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		<title>A Very Harold &amp; Kumar 3D Christmas (2011)</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 11:55:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img class="alignnone size-full wp-image-4603" title="A-Very-Harold-Kumar-Christmas31" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/A-Very-Harold-Kumar-Christmas31.jpg" alt="" width="425" height="224" /></p>
<p align="justify">Imensas discussões têm incendiado a Internet acerca de qual será a versão masculina do filme de gaja. Será o filme de acção? O porno? O bromance? A comédia escatológica? O disaster movie? Na minha opinião, nenhum destes. A versão masculina do filme de gaja é, indiscutivelmente, o stoner movie. Porque é que as mulheres adoram comédias românticas? Porque projetam todas as fantasias e sonhos que nunca verão concretizados, porque as ajuda a acreditar num futuro melhor, um futuro onde não apanhem de cinto, não sejam trocadas pela mamalhuda que trabalha com o namorado ou num futuro em os seus companheiros não lhes forcem dedos no anus. O stoner movie é o pináculo da fantasia masculina. Uma vida livre de compromissos e aborrecimentos mundanos, onde cada um cede apenas aos seus instintos mais básicos sem se preocupar com dinheiro, problemas conjugais e familiares, saúde ou pormenores legais. Seja sexo e drogas ou Playstation e Coca-Cola, sejam mulheres, homens ou cavalos, seja escalar os Himalaias ou passar fins de semana no sofá a ver estática com preguiça de levantar o rabo para mudar de canal. É o sexo masculino primordial.</p>
<p align="justify"><span id="more-4599"></span>E eu nunca resisti a nenhum stoner movie. Ainda está para aparecer um filme com uma dupla de drogados imbecis que eu rejeite. Harold e Kumar não são excepção. Já os sigo desde Harold &amp; Kumar Go to White Castle (2004) e o genial Harold &amp; Kumar Escape from Guantanamo Bay, em 2008. Se não estão a ver do que estou a falar talvez os títulos portugueses, bastante elucidativos e fieis ao original, vos possam esclarecer: Granda Moca, Meu! e Granda Moca, Meu! A Fuga!. Pontos de exclamação incluídos.</p>
<p align="justify">Nos tomos iniciais encontramos filmes sem medo de ir mais além, sem fronteiras morais a definir o que tem ou não tem piada. Aliás, o próprio Neil Patrick Harris tem aqui a sua primeira aparição neste tipo de papeis, o ladykiller. O percursor de Barney. Note-se que a expressão ladykiller não é figurativa.</p>
<p align="justify">E a fórmula é tem sido sempre a mesma. Marijuana com fartura e seja o que Deus nosso senhor quiser. Um autêntico regabofe que não respeita convenções, uma orgia (figurativa e literal) de nonsense, a falta de respeito pelo próximo e o apelar ao mais negro que existe no nosso instinto de autopreservação.</p>
<p align="justify">Devo dizer que este último, que é título deste post, não me entusiasmou particularmente. Preocupados demais em mostrar as façanhas do 3D e com um argumento que parece requentado de ontem, cheio tiros ao lado e oportunidades perdidas. Nem o skecth Neil Patrick Harris teve grande piada.</p>
<p align="justify">Aconselho os dois primeiros, que devem ser vistos sem as companheiras. Já chegam as acusações diárias de falta de maturidade, de eternas crianças ou alegações de incapacidade em praticar com seriedade tarefas de adultos. Vejam ás escondidas e se forem apanhados digam que é porno&#8230; com animais&#8230; mortos&#8230;</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4599" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/09/macgruber-2010/" title="MacGruber (2010) ">MacGruber (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/09/piranha-2010/" title="Piranha (2010)">Piranha (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/13/hobo-with-a-shotgun-2011/" title="Hobo with a Shotgun (2011)">Hobo with a Shotgun (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/07/teen-wolf-1985/" title="Teen Wolf (1985)">Teen Wolf (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/23/final-destination-4-2009/" title="Final Destination 4 (2009)">Final Destination 4 (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/06/13/freezer-burn-the-invasion-of-laxdale-2008/" title="Freezer Burn: The Invasion of Laxdale (2008)">Freezer Burn: The Invasion of Laxdale (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/05/04/o-contrato-2009/" title="O Contrato (2009)">O Contrato (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Kids Are All Right (2010)</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Feb 2012 22:44:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não é Xunga Não Senhor!]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDEyLzAyL2VobGFoLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="ehlah" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2012/02/ehlah_thumb.jpg" alt="ehlah" width="424" height="186" border="0" /></a></p>
<p align="justify">Cheguei mais cedo a casa. Ainda tinha tempo de ver um filme antes que o infernal furacão de imparável destruição e balbúrdia  apocalíptica chamado rotina com crianças tivesse o seu início. Descalcei-me, gritei de dor lancinante e deixei que as lágrimas me escorressem pela cara devido a uma pequena cabeça de Mickey (da Lego) que se tinha acabado de me cortar um tendão e estava agora alojada da parte mais dolorosa do metatarso. Sentei-me, absorvi o sangue com um casaco da Barbie e liguei o meu mediacenter. Corri todos os filmes que me pareceram boa ideia quando os “adquiri”, mas curiosamente nenhum deles me fascinava. Filmes de extraterrestres, violência perfeitamente gratuita, humor negro e ofensivo, pornografia sueca dos anos 60, super-heróis de calcinhas de licra enfiadas no rego, monstros, filmes com acontecimentos de tal envergadura que podem acabar com o mundo (várias vezes) e uma pasta chamada “Corredor da Morte”, onde coloco os filmes até ter coragem para os apagar. Quem diz apagar diz outro verbo qualquer com sonoridade menos ilegal. Bem, carreguei no play em “The Kids Are Alright” e deixei-me embalar pelo confortável ambiente familiar de um lar onde um casal de lésbicas em crise de meia idade tenta salvar a sua tempestuosa relação.</p>
<p align="justify"><span id="more-4586"></span><em>“Lésbicas?”,</em> perguntam vocês em uníssono já com as calças nos tornozelos. Sim, lésbicas, mas isso não interessa nada para aqui. Pelo menos para já. É claro que tem a eternamente sexy Julianne Moore que há-de ter 80 anos e ainda me provocar ereções fulminantes, mas isso são contas de outro rosário.</p>
<p align="justify">A história de The Kids Are Allright é simples e banal, coisas que podem ser doces quando bem exploradas cinematograficamente. Um casal de lésbicas tem dois filhos que estão a chegar à idade adulta. Curiosos acerca da sua paternidade, procuram o seu pai biológico nos registos da clínica onde uma das suas mães se deixou inseminar artificialmente. Uma vez descoberta a identidade do pai, há o encontro. Rapidamente se criou um relação de proximidade e a família de 4 passa a incluir o “pai” na sua esfera social. Escusado será dizer que de boas intenções está o céu cheio e quando menos se espera já a Julianne Moore está a experimentar salsichão picante pela primeira vez. Como estas questões de infidelidade nunca correm bem, arma-se uma peixeirada Homérica que acaba em algo que não vou aqui mencionar porque, convenhamos, ninguém gosta de spoilers. Muito menos quando se trata do futuro de uma relação de lésbicas extremamente sensuais e uma delas é a Julianne “hypermegagiganuclearquântica MILF” Moore.</p>
<p align="justify">Tecnicamente perfeito, com aquela adorável fotografia hiperrealista de estilo europeu, sabem do que estou a falar. Quando a pele dos personagens parece mesmo pele, com os seus naturais defeitos, as marcas do dia a dia ou da idade. Com as cores verdadeiras. Um história fluida que nunca deixa de nos impressionar com o quanto nos podemos identificar com um casal lésbico.</p>
<p align="justify">Estamos perante uma grande obra cinematográfica que tem o dom de nos mostrar que um casal é um conceito universal, seja homossexual ou heterossexual. Os problemas são iguais em todo o lado, seja qual for a orientação sexual, a localização geográfica ou o espaço temporal que habitam. Principalmente a nós, heteros que tendemos a pensar que os casais homossexuais estão presos num loop eterno de enrabanço, de onde só saem para ver musicais do La Féria, aplicar cremes para a hemorródias e comprar roupas de cor Fúchsia em lojas onde não nos apanhavam vivos.</p>
<p align="justify">E é isto que queremos num filme, que nos faça perceber coisas, que nos acompanhe muito além do créditos finais, que nos dê referências para conversas de café ou para debates acerca do sentido da vida que nos fazer sentir imensamente pequenos mas com aquela sensação que, pelo menos, não estamos a ver a novela da TVI.</p>
<p align="justify">E com isto chego ao assunto central da época, a sex tape do Castelo Branco. Just kidding, vão lá à vossa vidinha que provavelmente ainda estão a fazer a digestão e pedaços de bifana semi-digerido e restos de batatas fritas são coisas que custam a sair dos monitores, já para não falar do cheiro.</p>
<p align="justify">Deixo-vos com mais Julianne Moore em todo o seu esplendor sexual. Screencaps tirados do filme.</p>
<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDEyLzAyL2JlcmxhaXRhZGEuanBn"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="berlaitada" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2012/02/berlaitada_thumb.jpg" alt="berlaitada" width="425" height="971" border="0" /></a></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4586" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/09/piranha-2010/" title="Piranha (2010)">Piranha (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/26/a-complete-history-of-my-sexual-failures-2008/" title="A Complete History of My Sexual Failures (2008)">A Complete History of My Sexual Failures (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/13/the-ward-2010/" title="The Ward (2010)">The Ward (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/20/loose-screws-1985/" title="Loose Screws (1985)">Loose Screws (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/16/get-him-to-the-greek-2010/" title="Get Him to the Greek (2010)">Get Him to the Greek (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/09/macgruber-2010/" title="MacGruber (2010) ">MacGruber (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/11/knight-and-day-2010/" title="Knight and Day (2010)">Knight and Day (2010)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Paulo Coelho, improv&#225;vel guerreiro anti-SOPA</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 22:12:22 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDEyLzAxL3Bjb2VsaG8ucG5n"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="pcoelho" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2012/01/pcoelho_thumb.png" alt="pcoelho" width="425" height="422" border="0" /></a></p>
<p align="justify">Andava eu calmamente a ver as novidades do mercado de Inverno do Piratebay quando levantei os olhos para o logotipo do site e em vez da imagem habitual estava Paulo Coelho, o escritor brasileiro. Por baixo a legenda “The Pirate Bay proudly promotes Paulo Coelho”. Duvidei dos meus velhos e cansados olhos. Será que todos aqueles anos de abuso de psicotrópico estariam finalmente a fazer os tais estragos que me falou o médico de família e aquela cartomante da Feira do Cavalo e da Beringela de Outil? Não, era mesmo verdade. Segui o link e fui dar ao blog oficial do próprio. É certo que já não lia Paulo Coelho desde que aquela noite de Inverno de 1998 quando me foi prometida uma noite de sexo de intensidade moderada se conseguisse produzir um resumo de “Veronika Decide Morrer” em menos de duas páginas, mas foi a primeira vez que algo escrito por ele não me provocou espasmos gastro-intestinais. Digamos que quase senti orgulho de um dia ter fingido gostar das suas crónicas do guerreiro da luz juntos das minhas amigas da Faculdade de Letras.</p>
<p><span id="more-4576"></span></p>
<p align="justify">O logótipo do Pirate Bay encaminhava para o blog do autor e uma frase destaca-se sobre todas as outras: “Desde que os meus livros começaram a ser disponibilizados nas redes P2P, as minhas vendas no mundo inteiro subiram em flecha”. Depois tem algumas considerações contra a (por enquanto) extinta SOPA e alguns apontamentos acerca de direitos de autor que me surpreenderam bastante.</p>
