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	<title>CinemaXunga &#187; 2009</title>
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		<title>The Human Centipede (First Sequence) (2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 22:19:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O sub-género do cinema de terror chamado torture porn vive tempos de expansão. Não é um estilo que goste, longe disso. Acho-o inutilmente excessivo, gratuito, exibicionista e vazio de mensagem ou narrativa. É o choque pelo choque, a tortura em lume brando, que não é nada de novo. A cada dez anos surge uma vaga [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4241" title="the-human-centipede-first-sequence-3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/the-human-centipede-first-sequence-3.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
<p style="text-align: justify;">O sub-género do cinema de terror chamado torture porn vive tempos de expansão. Não é um estilo que goste, longe disso. Acho-o inutilmente excessivo, gratuito, exibicionista e vazio de mensagem ou narrativa. É o choque pelo choque, a tortura em lume brando, que não é nada de novo. A cada dez anos surge uma vaga desse cinema. Human Centipede é um filme que encaixa neste estilo, um filme que nasceu da especulação mediática dos sites e revistas da especialidade. E foi esta habitual desonestidade do hype que nos obrigou a vê-lo. Porque isto é mesmo assim, tínhamos que o ver. E a única conclusão a que chegamos é que Kevin Smith tinha razão em Clerks II: &#8220;<em>You never go ass to mouth!</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4240"></span>Mas pronto, como no mesmíssimo Clerks II Rosario Dawson respondeu a esta questão com um apaixonado &#8220;<em>Sometimes, in the heat of the moment, it&#8217;s forgivable to go ass to mouth.</em>&#8220;, quem somos nós para não dar uma oportunidade a Human Centipede. Obviamente que acaba por ser tempo mal gasto, porque este filme não merece a nossa atenção, não merece que tiremos tempo para conviver com as pessoas que realmente amamos para o ver. Sim, porque eu nunca me atreveria a ver tal filme com alguém que ame.</p>
<p style="text-align: justify;">Então a narrativa é mais ou menos esta: um cientista louco rapta 3 pessoas para fazer uma centopeia humana. Ora, esta centopeia consiste em unir cirurgicamente a boca de uma pessoas ao recto da pessoa da frente, criando assim uma criatura com um sistema digestivo comum, o que significa que o segundo tem que comer o que o primeiro caga e o terceiro é um desgraçado que já nem isso apanha, mas pelo menos não lhe cozem uma boca no buraco do cu. E é isto. Depois eles tentam fugir, o cientista luta, aparecem pessoas que acham estranho, yada yada yada.</p>
<p style="text-align: justify;">Senti-me violado por esta porcaria de filme, apesar de não esperar nada de bom. Confesso, estava a pedi-las.  Como os acidentes na estrada, quando sabemos que algo horrível está no meio daquelas ambulâncias mas não conseguimos desviar o olhar. Espera-se uma continuação para este farsa idiótica com o subtítulo de &#8220;Full Sequence&#8221;. Felizmente consegui encontrar uma imagem de pré-produção para partilhar convosco.</p>
<p style="text-align: center;"><em>(clicar para ampliar)</em></p>
<div id="attachment_4243" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px"><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzAyLzMuanBn"><img class="size-medium wp-image-4243 " title="The Human Centipede - Full Sequence" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/3-425x283.jpg" alt="The Human Centipede - Full Sequence" width="425" height="283" /></a><p class="wp-caption-text">The Human Centipede - Full Sequence (pre-production shot)</p></div>
<p style="text-align: justify;">Especial atenção ao cão&#8230;</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4240" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/08/ninja-assassin-2009/" title="Ninja Assassin (2009)">Ninja Assassin (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/11/mutants-2009/" title="Mutants (2009)">Mutants (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/17/the-road-2009/" title="The Road (2009)">The Road (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/30/surrogates-2009/" title="Surrogates (2009)">Surrogates (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/29/dexter-season-4-comecou/" title="Dexter, Season 4. Começou&#8230;">Dexter, Season 4. Começou&#8230;</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/17/babylon-a-d-2008/" title="Babylon A.D. (2008) ">Babylon A.D. (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/15/la-horde-2009/" title="La Horde (2009)">La Horde (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/04/resident-evil-afterlife-3d-2010/" title="Resident Evil: Afterlife 3D (2010)">Resident Evil: Afterlife 3D (2010)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Død snø (2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Feb 2011 22:41:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4223" title="deadsnow" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/deadsnow.jpg" alt="" width="425" height="266" /></p>
<p style="text-align: justify;">Zombies Nazis. O que é que neste conceito pode falhar? Nada, obviamente. Um país famoso pelo arenque, bacalhau e a fabulosa qualidade de vida que aparece sempre no telejornal a cada vez que se fala que Portugal é uma desgraça de país, seria a improvável pátria de um dos melhores filmes de zombies que vi ultimamente. Mas depois pensamos nas bandas de Black Metal satânico, nas taxas de suicídio e naquela gaja dos Abba* que nunca depilava os sovacos e tudo faz sentido.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4222"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Um grupo de jovens passa um fim de semana numa remota cabana das montanhas escandinavas. Sem contacto com o mundo, entregam-se aos prazeres da juventude. Por uma incrível coincidência esta zona está também infestada de nazis zombies, esquecidos da Segunda Grande Guerra. Os dados estão lançados para um belo serão de cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">A forte influencia de outros filmes do género é assumida sem complexos, desde a t-shirt de Braindead, a existência de um cinéfilo utra geek do cinema de terror, passando por algumas citações ou cenas que são reencenadas de clássicos de Hollywood. Mas ainda assim o toque exótico norueguês confere-lhe uma personalidade própria e um sentido de humor bem refinado.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o inexperiente em cinéfilia zombiana poderá parecer mais do mesmo, mas como em todos os filmes de zombies o que interessa são os detalhes, os pequenos elementos que adornam a trama habitual de &#8220;luta pela sobrevivência de um grupo cercado de mortos-vivos que vai falecendo ao ritmo lento de um a cada dez minutos até sobrarem dois ou um que se revela infectado nos últimos segundos, no caso de o realizador não ser dado a lamechices.</p>
<p style="text-align: justify;">Dead Snow é o título internacional de Død snø, e deve ser pronunciado comprimindo os lábios como que a soprar um apito inexistente e emitindo dois sons em velocidade lenta como se estivéssemos a ensinar um cavalo a dizer &#8220;pão de ló&#8221; levantando a mão ao ar como uma batuta invisível.</p>
<p style="text-align: justify;">* &#8211; E sim, eu sei que os Abba são suecos, mas para nós que moramos aqui nesta ponta da Europa, a Escandinávia é apenas um grande balde de vikings pescadores de bacalhau que ganham mais de 5000 euros por mês já depois de 50% de imposto do qual ninguém se queixa porque o estado o aproveita para possibilitar uma melhor qualidade de vida aos seus cidadãos, em vez de o foderem todo em carros topo de gama, aventuras megalomanas com o dinheiro que a nossa segurança social tira ás crianças famintas deste país e ao orçamento dos seus pais que já antes era à conta, às empresas publicas onde os seus amigos podem ganhar uma fortuna jogando Tetris e snifando cocaína o dia todo e outras características de novo riquismo reconhecido às sociedades menos evoluídas.</p>
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		<title>The Girl with the Dragon Tattoo (2009)</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Feb 2011 16:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estava sentado em casa a pensar em 15 formas diferentes de servir esparguete quando me senti irreversivelmente atraído pelo vórtice de especulação e marketing hardcore em volta da celebrada trilogia do defunto Stieg Larsson. Adquiri o primeiro volume em formato ebook e durante uma semana a pouco debulhei-o como uma pastor alcoolizado numa banca de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4211" title="The Girl with the Dragon Tattoo" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/The-Girl-with-the-Dragon-Tattoo.jpg" alt="" width="425" height="253" /></p>
