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Piranha (2010)

Para terem uma ideia do que vou falar neste post, imaginem a cena inicial de “Saving Private Ryan”, mas em vez de nazis a receberem os aliados teríamos piranhas mutantes assassinas sedentas de carne, esfomeadas, capazes de desfazer um ser humano em 23 segundos. Aliás, em vez de soldados aliados imaginem gajas em bikini. Bikini não, de maminhas ao léu e algumas com as reluzentes vaginas a receber directamente luz do sol. Metam umas pitadinhas de sexo, teenagers no cio, Elizabeth Shue (a MILF de serviço) rija como o aço… Mas a melhor razão para amar este filme é porque o James Cameron desaprovou. O dele (Piranha 2 de 1981) foi bem pior. Tem medo que dê mau nome ao 3D. Meus senhores, se o 3D tiver alguma utilidade, que duvido, é para ver gajas em pelota. Oscar, já!

Antes de continuar esta amena conversa de sábado à tarde, deixem-se só aqui enfiar um disclaimer à laia de “Se não gostas de terror, gore, promiscuidade gratuita e conteúdos excessivamente sexualizados com nenhum intuito excepto, talvez, marketing, põe-te na alheta, ainda vais a tempo de ver o TOP + e aqueles programas que são a extensão das revistas cor-de-rosa em que as pessoas fingem ser felizes, não falam das dívidas nem das doenças venéreas que têm e só snifam coca quando desligam as câmaras.”

E desengane-se também quem achar que Piranha poderá ser o next big thing do cinema fantástico/terror, porque não é. Piranha é apenas uma elevada dose de diversão descontraída e brutais doses de desnecessária violência altamente surreal da escola de Eli  Roth. O estilo é delicioso e para quem não está familiarizado eu esquematizo muito rapidamente: é construída um cenário envolvendo um conjunto de pessoas num ambiente natural. Laços são criados, relações humanas nas suas mais diversas vertentes são talhadas. Uma situação imprevista floresce do nada e as prioridades mudam. Antes que os personagens se possam habituar à nova realidade, o realizador manda o argumento às urtigas e é sangue, tripas, morticínio e violência exagerada até ao final. As pessoas parecem ser feitas de papel reciclado ensopado em ketchup, tal a facilidade com que se desfazem. No fim não há final feliz, apenas um passo de matança acima do normal para um build up que pisca o olho à sequela, que em português se diz “continuação”.

Tem lésbicas, o que é muito importante. Quem não gosta de lésbicas? Os homens adoram-nas e as mulheres heterosexuais que nunca provaram carpete passam a vida a imaginar como seria e numa situação de “nunca ninguém irá saber” + álcool aposto que nenhuma recusava uma prova oral no túnel do amor. Já que estamos num parágrafo de badalhoquice, há a acrescentar a cena mais aleatória e desnecessária alguma vez vista num filme, que é uma piranha a comer um pénis. No sentido literal, obviamente, porque no sentido figurado tenho a certeza que toda a gente já viu piranhas a comer pénis ou já viu mesmo o seu próprio pénis a ser comido por uma piranha. Isto para quem tem pénis, claro!

Eu não o vi em 3D. Também não paguei por ele, confesso. Digamos que ganhei um voucher na net. Provavelmente em 3D terá sido de cortar os pulsos, porque além da irritação dos óculos, a sensação de desembolsar dois euros e tal pela “Taxa de Tanso porque é em 3D” é semelhante a uma ida não planeada a um urologista de dedos gordos.

Garanto-vos não o sentido da vida nem uma saída fácil para as vidas miseráveis que vocês levam (que certamente merecem), mas hora e meia de diversão no estado mais puro, aquele tipo de cinema que temos orgulho em adorar só porque aquele atrasado do Público diz ser “para mentecaptos com problemas em crescer”, a mesma descrição que o namorado dele faz cada vez que lhe olha para a gaita.

Mais razões para gostarem deste filme? Ok, o primeiro gajo a morrer é, nada mais nada menos que, Richard Dreyfuss. Esse mesmo. O homem que deu luta feroz ao Tubarão em 1975 nem se aguentou 3 minutos na cena inicial com meia dúzia de piranhas. Mais? Ok, quem é o cientista louco deste filme? Exacto… Christopher Lloyd, o mesmo que não precisa de estradas para onde vai.

Fica um video ainda mais glorioso em que o elenco de Piranha apela a uma nomeação para o Oscar. Também tem gajas, mas estão vestidas.

11 Comments

  1. “Meus senhores, se o 3D tiver alguma utilidade, que duvido, é para ver gajas em pelota. Oscar, já!”

    Concordo completamente. Já tava na altura de alguém dizer isto ;).

  2. Estás cá com uma inspiração lol
    Quero ver este, mas também quero um voucher da net porque recuso-me a cair outra vez no engodo 3D.

  3. Eu até acreditei que o filme podia ser bom até ser mencionado o Eli Roth… Para mais foi feito por um jovem realizador franceses daqueles que parecem os espanhóis mas por não lhes ter o talento tentam tapar a coisa com mamas e sangue…

  4. Talento? Quem é que falou em talento?

  5. A riley steele apareceu ali no video, tenho uma relação especial com ela…e por falar em videos vou ali ver os que ganhei dela com um desses vouchers especiais..

  6. Someone out there...

    October 10, 2010 at 1:20 pm

    Filme fraquinho…que não supera nem a mais pequena expectativa que se pudesse ter. Quem viu outros do género…este fica muito, muito atrás.
    Quanto a…”Já que estamos num parágrafo de badalhoquice, há a acrescentar a cena mais aleatória e desnecessária alguma vez vista num filme, que é uma piranha a comer um pénis.”…é o ‘sonho’ tornado realidade de algumas heterosexuais com instintos sádicos (ou ‘sado’…). Mas esta é uma matéria altamente sensível para os homens ditos machões que se pavoneiam aqui a falar de gajas em pelota… Falam, falam, falam…mas se uma gaja propõe algo mais alternativo, encolhem-se logo! ahahahahahah
    E o resto do parágrafo…nem preciso de comentar…Cada vez mais as ‘piranhas’ andam ao ataque…A ‘presa’ é fácil.

  7. Tenho ouvido em alguns podcasts americanos que a versão 3D merece ser vista porque a diversão aí é… tridimensional. Segundo eles, os criadores do filme limitaram-se a usar o 3D como um prolongamento daqueles truques baratos que se costumam ver nos filmes do género. Aqui, se há sangueira, ela é esguichada na direcção do espectador; se há mamocas, elas são orientadas na direcção do espectador; se alguém vomita, fá-lo para cima do espectador.

  8. … mas por que raio ainda ninguém mencionou a Kelly Brook?! Se há razão ver isto é ela…

  9. Se há motivo para ver este filme é pela Gianna Michaels, uma das mais badalhocas pornstars da actualidade… é a menina da cena do parasailing, vale a pena ver…dura é pouco tempo, é pena…

  10. xiiiiii, Gianna Michaels!!! Caramba, é uma das minhas performers de eleição! Já tenho motivos para ver esta coisa!

  11. o gajo do Público é mesmo um freak (modernices é o que dá)!

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