<p align="justify">Com isto chegamos a uma conclusão que me parece óbvia. As pessoas hoje em dia consomem um misto de pirataria com não pirataria. E se as pessoas nestes moldes consomem, digamos 20 obras piratas e 2 obras piratas, numa situação de sociedade distópica ultra policiada ao estilo SOPA/PIPA iriam apenas consumir 1 obra. O que dá um decréscimo de 50% nos seus valores de faturação. Isto falando de obras mainstream. No caso de cinematografias menos conhecidas ou localizadas as coisas mudam de figura. Todos nós, cinéfilos mais dedicados, conhecemos atualmente obras do Brasil, Japão, Coreia, Irão, México, Colômbia, Nigéria, África do Sul, Israel, Palestina, China, Holanda, França, Espanha, Suécia, Nova Zelândia, etc devido às redes da chamada “pirataria”. E graças a estas aquisições, comprámos qualquer coisa relacionado no mercado oficial. Sem pirataria não teríamos gasto um centavo nesse tipo de produtos.</p>
<p align="justify">De acrescentar ainda que o The Pirate Bay tem agora um programa de promoção de artistas que permite que determinada banda, escritor, autor, seja lá o que for, possa ter destaque no site, um destaque que vale mais do que publicidade paga em jornais de topo. Basta para isso que tenham conteúdo partilhado nesse site e que preencham um <a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3RoZXBpcmF0ZWJheS5vcmcvcHJvbW8=" target=\"_blank\">formulário</a> próprio para o efeito.</p>
<p align="justify">Deixo-vos com a frase de Paulo Coelho que encerra o seu texto sobre este assunto:</p>
<blockquote>
<p align="justify"><em>Welcome to download my books for free and, if you enjoy them, buy a hard copy – the way we have to tell to the industry that greed leads to nowhere.<br />
Love<br />
The Pirate Coelho</em></p>
</blockquote>
<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3RoZXBpcmF0ZWJheS5vcmc=" target=\"_blank\">The Pirate Bay</a> (Para aquelas duas pessoas no mundo inteiro que ainda não conhecem o site)</p>
<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3BhdWxvY29lbGhvYmxvZy5jb20vMjAxMi8wMS8yOC9wcm9tby1iYXkv" target=\"_blank\">Texto no blog de Paulo Coelho</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3RoZXBpcmF0ZWJheS5vcmcvcHJvbW8=" target=\"_blank\"><img src="http://static.thepiratebay.org/img/tpbpromo.jpg" alt="The Pirate Bay Promotional Apparatus" /></a></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4576" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2012/01/19/direitos-de-autorum-pau-de-dois-bicos/" title="Direitos de Autor&ndash;Um pau de dois bicos">Direitos de Autor&ndash;Um pau de dois bicos</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/13/vhs-for-dummies/" title="VHS for dummies!">VHS for dummies!</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Direitos de Autor&#8211;Um pau de dois bicos</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 23:15:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com esta última batalha contra a opressão e a favor de uma Internet livre que foi o Blackout contra a SOPA/PIPA, começa a surgir na opinião pública alguma curiosidade acerca de quem está por detrás destas tentativas de nos privar da última réstia de liberdade que ainda temos, ou que pensamos ter. E nesta discussão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDEyLzAxL21pY2tleS5qcGc="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="mickey" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2012/01/mickey_thumb.jpg" alt="mickey" width="425" height="390" border="0" /></a></p>
<p align="justify">Com esta última batalha contra a opressão e a favor de uma Internet livre que foi o Blackout contra a SOPA/PIPA, começa a surgir na opinião pública alguma curiosidade acerca de quem está por detrás destas tentativas de nos privar da última réstia de liberdade que ainda temos, ou que pensamos ter. E nesta discussão de<em> evil corporations</em> vs cidadão comum surgem frequentemente alegações e argumentos relacionados com direitos de autor. O problema é que as leis que regulam os direitos de autor, como todas as leis, servem apenas quem as encomendou ou quem tem o poder de lhes alterar cirurgicamente o texto de modo a servir um plano que normalmente não tem grandes vantagens para nós, os 99%. Tudo isto para vos contar a história por trás dos direitos de autor do Rato Mickey e o porquê de ainda não ter sido disponiblizado para domínio público, apesar de já ter expirado a validade da sua patente. Peguem uma colcha e um copinho de leite quentinho e sentem-se que vos vou contar uma história.</p>
<div align="justify"><span id="more-4566"></span></div>
<p align="justify">Em 1998 a Disney entrou em pânico porque o copyright do Mickey Mouse estava prestes a expirar. A sua primeira aparição foi na curta “Steamboat Willie” em 1928 e a data de expiração de copyright estava marcada para 2003, 75 anos depois conforme o que diz a lei. E imediatamente a seguir viria o Pluto, Donald, Pateta e toda uma equipa de personagens que é altamente rentável nos dias que correm.</p>
<p align="justify">Uma equipa de advogados, um maralhal de lobbyistas e alguns executivos com licença para corromper (custe o que custar) foram enviados para Washington para fazer a sua magia junto dos <em>decision makers</em> do país das oportunidades.</p>
<p align="justify">A estes legítimos representantes de Satã logo se juntou um exército de burocratas dos grandes estúdios temendo que o mesmo pudesse acontecer aos seus tão preciosos bens de consumo. Minaram por completo a classe política numa acção altamente concertada de terrorismo corporativo e passados alguns meses colheram os resultados.</p>
<p align="justify">O Senado aprovou uma nova lei de direitos de autor que prolonga a data de expiração de copyright para todas as obras que apareceram depois de 1923 (convenientemente). Todos os prazos foram prolongados e nas obras posteriores a 1978 o prazo de expiração passou para 95 anos se se tratar de uma obra criada por uma corporação, que são todas as obras comercialmente rentáveis criadas actualmente. Se se tratar de obra de autor, como nas primeiras de Walt Disney, o prazo passa para 75 anos depois da sua morte.</p>
<p align="justify">O que significa que a próxima data fatal para a Disney será para 2019, altura em que o Mickey Mouse ficará disponível para public domain. Neste momento já se deve estar a preparar a próxima ofensiva legal por parte da Disney, uma vez que a marca Mickey Mouse está neste momento a ser mais lucrativa que nunca, com a série para crianças Mickey Mouse Playhouse. Eu sei do que falo, tenho cá um viciado em casa.</p>
<p align="justify">A parte mais chocante desta história toda é que a lei foi aprovada por uma parte do governo americano que, alegadamente, não teria legitimidade para o fazer, uma vez que é um tipo de lei que sai fora da sua jurisdição. Eu nem a maneira como as nossas leis são feitas percebo, quanto mais as americanas. O que eu sei é que quando há necessidade destas companhias fazerem valer os seus valores e rentabilizar os seus investimentos, não há direitos humanos, manifestações populares ou legalidade que os trave. São eles que nos controlam, desde o ar que respiramos à comida que ingerimos, passando por todas as vertentes que regem o nosso dia a dia, estamos dependentes deles e por conseguinte, fodidos…</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4566" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2012/01/30/paulo-coelho-improvvel-guerreiro-anti-sopa/" title="Paulo Coelho, improv&aacute;vel guerreiro anti-SOPA">Paulo Coelho, improv&aacute;vel guerreiro anti-SOPA</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/08/20/the-rocker-2008/" title="The Rocker (2008) ">The Rocker (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/28/goofie-chewbacca-chewbacca-a-sexta/" title="Goofie Chewbacca &#8211; Chewbacca à Sexta">Goofie Chewbacca &#8211; Chewbacca à Sexta</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Red State (2011)</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 17:25:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; margin: 2px auto; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="Red-State" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2012/01/Red-State.jpg" alt="Red-State" width="425" height="237" border="0" /></p>
<p style="text-align: justify;">Todos nós odiamos os Estados Unidos da América como odiamos o nosso dealer, sentimos um revoltante repúdio mas não conseguimos deixar de consumir os seus produtos. Basta ver as notícias com regularidade para perceber que ideologicamente alguma coisa está diabolicamente distorcida do outro lado do Atlântico, seja porque houve mais um puto a dizimar duas turmas do liceu ou porque foi adoptada mais uma medida belicista de agressão externa para permitir que os preços do petróleo se mantenham constantemente em valores altíssimos. Apesar de ninguém resistir aos encantos belicistas deste belo povo que não abdica do ocasional incesto com fins reprodutivos, é na religião que aparecem as maiores barbaridades. O seu Deus é baseado num conceito muito elástico que se parece moldar perfeitamente em redor do seu modo de vida ao mesmo tempo que conjura as labaredas do sétimo patamar do Inferno para todos os que não concordem com o American Way of Life. E é este terreno pantanoso das barbaridades feitas à sombra da religião e de um Deus castigador que Kevin Smith nos apresenta, numa América profunda, ignorante e fortemente racista. Sem Silent Bob nem nenhum Clerk, apenas a frieza de uma fé punitiva e de uma guerra que põe frente a frente dois tipos de insanidade diametralmente opostos mas igualmente devastadores.</p>
<p><span id="more-4551"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Kevin Smith, realizador balofo por quem tenho muito apreço por ser o autor de um dos meus filmes preferidos, senão mesmo o meu preferido: Clerks. Autor de mais 5 filmes que, com o Clerks, formam aquilo que se convencionou designar a sextologia View Askewniverse. Homem de imenso talento que se tem vindo a enterrar em obras menores, como tarefeiro de segunda categoria para os estúdios americanos. Ultimamente só tem feito horribilidades.</p>
<p style="text-align: justify;">A cada vez que se espera um filme dele espero secretamente para que seja um bom filme, para que acabe de vez o feitiço deste badocha que tanto prezo. E este Red State foi um projecto que acompanhei de perto na fase de pré-produção. Na altura da estreia perdeu-se um bocado porque não houve apoio das <em>majors</em> e o filme foi exibido apenas em algumas salas americanas. Não fosse pelo facto de ser uma produção inteiramente digital, filmada em menos de um mês sob um apertado orçamento, teria sido um flop. Resumindo e concluindo, só o apanhei no &#8220;circuito alternativo&#8221; em glorioso HD.</p>
<p style="text-align: justify;">Red State conta-nos a história de uma família fortemente religiosa nos Estados Unidos profundos, os chamados &#8220;red states&#8221;. Vivem numa quinta, isolados do mundo, e só saem para protestar em clínicas de abortos e para manifestações homofóbicas. E um dia três amigos têm um pequeno incidente que os leva a ficar aprisionados no meio deste clã psicopata e na missa desse fim de semana vão ser usados para dar o exemplo de como Deus não perdoa. Entretanto um conjunto de situações despoleta uma abertura de um inquérito policial que vai formar uma equipa de intervenção para um rusga à tal quinta.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, inicialmente temi estar perante um torture porn simplório e cozido em lume brando. Assustei-me porque o torture porn é um área que não me agrava muito, apesar de ser um grande fã de cinema de terror. Ali a meio um conjunto de rápidas sucessões interrompe a brandura da narrativa e transforma o filme completamente, para um nível de imprevisibilidade de rara beleza. Aí senti orgulho de Smith, porque deu ali meia dúzia de voltas arrojadas que desafiam as leis do sagrado cliché.</p>
