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A Complete History of My Sexual Failures (2008)

sexualfailures

Em meados dos anos 80 tinha uma vizinha , a Rosa, que nutria um fraquinho por mim. Um dia levei-a a minha casa e no meio da mútua investigação anatómica meti-lhe o trailer de um filme que tinha alugado. Salteadores de Atlantis. A sequência que ela viu envolvia 2 atropelamentos mortais, uma senhora a ser trespassada por uma seta no crânio e uma decapitação com um cabo de aço. A Rosa olhou-me num misto de repulsa com reprovação (lábio hirto e olhos arregalados) e arranjou uma desculpa esfarrapada para sair apressadamente. Fui ter com os meus amigos e disse-lhes que tinha que reavaliar as minhas metodologias de engate. Um deles pediu para cheirar os meus dedos “investigadores”…

A Complete History of My Sexual Failures é um bem sucedido mockumentary (falso documentário) em que o próprio realizador tenta fazer uma recapitulação de toda a sua vida sexual, depois de perceber o abismo emocional em que se encontra.

Com a ajuda da sua mãe, Chris vai documentando em vídeo e áudio toda a sua investigação. Chris não percebe o que se terá passado, mas nós começamos a perceber que a sua personalidade hedonista e o egoísmo autista de que padece não lhe permitem ver a repulsa que causa a qualquer rapariga com quem esteja mais de dez minutos. Além dos seus próprios problemas de mecânicos e de performance, if you know what i mean… (blink, blink)

O que torna este filme tão interessante é que todos os homens sabem que nunca iriam expor as suas misérias em público ao ponto que vemos neste filme. Era meio caminho andado para nunca mais molhar o pincel. Não há nada menos atraente para uma gaja do que ver todas as fraquezas e falhas patéticas de um  homem expostas aos 4 ventos. Aliás, um homem só revela fraquezas quando percebe que essa estratégia o possa levar  a dar umas varadas em robusta regueifa…

Hollywood prepara-se para fazer um remake deste filme, o que é algo que todos nós devemos temer.

3 Comments

  1. Mais uma review fantástica! Desde o primeiro dia em que visitei este monumento às desgraças cinematográficas que me tornei fã.

    Nunca tinha visitado o blog, pelo que o lia sempre por feeds, mas senti uma necessidade descabida de vir demonstrar a minha alegria ao Xunga.

    Parabéns!

  2. Benvindo sejas, jovem João! Mas lembra-te que nem só de desgraças cinematográficas fala o Xunga. Grande abraço.

  3. Isto (esta exebição suícida de fraquezas) não é a ponte para o apregoado abismo entre os sexos, a Rosa bem demonstra que não, vou para aqui ficando á espera da formula…

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