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Hancock (2008)


Perdido aqui nos meus drafts quase há um ano andava este Hancock, uma miserável tentativa de criar um filme de super heróis, anti-heróis. Mas o certo é que o filme não teve o sucesso nem o impacto que inicialmente se previa. Ver Hancock é como ver alguém castrar um crocodilo dentro de uma cabine telefónica usando apenas uma colher. É arrojado, aparatoso, corajoso, pouco visto, mas com um resultado final perfeitamente inútil…

Curiosamente Hancock tem, em teoria, todos os ingredientes para ser um grande filme. Apesar de ser um CGI Porn (eheh!) tinha aquele potencial contracorrente que o poderia fazer sobressair da concorrência dos super-heróis de fatinho de licra. A vertente social e criminal que gere as consequências e efeitos secundários de uma luta de super-heróis, as relações públicas e a vida pessoal de um Kal-El genérico. Tudo isto são coisas que me atrairiam a um filme. Se o argumento tivesse sido escrito pelo genial Garth Ennis, seria certamente um pedaço de céu.

Mas não. Por Toutatis, o céu aqui cai-nos na cabeça. Um argumento horrível incrustado com efeitos especiais desnecessários. É como enfeitar um javali com lantejoulas. Quando a beleza natural não existe não vale a pena inventar. Que a diga a Pamela Anderson e as suas gémeas mutantes. Um filme que se deixa lavar rapidamente pelas águas dos tempos, em direcção aos fétidos pântanos do eterno esquecimento cinematográfico. Eu só me lembrei dele porque o tinha aqui pendente há um ano e pensei: “É hoje caralho, é hoje!…

Uma das razões do filme ter sido assim merdoso e potencialmente inócuo é Will Smith. Perdoem-me os fans. Eu era assíduo do Principe de Bel Air e até cheguei a achar piada ao primeiro Men in Black. Mas aqui é apenas mais um filme em que a sua desinteressante presença é arrastada para muito além do desejável. Eu não concordo com o carisma que lhe é artificialmente atribuído por bem estudadas estratégias de marketing. Para mim sempre será o Fresh Prince of Bel Air.

3 Comments

  1. Embora não concorde que o Will Smith seja assim tão mau – gostei de vê-lo em I Am Legend, por exemplo – concordo em relação ao filme. E essa da Pamela Anderson foi genial, pelo que irei citá-la sempre que a ocasião seja indicada! Hehe!

  2. Eu não achei o filme assim tão mau, talvez um guilty pleasure.
    A cena inicial de ser um super-herói que usufrui dos seus próprios poderes está muito interessante.

    Abraço
    http://nekascw.blogspot.com/

  3. Grizei-me, concordo com tudo o que está escrito

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