<p style="text-align: justify;">E quando tudo parecia estar a acabar numa apoteose de arco íris e êxtase puro, eis que o final entra sem se fazer anunciado trazendo consigo um sabor amargo. Não gostei deste final pelo simples facto de que Kevin Smith tentou fazer outro malabarismo narrativo dentro do mesmo filme. E se no primeiro se safou, no segundo abusou.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim foi positivo, porque Kevin Smith não foi a prostitua de serviço para nenhum estúdio nem teve que comer merda às colheres porque a crítica o acusou de <em>Sell Out</em>. Fez o processo inverso, que apesar de ter deixado este vosso escriba mais aliviado, não dever ter trazido grandes mais valias à sua carreira. Esperemos que siga esta via.</p>
<p style="text-align: justify;">Rezemos agora todos juntos:</p>
<dl>
<dd><em>There is no emotion, there is peace.</em></dd>
<dd><em>There is no ignorance, there is knowledge.</em></dd>
<dd><em>There is no passion, there is serenity.</em></dd>
<dd><em>There is no death, there is the Force.</em></dd>
</dl>
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		<title>A Casa do Sr. Penetra: Reality Show Porno</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 23:13:28 +0000</pubDate>
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<p align="justify">Por esta altura já se percebeu com bastante clareza aquilo que as pessoas esperam de um reality show da TVI. Não vale a pena contornar a questão com desculpas esfarrapadas, manipulações mediáticas ou conversas apinhadas com tantas conotações sexuais que nem se percebe o seu real sentido. As pessoas querem ver sexo. Querem ver foda, como se dizia antigamente. Querem ver  símios libidinosos amestrados a copular, cobertos de fluidos corporais, felácios a torto e a direito, bolas chinesas, buttplugs e a ocasional asfixia auto-erótica. E se as passagens de ano de toda a gente tiverem que ser arruinadas por um reality show, que seja uma majestosa apoteose com orgias entre concorrentes e público, duplas penetrações com anões e palhaços e uma apresentadora multitalentosa que além de esplendida capacidade comunicacional consegue atingir uma garrafa com uma bola de ping pong a 25 metros, sem usar as mãos…</p>
<p><span id="more-4543"></span></p>
<p align="justify">O certo é que toda a gente iria ver um reality show deste tipo com a mesma atitude com que veem os que a TVI tem passado ultimamente. Iriam negar até à última que vêem (mesmo sob tortura), vão dizer que é um mau programa até aparecer alguém que também vê. Depois começam a falar como se conhecessem os concorrentes desde a infância ou como se realmente alguma daquela porcaria tivesse importância vital para o saudável desenvolvimento do resto das suas vidas.</p>
<p align="justify">Eu iria ser um espectador assíduo deste reality show porno. Aliás, até posso dar umas ideias com potencial público alvo. Em primeiro lugar substituam a apresentadora. Uma carcassa semi-decomposta cuja estrutura anatómica só se mantém coesa com cirurgia plástica não conta. Alguma cirurgia plástica é aceitável, mas cirurgia que disfarça o óbito não é atraente. Eu punha lá a Catarina Furtado. Nua. Quer dizer, nua só lá para o fim. Para impedir que pessoas mudem de canal cedo.</p>
<p align="justify">Os concorrentes teriam que ser pessoas de aspecto normal, como as nossas vizinhas ou colegas de trabalho. Cabeleireiras, enfermeiras, psicólogas, bailarinas exóticas, DJs, porteiros de discoteca, assistentes de cartório e capitães de bacalhoeiro, rua que é a casa dos cães! O sexo não poderia começar logo no primeiro dia, como é óbvio, mas da primeira semana não poderia passar, porque todos temos coisas mais importantes para tratar. E só os homens poderiam (deveriam) ser expulsos. As mulheres ficam a acumular tensão lésbica ou de castigo numa cave sado-maso.</p>
<p>E ainda assim seria uma melhor história de amor do que Twilight…</p>
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		<title>Conan the Barbarian (2011)</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 23:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4536" title="Conan" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/12/conan2011jpg.jpg" alt="" width="425" height="283" /></p>
<p align="justify">Todos aqueles que conviveram intimamente com os Conans de Schwarzenegger nos anos 80 ficaram aterrados com a ideia de um remake. Não só por se tratar de um remake de um filme que fez de nós mais homens, mas por ser pura e simplesmente um remake. Convenhamos, não haverá maior abominação neste planeta do que um remake. E se um remake a um filme de merda já é condenável, um remake a um clássico da nossa juventude é como uma violação em grupo num daqueles dias em que hemorroidal não está no seu melhor estado. Não é que os Conans originais sejam grande especialidade, mas são os nossos Conans, bolas!  Aqueles que nos mostraram as mamas da Sandahl Bergman, da Olivia d’Abo ou da Grace Jones. Mas nenhum desses pares de mamas se revelaria  maior que o de Schwarzenegger, numa fase em que o seu corpo tinha mais hormonas de cavalos do que grande parte do cavalos da altura.</p>
<p align="justify"><span id="more-4534"></span></p>
<p align="justify">Mas pronto. Lá calámos e consentimos silenciosamente nesse remake, como vaquinhas submissas esperando ver incontornável filme. Porque a natureza humana é mesmo assim, é por isso que paramos para ver os acidentes na estrada, por isso é que gostamos de ler a necrologia, por isso é que ficamos com uma ligeira ereção quando uma celebridade cai em desgraça ou quando vemos uma tourada esperamos sempre que um toureiro se foda.</p>
<p align="justify">O trailer tinha algumas virtudes. A versão Red Band, pelo menos. Sangue a baldes. Ainda que sangue CGI, mas mesmo assim é melhor que sangue nenhum. É a isto que estamos reduzidos, conformados com uma imitação de uma imitação de sangue. Há coisas piores, é verdade, mas entrar nessa lógica de raciocínio será ceder um pouco mais à negridão dos tempos, do eterno sofrimento na voz do povo, do fado e dessa miséria toda.</p>
<p align="justify">Conan é na realidade o filme que se esperava. Insípido, vazio, morto por dentro. Um filme que cedeu ao facilitismo dos clichés, que se rendeu à preguiça do CGI e à vulgarização da bofetada politicamente correta, sem danos colaterais. Faltam anões maléficos, evil warlords sexualmente pérfidos, heroínas debochadas, carnificina gratuita e a um pouco da velhinha ultra-violência nonsense.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma cena em especial que me revira de tal modo as tripas que me faz lembrar o camarão que comi na passagem de ano de 91/92. A cena em que Conan batalha ferozmente guerreiros de areia. Que vergonha é esta? Pessoas de areia? A sério? Como se justifica uma coisa destas? Não seria mais lógico um exército de capangas sanguinários, a transbordar de ódio visceral e o mais vil desrespeito pela condição humana? Não, uns saltitões de areia que parecem umas cabras do mato alimentadas a LSD. Sinceramente Hollywood! Eu sei a explicação para isso, mas é uma explicação de indescritível vergonha. Eles metem esta bonecada em CGI, estes animais, guerreiros de areia, monstros, etc, para que possa haver violência dentro dos limites daquilo que eles consideram decência. Para não dar ideias aos jovens, dizem eles, para que não se possam identificar com a violência. Para que as suas pobres mentes não os arrastem para mais um morticínio no liceu e a consequente guerra de tribunais e moralidades mediáticas em torno das violências na TV, cinema e videojogos. “<em>Nós não temos culpa!</em>”, diriam os produtores de Conan em defesa da honra “<em>No nosso filme só se chacinam criaturas descaracterizadas de qualquer humanidade para proteger as nossas crianças das atribulações do destino</em>”. Mas isto para dizer aquilo que tenho dito ultimamente: a estupidificação, a unidimensionalidade narrativa (porque não existe nenhuma artifício lírico que descreva de modo vívido zero dimensões), a ausência de verosimilidade sexual, remoção de elementos gráficos na violência, o humor linear e flácido para não irritar nenhuma faixa etária, social, religiosa, política, etc  são apenas estratégias para agradar a gregos e troianos, tentando abranger todas os públicos para com isso encaixar mais dolares. É certo que encaixam bastante, ainda por cima com o atrocidade do 3D (que não abordarei agora), é certo que levam lá muito incauto parolo que dá mais atenção às pipocas que ao filme. Mas na realidade quantas dessas pessoas passam a ter este filme na sua lista de clássicos, naquelas memórias agradáveis que se mantêm até à morte, que relembram o filme com um sorriso de bem estar? Esse valor sei qual é. É zero!</p>
<p>E com isto vos desejo um bom ano e que, pelo menos, mantenham a dignidade humana durante o ano de 2012. So say we all!</p>
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		<title>Super 8 (2011)</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 23:37:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="super-8-filme" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/12/super-8-filme_thumb.jpg" alt="super-8-filme" width="425" height="193" border="0" /></p>
<p style="text-align: justify;">No final da sessão do Captain America mal consegui conter o vomito até chegar à casa de banho do cinema. Enquanto cabritava restos do almoço em convulsões tão poderosas que poderiam deslocar facilmente uma omoplata a um iniciante das artes do gregório, um amigo que foi comigo ao cinema colocou a sua mão no meu ombro e disse bondosamente “<em>Oh Pedro, há mais filmes no mundo. Não gostaste deste podes sempre ver outro</em>.” Ergui a cabeça, racionalizei no que ele tinha acabado de dizer, levantei-me e dei-lhe uma cabeçada no nariz. Antes de ele ter tempo de bater com as costas no chão, já o meu pé o esperava e assim foi de pontapé em pontapé até à outra ponta dos sanitários quando a sua cabeça foi violentamente impedida de prosseguir por uma parede de mármore. Enquanto lhe desfigurava a cara inconsciente numa sucessão de uppercuts, sussurava-lhe aos ouvidos as palavras “<em>Quem te disse que me podias acompanhar para a casa de banho dos homens? E quem te disse que me podias tocar?</em>” Horas mais tarde, quando acabava de o enterrar num monte ali para os lados do Pinhal de Marrocos, pensei “<em>O Cabrão tinha razão. Posso ir ver outro filme e salvar o dia</em>”. Fui novamente para bilheteira, comprei um bilhete para o “Super 8”, respondi com um “<em>E se fosses levar no cu?</em>” à pergunta “<em>Vai querer pipocas também?</em>” e entrei sala adentro na esperança de um mundo melhor, um mundo onde a paz finalmente reinará, onde as nossas crianças possam jogar Carmageddon sem precisarem de mentir acerca da sua idade real, onde uma fibra sintética à base de polímeros de carbono possa substituir a exploração inumana de alpacas na américa do sul para a produção de lã e a prática sexual conhecida como minibus (dois à frente, cinco atrás) deixe finalmente de ser tabu.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4530"></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify">Depois de uma sucessão interminável de insuportáveis publicidades e trailers de filmes que não seria capaz de ver nem sob ameaça de arma, começou o Super 8. Demorei alguns minutos a habituar-me à fotografia deste filme. Os meus olhos ainda vinham formatados das cores berrantes e do balde artificial de CGI do Capitão América. Uma fotografia de tons naturais, movimentos de câmara suaves e lógicos, famílias e os seus problemas emocionais. Bom, se calhar fui parar demasiado ao outro lado da escala, pensei. Mas dei-lhe uma segunda oportunidade.</p>
<p style="text-align: justify;" align="justify">Começou-se a formar aquilo que já havia lido, uma estrutura muito semelhante a Goonies, com gordinho e tudo. O estereótipos dos anos 80 estavam lá todos. O puto engenhocas, o puto sofredor, o puto falador e ultra-confiante, a miúda que todos gostam e que se sente gradualmente atraída pelo sofredor, o gordo, o burro que nem um calhau, o atleta, etc. Contrariamente ao que poderia inicialmente imaginar, comecei a gostar daquela avalanche de nostalgia. “<em>Um de nós fez este filme</em>”, disse a parte da minha personalidade que se ocupa de chorar os anos 80 e a criticar tudo o que se fez de lá para cá, excluindo Radiohead, Wes Anderson,o Esomeprazole, Porcupine Tree,  a Internet,  álbum de 2008 dos Soulfly (Conquer) e meia dúzia de outras coisas que agora não são para aqui chamadas.</p>
