichés do Filme de Merda“.

Será Nicolau assim um tão inapto realizador? Não terá ele reparado que este filme era para lá de ridículo? Não percebeu ele que se tornou uma piada no meio cinematográfico português? Não irá a expressão “Um filme do Nicolau” tornar-se sinónimo de filme merdoso? Eu não percebo como pode uma pessoa com uma reputação a defender se deixa queimar assim.

2 Comments

  1. pois….o filme é mesmo uma merda pegada…assim q o comecei a ver reparei logo q era um filme português do costume…ou seja uma gaja nua famosa..dá um filme de merda mesmo…
    Palavras para que cada vez menos tenho vontade de ver cinema português..para mim cada vez mais o cinema português é um sinonimo de merda..

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