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	<title>CinemaXunga &#187; clássico</title>
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		<title>A Cristina nunca viu o Seinfeld</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 09:46:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4516" title="Seinfeld" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/Seinfeld.jpg" alt="" width="425" height="354" /></p>
<p style="text-align: justify;">Irmãos, a Cristina nunca viu o Seinfeld! Os mais desatentos perguntam enraivecidos quem é a Cristina mas quem está mais familiarizado com as Indústrias Kramerica ou com a obra de Art Vandelay não quer saber quem é a Cristina. Eu próprio já fui assim, enraivecido com aqueles que não seguiam a minha via (o caminho da rectidão e da verdade) mas neste momento não sinto ira para com os irmãos que, tal como a Cristina, se afastaram a luz e da sensatez, daqueles que nunca conheceram a sapiência do Nada, daqueles que veem a sua vida desaparecer nos tentáculos do Friends, Will and Grace ou mesmo aquele instrumento de Satanás que visa transformar mulheres em trastes horrendos potencialmente inúteis e serventes do Demónio chamada “Sex and The City”.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4453"></span>A Cristina não está, porém, perdida. Ainda há esperança, um feixe de fotões de puro amor ainda brilha na direcção da Cristina, porque Seinfeld é imortal. Ao contrário de qualquer outra série que tem que ser vista num intervalo de tempo muito limitado, Seinfeld irá ser apreciado por toda a eternidade por infindáveis gerações de espectadores que irão, inclusivamente, tomar decisões de vida com base em factores Seinfeldianos. Não me admiraria mesmo de ver num futuro próximo episódios de Seinfeld usados para cursos de auto-ajuda, formação profissional, MBAs de gestão ou mesmo como aconselhamento para lideres mundiais de renome.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma maneira muito simples para avaliar Seinfeld como monstro incontornável da História do entretenimento: A cada vez que se fala de um sitcom não-familar, usam-se termos como &#8220;poderá ser o próximo Seinfeld&#8221; ou &#8220;não é nenhum Seinfeld, mas vê-se!&#8221;. Este tipo de expressões, já fortemente enraizadas na cultura popular, demonstra bem o poder que é esta série.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto não poderá haver um herói sem um arqui-inimigo, o chamado Nemesis. Não falo de Newman, o carteiro obeso cuja missão de vida é destruir Seinfeld sem que isso envolva grande esforço físico. Falo dos fanboys de Friends, esses adolescentes eternos com a adolescência por resolver, aqueles que acham Seinfeld ofensivo e se sentem confortáveis pelo ambiente inócuo e estéril das piadas de Friends.</p>
<p style="text-align: justify;">Não consigo sequer conceber uma vida sem saber o que é o Soup Nazi, a expressão &#8220;Master of my Domain&#8221;, Puffy Shirt, The Moors, &#8220;Yada, yada, yada.&#8221; ou o imortal &#8220;&#8221;Hello&#8230; <em>Newman</em>!&#8221;. Coisas que nos ficarão para sempre, embrulhadas no cérebro juntamente com memórias de amores de juventude, loucuras da faculdade ou aquele dia em que acordámos no meio de um milheiral todos nús com um número de telefone tatuado numa anca que mais tarde vimos a saber tratar-se de um talho no alto de Santa Clara que já fechou há mais de 5 anos mas que o antigo dono mantém para encomendar filmes porno e sex-toys para que a esposa nunca desconfie, ainda que suspeite levemente que ela também não se importará de brincar com eles uma vez que fala insistentemente em tom de brincadeira na alegada fama que os negros têm no que diz respeito ao seu orgão genital. Sabem como é, coisas banais que acontecem a todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto Cristina, se me estás a ler, digo que te tens a bênção do meu perdão. Que o teu pecado é grave, verdade, mas não é irreversível. Procura numa FNAC, encomenda da net, &#8220;<em>encomenda</em>&#8221; da net (blink blink) ou pede emprestado a um amigo, de preferência a um que não seja muito possessivo em relação aos seus ricos DVDs porque provavelmente nunca os irá voltar a ver na vida.</p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4453" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/09/x-files-exordium/" title=" X-Files: Exordium"> X-Files: Exordium</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/04/geracao-%e2%80%9cborra-picas%e2%80%9d-cidade-despida/" title="Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida ">Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/01/2774/" title="4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos">4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/06/top-10-celebridades-que-envelheceram-mal/" title="Top 10 Celebridades que envelheceram mal">Top 10 Celebridades que envelheceram mal</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/30/star-trek-2009/" title="Star Trek (2009)">Star Trek (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Christine (1983)</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Aug 2011 14:13:04 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA4L2NocmlzdGluZS5qcGc="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="christine" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/christine_thumb.jpg" alt="christine" width="425" height="256" border="0" /></a></p>
<p align="justify">A verdadeira arte do realizador é criar uma realidade diferente da nossa, uma realidade que tem características que permitem que os artifícios narrativos funcionem de modo fluente, que se criem condições para que coisas que possamos achar impossíveis se desenrolem sem problemas. Mais do que criar estas características é levar o cinéfilo a acreditar nisso de modo gradual, sem desconfianças, sem queixumes. Carpenter cria aqui um mundo que aparentemente não possui escadas para andares superiores, escapatórias para peões nas estradas ou a incapacidade humana de mudar de direção em campo aberto. Podia ser horrível, mas um carro com aquele estilo e personalidade absolve-o de todos os pecados e faz-nos sorrir de benevolência mesmo perante o mais impiedoso serial killer.</p>
<p><span id="more-4450"></span></p>
<p align="justify">Não quero com isto dizer que sou defensor árduo do “Suspension of Disbelief”. Longe disso. Odeio esse termo com todas as minhas forças, apenas porque é sempre usado por autores ou fãs de fúria cega em situações em que as narrativas se tornam irreais em demasia para que possam ser assimiladas de modo transparente pelo cinéfilo. Quando algo é idiota demais há sempre um marmelo a atirar com esse chavão. A verdade é que nada é idiota demais, apenas é preciso arte para vender o conceito, para nos colocar dentro do contexto, porque à partida todos queremos ser “enganados” por essa falta de realidade, todos queremos ser absorvidos para esse mundo e apreciar as diferenças com o nosso. É como as mulheres que apreciam sexo e sentem grande prazer o acto sexual, não significa por isso que queiram ser violadas.</p>
<p align="justify">Carpenter faz bem essa transição do mundo real para o mundo dos filmes dele. E nem precisa de muito tempo, às vezes bastam 3 linhas de texto antes de começar o filme.</p>
<p align="justify">Christine é um filme que lembro com alguma ansiedade da minha infância/puberdade. Quando estreou em Portugal fiz pressão no meu núcleo familiar, mas era demasiado novo e um filme chamado “O Carro Assassino” não era um conceito que os meus pais abraçavam com grande entusiasmo. Tive que esperar uns anos pelo clube de vídeo, onde o aluguei e vi (e revi). Fiquei desiludido porque não era o banho de sangue que esperava. E nessa altura era assim que avaliava os filmes, se tinha banhos de sangue (ou sexo, vá!).</p>
<p align="justify">Anos mais tarde, a semana passada, aproveitei para rever. Por algum estranho fenómeno paranormal parece que se voltou a falar imenso de Carpenter. A comunidade mundial começa a achar que é um génio não apreciado no seu tempo e os canais de cinema do cabo parecem estar pejados de filmes dele. Ora, revi então o filme e fui rapidamente transportado (novamente) para o mundo do verdadeiro cinema, aquele cinema que nos faz sonhar, que nos faz perceber porque o amamos. O cinema orgânico e analógico, frontal sem nada a esconder, com texturas, cheiros, materialização de sensações que de outra maneira nunca reconheceríamos. Enfim, a tal essência do cinema dos 80s que é impossível passar a quem não a viveu.</p>
<p align="justify">Christine é um filme marcadamente americano. Não pela sua origem mas pelas suas características. A cultura do automóvel do tempo em que Detroit (agora abandonada e queimada) era a capital mundial do automóvel. É a verdadeira humanização do automóvel, capaz de substituir humanos enquanto objecto de afecto. Christine é um automóvel possuído por um espírito maligno. Essa qualidade maléfica passa para o seu dono e juntos formarão uma dupla que não pouparão na vingança mortífera a todos os que lhe fizeram mal anteriormente. E foram muitos, uma vez que ele era o típico “Dork” do cinema teenager dos anos 80.</p>
<p align="justify">Tirando toda a envolvência que falei acima, devemos dizer que o filme não é perfeito. Não se explora suficientemente o origem maléfica do carro e do seu espírito e não tem sangue suficiente, como seria requerido num filme com estas características. Aliás, até gostamos que as pessoas morram porque se revelam todos estúpidos demais para sobreviver. Dizem os verdadeiros fanboys que o livro era melhor, que explicava tudo e que foi mal adaptado. Mas não é sempre assim? É algo com que temos que aprender a viver.</p>
<p align="justify">É mais uma verdadeira obra do cinema artesanal e bem orquestrado do mestre Carpenter, esse lingrinhas de bigode cuja herança cultural é tão forte que perdoamos os mais recentes desvarios.</p>
<p align="justify">PS: Foi adaptado de um livro de Stephen King, mas não me apeteceu alongar sobre isso…</p>
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		<title>The Fog (1980)</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jul 2011 21:30:50 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA3L3RoZS1mb2ctb3JpZ2luYWwuanBn"><img style="background-image: none; margin: 2px 12px 2px 2px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="the-fog-original" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/07/the-fog-original_thumb.jpg" alt="the-fog-original" width="424" height="238" border="0" /></a></p>
<p align="justify">Sou orgulhoso proprietário de uma versão do The Fog em VHS. O valor de compra, depois dos respectivos ajustes para o nível de vida atual, é quase pornográfico e o seu estado à altura da compra já era de relativa decomposição. Era uma cópia (original, oficial e carimbada) de um clube de vídeo.  Não é uma edição normal, como aquelas dos últimos tempo do VHS. É uma edição especial, capa de grande formato, almofadada, com bordo debruado e tons de dourado pintados por cima da capa. Um vez aberta tem o logotipo da editora por dentro e o rótulo principal da cassete é rico em prateados da mais pura  filigrana tipográfica. Qualidade de imagem, uma merda, qualidade de som, phunf, phunf, phunf. E eu amo-a assim, em toda a sua imperfeição.</p>
<p><span id="more-4428"></span></p>
