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	<title>CinemaXunga &#187; adaptação</title>
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		<title>Conan the Barbarian (2011)</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 23:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4536" title="Conan" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/12/conan2011jpg.jpg" alt="" width="425" height="283" /></p>
<p align="justify">Todos aqueles que conviveram intimamente com os Conans de Schwarzenegger nos anos 80 ficaram aterrados com a ideia de um remake. Não só por se tratar de um remake de um filme que fez de nós mais homens, mas por ser pura e simplesmente um remake. Convenhamos, não haverá maior abominação neste planeta do que um remake. E se um remake a um filme de merda já é condenável, um remake a um clássico da nossa juventude é como uma violação em grupo num daqueles dias em que hemorroidal não está no seu melhor estado. Não é que os Conans originais sejam grande especialidade, mas são os nossos Conans, bolas!  Aqueles que nos mostraram as mamas da Sandahl Bergman, da Olivia d’Abo ou da Grace Jones. Mas nenhum desses pares de mamas se revelaria  maior que o de Schwarzenegger, numa fase em que o seu corpo tinha mais hormonas de cavalos do que grande parte do cavalos da altura.</p>
<p align="justify"><span id="more-4534"></span></p>
<p align="justify">Mas pronto. Lá calámos e consentimos silenciosamente nesse remake, como vaquinhas submissas esperando ver incontornável filme. Porque a natureza humana é mesmo assim, é por isso que paramos para ver os acidentes na estrada, por isso é que gostamos de ler a necrologia, por isso é que ficamos com uma ligeira ereção quando uma celebridade cai em desgraça ou quando vemos uma tourada esperamos sempre que um toureiro se foda.</p>
<p align="justify">O trailer tinha algumas virtudes. A versão Red Band, pelo menos. Sangue a baldes. Ainda que sangue CGI, mas mesmo assim é melhor que sangue nenhum. É a isto que estamos reduzidos, conformados com uma imitação de uma imitação de sangue. Há coisas piores, é verdade, mas entrar nessa lógica de raciocínio será ceder um pouco mais à negridão dos tempos, do eterno sofrimento na voz do povo, do fado e dessa miséria toda.</p>
<p align="justify">Conan é na realidade o filme que se esperava. Insípido, vazio, morto por dentro. Um filme que cedeu ao facilitismo dos clichés, que se rendeu à preguiça do CGI e à vulgarização da bofetada politicamente correta, sem danos colaterais. Faltam anões maléficos, evil warlords sexualmente pérfidos, heroínas debochadas, carnificina gratuita e a um pouco da velhinha ultra-violência nonsense.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma cena em especial que me revira de tal modo as tripas que me faz lembrar o camarão que comi na passagem de ano de 91/92. A cena em que Conan batalha ferozmente guerreiros de areia. Que vergonha é esta? Pessoas de areia? A sério? Como se justifica uma coisa destas? Não seria mais lógico um exército de capangas sanguinários, a transbordar de ódio visceral e o mais vil desrespeito pela condição humana? Não, uns saltitões de areia que parecem umas cabras do mato alimentadas a LSD. Sinceramente Hollywood! Eu sei a explicação para isso, mas é uma explicação de indescritível vergonha. Eles metem esta bonecada em CGI, estes animais, guerreiros de areia, monstros, etc, para que possa haver violência dentro dos limites daquilo que eles consideram decência. Para não dar ideias aos jovens, dizem eles, para que não se possam identificar com a violência. Para que as suas pobres mentes não os arrastem para mais um morticínio no liceu e a consequente guerra de tribunais e moralidades mediáticas em torno das violências na TV, cinema e videojogos. “<em>Nós não temos culpa!</em>”, diriam os produtores de Conan em defesa da honra “<em>No nosso filme só se chacinam criaturas descaracterizadas de qualquer humanidade para proteger as nossas crianças das atribulações do destino</em>”. Mas isto para dizer aquilo que tenho dito ultimamente: a estupidificação, a unidimensionalidade narrativa (porque não existe nenhuma artifício lírico que descreva de modo vívido zero dimensões), a ausência de verosimilidade sexual, remoção de elementos gráficos na violência, o humor linear e flácido para não irritar nenhuma faixa etária, social, religiosa, política, etc  são apenas estratégias para agradar a gregos e troianos, tentando abranger todas os públicos para com isso encaixar mais dolares. É certo que encaixam bastante, ainda por cima com o atrocidade do 3D (que não abordarei agora), é certo que levam lá muito incauto parolo que dá mais atenção às pipocas que ao filme. Mas na realidade quantas dessas pessoas passam a ter este filme na sua lista de clássicos, naquelas memórias agradáveis que se mantêm até à morte, que relembram o filme com um sorriso de bem estar? Esse valor sei qual é. É zero!</p>
<p>E com isto vos desejo um bom ano e que, pelo menos, mantenham a dignidade humana durante o ano de 2012. So say we all!</p>
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		<title>Super 8 (2011)</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 23:37:13 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="super-8-filme" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/12/super-8-filme_thumb.jpg" alt="super-8-filme" width="425" height="193" border="0" /></p>
<p style="text-align: justify;">No final da sessão do Captain America mal consegui conter o vomito até chegar à casa de banho do cinema. Enquanto cabritava restos do almoço em convulsões tão poderosas que poderiam deslocar facilmente uma omoplata a um iniciante das artes do gregório, um amigo que foi comigo ao cinema colocou a sua mão no meu ombro e disse bondosamente “<em>Oh Pedro, há mais filmes no mundo. Não gostaste deste podes sempre ver outro</em>.” Ergui a cabeça, racionalizei no que ele tinha acabado de dizer, levantei-me e dei-lhe uma cabeçada no nariz. Antes de ele ter tempo de bater com as costas no chão, já o meu pé o esperava e assim foi de pontapé em pontapé até à outra ponta dos sanitários quando a sua cabeça foi violentamente impedida de prosseguir por uma parede de mármore. Enquanto lhe desfigurava a cara inconsciente numa sucessão de uppercuts, sussurava-lhe aos ouvidos as palavras “<em>Quem te disse que me podias acompanhar para a casa de banho dos homens? E quem te disse que me podias tocar?</em>” Horas mais tarde, quando acabava de o enterrar num monte ali para os lados do Pinhal de Marrocos, pensei “<em>O Cabrão tinha razão. Posso ir ver outro filme e salvar o dia</em>”. Fui novamente para bilheteira, comprei um bilhete para o “Super 8”, respondi com um “<em>E se fosses levar no cu?</em>” à pergunta “<em>Vai querer pipocas também?</em>” e entrei sala adentro na esperança de um mundo melhor, um mundo onde a paz finalmente reinará, onde as nossas crianças possam jogar Carmageddon sem precisarem de mentir acerca da sua idade real, onde uma fibra sintética à base de polímeros de carbono possa substituir a exploração inumana de alpacas na américa do sul para a produção de lã e a prática sexual conhecida como minibus (dois à frente, cinco atrás) deixe finalmente de ser tabu.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4530"></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify">Depois de uma sucessão interminável de insuportáveis publicidades e trailers de filmes que não seria capaz de ver nem sob ameaça de arma, começou o Super 8. Demorei alguns minutos a habituar-me à fotografia deste filme. Os meus olhos ainda vinham formatados das cores berrantes e do balde artificial de CGI do Capitão América. Uma fotografia de tons naturais, movimentos de câmara suaves e lógicos, famílias e os seus problemas emocionais. Bom, se calhar fui parar demasiado ao outro lado da escala, pensei. Mas dei-lhe uma segunda oportunidade.</p>
<p style="text-align: justify;" align="justify">Começou-se a formar aquilo que já havia lido, uma estrutura muito semelhante a Goonies, com gordinho e tudo. O estereótipos dos anos 80 estavam lá todos. O puto engenhocas, o puto sofredor, o puto falador e ultra-confiante, a miúda que todos gostam e que se sente gradualmente atraída pelo sofredor, o gordo, o burro que nem um calhau, o atleta, etc. Contrariamente ao que poderia inicialmente imaginar, comecei a gostar daquela avalanche de nostalgia. “<em>Um de nós fez este filme</em>”, disse a parte da minha personalidade que se ocupa de chorar os anos 80 e a criticar tudo o que se fez de lá para cá, excluindo Radiohead, Wes Anderson,o Esomeprazole, Porcupine Tree,  a Internet,  álbum de 2008 dos Soulfly (Conquer) e meia dúzia de outras coisas que agora não são para aqui chamadas.</p>
<p style="text-align: justify;" align="justify">Finalizado o filme, uma sensação de encanto ficou comigo. Aquela sensação perigosa, porque largas foram as vezes que bloguei sob a sua influência e amargamente me arrependi quando voltei a ficar sóbrio. Por isso esperei tanto tempo para escrever sobre esta experiência.</p>
<p style="text-align: justify;" align="justify">Não me incomodou o decalque quase total de ET e Goonies, antes pelo contrário. O esforço de J. J. Abrams foi nesse sentido. No sentido de trazer aquela atmosfera emocional a uma obra de ficção científica, de misturar as agruras reais da adolescência com o eminente Apocalipse. Desde os cenários de cidade de interior ao uso de seamless CGI para emular efeitos especiais analógicos. No entanto irritou-me o exagerado uso de flares, adicionados digitalmente para simular a imagem de marca dos directores de fotografia de Spielberg. Não se pode dizer que seja um filme para um público tão familiar como os exemplos dos 80s que dei, uma vez que numa ou outra situação poderia trazer perguntas incómodas do irmão de 11 anos ou da avozinha que tem dificuldade em compreender porque é que aquilo que o monstro está a comer que faz o som de mastigação de uma cenoura se assemelha tanto a um teenager de 15 anos.</p>
<p style="text-align: justify;" align="justify">É verdade que o argumento não respira inovação absoluta, é verdade que a obra não ganhará lugar juntos aos clássicos intemporais dos anais do Cinema, é verdade que nada aqui é um passo em direcção ao futuro das novas correntes cinematográficas. É apenas um abraço apertado e sincero a todos os que, como eu, viveram uma época de ouro do Cinema, onde o Cinema não eram apenas filmes, mas toda uma mistura de experiências que não hesitamos sequer de catalogar como “magia”.</p>
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		<title>Smurfs (2011)</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Oct 2011 23:11:22 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzEwL1RoZS1TbXVyZnMtMjAxMS5qcGc="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="The-Smurfs-2011" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/10/The-Smurfs-2011_thumb.jpg" alt="The-Smurfs-2011" width="425" height="284" border="0" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Há uns meses atrás, aquando da estreia deste filme, foi forte a onda de indignação para com a violação das nossas memórias de infância.  Nada de original ou verdadeiramente importante, mas ainda assim ligeiramente revoltante. Ou talvez não. Todas as nossas memórias já foram tantas vezes violadas nos sentimos confortáveis com isso. Memória de infância que não seja violada não é memória decente, como as caloiras de Letras ali no Jardim da Sereia. Mas neste caso foi uma violação acrescida, uma vez que até o título original foi mudado. Eram os Estrumpfes, passaram a Smurfs. Na altura não concordei mas hoje faço vénia a quem escolheu o título nacional porque, afinal de contas, não se tratam dos mesmos bonecos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4494"></span>Antes de continuar deixem que me explique. Sim, fui ver este filme ao cinema. Paguei como um ordeiro cidadão que sou, gramei com a taxa de 3D pelo rego acima sem me queixar e não perdi o sorriso amarelo quando me pediram quase 8 euros pelas pipocas e coca-cola. Era uma daquelas situações em que temos que ir, porque a sociedade nos quer assim, porque não somos animais nem aquelas gajas que passam o dia a vender cartões barclaycard no shopping e depois vão para casa sozinhas chorar até às 3 da manhã porque nenhum dos três gajos que andam a frequentar sexualmente aceita abandonar a esposa. Mamei com o filme e calei-me. Tirando as 3 cadeiras que rasguei com uma faca de mato que costumo levar para todo o lado, a mijada que fiz no corredor dos cinemas quando saí a meio e um quadro electrico que sabotei com os cubos de gelo que sobraram da coca-cola (que pedi &#8220;sem gelo&#8221;), quase que nem se notou que odiei o filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Smurfs sempre foram irritantes. Não foram propriamente um sucesso nas nossas TVs, foram mais os bonecos, os autocolantes e os cromos dos Bolycaos. Mas ainda assim deixaram marca. Nesta reencarnação em modo &#8220;zombie cinematográfico&#8221; aparecem num estilo live action com animação 3D, uma técnica de animação que me dá uma nefasta volta à tripa. Roger Rabitt foi o único bom dessa gama.</p>
