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	<title>CinemaXunga &#187; gajas</title>
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		<title>Conan the Barbarian (2011)</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 23:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4536" title="Conan" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/12/conan2011jpg.jpg" alt="" width="425" height="283" /></p>
<p align="justify">Todos aqueles que conviveram intimamente com os Conans de Schwarzenegger nos anos 80 ficaram aterrados com a ideia de um remake. Não só por se tratar de um remake de um filme que fez de nós mais homens, mas por ser pura e simplesmente um remake. Convenhamos, não haverá maior abominação neste planeta do que um remake. E se um remake a um filme de merda já é condenável, um remake a um clássico da nossa juventude é como uma violação em grupo num daqueles dias em que hemorroidal não está no seu melhor estado. Não é que os Conans originais sejam grande especialidade, mas são os nossos Conans, bolas!  Aqueles que nos mostraram as mamas da Sandahl Bergman, da Olivia d’Abo ou da Grace Jones. Mas nenhum desses pares de mamas se revelaria  maior que o de Schwarzenegger, numa fase em que o seu corpo tinha mais hormonas de cavalos do que grande parte do cavalos da altura.</p>
<p align="justify"><span id="more-4534"></span></p>
<p align="justify">Mas pronto. Lá calámos e consentimos silenciosamente nesse remake, como vaquinhas submissas esperando ver incontornável filme. Porque a natureza humana é mesmo assim, é por isso que paramos para ver os acidentes na estrada, por isso é que gostamos de ler a necrologia, por isso é que ficamos com uma ligeira ereção quando uma celebridade cai em desgraça ou quando vemos uma tourada esperamos sempre que um toureiro se foda.</p>
<p align="justify">O trailer tinha algumas virtudes. A versão Red Band, pelo menos. Sangue a baldes. Ainda que sangue CGI, mas mesmo assim é melhor que sangue nenhum. É a isto que estamos reduzidos, conformados com uma imitação de uma imitação de sangue. Há coisas piores, é verdade, mas entrar nessa lógica de raciocínio será ceder um pouco mais à negridão dos tempos, do eterno sofrimento na voz do povo, do fado e dessa miséria toda.</p>
<p align="justify">Conan é na realidade o filme que se esperava. Insípido, vazio, morto por dentro. Um filme que cedeu ao facilitismo dos clichés, que se rendeu à preguiça do CGI e à vulgarização da bofetada politicamente correta, sem danos colaterais. Faltam anões maléficos, evil warlords sexualmente pérfidos, heroínas debochadas, carnificina gratuita e a um pouco da velhinha ultra-violência nonsense.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma cena em especial que me revira de tal modo as tripas que me faz lembrar o camarão que comi na passagem de ano de 91/92. A cena em que Conan batalha ferozmente guerreiros de areia. Que vergonha é esta? Pessoas de areia? A sério? Como se justifica uma coisa destas? Não seria mais lógico um exército de capangas sanguinários, a transbordar de ódio visceral e o mais vil desrespeito pela condição humana? Não, uns saltitões de areia que parecem umas cabras do mato alimentadas a LSD. Sinceramente Hollywood! Eu sei a explicação para isso, mas é uma explicação de indescritível vergonha. Eles metem esta bonecada em CGI, estes animais, guerreiros de areia, monstros, etc, para que possa haver violência dentro dos limites daquilo que eles consideram decência. Para não dar ideias aos jovens, dizem eles, para que não se possam identificar com a violência. Para que as suas pobres mentes não os arrastem para mais um morticínio no liceu e a consequente guerra de tribunais e moralidades mediáticas em torno das violências na TV, cinema e videojogos. “<em>Nós não temos culpa!</em>”, diriam os produtores de Conan em defesa da honra “<em>No nosso filme só se chacinam criaturas descaracterizadas de qualquer humanidade para proteger as nossas crianças das atribulações do destino</em>”. Mas isto para dizer aquilo que tenho dito ultimamente: a estupidificação, a unidimensionalidade narrativa (porque não existe nenhuma artifício lírico que descreva de modo vívido zero dimensões), a ausência de verosimilidade sexual, remoção de elementos gráficos na violência, o humor linear e flácido para não irritar nenhuma faixa etária, social, religiosa, política, etc  são apenas estratégias para agradar a gregos e troianos, tentando abranger todas os públicos para com isso encaixar mais dolares. É certo que encaixam bastante, ainda por cima com o atrocidade do 3D (que não abordarei agora), é certo que levam lá muito incauto parolo que dá mais atenção às pipocas que ao filme. Mas na realidade quantas dessas pessoas passam a ter este filme na sua lista de clássicos, naquelas memórias agradáveis que se mantêm até à morte, que relembram o filme com um sorriso de bem estar? Esse valor sei qual é. É zero!</p>