<p align="justify">Num ataque de nostalgia meti a cassete dentro de um velho VHS que mantenho por razões meramente decorativas (o típico sótão retropunk para trintões) e carreguei no play do controlo remoto. Não funcionou. Pilhas gastas. Coloquei novas pilhas e voltou a não funcionar. Pressionei com tanta força que o botão ficou com a unha marcada. Obtive resposta do lado do velho videogravador. Swisiiish. Silêncio… Uma sucessão de sons mecanizados de alta precisão e finalmente a cassete começou a rolar. Tempo desde que é pressionado o play até passar o filme: 6 segundos. Aviso, trailers e animações corporativas. E começa.</p>
<p align="justify">Um velho marinheiro conta uma história de fantasmas a um grupo de crianças. Créditos iniciais. O filme propriamente dito começa, mas o formato 4:3 incomoda-me. As cores embaçadas, os problemas de tracking e a alta fidelidade sonora de que tem dois pares de meias enfiados na boca não ajuda nada. Não se distinguem as formas de Jamie Lee Curtis e isso é onde a minha paciência se esgota. Arranquei a cassete de dentro da baía do VHS, enfiei-a na capa, desliguei o cabo elétrico num ataque de fúria e fui à procura de um BDRip com 720p de resolução mínima.</p>
<p align="justify">Restart. Como acordar de um coma prolongado e ver o mundo com outros olhos, passar de uma cópia VHS de aspect ratio 4:3 para  um glorioso 2.35 : 1 (panavision anamorphic widescreen) com cores vibrantes é como ver outro filme. Apesar do super baixo orçamento, Carpenter caprichou na fotografia e temos um filme visualmente hipnótico, seja nas paisagens marítimas noturnas, na cidade adormecida ou mesmo no nevoeiro e na maneira como aquilo que não se mostra pode assustar a um nível mais visceral do que o explícito.</p>
<p align="justify">The Fog é um fabuloso filme, um horror movie com alma que passa o teste do tempo e brilha como nunca graças à revitalização do formato HD. É um história relativamente simples e de andamento lento, que foca a narrativa no relacionamento e nas reacções do grupo de personagens em vez de se dedicar à parte paranormal do filme. Um Carpenter de paragem obrigatória.</p>
<p align="justify">Um filme carregado de carisma que não é para o jovem cinéfilo à procura de emoções fortes e a ocasional tripa ensanguentada de fora. Aliás, quando eu era um jovem inconsciente e borbulhento cinéfilo andei bastante tempo a evitar ver o The Fog. Porquê? Porque estávamos no ano de 1986 e este era um filme de 1980, logo um &#8220;filme velho&#8221;. E com tanto gore ou slasher movies de 1984, 1985 ou 1986 porque haveria de ver eu um filme medieval acerca de algo tão interessante como uma praga de nevoeiro? E ainda por cima sem a indicação de uma cena de sexo ou um mísero par de mamas? Puto do carago&#8230;</p>
<p align="justify">Há um remake, nunca o vi. E o meu desejo é que caia a gaita de lepra a todo o talego que ache que fazer um remake de um filme de Carpenter é boa ideia. E a todos os que avancem efectivamente com a ideia, que lhes nasça um espinheiro venenoso no cu. E que estas maldições tenham efeito retroactivo. Tenho pena, Rob Zombie, porque eu sou grande fã dos White Zombie e acho os teus albuns a solo bons apesar de nada de excepcional. Mas fazer música com um espinheiro venenoso no cu não é impossível, é incomodo. E com o tempo aprenderás a viver com isso, como te habituaste a usar uma barba cheia de cebo e aquele eyeliner que pode bem ser duplamente  interpretado como look gay ou look sem-abrigo.</p>
<p align="justify">
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		<title>Escape From New York (1981)</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 16:20:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos sabemos que o Apocalipse tem muito pouco interesse cinematográfico. Muito frouxo. Uns misseis nucleares, a malta a ser incinerada viva enquanto foge, os governos do planeta a colapsar em anarquia e vazio de poder, as infra-estruturas a falharem e um regresso à idade média devido à destruição da última tecnologia existente por bombas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; margin: 2px auto; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="escape-from-new-york-promotional-art1" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/07/escape-from-new-york-promotional-art1.jpg" alt="escape-from-new-york-promotional-art1" width="425" height="239" border="0" /></p>
<p align="justify">Todos sabemos que o Apocalipse tem muito pouco interesse cinematográfico. Muito frouxo. Uns misseis nucleares, a malta a ser incinerada viva enquanto foge, os governos do planeta a colapsar em anarquia e vazio de poder, as infra-estruturas a falharem e um regresso à idade média devido à destruição da última tecnologia existente por bombas de impulsos electromagnéticos. E depois, nada… Silêncio, fumo, pó, mortos, milhões de mortos nas ruas. Não há pássaros no céu nem animais nas florestas. As cidades arrasadas e os campos que ainda parecem produtivos todos contaminados por radiação e armas químicas. É depois disto, quando começam a emergir os primeiros sobreviventes, quando começam a juntar-se os primeiros grupos, quando o engenho primitivo começa a reconstruir uma nova ordem mundial é que as coisas começam a ganhar interesse. É esta reconstrução que tanto amamos, esta esperança que mesmo depois do fim as coisas podem continuar. Benvindos ao pós-apocalipse.</p>
<p align="justify"><span id="more-4394"></span>Tecnicamente Escape From New York não é bem um filme pós-apocalíptico. Trata-se de um género quase gémeo, o filme de Sociedade Distópica. Mundo colapsa, é necessário um regime totalitarista para meter o sociedade no sitio. Estamos em 1997 e o crime subiu tanto que tiveram que transformar Manhattan numa ilha prisão para albergar todos os criminosos violentos num ambiente contido, sem autoridade, vedado do mundo. Azar dos azares, um evento &#8220;Deus Ex-Machina&#8221; faz com que o Air Force One caia na ilha e o presidente fica refém dos gangs de tresloucados que habitam a ilha. Cabe a Snake Plissken, um bad ass da velha guarda, entrar à cowboy na ilha, distribuir bofetada nos &#8220;crazies&#8221; e trazer de volta o tão amado presidente.</p>
<p align="justify">Esta é uma das obras primas de Carpenter, uma referência pelo qual todos os seus outros filmes são medidos. A história é simples, entrar, salvar, sair, com alguns malabarismos narrativos pelo meio, mas o excesso dos anos 80 (ainda nos primordios) era já óbvio no espampanante modo de vida dos &#8220;Crazies&#8221;. O cinema pós-apocalíptico dos anos 80 era muito popular porque permitia exercícios de estilo nas tribos pós holocausto, fosse nas roupas alucinogénicas, nos meios de transporte onde o factor utilidade era secundário face à necessidade de futurismo ou na própria organização social das tribos, com muita poligamia, bisexualidade, pessoas &#8220;diferentes&#8221; ou o mais gratuito espalhafato multicolor próprio de quem não tinha limites para criar.</p>
<p align="justify">A palete de actores é uma invocação de todo o imaginário do final dos anos 70. Lee Van Cleef é o habitual cowboy alpha dog, Ernest Borgnine o bonacheirão side kick, Isaac Hayes o chefe dos crazies e um jovem Kurt Russel que acaba por convencer contra toda as vozes que diziam não ser papel para ele. E ainda a então esposa de Carpenter, Adrienne Barbeau, dotada de um impressionante par de marmelos que Carpenter gostava de ostentar nos seus filmes. Como quem diz &#8220;<em>Mamas, aqui</em>!&#8221;.</p>
<p align="justify">Revi este filme a semana passada, em glorioso HD, e posso dizer que gostei tanto de o ver agora como da primeira vez que o aluguei em VHS. De lá para cá as coisas mudaram. Este filme tem alma, textura, garra de artesão. É certo que Carpenter não entra quase nunca na primeira divisão dos realizadores dos últimos anos, mas provavelmente nunca foi essa a intenção. No entanto o seu nome está constantemente a vir à baila quando se fala de cinema de culto, de filmes que vimos que nunca mais nos abandonaram. Carpenter é grande, apesar do colapso na sua carreira depois dos anos 90.</p>
<p align="justify">Como nota de rodapé, deixo-vos uma fotografia do absolutamente genial carro de Isaac Hayes como lider das gangs maléficas. Eu próprio me sinto tentado em arrancar os candeeiros de casa da minha avó para os afixar no meu carro. Mas sei que a inveja dos meus pares seria lesante da minha integridade física e moral. Não se nota, mas pendurado por baixo do espelho está uma bola de espelhos à escala de 1:1.</p>
<p align="justify"><img class="alignnone size-medium wp-image-4399" title="Carro" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/07/31086062-jpeg_preview_large-425x239.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4394" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/22/escape-from-la-1996/" title="Escape From LA (1996)">Escape From LA (1996)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/08/07/christine-1983/" title="Christine (1983)">Christine (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/27/the-fog-1980/" title="The Fog (1980)">The Fog (1980)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/09/house-of-wax-2005/" title="House of Wax (2005)">House of Wax (2005)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/25/teenagers-from-mars-graphic-novel/" title="Teenagers From Mars &#8211; Graphic Novel">Teenagers From Mars &#8211; Graphic Novel</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Man from Earth (2007)</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jul 2011 16:03:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3984" title="themanfromearh" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/themanfromearh.jpg" alt="" width="425" height="258" /></p>
<p style="text-align: justify;">Numa altura em que o marketing corporativo dos grandes estúdios de cinema faz lobby constante para passar a ideia de que a qualidade de um filme se mede pelo orçamento e box office, já poucas são as pessoas que se aventuram por obras de orçamento reduzido temendo que a equação hollywoodiana da relação/qualidade tenha alguma veracidade. Mas o certo é que não tem. A capacidade de encantar o cinéfilo com um bela narrativa nada tem a ver com o orçamento e os meios envolvidos. E uma prova desta afirmação é o fabuloso filme The Man From Earth, um filme que ficção científica que conta a mais cativante história de sempre. É passado numa sala e consiste num amigo que conta a sua história de vida aos seus amigos. Só diálogos e imaginação para criar a &#8220;greatest story ever told&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3983"></span>Um professor universitário junta os seus colegas para se despedir. Depois de 10 anos tem que os abandonar. Fala-se do passado e alguém chama a atenção de que ele não envelheceu nada nos últimos dez anos. Depois de algumas esquivadelas e tentativas de fuga o professor acaba por confessar que tem 14000 anos, que é dos primeiros humanos (Sapiens Sapiens) que habitou o planeta. Inicialmente encarada como piada e exercício académico antropológico, pouco a pouco a história vai contando consistência e os amigos começam a ficar convertidos àquela improvável historieta.</p>
<p style="text-align: justify;">The Man From Earth é, como se disse anteriormente, um filme parco em meios. Uma cabana, actores que são claramente criaturas do teatro, iluminação suave à lareira e 90 minutos de explosão criativa. No entanto o argumento é uma coisa absolutamente viciante, tornando impossível uma pausa a meio do filme. A história que acompanha o nosso personagem desde a época Cro Magnon é uma História alternativa da civilização, rica em detalhe histórico além de injectar algumas teorias que nos fazem rever com outros olhos a nossa própria existência.</p>
