Quem feio ama, bonito lhe parece!
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Conan the Barbarian (2011)

Todos aqueles que conviveram intimamente com os Conans de Schwarzenegger nos anos 80 ficaram aterrados com a ideia de um remake. Não só por se tratar de um remake de um filme que fez de nós mais homens, mas por ser pura e simplesmente um remake. Convenhamos, não haverá maior abominação neste planeta do que um remake. E se um remake a um filme de merda já é condenável, um remake a um clássico da nossa juventude é como uma violação em grupo num daqueles dias em que hemorroidal não está no seu melhor estado. Não é que os Conans originais sejam grande especialidade, mas são os nossos Conans, bolas!  Aqueles que nos mostraram as mamas da Sandahl Bergman, da Olivia d’Abo ou da Grace Jones. Mas nenhum desses pares de mamas se revelaria  maior que o de Schwarzenegger, numa fase em que o seu corpo tinha mais hormonas de cavalos do que grande parte do cavalos da altura.

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December 29, 2011   2 Comments

Super 8 (2011)

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No final da sessão do Captain America mal consegui conter o vomito até chegar à casa de banho do cinema. Enquanto cabritava restos do almoço em convulsões tão poderosas que poderiam deslocar facilmente uma omoplata a um iniciante das artes do gregório, um amigo que foi comigo ao cinema colocou a sua mão no meu ombro e disse bondosamente “Oh Pedro, há mais filmes no mundo. Não gostaste deste podes sempre ver outro.” Ergui a cabeça, racionalizei no que ele tinha acabado de dizer, levantei-me e dei-lhe uma cabeçada no nariz. Antes de ele ter tempo de bater com as costas no chão, já o meu pé o esperava e assim foi de pontapé em pontapé até à outra ponta dos sanitários quando a sua cabeça foi violentamente impedida de prosseguir por uma parede de mármore. Enquanto lhe desfigurava a cara inconsciente numa sucessão de uppercuts, sussurava-lhe aos ouvidos as palavras “Quem te disse que me podias acompanhar para a casa de banho dos homens? E quem te disse que me podias tocar?” Horas mais tarde, quando acabava de o enterrar num monte ali para os lados do Pinhal de Marrocos, pensei “O Cabrão tinha razão. Posso ir ver outro filme e salvar o dia”. Fui novamente para bilheteira, comprei um bilhete para o “Super 8”, respondi com um “E se fosses levar no cu?” à pergunta “Vai querer pipocas também?” e entrei sala adentro na esperança de um mundo melhor, um mundo onde a paz finalmente reinará, onde as nossas crianças possam jogar Carmageddon sem precisarem de mentir acerca da sua idade real, onde uma fibra sintética à base de polímeros de carbono possa substituir a exploração inumana de alpacas na américa do sul para a produção de lã e a prática sexual conhecida como minibus (dois à frente, cinco atrás) deixe finalmente de ser tabu.

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December 10, 2011   4 Comments

Smurfs (2011)

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Há uns meses atrás, aquando da estreia deste filme, foi forte a onda de indignação para com a violação das nossas memórias de infância.  Nada de original ou verdadeiramente importante, mas ainda assim ligeiramente revoltante. Ou talvez não. Todas as nossas memórias já foram tantas vezes violadas nos sentimos confortáveis com isso. Memória de infância que não seja violada não é memória decente, como as caloiras de Letras ali no Jardim da Sereia. Mas neste caso foi uma violação acrescida, uma vez que até o título original foi mudado. Eram os Estrumpfes, passaram a Smurfs. Na altura não concordei mas hoje faço vénia a quem escolheu o título nacional porque, afinal de contas, não se tratam dos mesmos bonecos.

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October 2, 2011   8 Comments

Thor (2011)

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Emboscado por uma avalanche de crítica surpreendentemente positiva, atirei-me com unhas e dentes a Thor. Como poderia um filme cujo personagem principal ter o aspecto apaneleirado do desconhecido quinto membro dos ABBA e  envergar o fato mais estratosférico de sempre ser considerado um clássico instantâneo? Bem, aparentemente hordes de pacatos e bem intencionados cinéfilos caíram na bem urdida “Armadilha Shakespeare”. Esta armadilha não é original nem sequer é um artefacto raro. É usada em abundância pela indústria cinematográfica americana mas a fúria assassina daqueles que são constantemente enganados por ela acaba por se esvair num modesto nada devido à habitual falta de concentração provocada pela hiper-estimulação que essa indústria usa para nos manter sedados.

