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Bruce Campbell (Hail to the king, baby!)

Sou um gajo mais direccionado para realizadores, directores de fotografia ou outros cargos menos cénicos e confesso que dou menos valor a actores. Temos actores terríveis que sob a batuta certa desempenham papéis excepcionais. Vejam o exemplo de Ben Stiller, o mais insuportável traste a caminhar a Terra. A cada filme dele o meu coração morrer um pouco. Mas sob a direcção de Wes Anderson em The Royal Tenenbaums fez um trabalho exemplar. Ou Jeremy Irons, em tempos visto como a excelência, hoje em dia anda de cuecas em produções mainstream cujo índice de pirosice parece sair fora do gráfico.

Mas enquanto o meu lado direito do cérebro perde tempo com estas hesitações idiotas a afirmar não ter actores favoritos, o outro lado tosse levemente para chamar a atenção e sussurra de modo sexy «Bruce Campbel». E de repente se faz luz. Quem mais? Quem mais poderia escolher para actor favorito e icónico senão este anti-herói nato, mestre chacinador de zombies e com uma tendência para o lado negro. Ficam três filmes do mestre. Salvo seja…

Army of Darkness (1992): Sob a direcção de Sam Raimi, Bruce interpreta Ash, o herói dos heróis. Com uma mão substituída por uma motosserra (ver porquê em Evil Dead 2) e a outra com uma omnipresente caçadeira onde parecem nunca faltar munições, Ash vai decepando o exército das trevas entre oneliners míticas e bastante egoísmo que é, afinal, o seu instinto de sobrevivência. Com este filme estampou na História da 7ª arte a imagem do mata-zombies ubbercool que todos nós sonhámos outrora também ser. Bom, eu ainda mantenho uma velha caçadeira debaixo da cama porque nunca devemos descartar a hipótese de um apocalipse zombie.

Man with the Screaming Brain (2005): Bruce é um mix bizarro de has-been com wannabe. Além disso, qualquer presença sua em filme que não soe a série Z é o completo desnorteio por falta de contextualização. Assim temos mais uma vez Bruce a fazer o que faz melhor: um cientista da ex-URSS desenvolve uma técnica que permite recuperar o cérebro com pedaços de outro cérebro. Um taxista ex-KGB e uma psicótica cigana com ares de puta vingativa. Um robot vestido de operário da Quimigal que dança hip-hop. Uma sucessão de acidentes… et voilá! Let the cheesy fest begin!

My Name Is Bruce (2007): Tendo-se apercebido que a malta gosta é de Bruce Campbell, independentemente do filme que interpreta, Bruce decidiu realizar um filme em que uma versão estereotipada de si próprio, uma projecção do mito que é a fusão do actor com o personagem. E meter toda essa confusão num filme que retrata um homem que tem o estatuto que tem, mas cuja vida já correu melhor. Até um dia é requisitado para libertar uma pequena aldeia de uma presença paranormal incómoda. Um comédia pós-moderna, portanto! Não tem um argumento particularmente excitante, mas tem Bruce Campbell em todo o seu esplendor, e é apenas isso que interessa.

Nota do redactor: Há uns largos meses , um blog de cinema pediu-me um texto sobre um actor à minha escolha e a sua presença em três filmes. Disse que sim, educado como sou, e enviei-lhe um texto. Hoje lembrei-me desse texto e, ao que parece, o meu amigalhaço do tal blog deve ter aproveitado o texto para limpar o rabinho porque não o publicou. Mas eu, tal Lavoisier da blogosfera, não deixo que nada se perca e tudo se republique, deixo aqui hoje publicado para bem de gerações futuras.

Sou um gajo mais direccionado para realizadores, directores de fotografia e confesso que dou menos valor à facção dos actores. Temos actores terríveis que sob a batuta certa desempenham papéis excepcionais. Vejam o exemplo de Ben Stiller, o mais insuportável traste a caminhar a Terra. A cada filme dele o meu coração morrer um pouco. Mas sob a direcção de Wes Anderson em The Royal Tenenbaums fez um trabalho exemplar. Ou Jeremy Irons, em tempos visto como a excelência, hoje em dia anda de cuecas em produções mainstream cujo índice de pirosice parece sair fora do gráfico.

Mas enquanto o meu lado direito do cérebro perdia tempo com estas hesitações idiotas, o outro lado tossiu levemente para chamar a atenção e sussurrou de modo sexy «Bruce Campbel». E de repente se fez luz. Quem mais? Quem mais poderia escolher senão este anti-herói nato, mestre chacinador de zombies e com uma tendência para o lado negro. Bom, actor já temos. Seguem os filmes.

3 Comments

  1. 🙂 o My Name Is Bruce está na minha tal lista de filmes-para-ver!

  2. se a bíblia substituísse as palavras “Deus” e “Jesus” por “Bruce Campbell” eu era crente!

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