<p style="text-align: justify;">Religião, civilizações e segredos negros mantêm o espectador na ponta da cadeira. Tem tanto de complexo como de &#8220;como é que ninguém pensou nisto antes?&#8221;. Sabe bem de vez em quando e é bom saber que existe esperança para quem se quer aventurar no cinema. Basta perseverança, imaginação e uma boa ideia. Contrariamente ao que se diz por aí, não é preciso castings de felácio nem uma hora de sodomia com os produtores. Basta um pulso forte e resistente.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Alien Apocalypse (2005)</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 23:50:29 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA2L2FsaWVuYXBvLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="alienapo" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/06/alienapo_thumb.jpg" border="0" alt="alienapo" width="425" height="260" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Depois do Apocalipse provocado por uma invasão de térmitas gigantes consumidoras de madeira e viciadas em cabeças humanas, o planeta está transformado num espaço desolado. Os humanos estão divididos em dois grupos, os escravos vestidos com fatos de pirata da Babou ligeiramente modificados para parecerem pedintes e os capangas das térmitas vestidos com barbas postiças do Deborla e camisas excessivamente brilhantes como os fatos de cowboy que os chineses vendem no Carnaval. Mas um esperança cai dos céus, um grupo de astronautas que esteve ausente durante 40 anos e que, desafiando todas as leis da física, lógica, química e canónica, vão lutar pela supremacia da raça humana. Um telefilme do canal Syfy. Poderia ser a pior pedaço de matéria morta alguma vez cuspida e escarrada para as nossas televisões, não fosse um simples factor que faz subir uma produção de esgoto a céu aberto a fantástico guilty pleasure: Bruce fuckin&#8217; Campbell.</p>
<p><span id="more-4369"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Não se enganem, este filme pode à primeira vista parecer um horrendo série Z que não vale sequer o nosso desprezo, porque à segunda vista vão ter a mesma sensação. E à terceira. E à quarta&#8230; Excepção para aqueles que, como eu, idolatram Campbell como o Rei da Série B, o para-sempre Ash, o mestre do BoomStick. É verdade que que faz sempre o mesmo personagem, mas é como ver um arco-iris brotar de dentro de uma fossa céptica, um analgésico que nos faz suportar melhor as agruras do dia a dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Algures na primeira metade da década de 2000 o semideus Bruce Campbell contactou o canal de TV Sci-Fi (actual SyFy) com o intuito de apresentar duas propostas para filmes. Este Alien Apocalypse e The Man With The Screaming Brain. Obviamente que a proposta foi aceite. Só Bruce consegue transformar esta linha de montagem de palha de encher grelhas de programação em algo com algum significado. Os filmes são propositadamente xunga, a estética é carregada e o absurdo caminha de mão dada com o nonsense num festival de clichés que aqui funcionam como guidelines. É preciso perceber este nível de abstração para apreciar estes dois brainchilds do mestre Bruce Campbell.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4369" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/06/alien-premio-carreira-da-academia/" title="Alien &#8211; Prémio Carreira da Academia">Alien &#8211; Prémio Carreira da Academia</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/13/porque-hoje-e-dia-do-pai-em-tatooine/" title="Porque hoje é dia do Pai em Tatooine">Porque hoje é dia do Pai em Tatooine</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/29/the-adventures-of-buckaroo-banzai-across-the-8th-dimension-1984/" title="The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)">The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/06/planetary-warren-ellis-banda-desenhada/" title="Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada">Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/23/a-contrafaccao-cinematografica-tomo-ii/" title="A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II">A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/10/o-trans-xunga-contrafaccao-cinematografica/" title="O Trans-Xunga &#8211; Contrafacção Cinematográfica ">O Trans-Xunga &#8211; Contrafacção Cinematográfica </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/01/chewbacca-morreu-viva-chewbacca-a-sexta/" title="Chewbacca morreu, viva Chewbacca (à sexta!)">Chewbacca morreu, viva Chewbacca (à sexta!)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/25/alien-trespass-2009/" title="Alien Trespass (2009)">Alien Trespass (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/18/series-de-ficcao-cientifica-dos-anos-80/" title="Séries de Ficção Científica dos anos 80">Séries de Ficção Científica dos anos 80</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/06/26/tank-girl-1995/" title="Tank Girl (1995)">Tank Girl (1995)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Better Off Dead&#8230; (1985)</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jun 2011 14:06:35 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA2L2JldHRlcm9mZmRlYWRBQi5qcGc="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="betteroffdeadAB" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/06/betteroffdeadAB_thumb.jpg" border="0" alt="betteroffdeadAB" width="425" height="243" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quem viveu ativamente os anos 80 e sobreviveu trouxe consigo um cabaz de memórias bem avantajado. Umas boas, outras más, outras simplesmente nefastas. Com o tempo, a idade e a decadência natural do cérebro, algumas memórias vão ficando para trás e apenas um núcleo duro se mantém, como todos os filmes que consideramos clássicos. Ocasionalmente caem fora das nossas memórias alguns itens que o nosso subconsciente, erradamente, julga ser carga extra, inutilidades. Better Off Dead é um dos teen movies mais fabulosos dos anos 80 que parecem ter-se esfumado da memória colectiva dos 80s, injustamente afundado nas areias do tempo. Quer se goste ou não, o certo é que ninguém fica indiferente a um John Cusack imberbe a ser humilhado em público usando um kit de orelhas e nariz de porco.</p>
<p><span id="more-4363"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Este filme pode à primeira vista ser confundido com um banal teen movie dos anos 80, como dezenas de outros que tentavam mugir o sucesso de Porky’s. Um rapaz aparentemente feliz, saudável e mentalmente equilibrado é abandonado pela sua namorada, vaca calculista e interesseira. Durante o filme, de gag em gag, vai alternando a recuperarão da amada perdida com tentativas de suicídio, apenas para perceber no final que o seu amor reside noutro lado, numa rapariga que é o completo oposto da namorada original e viveram felizes até aos créditos finais. O habitual ensemble de personagens, o sidekick, o presunçoso capitão da equipa de futebol americano, o gordo que faz rir apenas por ser gordo, o jovem cientista que poderia salvar o planeta com a sua genialidade mas que usa o seu intelecto para tentar ver as mamas da vizinha, a amiga que se transformará mais tarde em amor verdadeiro e os pais que ocultam os mais perturbadores desvios comportamentais por baixo do manto normalidade de subúrbio.</p>
<p style="text-align: justify;">Cedo se percebe que há algo de diferente em Better Off Dead. O motor narrativo do filme é a vontade do jovem protagonista em se suicidar, um tema que não sendo original também não é de comum abordagem para um comédia teen. Mas a inclusão deste pesado tema é habilmente suavizada com uma estética slapstick muito inteligente. Não estamos a falar de tartes na cara, mas do absurdo suportável dentro do limite daquilo que podemos considerar verosímil. O argumento é muito bom, rico em angústia adolescente, abordando os temas a fundo, muitas vezes de modos bastante violento. É uma comédia, mas podia ser um drama. Algo que deixou de existir por se querer proteger os cinéfilos atuais, substituindo temáticas fortes e vigor narrativo por efeitos especiais e CGI porn.</p>
<p style="text-align: justify;">Aparentemente John Cusack considera este um dos piores desastres da sua carreira, mas eu não concordo. Aquela coolness e atitude anti-herói já se encontra ali, bem como a sua postura séria e ausente de um sorrisozinho que seja. Como curiosidade, o Porky original também faz aqui uma aparição como o maléfico ditatorial patrão de John Cusack (na foto).</p>
<p style="text-align: justify;">Revi há pouco tempo e restruturei o meu bucket de memórias de modo a garantir alguma justeza. No entanto ainda não arranjei maneira de me livrar de Footloose, Break Dance 2 Electric Bugaloo, Frankenhooker ou Dirty Dancing.</p>
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		<title>Bubba Ho-Tep (2002)</title>
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		<pubDate>Thu, 26 May 2011 15:02:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA1L2J1YmJhLWhvLXRlcC0yMDAyLTYzMC03NS5qcGc="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="bubba-ho-tep-2002--630-75" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/05/bubba-ho-tep-2002-630-75_thumb.jpg" border="0" alt="bubba-ho-tep-2002--630-75" width="425" height="227" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Elvis Presley, o rei, a lenda, ator, entertainer de sucesso e exímio exterminador de múmias assassinas. Para os ignorantes entre nós, Elvis não morreu em 1977. Para poder descansar de um colapso que quase o levou à loucura, Elvis trocou de lugar com um imitador chamado Sebastian Haff em 1968. A ideia seria voltar um dia mais tarde, mas as coisas foram adiadas recursivamente. Quando o imitador Sebastian Haff morre em 1977, o verdadeiro Elvis fica numa situação complicada e sem poder regressar à ribalta, abraçou a vida de cidadão comum. Agora, em 2002, já entradote e com vastas camadas adiposas, Elvis reparte o quarto de um lar da 3ª idade com um idoso negro que diz ser John F. Kennedy reencarnado. Esta pacatez típica de um centro de dia é, porém, interrompida abruptamente por uma múmia ressuscitada que não olhará a meios para atingir os seus objectivos. Não há tempo a perder, até porque os sacos das sondas de urina têm autonomia muito reduzida.</p>
<div><span id="more-4344"></span></div>
<p style="text-align: justify;">Ver um filme com Bruce Campbell é sempre um momento de êxtase, mas ver um filme que seja realmente bom com Bruce Campbell será aquilo que o cinéfilo de bom gosto terá mais perto do Nirvana. Depois de Bubba Ho-Tep dificilmente se imagina outro ator a desempenhar aquele Elvis envelhecido, empedernido, nostálgico, gordo, com dificuldades de locomoção e cheio de rancores. Elvis, o inútil. Elvis, a piada ambulante. Campbell consegue representar na perfeição o espírito daquele homem. É como ver um Ash reformado, porque Campbell tem uma imagem de marca a manter.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é novidade a inserção de Elvis em temáticas mais relacionadas com o Fantástico e Sci-Fi. No primeiro livro da saga Sangue Fresco, de Charlaine Harris, existe um personagem enigmático chamado Bubba que nunca é referido diretamente como sendo Elvis Presley, mas o certo é que o é. Curiosamente na adaptação para a série de TV True Blood acabou por ficar de fora.</p>