<p style="text-align: justify;">A narrativa é merdosa, senão vejam: os Smurfs são atacados pelo seu arqui-inimigo e fogem. Entram num portal quântico que estava mesmo ali à mão e vão dar directamente ao Central Park de Nova Iorque. Vão parar a casa de um jovem casal onde lhes ensinam de modo involuntário o sentido de família (o gajo não queria filhos, ela engravidou ainda assim, vaca!) mesmo a tempo de voltarem a apanhar outro portal quântico que por incrível coincidência voltou a aparecer, quem diria. Isto depois de dezasseis artimanhas narrativas desleais acaba para, esperemos nós, nunca mais voltar.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu poderia dizer que o filme é uma horrenda tentativa falhada na arte do entretenimento, mas o certo é que aquilo era o que se esperava e aquilo é o que as pessoas gostam. Quem não gosta não come, eu eu comi e não gostei porque sou parvo. E porque a vida tem destas coisas, temos que ceder.</p>
<p style="text-align: justify;">Vi a versão dobrada em português o que significa que a única coisa potencialmente entusiasmante deste filme acabou por me passar ao lado, a fantástica voz da <em>hermosa</em> Sofia Vergara. Porque de resto vinha muito tapada, não quiseram distrair a atenção da Estrunfina e dos seus trejeitos de puta.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Thor (2011)</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 22:39:52 +0000</pubDate>
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<p align="justify">Emboscado por uma avalanche de crítica surpreendentemente positiva, atirei-me com unhas e dentes a Thor. Como poderia um filme cujo personagem principal ter o aspecto apaneleirado do desconhecido quinto membro dos ABBA e  envergar o fato mais estratosférico de sempre ser considerado um clássico instantâneo? Bem, aparentemente hordes de pacatos e bem intencionados cinéfilos caíram na bem urdida “Armadilha Shakespeare”. Esta armadilha não é original nem sequer é um artefacto raro. É usada em abundância pela indústria cinematográfica americana mas a fúria assassina daqueles que são constantemente enganados por ela acaba por se esvair num modesto nada devido à habitual falta de concentração provocada pela hiper-estimulação que essa indústria usa para nos manter sedados.</p>
<div align="justify"><span id="more-4487"></span></div>
<p align="justify">Mas afinal que “Armadilha Shakespeare” é esta que Kenneth Branagh usa em Thor? Para começar, a ideia de usar Kenneth Branagh como tarefeiro é genial, uma vez que nos transporta imediatamente para um imaginário de cinema de alguma qualidade e elementos com ligeiro cheiro a Shakespeare. Aqueles que sobrevivem esta primeira onda de pretensiosismo por osmose embatem fortemente numa elaborada campanha mediática que consiste em reforçar os elementos da obra desse ultra-utilizado poeta inglês neste Thor. Um filho príncipe que questiona o pai e o sua demanda para se tornar um rei justo através de um conjunto de provas que o fazem compreender a verdadeira dimensão do seu destino, os ódios figadais intra-povos que afinal até podem ser sanados com um pouco de relações públicas e alguma bruxaria Viking.</p>
<p align="justify">É esta “Armadilha Shakespeare” que serve de catalizador àqueles que teriam considerado em manter Thor como Guilty Pleasure e que agora lhe fazem publicamente o upgrade para <em>“Rico filme sim senhor, muito provavelmente a melhor adaptação de comics de sempre (again) e para quando um Oscar para filmes mainstream de Super-Herois e uma categoria para personagem inteiramente CGI como aquele macaco ou o duende de olhos grandes do que me fez chorar baba e ranho quando morreu estupidamente no penúltimo Harry Potter?”</em>  Mais coisa menos coisa…</p>
<p align="justify">Isto claro, é apenas o meu ódio a falar por si. Mas o que eu achei realmente do filme não fica muito além daquilo que o meu preconceito já vinha anunciando antes sequer de ter entrado na sala.</p>
<p align="justify">Podemos dividir Thor em três partes, facilmente identificadas como “Actos” ou “Atos” com a nova ortografia que tanto odiamos mas vamos ter que mamar como pequenas vaquinhas refilonas que somos. Na primeira parte o universo dos Deuses, intermináveis fluxos de arco-iris sobrepostos em puro caleidoscópico technicolor, um eden de perder de vista e o guarda roupa reciclado de Xena, a Princesa Guerreira. Deuses, reis, rainhas e a habitual opulência sobrenatural de qualquer reino imaginário que se preze. Thor cai em desgraça e perde o seu martelo. Parte 2, planeta Terra, cidade no fim do mundo, aparentemente criada de raiz como cenário. Thor tenta ganhar a sua humanidade e o cheiro a vagina incandescente de Natalie Portman ajuda-o a seguir o caminho dos justos e nobres. Partes 3, CGI Porn Fest em que a tarefa de compreender o que se passa apenas se torna possível pela simplicidade quase narcolaptica do guião. Fim. Não, afinal não é fim. Agora sim, é o fim. Mais valia ter sido no primeiro fim. Moral da história? “Aquilo a que vocês chamam ciência é aquilo a que nós chamamos magia”. Thor, se me estás a ouvir, podes muito bem enfiar esse martelinho no rabo para a próxima vez que procurares dar profundidade a um momento…</p>
<p align="justify">É, quanto a mim, alma pobre e afectada por uma visão enegrecida do mundo que pode muito bem ser apenas fruto de um cérebro com problemas funcionais, um filme reles. É pobrezinho, unidimensional e os personagens nunca passa do estado caricatural de um sketch do Saturday Night Live ou o do Conan O’Brien. Serve apenas como desculpa esfarrapada para cuspir um Avenger à laia de prequela do Avengers que estreia para o ano que que, provavelmente, irá ser da mesma classe de “bardamerda” deste Thor.</p>
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		<title>Christine (1983)</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Aug 2011 14:13:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não é Xunga Não Senhor!]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA4L2NocmlzdGluZS5qcGc="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="christine" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/christine_thumb.jpg" alt="christine" width="425" height="256" border="0" /></a></p>
<p align="justify">A verdadeira arte do realizador é criar uma realidade diferente da nossa, uma realidade que tem características que permitem que os artifícios narrativos funcionem de modo fluente, que se criem condições para que coisas que possamos achar impossíveis se desenrolem sem problemas. Mais do que criar estas características é levar o cinéfilo a acreditar nisso de modo gradual, sem desconfianças, sem queixumes. Carpenter cria aqui um mundo que aparentemente não possui escadas para andares superiores, escapatórias para peões nas estradas ou a incapacidade humana de mudar de direção em campo aberto. Podia ser horrível, mas um carro com aquele estilo e personalidade absolve-o de todos os pecados e faz-nos sorrir de benevolência mesmo perante o mais impiedoso serial killer.</p>
<p><span id="more-4450"></span></p>
<p align="justify">Não quero com isto dizer que sou defensor árduo do “Suspension of Disbelief”. Longe disso. Odeio esse termo com todas as minhas forças, apenas porque é sempre usado por autores ou fãs de fúria cega em situações em que as narrativas se tornam irreais em demasia para que possam ser assimiladas de modo transparente pelo cinéfilo. Quando algo é idiota demais há sempre um marmelo a atirar com esse chavão. A verdade é que nada é idiota demais, apenas é preciso arte para vender o conceito, para nos colocar dentro do contexto, porque à partida todos queremos ser “enganados” por essa falta de realidade, todos queremos ser absorvidos para esse mundo e apreciar as diferenças com o nosso. É como as mulheres que apreciam sexo e sentem grande prazer o acto sexual, não significa por isso que queiram ser violadas.</p>
<p align="justify">Carpenter faz bem essa transição do mundo real para o mundo dos filmes dele. E nem precisa de muito tempo, às vezes bastam 3 linhas de texto antes de começar o filme.</p>
<p align="justify">Christine é um filme que lembro com alguma ansiedade da minha infância/puberdade. Quando estreou em Portugal fiz pressão no meu núcleo familiar, mas era demasiado novo e um filme chamado “O Carro Assassino” não era um conceito que os meus pais abraçavam com grande entusiasmo. Tive que esperar uns anos pelo clube de vídeo, onde o aluguei e vi (e revi). Fiquei desiludido porque não era o banho de sangue que esperava. E nessa altura era assim que avaliava os filmes, se tinha banhos de sangue (ou sexo, vá!).</p>
<p align="justify">Anos mais tarde, a semana passada, aproveitei para rever. Por algum estranho fenómeno paranormal parece que se voltou a falar imenso de Carpenter. A comunidade mundial começa a achar que é um génio não apreciado no seu tempo e os canais de cinema do cabo parecem estar pejados de filmes dele. Ora, revi então o filme e fui rapidamente transportado (novamente) para o mundo do verdadeiro cinema, aquele cinema que nos faz sonhar, que nos faz perceber porque o amamos. O cinema orgânico e analógico, frontal sem nada a esconder, com texturas, cheiros, materialização de sensações que de outra maneira nunca reconheceríamos. Enfim, a tal essência do cinema dos 80s que é impossível passar a quem não a viveu.</p>
<p align="justify">Christine é um filme marcadamente americano. Não pela sua origem mas pelas suas características. A cultura do automóvel do tempo em que Detroit (agora abandonada e queimada) era a capital mundial do automóvel. É a verdadeira humanização do automóvel, capaz de substituir humanos enquanto objecto de afecto. Christine é um automóvel possuído por um espírito maligno. Essa qualidade maléfica passa para o seu dono e juntos formarão uma dupla que não pouparão na vingança mortífera a todos os que lhe fizeram mal anteriormente. E foram muitos, uma vez que ele era o típico “Dork” do cinema teenager dos anos 80.</p>
<p align="justify">Tirando toda a envolvência que falei acima, devemos dizer que o filme não é perfeito. Não se explora suficientemente o origem maléfica do carro e do seu espírito e não tem sangue suficiente, como seria requerido num filme com estas características. Aliás, até gostamos que as pessoas morram porque se revelam todos estúpidos demais para sobreviver. Dizem os verdadeiros fanboys que o livro era melhor, que explicava tudo e que foi mal adaptado. Mas não é sempre assim? É algo com que temos que aprender a viver.</p>
<p align="justify">É mais uma verdadeira obra do cinema artesanal e bem orquestrado do mestre Carpenter, esse lingrinhas de bigode cuja herança cultural é tão forte que perdoamos os mais recentes desvarios.</p>
<p align="justify">PS: Foi adaptado de um livro de Stephen King, mas não me apeteceu alongar sobre isso…</p>
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		<title>Captain America: The First Avenger (2011)</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Aug 2011 22:42:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA4L2NhcHRhbWVyaWNhLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="captamerica" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/captamerica_thumb.jpg" alt="captamerica" width="425" height="247" border="0" /></a></p>
<p align="justify">As adaptações de comics da Marvel pela linhas de montagem de Hollywood dos últimos anos têm em comum um factor, um parâmetro de avaliação, um indicador de qualidade conhecido internacionalmente como “Merda”. É o coeficiente de horribilidade presente numa produção, que pode ser maior ou menor, mas quando presente em valor positivo não costuma augurar grande sucesso à demanda de passar um noite agradável. E lá está, Captain America não é diferente. Fora das pranchas dos comics e das fronteiras patriotas dos Estados Unidos, o resultado da missão deste jovem capitão é o amargo sabor da derrota e do falhanço total.</p>
