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Drag Me to Hell (2009)

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Depois de uma eternidade a realizar blockbusters e a mamar dólares às massas, Sam Raimi regressa ao género que o fez chegar ao estrelado e onde o seu regresso era clamado. Esqueçam os Homens-Aranhas e concentrem-se em Evil Deads e Simple Plan. Sam Raimi é verdadeiramente o maior desta aldeia, com um estilo dinâmico único e um impressionante olho para o detalhe. Saudemos irmãos o regresso do Rei!

Apesar da grave falha que é a não inclusão de Bruce Campbell, Drag Me to Hell consegue ser uma obra prima do cinema de horror desta década. Década essa que, diga-se de passagem, tem sido uma desgraça no que diz respeito à produção de filmes de terror. Ultimamente têm-se todos preocupado muito com o estilo sujo e ferrugento, cores garridos e as gajas boas, a edição MTV rápida e incompreensível e o reinado dos filmes cortados para maiores de 12 anos.

Pouco se aprendeu com o reinado de ouro dos anos 80, com o género a ser rei dos clubes de video, com experiências em todos os quadrantes que criaram um legado riquíssimo para a posteridade. Evil Dead, meus amigos, essa saga mítica que eu ainda vejo uma vez por ano. Até as BDs leio, à falta de melhor.

Drag Me to Hell não perde tempo. As cartas são logo metidas na mesa e sabemos com o que vamos contar. Uma luta com espíritos malignos que mesmo não sendo “deadites” (leia-se dédaitesse), são aparições manhosas de extra crueldade e sentido de humor retorcido. Os rituais e personagens obscuros que se atravessam no caminho da nossa amiga enfeitiçada são todos criados com o selo de qualidade Raimi.

Não é um filme normal. Apesar do argumento, personagens, estrutura e ambientes cheirarem a série B por todo o lado, Drag Me To Hell recebe um tratamento técnico e artístico de artistas da primeira divisão materializando na perfeição a visão de Raimi. Um menção honrosa para a senhora Lorna Raver no papel da demoníaca Sylvia Ganush, que não é fã do ditado que diz que a vingança tem que ser servida fria.

É uma obra prima, um pérola a não perder, um cheirinho a Evil Dead que mesmo sem Ash consegue satisfazer um pouco a sede de sangue que todos nós temos, os nossos instintos mais primitivos e viscerais. Falta talvez um bocadinho de mamas e dar-lhe um pouco mais no gore, mas eu não vi a versão Unrated, que acredito ser superior à dos cinemas. Hail to the King, baby!

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1 Comment

  1. Uma deliciosa obra de arte!!

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