<p style="text-align: justify;">Estava sentado em casa a pensar em 15 formas diferentes de servir esparguete quando me senti irreversivelmente atraído pelo vórtice de especulação e marketing hardcore em volta da celebrada trilogia do defunto Stieg Larsson. Adquiri o primeiro volume em formato ebook e durante uma semana a pouco debulhei-o como uma pastor alcoolizado numa banca de cassetes piratas. Depois pensei &#8220;Ah, que rico livro&#8221;. Anestesiado ainda pela força gravitacional do fenómeno, e também porque às vezes não sou muito esperto, embarquei na parte dois desta idiotice, que é ver também o filme e comparar aquilo que todos sabemos ser incomparável. Não digo que tenha ficado desagradado, mas depois de ter sucumbido tão estupidamente ao encanto da publicidade, já não posso dizer claramente que estou em pleno controlo das minhas capacidades.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3739"></span>O livro é o que é. Toda a gente que tem por hábito ler já o leu de certeza. Mas como seria o filme? Cinematográfico como é o livro, certamente toda a gente tem uma ideia pré-concebida daquilo que poderia ser esperado de uma adaptação ao cinema. Uma coisa não podemos esquecer: há uns anos atrás levámos a bombada de marketing do Código DaVinci e foi o que foi em termos literários. Empranhou tudo pelos olhos. &#8220;Ai que maravilhoso filme aí vem!&#8221;. E depois foi ver o Tom Hanks e a Amelie a passarem 2 horas e tal a cuspir frases idiotas sem grande convicção.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas The Girl with the Dragon Tattoo acaba por ser uma boa adaptação. Simplificado e encurtado, como normalmente, mas o ambiente e os personagens é como todos imaginávamos. Uma Suécia fria, com um pé no futuro e outro na tradição viking, o excesso de politicamente correcto a fazer aparecer comportamentos desviantes, a obsessão compulsiva pelos produtos Apple e o sexo casual como parte integrante de uma visita para o chá. Boa qualidade cinematográfica, boa finalização técnica. A fotografia de baixa profundidade de campo encanta-me sempre. Os tons azulados e frios próprios da situação.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda não li o segundo volume nem vi o filme, mas não me apetece. E esperar pela versão americana? Isso é que deve ser um sonho. E se fosse com o Nicholas Cage, então seria a cereja no topo do bolo. Mas como vacas consumistas que somos, e não me venham com &#8220;Ai eu não, só os outros&#8221;, lá teremos que sucumbir ao poder do marketing, como se fossemos encaminhados cinema dentro em marcha zombie com um dedo invisível forrado a dólares enfiado no cu à laia de ventriloquismo corporativo multinacional.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3739" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/01/the-lovely-bones-2009/" title="The Lovely Bones (2009) ">The Lovely Bones (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/22/2001-descodificado-porque-e-que-hal-9000-enlouqueceu/" title="2001 Descodificado &#8211; Porque é que HAL 9000 enlouqueceu?">2001 Descodificado &#8211; Porque é que HAL 9000 enlouqueceu?</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/15/2001-a-space-odyssey-descodificado/" title="2001: A Space Odyssey Descodificado">2001: A Space Odyssey Descodificado</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/25/sherlock-holmes-2009/" title="Sherlock Holmes (2009)">Sherlock Holmes (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/21/cache-2005/" title="Caché (2005) ">Caché (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/15/la-horde-2009/" title="La Horde (2009)">La Horde (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/01/le-code-a-change-2009/" title="Le code a changé (2009) ">Le code a changé (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/28/defendor-2009/" title="Defendor (2009) ">Defendor (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/11/mutants-2009/" title="Mutants (2009)">Mutants (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Hurt Locker (2008)</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Nov 2010 22:48:42 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nunca fui apreciador de Oscars ou eventos de atribuição de prémios em geral, porque não gosto que decidam coisas para mim. Mas como não vivo numa caverna do Azerbeijão acabo sempre por levar com as avalanches de notícias relacionadas com estes eventos nos dias seguintes. É complicado tentar perceber factos concretos, porque parece ser mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4046" title="thehurtlocker" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/thehurtlocker.jpg" alt="" width="425" height="232" /></p>
<p style="text-align: justify;">Nunca fui apreciador de Oscars ou eventos de atribuição de prémios em geral, porque não gosto que decidam coisas para mim. Mas como não vivo numa caverna do Azerbeijão acabo sempre por levar com as avalanches de notícias relacionadas com estes eventos nos dias seguintes. É complicado tentar perceber factos concretos, porque parece ser mais importante o estilista de determinada actriz, informação de box office perfeitamente inútil ou rumores que envolvam invariavelmente Angelina Jolie e a sua atarefada vagina. Mas estranhei o OVNI vencedor deste ano, com aquela sensação que todos conhecemos, que é ver um cavalo sentado num sofá a beber chá numa reunião da Tupperware.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4043"></span>Obviamente não vi logo o filme a correr para dizer que, s<em>im senhor concordava</em>, ou <em>não senhor porque desde Titanic que não se fazia um bibelot tão pomposo e insuflado a vácuo como Avatar</em>. Comprei-o, como todos os que me lêem, no mercado alternativo, o famoso ficheirinho em segunda mão. E mantive-o quentinho, em arquivo morto, à espera de melhores dias.</p>
<p style="text-align: justify;">E esse dia chegou.  Carreguei em play e detive-me, incauto, à espera da habitual ausência de conteúdo, a típica característica &#8220;agradar a gregos e troianos&#8221; transversal a todos os award winners. No entanto o escárnio preconceituoso rapidamente se evaporou e fui absorvido para uma realidade dura e pouco retratada pela máquina Hollywoodiana, como se o ínicio de uma vaga de novo cinema de &#8220;Vietname no Iraque&#8221; tivesse acabado de começar.</p>
<p style="text-align: justify;">The Hurt Locker não é um filme fácil, não é daqueles que nos faça devorar pipocas de excitação. Retrata uma realidade distante da imagem que é projectada da guerra do Iraque. Não é ainda aquela crítica que falta, mas dá para perceber que uma geração de stress pós-traumatico provocado por feridas emocionais de guerra está a chegar aos States. O dia-a-dia de uma equipa de desmantelamento de bombas mostra soldados psicologicamente afectados e com dificuldades de integração na sociedade que os venera à distância como heróis.</p>
<p style="text-align: justify;">A sua faceta documental afasta a narrativa do esquema típico do filme do herói que tudo ganha. Pelo contrário, erros são cometidos e o &#8220;herói&#8221; é apenas um tipo desequilibrado que precisa de se afirmar e de arriscar muito para se sentir vivo. Há incoerências, há arcos narrativos desnecessários, incompletos, supérfluos. Mas tudo contribui para caracterizar aprofundadamente este personagem, que é a finalidade deste filme.</p>
<p style="text-align: justify;">É um filme interessante, mas choraria o meu dinheiro se tivesse que pagar mais que 0,99 cêntimos por ele. Faz-nos pensar acerca de quem lambeu e que bolas foram lambidas&#8230;</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4043" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/28/the-men-who-stare-at-goats-2009/" title="The Men Who Stare at Goats (2009)">The Men Who Stare at Goats (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/11/inglourious-basterds-2009/" title=" Inglourious Basterds (2009)"> Inglourious Basterds (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/03/01/rambo-2008/" title="Rambo (2008)">Rambo (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/28/the-human-centipede-first-sequence-2009/" title="The Human Centipede (First Sequence) (2009)">The Human Centipede (First Sequence) (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/17/babylon-a-d-2008/" title="Babylon A.D. (2008) ">Babylon A.D. (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/15/la-horde-2009/" title="La Horde (2009)">La Horde (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/15/rambo-iii-1988/" title="Rambo III (1988)">Rambo III (1988)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/28/defendor-2009/" title="Defendor (2009) ">Defendor (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/11/mutants-2009/" title="Mutants (2009)">Mutants (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Sherlock Holmes (2009)</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Nov 2010 22:49:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando em 2004 estreou a série House M.D., os seus criadores não tiveram pejo em admitir a sua principal inspiração para tão exótico personagem: Sherlock Holmes. 6 anos depois é a vez do rabo torcer a porca. Fomos então presenteados por um Sherlock Holmes fortemente baseado no Dr. House. Inteligente, mestre da dedução, irascível, controlador, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4038" title="sherlockholmes" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/sherlockholmes.jpg" alt="" width="425" height="222" /></p>
<p style="text-align: justify;">Quando em 2004 estreou a série House M.D., os seus criadores não tiveram pejo em admitir a sua principal inspiração para tão exótico personagem: Sherlock Holmes. 6 anos depois é a vez do rabo torcer a porca. Fomos então presenteados por um Sherlock Holmes fortemente baseado no Dr. House. Inteligente, mestre da dedução, irascível, controlador, possessivo, violento, sem aparentes princípios morais ou o mais pequeno sinal de respeito pelos seus iguais, permanentemente ensopado em opiáceos e com a fantástica capacidade de transformar um pedaço de aparente solidariedade em mais um acto de cruel egoísmo. E é por isso que o amamos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4037"></span>Sherlocks há muitos, seus palermas, mas desta estirpe é novidade. A estirpe verborreica Guy Ritchie é uma brisa de frescura na imagem saturada e fortemente adiposa que Sherlock tinha nas novas gerações. Nada de cavalheiros tipicamente british com bonés de caçar perdizes ou chapéus de côco, nada de cházinhos boiolas acompanhados de brioche, nada de cachimbos megalómanos capazes de albergar pequenas famílias de cegonhas. Este Sherlock é o rei da bofetada e da investigação pouco ética.</p>
<p style="text-align: justify;">A narrativa é interessante. Perante um caso de fortes componentes obscuras e sobrenaturais, Sherlock combate Inglaterra inteira com argumentos lógicos, tentando combater ideias de bruxaria e magia negra com coerência e razão. É certo que no final as conclusões parecem um bocado marteladas para criarem a solução do mistério, mas isso interessa pouco porque por essa  altura o nosso cérebro já desligou. Apesar de ser um bom filme, não é nada que nos faço obcecar até de madrugada ou procurar o sentido da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Lamento porém que tenha de se fazer uso exagerado de sequências de acção perfeitamente despropositadas para atrair pessoas aos cinemas que só frequentam filmes de &#8220;porrada e/ou carros&#8221; e explosões. O filme poderia facilmente viver da própria trama, das reviravoltas, dos mistérios e do estilo Ritchie que quando é usado em doses moderadas é perfeitamente aceitável. Tenho pena que assim seja mas compreendo que esta malta tem que ganhar a vida, e mais vale assim que dar o cu na marginal ou vender droga à porta dos liceus.</p>