<p><span id="more-4443"></span></p>
<p align="justify">Comecemos pelos vilões, os Nazis. Ora este movimento político / militar / ideológico, independentemente do aspecto nefasto potencialmente destrutivo para a humanidade, é de um colorido mitológico que os faz quase sempre o perfeito vilão.  Envolvidos num eterno mistério religioso / científico, qualquer coisa pode ser imaginada a partir da sua funesta obra, seja ela real ou imaginária. Aqui em Captain America algo correu mal com o nazismo, uma vez que apesar da sua omnipresença parece estar sempre ausente. A Hidra, o braço das ciências avançadas do regime, parece mais papista que o papa e nem uma alusão  ao Reich e ao Fuhrer, como um tabu, um ignorar o elefante no centro da sala. E como salientou um facebook friend “Nazis sem suásticas???”. Só me resta acrescentar um sonoro WTF, ou em português, “Que Caralho Este!”</p>
<p align="justify">Captain America começa com o maior cliché da história dos blockbusters, a cena em que uns arqueólogos encontram algo verdadeiramente mastodontico e de tal importância que poderá alterar a História da Humanidade tal como a conhecemos. Outra vez! E então a história tipicamente “origins” da introdução de um novo super-herói. E até que é relativamente verosímil na primeira metade. Um herói criado artificialmente, promovido pelas obscuras forças do marketing e usado para sacar dinheiro a incautos papalvos que ali veem a magnificência do poderio americano. É quando o jovem capitão diz “Que se foda isto tudo, vou mas é matar, mataaaaaaaaaaaar, fazer acrobacias sobre-humanas e resolver tramas da maneira mais complicada possível sem usar o cérebro umas vez que possuo a força de setenta cavalos.”</p>
<p align="justify">Deste ponto em frente é o fogo de artifício improvável de sempre, o final que poderia muito bem ser apocalíptico não fosse o herói estar por perto, o embate como o vilão (o “boss” do último nível), salvar o dia e ser aclamado como herói no meio de um bukkake de confetti.  Piscadela de olho à continuação e estamos falados.</p>
<p align="justify">O vazio narrativo, a falta de ideias verdadeiramente desafiantes e a horrível tendência de fazer filmes inócuos e inofensivos para que possam ser vistos por todos os públicos ainda faz pior. Os conceitos poderiam ser explorados, mais densidade emocional, mais identificação com os personagens, mais crueldade, mais sangue, mais sujo, mais injusto, mais realista. Parece que foi lavado a lixívia para o tornar mais &#8220;branquinho&#8221; mais politicamente correcto. E o politicamente correcto fica sempre bem num primeiro encontro mas em cinema de acção que envolve batalhas da segunda guerra mundial falha miseravelmente.</p>
<p align="justify">É afinal aquilo que todos sabemos antes de entrar na sala. Vale a pena pagar 6 euros por cabeça para ser desiludido e ter nossa inteligência insultada? Não, claro que não. Aliás, já tinha desistido de ver adaptações da Marvel a pagar bilhete, mas em grupo temos que ser uns para os outros.</p>
<p align="justify">Posto isto, o Capitão América que vá levar no cu com os seu gang de paneleirinhos e deixem as nossas salas em paz para conteúdos menos ofensivos.</p>
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		<title>Loose Screws (1985)</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 16:33:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os anos 80 foram uma época muito conturbada para aqueles que, como eu, viveram lá parte importante da sua adolescência. Tão conturbada que eu só me senti preparado para enfrentar os anos 80 mais ou menos a meio dos anos 90, ali naquela altura em que Kobain se suicidou e a música passou a ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-4318 aligncenter" title="loose-screws-" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/04/loose-screws-.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os anos 80 foram uma época muito conturbada para aqueles que, como eu, viveram lá parte importante da sua adolescência. Tão conturbada que eu só me senti preparado para enfrentar os anos 80 mais ou menos a meio dos anos 90, ali naquela altura em que Kobain se suicidou e a música passou a ser merdosa em todas as frentes e géneros. <span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;">Todas as tentativas até essa altura para assassinar Bon Jovi falharam, incluindo aquelas que envolviam viagens no tempo. Isto explica o estado vegetativo/zombie do conceito clássico do Rock e todas aquelas cantorias pop que se ouvem actualmente na rádio onde não se consegue identificar um único instrumento musical  ou outro qualquer som que não se parece com uma variação multitonal de um enxame de abelhas dentro de um latão de zinco.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;"><span id="more-3716"></span></span><span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;">Foi na segunda metade dos anos 80 que vi o Loose Screws, numa altura em que era bem mais simples fazer uma </span>laringectomia a um papa formigas em chamas do que parecer cool na escola. O cinema para adolescentes demonstrava claramente como devíamos agir, que roupa usar, que postura adoptar, que atitude transparecer. No entanto ainda tornava as coisas mais complicadas. Tentávamos ir pelo caminho do Breakdance e parecíamos chimpanzés epilépticos a meio de uma crise de asma, vestíamos as roupas como aqueles fabulosos teenagers dos filmes e parecíamos os ajudantes do Croquete e Batatinha.  Com um fosforo na boca como o Cobra, parecíamos atrasados mentais, com um blusão de penas igual ao do Michael J. Fox parecíamos vítimas do Titanic. Além disso as nossas colegas do sexo feminino não tinham nem de perto nem de longe o aspecto viçoso, curvilíneo e debochado das garotas que corriam alegremente em topless de modo perfeitamente gratuito durante uma boa metade dos filmes. Eram enjoadas e descuravam a estética púbica, tendo frequentemente que usar uma cueca de tamanho acima para albergar tamanho arvoredo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Loose </span>Screws <span style="color: #000000;">é apenas um sucedâneo de Porky&#8217;s, os American Pies da altura. Um grupo de teenagers liceais vive assombrado pela energia hormonal e só consegue pensar em sexo. As peripécias fortemente sexualizadas seguem-se a um ritmo estonteante tendo como objectivo alguma nudez. Era apenas um entre dezenas, mas era este que eu tinha copiado ilegalmente e era este que eu e os meus amigos víamos quando não havia novidades.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As pessoas às vezes lêem os meus posts e pensam &#8220;<em>Cum carago, este gajo inventa cada merda estranha</em>&#8221; e por isso vi-me obrigado a colocar duas cenas no Youtube. <span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;">São cenas emblemáticas deste filme, em HD porque não vivemos já na idade média, e que passarei a descrever para aqueles que nunca viram nenhuns jogos olímpicos em que havia uma equipa da Alemanha Ocidental e outra da República Democrática Alemã. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Cena 1 &#8211; A Passagem Cool por um corredor de liceu dos anos 80</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><object width="425" height="269"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WUdHlD8osQ0?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="269" src="http://www.youtube.com/v/WUdHlD8osQ0?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além do Ripoff evidente a Bill Murray no final, prestem atenção à densidade de cultura popular que se conseguiu meter em 30 segundos. Uma avalanche de clichés que serve perfeitamente para introduzir os 4 protagonistas: o nerd, o gordo, o atlético que papa as gajas todas e o espertalhão que goza com o director e dança break. Ali se vê também ao que tínhamos que aspirar para ser cool num liceu. À falta disto éramos obrigados a colar posters do Bruce Springsteen nas capas dos cadernos, mas usando fita cola  porque o papel autocolante transparente era ainda um artigo raro em Portugal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Cena 2 &#8211; Montagem com música gira e modus operandi dos únicos personagens principais que comem gajas</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><object width="425" height="269"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QwggXWWQrbM?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="269" src="http://www.youtube.com/v/QwggXWWQrbM?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A música Circular Impression dos Extras ainda hoje me está apegada ao cérebro qual tatuagem emocional de tanta vez que vi isto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com esta pequena lição de História Teenager de Portugal vos deixo. E se os jovens de hoje acham que vivem numa época miserável e negra, pensem apenas que não têm que passar pela vergonha de  pedir revistas pornográficas emprestadas (com páginas coladas) para esgalharem o pessegueiro. E assim acontece&#8230;</span></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3716" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/05/o-anel-de-noivado/" title="O Anel de Noivado">O Anel de Noivado</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/07/teen-wolf-1985/" title="Teen Wolf (1985)">Teen Wolf (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/18/the-hitchhikers-guide-to-the-galaxy-2005/" title="The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) ">The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/29/the-adventures-of-buckaroo-banzai-across-the-8th-dimension-1984/" title="The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)">The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/23/kick-ass-2010/" title="Kick-Ass (2010) ">Kick-Ass (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/07/gigantic-2008/" title="Gigantic (2008)">Gigantic (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/04/500-days-of-summer-2009/" title="(500) Days of Summer (2009) ">(500) Days of Summer (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>O Anel de Noivado</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Apr 2011 23:55:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[terror]]></category>
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		<category><![CDATA[ultra violência]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA0L3RyaW9vZGVtaXJhLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="trioodemira" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/04/trioodemira_thumb.jpg" border="0" alt="trioodemira" width="425" height="338" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">1991, Agosto em Monte Gordo. Tinha acabado de recuperar a consciência daquilo que vim mais tarde a saber ser um black out de 21 horas. Parecia ser uma festa de Verão e milhares de respeitosas donas de casa vibravam libidinosamente ao som de uma banda em palco. Demorei algum tempo a perceber o que se passava, o som enrolado em flanger e um forte sabor a laca Fiero que parecia escorrer em bica pelo esófago não ajudavam a melhorar a percepção. Cedo percebi que os Trio Odemira tocavam Anel de Noivado e fui apanhado desprotegido no meio das suas harmonias hipnóticas e na execução perfeita de uma música que já na altura era um velho clássico. “<em>Inundada no seu pranto. O seu vestido vai molhando, Ao chorar de amor por mim</em>”, cantavam imperturbáveis pelos gritos histéricos, desmaios e apelos ao deboche adúltero. “<em>Faz-me um filho</em>”, gritava uma octogenária semi-nua estranhamente atraente que parecia acariciar-se ao meu lado. Não sei se foi do álcool, das drogas ou de uma cataplana de peixe que não me caiu nada bem, mas senti um capacete de eletricidade estática a massajar-me as têmporas, como tentáculos de ondas alfa e impulsos de telequinese,  e os edifícios pareciam ondular ao ritmo dengoso dos baladeiros alentejanos. Anos mais tarde, depois de ter visto recusada uma proposta de tese de final de curso sobre os Trio Odemira e das terapias de eletrochoque se terem revelado inúteis para apagar esta memória parasita, aprendi a viver com ela e hoje vou partilhar convosco o potencial cinematográfico de tão melosa balada.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4301"></span>Anel de Noivado tem um poderoso motor narrativo que ficou de fora da letra, uma vez que o Trio se ficou por alegorias, contornos fotonovelisticos e frases tipicamente papa-velhas. A verdadeira história por detrás deste megadrama? Reza a lenda que a música (canção) se baseia numa história verídica. Um jovem casal de namorados loucamente apaixonados (pois claro!) estava em fase de noivado quando o rapaz foi chamado para combater no ultramar. Passou lá uns anos e a certa altura deixou de dar notícias. Chegou à aldeia a notícia de que o jovem tinha morrido heroicamente em combate e não mais voltaria à sua amada. Ora, nos anos 60 (ou 70), gaja solteira com mais de 23 anos é bacalhau seco que já não vai menstruar o suficiente para ter 8 filhos e toca a casar a garota com o pretendente número dois. Mas nas vésperas do casamento eis que o noivo original aparece, crispado pelos horrores da guerra e agastado pelos dezassete tipos de sífilis e febres gonorreicas que contraiu em África. Vai ao casamento daquela que foi a sua amada e ambos se encontram “<em>estava ela já casada, a mulher que eu adorei</em>”. Desejou-lhe que fosse sempre feliz e separaram-se em pranto profundo com múltiplas camadas de drama e certamente uma noite de núpcias com sexo pouco inspirado.</p>
