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The Dukes of Hazzard (2005)

O boom do DVD e as TVs por cabo temáticas trouxe uma promessa aos saudosistas: poderiam rever as séries que tanto os emocionaram na juventude. Ora, como qualquer saudosista sabe, isto não é bom. A ideia de entretenimento de qualidade que temos acerca dessas séries cedo se esvanece à primeira re-visualização das nossas séries de infância. O que parecia bom parece agora uma bosta de merda completamente idiota e estupidificante. Eu já tive essas experiências. Séries como Galáctica, Buck Rogers, Captain Power and the soldiers of the future, MacGyver, Verão Azul, 3 Duques entre outras são más… Horríveis. Mas porque eram tão boas antes? Bem, porque o tempo era outro e os nossos standards eram os da altura. E esses memórias devem ficar contidas herméticamente no cérebro. Qualquer tentativa resulta na sua destruição, e com ela cai a nossa ideia de “infância feliz”. Há excepções. O Space 1999 ainda é bom. É bom porque é funky, e o funky, como toda a gente sabe, nunca sai de moda.

Mas esta conspiração de reedições serve apenas para reavivar a memória dos mais incautos para avançar com a mais temível de todas as atrocidades, a adaptação para o cinema. Dukes of Hazzard foi assim. Uma vasta rede de serviços informativos avançou com o boato. O DVD da série foi editado. Muita gente comprou, poucos passaram do primeiro episódio. Começam a aparecer as primeiras notícias e, sem ninguém se aperceber, somos atingidos nas trombas com um peixe podre, neste caso o filme. Toda a gente sabe que o filme vai ser uma merda. Toda a gente vai ver para comprovar. E é mesmo merda…

O filme começa com as aventuras dos matarruanos mais famosos do Texas (ou lá onde aquilo é) a conduzir rápido e nas tropelias próprias de pessoas que nasceram de várias gerações de incesto. Curiosamente têm os dentes todos. Depois damos conta de um conflito interno. Toda a gente se lembra dos Dukes da série e toda a gente conhece os actores desta “adaptação”. O fenómeno de typecasting impede-nos de entrar no espírito Dukes. Os personagens não são Bo e Luke, são o gajo do Jackass e o Stiffler. A gaja não tem nada a ver com a Daisy Duke. É uma representante do putedo teen hollywoodiano, esquelética e com mamas de plástico e sem rabinho para encher os calções. O único actor que se parece com o original é o General Lee, o carro.

Chamar argumento a uma sucessão disconexa de perseguições de carros, porradas de bar e fugas à autoridade é um bocado puxado. A música é country redneck e AC/DC. A única coisa que nos faz rir neste filme é pensar que um dia alguém pensou que seria boa ideia adaptar os Dukes ao cinema. Isso sim, é hilariante. O público alvo deste filme nem sabe quem são os Dukes. Os que gostavam dos Dukes sabem que isto só podia desaguar em merda. E eu vi-o. Não paguei, confesso. Não o vi de seguida, tive que o ver em 4 partes.

5 Comments

  1. Castigo ou talvez não, a loiraça goza por estes dias de um cabedal xxl. Não me parece que tão cedo vista aqueles calções!

  2. Fiz uma pesquisa por ela no google e ainda não consegui levantar o maxilar. Com mil piças, a gaja parece um rinoceronte inchado. Como é possível que grelo de classe A passe assim tão depressa a parecer aquela gorda da tertúlia cor de rosa?…

  3. Como é que viste esta merda e sobreviveste?

    “o funky, como toda a gente sabe, nunca sai de moda” – esta é boa, muito boa

  4. Estão a falar da Jessica Simpson? Não encontrei fotos dela assim gorda, excepto esta que é claramente photoshopada: http://dailygab.com/files/2009/05/jessica-simpson.jpg

  5. Procura nas imagens do google por “jessica simpson fat”.

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