<p style="text-align: justify;">De acrescentar um bom Watson, personificado por Jude Law, menos larilas do que é habitual. Ao contrário de parecer constantemente querer fazer umas mamadas a Sherlock, este Watson anda entretido com uma namorada que aparenta ser uma honrada donzela mas que pinta a sua actuação com pinceladas libidinosas que nos fazem constantemente fugir para um imaginário de devassidão e deboche.</p>
<p style="text-align: justify;">Guy Ritchie encontrou um filão duradouro ao ter feito  este primeiro tomo ao estilo de filme Marvel, com piscadelas de olho a  outros universos Sherlockianos e a prometer que a procissão ainda vai no  adro. Em 2011 temos mais uma bela dose de deduções suprahumanas e um  toquezinho de charme <em>&#8220;i don&#8217;t give a fuck because i&#8217;m awesome</em>&#8220;.</p>
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		<title>La Horde (2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 12:24:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4005" title="lahorde" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/lahorde.jpg" alt="" width="425" height="225" /></p>
<p style="text-align: justify;">A honestidade é algo de se louvar nos dias que correm. E neste filme devemos honrar essa mesma qualidade, quando aos 7 minutos um dos protagonistas diz &#8220;<em>Estamos aqui hoje para um banho de sangue!</em>&#8221; seguido de uns créditos iniciais minimalistas ao estilo grindhouse. E é isso mesmo que temos, um banho de sangue à francesa. E quem tem seguido o cinema de terror francês nos últimos 5 anos sabe perfeitamente que não é nenhuma pêra doce, porque no que diz respeito a carnificina estes gauleses são loucos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4004"></span>Muito se tem filosofado acerca do subgénero do filme zombie. Ora, o filme zombie assenta em duas bases, a crítica social e  a estrutura narrativa. A crítica aponta sempre uma injustiça que pode ser representada sob a forma de metáfora nos próprios mortos vivos ou nalguma desequilíbrio social que é acentuado pela pandemia de mortos-vivos, neste caso os bairros sociais franceses e toda a polémica que daí adveio nos últimos anos com os queimadores de carros e paulada policial sortida em jovem lombo árabe. A estrutura narrativa pouco muda. No início o mundo é normal e as pessoas levam a sua vida mundana, segue-se uma artimanha narrativa para fazer aparecer a epidemia zombie do nada, um grupo de sobreviventes batalha zombies demasiado atarefado para tentar perceber a causa desta infecção, sobram 2 (ou 3 se houver sidekick) e quando a acalmia regressa à vida destes privilegiados humanos uma acontecimento final (quase de último frame) faz desabar todas as conquistas ou dá uma piscadela de olhos à continuação (ou sequela, como se diz agora).</p>
<p style="text-align: justify;">E La Horde não foge a esta fórmula, nem nenhum bom filme de zombies que se preze. O segredo do sucesso desta produção francesa está na aproximação ao tema, neste caso temos uma super equipa de polícias que aparece num bairro de subúrbio francês para capturar (e chacinar) uma quadrilha responsável pela morte de um colega. A intervenção corre mal e quando tudo parecia perdido para os polícias chegam os zombies obrigando inimigos a colaborar pela sobrevivência. Junte-se um personagem psicótico / excêntrico e temos receita para uma bela película de matança sanguinária.</p>
<p style="text-align: justify;">É um filme de orçamento contido, mas muito bem gerido. As criaturas das trevas estão bem caracterizadas, os cenários pintados a sangue dão um nefasto colorido e a caracterização da carne humana a ser maltratada é de classe superior. Tem falta de tiros na cabeça, é verdade, parece que os nossos protagonistas não sabem as regras básicas para desactivar correctamente um zombie, mas em contrapartida tem das mais belas coreografias de luta corpo a corpo entre vivos e mortos que alguma vez vi, e eu vi o Braindead. Nudez é algo que parece estar ausente, mas a personagem feminina exibe uns belos mamilos duros como aço, capazes de vazar um olho a quem se aproxime demasiado. Pouco mais podemos desejar num filme de zombies.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nota:</strong> Mais uma vez chamo a atenção para o facto de este tipo de filme ser apenas para apreciadores. Não se forcem, não venham dizer que é pouco credível e que é violento demais ou que a violência é gratuita. Nós sabemos e é mesmo por isso que gostamos tanto. <em>Now let&#8217;s look at the traila</em>:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="256" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/X8h17eDZuoA?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="256" src="http://www.youtube.com/v/X8h17eDZuoA?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Le code a changé (2009)</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 08:44:06 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3826" title="lecodeachange" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/lecodeachange.jpg" alt="" width="425" height="317" /></p>
<p style="text-align: justify;">Hoje falamos de cinema francês. Não daqueles antigos filmes francófonos, das gajas de mamas pequenas em tronco nu, no Louvre de cigarro na mão, a recitar Baudelaire e a fazer mamadas. Hoje falamos num daqueles filmes franceses que são um misto de comédia de situação com drama existencial, que vive de uma aparente promiscuidade e no final parece acabar em lição de moral, mas uma cena extra transforma a mensagem na mais aterradora badalhoquice. Estão a perceber? Claro que não. Afinal quem é que lê críticas de filmes franceses?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3801"></span>O cinema francês tem dificuldade em penetrar no mercado nacional. Mais por culpa do preconceito, porque as pessoas acham &#8220;estranho&#8221; ver um filme que não seja falado em inglês. Ou melhor ainda, acham estranho um filme que não seja falado em inglês de sotaque americano. É comum alguém dizer que não vê filmes franceses porque não aguenta ouvir a língua. Mas filmes de sucesso como Amélie ou a afamada festa do cinema francês, que tem a sua 11ª edição à porta, vieram ajudar à reputação da cinematografia destes repelentes de ciganos. Mas isto não quer necessariamente dizer que haja mais gente a ver cinema francês, há apenas menos gente a dizer que detesta porque começa a parecer mal e inculto.</p>
<p style="text-align: justify;">Le Code à Change é a história de um jantar no apartamento de um casal, com um grupo de pessoas que não se conhece entre si, apenas os anfitriões são amigos comuns. Escusado será dizer que todos os casais e pessoas sem par sofrem de uma ou outra perturbação emocional mascarada socialmente, como na vida real, diga-se em abono da verdade. A meio do filme temos um flashforward de um ano onde a realidade daquela gente parece ter sido radicalmente alterada pelos eventos daquele jantar. De volta ao jantar tudo será explicado. Nenhuma gaja mostra as mamas e mas mamadas são todas offscreen.</p>
<p style="text-align: justify;">Ambiente tipicamente francês, que feitas as devidas traduções culturais acaba por ser mais ou menos como o nosso, tirando o excesso de queijo e as decorações à Luis XIV, é um filme leve sem grandes ambições culturais, mas que se vê bem como substituto de &#8220;comédia romântica&#8221; americana. O objectivo poderá ser o mesmo, mas aqui temos mais densidade, mais narrativas paralelas e artifícios narrativos não-lineares, o que a torna diferente dos comuns filmes de gaja.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é uma obra prima, mas também não me matou. Vi acompanhado com a minha esposa o que acaba por alterar a percepção da experiência de ver um filme. Se estivesse sozinho teria parado aos 3 minutos e teria colocado qualquer coisa com cabeças decepadas na cena inicial ou ficção científica dos anos 60. O mais provável seria mesmo porno&#8230;</p>
<p><!--more--></p>
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		<title>100volta (200?)</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 16:32:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDEwLzA3LzEwMHZvbHRhLmpwZw=="><img class="aligncenter size-full wp-image-3570" title="100volta" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/07/100volta.jpg" alt="" width="425" height="232" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">É certo que Portugal tem uma cultura de decepção e frustração no que diz respeito ao cinema. A cada novo ano parecem abrir-se novas dimensões de horrendo, surgindo produtos de inimaginável mau gosto, mesmo para as mentes mais retorcidas. Desta vez temos um filme amador, com toda uma estrutura, narrativa e produção de proporções anedóticas, um festival de ridículo que se leva tão a sério que facilmente pulamos de uma situação de escárnio para sentimentos de compaixão pelas mães daquelas pessoas, que almejaram um futuro honroso para os filhos e isto foi o que decidiram fazer da vida. Rejubilai então  azeiteiros de Portugal. Labregos do tuning, parolos das  centralinas, fatelas dos ailerons, barrascos do rally e da pala do boné branco para trás, a resposta às  vossas preces chegou. Um filme de carros, com tiros, porrada e gajas  boas a serem vilipendiadas à lei da vara carnuda (leia-se &#8220;foder&#8221; em linguagem de burgesso).</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3569"></span>Já tinha falado neste filme quando saiu o trailer e foi anunciado que sairia para as salas de cinema. Na altura fui fortemente criticado por falar mal sem ver o filme. Mas o certo é que basta ver o trailer para perceber estamos perante um fétido jarrinho de micção. Eu não vi o filme todo e penso que não haverá alma não azeiteira que aguente mais de 20 minutos. A cena inicial é suficiente para perceber a desolação cinematográfica que se apresenta perante a nossa infeliz presença.</p>