<p style="text-align: justify;">Teria sido o pretendente número dois a mexer os cordelinhos para que a miúda lhe viesse cair nos braços? Teriam as cartas ficado pelo caminho vítimas de um carteiro incompetente, um sistema de distribuição falhado ou à falta de coragem da noiva em dizer que ler lhe dava seca e preferia ver as imagens das fotonovelas eróticas suecas em que “membros latejantes túrgidos” exploravam regularmente “cavernas húmidas do amor”? Ou poderia ainda ser o noivo original a criar a situação, porque teria chegado à conclusão que a miúda era apenas uma sopeira de aldeia com falta de visão global e incapacidade de perceber raciocínios abstratos ou, pior, uma paixoneta pelo seu segundo sargento, um negro de Algés conhecido como o “<span style="color: #333333;">Pata de Cavalo”. </span></p>
<p style="text-align: justify;">Assim, do ponto de vista cinematográfico, a felpuda historieta que os Trio Odemira tecem no Anel de Noivado seria apenas o início de uma história que poderia muito bem seguir a estrutura de um Rashomon de Kurosawa, um entrecortado confuso e enganador como 21 Grams ou mesmo a já tradicional inversão total de Memento ou Irreversible. Meu Deus, as possibilidades são infinitas de criar algo com o que o Trio nos deu. Imaginem as sequências de combate em plena baixa de Bissau ou nas estepes do Huambo, a cena do lança chamas num machibombo superlotado, uma <em>dream sequence</em> lésbica quando o nosso herói estivesse sob a influência de morfina depois de quase ter perdido um braço num obus mal configurado, a oneliner final antes de arrancar a cabeça ao seu rival (segundo pretendente) com uma caçadeira de canos serrados à queima-roupa. Cheira-me mesmo a trilogia. Uma prequela, uma sequela. Quem sabe um spin-off ou mesmo uma série de TV das aventuras de uma equipa de profissionais dos CTT que contrabandeavam drogas para as linhas de combates e muitas vezes negligenciavam a distribuição na sua zona natal, o Alentejo.</p>
<p style="text-align: justify;">Posto isto podem-me chamar velhadas e antiquado. Mas se ser antiquado é gostar de ter os testículos acariciados no sentido dos ponteiro do relógio, então sim, confesso, sou um antiquado.Vá, façam lá a vossa mãe (ou avó se tiverem menos de 30 anos) feliz e dancem com a vossa amante imaginária ao som do mais subvalorizado hino da música nacional. Mas vistam ao menos umas calcinhas, porque isto não é Diapasão.</p>
<p>Para a semana: A musicalidade do leitão da bairrada.</p>
<p>&nbsp;<br />
<object width="425" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WI65OUKhrac?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/v/WI65OUKhrac?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4301" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/20/loose-screws-1985/" title="Loose Screws (1985)">Loose Screws (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/29/the-adventures-of-buckaroo-banzai-across-the-8th-dimension-1984/" title="The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)">The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/12/10/super-8-2011/" title="Super 8 (2011)">Super 8 (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/05/03/the-crazies-2010/" title="The Crazies (2010) ">The Crazies (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/23/kick-ass-2010/" title="Kick-Ass (2010) ">Kick-Ass (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/12/the-exorcist-1973/" title="The Exorcist (1973) ">The Exorcist (1973) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/18/anvil-the-story-of-anvil-2008/" title="Anvil! The Story of Anvil (2008) ">Anvil! The Story of Anvil (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/07/teen-wolf-1985/" title="Teen Wolf (1985)">Teen Wolf (1985)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>There Will Be Blood (2007)</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Mar 2011 22:24:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzAzL3RoZXJldy5qcGc="><img class="aligncenter size-full wp-image-4265" title="there will be blood" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/03/therew.jpg" alt="" width="425" height="282" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Independentemente do seu nível socio-cultural, da sua capacidade argumentativa, do seu estado de embriaguez ou intoxicação, do seu credo ou religião, do número de doenças sexualmente transmissíveis que possuam devido a más decisões,  todas as pessoas sabem identificar um bom filme. Não um bom filme no sentido universal do conceito, pois tal coisa não existe e ainda bem para a liberdade de escolha. Um bom filme para quem o vê. Aquela sensação boa que se fica na altura em que os créditos finais começam a rolar, mas que perdura passado algum tempo, aquela agradável recordação que nos faz desejar que volte. Bom, para mim, este é um desses filmes, imaculado, poderoso e único.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4251"></span>Apesar de se tratar de um prodigioso filme, outra coisa não era de esperar de Paul Thomas Anderson. Magnólia e Boogie Nights são clássicos incontornáveis e não esquecer que foi o único realizador a conseguir que Adam Sandler se parecesse com um actor a sério em Punch Drunk Love. Realiza pouco, mas bem. Os filmes são bem estudados, bem planeados, certeiros.</p>
<p style="text-align: justify;">É um épico, no sentido clássico da palavra e não na banalização que tem sofrido ultimamente nas internets com termos como &#8220;epic tits&#8221; ou &#8220;epic fail&#8221;. Um épico que nos dá uma visão sobre o inicio dos negócios obscuros do petróleo, da criação de impérios, daquilo que ainda hoje se faz mas em países sub-desenvolvidos. Daniel Day-Lewis confirma o seu estatuto de super-actor, um actor superior muito acima da média boçal com que Hollywood nos brinda actualmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Forte na caracterização da época e no delinear dos personagens, cheio de texturas na narrativa. Ganha vida e convida-nos a caminhar a seu lado, a que sejamos cúmplices daquele homem, para o bem e para o mal. Tem momentos emocionais, outros mais divertidos e alguns viscerais, mas nunca banais. Eu diria que é quase um filme com cheiro e com rugas de expressão. Bela galeria de secundários.</p>
<p style="text-align: justify;">É, portanto, um rico filmezinho. E muito me arrependo eu de o ter visto com uns 3 anos de atraso. Na altura não tive oportunidade de o ver e desde então tenho andado a jogar ao empurra, a consumir cinema de qualidade miserável quando podia tê-lo visto mais cedo. Mas a vida é assim, uma sequência de pequenos nadas que somados dão algo pouco substancial que gostamos de valorizar imenso para não nos sentirmos idiotas.</p>
<p>&nbsp;</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4251" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/23/ghost-rider-2007/" title="Ghost Rider (2007) ">Ghost Rider (2007) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/03/26/postal-2007/" title="Postal (2007)">Postal (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/09/30/thor-2011/" title="Thor (2011)">Thor (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/09/the-man-from-earth-2007/" title="The Man from Earth (2007)">The Man from Earth (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/03/05/the-social-network-2010/" title="The Social Network (2010)">The Social Network (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/16/get-him-to-the-greek-2010/" title="Get Him to the Greek (2010)">Get Him to the Greek (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/20/bruce-campbell-hail-to-the-king-baby/" title="Bruce Campbell (Hail to the king, baby!)">Bruce Campbell (Hail to the king, baby!)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/09/27/iron-man-2-2010/" title="Iron Man 2 (2010) ">Iron Man 2 (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/10/v-for-vendetta-2005/" title="V for Vendetta (2005) ">V for Vendetta (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/08/the-book-of-eli-2010/" title="The Book of Eli (2010)">The Book of Eli (2010)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Social Network (2010)</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Mar 2011 22:07:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzAzLzIwMTBfdGhlX3NvY2lhbF9uZXR3b3JrXzAwOC5qcGc="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="2010_the_social_network_008" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/03/2010_the_social_network_008_thumb.jpg" border="0" alt="2010_the_social_network_008" width="425" height="286" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Se eu fosse um multibilionário cujo negócio online rendesse valores na ordem dos milhares de milhões por ano, muito provavelmente gostaria de imortalizar o meu nome na cultura popular. Se os romanos faziam estátuas, hoje fazemos filmes. Eu tiraria da minha carteira de trocos uns míseros 100 ou 200 milhões de dólares, contrataria um renomeado realizador como tarefeiro do meu projecto cesariano e criaria um mito à minha volta. Gostaria de ser retratado como um génio de personalidade granitosa, aparentemente impiedoso e calculista, mas na realidade um coração mole que apenas demonstraria em momentos de vulnerabilidade ou quando quisesse facturar em larga escala, o que na realidade nem era preciso porque, convenhamos, com milhares de milhões a caírem anualmente até poderia ter 24 tipos diferentes de SIDA e hálito a sardinha podre e a própria miss Universo me viria pedir permissão para se ajoelhar e assim me doar um generoso felácio.</p>
<div style="text-align: justify;"><span id="more-4258"></span></div>
<p style="text-align: justify;">Compreendo perfeitamente a existência neste filme, o momento é o ideal. A imagem de Mark Zuckerberg, criador do Facebook, como a mais intergaláctica super-estrela da actualidade e se há momento para a rentabilizar, o momento é este. Também compreendo o fascínio mundial por este filme, numa altura em que tudo o que é Facebook é motivo de interesse. É a buzzword do momento, que ameaça mesmo destronar o verbo googlar no topo dos chavões tecnológicos para impressionar parolos inebriados em festas pouco inspiradas. Até na Antena 1, todas as manhãs há um desgraçado que tem cerca de um minuto para fazer a ronda pelas redes sociais e esse minuto é sempre algo do género “<em>Nas redes sociais temos grandes novidades. Existe uma página nova no facebook que exige o regresso de Olga Cardoso às manhãs da TVI ou, em alternativa, um novo gelado de sabor a fiambre com a forma do Suriname, período 1924-35</em>.” Resumindo, o mundo anda apaixonado pelo facebook.</p>
<p style="text-align: justify;">Social Network vem mamar todos aqueles dólares perdidos na órbita do Facebook, aquelas migalhas que o comilão Zuckerberg deixa para trás que os seus seguidores usam para se financiarem também na vaga do social networking.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas como filme não me seduz. Olhando para a obra de David Fincher, não consigo compreender como se deixou enredar neste folhetim de hype, tendo prescindido de toda a sua personalidade e capacidade de grande realizador que é. Tirando a sua equipa técnica que produz um belo visual dourado e rico em texturas, temos uma fraca narrativa que podia muito bem ser condensada em 4 páginas na Lux Woman com o título “<em>Mark Zuckerberg trai o seu melhor amigo em noite de orgia de sexo e drogas. A sua mãe fala-nos do drama que ainda vive e o seu avô exibe pela primeira vez em público o par de ceroulas que tinha vestido quando III Reich sucumbiu à investida soviética a Berlim</em>.”</p>