<p style="text-align: justify;">Bubba Ho-Tep é um clássico, daqueles filmes pouco conhecidos mas que jamais poderá ser esquecido por quem o viu. Um misto de “what if” com filme de terror, uma mistura de documentário social duro acerca da solidão de quem é esquecido num lar com o frenético dia a dia daqueles que têm o privilégio de matar múmias como atividade principal. É o chamado “ovni escaganifóbético”, aquele filme que parece nascer por geração espontânea para deslumbrar todos os que têm o prazer de o ver para depois definhar em glória para nunca mais ser visto. Sem continuações, sem spinoffs, sem prequelas. Como um sonho, uma memória de infância, uma flor seca guardada num livro antigo na nossa passagem preferida, como uma ex-namorada bêbeda que nos bate à porta com o cio acompanhada por duas amigas em estado igualmente desastroso.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4344" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/06/27/alien-apocalypse-2005/" title="Alien Apocalypse (2005)">Alien Apocalypse (2005)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/15/dellamorte-dellamore-1994/" title="Dellamorte Dellamore (1994)">Dellamorte Dellamore (1994)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/06/alien-premio-carreira-da-academia/" title="Alien &#8211; Prémio Carreira da Academia">Alien &#8211; Prémio Carreira da Academia</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/26/zombieland-2009/" title="Zombieland (2009)">Zombieland (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/05/10/black-sheep-2007/" title="Black Sheep (2007) ">Black Sheep (2007) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/05/05/terminal-invasion/" title="Terminal Invasion (2002)">Terminal Invasion (2002)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/04/16/my-name-is-bruce-2007/" title="My Name Is Bruce (2007)">My Name Is Bruce (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/02/16/army-of-darkness-1992/" title="Army of Darkness (1992)">Army of Darkness (1992)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Source Code (2011)</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 16:10:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">Numa altura em que um filme que conta a história de um pneu que ganha vida e, ainda por cima tem o poder de telecinese, é encarado pela comunidade de cinéfilos com dois bocejos, já nada consegue surpreender aqueles que consomem cinema há mais de duas semanas. Por muitas artimanhas e conceitos originais que se injetem numa história há sempre, pelo menos, meia dúzia de precedentes que o fizeram com mais sucesso. Sendo assim, resta-nos ter fé no cinema e esperar que esta falta de originalidade possa ser substituída por uma direção competente e uma narrativa que se saiba aguentar até ao final sem levantar sobrancelhas.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4336"></span>Em Source Code o jovem realizador Duncan Jones sabe contornar habilmente as falácias que um filme com estas características poderia facilmente criar e faz avançar o filme numa direcção bastante mais interessante daquela que tememos nos primeiros 15 minutos. Noutra situação este filme poderia facilmente viver pendurado num possível twist final, fazendo o cinéfilo obcecar dolorosamente por 90 minutos para ser, muito provavelmente, enganado. Duncan despacha esse possível twist ali a cerca de um terço do filme e segue pelo caminho do suspense, do mistério e do questionar da ética científica que cada vez mais se prostitui ao elevado capital das máquinas militares mundiais.</p>
<p style="text-align: justify;">E suspense é o que temos. Peça a peça vamos montando um puzzle. O artefacto narrativo é uma experiência científica capaz de fazer uma pessoa reviver os últimos 8 minutos de vida de outra pessoa, mas o objectivo é saber o que realmente aconteceu naquele comboio. Tentativa após tentativa, Jake Gyllenhaal vai revivendo os tais 8 minutos e reconstruindo quebra cabeças.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se trata de pura perfeição, o filme tem as suas falhas. Quando se descobre o culpado da trama (o obrigatório bad guy) o climax não é o fogo de artíficio orgásmico que se poderia esperar. É mesmo um anti-climax de tão mole ser. Talvez seja propositado, talvez seja um soft spot que não mereceu a atenção devida. Era um filme que merecia um final mais transdimencional, um final que honrasse um pouco mais o multiverso e todo possível caleidoscópio de desfechos que podia ir da simples vitória do bem até a uma ruptura recursiva do tecido espaço temporal com um vortex a reverter o planeta ao seu estado primordial, mas em borracha cor-de-rosa numa sociedade distópica governada por mesinhas de cabeceira com monóculos e risco ao lado.</p>
<p style="text-align: justify;">É bom ver reconhecido o trabalho de Duncan Jones em Moon, sem o qual nunca teria a possibilidade de realizar este filme de orçamento mais composto e orientado para outros públicos. Cá estamos à espera de mais trabalhos deste homem que certamente terá uma carreira grandiosa pela frente.</p>
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		<pubDate>Fri, 22 Apr 2011 20:32:31 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4329" title="gozu" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/04/gozu.jpg" alt="" width="425" height="241" /></p>
<p style="text-align: justify;">Para quem conhece Takashi Miike, as palavras &#8220;bizarria&#8221; e &#8220;demência&#8221; são  bastante familiares. A estrutura deste filme acaba por se assemelhar  bastante ao filme Spirited Away (A Viagem de Chihiro), mas em vez de ser  para crianças é para alucinados e cinéfilos com tomates. Há um tipo que  desaparece e o seu amigo faz uma fantástica viagem em busca do seu  corpo. Nessa viagem conhece uma mulher que comercializa o leite dos seus  próprios seios, um homem com uma estranha doença de pele que parte o  pescoço ciclicamente, um medium poderoso que só funciona quando lhe  açoitam o rabo com um chicote, um tipo com cabeça de vaca, um parto fora  do comum ou mesmo um senhor que quando acorda é uma senhora&#8230; E isto é apenas a parte convencional do filme.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4328"></span>A cinematografia é de constante claustrofobia e pânico, colocando o  cinéfilo desprotegido no meio de um desconfortável ambiente que nem o  final vem aliviar. Tal como em todos os seus filmes, Miike não filma em  cenários, usa sempre locais em que é só levar a câmara e disparar, com  pouco material. É assim que faz uns 5 ou 6 filmes por anos. O homem caga  filmes&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">É um filme não convencional, algo que faz parecer o cinema da David  Lynch filmecos para larilas. Mais do que um murro no estômago é uma  sucessão de duas horas de murros na cabeça, um espectáculo de  surrealismo violento, uma partitura de sangue e horror. A meu ver, é uma  obra prima.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando se fartarem de lamber o cu ao cinema de Hollywood e ficarem com aquela sensação de vazio e refluxo ácido, vejam este&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ARQUIVO</strong>: Publicado no cinemaxunga antigo a 18/12 de 2005</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4328" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/03/21/audition-aka-odishon-1999/" title="Audition aka Ôdishon (1999)">Audition aka Ôdishon (1999)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/18/big-boob-butt-bangers-4-2003/" title="Big Boob Butt Bangers 4 (2003)">Big Boob Butt Bangers 4 (2003)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/09/the-man-from-earth-2007/" title="The Man from Earth (2007)">The Man from Earth (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/13/hobo-with-a-shotgun-2011/" title="Hobo with a Shotgun (2011)">Hobo with a Shotgun (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/01/2774/" title="4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos">4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Porky&#8217;s (1982)</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Feb 2011 15:47:58 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzAyL3Bvcmt5cy5qcGc="><img class="aligncenter size-full wp-image-4233" title="porky's" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/porkys.jpg" alt="" width="425" height="266" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nenhum filme exemplifica com tanta fidelidade a violenta efervescência hormonal pós-puberdade como Porky&#8217;s. Ver este filme foi durante muitos anos ritual de iniciação do jovens imberbes ao fabuloso mundo do deboche que prometia um futuro radiante pleno de sexo sem fim à vista, tal manual de iniciação para saber como não agir numa casa de alterne e para gerir erecções involuntárias. Além disso servia como detector de receptividade sexual, uma vez que todas as gajas que se rissem das badalhoquices e que engolissem em seco durante as cenas mais eróticas eram garantidamente carne para canhão.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4228"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos, porém, associar este filme aos modernos filmes de ritual de passagem para adolescentes ou dizer que se trata do American Pie dos anos 80. Porky&#8217;s, visto agora com os olhos da desilusão de todas as promessas falhadas da adolescência, é um filme profundo, uma caracterização das dores do crescimento. Não se trata apenas de um grupo de amigos que se esforça de modo sobre-humano para obter serviços sexuais (grátis ou pagos), mas de uma gama completa de problemas relacionados com a agrura de entrar no mundo dos adultos. Temos violência doméstica, sexo e prostituição sem falsos moralismos, crime, abuso de poder e a omnipresente humilhação pública. Tudo embrulhado num filme que em nada tem a ver com a limpeza politicamente correcta dos filmes que nos apoquentam hoje em dia. É, digamos, divertidamente profundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por lá também se pode ver a pelagem púbica de Kim Cattrall, de um tempo anterior ao tempo, antes de ser aquela carcassa ninfomaníaca com tendência para a zoopoligamia, do tempo em ainda lubrificava naturalmente. Jovem, firme, inocente e, muito importante, de rabo ao léu. Rabo intocado ainda pela cruel ditadura do bisturi estético. Um belo rabinho, portanto!</p>
<p style="text-align: justify;">Curiosamente não me lembrava que o filme era passado nos anos 50. Além de um boa narrativa temos uma caracterização de época muito interessante, com toda uma indumentária rockabilly e os fabulosos carros. E com uns pequenos elementos multimédia vos deixo, na esperança que façam deste um mundo melhor ou que, pelo menos, não estraguem mais do que que está.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><object width="425" height="266"><param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/7-RwhYCtwAk?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="266" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/7-RwhYCtwAk?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Cá está, Kim Cattrall de rabo ao léu!</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4234" title="porkys2" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/porkys2.jpg" alt="" width="425" height="446" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4235" title="porkys3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/porkys3.jpg" alt="" width="425" height="461" /></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4228" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/26/cobra-1986/" title="Cobra (1986)">Cobra (1986)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/01/the-wicker-man-1973/" title="The Wicker Man (1973)">The Wicker Man (1973)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/15/adventureland-2009/" title="Adventureland (2009)">Adventureland (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/28/noite-escura-2004/" title="Noite Escura (2004) ">Noite Escura (2004) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/10/what-happens-in-vegas-2008/" title="What Happens In Vegas (2008) ">What Happens In Vegas (2008) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Død snø (2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Feb 2011 22:41:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4223" title="deadsnow" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/deadsnow.jpg" alt="" width="425" height="266" /></p>