<p style="text-align: justify;" align="justify">Finalizado o filme, uma sensação de encanto ficou comigo. Aquela sensação perigosa, porque largas foram as vezes que bloguei sob a sua influência e amargamente me arrependi quando voltei a ficar sóbrio. Por isso esperei tanto tempo para escrever sobre esta experiência.</p>
<p style="text-align: justify;" align="justify">Não me incomodou o decalque quase total de ET e Goonies, antes pelo contrário. O esforço de J. J. Abrams foi nesse sentido. No sentido de trazer aquela atmosfera emocional a uma obra de ficção científica, de misturar as agruras reais da adolescência com o eminente Apocalipse. Desde os cenários de cidade de interior ao uso de seamless CGI para emular efeitos especiais analógicos. No entanto irritou-me o exagerado uso de flares, adicionados digitalmente para simular a imagem de marca dos directores de fotografia de Spielberg. Não se pode dizer que seja um filme para um público tão familiar como os exemplos dos 80s que dei, uma vez que numa ou outra situação poderia trazer perguntas incómodas do irmão de 11 anos ou da avozinha que tem dificuldade em compreender porque é que aquilo que o monstro está a comer que faz o som de mastigação de uma cenoura se assemelha tanto a um teenager de 15 anos.</p>
<p style="text-align: justify;" align="justify">É verdade que o argumento não respira inovação absoluta, é verdade que a obra não ganhará lugar juntos aos clássicos intemporais dos anais do Cinema, é verdade que nada aqui é um passo em direcção ao futuro das novas correntes cinematográficas. É apenas um abraço apertado e sincero a todos os que, como eu, viveram uma época de ouro do Cinema, onde o Cinema não eram apenas filmes, mas toda uma mistura de experiências que não hesitamos sequer de catalogar como “magia”.</p>
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		<title>A Cristina nunca viu o Seinfeld</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 09:46:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Irmãos, a Cristina nunca viu o Seinfeld! Os mais desatentos perguntam enraivecidos quem é a Cristina mas quem está mais familiarizado com as Indústrias Kramerica ou com a obra de Art Vandelay não quer saber quem é a Cristina. Eu próprio já fui assim, enraivecido com aqueles que não seguiam a minha via (o caminho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4516" title="Seinfeld" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/Seinfeld.jpg" alt="" width="425" height="354" /></p>
<p style="text-align: justify;">Irmãos, a Cristina nunca viu o Seinfeld! Os mais desatentos perguntam enraivecidos quem é a Cristina mas quem está mais familiarizado com as Indústrias Kramerica ou com a obra de Art Vandelay não quer saber quem é a Cristina. Eu próprio já fui assim, enraivecido com aqueles que não seguiam a minha via (o caminho da rectidão e da verdade) mas neste momento não sinto ira para com os irmãos que, tal como a Cristina, se afastaram a luz e da sensatez, daqueles que nunca conheceram a sapiência do Nada, daqueles que veem a sua vida desaparecer nos tentáculos do Friends, Will and Grace ou mesmo aquele instrumento de Satanás que visa transformar mulheres em trastes horrendos potencialmente inúteis e serventes do Demónio chamada “Sex and The City”.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4453"></span>A Cristina não está, porém, perdida. Ainda há esperança, um feixe de fotões de puro amor ainda brilha na direcção da Cristina, porque Seinfeld é imortal. Ao contrário de qualquer outra série que tem que ser vista num intervalo de tempo muito limitado, Seinfeld irá ser apreciado por toda a eternidade por infindáveis gerações de espectadores que irão, inclusivamente, tomar decisões de vida com base em factores Seinfeldianos. Não me admiraria mesmo de ver num futuro próximo episódios de Seinfeld usados para cursos de auto-ajuda, formação profissional, MBAs de gestão ou mesmo como aconselhamento para lideres mundiais de renome.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma maneira muito simples para avaliar Seinfeld como monstro incontornável da História do entretenimento: A cada vez que se fala de um sitcom não-familar, usam-se termos como &#8220;poderá ser o próximo Seinfeld&#8221; ou &#8220;não é nenhum Seinfeld, mas vê-se!&#8221;. Este tipo de expressões, já fortemente enraizadas na cultura popular, demonstra bem o poder que é esta série.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto não poderá haver um herói sem um arqui-inimigo, o chamado Nemesis. Não falo de Newman, o carteiro obeso cuja missão de vida é destruir Seinfeld sem que isso envolva grande esforço físico. Falo dos fanboys de Friends, esses adolescentes eternos com a adolescência por resolver, aqueles que acham Seinfeld ofensivo e se sentem confortáveis pelo ambiente inócuo e estéril das piadas de Friends.</p>
<p style="text-align: justify;">Não consigo sequer conceber uma vida sem saber o que é o Soup Nazi, a expressão &#8220;Master of my Domain&#8221;, Puffy Shirt, The Moors, &#8220;Yada, yada, yada.&#8221; ou o imortal &#8220;&#8221;Hello&#8230; <em>Newman</em>!&#8221;. Coisas que nos ficarão para sempre, embrulhadas no cérebro juntamente com memórias de amores de juventude, loucuras da faculdade ou aquele dia em que acordámos no meio de um milheiral todos nús com um número de telefone tatuado numa anca que mais tarde vimos a saber tratar-se de um talho no alto de Santa Clara que já fechou há mais de 5 anos mas que o antigo dono mantém para encomendar filmes porno e sex-toys para que a esposa nunca desconfie, ainda que suspeite levemente que ela também não se importará de brincar com eles uma vez que fala insistentemente em tom de brincadeira na alegada fama que os negros têm no que diz respeito ao seu orgão genital. Sabem como é, coisas banais que acontecem a todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto Cristina, se me estás a ler, digo que te tens a bênção do meu perdão. Que o teu pecado é grave, verdade, mas não é irreversível. Procura numa FNAC, encomenda da net, &#8220;<em>encomenda</em>&#8221; da net (blink blink) ou pede emprestado a um amigo, de preferência a um que não seja muito possessivo em relação aos seus ricos DVDs porque provavelmente nunca os irá voltar a ver na vida.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Apollo 18 (2011)</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 15:37:20 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzExL2Fwb2xsbzE4LWJsb2cuanBn"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="apollo18-blog" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/11/apollo18-blog_thumb.jpg" alt="apollo18-blog" width="425" height="344" border="0" /></a></p>
<p align="justify">Ainda há muita gente que não compreende como é que uma civilização que soube ultrapassar obstáculos de infinita complexidade para meter pessoas a passear na lua não é capaz de conseguir arranjar uma solução eficaz para acabar com a epidemia de cinema merdoso que vem contagiando o planeta. A eterna fonte da sonhos e desejos que vem transformando a nossa nobre sociedade num grupo de idiotas sociopatas egoístas e a ideia crescente nas adolescentes que a melhor maneira de manter a virgindade é levar no cu. O que nos leva ao nosso filme de hoje, Apollo 18.</p>
<p align="justify"><span id="more-4511"></span>O mockumentary, esse género tão nobre que nos tem trazido pérolas de especial preciosidade. Obras superiores como Zelig, This is Spinal Tap, Man Bites Dog, Forgotten Silver ou as incontornáveis obras de Sacha Baron Cohen. Pessoalmente sou incapaz de resistir a uma premissa de mockumentary, uma fuga à realidade mundana numa estética de documentário, uma realidade alternativa, o famoso “what if?…”</p>
<p align="justify">Apollo 18 começou a fazer a sua tímida propaganda sob a forma de um trailer que parecia ter tudo para não falhar. Uma missão secreta à Lua depois de ter sido encerrado o projecto Apollo. Imagens até agora nunca vistas guardadas nos mais secretos cofres da Nasa foram contrabandeadas para a Internet. Finalmente vai saber-se a verdade. Senti-me atraído pelo filme com um bêbado por um urinol.</p>
<p align="justify">E eis que não me contive quando o filme <span style="text-decoration: line-through;">estreou</span> deu à costa  nos locais habituais. Atirei-me a ele como cão ao bofe, ignorando de todos os meus compromissos familiares, parentais, profissionais e conjugais. A salivar com a esperança de uma criança, acreditar que seria um filme que ecoaria na eternidade como um bom exemplo de “filmezinho à maneira”.</p>
<p align="justify">Escusado será dizer que mais valia ter ficado a contemplar as minhas irregulares formas testiculares com um espelho que comprei especialmente para o efeito ou apreciar a rara beleza equídea da minha vizinha 3º frente enquanto esta apara cuidadosamente as unhas dos pés para a rua com um alicate de cortar aço de 12 polegadas, tentando acertar nas crianças que brincam no parque em frente. Para aqueles fraquinhos em raciocínio abstrato, digamos que não correspondeu à minhas expectativas.</p>
<p align="justify">Há uma enorme preocupação no build-up, na criação de um mistério que começa mesmo antes no filme, nos próprios trailers e no merchandise associado ao filme. E, claro, todos nós temos meia dúzia de teorias obscuras que envolvem a Lua que gostaríamos de ver abordadas, sejam os nazis escondidos na Lua, as estruturas alienígenas no lado negro, a simulação da aterragem lunar, o bunker ultra-secreto onde estão guardados os ADNs dos principais dirigentes do planeta ou a cassete do Tomás Taveira onde estarão as alegadas cenas com as gajas famosas.</p>
<p align="justify">Mas o que se vê é apenas uma lenta marcha para um mistério muito fraquinho, que nos faz soltar um tímido “Ah, só isto?” e apagar o ficheiro com a cabeça inclinada em sinal de vergonha.</p>
<p align="justify">Há coisas boas. O esforço em recriar a tecnologia da época, a diferente fotografia das diferentes câmaras, ainda que a alteração constante dos aspect ratios da imagem sejam bem irritantes. Também não me parece que se consiga explicar alguns daqueles ângulos ou como é que aquelas filmagens foram obtidas na Terra. A gravidade parece-me também ligeiramente manhosa, mas isso pode ser impressão minha que não sou nenhum Engenheiro Físico. Ou serei?</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4511" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/13/hobo-with-a-shotgun-2011/" title="Hobo with a Shotgun (2011)">Hobo with a Shotgun (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/01/moon-2009/" title="Moon (2009) ">Moon (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/18/series-de-ficcao-cientifica-dos-anos-80/" title="Séries de Ficção Científica dos anos 80">Séries de Ficção Científica dos anos 80</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/24/interceptor-2009-a-k-a-zapreshchennaya-realnost/" title="Interceptor (2009) a.k.a. Zapreshchennaya realnost">Interceptor (2009) a.k.a. Zapreshchennaya realnost</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/04/frequently-asked-questions-about-time-travel-2009/" title="Frequently Asked Questions About Time Travel (2009) ">Frequently Asked Questions About Time Travel (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/23/ghost-rider-2007/" title="Ghost Rider (2007) ">Ghost Rider (2007) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/23/a-contrafaccao-cinematografica-tomo-ii/" title="A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II">A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/26/zombieland-2009/" title="Zombieland (2009)">Zombieland (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Erica Fontes &#8211; Um orgulho nacional</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 16:11:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[celebridade]]></category>
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		<description><![CDATA[Ultimamente o país tem sido atravessado por uma onda de fervor nacionalista em contraciclo com a baixa auto-estima relacionada com uma crise que nos vai obrigando constantemente a relaxar o esfincter. Um dia destes apanhei um programa num canal generalista que falava de portugueses emigrados que “davam cartas” nas suas respectivas áreas profissionais. Se é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzExL2VyaWNhZm9udGVzLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="ericafontes" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/11/ericafontes_thumb.jpg" alt="ericafontes" width="425" height="261" border="0" /></a></p>