<p style="text-align: justify;">Temos, portanto, um filme fraquinho que se aproveita do povo para sacar dólares, uma narrativa perdida e ténue que se nunca se decide do que abordar, se o drama existencial de Mark como o Forrest Gump da Internet ou a guerra judicial pelos direitos da plataforma. Além disso também o achei demasiado polido, como se tivesse sido branqueado para abarcar camadas mais jovens de público, no sentido de … Exacto, sacar mais dólares! O próprio núcleo propulsor do filme, a facto de Mark ter iniciado a sua carreira meteórica porque foi rejeitado por uma namorada, nunca nos faz identificar e compreender a sua personalidade e motivações. O que é estranho, porque foi um belo alicerce emocional que Fincher não aproveitou bem. Ah, e já agora, o mambo jambo informático também é de enfiar os dedos à boca.</p>
<p style="text-align: justify;">É hype, puro e duro. Um caça tansos épico que se arrastou pelas bilheteiras adentro qual locomotiva descontrolada, acabando mesmo por estacionar nos oscares, garantindo um belo resultado na venda de DVDs, Blurays, VODs e direitos de transmissão.</p>
<p style="text-align: justify;">Em anexo deixo-vos o já incontornável “<em>How… Should Have Ended</em>” que faz um belo resumo do filme mas que também não traz lá grande frescura ao final.</p>
<div id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:fa148c20-e0a3-48cd-a3ee-ec0f7ebb495b" class="wlWriterEditableSmartContent" style="margin: 0px; display: inline; float: none; padding: 0px;">
<div><object width="425" height="269"><param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/Nnl-yQjGYBs?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="269" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/Nnl-yQjGYBs?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
</div>
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		<title>The Girl with the Dragon Tattoo (2009)</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Feb 2011 16:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4211" title="The Girl with the Dragon Tattoo" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/The-Girl-with-the-Dragon-Tattoo.jpg" alt="" width="425" height="253" /></p>
<p style="text-align: justify;">Estava sentado em casa a pensar em 15 formas diferentes de servir esparguete quando me senti irreversivelmente atraído pelo vórtice de especulação e marketing hardcore em volta da celebrada trilogia do defunto Stieg Larsson. Adquiri o primeiro volume em formato ebook e durante uma semana a pouco debulhei-o como uma pastor alcoolizado numa banca de cassetes piratas. Depois pensei &#8220;Ah, que rico livro&#8221;. Anestesiado ainda pela força gravitacional do fenómeno, e também porque às vezes não sou muito esperto, embarquei na parte dois desta idiotice, que é ver também o filme e comparar aquilo que todos sabemos ser incomparável. Não digo que tenha ficado desagradado, mas depois de ter sucumbido tão estupidamente ao encanto da publicidade, já não posso dizer claramente que estou em pleno controlo das minhas capacidades.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3739"></span>O livro é o que é. Toda a gente que tem por hábito ler já o leu de certeza. Mas como seria o filme? Cinematográfico como é o livro, certamente toda a gente tem uma ideia pré-concebida daquilo que poderia ser esperado de uma adaptação ao cinema. Uma coisa não podemos esquecer: há uns anos atrás levámos a bombada de marketing do Código DaVinci e foi o que foi em termos literários. Empranhou tudo pelos olhos. &#8220;Ai que maravilhoso filme aí vem!&#8221;. E depois foi ver o Tom Hanks e a Amelie a passarem 2 horas e tal a cuspir frases idiotas sem grande convicção.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas The Girl with the Dragon Tattoo acaba por ser uma boa adaptação. Simplificado e encurtado, como normalmente, mas o ambiente e os personagens é como todos imaginávamos. Uma Suécia fria, com um pé no futuro e outro na tradição viking, o excesso de politicamente correcto a fazer aparecer comportamentos desviantes, a obsessão compulsiva pelos produtos Apple e o sexo casual como parte integrante de uma visita para o chá. Boa qualidade cinematográfica, boa finalização técnica. A fotografia de baixa profundidade de campo encanta-me sempre. Os tons azulados e frios próprios da situação.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda não li o segundo volume nem vi o filme, mas não me apetece. E esperar pela versão americana? Isso é que deve ser um sonho. E se fosse com o Nicholas Cage, então seria a cereja no topo do bolo. Mas como vacas consumistas que somos, e não me venham com &#8220;Ai eu não, só os outros&#8221;, lá teremos que sucumbir ao poder do marketing, como se fossemos encaminhados cinema dentro em marcha zombie com um dedo invisível forrado a dólares enfiado no cu à laia de ventriloquismo corporativo multinacional.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3739" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/01/the-lovely-bones-2009/" title="The Lovely Bones (2009) ">The Lovely Bones (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/22/2001-descodificado-porque-e-que-hal-9000-enlouqueceu/" title="2001 Descodificado &#8211; Porque é que HAL 9000 enlouqueceu?">2001 Descodificado &#8211; Porque é que HAL 9000 enlouqueceu?</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/15/2001-a-space-odyssey-descodificado/" title="2001: A Space Odyssey Descodificado">2001: A Space Odyssey Descodificado</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/25/sherlock-holmes-2009/" title="Sherlock Holmes (2009)">Sherlock Holmes (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/21/cache-2005/" title="Caché (2005) ">Caché (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/15/la-horde-2009/" title="La Horde (2009)">La Horde (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/01/le-code-a-change-2009/" title="Le code a changé (2009) ">Le code a changé (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/28/defendor-2009/" title="Defendor (2009) ">Defendor (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/11/mutants-2009/" title="Mutants (2009)">Mutants (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>2001 Descodificado &#8211; Porque é que HAL 9000 enlouqueceu?</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 11:11:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos dias que correm é comum algum amigo info-nabo nos dizer &#8220;Ai, ai, o meu computador anda doido!&#8230;&#8220;. Mas apesar de tudo, essa epidemia de insanidade informática que parece afectar apenas talegos é uma metáfora para &#8220;Sou burro mas nunca me apercebi e andei a mexer onde não devia. Agora fodi o meu computador e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4112" title="hal9000" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/hal9000.jpg" alt="" width="425" height="229" /></p>
<p style="text-align: justify;">Nos dias que correm é comum algum amigo info-nabo nos dizer &#8220;<em>Ai, ai, o meu computador anda doido!&#8230;</em>&#8220;. Mas apesar de tudo, essa epidemia de insanidade informática que parece afectar apenas talegos é uma metáfora para &#8220;<em>Sou burro mas nunca me apercebi e andei a mexer onde não devia. Agora fodi o meu computador e ando à procura de algum amigo informático que possa perder várias noites do seu precioso tempo livre para o arranjar. De borla&#8230;</em>&#8221; Existe no entanto uma pessoa que se pode queixar literalmente da loucura do seu computador: David Bowman, o único sobrevivente do ataque provocado pela insanidade de HAL 9000. Mas porque é que HAL se revelou um autêntico psicopata, matando o colega de Bowman, Dr. Frank Poole, juntamente com os três astronautas em hibernação na Discovery?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4107"></span>A loucura de HAL é ainda um assunto quente entre os cinéfilos, 42 anos depois da estreia de 2001. No cerne desta infinita contenda está o facto desta &#8220;insanidade&#8221; ser aparentemente independente de toda a temática do filme. Um extra &#8220;mind bend&#8221; para aguçar o estatuto de ubber clássico desta intemporal obra de arte. Mas comecemos pelo principio. HAL 9000 é um computador dotado de inteligência artificial capaz de gerir de modo perfeitamente autónomo a nave exploradora do sistema solar &#8220;Discovery&#8221;. Pode funcionar, caso seja necessário, sem intervenção humana, sejam tripulantes da nave ou remotamente pelo controlo de missão na Terra. De acordo com Dave Bowman na entrevista que concede à BBC12 (sic) no início da sequência &#8220;Viagem a Jupiter&#8221; do filme, HAL 9000 foi dotado de sentimentos para poder ser mais fácil o contacto e compreensão entre humanos e máquina. Mas na minha humilde opinião este conceito parece-me um bocado martelado ou metido posteriormente para facilitar a compreensão da doença mental de HAL.</p>
<p style="text-align: justify;">A explicação para a loucura de HAL é bem mais simples do que o conceito &#8220;Computador com Sentimentos&#8221; dá a entender. Apesar de ser abordada de modo superficial (mas objectivo) no livro 2001, é no livro 2010 que vamos encontrar um relatório do Dr. Heywood R. Floyd para a administração norte americana com a explicação. Passo a transcrever um resumo desse relatório:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><em>(&#8230;) O problema foi, ao que parece, causado por um conflito entre as instruções básicas de Hal e os requisitos da Segurança.  Por ordem directa do Presidente, a existência do AMT-1 foi mantida em sigilo absoluto. Só os que precisavam conhecê-lo tiveram o acesso permitido  à  informação. (&#8230;)<br />
</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Quando o monólito (AMT-1) da lua foi descoberto em 1999 a missão a Júpiter já se encontrava em avançado estado de desenvolvimento. Por coincidência(?), as ondas (rádio? microondas? raio x? whatever) emitidas pelo monólito foram enviadas na direcção da futura viagem do Discovery. HAL tinha conhecimento da existência dos monólitos e dos planos para o explorar, mas os astronautas de serviço (Bowman e Poole) estavam apenas ao corrente da missão original. Cabia a HAL fazer a gestão de informação confidencial e informação corrente, tendo muitas vezes que recorrer a um artificio computacional similar à mentira humana. Os 3 astronautas em estado de hibernação sabiam da existência do monólito numa lua de Jupiter, daí serem os primeiros alvos de HAL que entrou num estado de paranóia ao não conseguir processar de modo realista estes estados que são tão naturais para uma mente humana. Um simples bug, portanto!</p>
<p style="text-align: justify;">Daí até enlouquecer, ou processar a informação de modo errado, foi um passo. Sentiu-se ameaçado fisicamente, sentiu a sua informação confidencial em riscos de ser violada ou usada de modo incorrecto, e chacinou toda a malta que pode até Dave Bowman lhe ter feito a folha, removendo todos os componentes de memória holográfica relacionados com consciência e inteligência artificial, deixando apenas activos os circuitos de monitorização e controlo mais primitivos. HAL revelou no final ter medo de morrer, provando assim que os andróides sonham realmente com ovelhas electrónicas.</p>
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		<title>Get Him to the Greek (2010)</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 23:40:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nos anos 80 o humor era dominado pelos irmãos Zucker e pelos seus alucinados filmes propulsionados a Leslie Nielsen, lenda da comédia que há pouco nos abandonou. Nos anos 90 os irmãos Farrelly dominavam o mercado com filmes desvairados com excesso de fluidos corporais para o gosto de toda a gente. Nos dias que correm [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4085" title="gethimtothegreek" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/gethimtothegreek.jpg" alt="" width="425" height="230" /></p>
