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Cobra (1986)

cobra

Especial Action Heroes dos anos 80

Crime is the disease. He’s the Cure. Frase pastelona esta que servia de slogan a mais uma matança surreal dos anos 80, antes do politicamente correcto se apegar à nossa sociedade como um tumor maligno. Cobra é um icon dos anos 80 e do seu entretenimento ultra-violento no despontar do cinema de ultra-acção como blockbuster. Apesar de ser um sucedâneo de Rocky e Rambo, Cobra é por sí só um case study social. Numa altura em que havia poucos estudos acerca da recém criada ultra-violência urbana, os argumentistas e produtores aproveitavam a ignorância do seu povo para enfiar todos os mais surreais defeitos nos vilões dos filmes. Aqui temos um vilão violento, que come crianças, mata gratuitamente, é nazi, de extrema esquerda, de extrema direita, não usa a passadeira para atravessar a estrada e fuma. Meu Deus, demónio fumador como todos os fumadores do mundo celuleico. (celulóico?)

Stallone tem como actriz principal Brigitte Nielsen, a sua esposa da altura, que também deu uma mãozinha em Rocky 4. Alta, esguia, com ares de cabra fria e sedenta de bissexualidade pouco convencional, cliente de 3 marcas diferentes de lubrificantes, Brigitte Nielsen era perfeita para o star system da altura em que se substituía o talento por pares de mamas roliças. À semelhança do que se faz hoje em dia.

This is where the law stops, and I start! (voz grave, cara de mau) Cobra é então o habitual salvador do planeta, com poderes sobrenaturais, imune a balas ou agressões externas, capaz de se regenerar melhor que o Jack Bauer e com masculinidade suficiente para comer 3 vezes a Brigitte Nielsen por trás depois de um dia normal de matança desenfreada. Com algum sentido de humor e uma certa apetência para as oneliners, Cobra acabou por não singrar.

Resta dizer que na semana posterior à estreia deste filme em 1986, todos os putos do ciclo preparatório e do liceu onde andava tinham um palitinho no canto da boca a imitar o rude polícia que mata primeiro e pergunta depois. À laia de curiosidade sem grande interesse académico, deixo ficar aqui a cena de abertura de Cobra dobrada em brasileiro e o trailer original. Em brasuca Cobra profere a mítica frase “Você é um côcô!”.

Trailer

Brigitte Nielsen antes:

brigitte_nielsen_pefm

Brigitte Nielsen depois:

brigittenielsendepois

3 Comments

  1. Chiça! Eu ainda não vi este…épico, mas agora fiquei curioso de ver, e na versão brasileira 🙂

  2. a.C. e d.C. refere-se a “antes de Cobra” e “depois de Cobra”, certo?
    acho que se deviam alterar os livros de história.

  3. ha, eu lembro de tambem andar com um palito na boca lá no ciclo… mas falhou em impressionar as miudas como eu pensava.. :\

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