<p style="text-align: justify;">Zombies Nazis. O que é que neste conceito pode falhar? Nada, obviamente. Um país famoso pelo arenque, bacalhau e a fabulosa qualidade de vida que aparece sempre no telejornal a cada vez que se fala que Portugal é uma desgraça de país, seria a improvável pátria de um dos melhores filmes de zombies que vi ultimamente. Mas depois pensamos nas bandas de Black Metal satânico, nas taxas de suicídio e naquela gaja dos Abba* que nunca depilava os sovacos e tudo faz sentido.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4222"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Um grupo de jovens passa um fim de semana numa remota cabana das montanhas escandinavas. Sem contacto com o mundo, entregam-se aos prazeres da juventude. Por uma incrível coincidência esta zona está também infestada de nazis zombies, esquecidos da Segunda Grande Guerra. Os dados estão lançados para um belo serão de cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">A forte influencia de outros filmes do género é assumida sem complexos, desde a t-shirt de Braindead, a existência de um cinéfilo utra geek do cinema de terror, passando por algumas citações ou cenas que são reencenadas de clássicos de Hollywood. Mas ainda assim o toque exótico norueguês confere-lhe uma personalidade própria e um sentido de humor bem refinado.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o inexperiente em cinéfilia zombiana poderá parecer mais do mesmo, mas como em todos os filmes de zombies o que interessa são os detalhes, os pequenos elementos que adornam a trama habitual de &#8220;luta pela sobrevivência de um grupo cercado de mortos-vivos que vai falecendo ao ritmo lento de um a cada dez minutos até sobrarem dois ou um que se revela infectado nos últimos segundos, no caso de o realizador não ser dado a lamechices.</p>
<p style="text-align: justify;">Dead Snow é o título internacional de Død snø, e deve ser pronunciado comprimindo os lábios como que a soprar um apito inexistente e emitindo dois sons em velocidade lenta como se estivéssemos a ensinar um cavalo a dizer &#8220;pão de ló&#8221; levantando a mão ao ar como uma batuta invisível.</p>
<p style="text-align: justify;">* &#8211; E sim, eu sei que os Abba são suecos, mas para nós que moramos aqui nesta ponta da Europa, a Escandinávia é apenas um grande balde de vikings pescadores de bacalhau que ganham mais de 5000 euros por mês já depois de 50% de imposto do qual ninguém se queixa porque o estado o aproveita para possibilitar uma melhor qualidade de vida aos seus cidadãos, em vez de o foderem todo em carros topo de gama, aventuras megalomanas com o dinheiro que a nossa segurança social tira ás crianças famintas deste país e ao orçamento dos seus pais que já antes era à conta, às empresas publicas onde os seus amigos podem ganhar uma fortuna jogando Tetris e snifando cocaína o dia todo e outras características de novo riquismo reconhecido às sociedades menos evoluídas.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4222" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/26/zombieland-2009/" title="Zombieland (2009)">Zombieland (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/15/la-horde-2009/" title="La Horde (2009)">La Horde (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/11/mutants-2009/" title="Mutants (2009)">Mutants (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/25/teenagers-from-mars-graphic-novel/" title="Teenagers From Mars &#8211; Graphic Novel">Teenagers From Mars &#8211; Graphic Novel</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/14/chronicles-of-wormwood-banda-desenhada/" title="Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada">Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/03/carriers-2009/" title="Carriers (2009)">Carriers (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Wicker Man (1973)</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 23:54:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4008" title="thewickerman1973" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/thewickerman1973.jpg" alt="" width="425" height="243" /></p>
<p style="text-align: justify;">Se é verdade que o estilo &#8220;blockbuster charlatão e untuoso&#8221; vive da contemporaneidade e do cutting edge tecnológico fazendo parecer velho um filme com dois  anos, o mesmo não se pode aplicar a um filme que vive de narrativa e engenho criativo. É que antigamente também se escrevia. Usavam-se uns artefactos oblongos chamados &#8220;canetas&#8221; que estampavam caracteres directamente no papel sem necessidade de impressora. E escrevia-se com muita qualidade, por estranho que possa parecer. E que o digam os produtores da Hollywood actual, que conseguem simular virtualmente a vida, o universo e tudo mais, mas quando precisam de uma história que não envolva tiroteio despropositado e aniquilação de meia Nova Iorque  por entidades imaginárias têm que se virar para os argumentos de outrora, nem que seja para lhes fazer o downgrade de excelência para brainless action movie de tiroteio despropositado e aniquilação de meia Nova Iorque entidades imaginárias.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4007"></span>The Wicker Man é um fabuloso filme de 1973 que nos conta a história de um polícia escocês fortemente religioso que é enviado para uma comunidade insular para resolver o misterioso desaparecimento de uma menina. A forte mentalidade conservadora do polícia vai colidir com uma população de tradição pagã com raízes nos rituais pré-cristãos europeus.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma narrativa com uma ritmo evolutivo muito poderoso, que nos absorve por completo em direcção a um climax que faz parte já da cultura popular e que catapultou este Wicker Man para o estatuto de clássico. É um twist do tempo em que o twist era uma instituição. O ambiente é deliciosamente surreal, ainda mais vincado pela visão very british conservadora o personagem principal. É de tal modo apelativo que para o final do filme começamos a achar que o polícia é que é estranho por não ser bizarro como os outros. Destaque para um Cristopher Lee em grande forma no papel de vilão (palavra esta que tem que ser dita com sotaque brasileiro).</p>
<p style="text-align: justify;">Wicker Man propagou-se de tal modo pela cultura pop que existe hoje em dia um festival de Verão no local das filmagens chamado precisamente Wickerman Festival, dedicado a expressões musicais alternativas (e outras mais comerciais para atrair publico). Os próprios Iron Maiden têm uma música chamada Wicker Man inspirada neste filme. Além disso, cada vez que vejo dois ou três aldeões com riso malandro fico com arrepios de medo temendo a fatídica defunção do protagonista deste filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Há um remake de 2006 que nunca vi, mas uma pesquisa no YouTube por &#8220;Nicolas Cage Punches A Woman Whilst Wearing A Bear Suit&#8221; são um bom indicativo que saltar por cima deste remake é uma boa opção de vida.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4007" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/17/barbarella-1968/" title="Barbarella (1968) ">Barbarella (1968) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/28/noite-escura-2004/" title="Noite Escura (2004) ">Noite Escura (2004) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/10/what-happens-in-vegas-2008/" title="What Happens In Vegas (2008) ">What Happens In Vegas (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/03/thirst-2009-a-k-a-bakjwi/" title="Thirst (2009) a.k.a. Bakjwi">Thirst (2009) a.k.a. Bakjwi</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/15/dellamorte-dellamore-1994/" title="Dellamorte Dellamore (1994)">Dellamorte Dellamore (1994)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/14/chronicles-of-wormwood-banda-desenhada/" title="Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada">Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/09/house-of-wax-2005/" title="House of Wax (2005)">House of Wax (2005)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Videodrome (1983)</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jan 2011 11:20:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não há dia que passe sem um iluminado nas ciências do comportamento vá a um noticiário da TV dizer que a Internet nos está a roubar o cérebro. Que a quantidade de entretenimento e tecnologia que nos obriga a constante multitasking nos está roubar a imaginação e capacidade de raciocínio. Se isso é verdade não sei, porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4189" title="videodrome" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/01/videodrome.jpg" alt="" width="425" height="238" /></p>
<p style="text-align: justify;">Não há dia que passe sem um iluminado nas ciências do comportamento vá a um noticiário da TV dizer que a Internet nos está a roubar o cérebro. Que a quantidade de entretenimento e tecnologia que nos obriga a constante multitasking nos está roubar a imaginação e capacidade de raciocínio. Se isso é verdade não sei, porque costumo estar a enviar um sms, a ler o rodapé do telejornal, a colocar &#8220;likes&#8221; nas fotos dos meus amigos, a tirar fotografias pela janela da minha vizinha em cuecas e a aprender uma língua estrangeira na PSP enquanto esses senhores falam.  Normalmente saco depois o podcast para armazenar no disco e nunca mais ouvir. Videodrome avisou-me que isto ia acontecer mas eu não quis acreditar. Hoje em dia quanto mais <em>CGI porn</em> vejo nos blockbusters actuais, mais idolatro Videodrome. Mais do que um filme visionário acerca dos malefícios da multimédia para o nosso livre arbítrio, Videodrome é uma obra prima que marca o início do reinado da &#8220;nova carne&#8221; de Cronenberg.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4163"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Videodrome é um marco importante na carreira de Cronenberg. Até este ponto era um realizador vulgar de filmes de terror. Filmes que tinham alguns pozinhos de identidade, mas nada de excepcional. Ainda assim Scanners é um bom filme e a cena da cabeça a explodir será para sempre um icon (animado) da sétima arte. Videodrome é o início da nova carne, onde Cronenberg começa a experimentar na área da fusão homem, máquina, coisa indescritível, que teve o seu pináculo em The Fly.</p>