<p style="text-align: justify;">Nos anos 80 o humor era dominado pelos irmãos Zucker e pelos seus alucinados filmes propulsionados a Leslie Nielsen, lenda da comédia que há pouco nos abandonou. Nos anos 90 os irmãos Farrelly dominavam o mercado com filmes desvairados com excesso de fluidos corporais para o gosto de toda a gente. Nos dias que correm o humor mainstream americano parece ser dominado comercialmente pelas comédias Apatow, uma espécie de Saturday Night Live 2.0 que vive  do excesso de explicações para situações banais da condição humana, de  desconforto circunstancial e da aproveitação abusiva de substâncias alteradoras de consciência. Comum a todas estas épocas estão os artifícios narrativos desonestos e excessivamente reciclados, o problema é que eu estou a ficar velho demais para achar piada a um badocha drogado a enfiar uma bola de cocaína no cu depois de se ter vomitado para cima do seu próprio casaco.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4066"></span>Estamos perante um filme que não é um mau filme. Não se pode dizer que nos vá horrorizar , criar uma fobia ou nos faça arder de febre alérgica. É um filme baseado num personagem de sucesso do filme Forgetting Sarah Marshall. O chamado &#8220;spinoff&#8221;, portanto. O ponto de partida, apesar de previsível, tem a sua piada. Espreitamos por detrás da vida decadente das estrelas do Rock e Pop, dos seus excessos e inseguranças, e todas as peripécias que daí possam advir. Nada de grandemente original, mas aceitável.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema deste filme é mesmo a fase final. Mais por culpa de um público que quer o happy ending com fogo de artificio e glorificação do herói, onde o amor tudo conquista, os maus muito maus merecem o devido castigo e os improváveis ganhadores exibem o sorriso sábio e feliz que precede uma lista de créditos finais. Tinha que assim ser para que o sucesso comercial (leia-se venda de bilhetes, dvds, direitos relacionados com todos os tipos de exibição comercial, marketing, product placement, etc) fosse atingido. Não me incomodo com isso. Já passei por essa fase. Apenas discordo, com todo o direito que me assiste. Eu, num mundo utópico de liberdade e justiça para todos, teria feito morrer o artista Rock e proceder à sua glorificação aos estilo Jim Morrison, James Dean, Kurt Kobain, etc. Mas seria um final sombrio, e para haver sucesso sexual no primeiro encontro é necessário que haja uma sensação de euforia depois da obrigatória ida ao cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">Apreciei os insultos a Lars Ulrich. Sou fã de Metallica desde o final dos anos 80, mas nunca suportei aquele tipo. Apreciei os cameos e o ambiente rockstar. Não recomendo que se pague muito por ele, mas é certamente um belo filme para ver em casal ou com um conjunto de amigos mais ecléctico em situações de dificuldade de escolher um filme levezinho que agrade a todos ou pelo menos que não ofenda ninguém.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>2001: A Space Odyssey Descodificado</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 13:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[2001: A Space Odyssey de Stanley Kubrick é um dos melhores filmes de todos os tempos, facto indiscutível. Seja num top 100, 50, 10 ou mesmo 5, este tem que lá estar. Apesar de ser um filme de colossal magnificência é também um dos mais incompreendidos  da História do cinema. O que se passa? Qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4079" title="2001-mygod" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/2001-mygod.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
<p style="text-align: justify;">2001: A Space Odyssey de Stanley Kubrick é um dos melhores filmes de todos os tempos, facto indiscutível. Seja num top 100, 50, 10 ou mesmo 5, este tem que lá estar. Apesar de ser um filme de colossal magnificência é também um dos mais incompreendidos  da História do cinema. O que se passa? Qualquer aspirante a cinéfilo o quer ver, e uma vez visto passa-se rapidamente do desencanto à decepção. Mas quer se goste ou deteste, quer se compreenda ou não, o filme fica a martelar no cérebro. Um latejar omnipresente que nunca mais nos largará, como aquela luz vermelha de HAL. Que filme é este? O que é que ele nos quer dizer?  Poderei sacar gajas à sua conta? Passemos então à desmistificação e descodificação deste que é o clássico dos clássicos. Escusado será dizer &#8220;<strong><span style="color: #ff0000;">SPOILER ALERT</span></strong>&#8220;!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4078"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para quem vive o cinema pelos standards do cinema descartável de estética blockbuster dos últimos 10 anos, 2001 é um filme duro de engolir. Não é imediato, não tem montagem epiléptica nem explosões, nada de batalhas espaciais ou alienígenas reptídeos. Tem sim, e de sobra, filosofia e um olhar sobre a Humanidade como um todo. Eu próprio já passei várias fases com 2001. Nos meus teens vi-o para impressionar uma miúda. Detestei mas disse que gostei. Depois voltei a ver mais maduro e começou a entranhar-se em mim até fazer parte do ADN. Mesmo sendo toda a obra de Kubrick uma pegada genialidade, esta é a sua Magnum Opus.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem na realidade dois 2001&#8242;s que se complementam. O filme/guião escrito por Stanley Kubrick e o livro escrito em parceria entre Kubrick e o mestre da ficção científica Arthur C. Clark. Apesar de Kubrick ter rejeitado a co-autoria do livro, o certo é que ele foi escrito pelos dois, ao mesmo tempo que o guião era escrito e o filme feito. São dois ângulos de um mesmo assunto, o livro e o filme mais que irmãos gémeos são a mesma entidade. Mas enquanto que no filme Kubrick se estica por opções estéticas, simbolismos, narrativas não convencionais experimentalistas, iconografia a dar com um pau e bastante LSD para criar aquilo que se convencionou chamar de &#8220;subjectividade artística&#8221;, o livro desenvolvido por Arthur C. Clark é de uma clareza e rigor científicos, não deixando nunca o espectador pendurado no vazio interpretativo. E é com base nesta combinação livro-filme que se deve perceber 2001. Todas as ilações tiradas da subjectividade do filme serão apenas larachas desnecessárias de prosa supérflua. Sim, eu gosto de pleonasmos.</p>
<p style="text-align: justify;">2001 não é apenas um filme de ficção científica acerca de uma viagem espacial. Conta-nos a história da Humanidade desde o seu início até ao seu final tal como a conhecemos. Não se trata necessariamente da destruição da raça humana, mas sim o próximo passo evolutivo para um patamar superior de consciência e existência humana, representado pelo feto do final do filme, o estado ainda concepcional do próximo humano. Sendo assim, o filme tem que ser dividido em 4 partes ou, para ser mais correcto, 3 partes tendo a última duas alíneas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Parte 1. A Aurora da Humanidade.</strong> Passada há cerca de 5 milhões de anos, mais ano menos ano, mostra-nos uma tribo de proto-humanos no seu estado mais primitivo. A morrer de fome, vitimas de todos predadores, sem consciência de si próprios, num estado civilizacional um nadinha superior aos outros animais. Todo o tempo preenchido para sobreviver. Um dia aparece o famoso monolito negro no seio da comunidade. De tempos a tempos entra em contacto com a tribo, testando-os, modificando-os, fazendo a selecção para o próximo passo evolutivo. Um dia o chefe da tribo percebe que pode usar um osso como ferramenta. De repente percebe que pode matar animais para comer com relativa facilidade. Começam a ter tempo livre para outras actividades além da sobrevivência. Conquistam o meio e tornam-se o predador por excelência do planeta. Matam o chefe da tribo rival e celebram. Osso ao ar. Corta para a parte 2.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Parte 2. Viagem de Dr. Floyd à lua.</strong> Um super-especialista em assuntos astronómicos é enviado para a lua. A razão da sua visita prende-se com o achado de um estranho objecto enterrado no Mar de Tranquilidade. O objecto é um monólito de proporção 1 para 4 para 9, os quadrados dos primeiros números inteiros. É um artefacto de origem artificial e análises revelam que está enterrado na lua há vários milhões de anos, provando pela primeira vez que não estamos sozinhos no universo. Ou pelo menos que já existiu uma raça inteligente, capaz de voo espacial antes de nós. Ao ser desenterrado, o monólito emite uns estranhos sons electrónicos agudos é detectado um feixe electromagnético que parte da lua em direcção a Júpiter.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Parte 3a. Viagem da Discovery com avaria no HAL.</strong> Uma equipa parte numa expedição científica espacial sem regresso ao planeta Júpiter. A meio caminho o computador que controla a nave, o infame HAL 9000, começa a ter um comportamento bizarro ao começar a discordar e conspirar contra os tripulantes até os tentar matar a todos. Sobrevive apenas um tripulante, Dave Bowman, que consegue desactivar HAL numa cena pungente e que faz já parte da cultura popular &#8220;<em>Just what do you think you&#8217;re doing, Dave?</em>&#8220;. Morto o computador (ou o equivalente electrónico), a viagem segue o seu caminho com uma nova missão que inicialmente fora mantida em segredo: contactar com um monólito numa das luas de Júpiter que poderá ter respostas aos mistérios do monolito e dos extra-terrestres.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Parte 3b. Oh my God, it&#8217;s full of stars!</strong> Dave Bowman dirige-se no pequeno pod de manutenção ao monólito. Percebe que é uma estrutura gigantesca com as mesmas proporções do monólito da Lua. Parece ser absorvido pela entidade e ao chegar junto da estrutura, olha lá para dentro e profere as últimas palavras que chegam à Terra &#8220;Oh My God, It&#8217;s Full of Stars&#8221;. A partir daí entra no monolito que revela ser um portal que o faz viajar por várias cantos da galáxia, talvez universo, atravessando as mais incríveis estruturas celestiais até chegar a um grande planeta que percebe ser um estação espacial onde várias raças já passaram, tal como a raça humana passa agora. No final da viagem encontra-se num quarto de hotel, aparentemente igual a um hotel na Terra. O quarto foi desenhado pela entidade responsável pelos monolitos com base nas ondas hertzianas recebidas da Terra sob a forma de emissões de TV. Tentou-se criar um ambiente familiar para Bowman passar uma última noite antes de se transformar no primeiro ser humano a evoluir para um estado superior de humanidade e conciência.</p>
<p style="text-align: justify;">Próximos capítulos:</p>
<p style="text-align: justify;">Porque &#8220;enlouqueceu&#8221; HAL?</p>
<p style="text-align: justify;">O que é o monolito?</p>
<p style="text-align: justify;">Ver 2001 sob a influência de poderosos alucinogênicos melhora a experiência?</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Scott Pilgrim vs. the World (2010)</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 23:31:11 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4015" title="scottpilgrim" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/scottpilgrim.jpg" alt="" width="425" height="212" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Correio dos leitores:</strong> Querido cinemaxunga, há uns tempos o meu marido pediu para lhe meter o dedo no ânus enquanto fazíamos amor e ele disse nunca ter tido um orgasmo tão intenso como nesse dia. Passados um dias pediu-me para ser mais audaz e uma coisa levou a outra e a semana passada os vizinhos chamaram a policia e levaram-nos o casal de contorcionistas vietnamitas especializados em casais, um anão malabarista, um touro mecânico de marca Virix com as extensões Falix 2 e GigaFalus, um conjunto de buttplugs com crina de cavalo em forma de monumentos nacionais e um pé de borracha com meia perna  (modelo realista Cristiano Ronaldo com 3 modos de vibração). Tivemos que passar a noite na prisão, coisa que não nos teria incomodado não fosse uma corrente de ar incómoda e persistente. Percebemos na altura que deviamos ter comprado os fatos em cabedal e em vez de PVC que deixa passar o frio. Tivesse trazido a chave das algemas e poderia ter ajudado o meu marido que se viu impedido de protestar devido a um bocal de bola asfixiante (com ventilação assistida, obrigatório pelas leis da UE) e coleira com trela que os polícias insistiram que mantivesse para as fotos. A minha dúvida é: vale a pena ir ver o Scott Pilgrim ao cinema? Ou devo esperar por um dengoso domingo à tarde na TVI?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4014"></span>Cara leitora, em primeiro lugar deixe lhe diga que não sou a pessoa indicada para a aconselhar neste campo, uma vez que não sou grande adepto de filmes com Michael Cera. Aliás, prefiro levar pontapés nas costelas a assistir filmes deste actor e não sou adepto de práticas sado-masoquista como vossa excelência. Não que eu despreze tal actividade, apenas nunca adquiri gosto pelas práticas, mesmo depois de várias tentativas que culminaram numa pelada púbica por combustão acidental.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas sendo eu adepto de bandas desenhadas pensei ser capaz de apreciar o filme com em toda a sua magnificência, apenas para perceber que na realidade sou mais velho do que penso porque já não acho piadas a filmes que façam demasiadas referências a videojogos ou ao Dragon Ball.</p>
