CinemaXunga

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Van Helsing (2004)

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Post Original: 24 de Abril de 2004

Post do cinema xunga daqui a 100 anos: “Agora que se revive uma onda de usar humanos em filmes, faz hoje 100 anos que o pioneiro desta técnica estreou. Val Helsing. Primitivo, certamente, mas o uso minimalista de humanos fez dele um clássico, lado a lado com o volume 17 de Star Wars e o Porky’s 2076, feito com porcos de verdade… ” . Não estou certamente longe da verdade ao colocar aqui a minha costela de futurologista, mas o certo é que o excesso de gráficos de computador tornou um filme num ode às texturas de plástico, e nos momentos em que passei acordado, procurava desenfreadamente o meu joystick. Continue reading

Paradise Now (2005)

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Paradise Now é um filme do tipo “O Outro Lado”. Mas que tipo é esse? É quando somos confrontados com uma visão interna de algo que estamos habituados a ver de fora. Como é o caso da guerra do Iraque vista por iraquianos, o ataque de Pearl Harbour vista por japoneses ou mesmo o desembarque na Normandia vista por alemães. Nós estamos habituados a julgar coisas com base na informação parcial que recebemos e o caso do conflito da Palestina é bastante pungente, uma vez que a única coisa que a TV ocidental nos mostra são miúdos às pedradas, viúvas e mães chorosas ou grandes multidões a queimar bandeiras .

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Superbad (2007)

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O comédia teenager de liceu já existia muito antes de American Pie. As “carcaças velhadas” da minha geração lembrarão concerteza a saga Porkies ou mesmo o injustamente esquecido Loose Screws. Apesar de serem exemplos de filmografia a martelo, são marcos de crescimento para quem viveu a adolescência ao seu ritmo. American Pie veio trazer para o mainstream a comédia sexual teenager, que começa frequentemente rebelde e acaba dentro dos limites do politicamente correcto, a roçar o puritanismo evangélico da sagrada preservação da virgindade. Mas até agora este tipo de filme sempre esteve contido dentro do brainless teen movie de elevada escatologia e comédia de “bater com a cabeça porta” ou o habitual peidinho despropositado. Até agora, disse eu.

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Meet the Spartans (2008)

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Pode facilmente avaliar-se uma sociedade pelos gostos em entretenimento. Não em actos isolados ou fenómenos mediáticos temporais, mas pelos franchises que se recusam a morrer, por mais deprimentes que sejam, porque o público insiste em se auto-flagelar pagando para ser enrabado culturalmente. Dentro deste esquema de sodomia psicológica, encontra-se este Meet The Spartans, que vem na senda de nulidade dos Scary Movies, Date Movie, Teenage Movie, Superhero Movie ou Epic Movie.

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Planet Terror (2007)

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Como sempre, uma experiência em BioTecnologia corre mal. Propaga-se uma epidemia de zombies de que não há memória. Daí até uma stripper boa como tudo usar uma metralhadora como prótese na perna, é um passinho. Uma hora de inspirada carnificina total depois (e o desaparecimento de uma bobine) e estamos perante um clássico instantâneo. É só juntar água? Não, é só juntar baldes de sangue e o infindável talento de Roberto Rodriguez

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Exorcist: The Beginning (2004)

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Quem não borrou as cuecas de medo aquando da estreia do primeiro exorcista? Ninguém? Eu também não, mas podia acontecer… Adiante. O Exorcista original é um marco no cinema mundial e não falo apenas de terror. É um estilo cru e não estilizado, fazendo crer a qualquer cinéfilo que aquilo podia acontecer em sua casa ou na casa do vizinho. Depois disso os produtores ainda sacaram umas massas a parolos com duas sequelas. Confesso que nem me lembro bem como se desenvolvem essas sequelas, mas lembro-me que eram uma boa merda. Aliás, qualquer filme que tenha um número no fim está fadado a ser xunga. Se bem que actualmente já os substituiram com subtítulos catitas para enganar pacóvios. Se pensarem bem nas sequelas que viram ultimamente, só os filmes de zoofilia e porno brasileiros é que têm números, como por exemplo, “O cavalo do vizinho 15” ou “Buraquinhos quentes de Paraguaçú 25”. …errr… Isto sou eu a inventar, claro.