<p style="text-align: justify;">James Woods é o gerente de um canal obscuro de TV Cabo especializado em video choque. Sexo bizarro, morte, destruição, esse tipo de coisas associadas ao lado obscuro do entretenimento.  Certo dia um dos seus técnicos descobre uma emissão pirata de satélite de um programa chamado Videodrome, que consiste em tortura e morte sempre na mesma sala. Ao tentar saber mais sobre Videodrome, Woods é aconselhado por todos a largar esta obsessão sob o risco de ver a vida a andar para trás. Mas Woods insiste e a certa altura é impossível distinguir o que é verdade do que é imaginário. Ou será que é o inverso? Ou será que é tudo verdade?</p>
<p style="text-align: justify;">Passados quase 30 anos Videodrome continua com o mesmo efeito de murro no estômago que teve na sua estreia e, curiosamente, faz mais sentido nos dias que correm do que na altura em que foi lançado, no pico dos canais experimentalistas e multiplicação exponencial dos canais do cabo. Com a Internet e os sites de video, as tendências, os <em>memes</em>, as tribos virtuais, tudo faz mais sentido, tudo encaixa. E isto, meus amigos, é genialidade, é a marca de um visionário. <em>Death to Videodrome! Long live The New flesh!</em></p>
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		<title>High Fidelity (2000)</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jan 2011 17:08:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existe uma fase das nossas vidas em que, definitivamente, High Fidelity é o filme preferido. Aquela fase em que jogamos as últimas cartadas no jogo da sedução, quando queremos acumular o record do mundo da poligamia ao mesmo tempo em que nos queixamos que não encontramos o verdadeiro amor. É um fase de depressão moderada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4152" title="highfidelity" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/01/highfidelity.jpg" alt="" width="425" height="513" /></p>
<p style="text-align: justify;">Existe uma fase das nossas vidas em que, definitivamente, High Fidelity é o filme preferido. Aquela fase em que jogamos as últimas cartadas no jogo da sedução, quando queremos acumular o record do mundo da poligamia ao mesmo tempo em que nos queixamos que não encontramos o verdadeiro amor. É um fase de depressão moderada, curada à custa de coito ininterrupto, drogas leves e o ocasional coma alcoólico. Não percebemos o que realmente queremos e estragamos tudo com o típico egoísmo pré-trintão. E é aqui que entra High Fidelity, o manual de instruções para o jovem e celibatário  trintão, o caminho para a bonanza depois da tempestade. Um filme do tempo em que oferecer um CD gravado com capa a cores contava como prenda a sério.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4151"></span></p>
<p style="text-align: justify;">High Fidelity é uma adaptação muito bem conseguida de Stephen Frears do fabuloso livro de Nick Hornby. São dois os universos que se cruzam nesta narrativa. O supracitado estado libidinoso de &#8220;queimar os últimos cartuchos no âmbito da poligamia&#8221; e o amor mais puro e dedicado à música, vertente indie e vinil. Aquele tipo de paixão que perdeu imensos seguidores na passagem para o novo milénio. John Cusack é fantástico no papel de Rob Gordon, o dono de uma loja de discos (à moda antiga) que caracteriza todos os eventos da sua vida sob a forma de top 5 relacionados com música. Todas as figuras de estilo rodam em volta de música e é esta homenagem que fica, muito depois de nos termos esquecido da trama central do filme, como é natural no processo de envelhecimento que o nosso cérebro vai sofrendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Como sidekick temos Jack Black, dos tempos em que tinha piada e era realmente gordo e não apenas anafado como hoje em dia. O verdadeiro geek musical em todo o seu esplendor, como todos aqueles que conhecemos no liceu e na faculdade.</p>
<p style="text-align: justify;">É este universo musical que impulsiona o filme que lhe confere este estatuto de &#8220;filme de culto&#8221; ou &#8220;clássico&#8221;, como quiserem chamar. Como disse anteriormente, já o considerei um poderoso filme com o qual me identifiquei, mas hoje em dia as minhas preocupações são outras e uma visualização recente apenas me fez sentir nostalgia pelo vinil, pela melomania e pela energia que também eu despendia  a amar e engrandecer a minha colecção de discos, primeiro vinil e depois CDs. Ainda assim continua um filme respeitável que merece o nosso apreço e devoção moderada. Porém nada de histerismos que somos todos respeitáveis membros da sociedade.</p>
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		<title>VHS for dummies!</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Jan 2011 12:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há uns dias percorria os sempre hilariantes foruns de suporte da Zon quando me deparei com um fabuloso post onde um cliente se queixava que as boxs HD+DVR gastavam tanta electricidade ligadas como desligadas. A resposta pronta de um moderador oficial foi que &#8220;é necessário que assim seja para que o equipamento possa estar sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4158" title="VHS" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/01/VHS-2.jpg" alt="" width="425" height="252" /></p>
<p style="text-align: justify;">Há uns dias percorria os sempre hilariantes foruns de suporte da Zon quando me deparei com um fabuloso post onde um cliente se queixava que as boxs HD+DVR gastavam tanta electricidade ligadas como desligadas. A resposta pronta de um moderador oficial foi que &#8220;é necessário que assim seja para que o equipamento possa estar sempre pronto a gravar&#8221;. Um outro utilizador retorquiu,e com toda a razão, que já em 1986 os gravadores de vídeo faziam esse exacto trabalho sem precisarem de artifícios preguiçosos com o absurdo consumo das ZonBoxes. E neste argumento este prezado utilizador se viu desamparado, porque dos poucos utilizadores que sabiam sequer o que era um gravador de vídeo, não havia nem um que o sabia programar para gravação temporizada. O que me levou a este tópico que noto fazer falta na Internet: Rebobinador? Será mesmo necessário ou é mais um mito urbano?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4157"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A pirataria e os &#8220;problemas com a lei&#8221; do cinéfilo mais atrevido não é um problema recente. Há mais de vinte anos que os clubes de vídeo não achavam piada nenhuma a que se gravassem os filmes. Desde os segurisselo até à Macrovision, passando por nunca ceder a capa original, eram imensos os subterfúgios desonestos usados pela industria videográfica para nos manterem dependentes das suas bafientas salas de exposição e dos seus produtos viciantes. Havia sempre volta a dar porque todos nós gostávamos de ter a nossa própria versão do clube de video com os titulos que realmente interessavam. No meu caso seria pós-apocalipticos, Rambo, Commando e sucedâneos, Ficção Científica e terror. Não todos, claro, só os bons!</p>
<p style="text-align: justify;">As colecções eram acarinhadas, mimadas, amadas. Cada cassete tinha direito a uma caixa fechada e, se possível, uma fotocópia decente da capa original, etiquetas autocolantes impressas a computador (ou máquina de escrever, letras autocolantes ou as réguas de letras) e patilha de segurança removida para afastar a tentação de gravar um filme erótico de sábado à noite da RTL sobre um Taxi Driver ou um Apocalypse Now. E, ao contrário do que se vê agora com os discos externos e a pastas &#8220;filmes&#8221; do ambiente de trabalho, todos os filmes eram vistos e, por vezes, revistos. E mais. Naquele espaço que sobrava no final da cassete, fossem 5 ou 50 minutos, era colocado conteúdo de valor histórico, um episódio de uma saudosa série de TV, um videoclip mais interessante ou o tal bocado de filme erótico da RTL para aquecer o pescoço nas noites frias de Inverno.</p>
<p style="text-align: justify;">O valor de uma gravação era determinado pela qualidade ou pela geração dessa gravação. Gravação original ou de primeira geração era intocável, divina. Por vezes tinha que se duplicar para não estragar cassete original.  Como é óbvio, não se emprestava a ninguém. Gravações de segunda, terceira ou enésima gerações eram menos interessantes, porque iam perdendo características de qualidade, o som ficava sumido, o ruído sobrepunha-se à banda sonora, a cor começava a falhar e por vezes era preciso alinhar as pistas da cabeça do videogravador para obter algo que não fosse horrendo. O tal tracking. Um exemplo de valor em videocassete é uma versão das gravações do arquitecto Taveira ainda com cor. Isso sim era item de mercado negro. Todas as que vi e que avaliei (de luvas pretas e monóculo) eram de qualidade duvidosa. Falta de cor em mais de 70% e som sofrível,  com os gemidos das moçoilas sodomizadas com Flanger ou um simulador de efeito Doppler com estática de FM ali da banda dos 97Mhz. Ainda hoje uma cópia de qualidade continua a ser o Santo Graal do VHSófilo.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Machete (2010)</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Dec 2010 12:02:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4138" title="machete" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/machete_poster2.jpg" alt="" width="425" height="240" /></p>
<p style="text-align: justify;">Chega ao fim mais um ano. Na minha lista de rascunhos procurei algo que estivesse pendurado injustamente. Pesco este Machete que mantive em banho maria por demasiado tempo. Não posso dizer que Machete seja a minha paixoneta cinematográfica do ano porque sou uma pessoa com grande dificuldade em demonstrar entusiasmo ou qualquer estado emocional que requeira algum nível de euforia. Mas que Machete foi um belo filme de 2010, isso não podemos negar. Não será certamente uma mensagem inspiradora que possa criar benevolência e ondas universais de filantropia. Não. É apenas divertimento no seu estado mais puro. Mas atenção, não é divertimento para todos, é para quem o conseguir inserir no seu lugar. E também é o uso mais divertido de um intestino humano desde o Braindead de Peter Jackson em 1992 ou as filmagens de Tomás Taveira em 1989.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3870"></span>Para que se possa compreender Machete deve-se compreender primeiro o conceito de Grindhouse. Acho que já tinha abordado este assunto algumas vezes antes, mas na época de Internet em que toda a gente tem memória de passarinho nunca é demais realçar as coisas que queremos ver bem elucidadas. Ora portanto Grindhouse. Grindhouse é um termo impossível de compreender para um português ou outro qualquer habitante de um país fora dos Estados Unidos. Mas felizmente temos em Portugal a nossa própria versão de Grindhouse. Nos anos 80 e inícios dos anos 90 a indústria de distribuição de cinema era diferente do que é hoje. Havia dois tipos de salas de cinema. A primeira divisão, onde passavam as estreias e os filmes mais mainstream. Depois havia a segunda divisão que englobava as salas mais pequenas com filmes série B ou filmes mainstream com mais de 6 meses, as salas de bairro, o cinema itinerante de aldeia e as míticas salas de praia que ainda hoje persistem nalguns locais do país. Essa segunda divisão é o nosso Grindhouse. Normalmente sessão duplas, filmes que só eram exibidos um dia ou dois, cópias cortadas e mal tratadas, erros de projecção, cinematografias menos mediáticas, violência, terror e a sempre omnipresente pornografia depois da meia noite.</p>