<p align="justify">Ultimamente o país tem sido atravessado por uma onda de fervor nacionalista em contraciclo com a baixa auto-estima relacionada com uma crise que nos vai obrigando constantemente a relaxar o esfincter. Um dia destes apanhei um programa num canal generalista que falava de portugueses emigrados que “davam cartas” nas suas respectivas áreas profissionais. Se é certo que existe um esforço enorme de serviço público para nos tirar da depressão com contos de fadas de <em>Avecs</em> e <em>Johns da Silva</em>, também é certo que o povão não liga muito a sapateiros, padeiros, limpa-chaminés, biólogos doutorados ou um rapaz com ligeiro atraso mental que terá alegadamente patenteado um sistema robótico de monitorização de cabras a grandes altitudes (o famoso P.A.S.T.O.R. ). A malta só quer saber de duas coisas: celebridades do mundo do entretenimento e sexo. Ora o que as pessoas não sabem é que uma das melhores actrizes pornográficas do mundo é portuguesa: Erica Fontes! Jovem determinada e trabalhadora que foi catapultada para o sucesso na meca da pornografia a pulso, ao custo de dar o corpo ao manifesto, obrigada a engolir mais do que desaforos,  que tem sabido cavalgar o sucesso com moderada euforia e com uma taxa de penetração no mercado muito acima do que seria à primeira vista expectável.</p>
<p><span id="more-4502"></span></p>
<p align="justify">Não fosse pela sua notoriedade na área profissional em que se insere, nunca teria reparado nesta esbelta moça. Não me interpretem mal, não sou esquisito. Longe disso. Na minha idade não existe grande folga para esquisitices. Digamos apenas que se me fosse dada a possibilidade de construir uma masmorra para albergar escravas sexuais, esta não faria certamente parte do meu top 100. O certo é que uma actriz pornográfica não é notável apenas pela beleza. A performance, a química com a câmara, a suavidade gráfica da sua genitália ou a capacidade de aguentar dor como um espartano são características por vezes mais importantes que o aspecto físico. E mamas. As mamas, essas sim, são determinantes.</p>
<p align="justify">Erica, aparentemente, possui todos atributos de uma estrela porno e isso não passou ao lado dos olheiros de Hollywood, vertente industria pornográfica. E eis que a tão nossa Erica Fontes, qual Daniela Ruah do deboche, se fez uma estrela de topo. E não falo apenas de 2 filmes como actriz de segunda, aquela que aparece sempre a espreitar a meio de uma cena e depois entre num menage só para ajudar a segurar a gaita do gajo que começa a murchar lá para o fim. Estou a falar daquela que aparece na última cena, que andou o filme todo a fazer teasing e quando se despe já toda a audiência tem as calças nos tornozelos. A rainha da festa.</p>
<p align="justify">No seu curriculo estão participações em produções famosas como Monsters of Cock, Woodman Castings, Evil Angel ou umas agradáves produções fotográficas para a ALScan. E não podemos nunca esquecer as obras primas que realizou em território nacional, como o Diário Sexual de Maria ou Tavares o Arquiteto Quebra Bilhas.</p>
<p align="justify">Almeja-se, portanto, um futuro brilhante a esta nossa febra lusitana, que soube fugir da crise e que nos enche as calças de orgulho lá no El Dorado para uma carreira de sucesso que terá, no mínimo, 3 meses. Não é que perceba muito disto, longe de mim ser considerado um expert. Aliás, isto tudo disse-me um amigo.</p>
<p align="justify">Biografia oficial:<br />
<a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5lcmljYS1mb250ZXMuY29tL2Jpby5odG0="> http://www.erica-fontes.com/bio.htm</a></p>
<p>Entrevista com Rui Unas<br />
<object width="425" height="246" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/bXfVwneG5EA?version=3&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="425" height="246" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/bXfVwneG5EA?version=3&amp;hl=pt_PT" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p>Entrevista ao Correio da Manhã<br />
<object width="425" height="318" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/YNVN54CCFdA?version=3&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="425" height="318" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/YNVN54CCFdA?version=3&amp;hl=pt_PT" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p>Carne:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-4505" title="Érica Fontes" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/11/MX105_.jpg" alt="" width="425" height="556" /></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4502" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/11/15/a-cristina-nunca-viu-o-seinfeld/" title="A Cristina nunca viu o Seinfeld">A Cristina nunca viu o Seinfeld</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/09/30/thor-2011/" title="Thor (2011)">Thor (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/27/the-fog-1980/" title="The Fog (1980)">The Fog (1980)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/22/escape-from-la-1996/" title="Escape From LA (1996)">Escape From LA (1996)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/09/the-man-from-earth-2007/" title="The Man from Earth (2007)">The Man from Earth (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/05/30/a-complexa-arte-de-sugerir-um-filme/" title="A Complexa Arte de Sugerir um Filme">A Complexa Arte de Sugerir um Filme</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/05/04/source-code-2011/" title="Source Code (2011)">Source Code (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/22/gozu-aka-gokudo-kyofu-dai-gekijo-2003/" title="GOZU aka Gokudô kyôfu dai-gekijô (2003)">GOZU aka Gokudô kyôfu dai-gekijô (2003)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/04/battle-los-angeles-2011/" title="Battle: Los Angeles (2011)">Battle: Los Angeles (2011)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Smurfs (2011)</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Oct 2011 23:11:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzEwL1RoZS1TbXVyZnMtMjAxMS5qcGc="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="The-Smurfs-2011" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/10/The-Smurfs-2011_thumb.jpg" alt="The-Smurfs-2011" width="425" height="284" border="0" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Há uns meses atrás, aquando da estreia deste filme, foi forte a onda de indignação para com a violação das nossas memórias de infância.  Nada de original ou verdadeiramente importante, mas ainda assim ligeiramente revoltante. Ou talvez não. Todas as nossas memórias já foram tantas vezes violadas nos sentimos confortáveis com isso. Memória de infância que não seja violada não é memória decente, como as caloiras de Letras ali no Jardim da Sereia. Mas neste caso foi uma violação acrescida, uma vez que até o título original foi mudado. Eram os Estrumpfes, passaram a Smurfs. Na altura não concordei mas hoje faço vénia a quem escolheu o título nacional porque, afinal de contas, não se tratam dos mesmos bonecos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4494"></span>Antes de continuar deixem que me explique. Sim, fui ver este filme ao cinema. Paguei como um ordeiro cidadão que sou, gramei com a taxa de 3D pelo rego acima sem me queixar e não perdi o sorriso amarelo quando me pediram quase 8 euros pelas pipocas e coca-cola. Era uma daquelas situações em que temos que ir, porque a sociedade nos quer assim, porque não somos animais nem aquelas gajas que passam o dia a vender cartões barclaycard no shopping e depois vão para casa sozinhas chorar até às 3 da manhã porque nenhum dos três gajos que andam a frequentar sexualmente aceita abandonar a esposa. Mamei com o filme e calei-me. Tirando as 3 cadeiras que rasguei com uma faca de mato que costumo levar para todo o lado, a mijada que fiz no corredor dos cinemas quando saí a meio e um quadro electrico que sabotei com os cubos de gelo que sobraram da coca-cola (que pedi &#8220;sem gelo&#8221;), quase que nem se notou que odiei o filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Smurfs sempre foram irritantes. Não foram propriamente um sucesso nas nossas TVs, foram mais os bonecos, os autocolantes e os cromos dos Bolycaos. Mas ainda assim deixaram marca. Nesta reencarnação em modo &#8220;zombie cinematográfico&#8221; aparecem num estilo live action com animação 3D, uma técnica de animação que me dá uma nefasta volta à tripa. Roger Rabitt foi o único bom dessa gama.</p>
<p style="text-align: justify;">A narrativa é merdosa, senão vejam: os Smurfs são atacados pelo seu arqui-inimigo e fogem. Entram num portal quântico que estava mesmo ali à mão e vão dar directamente ao Central Park de Nova Iorque. Vão parar a casa de um jovem casal onde lhes ensinam de modo involuntário o sentido de família (o gajo não queria filhos, ela engravidou ainda assim, vaca!) mesmo a tempo de voltarem a apanhar outro portal quântico que por incrível coincidência voltou a aparecer, quem diria. Isto depois de dezasseis artimanhas narrativas desleais acaba para, esperemos nós, nunca mais voltar.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu poderia dizer que o filme é uma horrenda tentativa falhada na arte do entretenimento, mas o certo é que aquilo era o que se esperava e aquilo é o que as pessoas gostam. Quem não gosta não come, eu eu comi e não gostei porque sou parvo. E porque a vida tem destas coisas, temos que ceder.</p>
<p style="text-align: justify;">Vi a versão dobrada em português o que significa que a única coisa potencialmente entusiasmante deste filme acabou por me passar ao lado, a fantástica voz da <em>hermosa</em> Sofia Vergara. Porque de resto vinha muito tapada, não quiseram distrair a atenção da Estrunfina e dos seus trejeitos de puta.</p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4494" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2012/03/02/a-very-harold-kumar-3d-christmas-2011/" title="A Very Harold &amp; Kumar 3D Christmas (2011)">A Very Harold &amp; Kumar 3D Christmas (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/12/29/conan-the-barbarian-2011/" title="Conan the Barbarian (2011)">Conan the Barbarian (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/09/30/thor-2011/" title="Thor (2011)">Thor (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/09/macgruber-2010/" title="MacGruber (2010) ">MacGruber (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/09/piranha-2010/" title="Piranha (2010)">Piranha (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/30/the-a-team-2010/" title="The A-Team (2010)">The A-Team (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/28/defendor-2009/" title="Defendor (2009) ">Defendor (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/08/9-2009/" title="9 (2009)">9 (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/10/the-dukes-of-hazzard-2005/" title="The Dukes of Hazzard (2005) ">The Dukes of Hazzard (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/06/adventures-on-the-planet-of-the-apes-adaptacao-do-filme/" title=" Adventures On The Planet Of The Apes &#8211; Adaptação do filme"> Adventures On The Planet Of The Apes &#8211; Adaptação do filme</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Thor (2011)</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 22:39:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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<p align="justify">Emboscado por uma avalanche de crítica surpreendentemente positiva, atirei-me com unhas e dentes a Thor. Como poderia um filme cujo personagem principal ter o aspecto apaneleirado do desconhecido quinto membro dos ABBA e  envergar o fato mais estratosférico de sempre ser considerado um clássico instantâneo? Bem, aparentemente hordes de pacatos e bem intencionados cinéfilos caíram na bem urdida “Armadilha Shakespeare”. Esta armadilha não é original nem sequer é um artefacto raro. É usada em abundância pela indústria cinematográfica americana mas a fúria assassina daqueles que são constantemente enganados por ela acaba por se esvair num modesto nada devido à habitual falta de concentração provocada pela hiper-estimulação que essa indústria usa para nos manter sedados.</p>