September 30, 2011   19 Comments

Christine (1983)

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A verdadeira arte do realizador é criar uma realidade diferente da nossa, uma realidade que tem características que permitem que os artifícios narrativos funcionem de modo fluente, que se criem condições para que coisas que possamos achar impossíveis se desenrolem sem problemas. Mais do que criar estas características é levar o cinéfilo a acreditar nisso de modo gradual, sem desconfianças, sem queixumes. Carpenter cria aqui um mundo que aparentemente não possui escadas para andares superiores, escapatórias para peões nas estradas ou a incapacidade humana de mudar de direção em campo aberto. Podia ser horrível, mas um carro com aquele estilo e personalidade absolve-o de todos os pecados e faz-nos sorrir de benevolência mesmo perante o mais impiedoso serial killer.

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August 7, 2011   1 Comment

Captain America: The First Avenger (2011)

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As adaptações de comics da Marvel pela linhas de montagem de Hollywood dos últimos anos têm em comum um factor, um parâmetro de avaliação, um indicador de qualidade conhecido internacionalmente como “Merda”. É o coeficiente de horribilidade presente numa produção, que pode ser maior ou menor, mas quando presente em valor positivo não costuma augurar grande sucesso à demanda de passar um noite agradável. E lá está, Captain America não é diferente. Fora das pranchas dos comics e das fronteiras patriotas dos Estados Unidos, o resultado da missão deste jovem capitão é o amargo sabor da derrota e do falhanço total.

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August 6, 2011   5 Comments

Loose Screws (1985)

Os anos 80 foram uma época muito conturbada para aqueles que, como eu, viveram lá parte importante da sua adolescência. Tão conturbada que eu só me senti preparado para enfrentar os anos 80 mais ou menos a meio dos anos 90, ali naquela altura em que Kobain se suicidou e a música passou a ser merdosa em todas as frentes e géneros. Todas as tentativas até essa altura para assassinar Bon Jovi falharam, incluindo aquelas que envolviam viagens no tempo. Isto explica o estado vegetativo/zombie do conceito clássico do Rock e todas aquelas cantorias pop que se ouvem actualmente na rádio onde não se consegue identificar um único instrumento musical  ou outro qualquer som que não se parece com uma variação multitonal de um enxame de abelhas dentro de um latão de zinco.

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April 20, 2011   2 Comments

O Anel de Noivado

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1991, Agosto em Monte Gordo. Tinha acabado de recuperar a consciência daquilo que vim mais tarde a saber ser um black out de 21 horas. Parecia ser uma festa de Verão e milhares de respeitosas donas de casa vibravam libidinosamente ao som de uma banda em palco. Demorei algum tempo a perceber o que se passava, o som enrolado em flanger e um forte sabor a laca Fiero que parecia escorrer em bica pelo esófago não ajudavam a melhorar a percepção. Cedo percebi que os Trio Odemira tocavam Anel de Noivado e fui apanhado desprotegido no meio das suas harmonias hipnóticas e na execução perfeita de uma música que já na altura era um velho clássico. “Inundada no seu pranto. O seu vestido vai molhando, Ao chorar de amor por mim”, cantavam imperturbáveis pelos gritos histéricos, desmaios e apelos ao deboche adúltero. “Faz-me um filho”, gritava uma octogenária semi-nua estranhamente atraente que parecia acariciar-se ao meu lado. Não sei se foi do álcool, das drogas ou de uma cataplana de peixe que não me caiu nada bem, mas senti um capacete de eletricidade estática a massajar-me as têmporas, como tentáculos de ondas alfa e impulsos de telequinese,  e os edifícios pareciam ondular ao ritmo dengoso dos baladeiros alentejanos. Anos mais tarde, depois de ter visto recusada uma proposta de tese de final de curso sobre os Trio Odemira e das terapias de eletrochoque se terem revelado inúteis para apagar esta memória parasita, aprendi a viver com ela e hoje vou partilhar convosco o potencial cinematográfico de tão melosa balada.

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April 5, 2011   4 Comments

There Will Be Blood (2007)

Independentemente do seu nível socio-cultural, da sua capacidade argumentativa, do seu estado de embriaguez ou intoxicação, do seu credo ou religião, do número de doenças sexualmente transmissíveis que possuam devido a más decisões,  todas as pessoas sabem identificar um bom filme. Não um bom filme no sentido universal do conceito, pois tal coisa não existe e ainda bem para a liberdade de escolha. Um bom filme para quem o vê. Aquela sensação boa que se fica na altura em que os créditos finais começam a rolar, mas que perdura passado algum tempo, aquela agradável recordação que nos faz desejar que volte. Bom, para mim, este é um desses filmes, imaculado, poderoso e único.