<p style="text-align: justify;">Achei portanto o filme sensaborão e obsceno para os sentidos e tive realmente pena que o pequeno Scott Pilgrim não tivesse morrido prematuramente no decorrer da sua demanda. Senti muito mais empatia pelos 7 namorados maléficos, nomeadamente a lésbica que me provocou um ligeiro formigueiro no baixo ventre. Posso mesmo afirmar que o excesso de efeitos especiais e a falta de respeito pelas mais elementares leis da física me fizeram sentir um pouco mais queimado por dentro.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas se insiste em achar que é jovem e que o estilo de vida de fortes influências de um japão metropolitano e palpitar de mangas e piscadelas de olho recorrentes a hentai, então faça o favor de assistir a esta película mas não me venha depois foder o juízo que foi uma perda de tempo. Vaca!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PS: </strong>Apreciei as omnipresentes referências a Smashing Pumpkins, que Deus os tenha&#8230;</p>
<p><!--more--></p>
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		<title>MacGruber (2010)</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 23:45:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por muito amante do cinema que se seja, há sempre que ponderar o que se assoma perante nós. Quando um filme se insere num determinado template percebemos claramente o rumo que os acontecimentos vão tomar. Temos duas opções. O filme é bom e queremos ter o prazer de o ver todo ou dá para perceber [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3909" title="macgrub" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/macgrub.jpg" alt="" width="425" height="224" /></p>
<p style="text-align: justify;">Por muito amante do cinema que se seja, há sempre que ponderar o que se assoma perante nós. Quando um filme se insere num determinado template percebemos claramente o rumo que os acontecimentos vão tomar. Temos duas opções. O filme é bom e queremos ter o prazer de o ver todo ou dá para perceber que vai ser o mais degradante espectáculo que alguma vez vomitado por um ecran. Apesar do tempo perdido parecer relativamente inócuo à altura em que o gastámos estupidamente, um dia vamos estar a sobrevoar o Atlântico e o piloto avisa que o avião se vai despenhar em chamas numa zona infestada de tubarões e pensamos em tudo o que podíamos ter feito e não fizemos e no tempo de perdemos em idiotices. E esse filme que falei anteriormente vai martelar a nossa consciência até ao limite máximo da exaustão, até que a última tíbia seja deglutida pelo sistema digestivo de um jovem tubarão branco com ambições de liderança.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3803"></span>E um desses filmes que ameaçam fazer desaparecer tão precioso tempo é MacGruber. Mas eu adiantei-me e passados 20 minutos abandonei o seu visionamento entre um ou outro impropério às produções adaptadas do Saturday Night Live e como sou idiota ao pensar que desta vez iria ser um bom filme. São saudades do Wayne&#8217;s World, a única adaptação SNL que merece vénia.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, pelo pouco que vi, MacGruber é um spoof que mistura um McGyver com o Rambo e um toque de libidinoso de Austin Powers. Passada esta introdução de personagens parece-me uma oblonga e tediosa sequência de sketchs que têm como denominador comum a punch-line, repetido até à exaustão como se o seu público alvo fosse o protagonista do Memento ou dois macacos expulsos de um laboratório de testes cosméticos por motivo de incompetência e falta de empenho.</p>
<p style="text-align: justify;">De saudar a cena de sexo, que tem piada mas não atinge nenhum nirvana humorístico. Vejam no YouTube. Ou melhor, deixem que a transporte para aqui para que a vossa perda de tempo seja minimizada e quando estiverem a ser comidos por tubarões no meio do Atlântico, rodeados por pedaços de avião em chamas e cadáveres de executivos, possam dizer &#8220;<em>Sim, o Pedro é realmente um gajo porreiro por todo o tempo perdido que nos poupou.</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="256" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Z7OQxkHfZi8?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="256" src="http://www.youtube.com/v/Z7OQxkHfZi8?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Toy Story 3 (2010)</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Nov 2010 00:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3973" title="toystory3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/toystory3.jpg" alt="" width="425" height="267" /></p>
<p style="text-align: justify;">Foi agora encerrado um capítulo que teve início numa preguiçosa tarde de 1995, quando um jovem estudante de engenharia informática se dirigiu sozinho a uma sala de cinema para ver o primeiro volume de Toy Story. Na altura esse jovem indolente de longos cabelos desgrenhados ponderava trocar um futuro promissor como baterista de uma modesta banda de Rock&#8217;n Roll por uma carreira nas tecnologias de informação, abandonar a farta gadelha que parecia fazer parte do seu ADN e juntar-se a um exército de engravatados que estava prestes a controlar o mundo. Mas aquilo que seria um retiro espiritual numa sala de cinema rapidamente se transformou num fascínio de tal magnitude que a decisão do rumo de vida ficou adiada. Toy Story era o início de um admirável mundo novo.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3972"></span>A par desta experiência transcendental de cinema encontrei também outra coisa, o site da IMDB. Rapidamente percebi que a partir daí o meu conhecimento cinematográfico poderia evoluir exponencialmente se que para isso me tivesse que sair do bolso nem um único euro. E se no primeiro dia era única a louvar as proezas da Pixar, passados uns dias éramos exércitos sem mais nenhum assunto além das aventuras de Woody e Buzz. As aulas de computação gráfica era um bombardeamento pegado a professores aparentemente apanhados de surpresa pela revolução digital da Pixar. Uma coisa era o Terminator de mercúrio, mas um filme inteirinho renderizado em 3D era areia demais para aquelas camionetas. Escusado será dizer que passados uns dias todos queriamos ser animadores 3D, mas numa altura em que o MS-DOS ainda uma realidade omnipresente, rapidamente afogamos as mágoas em álcool, drogas leves e experiências bizarras de cariz sexual.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir daí foi dada carta verde à Pixar para começar a desenvolver cinema, e se nos anos seguintes as produções sairam a conta gotas, menos de 10 anos depois a empresa conseguiu começar a produzir um filme por ano com tendência a duplicar brevemente. Toy Story foi também o primeiro (e único até agora) a ter direito a continuação. Quando se pensava que a sequela iria ser um sucedâneo reles do sucesso do original, eis que um mastodónico filme saiu. <em>Holy Motherfucker</em>! , pensou o mundo.  E de <em>Holy Motherfucker</em>! em <em>Holy Motherfucker</em>! a Pixar prova que não faz filmes maus. Cada uma das suas peças é um portento em todas as frentes, tanto tecnológicas, como artísticas (graficamente), como ao nível da própria estrutura narrativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Daí a diferença entre os filmes da Pixar e as outras animações 3D. Não basta ser 3D e o exemplo é que a Pixar consegue criar filmes multicamada, capazes de ser apreciados por adultos e graúdos em simultâneo, enquanto na concorrência isso terá acontecido duas ou três vezes, no máximo. Foi, aliás, esse facto que fez a Pixar fazer o <em>crossover </em>e neste momento um filme da Pixar é um filme a par de todos os outros (imagem real), e os filmes da concorrência são ainda relegados para a divisão dos filmes de animação, juntamente com os clones japoneses do Hercules e dum <em>Peixe Chamado Meno </em>(sic).</p>
<p style="text-align: justify;">E com isto chegamos ao último tomo de Toy Story, o mais belo acabamento dado a uma trilogia desde que se lembraram de adaptar a trilogia como uma unidade atómica de cinema. E este final não é apenas a despedida de Andy dos seus brinquedos, é também a nossa despedida destes personagens que nos acompanharam nos últimos 15 anos, mas que em abono da verdade nos irão acompanhar para toda a eternidade sob a forma de reedições dos filmes e de toda uma infinidade de produtos de marketing, desde as escovas de dentes ao dildo intergalactico com a forma da cabeça do Buzz.</p>
<p style="text-align: justify;">Ali, naqueles momentos finais percebemos o quanto estamos ligados a estes brinquedos, o quanto amamos aquele mundo de faz de conta. E a lágrima é inevitável, e não há ninguém que a evite, a não ser que nunca tenha sido criança (ou ainda não tenha abandonado essa fase).</p>
<p style="text-align: justify;">A cada vez que entro no quarto do meu filho olho em volta e penso duas coisas. Em primeiro lugar penso que irei fazer àqueles brinquedos quando ele não os quiser, porque um pedaço das nossas vidas está ali. E depois penso sempre no reboliço que para ali vai a cada vez que fecho a porta. E não apenas nos Legos, carros, camiões, comboios, bonecos, peluches e animais, penso também na minha colecção de bonecas insufláveis a retocarem a maquilhagem e a tentarem reajustar os ossos do maxilar para a posição de origem&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Piranha (2010)</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Oct 2010 13:47:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para terem uma ideia do que vou falar neste post, imaginem a cena inicial de &#8220;Saving Private Ryan&#8221;, mas em vez de nazis a receberem os aliados teríamos piranhas mutantes assassinas sedentas de carne, esfomeadas, capazes de desfazer um ser humano em 23 segundos. Aliás, em vez de soldados aliados imaginem gajas em bikini. Bikini [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3885" title="piranha3d" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/piranha3d.jpg" alt="" width="425" height="206" /></p>