<div align="justify"><span id="more-4487"></span></div>
<p align="justify">Mas afinal que “Armadilha Shakespeare” é esta que Kenneth Branagh usa em Thor? Para começar, a ideia de usar Kenneth Branagh como tarefeiro é genial, uma vez que nos transporta imediatamente para um imaginário de cinema de alguma qualidade e elementos com ligeiro cheiro a Shakespeare. Aqueles que sobrevivem esta primeira onda de pretensiosismo por osmose embatem fortemente numa elaborada campanha mediática que consiste em reforçar os elementos da obra desse ultra-utilizado poeta inglês neste Thor. Um filho príncipe que questiona o pai e o sua demanda para se tornar um rei justo através de um conjunto de provas que o fazem compreender a verdadeira dimensão do seu destino, os ódios figadais intra-povos que afinal até podem ser sanados com um pouco de relações públicas e alguma bruxaria Viking.</p>
<p align="justify">É esta “Armadilha Shakespeare” que serve de catalizador àqueles que teriam considerado em manter Thor como Guilty Pleasure e que agora lhe fazem publicamente o upgrade para <em>“Rico filme sim senhor, muito provavelmente a melhor adaptação de comics de sempre (again) e para quando um Oscar para filmes mainstream de Super-Herois e uma categoria para personagem inteiramente CGI como aquele macaco ou o duende de olhos grandes do que me fez chorar baba e ranho quando morreu estupidamente no penúltimo Harry Potter?”</em>  Mais coisa menos coisa…</p>
<p align="justify">Isto claro, é apenas o meu ódio a falar por si. Mas o que eu achei realmente do filme não fica muito além daquilo que o meu preconceito já vinha anunciando antes sequer de ter entrado na sala.</p>
<p align="justify">Podemos dividir Thor em três partes, facilmente identificadas como “Actos” ou “Atos” com a nova ortografia que tanto odiamos mas vamos ter que mamar como pequenas vaquinhas refilonas que somos. Na primeira parte o universo dos Deuses, intermináveis fluxos de arco-iris sobrepostos em puro caleidoscópico technicolor, um eden de perder de vista e o guarda roupa reciclado de Xena, a Princesa Guerreira. Deuses, reis, rainhas e a habitual opulência sobrenatural de qualquer reino imaginário que se preze. Thor cai em desgraça e perde o seu martelo. Parte 2, planeta Terra, cidade no fim do mundo, aparentemente criada de raiz como cenário. Thor tenta ganhar a sua humanidade e o cheiro a vagina incandescente de Natalie Portman ajuda-o a seguir o caminho dos justos e nobres. Partes 3, CGI Porn Fest em que a tarefa de compreender o que se passa apenas se torna possível pela simplicidade quase narcolaptica do guião. Fim. Não, afinal não é fim. Agora sim, é o fim. Mais valia ter sido no primeiro fim. Moral da história? “Aquilo a que vocês chamam ciência é aquilo a que nós chamamos magia”. Thor, se me estás a ouvir, podes muito bem enfiar esse martelinho no rabo para a próxima vez que procurares dar profundidade a um momento…</p>
<p align="justify">É, quanto a mim, alma pobre e afectada por uma visão enegrecida do mundo que pode muito bem ser apenas fruto de um cérebro com problemas funcionais, um filme reles. É pobrezinho, unidimensional e os personagens nunca passa do estado caricatural de um sketch do Saturday Night Live ou o do Conan O’Brien. Serve apenas como desculpa esfarrapada para cuspir um Avenger à laia de prequela do Avengers que estreia para o ano que que, provavelmente, irá ser da mesma classe de “bardamerda” deste Thor.</p>
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		<title>Sócia&#8230; Estou aqui entesadíssimo! (2011)</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 15:47:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA4L3NvY2lhLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="+" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/socia_thumb.jpg" alt="+" width="425" height="239" border="0" /></a></p>
<p align="justify">O estímulo à economia passa por pequenas coisas que fazemos no dia a dia. Comprar calçado do Vale do Ave, consumir arroz do Baixo Mondego e laranjas do Algarve, não utilizar mão de obra moldava em bares de alterne e, principalmente, comprar porno nacional. De preferência comprar online em formato digital, porque metade do valor do DVD vai para o plástico que é feito na China e para a empresa de entrega Seur que é espanhola. Em tempos de crise toda a ajuda é pouca no combate à pobreza e são pequenos gestos como estes que nos devolverão a integridade económica de um país orgulhoso da sua herança cultural.</p>
<p><span id="more-4474"></span></p>
<p align="justify">A produção de entretenimento para adultos vive em Portugal uma época de especial esplendor. Não porque seja um altura de renovada frescura e qualidade, mas porque uma nova empresa dedicada às artes do deboche apareceu com promessas de glória. E antes que esta NWOPP (New Wave of Portuguese Pornography) definhe e desapareça nos lodos do esquecimento, analisemos uma das suas mais recentes produções: Sócia estou aqui entesadíssimo (em 3D). Isto disse-me um amigo, obviamente, porque eu não vejo destas porcarias.</p>
<p align="justify">Tudo começa quando Futre (ou El Foutre) apresenta a nova estratégia de vitória para o clube do seu coração; Foder! Bom, e depois é foder até ao fim. Pelo ecrã desfilam promissoras estrelas da labuta corporal, cada uma no seu estilo. Melissa Odara, uma brasileira de aspecto comilão que aparenta capacidade de despachar duas equipas de Rugby e ainda comer uma dobrada à Transmontana no final.  Joana Belmonte é uma estreante que tem o perfil de amante ideal, boa na cama e com aspecto de poder empurrar um furgão de médias dimensões caso a bateria falhe. Há ainda uma loura genérica toda puta de aspecto insaciável e um playmate (ou equivalente Penthouse) com uma carinha que diz “<em>Meu Deus, não era este filme que tinha em mente quando assinei aquele documento. Como poderei explicar isto à minha avozinha? Adeus carreira de sucesso como actriz mainstream!</em>”. Isto é a opinião do meu amigo que vê destas coisas, claro.</p>
<p align="justify">A qualidade técnica, não sendo excelência, não desilude. O som directo é confuso, as falas enrolam com o ranger dos móveis e o som de fundo, mas a nível de qualidade de imagem e iluminação está muito profissional. Resta uma melhor direcção de actores porque as novatas andavam claramente às aranhas e Portugal deixará de ter vergonha da sua pornografia. Agora que o pêlo púbico é coisa do passado e as actrizes com problemas de hemorroidal são recusadas, há uma lufada de ar fresco no panorama nacional. Há muito tempo que merecíamos isto. Contra os canhões, marchar, marchar!</p>
<p align="justify"><img class="alignnone size-full wp-image-4478" title="Socia, estou aqui entesadissimo" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/Captura-de-ecr%C3%A3-total-26-08-2011-095731.jpg" alt="" width="425" height="146" /></p>
<p align="justify"><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zb2NpYXh4eC5jb20="><img title="Socia, estou aqui entesadissimo" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/Captura-de-ecr%C3%A3-total-26-08-2011-110555.jpg" alt="" width="425" height="235" /></a></p>
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		<title>Sucker Punch (2011)</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 22:53:17 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA4L3N1Y2tlcnB1bmNoLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="suckerpunch" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/suckerpunch_thumb.jpg" alt="suckerpunch" width="425" height="238" border="0" /></a></p>
<p align="justify">Uma rebelião de patinhos de borracha humanizados que dança freneticamente ao som dos Bloc Party é barbaramente reprimido por uma força policial que usa, claramente, meios demasiado violentos para a situação. O que os polícias não sabem é que ao serem tocados por um patinho de borracha humanizado tornam-se também eles em felpudos e amarelinhos patinhos que dançam freneticamente ao som dos Bloc Party. Algum tempo depois apenas um pequeno grupo de sobreviventes resiste à transformação em patinho de borracha. Barricados na estação de serviço de Antuã, com os últimos pastéis de bacalhau comidos e atormentados por violentas crises de refluxo ácido conversam acerca da exorbitância incompreensível dos valores dos produtos nas auto-estradas. Quando uma rapariga loura, ar inteligente e mamas de invejável robustez se prepara para elucidar estes corajosos sobreviventes acerca da necessidade inflacionária de preços especulativos face às rendas pornográficas que as concessionárias cobram a honestos comerciantes para manter uma estação de serviço a funcionar, começa a ouvir-se ao longe Bloc Party. E enquanto o sol se põe, uma enorme mancha amarela começa a aproximar-se para aquela que será a batalha final pela última réstia de humanidade. Homem Vs Pato de borracha humanizado que dança freneticamente ao som dos Bloc Party. Som ensurdecedor, baixos poderosos que tremer as estruturas de betão. Gritos. Tensão lésbica. FADE OUT</p>
<p><span id="more-4465"></span></p>
<p align="justify">Este texto acima seria a minha ideia para gastar 100 milhões de dólares num filme baseado num guião feito depois de lamber um sapo alucinogénico. Por isso quem sou eu para criticar Zack Snyder por ter juntado um bando de colegiais bissexuais de ar virginal que passam a vida aos pinotes, de mini-mini-saia, roçando as mamas e provocando sexualmente tudo o que se mexe enquanto chacinam samurais maléficos gigantes, combatem nazis numa Paris da Segunda Guerra Mundial usando robots gigantes, invadem castelos medievais povoados por hordas infindáveis de dragões sem que a lógica narrativa, a coerência ou a linearidade seja respeitada. Aliás, impregnado no chamado “estilo awesomeness” não precisa de mais nada do que gajas semi-nuas e uma orgia interminável de CGI cuja utilidade é a mesma de um saca-rolhas numa convenção de manetas.</p>
<p align="justify">Vi este filme num estado de perfeita apatia. O fogo de artifício em permanente estado de ebulição e a ausência total de fio condutor fez-me desconfiar que estava a ver uma gravação de um jogo de computador de outra pessoa. Introdução, nível, boss, próximo nível, boss, último nível, boss final, fim decepcionante, créditos finais com techno reciclado de bar gay moldavo.</p>
<p align="justify">Zack Snyder teve sucesso anterior e como tal devem-lhe ter dado luz verde para idealizar e criar um projecto à sua escolha. Isto sou eu a falar sem saber o que se passou, mas deve ter sido algo neste moldes. Imagino a reunião de apresentação aos decision makers do estúdio. E a cara de agonia e decepção quando Snyder apresenta o seu powerpoint com uns quadros de Hentai.</p>
<p align="justify">Dá uma nova dimensão ao termo “CGI Porn”. Faltou um polvo gigante que tortura as nobres donzelas com tentáculos nas respectivas vaginas e um ocasional tentáculo a fazer de massajador intestinal,  mas não se pode ter tudo.</p>
<p align="justify">Gajas seminuas:</p>
<p align="justify"><img class="alignnone size-full wp-image-4470" title="Spunch" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/Spunch.png" alt="" width="425" height="255" /></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4465" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/08/the-book-of-eli-2010/" title="The Book of Eli (2010)">The Book of Eli (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/02/the-spirit-2008/" title="The Spirit (2008)">The Spirit (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/31/hitman-2007/" title="Hitman (2007)">Hitman (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/30/surrogates-2009/" title="Surrogates (2009)">Surrogates (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/30/watchmen-2009/" title="Watchmen (2009)">Watchmen (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/09/27/iron-man-2-2010/" title="Iron Man 2 (2010) ">Iron Man 2 (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/08/31/salt-2010/" title="Salt (2010)">Salt (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/22/top-5-filmes-famosos-que-nao-valem-uma-merda/" title="Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;">Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/20/jennifers-body-2009/" title="Jennifer&#8217;s Body (2009)">Jennifer&#8217;s Body (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Paul (2011)</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 14:32:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A mente de um jovem geek é um fervilhar tão denso de conceitos que qualquer objecto, situação ou memória é pretexto para uma aventura imaginária com o próprio no centro da trama em que para se chegar a qualquer objectivo é necessário batalhar dragões, atravessar campos de arroz pejados de mercenários chineses com artilharia pesada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA4L3BhdWwuanBn"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="paul" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/paul_thumb.jpg" alt="paul" width="425" height="213" border="0" /></a></p>