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March 8, 2011   6 Comments

The Social Network (2010)

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Se eu fosse um multibilionário cujo negócio online rendesse valores na ordem dos milhares de milhões por ano, muito provavelmente gostaria de imortalizar o meu nome na cultura popular. Se os romanos faziam estátuas, hoje fazemos filmes. Eu tiraria da minha carteira de trocos uns míseros 100 ou 200 milhões de dólares, contrataria um renomeado realizador como tarefeiro do meu projecto cesariano e criaria um mito à minha volta. Gostaria de ser retratado como um génio de personalidade granitosa, aparentemente impiedoso e calculista, mas na realidade um coração mole que apenas demonstraria em momentos de vulnerabilidade ou quando quisesse facturar em larga escala, o que na realidade nem era preciso porque, convenhamos, com milhares de milhões a caírem anualmente até poderia ter 24 tipos diferentes de SIDA e hálito a sardinha podre e a própria miss Universo me viria pedir permissão para se ajoelhar e assim me doar um generoso felácio.

March 5, 2011   4 Comments

The Girl with the Dragon Tattoo (2009)

Estava sentado em casa a pensar em 15 formas diferentes de servir esparguete quando me senti irreversivelmente atraído pelo vórtice de especulação e marketing hardcore em volta da celebrada trilogia do defunto Stieg Larsson. Adquiri o primeiro volume em formato ebook e durante uma semana a pouco debulhei-o como uma pastor alcoolizado numa banca de cassetes piratas. Depois pensei “Ah, que rico livro”. Anestesiado ainda pela força gravitacional do fenómeno, e também porque às vezes não sou muito esperto, embarquei na parte dois desta idiotice, que é ver também o filme e comparar aquilo que todos sabemos ser incomparável. Não digo que tenha ficado desagradado, mas depois de ter sucumbido tão estupidamente ao encanto da publicidade, já não posso dizer claramente que estou em pleno controlo das minhas capacidades.

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February 5, 2011   5 Comments

2001 Descodificado – Porque é que HAL 9000 enlouqueceu?

Nos dias que correm é comum algum amigo info-nabo nos dizer “Ai, ai, o meu computador anda doido!…“. Mas apesar de tudo, essa epidemia de insanidade informática que parece afectar apenas talegos é uma metáfora para “Sou burro mas nunca me apercebi e andei a mexer onde não devia. Agora fodi o meu computador e ando à procura de algum amigo informático que possa perder várias noites do seu precioso tempo livre para o arranjar. De borla…” Existe no entanto uma pessoa que se pode queixar literalmente da loucura do seu computador: David Bowman, o único sobrevivente do ataque provocado pela insanidade de HAL 9000. Mas porque é que HAL se revelou um autêntico psicopata, matando o colega de Bowman, Dr. Frank Poole, juntamente com os três astronautas em hibernação na Discovery?

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December 22, 2010   4 Comments

Get Him to the Greek (2010)

Nos anos 80 o humor era dominado pelos irmãos Zucker e pelos seus alucinados filmes propulsionados a Leslie Nielsen, lenda da comédia que há pouco nos abandonou. Nos anos 90 os irmãos Farrelly dominavam o mercado com filmes desvairados com excesso de fluidos corporais para o gosto de toda a gente. Nos dias que correm o humor mainstream americano parece ser dominado comercialmente pelas comédias Apatow, uma espécie de Saturday Night Live 2.0 que vive  do excesso de explicações para situações banais da condição humana, de  desconforto circunstancial e da aproveitação abusiva de substâncias alteradoras de consciência. Comum a todas estas épocas estão os artifícios narrativos desonestos e excessivamente reciclados, o problema é que eu estou a ficar velho demais para achar piada a um badocha drogado a enfiar uma bola de cocaína no cu depois de se ter vomitado para cima do seu próprio casaco.

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December 16, 2010   No Comments

2001: A Space Odyssey Descodificado

2001: A Space Odyssey de Stanley Kubrick é um dos melhores filmes de todos os tempos, facto indiscutível. Seja num top 100, 50, 10 ou mesmo 5, este tem que lá estar. Apesar de ser um filme de colossal magnificência é também um dos mais incompreendidos  da História do cinema. O que se passa? Qualquer aspirante a cinéfilo o quer ver, e uma vez visto passa-se rapidamente do desencanto à decepção. Mas quer se goste ou deteste, quer se compreenda ou não, o filme fica a martelar no cérebro. Um latejar omnipresente que nunca mais nos largará, como aquela luz vermelha de HAL. Que filme é este? O que é que ele nos quer dizer?  Poderei sacar gajas à sua conta? Passemos então à desmistificação e descodificação deste que é o clássico dos clássicos. Escusado será dizer “SPOILER ALERT“!