<p style="text-align: justify;">Na perspectiva do realizador (que também é actor principal), para fazer um bom filme que apele à massa cinéfila temos que ter os seguintes ingredientes: carros, perseguições despistes, tiroteios, porrada de três em pipa, gajas de armas, sexo (também conhecida como &#8220;foda&#8221;), gajas semi nuas e nuas, piadas com minis (leia-se o formato de engarrafamento de cerveja e não a namorada do mickey nem o modelo da Morris), musica techno e o incontornável guião de intriga internacional que encerra mistérios dignos do Sargento Saraiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Resta-me ainda demonstrar a minha mais profunda repugnância sob a forma de um farto vómito acerca do apoio do Instituto do Cinema e do Audiovisual. Sim, o dinheiro que é de todos nós, daquela gorda fatia de ordenado que os estado nos mama em impostos mensalmente, o IVA que todos pagamos diariamente, passando por toda uma miríade de subterfúgios indecentes para nos sacar o dinheiro sob a forma dos mais improváveis formatos de imposto. Esse mesmo dinheiro que nos faz tanta falta e que acreditamos secretamente possa ser usado para nos tirar desta crise, é usado para promover este sucedâneo de entretenimento, este esgoto a céu aberto que alguém algum dia confundiu com cinema.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3569" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/05/04/o-contrato-2009/" title="O Contrato (2009)">O Contrato (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/18/g-i-joe-the-rise-of-cobra-2009/" title="G.I. Joe: The Rise of Cobra (2009)">G.I. Joe: The Rise of Cobra (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/28/defendor-2009/" title="Defendor (2009) ">Defendor (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/13/over-her-dead-body-2008/" title="Over Her Dead Body (2008) ">Over Her Dead Body (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/04/geracao-%e2%80%9cborra-picas%e2%80%9d-cidade-despida/" title="Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida ">Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/28/noite-escura-2004/" title="Noite Escura (2004) ">Noite Escura (2004) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/23/final-destination-4-2009/" title="Final Destination 4 (2009)">Final Destination 4 (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/31/hitman-2007/" title="Hitman (2007)">Hitman (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/29/second-life-em-edicao-duplo-dvd/" title="Second Life em edição duplo DVD?">Second Life em edição duplo DVD?</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/15/second-life-2009/" title="Second Life (2009)">Second Life (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Extract (2009)</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 23:02:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não há para um homem nada mais aterrador do que uma ameaça à integridade dos seus testículos. É como um piano invisível permanentemente suspenso sobre a cabeça que nos pode aniquilar a masculinidade numa fracção de segundo. Sejam entalados numa porta, mordidos por uma amante furiosa ou por falta de controlo das suas capacidades recém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3492" title="extract" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/07/extract.jpg" alt="" width="425" height="227" /></p>
<p style="text-align: justify;">Não há para um homem nada mais aterrador do que uma ameaça à integridade dos seus testículos. É como um piano invisível permanentemente suspenso sobre a cabeça que nos pode aniquilar a masculinidade numa fracção de segundo. Sejam entalados numa porta, mordidos por uma amante furiosa ou por falta de controlo das suas capacidades recém adquiridas dominatrix, um acidente de pesca ou resultado de uma aposta numa corrida de galgos. O certo é que nenhum homem pode dar os seus tomates como garantidos. Extract é provavelmente o único filme que vi em que o assunto de uma perda testicular é tratado com a dignidade que merece. Infelizmente este poderá ser o seu único ponto positivo, o que não é lá grande tópico para lhe enobrecer o currículo.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3483"></span>Mike Judge é o realizador de Extract. Mestre todo poderoso dos céus, da terra e dos planos existenciais intermédios, Mike Judge inventou aqueles que são ainda os meus ídolos no que diz respeito à critica musical: Beavis and Butthead. Também realizou Idiocracy, uma obra que pode muito bem explicar o falhanço que a raça humana irá sofrer brevemente devido à sua gradual estupidificação. O filme poderia ter sido melhor conseguido, mas a autoria da teoria ninguém lha tira.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Extract Judge tenta criar uma comédia em cozedura lenta acerca de um empresário que pretende despachar a sua enfadonha esposa para poder ter novamente a adrenalina de um engate com uma jovem provocadora destruidora de lares. Mas de tão lento ser o lume e em tantas direcções alastrar, ficamos na mão com uma quase não-história, o preço que se paga quando a falta de timing atropela o enriquecimento de personagens. Quando os personagens estão ricamente criados, acaba o filme sem ter tempo de entrar numa narrativa absorvente.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos também elementos completamente aleatórios, quase surreais, que dão uma cor ao filme, elementos esses que são os únicos responsáveis por remover este filme do caixote fétido das comédias românticas, mais conhecidos como &#8220;filmes de gaja&#8221;. Um Gene Simmons, baixista e vocalista dos KISS, a interpretar um sui generis advogado com um fetiche especial para os acidentes testiculares e a presença sempre agradável de uma banda de Death Metal melódico. Por outro lado Ben Affleck infesta todos os frames em que aparece como um estirpe mais mortífera de Ébola.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, é a vida. Ganham-se umas, perdem-se outras. O excesso de música country não ajuda. Salva-se, além dos dilemas testiculares e do Death Metal melódico, a presença quase obrigatória nos tempos que correm da sublime Mila Kunis, cujo próprio nome envoca vários tipos de perversão sexual e um sorriso capaz de levantar o martelo a um morto.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-3495  aligncenter" title="milakunis" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/07/milakunis.jpg" alt="" width="420" height="768" /></p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3483" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/15/adventureland-2009/" title="Adventureland (2009)">Adventureland (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/20/jennifers-body-2009/" title="Jennifer&#8217;s Body (2009)">Jennifer&#8217;s Body (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/22/top-5-filmes-famosos-que-nao-valem-uma-merda/" title="Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;">Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/04/geracao-%e2%80%9cborra-picas%e2%80%9d-cidade-despida/" title="Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida ">Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/28/noite-escura-2004/" title="Noite Escura (2004) ">Noite Escura (2004) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/22/the-imaginarium-of-doctor-parnassus-2009/" title="The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009)">The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/13/the-invention-of-lying-2009/" title="The Invention of Lying (2009) ">The Invention of Lying (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/10/what-happens-in-vegas-2008/" title="What Happens In Vegas (2008) ">What Happens In Vegas (2008) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Defendor (2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 22:54:06 +0000</pubDate>
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<p style="text-align: justify;">Num festival de Verão no final dos anos 90 conheci duas voluptuosas lésbicas que primavam pela estética minimalista da pilosidade púbica e que após uma noitada de copos e farra me disseram em tom dengoso &#8220;<em>Ah, se a tua namorada o permitisse ficávamos contigo para fazer coisas muuuuito marotas</em>&#8221; e eu, tentando disfarçar uma erecção fulminante, respondi &#8220;S<em>e acrescentarem um cuspidor de fogo, dois anões malabaristas e um pónei sou capaz de aceitar a oferta</em>&#8220;. E depois acordei, com défice de sangue no cérebro&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3337"></span>Ora se este filme tivesse um guião tão aprazível como o sonho que vos descrevi no parágrafo anterior, certamente que a minha reacção não iria ser tão violenta como aquela que estou prestes a ter. Eu sou grande fã de Woody Harrelson. Desde Cheers a Zombieland, passando por Natural Born Killers que acho ser uma actor muito peculiar de difícil substituição. Se alguém planeia fazer um filme protagonizado por Woody e ele não pode entrar devido a um qualquer problema, a solução é esperar ou usar o guião para limpar o rabinho porque sem Woody não será certamente a mesma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas depois temos este Defendor, um filme ao estilo Kick-Ass, mas num tom mais Forrest Gump, em que um atrasadinho mental com problemas de famílai por resolver decide matar uns mafiosos por achar que estes são vilões de comics. Onde é que eu já vi isto? Aparentemente tenho visto por todo lado nos últimos tempos. Desde que a primeira adaptações de comics decidiram deixar de lado os heróis de borracha negra e fazer o crossover como nosso mundo real.</p>
<p style="text-align: justify;">Podia ser uma boa comédia. Podia até ter um final carinhoso e moral. Mas é apenas um churrilho de lamúrias idiotas, uma aula de catequese em que se explica que mesmo sofrendo uma vida de agruras insuportáveis e injustas, as acções de um homem  justo e ligeiramente retardado podem mudar o planeta. É uma adaptação bíblica ao género dos super-herois homemade.</p>
