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Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street (2007)

sweeneytodd

Sou grande fã de Tim Burton. Conheço praticamente tudo criado por este homem, incluindo Vincent e Frankenweenie. Sou daquelas pessoas que repreende um ou outro incauto cinéfilo que inclui “Nightmare Before Christmas” na lista de filmes realizados por Burton. Erro fatal! Não morri de amores por Sleepy Hollow, detestei Planet of the Apes. Sou imune a Edward Scissorhands de onde apenas tenho alguma afeição pelo visual estilizado pink suburbia. Os meus preferidos são Big Fish, Beetlejuice, Corpse Bride e Ed Wood. Sweeney Todd não me aquece nem arrefece. Do que eu não sou fã é de musicais. Detesto prosa cantada e só tolero tal artifício narrativo em South Park: Bigger, Longer and Uncut…

E é com este grande “senão” que vejo este… musical! Um musical de Tim Burton, mas ainda assim um musical. Não me consigo abstrair o suficiente para acreditar que aquilo é uma maneira diferente de narrar uma história. Pode ser a poesia das artes de representação, mas o musical não me apraz. Não compreendo a dinâmica de toda a gente estar perfeitamente sincronizada quando se passa de uma cena de representação normal para um interminável chinfrim de cantigas, danças, coreografias e outras paneleirices.

Colocando para trás, definitivamente, esta coisa da cantoria, devo dizer que gostei do visual arrojadamente negro, da Londres vitoriana a roçar o pós-apocalíptico onde quase se podia sentir o cheiro a peixe  podre e  doenças infecto-contagiosas,  do empenho na caracterização e até gostei daquele Borat italiano. A história não me agradou. Achei o argumento desequilibrado, lento no início, atrapalhado no meio e apressado no fim. O final é previsível e enfadonho. Os actores fizeram a sua parte.

Veredicto: OK, vamos lá ver se nos entendemos. Eu concordo com quem diz que é um bom filme. Mas isso é para quem gosta do género. Eu, sinceramente, não gostei muito, até me custou um bocado a passar o tempo. Enfadonho e interminável. Musicais não são a minha especialidade. Mas por respeito ao mestre Burton, considero-o um Boff! Eu sei, eu sei. O coração também me dói. Mas nestas andanças do cinema uma gajo tem que ser homem e admitir que quando não se gosta, não se gosta.

1 Comment

  1. Dentro do género não apreciei muito, nem é de perto nem de longe um dos melhores trabalhos de Tim Burton…

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