<p style="text-align: justify;">É numa homenagem ao contexto descrito anteriormente que devemos ver Machete. Os elementos são desse tipo de cinema, os deliciosos detalhes copiados fielmente. Não se pode dizer que seja grande surpresa porque quem viu Planet Terror sabe que se há um mestre deste tipo de cinema, esse mestre é Robert Rodriguez. A fotografia, os planos, os clichés, as desnecessidades da violência gratuita, os goofs, os plot holes, o exagero, a preguiça narrativa contornada com acrobacias absurdas, sexo em barda de modo perfeitamente aleatório&#8230; Não falta nada aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o filme acaba e pensamos objectivamente no que acabamos de presenciar é impossível não pensar algo do género &#8220;<em>Como é que se consegue condensar tamanha quantidade de actores famosos, secundários de peso, argumento multithread em pouco mais de 90 minutos?</em>&#8220;. E de tal intensidade, fluxo de informação e passo acelerado que duas ou três visualizações extra não fazem mal a ninguém, com a vantagem de se descobrirem detalhes a cada vez que se (re-)vê. Danny Trejo vê-se assim, de repente, transformado num action hero de referência, num icon sexual do novo milénio e vem provar que quando é preciso matar e copular em larga escala sem perder de vista o objectivo da missão é necessário bem mais que uma carinha laroca.</p>
<p style="text-align: justify;">A galeria de actores é de uma beleza quase surreal. Não apenas na quantidade de nomes sonantes como no tipo de papel atípico que desempenham sob a batuta de Rodriguez (Eu também não gosto da metáfora da batuta, mas não me ocorreu mais nada que, sorry. Estão à vontade para destilar veneno nos comentários). Robert De Niro, irreconhecível político redneck vira-casacas com elevado instinto de sobrevivência. Jessica Alba, pouco mais que um belo rabo, cara laroca e uma boquinha marota, não me parece que tenha sido o casting ideal, mas como se trata de Grindhouse, passa&#8230; Steven Seagal, o mais denso cepo unidimensional no seu primeiro papel de bad guy. Priceless. Eu adorei-o pela primeira vez na vida. Aliás, deve ser o único filme com ele que vi mais de 3 minutos. Michelle Rodriguez como sempre muito bem no papel de bela musa da ultra-violência. Nem com um olho a menos perde piada. Ainda há lugar para Lindsay Lohan a fazer de si própria, Don Johnson também irreconhecível no papel de pulha genérico e toda uma gama de secundários de respeito.</p>
<p style="text-align: justify;">É também interessante este aspecto de  dualidade absoluta dos personagens. Ou são bons e justos ou demoníacos. Mais ou menos com num episódio de Knight Rider ou McGyver. Não há espaço para tons de cinzento no universo sangrento de massacre. Nas sábias palavras de Yoda &#8220;Do or do not, there is no try!&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Concluindo que já se faz tarde, devo dizer que não estamos perante uma evolução no cinema moderno. Não estamos perante a nova &#8220;Next Big Thing&#8221; de Hollywood. Clássico instantâneo. Estamos perante um filme que é imensamente divertido e que para ser consumido em toda a sua glória teria que ser visto no cinema da Praia de Monte Gordo a meio do mês de Agosto ou, em alternativa, numa cópia de uma cópia em VHS, com fotocópia da capa a preto e branco (modo econofast). Ou Beta. Beta não era mal.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom 2011 para todos e que, no mínimo, não vejamos a nossa vida a andar para trás. Amo-vos a todos como irmãos. E não falo daqueles irmãos que o meu pai deixou no ultramar e que nunca conheci, mas sim de irmãos verdadeiros que nos fazem a vida um pouco mais colorida. Não colorido no sentido gay da expressão, mas no sentido de ajuste de saturação de um TV ou um monitor descalibrado.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 22:35:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O género cinematográfico &#8220;alienígena escaganifobético&#8221; não é um exclusivo dos últimos anos. Cada época, cada cinematografia ou onda tendencial tem os seus exemplares. The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension é um delírio dos anos 80, uma obra de tão genial bizarria que não podemos evitar fazer constantemente a pergunta &#8220;Como é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4127" title="buckaroo6" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/buckaroo6.jpg" alt="" width="425" height="425" /></p>
<p style="text-align: justify;">O género cinematográfico &#8220;alienígena escaganifobético&#8221; não é um exclusivo dos últimos anos. Cada época, cada cinematografia ou onda tendencial tem os seus exemplares. The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension é um delírio dos anos 80, uma obra de tão genial bizarria que não podemos evitar fazer constantemente a pergunta &#8220;Como é que alguém autorizou tal coisa?&#8221;. Rock star, neurocirurgião, físico quântico, herói da banda desenhada e aventureiro. Apresento-vos Buckaroo Banzai, herói nipo-americano capaz de salvar o planeta Terra das garras dos demoníacos seres da oitava dimensão, todos chamados John.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4053"></span>Basta ver Jeff Goldblum vestido de cowboy de extremo garrido farfalhudo para perceber que não estamos perante um filme normal, mesmo para os canones alucinogénicos dos anos 80. Também não se pode dizer que seja um experimentalismo série Z, para encher prateleiras de clubes de vídeo ou passar em horas obscuras em canais de cabo. Nada disso. Buckaroo Banzai foi uma tentativa gorada de criar um novo tipo super-herói, um estilo mais &#8220;comic sem super-heróis&#8221;, num mix de acção com comédia de exageros, como foi este ano que passou Scott Pilgrim, por exemplo. Mas neste caso com chumaços para os ombros e bolas de espelhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ponto de realce neste épico esquecido pelas areias do tempo é a invejável lista de actores. Ora vejamos; Peter Weller (Robocop, oh yeah!), John Lithgow (Supreme Commander), Jeff Goldblum ou ainda o mítico Christopher Lloyd (aka Doc Brown). Todos em inesquecíveis personagens, para o bem ou para o mal. É pena o argumento ser pobrezinho em conceito, porque realmente existe algum potencial num filme contenha a expressão &#8220;across the 8th dimension&#8221; no título.</p>
<p style="text-align: justify;">Vou fazer uma coisa que não faço há algum tempo, um resumo livre. Ora vejamos&#8230; Buckaroo Banzai testa um novo sistema de navegação que permite, entre outras coisas, atravessar montanhas ou volumes de alta densidade sem haver contacto. O problema é que Banzai entra em contacto com umas criaturas malandrecas a meio de uma experiência. Está dado início ao plano dos agentes adormecidos dos maléficos malandrins da oitava dimensão, curiosamente todos chamados John. E quando o mundo está prestes a ceder à hegemonia alienígena, um extra-terrestre (rastafari) do mesmo planeta alia-se às temíveis hordes de Buckaroo Banzai  pela reconquista da liberdade planetária, numa batalha de proporções épica, onde as mais poderosas super-potências não podem fazer mais que assistir a Buckaroo distribuir bofetada em lombo alienígeno. Além disso temos uma criança de 12 anos a usar um metralhadora sem supervisão de um adulto, uma melancia misteriosa cuja utilidade não é nunca revelada e uma sequência de créditos finais de antologia.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom e se isto não vos convenceu, acho que nada nunca vos poderá convencer&#8230; Talvez esta secção de multimédia ajude. Já agora, se estiverem interessados em ver uma versão em HD sem terem que pagar, basta que tenham Zon. Está a passar incessantemente no canal MOV. Quando digo &#8220;sem terem que pagar&#8221; e &#8220;basta que tenham Zon&#8221; na mesma frase estou a cometer um erro que pode causar a implosão da realidade e a anulação de grande parte da Via Láctea perante o contacto de tanta anti-matéria.</p>
<p>Trailer:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="260" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/0gNJ1z-ulB4?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="260" src="http://www.youtube.com/v/0gNJ1z-ulB4?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4129" title="buckaroo1" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/buckaroo1.jpg" alt="" width="410" height="240" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4130" title="buckaroo3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/buckaroo3.jpg" alt="" width="406" height="312" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4132" title="buckaroo5" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/buckaroo5.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4053" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/13/porque-hoje-e-dia-do-pai-em-tatooine/" title="Porque hoje é dia do Pai em Tatooine">Porque hoje é dia do Pai em Tatooine</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/18/series-de-ficcao-cientifica-dos-anos-80/" title="Séries de Ficção Científica dos anos 80">Séries de Ficção Científica dos anos 80</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/05/o-anel-de-noivado/" title="O Anel de Noivado">O Anel de Noivado</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/01/2774/" title="4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos">4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/18/anvil-the-story-of-anvil-2008/" title="Anvil! The Story of Anvil (2008) ">Anvil! The Story of Anvil (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/07/teen-wolf-1985/" title="Teen Wolf (1985)">Teen Wolf (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/04/500-days-of-summer-2009/" title="(500) Days of Summer (2009) ">(500) Days of Summer (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/18/the-hitchhikers-guide-to-the-galaxy-2005/" title="The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) ">The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>2001 Descodificado &#8211; Porque é que HAL 9000 enlouqueceu?</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 11:11:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos dias que correm é comum algum amigo info-nabo nos dizer &#8220;Ai, ai, o meu computador anda doido!&#8230;&#8220;. Mas apesar de tudo, essa epidemia de insanidade informática que parece afectar apenas talegos é uma metáfora para &#8220;Sou burro mas nunca me apercebi e andei a mexer onde não devia. Agora fodi o meu computador e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4112" title="hal9000" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/hal9000.jpg" alt="" width="425" height="229" /></p>