<p align="justify">A mente de um jovem geek é um fervilhar tão denso de conceitos que qualquer objecto, situação ou memória é pretexto para uma aventura imaginária com o próprio no centro da trama em que para se chegar a qualquer objectivo é necessário batalhar dragões, atravessar campos de arroz pejados de mercenários chineses com artilharia pesada que nunca acertam no alvo, chacinar um Dojo inteirinho cheio de ninjas, samurais e macacos assassinos munido apenas de um par de matracas e facas nos sapatos, escapar a torpedos de fotões e destruir a nave mãe com disparos cirúrgicos nos motores FTL, matar o vilão reptídeo com dois sabres de luz ao som de Navras da OST de Matrix (Juno Reactor), salvar a miúda jeitosa, leva-la para casa para um quarto escuro e copular até a fricção provocar um intenso cheiro a carne assada. E depois quando acaba a fantasia, uma masturbaçãozinha de rotina.</p>
<p><span id="more-4456"></span></p>
<p align="justify">Nick Frost e Simon Pegg são dois velhos amigos, ex-colegas de apartamento, e geeks da velha guarda. Têm a sorte poder fazer os filmes das suas próprias fantasias imaginárias geek e até agora não nos têm falhado. Shaun of The Dead, Hot Fuzz e Paul. Uma mistura de géneros clássico, com humor, acidez satírica social, meios de produção da primeira divisão e um cheirinho da boa e velha ultra-violência. O humor britânica fornece todo o colorido extra. É uma colaboração que prezo e que espero trazer frutos regularmente.</p>
<p align="justify">Desta vez este duo tipicamente british faz uma road trip geek, começando pela Comic Con e seguido por uma ida a sítios míticos do imaginário Sci-Fi, com passagem obrigatória pela clássico Area 51. E aí encontram um verdadeiro extra-terrestre, moldado pelos clichés morfológicos do género e com características comportamentais mais humanas que os humanos. Uma espécie de ALF adulto depois de 25 anos de drogas, álcool, prostituição, três divórcios, um emprego sem futuro a ordenado mínimo, pensão de alimentos a filhos que não tem bem a certeza serem seus e incontáveis noites a dormir num carro fedorento com manchas de marisco e maionese no banco de trás.</p>
<p align="justify">Mais do que um choque de civilizações, temos um choque de culturas, com os exageros redneck americanos a embater com a rectidão britânica e um extra-terrestre em permanente estado de perplexidade. Os temas religiosos, os seus extremismos e contradições são assuntos dos quais nunca me farto. Fora de um contexto inteiramente americanizado as coisas têm outro aspecto. Neste caso temos duas pessoas britânicas, europeias. Sim, os ingleses são estranhos, mas quando inseridos naquele ambiente temos uma proximidade maior, uma identificação. Seria interessante ver este tipo de filme com portugueses também. De Macedo de Cavaleiros.</p>
<p align="justify">É um filme fortemente crítico, sem restrições no que diz respeito ao tipo de linguagem usado, seja verbal ou gráfica. É violento, negro e delicioso. Pode à primeira vista não parecer uma típica colaboração Frost/Pegg, mas acabamos por nos apegar a ele. Aliás, esta sensação de “primeiro estranha-se depois entranha-se” é diagonal a todos os filmes deles, pelo menos nos que referi em cima.</p>
<p align="justify">Não se pode dizer que seja uma surpresa. É disto que estávamos à espera. Não é pior que os outros, é mais um filme nesta onda. O que é bom, porque quando se altera a direção as coisas podem ir para dois lados, sendo que só um é o correto. Eu gosto de Woody Allen, sem achar que ele é repetitivo. Não espero mais do que um filme de Woody Allen. Não espero que ele faça um sci-fi com robots assassinos ou um filme de ninjas. Espero apenas Woody Allen. Assim como nestes dois. Espero mais filmes deles, dentro destes parâmetros. Até porque não gosto de surpresas e já não tenho idade para emoções fortes.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4456" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/13/porque-hoje-e-dia-do-pai-em-tatooine/" title="Porque hoje é dia do Pai em Tatooine">Porque hoje é dia do Pai em Tatooine</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/06/planetary-warren-ellis-banda-desenhada/" title="Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada">Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/12/o-fim-de-chewbacca-a-sexta/" title="O FIM de Chewbacca à Sexta">O FIM de Chewbacca à Sexta</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/06/alien-premio-carreira-da-academia/" title="Alien &#8211; Prémio Carreira da Academia">Alien &#8211; Prémio Carreira da Academia</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/04/a-contrafaccao-cinematografica-%e2%80%93-tomo-iii-animacao/" title="A Contrafacção Cinematográfica – Tomo III (animação)">A Contrafacção Cinematográfica – Tomo III (animação)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/23/a-contrafaccao-cinematografica-tomo-ii/" title="A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II">A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/10/o-trans-xunga-contrafaccao-cinematografica/" title="O Trans-Xunga &#8211; Contrafacção Cinematográfica ">O Trans-Xunga &#8211; Contrafacção Cinematográfica </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/25/alien-trespass-2009/" title="Alien Trespass (2009)">Alien Trespass (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/02/abel-chewbacquiel-a-sexta/" title="Abel Chewbacquier à Sexta">Abel Chewbacquier à Sexta</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/12/10/super-8-2011/" title="Super 8 (2011)">Super 8 (2011)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Christine (1983)</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Aug 2011 14:13:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA4L2NocmlzdGluZS5qcGc="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="christine" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/christine_thumb.jpg" alt="christine" width="425" height="256" border="0" /></a></p>
<p align="justify">A verdadeira arte do realizador é criar uma realidade diferente da nossa, uma realidade que tem características que permitem que os artifícios narrativos funcionem de modo fluente, que se criem condições para que coisas que possamos achar impossíveis se desenrolem sem problemas. Mais do que criar estas características é levar o cinéfilo a acreditar nisso de modo gradual, sem desconfianças, sem queixumes. Carpenter cria aqui um mundo que aparentemente não possui escadas para andares superiores, escapatórias para peões nas estradas ou a incapacidade humana de mudar de direção em campo aberto. Podia ser horrível, mas um carro com aquele estilo e personalidade absolve-o de todos os pecados e faz-nos sorrir de benevolência mesmo perante o mais impiedoso serial killer.</p>
<p><span id="more-4450"></span></p>
<p align="justify">Não quero com isto dizer que sou defensor árduo do “Suspension of Disbelief”. Longe disso. Odeio esse termo com todas as minhas forças, apenas porque é sempre usado por autores ou fãs de fúria cega em situações em que as narrativas se tornam irreais em demasia para que possam ser assimiladas de modo transparente pelo cinéfilo. Quando algo é idiota demais há sempre um marmelo a atirar com esse chavão. A verdade é que nada é idiota demais, apenas é preciso arte para vender o conceito, para nos colocar dentro do contexto, porque à partida todos queremos ser “enganados” por essa falta de realidade, todos queremos ser absorvidos para esse mundo e apreciar as diferenças com o nosso. É como as mulheres que apreciam sexo e sentem grande prazer o acto sexual, não significa por isso que queiram ser violadas.</p>
<p align="justify">Carpenter faz bem essa transição do mundo real para o mundo dos filmes dele. E nem precisa de muito tempo, às vezes bastam 3 linhas de texto antes de começar o filme.</p>
<p align="justify">Christine é um filme que lembro com alguma ansiedade da minha infância/puberdade. Quando estreou em Portugal fiz pressão no meu núcleo familiar, mas era demasiado novo e um filme chamado “O Carro Assassino” não era um conceito que os meus pais abraçavam com grande entusiasmo. Tive que esperar uns anos pelo clube de vídeo, onde o aluguei e vi (e revi). Fiquei desiludido porque não era o banho de sangue que esperava. E nessa altura era assim que avaliava os filmes, se tinha banhos de sangue (ou sexo, vá!).</p>
<p align="justify">Anos mais tarde, a semana passada, aproveitei para rever. Por algum estranho fenómeno paranormal parece que se voltou a falar imenso de Carpenter. A comunidade mundial começa a achar que é um génio não apreciado no seu tempo e os canais de cinema do cabo parecem estar pejados de filmes dele. Ora, revi então o filme e fui rapidamente transportado (novamente) para o mundo do verdadeiro cinema, aquele cinema que nos faz sonhar, que nos faz perceber porque o amamos. O cinema orgânico e analógico, frontal sem nada a esconder, com texturas, cheiros, materialização de sensações que de outra maneira nunca reconheceríamos. Enfim, a tal essência do cinema dos 80s que é impossível passar a quem não a viveu.</p>
<p align="justify">Christine é um filme marcadamente americano. Não pela sua origem mas pelas suas características. A cultura do automóvel do tempo em que Detroit (agora abandonada e queimada) era a capital mundial do automóvel. É a verdadeira humanização do automóvel, capaz de substituir humanos enquanto objecto de afecto. Christine é um automóvel possuído por um espírito maligno. Essa qualidade maléfica passa para o seu dono e juntos formarão uma dupla que não pouparão na vingança mortífera a todos os que lhe fizeram mal anteriormente. E foram muitos, uma vez que ele era o típico “Dork” do cinema teenager dos anos 80.</p>
<p align="justify">Tirando toda a envolvência que falei acima, devemos dizer que o filme não é perfeito. Não se explora suficientemente o origem maléfica do carro e do seu espírito e não tem sangue suficiente, como seria requerido num filme com estas características. Aliás, até gostamos que as pessoas morram porque se revelam todos estúpidos demais para sobreviver. Dizem os verdadeiros fanboys que o livro era melhor, que explicava tudo e que foi mal adaptado. Mas não é sempre assim? É algo com que temos que aprender a viver.</p>
<p align="justify">É mais uma verdadeira obra do cinema artesanal e bem orquestrado do mestre Carpenter, esse lingrinhas de bigode cuja herança cultural é tão forte que perdoamos os mais recentes desvarios.</p>
<p align="justify">PS: Foi adaptado de um livro de Stephen King, mas não me apeteceu alongar sobre isso…</p>
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		<title>Captain America: The First Avenger (2011)</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Aug 2011 22:42:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA4L2NhcHRhbWVyaWNhLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="captamerica" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/captamerica_thumb.jpg" alt="captamerica" width="425" height="247" border="0" /></a></p>
<p align="justify">As adaptações de comics da Marvel pela linhas de montagem de Hollywood dos últimos anos têm em comum um factor, um parâmetro de avaliação, um indicador de qualidade conhecido internacionalmente como “Merda”. É o coeficiente de horribilidade presente numa produção, que pode ser maior ou menor, mas quando presente em valor positivo não costuma augurar grande sucesso à demanda de passar um noite agradável. E lá está, Captain America não é diferente. Fora das pranchas dos comics e das fronteiras patriotas dos Estados Unidos, o resultado da missão deste jovem capitão é o amargo sabor da derrota e do falhanço total.</p>
<p><span id="more-4443"></span></p>