<p style="text-align: justify;">Custou-me tanto ver este filme, sempre na esperança que pudesse mudar para melhor. E nada. Nunca mudou. Nunca mudam, diga-se de passagem. Se até aos 20 minutos são uma bela merda, uma bela merda acabarão por ser no fim.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3337" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/08/ninja-assassin-2009/" title="Ninja Assassin (2009)">Ninja Assassin (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/06/adventures-on-the-planet-of-the-apes-adaptacao-do-filme/" title=" Adventures On The Planet Of The Apes &#8211; Adaptação do filme"> Adventures On The Planet Of The Apes &#8211; Adaptação do filme</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/23/final-destination-4-2009/" title="Final Destination 4 (2009)">Final Destination 4 (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/30/surrogates-2009/" title="Surrogates (2009)">Surrogates (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/18/g-i-joe-the-rise-of-cobra-2009/" title="G.I. Joe: The Rise of Cobra (2009)">G.I. Joe: The Rise of Cobra (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/05/04/o-contrato-2009/" title="O Contrato (2009)">O Contrato (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/28/the-human-centipede-first-sequence-2009/" title="The Human Centipede (First Sequence) (2009)">The Human Centipede (First Sequence) (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/09/macgruber-2010/" title="MacGruber (2010) ">MacGruber (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/28/100volta-200/" title="100volta (200?)">100volta (200?)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/22/top-5-filmes-famosos-que-nao-valem-uma-merda/" title="Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;">Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Adventureland (2009)</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jun 2010 16:29:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Se para muitos ela é apenas uma actriz de semblante equídeo com a elegância de uma vaca trucidada três vezes no mesmo dia por comboios diferentes, para outros ela é a musa dos vampiros de Twilight. Feia, escancarada e com o carisma de uma pá de valar, é certo, mas capaz de atrair público com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3453" title="adventureland" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/adventureland.jpg" alt="" width="425" height="243" /></p>
<p style="text-align: justify;">Se para muitos ela é apenas uma actriz de semblante equídeo com a elegância de uma vaca trucidada três vezes no mesmo dia por comboios diferentes, para outros ela é a musa dos vampiros de Twilight. Feia, escancarada e com o carisma de uma pá de valar, é certo, mas capaz de atrair público com dificuldade de compreender enredos com complexidade superior aos Irmãos Koala. Esta galdéria drogada fortemente viciada em pílulas do dia seguinte e relaxantes musculares também faz outros filmes que não sejam da saga Twilight. Ironia das ironias, acabamos por ter em Adventureland um filme não muito mau, o típico <em>indie teen </em>existencialista, que não sendo original também não provoca o vómito compulsivo.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3381"></span>Adventureland é um filme que vive de uma situação bastante visitada pelo cinema americano. Um verão na vida de um teenager, normalmente quando acaba o liceu, em que a estabilidade e previsibilidade da adolescência acaba e os personagens preparam-se para enfrentar o fantástico mundo da independência, das crises existenciais e as paixões mais profundas (leia-se: passar do escarafunchar com o dedo ao molhar o pincel). Normalmente começa-se com uma visão do mundo e no final a perspectiva dos jovens perante a vida muda completamente. Neste caso é um emprego de Verão num parque de diversões que muda para sempre a vida destes putos. Quem viveu os anos 80 com consciência dos seus actos deverá certamente recordar-se de Verano Azul, com uma trama semelhante, mas em versão TV.</p>
<p style="text-align: justify;">Para cada filme cada momento, depende da companhia, da disposição. Depende do dia que passou ou do dia que vai chegar. Mas quando pretendo ver algo leve, normalmente recorro ao independente americano que é sempre agradável e simpático. Não nos muda a orientação política ou sexual, apesar de alguns me darem vontade de me converter aos lesbianismo. Mas temos aqui o exemplo de um filme que se equilibra delicadamente num ponto muito bem definido que é&#8230; bem, é o indie pós-sundance. Aquele que é patrocinado pelos grandes estúdios às escondidas, dos diálogos inverosimilmente elaborados, perfeitos, raciocínio rápido e fulminante. Não é como na vida real, pelo menos no meu caso. Quando passo por alguém digo sempre &#8220;Bom dia&#8221; (seja manhã, tarde ou noite) e quando me encontro com alguém que acabou de perder um ente querido pergunto sempre &#8220;Tudo bem?&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Recomendo para ver com a gaja, uma alternativa saudável ao filme de gaja e se for bem metido elas nem sabem que foram ludibriadas a ver um filme com mais um pouco de conteúdo do que a Jennifer Lopez a empinar a peida e a queixar-se da solidão ao seu melhor amigo, que na realidade é o seu principe encantado, coisa que ela só percebe quando ele corre atrás dela no aeroporto no momento em que ela se prepara para abandonar para sempre a sua presença.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3381" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/22/the-imaginarium-of-doctor-parnassus-2009/" title="The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009)">The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/13/the-invention-of-lying-2009/" title="The Invention of Lying (2009) ">The Invention of Lying (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/04/500-days-of-summer-2009/" title="(500) Days of Summer (2009) ">(500) Days of Summer (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/02/extract-2009/" title="Extract (2009) ">Extract (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/20/jennifers-body-2009/" title="Jennifer&#8217;s Body (2009)">Jennifer&#8217;s Body (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/10/what-happens-in-vegas-2008/" title="What Happens In Vegas (2008) ">What Happens In Vegas (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/04/frequently-asked-questions-about-time-travel-2009/" title="Frequently Asked Questions About Time Travel (2009) ">Frequently Asked Questions About Time Travel (2009) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Mutants (2009)</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 23:04:11 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3288" title="mutants" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/05/mutants.jpg" alt="" width="425" height="235" /></p>
<p style="text-align: justify;">Os franceses iniciaram há uns anos uma nova vertente do cinema de terror hiper-realista de violência extrema, em que se colocam situações de fácil identificação para quem os vê. O último de que aqui falei foi Martyrs (2008). São filmes que fogem aos clichés do típico slasher, zombie, casa assombrada, gore e quando damos por ela já não há espacinho nem para colocar um quadro com tanto sangue. Mas numa linha de contínuo sucesso há-de chegar o dia em que se meta um pé na merda e se crie um produto profundamente desinteressante, com a utilidade de um acordeonista em chamas.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3289"></span>Muitas pessoas que me ouvem falar ficam com a ideia de que filmes de zombies são sempre bons e basta haver a palavra &#8220;morto vivo&#8221; no guião para garantir a este escriba 90 minutos de delírio cinematográfico. Mas nada poderia estar mais longe da verdade. Todos aqueles que, como eu, seguem o underground do cinema de terror percebem que saem semanalmente toneladas de filmes de zombies (entre outro sub-géneros) a metro, com belas capas de DVD e posters, mas com conteúdos que desconheço completamente porque não os vejo. Nem me arrependo, porque nos meus quase 30 anos de cinéfilo (comecei a contar aos 8 ) aprendi a cheirar sub-produtos à distância. Nos anos 80 eram os filme de ninjas, samurais e pós-apocalípticos, nos anos 90 os art-house pretenciosos e os viciados em twists e nos anos 00 (zero) temos os sucedâneos e os clones de terror. Normalmente são 5 ou 6 pessoas numa casa, molho de tomate e maquilhagem de carnaval.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui neste Mutants temos um casal que foge de um bando de zombies esfomeados. Nos primeiros 10 minutos correm desenfreadamente à frente de uma câmara à qual foi aparentemente removido o estabilizador de imagem, e mesmo quando estamos prestes a vomitar o jantar devido ao enjoo de movimento provocado pela filmagem, eis que o casal sobrevivente entra num hospital deserto. Silêncio&#8230; De repente descobre-se que o noivo está infectado pela ruindade zombófila e até ao fim temos a namoradinha a carpir lamúrias de saudade &#8220;<em>Ai que o meu amor foi-se para o lado dos nefastos comedores de cérebro</em>&#8220;, &#8220;<em>matar-te-ei ou deixar-te-ei sobreviver numa jaula ferrugenta até definhares à míngua de tecido encefálico?</em>&#8221; ou mesmo &#8220;<em>Curioso, após meses de ter abdicado da minha higiene feminina para evitar ser comida por bandos de zombies assassinos ainda não me nasceram pêlos nos sovacos&#8230;</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: justify;">Miguel Esteves Cardoso pode estar gordo que nem um maço, mas resumiu num título o que este filme teve dificuldade em dizer nos seus 90 minutos de duração: O Amor é Fodido! E posto isto seguem os avisos da praxe: afastem-se deste, vejam outro. Se for mau, avisem-me a mim que eu passo a outro. E assim dividimos o sofrimento entre todos e não custa nada. Ah, e meninas, se fosse eu a vocês tratava já da depilação definitiva, não vá dar-se o caso de serem das únicas sobreviventes de um Apocalipse Global e depois terem que tomar banho em riachos e lagoas à frente de toda a gente com um &#8220;castanheiro negro&#8221; pendurado no baixo ventre.</p>
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		<title>The Lovely Bones (2009)</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 21:36:04 +0000</pubDate>