<p style="text-align: justify;">Nos dias que correm é comum algum amigo info-nabo nos dizer &#8220;<em>Ai, ai, o meu computador anda doido!&#8230;</em>&#8220;. Mas apesar de tudo, essa epidemia de insanidade informática que parece afectar apenas talegos é uma metáfora para &#8220;<em>Sou burro mas nunca me apercebi e andei a mexer onde não devia. Agora fodi o meu computador e ando à procura de algum amigo informático que possa perder várias noites do seu precioso tempo livre para o arranjar. De borla&#8230;</em>&#8221; Existe no entanto uma pessoa que se pode queixar literalmente da loucura do seu computador: David Bowman, o único sobrevivente do ataque provocado pela insanidade de HAL 9000. Mas porque é que HAL se revelou um autêntico psicopata, matando o colega de Bowman, Dr. Frank Poole, juntamente com os três astronautas em hibernação na Discovery?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4107"></span>A loucura de HAL é ainda um assunto quente entre os cinéfilos, 42 anos depois da estreia de 2001. No cerne desta infinita contenda está o facto desta &#8220;insanidade&#8221; ser aparentemente independente de toda a temática do filme. Um extra &#8220;mind bend&#8221; para aguçar o estatuto de ubber clássico desta intemporal obra de arte. Mas comecemos pelo principio. HAL 9000 é um computador dotado de inteligência artificial capaz de gerir de modo perfeitamente autónomo a nave exploradora do sistema solar &#8220;Discovery&#8221;. Pode funcionar, caso seja necessário, sem intervenção humana, sejam tripulantes da nave ou remotamente pelo controlo de missão na Terra. De acordo com Dave Bowman na entrevista que concede à BBC12 (sic) no início da sequência &#8220;Viagem a Jupiter&#8221; do filme, HAL 9000 foi dotado de sentimentos para poder ser mais fácil o contacto e compreensão entre humanos e máquina. Mas na minha humilde opinião este conceito parece-me um bocado martelado ou metido posteriormente para facilitar a compreensão da doença mental de HAL.</p>
<p style="text-align: justify;">A explicação para a loucura de HAL é bem mais simples do que o conceito &#8220;Computador com Sentimentos&#8221; dá a entender. Apesar de ser abordada de modo superficial (mas objectivo) no livro 2001, é no livro 2010 que vamos encontrar um relatório do Dr. Heywood R. Floyd para a administração norte americana com a explicação. Passo a transcrever um resumo desse relatório:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><em>(&#8230;) O problema foi, ao que parece, causado por um conflito entre as instruções básicas de Hal e os requisitos da Segurança.  Por ordem directa do Presidente, a existência do AMT-1 foi mantida em sigilo absoluto. Só os que precisavam conhecê-lo tiveram o acesso permitido  à  informação. (&#8230;)<br />
</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Quando o monólito (AMT-1) da lua foi descoberto em 1999 a missão a Júpiter já se encontrava em avançado estado de desenvolvimento. Por coincidência(?), as ondas (rádio? microondas? raio x? whatever) emitidas pelo monólito foram enviadas na direcção da futura viagem do Discovery. HAL tinha conhecimento da existência dos monólitos e dos planos para o explorar, mas os astronautas de serviço (Bowman e Poole) estavam apenas ao corrente da missão original. Cabia a HAL fazer a gestão de informação confidencial e informação corrente, tendo muitas vezes que recorrer a um artificio computacional similar à mentira humana. Os 3 astronautas em estado de hibernação sabiam da existência do monólito numa lua de Jupiter, daí serem os primeiros alvos de HAL que entrou num estado de paranóia ao não conseguir processar de modo realista estes estados que são tão naturais para uma mente humana. Um simples bug, portanto!</p>
<p style="text-align: justify;">Daí até enlouquecer, ou processar a informação de modo errado, foi um passo. Sentiu-se ameaçado fisicamente, sentiu a sua informação confidencial em riscos de ser violada ou usada de modo incorrecto, e chacinou toda a malta que pode até Dave Bowman lhe ter feito a folha, removendo todos os componentes de memória holográfica relacionados com consciência e inteligência artificial, deixando apenas activos os circuitos de monitorização e controlo mais primitivos. HAL revelou no final ter medo de morrer, provando assim que os andróides sonham realmente com ovelhas electrónicas.</p>
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		<title>2001: A Space Odyssey Descodificado</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 13:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[2001: A Space Odyssey de Stanley Kubrick é um dos melhores filmes de todos os tempos, facto indiscutível. Seja num top 100, 50, 10 ou mesmo 5, este tem que lá estar. Apesar de ser um filme de colossal magnificência é também um dos mais incompreendidos  da História do cinema. O que se passa? Qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4079" title="2001-mygod" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/2001-mygod.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
<p style="text-align: justify;">2001: A Space Odyssey de Stanley Kubrick é um dos melhores filmes de todos os tempos, facto indiscutível. Seja num top 100, 50, 10 ou mesmo 5, este tem que lá estar. Apesar de ser um filme de colossal magnificência é também um dos mais incompreendidos  da História do cinema. O que se passa? Qualquer aspirante a cinéfilo o quer ver, e uma vez visto passa-se rapidamente do desencanto à decepção. Mas quer se goste ou deteste, quer se compreenda ou não, o filme fica a martelar no cérebro. Um latejar omnipresente que nunca mais nos largará, como aquela luz vermelha de HAL. Que filme é este? O que é que ele nos quer dizer?  Poderei sacar gajas à sua conta? Passemos então à desmistificação e descodificação deste que é o clássico dos clássicos. Escusado será dizer &#8220;<strong><span style="color: #ff0000;">SPOILER ALERT</span></strong>&#8220;!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4078"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para quem vive o cinema pelos standards do cinema descartável de estética blockbuster dos últimos 10 anos, 2001 é um filme duro de engolir. Não é imediato, não tem montagem epiléptica nem explosões, nada de batalhas espaciais ou alienígenas reptídeos. Tem sim, e de sobra, filosofia e um olhar sobre a Humanidade como um todo. Eu próprio já passei várias fases com 2001. Nos meus teens vi-o para impressionar uma miúda. Detestei mas disse que gostei. Depois voltei a ver mais maduro e começou a entranhar-se em mim até fazer parte do ADN. Mesmo sendo toda a obra de Kubrick uma pegada genialidade, esta é a sua Magnum Opus.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem na realidade dois 2001&#8242;s que se complementam. O filme/guião escrito por Stanley Kubrick e o livro escrito em parceria entre Kubrick e o mestre da ficção científica Arthur C. Clark. Apesar de Kubrick ter rejeitado a co-autoria do livro, o certo é que ele foi escrito pelos dois, ao mesmo tempo que o guião era escrito e o filme feito. São dois ângulos de um mesmo assunto, o livro e o filme mais que irmãos gémeos são a mesma entidade. Mas enquanto que no filme Kubrick se estica por opções estéticas, simbolismos, narrativas não convencionais experimentalistas, iconografia a dar com um pau e bastante LSD para criar aquilo que se convencionou chamar de &#8220;subjectividade artística&#8221;, o livro desenvolvido por Arthur C. Clark é de uma clareza e rigor científicos, não deixando nunca o espectador pendurado no vazio interpretativo. E é com base nesta combinação livro-filme que se deve perceber 2001. Todas as ilações tiradas da subjectividade do filme serão apenas larachas desnecessárias de prosa supérflua. Sim, eu gosto de pleonasmos.</p>
<p style="text-align: justify;">2001 não é apenas um filme de ficção científica acerca de uma viagem espacial. Conta-nos a história da Humanidade desde o seu início até ao seu final tal como a conhecemos. Não se trata necessariamente da destruição da raça humana, mas sim o próximo passo evolutivo para um patamar superior de consciência e existência humana, representado pelo feto do final do filme, o estado ainda concepcional do próximo humano. Sendo assim, o filme tem que ser dividido em 4 partes ou, para ser mais correcto, 3 partes tendo a última duas alíneas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Parte 1. A Aurora da Humanidade.</strong> Passada há cerca de 5 milhões de anos, mais ano menos ano, mostra-nos uma tribo de proto-humanos no seu estado mais primitivo. A morrer de fome, vitimas de todos predadores, sem consciência de si próprios, num estado civilizacional um nadinha superior aos outros animais. Todo o tempo preenchido para sobreviver. Um dia aparece o famoso monolito negro no seio da comunidade. De tempos a tempos entra em contacto com a tribo, testando-os, modificando-os, fazendo a selecção para o próximo passo evolutivo. Um dia o chefe da tribo percebe que pode usar um osso como ferramenta. De repente percebe que pode matar animais para comer com relativa facilidade. Começam a ter tempo livre para outras actividades além da sobrevivência. Conquistam o meio e tornam-se o predador por excelência do planeta. Matam o chefe da tribo rival e celebram. Osso ao ar. Corta para a parte 2.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Parte 2. Viagem de Dr. Floyd à lua.</strong> Um super-especialista em assuntos astronómicos é enviado para a lua. A razão da sua visita prende-se com o achado de um estranho objecto enterrado no Mar de Tranquilidade. O objecto é um monólito de proporção 1 para 4 para 9, os quadrados dos primeiros números inteiros. É um artefacto de origem artificial e análises revelam que está enterrado na lua há vários milhões de anos, provando pela primeira vez que não estamos sozinhos no universo. Ou pelo menos que já existiu uma raça inteligente, capaz de voo espacial antes de nós. Ao ser desenterrado, o monólito emite uns estranhos sons electrónicos agudos é detectado um feixe electromagnético que parte da lua em direcção a Júpiter.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Parte 3a. Viagem da Discovery com avaria no HAL.</strong> Uma equipa parte numa expedição científica espacial sem regresso ao planeta Júpiter. A meio caminho o computador que controla a nave, o infame HAL 9000, começa a ter um comportamento bizarro ao começar a discordar e conspirar contra os tripulantes até os tentar matar a todos. Sobrevive apenas um tripulante, Dave Bowman, que consegue desactivar HAL numa cena pungente e que faz já parte da cultura popular &#8220;<em>Just what do you think you&#8217;re doing, Dave?</em>&#8220;. Morto o computador (ou o equivalente electrónico), a viagem segue o seu caminho com uma nova missão que inicialmente fora mantida em segredo: contactar com um monólito numa das luas de Júpiter que poderá ter respostas aos mistérios do monolito e dos extra-terrestres.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Parte 3b. Oh my God, it&#8217;s full of stars!</strong> Dave Bowman dirige-se no pequeno pod de manutenção ao monólito. Percebe que é uma estrutura gigantesca com as mesmas proporções do monólito da Lua. Parece ser absorvido pela entidade e ao chegar junto da estrutura, olha lá para dentro e profere as últimas palavras que chegam à Terra &#8220;Oh My God, It&#8217;s Full of Stars&#8221;. A partir daí entra no monolito que revela ser um portal que o faz viajar por várias cantos da galáxia, talvez universo, atravessando as mais incríveis estruturas celestiais até chegar a um grande planeta que percebe ser um estação espacial onde várias raças já passaram, tal como a raça humana passa agora. No final da viagem encontra-se num quarto de hotel, aparentemente igual a um hotel na Terra. O quarto foi desenhado pela entidade responsável pelos monolitos com base nas ondas hertzianas recebidas da Terra sob a forma de emissões de TV. Tentou-se criar um ambiente familiar para Bowman passar uma última noite antes de se transformar no primeiro ser humano a evoluir para um estado superior de humanidade e conciência.</p>
<p style="text-align: justify;">Próximos capítulos:</p>
<p style="text-align: justify;">Porque &#8220;enlouqueceu&#8221; HAL?</p>
<p style="text-align: justify;">O que é o monolito?</p>
<p style="text-align: justify;">Ver 2001 sob a influência de poderosos alucinogênicos melhora a experiência?</p>
<p style="text-align: justify;">
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