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Astérix aux jeux olympiques (2008)

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Como tão bem sabemos, passar um banda desenhada para o grande ecran não é uma tarefa linear nem simples. Que o digam adaptações como Catwoman, Elektra, Daredevil, Punisher, Blade, Spawn, Spiderman, o novo Superman, isto só para citar alguns exemplos de lustrosa falta de qualidade e, porque não dizê-lo, horrenda mediocridade! Asterix, infelizmente, não é uma excepção à regra e neste terceiro capítulo parece ainda enterrar fundo numa fossa céptica o conceito da adaptação ao cinema de um comic.

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Black Sheep (2007)

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Um filme de ovelhas zombie vindo da Nova Zelândia é o sonho de qualquer fã de série B. Só a premissa é suficiente para meter qualquer um a salivar de antecipação, a marcar no calendário, dar seca aos amigos no bar com a conversa “Vai estrear um filme de ovelhas assassinas feito na Nova Zelândia com efeitos especiais da empresa que fez o Senhor dos Anéis!”. E depois toda a gente abandona a mesa e o excitado fã de série B fica a chorar de solidão, acariciando a sua colecção de calendários do Aliens.

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The Golden Compass (2007)

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Há certos sintomas que nos fazem compreender que estamos a ficar velhos. O facto de se começar a consumir comprimidos como se fossem pintarolas, ter cuidado com a alimentação e dizer que a partir de amanhã vamos fazer exercício físico regular e deixar de achar piada a filmes de fantasia. Pelo menos aos filmes de fantasia mais light e “happy pink my little pony crap” como é o caso de Golden Compass, Eragorn ou outras trilogias a martelo. Claro que ainda gostamos da fantasia mais negra, como o “Labirinto del Fauno” ou dos telediscos de Tool. Mas dá-me ideia que acabará por chegar o dia em que corremos para casa para saber qual das gémeas vai ser atropelada por um homossexual toxicodependente  seropositivo testemunha de Jeová bêbedo no episódio final de uma novela da TVI.

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The Day After Tomorrow (2004)

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Em primeiro lugar deixem-me dizer-vos que não sou grande fã destes filmes “bigger than life” de catástrofes. Posto isto, que a matança comece. Este filme lida com uma catástrofe global que se abate sobre o planeta. De um dia para o outro, vindo do nada, uma imensa tempestade arrasa o hemisfério norte. E porquê o hemisfério norte? Porque é uma tempestade com consciência social, de certeza de esquerda, que vem acabar de vez com os porcos imperialistas.

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Um Filme Falado (2003)

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Zombies, sangue, tripas, zoofilia e sexo em grupo, fotografia magnífica e banda sonora avassaladora são coisas que este filme não tem. No entanto o uso da palavra “zoofilia” e “sexo em grupo” serve para trazer aqui ao site uns bons 30 ou 40 visitantes, isso vos garanto. Assim como outras que vou colocando tempos a tempos para atrair populaça a este banho de cultura. [Marisa Cruz Nua] Existe em Portugal uma percentagem de população que ronda os 99.999% que encara a tarefa de olhar para um espelho a ver as unhas e o cabelo a crescer com mais entusiasmo do que ver um filme de Manoel de Oliveira. A maior para dessas pessoas nunca viu nenhum, uma prova de que o instinto e 6º sentido existem e funcionam. [Carla Matadinho faz a equipa de futebol salão do Miramar Juniores]

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Cloverfield (2008)

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Estive para dar este filme com boff e até como xunga. Uma mistura estranha de sentimentos apodera-se de mim quando penso nele. Devido a isto cheguei à conclusão que não é xunga mas por pouco. Mas antes quero falar de duas coisas à laia de introdução: Blair Witch e as tão badaladas “Campanhas Virais de Publicidade”. Blair Witch Project é, quase de certeza, o pior filme da história. Fruto da imaginação retardada de 2 atrasados mentais que precisavam de dinheiro para as dívidas com prostituição, Blair Witch atraiu milhões às salas para ver… nada! Absolutamente nada, o vazio total. A ausência! Papalvos do mundo inteiro cantavam hinos de “lambe-escroto”, incapazes de admitir que tinham sido suficientemente lorpas para ser guiados pelo hype mediático. Um pouco se passa com este Cloverfield, mas antes disso…

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Untitled Romero Zombie Film – Promo Trailer