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<p style="text-align: justify;">Depois de uma trip megalómana de proporções quase bíblicas que foi a trilogia Lord of the Rings, é óbvio para todos (incluindo para o próprio) que o caminho a seguir só poderá ser o da sobriedade e da simplificação. Mas num filme que poderia ter estas características, encontramos um Peter Jackson completamente viciado em efeitos especiais e na sua querida Weta Software, ofuscando por completo uma história que poderia ser bem poderosa, não fosse o onanismo visual de Jackson. Não é que eu me importe com a masturbação estética e tecnológica dele, eu só não gosto é que me ejaculem nos olhos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3372"></span>Peter Jackson é realizador de dois dos meus filmes preferidos: Braindead e Bad Taste. Carnificina à parte, é de um sentido de humor bem requintado, diria mesmo único. Meet The Feebles é também uma obra superior e The Frighteners é bem esgalhado com um Michael J. Fox em plena forma, numa fase em que ultrapassou claramente o typecast de teenager eterno deixado pela saga Back To The Future. Para mim bastava isto e nada mais para ser um realizador que admire. Mas um homem não vive de ar e a trilogia Lord Of The Rings transportou-o para a camada superior da estratosfera hollywoodiana que lhe permite ter, entre outras coisas, felácios diários à conta de jovens debutantes com o sonho de estrelar uma película de sucesso.</p>
<p style="text-align: justify;">The Lovely Bones é um filme original no meio cinematográfico, apesar deste tipo de narrativas ser algo comum na literatura, lembro-me assim de repente de Hey Nostradamus! de Douglas Coupland. Uma miúda é assassinada e o narrativa é contada do seu ponto de vista, algures numa dimensão intermédia entre a existência terrena e aquilo a que se convencionou chamar de Céu. A história é muito boa, poderosa e emocional. Capaz de nos sacar simpatia e todas as aquelas emoções de validade bastante limitada que os bons filmes nos costumam trazer. A fotografia é exemplar, muito saturada e seventies, sobre exposta quando se filma ingenuidade e jovialidade e aterradoramente negra quando se lida com o Mal.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas eis que Jackson consegue estragar tudo com uma densidade tal de efeitos especiais e CGI desnecessário que nos distrai completamente do essencial. Paisagens wallpaper, cenários megalómanos e sequências fortemente digitais. Tão digital que podemos facilmente imaginar o Frodo a mandar uma cagada atrás de um daqueles arbustos ou Gandalf a afagar o cavalo numa planície technicolor de farta verdura.</p>
<p style="text-align: justify;">Teria preferido uma aproximação mais simples ao tema e um outro filme fortemente digital de brainless fun ao estilo de guilty pleasure. Mas não é isso que temos, é o que descrevi em cima. Sendo assim só há um caminho a seguir: atirar com ele para o imenso saco dos filmes xunga, para aquela secção do eterno esquecimento, daquele tipo de filmes que daqui a um ano só nos lembramos do título e mesmo assim mal.</p>
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		<title>Ágora (2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 14:53:58 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3374" title="agora1" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/05/agora1.jpg" alt="" width="425" height="230" /></p>
<p style="text-align: justify;">Existe um tema tão poderoso em controvérsia que não são raras as vezes que divida famílias, aldeias, cidades ou mesmo países. Num milisegundo podemos passar do amor fraternal ao ódio supremo. Uma troca de palavras mal calculada ou um item esquecido e uma densa onda de raiva instala-se em permanência. Sim, a troca de tupperwares entre donas de casa é um assunto bastante sensível, mas com pouco potencial dramático além da óbvia tensão lésbica. Por isso mesmo Alejandro Amenábar decidiu pegar no segundo assunto mais sensível para nos brindar com uma nova obra prima. Esse assunto é a religião e as suas atrocidades e o filme é Ágora, uma das sete maravilhas do cinema moderno.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3313"></span>Alejandro Amenábar. Quem conhece este homem não espera nada além da excelência a cada vez que um filme dele estreia. É garantia de qualidade. Sempre dentro do mainstream com intenções comerciais mas sem comprometer a sua liberdade artística e criativa. Além de todas estas características como realizador é ainda capaz de produzir um filme espanhol e aproveitar o preconceito cinematografico mundial para o comercializar como americano. Já o tinha feito com sucesso em The Others e volta a fazer o mesmo aqui. <em>O quê, o The Others é espanhol?</em> É meus amigos, é!&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Àgora é passado nos tempos áureos de Alexandria e da sua majestosa biblioteca, que à altura era o maior tesouro cientifico da humanidade. Mas os tempos estão conturbados. O Cristianismo começa a ser tolerado pelo império romano e a pacífica coabitação entre religiões aproxima-se de um abrupto final violento e sanguinário. Judeus não se entendem com cristãos, pagãos não vão à bola com judeus (nem cristãos) e aqueles que acreditam em deus(es) não compreendem muito bem como se pode ser ateu ou acreditar apenas na ciência. E é aqui que encontramos Rachel Weisz no fantástico papel de Hypatia, uma filósofa que tenta desvendar os segredos do cosmos no meio deste caos antropológico. De notar que apesar das inevitáveis alterações narrativas e da necessidade de comprimir um século em meia dúzia de anos, o filme conta-nos uma história verídica.</p>
<p style="text-align: justify;">E como é óbvio, as coisas não acabam nada bem. Num dos primeiros exemplos de intolerância religiosa documentados da História, o maior tesouro da humanidade, a biblioteca de Alexandria,  é barbaramente destruído às mãos de uma sociedade mais preocupada em saciar a sua barbárie preconceituosa à sombra de umas escrituras de interpretação livre do que apoiar o conhecimento, a lógica e a ciência. E desde então até aos dias de hoje as coisas não mudaram muito, diga-se de passagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Um poderoso filme que bebi de um trago com imersão total. Além da própria riqueza de personagens, temática e narrativa, é também tecnicamente um filme superior. A reconstrução da cidade de Alexandria enevoada e empoeirada, a criação de um ambiente verdadeiramente foto-realista, sem dar show-off. De sublinhar os fantásticos planos aéreos, da maneira como os astros olham para os mesquinhos humanos e as suas guerras ridículas, a mostrar que para o cosmos a presença de humanos numa rocha que faz elipses em volta de uma pequena estrela é um flash quase imperceptível na História do Universo, um freeze frame entre dois batimentos cardíacos.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3313" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/04/los-cronocrimenes-2007/" title="Los cronocrímenes (2007) ">Los cronocrímenes (2007) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/14/chronicles-of-wormwood-banda-desenhada/" title="Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada">Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/28/the-human-centipede-first-sequence-2009/" title="The Human Centipede (First Sequence) (2009)">The Human Centipede (First Sequence) (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/28/defendor-2009/" title="Defendor (2009) ">Defendor (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/11/mutants-2009/" title="Mutants (2009)">Mutants (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/22/the-imaginarium-of-doctor-parnassus-2009/" title="The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009)">The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/08/ninja-assassin-2009/" title="Ninja Assassin (2009)">Ninja Assassin (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/06/planetary-warren-ellis-banda-desenhada/" title="Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada">Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/04/500-days-of-summer-2009/" title="(500) Days of Summer (2009) ">(500) Days of Summer (2009) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Up in the Air (2009)</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 16:19:36 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3342" title="up_in_the_air" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/05/up_in_the_air.jpg" alt="" width="425" height="257" /></p>
<p style="text-align: justify;">Existe neste momento um tipo de cinema americano de difícil catalogação. Não é um cinema de valores colossais a roçar o PIB de alguns países europeus, mas também não é aquele cinema independente de Sundance dos anos 90, a borbulhar de originalidade, frescura e bizarria. É um meio termo que vive de nomes sonantes em papéis improváveis, de cameos, de orçamentos compostinhos e em que toda a gente parece ser dotada de uma capacidade de argumentar supra-humana e os diálogos apesar de engraçadotes, cheiram a falsete. Não é um cinema mau, mas começa a ser distractivo, injusto e desequilibrado. Salva-se o spoof porno: Up In The Ass!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3335"></span>Não me interpretem mal. O filme não é mau. Mas a sua desonestidade acabou por se apoderar de mim no final e a sensação de burlado não me saiu desde então. Desde que começa até que acaba o filme segue duas linhas. Uma delas, a da jovem Padawan que pretende ser um Clooney digital acaba por se esfumar. A outra linha, a história de amor, arranca de modo envergonhado lá pelo meio e acaba por tomar controlo do filme. E o problema é que toda a narrativa inicial do filme acaba por servir para pouco mais do que limpar o cu, sendo referida fugazmente no final à laia de &#8220;Eh, cum carago! Esqueci-me da pita&#8230; Vou criar aqui duas páginas manhosas no guião com cheiro a trapaça para lhe dar clausura.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">E é assim que este filme me fica no cérebro. É pena, eu sei, tudo é giro e a palpitar de empatia, como se requer neste tipo de filmes. Mas a falta de suminho é como uma dor latente num molar teimoso . É ténue e omnipresente que cresce para proporções elefantinas. Não sei se era este o propósito de Jason Reitman, mas este é o problema de ser um golden child de Hollywood. Basta pedir o carcanhol ao papá e nem sequer é preciso dar explicações. Tudo o que interessa é que o petiz se mantenha longe da cocaína.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas ainda assim não é o ódio infinito que me faz desgostar deste filme. O ódio é tantas vezes o catalisador do amor. Up In The Air é um filme agradável que se vê de um trago, como um vinho fresco e adocicado numa tarde quente no matadouro. A banda sonora é muito agradável, a representação é segura e acolhedora, o conceito artístico é simpático e tudo nos faz sentir um pouco mais perto da felicidade, mesmo sabendo que tudo isto não passa de um estratagema manhoso de ilusão cinematográfica que simula qualidade, como o Nespresso, que é bom mas provoca cancro e impotência.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Daybreakers (2009)</title>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 22:53:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3324" title="daybreakers" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/05/daybreakers.jpg" alt="" width="425" height="256" /></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar dos ataques cerrados que ultimamente têm tido como principal objectivo apaneleirar e estupidificar o &#8220;filme de vampiros&#8221;, este sub-género cinematográfico tem vindo a responder em força na direcção oposta para manter vivo o estatuto que sempre teve. Tal como as criaturas que representa, também o género cinematográfico em questão parece ter a capacidade de se regenerar e manter um aspecto permanentemente contemporâneo. Porque é na negridão e selvajaria da noite, com ultra-violência e sem falsos pudores nem postura politicamente correcta que um filme de vampiros deve ser. Depois de Thirst e Let The Right One In, é a vez de Daybreakers injectar um nova visão de desespero e falta de esperança, num futuro que é tudo menos brilhante.</p>