<p style="text-align: justify;">Para terem uma ideia do que vou falar neste post, imaginem a cena inicial de &#8220;Saving Private Ryan&#8221;, mas em vez de nazis a receberem os aliados teríamos piranhas mutantes assassinas sedentas de carne, esfomeadas, capazes de desfazer um ser humano em 23 segundos. Aliás, em vez de soldados aliados imaginem gajas em bikini. Bikini não, de maminhas ao léu e algumas com as reluzentes vaginas a receber directamente luz do sol. Metam umas pitadinhas de sexo, teenagers no cio, Elizabeth Shue (a MILF de serviço) rija como o aço&#8230; Mas a melhor razão para amar este filme é porque o James Cameron desaprovou. O dele (Piranha 2 de 1981) foi bem pior. Tem medo que dê mau nome ao 3D. Meus senhores, se o 3D tiver alguma utilidade, que duvido, é para ver gajas em pelota. Oscar, já!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3884"></span>Antes de continuar esta amena conversa de sábado à tarde, deixem-se só aqui enfiar um disclaimer à laia de &#8220;<em>Se não gostas de terror, gore, promiscuidade gratuita e conteúdos excessivamente sexualizados com nenhum intuito excepto, talvez, marketing, põe-te na alheta, ainda vais a tempo de ver o TOP + e aqueles programas que são a extensão das revistas cor-de-rosa em que as pessoas fingem ser felizes, não falam das dívidas nem das doenças venéreas que têm e só snifam coca quando desligam as câmaras.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">E desengane-se também quem achar que Piranha poderá ser o next big thing do cinema fantástico/terror, porque não é. Piranha é apenas uma elevada dose de diversão descontraída e brutais doses de desnecessária violência altamente surreal da escola de Eli  Roth. O estilo é delicioso e para quem não está familiarizado eu esquematizo muito rapidamente: é construída um cenário envolvendo um conjunto de pessoas num ambiente natural. Laços são criados, relações humanas nas suas mais diversas vertentes são talhadas. Uma situação imprevista floresce do nada e as prioridades mudam. Antes que os personagens se possam habituar à nova realidade, o realizador manda o argumento às urtigas e é sangue, tripas, morticínio e violência exagerada até ao final. As pessoas parecem ser feitas de papel reciclado ensopado em ketchup, tal a facilidade com que se desfazem. No fim não há final feliz, apenas um passo de matança acima do normal para um build up que pisca o olho à sequela, que em português se diz &#8220;continuação&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Tem lésbicas, o que é muito importante. Quem não gosta de lésbicas? Os homens adoram-nas e as mulheres heterosexuais que nunca provaram carpete passam a vida a imaginar como seria e numa situação de &#8220;<em>nunca ninguém irá saber</em>&#8221; + <em>álcool </em>aposto que nenhuma recusava uma prova oral no túnel do amor. Já que estamos num parágrafo de badalhoquice, há a acrescentar a cena mais aleatória e desnecessária alguma vez vista num filme, que é uma piranha a comer um pénis. No sentido literal, obviamente, porque no sentido figurado tenho a certeza que toda a gente já viu piranhas a comer pénis ou já viu mesmo o seu próprio pénis a ser comido por uma piranha. Isto para quem tem pénis, claro!</p>
<p style="text-align: justify;">Eu não o vi em 3D. Também não paguei por ele, confesso. Digamos que ganhei um voucher na net. Provavelmente em 3D terá sido de cortar os pulsos, porque além da irritação dos óculos, a sensação de desembolsar dois euros e tal pela &#8220;<em>Taxa de Tanso porque é em 3D</em>&#8221; é semelhante a uma ida não planeada a um urologista de dedos gordos.</p>
<p style="text-align: justify;">Garanto-vos não o sentido da vida nem uma saída fácil para as vidas miseráveis que vocês levam (que certamente merecem), mas hora e meia de diversão no estado mais puro, aquele tipo de cinema que temos orgulho em adorar só porque aquele atrasado do Público diz ser &#8220;para mentecaptos com problemas em crescer&#8221;, a mesma descrição que o namorado dele faz cada vez que lhe olha para a gaita.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais razões para gostarem deste filme? Ok, o primeiro gajo a morrer é, nada mais nada menos que, Richard Dreyfuss. Esse mesmo. O homem que deu luta feroz ao Tubarão em 1975 nem se aguentou 3 minutos na cena inicial com meia dúzia de piranhas. Mais? Ok, quem é o cientista louco deste filme? Exacto&#8230; Christopher Lloyd, o mesmo que não precisa de estradas para onde vai.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica um video ainda mais glorioso em que o elenco de Piranha apela a uma nomeação para o Oscar. Também tem gajas, mas estão vestidas.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="253" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ijamBpVeXlQ?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="253" src="http://www.youtube.com/v/ijamBpVeXlQ?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Predators (2010)</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Oct 2010 22:32:19 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3872" title="predators" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/predators.jpg" alt="" width="425" height="225" /></p>
<p style="text-align: justify;">Chovem literalmente homens. Predators não vai ser pera doce e que o diga a ausência de créditos  iniciais, que não pagamos para ler nomes. Uma placa diz &#8220;Predators&#8221; por  meia dúzia de milisegundos e depois toca a marchar que a bicharada não  dá descanso a ninguém. A confusão de corpos celestes a pairar sobre a atmosfera não engana. Daqui ninguém escapa. Não fosse a ausência de carnificina e um trio de predadores gay, estariamos perante um dos melhores filmes do ano.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3867"></span>Ficou bastante claro que em 1987 que, apesar de Schwarzenegger ser a sensação do momento, o predador que arrancava cabeças apenas com uma mão (com a coluna vertebral agarrada) e estropiava gente como ninguém ousara antes era a verdadeira estrela desse verão. O predador não era apenas um extra terrestre de incrível poder destrutivo, era também uma mistura de rockstar com talhante. Era o animal de estimação que gostaríamos de ter, para brincar aos sábados de manhã, levar para a escola e atirar para dentro do autocarro em hora de ponta quando não houvesse comida em casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Predators começou por ser um rumor de remake. Fiquei possesso, fulo. Depois ouvi falar de Robert Rodriguez e tive um downgrade para irritado e levemente assustado. Nunca mais ouvi falar dele e até o perdi no cinema. Vejo-o agora pela primeira vez e comprovo que não se trata de remake, reboot, spoof ou spinoff, é apenas mais um filme do universo Predator que descarta completamente as abomináveis vomitâncias chamadas &#8220;Alien Vs Predator&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Passado num planeta distante, uma reserva de caça para predadores, é um filme que não perde tempo com introduções. O elenco, uma amostra dos piores assassinos do planeta foge ao estereotipo, que neste caso seriam os durões a dar-lhe para o wrestling do Predator original. Uma rapariga como parte do duo principal, Adrien Brody claramente fora de água é (no mínimo) bizarro. Depois os habituais musculados, o Machete himself (que morre logo, gaita!), etc. Objectivo? Morrer um a um até ficar apenas um casal, sem surpresas.</p>
<p style="text-align: justify;">O ritmo narrativo obedece ao compasso do Slasher Movie com alguns tropeções em sci-fi. Não é propriamente aquilo que estaria à espera e censuro veementemente a falta de sangue e tripas. É admirável a coragem dos criadores de Predators de terem cedido ao facilitismo do CGI e ao fogo de artifício, mas estas caracteristicas saudáveis não souberam ser acompanhados por um argumento coerente com estes principios. Uma breve e completamente desconexa aparição de Laurence Fishburne cheira a martelada para inserir rapidamente meia dúzia de conceitos. Um artificio desonesto.</p>
<p style="text-align: justify;">De notar que há duas raças de predadores, o predador original que apareceu a Schwarzenegger em 1987 e um predador modificado, alterado, kitado. Maior, mais negro e supostamente mais mortífero e hostil. Digo supostamente porque na hora da verdade acabam por se revelar um bocado copinhos de leite em combate, seja por levarem porrada de um japonês de 45Kg com metade dos dedos ou por não preverem que o &#8220;bip bip&#8221; de um cacofónico detonador de granada possa indiciar más notícias. Como aqueles ingleses boiolas que vão às raposas com cinquenta mil cães, um barril de chá de tilia e relaxante muscular para o rabo e quando a raposa aparece gritam &#8220;<em>Ai que horror, raposas! Sujas, ainda por cima&#8230;</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: justify;">Eu queria mesmo ter gostado deste filme, mas para um filme da saga Predator falta-lhe um feeling mais&#8230; Predator. Saiu diluido e com um futuro pouco glorioso nas noites televisivas de inverno e nos sites de leilões a 0,99 euros com portes de envio grátis. Mas se este for o início de uma bela amizade, prefiro ver este caminho a ser seguido do que o intragável franchise do Alien Vs Predator que, apesar de ser um conceito fabuloso em projecto, acabou por ser revelar a Floribella da ficção científica.</p>
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		<title>Iron Man 2 (2010)</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Sep 2010 20:57:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No final de Iron Man 2 mijei-me de pânico pelas pernas abaixo por ter tido uma pequena amostra daquele que é o meu maior pesadelo. Uma ameaça que há anos paira sobre nós, qual piano de cauda, que vai e volta consoante as marés. Um evento que poderá por si só por fim à humanidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3822" title="ironman2" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/ironman2.jpg" alt="" width="425" height="232" /></p>
<p style="text-align: justify;">No final de Iron Man 2 mijei-me de pânico pelas pernas abaixo por ter tido uma pequena amostra daquele que é o meu maior pesadelo. Uma ameaça que há anos paira sobre nós, qual piano de cauda, que vai e volta consoante as marés. Um evento que poderá por si só por fim à humanidade tal como a conhecemos, nem que seja por breves segundos. Estou a falar, como é óbvio, do ameaçado remake de Robocop, essa incerteza que nos retira  força de vida a cada dia que passa.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3794"></span>Verdade seja dita que o primeiro Iron Man foi para mim uma agradável surpresa. Preparava-me para assistir ao mais abominável dos filmes quando fui conquistado, plano após plano, por uma energética nova abordagem cinematográfica ao universo Marvel, ao contrário dos anteriores esforços plastificados, forrados a CGI nada realista e fogo de artificio para talegos. Neste primeiro Iron Man há uma réstia de honradez humana, um pulsar emocional com o qual nos possamos identificar. Não no facto de todos termos problemas quando vestimos a nossa armadura de robot voador assassino, mas no facto de se sentir a urgência do sofrimento humano, o instinto de sobrevivência. Excluo desta bela alegoria os 15 minutos finais, o tal fogo de artificio obrigatório para talegos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o mesmo não esperava desta segunda parte. Não porque o meu superior instinto cinéfilo me fez desconfiar, mas porque por toda a parte choviam críticas com uma mensagem comum: o filme não vale uma merda.</p>
<p style="text-align: justify;">E mais uma vez lá fui eu ver outro Iron Man preparado para assistir ao mais abominável dos filmes. No final outra surpresa. Iron Man não é definitivamente o mais abominável dos filmes, é apenas mais um filme abominável, que não sendo propriamente um elogia acaba por o equiparar ao estatuto de &#8220;Blockbuster Comum&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">A única coisa que pode salvar este Iron Man 2 dos poços da fetidez cinematográfica é a performance de alguns actores que salvam o filme com o pêlo. Tenho que admitir que gosto cada vez mais de Mickey Rourke, esse actor renascido que parece um misto de Bruce Willis caído num bidão de ácido sulfúrico com um Stallone fundido num pod de teletransporte com Snoop Doggy Dog, mas em louro. Consegue fazer um excelente vilão ou um extremoso pai de família. Robert Downey Jr. também faz um fantástico Tony Stark ao ponto de ser dificil de imaginar outro actor no papel. Por outro lado, o feminino, Scarlett Johansson abana o rabo e faz miau (e mais nada) e Gwyneth Paltrow é um ódio pessoal que tenho, por isso nada que possa dizer dela a eleva acima de enjoada com eterno sindrome pré-mestrual. Mal representado, o lado feminino.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, o certo é que Iron Man 2 nada mais é do que um longo teaser trailer, promo movie dos Avengers que devem estar por aí a estrear, mais ano menos ano. E baseado no que vi até agora desse teaser / promo trailer a minha vontade de o ver equipara-se em expectativa à minha vontade de entalar os testículos na gaveta das meias por acidente. Já agora, quem diabos é o Nick Fury? Eu de Marvel não tenho grande background, só as capas de Wonderwoman que usava para esgalhar o pessegueiro na quarta classe.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme acaba por ser um CGI porn com narrativa errática e débil, quase inexistente. Tem os seus momentos que rapidamente se esquecem devido à estupidez da batalha final. Podia ser pior&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
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