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December 15, 2010   9 Comments

Scott Pilgrim vs. the World (2010)

Correio dos leitores: Querido cinemaxunga, há uns tempos o meu marido pediu para lhe meter o dedo no ânus enquanto fazíamos amor e ele disse nunca ter tido um orgasmo tão intenso como nesse dia. Passados um dias pediu-me para ser mais audaz e uma coisa levou a outra e a semana passada os vizinhos chamaram a policia e levaram-nos o casal de contorcionistas vietnamitas especializados em casais, um anão malabarista, um touro mecânico de marca Virix com as extensões Falix 2 e GigaFalus, um conjunto de buttplugs com crina de cavalo em forma de monumentos nacionais e um pé de borracha com meia perna  (modelo realista Cristiano Ronaldo com 3 modos de vibração). Tivemos que passar a noite na prisão, coisa que não nos teria incomodado não fosse uma corrente de ar incómoda e persistente. Percebemos na altura que deviamos ter comprado os fatos em cabedal e em vez de PVC que deixa passar o frio. Tivesse trazido a chave das algemas e poderia ter ajudado o meu marido que se viu impedido de protestar devido a um bocal de bola asfixiante (com ventilação assistida, obrigatório pelas leis da UE) e coleira com trela que os polícias insistiram que mantivesse para as fotos. A minha dúvida é: vale a pena ir ver o Scott Pilgrim ao cinema? Ou devo esperar por um dengoso domingo à tarde na TVI?

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November 15, 2010   9 Comments

MacGruber (2010)

Por muito amante do cinema que se seja, há sempre que ponderar o que se assoma perante nós. Quando um filme se insere num determinado template percebemos claramente o rumo que os acontecimentos vão tomar. Temos duas opções. O filme é bom e queremos ter o prazer de o ver todo ou dá para perceber que vai ser o mais degradante espectáculo que alguma vez vomitado por um ecran. Apesar do tempo perdido parecer relativamente inócuo à altura em que o gastámos estupidamente, um dia vamos estar a sobrevoar o Atlântico e o piloto avisa que o avião se vai despenhar em chamas numa zona infestada de tubarões e pensamos em tudo o que podíamos ter feito e não fizemos e no tempo de perdemos em idiotices. E esse filme que falei anteriormente vai martelar a nossa consciência até ao limite máximo da exaustão, até que a última tíbia seja deglutida pelo sistema digestivo de um jovem tubarão branco com ambições de liderança.

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November 9, 2010   6 Comments

Toy Story 3 (2010)

Foi agora encerrado um capítulo que teve início numa preguiçosa tarde de 1995, quando um jovem estudante de engenharia informática se dirigiu sozinho a uma sala de cinema para ver o primeiro volume de Toy Story. Na altura esse jovem indolente de longos cabelos desgrenhados ponderava trocar um futuro promissor como baterista de uma modesta banda de Rock’n Roll por uma carreira nas tecnologias de informação, abandonar a farta gadelha que parecia fazer parte do seu ADN e juntar-se a um exército de engravatados que estava prestes a controlar o mundo. Mas aquilo que seria um retiro espiritual numa sala de cinema rapidamente se transformou num fascínio de tal magnitude que a decisão do rumo de vida ficou adiada. Toy Story era o início de um admirável mundo novo.

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November 7, 2010   5 Comments

Piranha (2010)

Para terem uma ideia do que vou falar neste post, imaginem a cena inicial de “Saving Private Ryan”, mas em vez de nazis a receberem os aliados teríamos piranhas mutantes assassinas sedentas de carne, esfomeadas, capazes de desfazer um ser humano em 23 segundos. Aliás, em vez de soldados aliados imaginem gajas em bikini. Bikini não, de maminhas ao léu e algumas com as reluzentes vaginas a receber directamente luz do sol. Metam umas pitadinhas de sexo, teenagers no cio, Elizabeth Shue (a MILF de serviço) rija como o aço… Mas a melhor razão para amar este filme é porque o James Cameron desaprovou. O dele (Piranha 2 de 1981) foi bem pior. Tem medo que dê mau nome ao 3D. Meus senhores, se o 3D tiver alguma utilidade, que duvido, é para ver gajas em pelota. Oscar, já!

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October 9, 2010   12 Comments

Predators (2010)

Chovem literalmente homens. Predators não vai ser pera doce e que o diga a ausência de créditos iniciais, que não pagamos para ler nomes. Uma placa diz “Predators” por meia dúzia de milisegundos e depois toca a marchar que a bicharada não dá descanso a ninguém. A confusão de corpos celestes a pairar sobre a atmosfera não engana. Daqui ninguém escapa. Não fosse a ausência de carnificina e um trio de predadores gay, estariamos perante um dos melhores filmes do ano.

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October 7, 2010   7 Comments

Iron Man 2 (2010)

No final de Iron Man 2 mijei-me de pânico pelas pernas abaixo por ter tido uma pequena amostra daquele que é o meu maior pesadelo. Uma ameaça que há anos paira sobre nós, qual piano de cauda, que vai e volta consoante as marés. Um evento que poderá por si só por fim à humanidade tal como a conhecemos, nem que seja por breves segundos. Estou a falar, como é óbvio, do ameaçado remake de Robocop, essa incerteza que nos retira  força de vida a cada dia que passa.

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September 27, 2010   3 Comments