<p><span id="more-3300"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de ninguém o mencionar em voz alta, há aqui um cheiro omnipresente a Matrix. Dois irmãos realizam um filme pós-apocalíptico bastante estilizado e em que os seres humanos são criados em quintas para abastecer aqueles que governam o mundo com um produto. Neste caso, sangue! Há também o herói improvável que dá provas de ser o &#8220;escolhido&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Daybreakers apresenta uma perspectiva pouco ou nada usual no género: futuro, o mundo é governado por vampiros. Tanto vampiro que estamos a ponto de haver uma ruptura na distribuição de sangue, porque já não se consegue abastecer tanta gente. Existem complexos industriais que têm milhares de humanos em estado de permanente inconsciência para que o seu sangue possa ser &#8220;mugido&#8221; e pequenos bandos de humanos em fuga. Uma metáfora bastante interessante para a maneira como consumimos os nossos recursos. Mas o cinema de terror é assim mesmo, sempre uma metáfora para um problema real.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de todo o aparato, tanto de conceito como de design, o filme não entrega aquilo que promete. A ponto forte da narrativa é despachado sem timing e desilude um bocado. Mas compensa com outras coisas. Na secção de actores estamos bem servidos, com um Willem Dafoe imparável em oneliners, de qualidade quase tão pura como algumas pérolas dos anos 80. Ethan Hawke também não é nenhum estranho ao personagem marginalizado em filmes de ficção científica e um Sam Neill vilão com algumas dificuldades em demonstrar-se verdadeiramente maléfico, como é aliás o objectivo.</p>
<p style="text-align: justify;">É um filme muito interessante, uma maneira agradável de passar o tempo, daqueles que até parece que dura 15 minutos de tão rápido que passa. A cena inicial é fantástica, com uma criança vampira a suicidar-se porque nunca irá experimentar o mundo na pele de uma pessoa adulta, bastante ao estilo daquela miúda esquisita em &#8220;Interview With the Vampire&#8221;. Mas não é uma obra prima. O trailer promete uma epopeia homérica pós-apocalíptica e os primeiros 20-30 minutos centram-se muito nesse conceito. Mas depois fica mais pessoal, mais humano e orgânico. Mais sofrido e também menos lógico e um bocado difuso. Lá está, errar é humano&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas ganhámos dois visionários que prometem vir a dar cartas no futuro. O mais provável é que os irmãos gémeos Michael Spierig e Peter Spierig comecem por mugir uma trilogia a este Daybreakers, depois logo se vê como gerem a carreira. Se continuarem a ter assim inteligência na escrita e conseguirem manter este técnica bem sucedida de misturar forte crítica social com carnificina no intuito de transmitir uma mensagem com sucesso, temos realizadores e argumentistas. Só têm que treinar melhor o timing da entrega do ponto forte da narrativa e arranjar um punchline mais efectivo, mais visceral, como este filme merecia.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica muita coisa por dizer e muita coisa meia dita, mas para isso servem os comentários. E se bem conheço a minha clientela, este filme já deve ter sido papado logo no dia zero, como manda a lei.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>A Single Man (2009)</title>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2010 22:42:58 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3303" title="asingleman" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/05/asingleman.jpg" alt="" width="425" height="256" /></p>
<p style="text-align: justify;">Por uma estranha e incompreensível razão, só cerca de uma hora dentro do filme me apercebi que este não era o último filme dos irmãos Coen, este é apenas um filme com um nome muito parecido. Foi nessa altura que &#8220;<em>Senti o gume frio da navalha até ao osso, senti o cão da morte a bafejar no meu pescoço</em>&#8220;. Respirei fundo 3 vezes e pensei que este também nem estava a ser muito mau e avancei rumo ao final de um filme que mudou a meio. Além disso, ainda está para aparecer uma performance de Julianne Moore que não me hipnotize. Bom talvez Evolution ou o remake de Psycho, o filme mais desnecessário da História da Humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3302"></span>A Single Man é um de um sub-género cinematográfico que não aprecio especialmente. É daqueles filmes em que o amor da vida de alguém morre no início e esse alguém tem que aprender (ou não) a viver sem a sua alma gémea, lançado ao mundo cruel da solidão e do desespero. Resumindo, um dramalhão de faca e alguidar, de fazer chorar as pedras da calçada. É provável que eu seja um calhau emocional. Talvez não aprecie muito ser conduzido ao choro de maneira completamente artificial.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar deste início pouco honroso que descrevi acima, vi-me impelido a continuar a ver porque estava a estranhar esta Coen (que afina não era um Coen) e queria saber qual a punchline do filme. Mas o filme é muitíssimo bem filmado, de fotografia fenomenal e trabalho de câmara de uma estética plástica bastante apurada. É um filme bonito e tecnicamente bem conseguido. A banda sonora é muito boa.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de todas as qualidades artisticas mencionadas acima, acaba por ter aquele sabor a lamuria constante, sempre triste e desconfortado. Mas o desconforto e o segredo fazem parte do conjunto, uma vez que estamos a falar de um professor universitário homossexual que namora e vive secretamente com um rapaz muito mais novo, vendo-se mesmo impedido de assistir ao seu funeral por motivos de censura social, isto nos anos 60.</p>
<p style="text-align: justify;">Não me fez delirar de êxtase e provavelmente se soubesse ao que ia nunca o teria visto, por todas as razões apresentadas acima. Como o Revolutionary Road, que nem lhe toco nem com um pau de 5 metros. Um ponto positivo para Colin Firth, irreconhecível e para o realizador debutante Tom Ford. Pelo que li parece-me ser um big shot da moda internacional, mas eu normalmente compro indumentária contrafeita ou de marca branca&#8230;</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3302" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/01/the-lovely-bones-2009/" title="The Lovely Bones (2009) ">The Lovely Bones (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/03/thirst-2009-a-k-a-bakjwi/" title="Thirst (2009) a.k.a. Bakjwi">Thirst (2009) a.k.a. Bakjwi</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/20/kickass-el-gran-final-banda-desenhada/" title="Kickass &#8211; El Gran Final (Banda Desenhada)">Kickass &#8211; El Gran Final (Banda Desenhada)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/18/avatar-2009/" title="Avatar (2009)">Avatar (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/15/kick-ass-sickening-violence-just-the-way-you-like-it/" title="Kick-Ass: Sickening violence&#8230; just the way you like it!">Kick-Ass: Sickening violence&#8230; just the way you like it!</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/03/05/the-social-network-2010/" title="The Social Network (2010)">The Social Network (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/05/the-girl-with-the-dragon-tattoo-2009/" title="The Girl with the Dragon Tattoo (2009) ">The Girl with the Dragon Tattoo (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/16/get-him-to-the-greek-2010/" title="Get Him to the Greek (2010)">Get Him to the Greek (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/09/macgruber-2010/" title="MacGruber (2010) ">MacGruber (2010) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>[Rec]2 (2009)</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 15:27:56 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3263" title="rec2_011" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/04/rec2_011.jpg" alt="" width="425" height="291" /></p>