<p align="justify">Comecemos pelos vilões, os Nazis. Ora este movimento político / militar / ideológico, independentemente do aspecto nefasto potencialmente destrutivo para a humanidade, é de um colorido mitológico que os faz quase sempre o perfeito vilão.  Envolvidos num eterno mistério religioso / científico, qualquer coisa pode ser imaginada a partir da sua funesta obra, seja ela real ou imaginária. Aqui em Captain America algo correu mal com o nazismo, uma vez que apesar da sua omnipresença parece estar sempre ausente. A Hidra, o braço das ciências avançadas do regime, parece mais papista que o papa e nem uma alusão  ao Reich e ao Fuhrer, como um tabu, um ignorar o elefante no centro da sala. E como salientou um facebook friend “Nazis sem suásticas???”. Só me resta acrescentar um sonoro WTF, ou em português, “Que Caralho Este!”</p>
<p align="justify">Captain America começa com o maior cliché da história dos blockbusters, a cena em que uns arqueólogos encontram algo verdadeiramente mastodontico e de tal importância que poderá alterar a História da Humanidade tal como a conhecemos. Outra vez! E então a história tipicamente “origins” da introdução de um novo super-herói. E até que é relativamente verosímil na primeira metade. Um herói criado artificialmente, promovido pelas obscuras forças do marketing e usado para sacar dinheiro a incautos papalvos que ali veem a magnificência do poderio americano. É quando o jovem capitão diz “Que se foda isto tudo, vou mas é matar, mataaaaaaaaaaaar, fazer acrobacias sobre-humanas e resolver tramas da maneira mais complicada possível sem usar o cérebro umas vez que possuo a força de setenta cavalos.”</p>
<p align="justify">Deste ponto em frente é o fogo de artifício improvável de sempre, o final que poderia muito bem ser apocalíptico não fosse o herói estar por perto, o embate como o vilão (o “boss” do último nível), salvar o dia e ser aclamado como herói no meio de um bukkake de confetti.  Piscadela de olho à continuação e estamos falados.</p>
<p align="justify">O vazio narrativo, a falta de ideias verdadeiramente desafiantes e a horrível tendência de fazer filmes inócuos e inofensivos para que possam ser vistos por todos os públicos ainda faz pior. Os conceitos poderiam ser explorados, mais densidade emocional, mais identificação com os personagens, mais crueldade, mais sangue, mais sujo, mais injusto, mais realista. Parece que foi lavado a lixívia para o tornar mais &#8220;branquinho&#8221; mais politicamente correcto. E o politicamente correcto fica sempre bem num primeiro encontro mas em cinema de acção que envolve batalhas da segunda guerra mundial falha miseravelmente.</p>
<p align="justify">É afinal aquilo que todos sabemos antes de entrar na sala. Vale a pena pagar 6 euros por cabeça para ser desiludido e ter nossa inteligência insultada? Não, claro que não. Aliás, já tinha desistido de ver adaptações da Marvel a pagar bilhete, mas em grupo temos que ser uns para os outros.</p>
<p align="justify">Posto isto, o Capitão América que vá levar no cu com os seu gang de paneleirinhos e deixem as nossas salas em paz para conteúdos menos ofensivos.</p>
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		<title>The Fog (1980)</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jul 2011 21:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA3L3RoZS1mb2ctb3JpZ2luYWwuanBn"><img style="background-image: none; margin: 2px 12px 2px 2px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="the-fog-original" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/07/the-fog-original_thumb.jpg" alt="the-fog-original" width="424" height="238" border="0" /></a></p>
<p align="justify">Sou orgulhoso proprietário de uma versão do The Fog em VHS. O valor de compra, depois dos respectivos ajustes para o nível de vida atual, é quase pornográfico e o seu estado à altura da compra já era de relativa decomposição. Era uma cópia (original, oficial e carimbada) de um clube de vídeo.  Não é uma edição normal, como aquelas dos últimos tempo do VHS. É uma edição especial, capa de grande formato, almofadada, com bordo debruado e tons de dourado pintados por cima da capa. Um vez aberta tem o logotipo da editora por dentro e o rótulo principal da cassete é rico em prateados da mais pura  filigrana tipográfica. Qualidade de imagem, uma merda, qualidade de som, phunf, phunf, phunf. E eu amo-a assim, em toda a sua imperfeição.</p>
<p><span id="more-4428"></span></p>
<p align="justify">Num ataque de nostalgia meti a cassete dentro de um velho VHS que mantenho por razões meramente decorativas (o típico sótão retropunk para trintões) e carreguei no play do controlo remoto. Não funcionou. Pilhas gastas. Coloquei novas pilhas e voltou a não funcionar. Pressionei com tanta força que o botão ficou com a unha marcada. Obtive resposta do lado do velho videogravador. Swisiiish. Silêncio… Uma sucessão de sons mecanizados de alta precisão e finalmente a cassete começou a rolar. Tempo desde que é pressionado o play até passar o filme: 6 segundos. Aviso, trailers e animações corporativas. E começa.</p>
<p align="justify">Um velho marinheiro conta uma história de fantasmas a um grupo de crianças. Créditos iniciais. O filme propriamente dito começa, mas o formato 4:3 incomoda-me. As cores embaçadas, os problemas de tracking e a alta fidelidade sonora de que tem dois pares de meias enfiados na boca não ajuda nada. Não se distinguem as formas de Jamie Lee Curtis e isso é onde a minha paciência se esgota. Arranquei a cassete de dentro da baía do VHS, enfiei-a na capa, desliguei o cabo elétrico num ataque de fúria e fui à procura de um BDRip com 720p de resolução mínima.</p>
<p align="justify">Restart. Como acordar de um coma prolongado e ver o mundo com outros olhos, passar de uma cópia VHS de aspect ratio 4:3 para  um glorioso 2.35 : 1 (panavision anamorphic widescreen) com cores vibrantes é como ver outro filme. Apesar do super baixo orçamento, Carpenter caprichou na fotografia e temos um filme visualmente hipnótico, seja nas paisagens marítimas noturnas, na cidade adormecida ou mesmo no nevoeiro e na maneira como aquilo que não se mostra pode assustar a um nível mais visceral do que o explícito.</p>
<p align="justify">The Fog é um fabuloso filme, um horror movie com alma que passa o teste do tempo e brilha como nunca graças à revitalização do formato HD. É um história relativamente simples e de andamento lento, que foca a narrativa no relacionamento e nas reacções do grupo de personagens em vez de se dedicar à parte paranormal do filme. Um Carpenter de paragem obrigatória.</p>
<p align="justify">Um filme carregado de carisma que não é para o jovem cinéfilo à procura de emoções fortes e a ocasional tripa ensanguentada de fora. Aliás, quando eu era um jovem inconsciente e borbulhento cinéfilo andei bastante tempo a evitar ver o The Fog. Porquê? Porque estávamos no ano de 1986 e este era um filme de 1980, logo um &#8220;filme velho&#8221;. E com tanto gore ou slasher movies de 1984, 1985 ou 1986 porque haveria de ver eu um filme medieval acerca de algo tão interessante como uma praga de nevoeiro? E ainda por cima sem a indicação de uma cena de sexo ou um mísero par de mamas? Puto do carago&#8230;</p>
<p align="justify">Há um remake, nunca o vi. E o meu desejo é que caia a gaita de lepra a todo o talego que ache que fazer um remake de um filme de Carpenter é boa ideia. E a todos os que avancem efectivamente com a ideia, que lhes nasça um espinheiro venenoso no cu. E que estas maldições tenham efeito retroactivo. Tenho pena, Rob Zombie, porque eu sou grande fã dos White Zombie e acho os teus albuns a solo bons apesar de nada de excepcional. Mas fazer música com um espinheiro venenoso no cu não é impossível, é incomodo. E com o tempo aprenderás a viver com isso, como te habituaste a usar uma barba cheia de cebo e aquele eyeliner que pode bem ser duplamente  interpretado como look gay ou look sem-abrigo.</p>
<p align="justify">
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		<title>Escape From LA (1996)</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 15:47:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA3L2VzY2FwZV9mcm9tX2xhX3Bvc3Rlcl8wMS5qcGc="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="escape_from_la_poster_01" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/07/escape_from_la_poster_01_thumb.jpg" alt="escape_from_la_poster_01" width="425" height="409" border="0" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ver o Escape From LA logo a seguir ao Escape From New York é como enfiar a cabeça dentro de uma máquina de lavar roupa cheia de pedras da calçada (em centrifugação) depois de beber duas garrafas de Whiskey espanhol e com uma ratoeira apertada em cada testículo, calçando apenas um par de galochas e com o torso barrado em Tulicreme Avelã. E tudo isto com a TV com o som no máximo a passar Buck Rogers dobrado em alemão com dificuldades de recepção enquanto uma criatura de luz chamada <span>Chernobog </span>da Anunciação me tenta impingir uma assinatura de dois anos da revista oficial da Associação Belga de Bombardino, Melofone e Tuba que ainda inclui como suplemento a livro &#8220;Tango, que futuro?&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4418"></span>As fugas de Snake são separadas por um período de 15 anos. Como todos tão bem sabemos, o futuro no cinema é sempre uma projecção dos medos do presente. Em 1981 Nova Iorque vivia uma época difícil de violência  provocada por gangs e tudo parecia não ter solução. Escape From New York é um espelho desses anseios, uma cidade isolado do planeta por falta de solução e entregue aos mais perversos gangs, ultra-violência imaginativa e a toda a lógica <em>flamboyant</em> associada ao pós-apocaliptico dos anos 80. Tudo isto com uns pozinhos de guerra fria para refrear os ânimos.</p>
<p style="text-align: justify;">Passam 15 anos, tanto na vida real como no universo paralelo onde se desenrolam os filmes. O ano é 2013 e Los Angeles está separada dos resto do país devido a um tremor de terra, o Big One. E assim é aproveitada para exilar todos os cidadãos de uns EUA distópicos que não se coadunam com os seus códigos morais e, principalmente, religiosos. Mais uma vez a crítica é forte. Uma crítica ao Neo-liberalismo que assenta toda a sua estratégia de world domination em morais religiosos e também forte crítica ao star system de Hollywood e aos seus vicios. Nada é deixado ao acaso na velha LA, tudo tem segundas interpretações e tudo são piscadelas de olho aos ódios de estimação de Carpenter. Que são também nossos, por osmose.</p>
<p style="text-align: justify;">Passar de um filme para o outro tem as suas vantagens. A piada final de NY é a piada inicial de LA, Snake aparece com a mesma fatiota de cabedal justo. Curiosamente, segundo a trivia da IMDB, trata-se do mesmo fato, o que nos leva a invejar fortemente Russel por ainda caber no mesmo fatinho justinho 15 anos depois e por não ser um barril como nós ao fim de 15 anos de abuso etílico, psicoactivo e adiposo. No entanto, Escape From LA não começa bem. A sequência inicial é praticamente fotocópia da primeiro filme, o que pode ser duplamente interpretado como preguiça ou homenagem no build-up. Os efeitos especiais (CGI primitivo) de Snake a entrar em LA são uma coisa verdadeiramente atroz e até aparecerem os primeiros habitantes da nova LA as coisas parecem correr mal para Snake.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas depois vem a ultra-violência, o exagero injustificado na matança, as hierarquias bizarras das novas tribos urbanas e toda uma parafernália de elementos tão desnecessários como deliciosos que nos fazem compreender que sim, era isto que queríamos da sequela. O filme não é perfeito, mas ninguém que o vê de modo voluntário procura um filme perfeito, apenas o pervertido sentido de humor de Carpenter a fazer vítimas. Ainda que as primeiras possamos ser nós e o nosso pobre cérebro que um dia, quando ceder à natural erosão do tempo, irá fazer de nós os freaks do lar da 3ª idade.</p>
<p style="text-align: justify;">Um achego final para a banda sonora que só por si vale o preço do bilhete. White Zombie com música feita de propósito, Deftones, Tool&#8230; TOOL, amigos, Tool. E depois alguns grupos que não saltaram de barco quando o Nu-Metal foi ao fundo.</p>
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