George Romero realizou o primeiro filme de zombies (vénia em respeito). Delineou as regras do filme de zombies que se têm mantido relativamente inalteradas desde então, à excepção daqueles desalinhados ingleses e os seus zombies on speed. Mas desde Night Of The Living Dead (1968) parece que tem sempre feito o mesmo filme de zombies mas em locais diferentes (ou horas do dia diferentes). Haverá ainda paciência para mais uma carnificina zombie de Romero? Há, mas pouca…

Rob Zombie’s Halloween (2007)

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Sou fã de Rob Zombie. Mais pela música do que pelos filmes. Dos seus filmes anteriores recordo com alguma nostalgia as suas semelhanças com as sua banda White Zombie e a sua carreira a solo. E se fosse amigo pessoal dele, agarrava agora neste preciso momento no telefone, ligava-lhe e dizia “Rob, vai-te foder! Para a próxima vez que estragares um mito e um icon de culto usando a puta da tua esposa como protagonista, pode ser que acordes com uma cabeça de cavalo enfiada no cu…”.

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The Devil’s Rejects (2005)

devilsrejects Sou grande fã de Rob Zombie desde 1992. Não do realizador, mas do músico. Um dos meus albuns preferidos continua a ser “La Sexorcisto: Devil Music Volume One”, mesmo depois de tanto ano. Ainda hoje ouço com alguma frequência el gran exito Thunder Kiss ’65 ou o fabuloso Black Sunshine. Era do tempo em que todos tínhamos CDs legais e comprados e se os queríamos piratear tinha que ser em cassete, crómio de preferência.

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Catwoman (2004)

catwoman

Todos os filmes de super heróis precisam de uma introdução burlesca para começar. Enquanto que na BD já é assim e ponto final, nos filmes existe a necessidade de mostrar às pessoas como é que tudo começou. O que faz com que tudo pareça absurdo, pois é retratado um mundo igual ao nosso, quando, de repente, alguém é mordido por uma lata de atum radioactiva ou come presunto fora de validade picado por uma aranha criada a banha do cachaço de alpacas mutantes, e ficam com super poderes. É esta uma das maiores falhas nos filmes de super heróis. Outra grande falha são os argumentos que invariavelmente fazem com que o herói em questão se vingue de quem lhes trouxe o super poder, sempre acompanhado com uma situação melodramática em climax…

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House of the Dead 2 (2005)

hotd2Pior que Uwe Boll só “pós Uwe Boll”…

Dois cientistas (???) e um grupo de intervenção militar (???) partem em busca do zombie original, o primeiro a ser zombificado, para tirar uma amostra de DNA. E quando faltam 10 minutos para o complexo explodir, os nossos amigos têm 2 horas para resolver o problema. Confuso? Nem por isso, é simplesmente idiota.

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Wedding Crashers (2005)

Haverá porventura algo pior do que um filme horrivelmente mau que inicialmente parecia bom? Haverá pior sensação do que convidar alguns amigos para uma noite de salutar convívio e no final tentar controlar a fúria dessas pessoas e a sua ânsia de nos ver amarrados a um poste, a ser apedrejados, enquanto chamas nos consomem a carne? E as desculpas? “Ah, pensava que era bom… Hehe! He!…”. E ao fundo a esposa do nosso melhor amigo, professora de Inglês, grita “Arde porco!…“.

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Audition aka Ôdishon (1999)

audition

Takashi Miike, quando quer, kicks ass… Este é considerado a sua obra prima por muitos e um dos seus melhores por outros. Grande parte dos filme de Miike acabam por ser uma bizarra e surreal experiência para as bandas da violência extrema. Conjugam o humor para suavizar actos que envergonhariam por completo Torquemada e os seus lacaios da inquisição espanhola. Neste filme tudo é diferente. É um poderoso filme de emoções bem transmitidas, de amor e ódio incontrolável e, claro, sangue à baldada.

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Bewitched (2005)

bewitched2005

Puritanos, tonhós que estão contentes logo de manhã e romanticos incuráveis não me levem a mal, mas agradecia que não lessem esta crítica toda. Aliás, queria mesmo que se retirassem, pois o que vão aqui ver nos próximos parágrafos não será uma vista linda de se contemplar. É que nem aqueles insuportáveis tipos que não precisam de café para andarem radiantes pela manhã poderiam suportar tal tortura. Mesmo os  pacóvios que têm um poster do Titanic e outro da Cidade dos Anjos eram capazes de matar, enraivados de ódio, só por terem sido enganados pelo cartaz.

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