<p style="text-align: justify;">Se uma pessoa aparece com a cabeça de um ganso enfiada no cu e o resto do ganso a pender como um gravata nadegal, eu considero isso um conceito inovador e original. Admiro a imaginação e coragem do seu autor, mesmo não sendo obrigado a gostar nem sequer a usar, porque não sou um gajo de modas. Se no dia seguinte um batalhão de pessoas aparecerem com cabeças de ganso enfiadas no cu e o resto dos gansos a pender como   gravatas nadegais, aí já considero haver seguidismo e falta de originalidade, mesmo que em vez de gansos tenham usado patos bravos, avestruzes e bovinos de pequeno porte.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3262"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Filme de zombie é filme de zombie. [REC] foi uma pedrada no charco zombie. Não se podendo inovar grandemente no conteúdo, inova-se no formato. O primeiro tomo de REC aparece numa altura em que o hiper-realismo andava nas salas com uma pujança superior ao normal, muito graças a Cloverfield, o sonho molhado de J.J. Abrams. O sucesso de um filme, como todos sabem, é um assunto bastante subjectivo, mas podemos medir algum nível de êxito comercial e de crítica no primeiro REC no remake feito por Hollywood.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo que todo o ser humano tem no seu âmago um tio Patinhas  a clamar por &#8220;dinheiro, mais dinheiro!&#8221;, esta sequela é inevitável. As coisas começam mais ou menos ao mesmo tempo do filme anterior, provavelmente no segundo seguinte ou ligeiramente sobrepostas no início. Desta vez entra um equipa SWAT no edifício, com câmaras nos capacetes, acompanhados por um padre. Rapidamente se percebe que os zombies são na realidade demónios e que se incineram com a imagem da cruz acompanhada por umas larachas religiosas. Mas as coisas não ficam por aqui. Mais tarde uns putos entram no edifício com a sua própria câmara e lá para o fim ainda aparece uma terceira câmara.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, esta complexidade de meios vem camuflar aquilo que é óbvio. É impossível fazer uma sequela que seja, no mínimo, tão interessante como o antecessor e não se pode repetir a fórmula anterior porque soará mais a remake do que a sequela. E com estes argumentos complicados só há uma maneira de dar a volta. Supersizing&#8230; Como fazem os americanos, maior, mais fogo de artifício e inserir a tal nova linha narrativa: zombies que são na realidade demónios. Jaume Balagueró cria uma narrativa tripartida baseada nas tais câmaras. O problema é que este esquema já foi mais que pisado e reutilizado, sendo os últimos Saw são exemplo disso.</p>
<p style="text-align: justify;">O câmara na mão, bem tolerada no primeiro REC, aqui acaba por irritar porque a nossa atenção não é sugada na quase totalidade pelo filme. Não é um filme horrível, é apenas mais um filme de terror nos contornos de outros filmes de terror que vieram anteriormente, com a desvantagem de ter falhas graves de difícil digestão, como por exemplo o facto de agora os zombies falarem pelos cotovelos e serem todos cheios de intelecto, capaz de recitar as mais infames versículos satânicos e a aproveitarem-se das habituais fraquezas humanas tão exploradas por todo o aspirante a divindade maléfica que se preze.</p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3262" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/21/el-orfanato-2007/" title="El orfanato (2007) ">El orfanato (2007) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/24/rec-2007/" title="[REC] (2007) ">[REC] (2007) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/03/carriers-2009/" title="Carriers (2009)">Carriers (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/26/zombieland-2009/" title="Zombieland (2009)">Zombieland (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/15/la-horde-2009/" title="La Horde (2009)">La Horde (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/11/mutants-2009/" title="Mutants (2009)">Mutants (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/05/03/the-crazies-2010/" title="The Crazies (2010) ">The Crazies (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/04/los-cronocrimenes-2007/" title="Los cronocrímenes (2007) ">Los cronocrímenes (2007) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/18/fido-2006/" title="Fido (2006)">Fido (2006)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009)</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 11:36:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">Apesar de haver no cinema imensos hábeis artesãos, técnicos competentes, contadores de histórias natos e visionários subversivos, o certo é que génios há poucos. Na realidade eu só me lembro de um colectivo de génios que revolucionaram as imaginações mundiais há mais de 40 anos, fazendo algo que ainda hoje é desafiador e incompreendido. Monty Python, os criadores da cómédia que efectivamente tem piada, alteraram por completo o paradigma da comédia. O efeito ainda hoje no brinda com a ocasional obra de arte pelas mãos daquele que é considerado o Monty Python invisível: Terry Gilliam.<span id="more-3205"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Terry Gilliam é aquele realizador que não hesito em seguir cegamente, um profeta do celulóide, por assim dizer. Nunca conheceu o estrelato universal nem é nome de proa nos box offices e ainda bem. Assim meio mainstream meio indie é capaz de fazer aquilo que realmente idealiza. Obras intemporais e verdadeiramente sublimes como Fear and Loathing in Las Vegas, Twelve Monkeys, Brazil ou The Adventures of Baron Munchausen nunca passariam incólumes pelos filtros de imbecilidade e ganância dos grandes estúdios. Tudo o que este homem toca é, quanto a mim, ouro.</p>
<p style="text-align: justify;">E com isto chegamos ao seu mais recente tomo. The Imaginarium of Doctor Parnassus é um filme que viveu momentos bastante conturbados, uma vez que Heath Ledger morreu a meio das filmagens. Com apenas meio papel filmado, teve que ser usado um artifício narrativo (bastante engenhoso, por sinal) para que o seu personagem pudesse ser interpretado por várias pessoas, Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrel.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que o filme é um resultado diferente da visão inicial de Gilliam, mas o acrescento de algum surrealismo só lhe veio dar mais brilho. O filme fala-nos de um homem, Parnassus, que fez um pacto com o diabo e é agora imortal. Mas o resultado de sucessivas apostas com o diabo veia alterar por completo o rumo da sua vida. Parnassus viaja com a sua filha e dois ajudantes num teatro itinerante em que as pessoas são convidadas e entrar num mundo onde a imaginação se transforma em realidade. Às vezes corre bem outras nem por isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Visualmente nota-se que uma produção com estas caracteristicas poderia beneficiar de uns trocos extra para melhores efeitos especiais, mas ainda assim não desiludem. O filme é muito visual, ao estilo das primeiras animações que Terry criou para os Monty Python.</p>
<p style="text-align: justify;">O elenco está muito interessante. Além do personagem com múltiplos actores temos o genial Parnassus, um Gandalf do século XXI, o anão que fez de mini me no Austin Powers, meia dúzia de actores genéricos e Lily Cole. Ora aqui está uma musa interessante. Esta miúda é muito bonita e especialmente bem feitinha, como fotos dela totalmente nua na Internet podem atestar, mas a sua cara é de tão surreal beleza que parece quase um personagem criado por computador. Uma tão bizarra beleza que enquadra que nem uma luva no total.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu sei que há muita gente que não gostou. Ora porque não compreendeu ora porque não apreciou tamanha quantidade concentrada de imaginação. Para esses deixo um ditado popular que ouvia frequentemente da peixeira que passava por casa da minha avó: Ide levar no cuzinho!</p>
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		<title>Jennifer&#8217;s Body (2009)</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 22:46:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3209" title="Jennifers-Body" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/04/Jennifers-Body.jpg" alt="" width="425" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;">Megan Fox é um totem pós-moderno do culto da &#8220;sexualidade que está para vir&#8221;, tipicamente idolatrada por teenagers virgens que aquecem o pescoço em sua honra. É verdade que é bonita e sensual, mas para aqueles lados são todas bonitas e sensuais. Só que esta é sonsa, má actriz. O chamado monólito unidimensional. O que não se compreende é a frequência com que é usada como arma de arremesso a cada vez que se quer chamar às salas pubescentes no pináculo da crise hormonal cujo único medo é que a masturbação cause efectivamente cegueira.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3208"></span>É incrível o hype que precedeu este filme. Sempre baseado na sexualidade de Fox. A tensão sexual e expectativa em relação a elementos eróticos que podem muito bem apenas existir no cérebro do cinéfilo sempre estiveram presentes no marketing cinematográfico e mesmo no desenvolvimento de muitas narrativas. Mas num ponto da História mundial em que quase diariamente batemos num novo fundo, salta-se novamente por cima das sempre aborrecidas insinuações ou referências indirectas para se comercializar um filme com a premissa de &#8220;Megan Fox poderá ou não mostrar as mamas, a falar como uma taberneira, amor lésbico e elementos paranormais meramente decorativos para não impressionar sensíveis.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade o filme é uma amálgama mal definida de géneros e conceitos num irritante contínuo de clichés. De tal modo irritante que não percebemos se é uma comédia negra ou um filme de terror. Seja qual for, é mau. Somos apresentados a duas amigas de infância cuja relação é baseada no cliché da burra jeitosa e a inteligente menos atraente, que na realidade acaba por soltar o cabelo, tirar os óculos de grossas armação e mostrar um bom decote para se perceber que são as duas boas. Depois uma delas sofre um artificio narrativo desonesto para catapultar a história para o reino do sobrenatural, ao estilo de Buffy  com o tratamento de Twilight, mas com alguns cortes mais violentos para evitar comparações.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, quem conhece o submundo deste tipo de cinema percebe que o conceito é gamado a Ginger Snaps, mas  remodelado para uma geração pós-MTV, amarrada ao Facebook e Twitter e adepta dos acrónimos da moda. Não percebo muito a lógica das box-offices, mas acho que este filme foi um fracasso. Megan Fox invoca putaria e práticas sexuais condenadas por grande parte das religiões do mundo, mas não é a actriz indicada para suportar um filme inteirinho só pela sua cara bonita pelas razões apresentadas em cima.</p>
<p style="text-align: justify;">Megan Fox é nova e inexperiente e já provoca cansaço. Não houve  contenção de poupar o seu nome. Foi desde cedo massacrada na arena dos tablóides, rumores e do putedo socialite em geral. Queimou. Aliás, a outra actriz, a tal Amanda Seyfried, acaba por ter um coeficiente de &#8220;levanta pau&#8221; muito superior a Fox, apesar de se expor menos. Convenhamos Hollywood, haja modéstia e visão. Se tivesse sido feito por outra produtora com Sasha Grey na papel principal, aí sim, teríamos filme.</p>
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