<p>E com isto vos desejo um bom ano e que, pelo menos, mantenham a dignidade humana durante o ano de 2012. So say we all!</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4534" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/08/06/captain-america-the-first-avenger-2011/" title="Captain America: The First Avenger (2011)">Captain America: The First Avenger (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/05/03/the-crazies-2010/" title="The Crazies (2010) ">The Crazies (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/23/kick-ass-2010/" title="Kick-Ass (2010) ">Kick-Ass (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/24/interceptor-2009-a-k-a-zapreshchennaya-realnost/" title="Interceptor (2009) a.k.a. Zapreshchennaya realnost">Interceptor (2009) a.k.a. Zapreshchennaya realnost</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/06/planetary-warren-ellis-banda-desenhada/" title="Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada">Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/06/adventures-on-the-planet-of-the-apes-adaptacao-do-filme/" title=" Adventures On The Planet Of The Apes &#8211; Adaptação do filme"> Adventures On The Planet Of The Apes &#8211; Adaptação do filme</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/28/marvel-zombies-vs-army-of-darkness/" title="Marvel Zombies Vs Army of Darkness">Marvel Zombies Vs Army of Darkness</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/09/30/thor-2011/" title="Thor (2011)">Thor (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/09/27/iron-man-2-2010/" title="Iron Man 2 (2010) ">Iron Man 2 (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/30/the-a-team-2010/" title="The A-Team (2010)">The A-Team (2010)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Sucker Punch (2011)</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 22:53:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA4L3N1Y2tlcnB1bmNoLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="suckerpunch" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/suckerpunch_thumb.jpg" alt="suckerpunch" width="425" height="238" border="0" /></a></p>
<p align="justify">Uma rebelião de patinhos de borracha humanizados que dança freneticamente ao som dos Bloc Party é barbaramente reprimido por uma força policial que usa, claramente, meios demasiado violentos para a situação. O que os polícias não sabem é que ao serem tocados por um patinho de borracha humanizado tornam-se também eles em felpudos e amarelinhos patinhos que dançam freneticamente ao som dos Bloc Party. Algum tempo depois apenas um pequeno grupo de sobreviventes resiste à transformação em patinho de borracha. Barricados na estação de serviço de Antuã, com os últimos pastéis de bacalhau comidos e atormentados por violentas crises de refluxo ácido conversam acerca da exorbitância incompreensível dos valores dos produtos nas auto-estradas. Quando uma rapariga loura, ar inteligente e mamas de invejável robustez se prepara para elucidar estes corajosos sobreviventes acerca da necessidade inflacionária de preços especulativos face às rendas pornográficas que as concessionárias cobram a honestos comerciantes para manter uma estação de serviço a funcionar, começa a ouvir-se ao longe Bloc Party. E enquanto o sol se põe, uma enorme mancha amarela começa a aproximar-se para aquela que será a batalha final pela última réstia de humanidade. Homem Vs Pato de borracha humanizado que dança freneticamente ao som dos Bloc Party. Som ensurdecedor, baixos poderosos que tremer as estruturas de betão. Gritos. Tensão lésbica. FADE OUT</p>
<p><span id="more-4465"></span></p>
<p align="justify">Este texto acima seria a minha ideia para gastar 100 milhões de dólares num filme baseado num guião feito depois de lamber um sapo alucinogénico. Por isso quem sou eu para criticar Zack Snyder por ter juntado um bando de colegiais bissexuais de ar virginal que passam a vida aos pinotes, de mini-mini-saia, roçando as mamas e provocando sexualmente tudo o que se mexe enquanto chacinam samurais maléficos gigantes, combatem nazis numa Paris da Segunda Guerra Mundial usando robots gigantes, invadem castelos medievais povoados por hordas infindáveis de dragões sem que a lógica narrativa, a coerência ou a linearidade seja respeitada. Aliás, impregnado no chamado “estilo awesomeness” não precisa de mais nada do que gajas semi-nuas e uma orgia interminável de CGI cuja utilidade é a mesma de um saca-rolhas numa convenção de manetas.</p>
<p align="justify">Vi este filme num estado de perfeita apatia. O fogo de artifício em permanente estado de ebulição e a ausência total de fio condutor fez-me desconfiar que estava a ver uma gravação de um jogo de computador de outra pessoa. Introdução, nível, boss, próximo nível, boss, último nível, boss final, fim decepcionante, créditos finais com techno reciclado de bar gay moldavo.</p>
<p align="justify">Zack Snyder teve sucesso anterior e como tal devem-lhe ter dado luz verde para idealizar e criar um projecto à sua escolha. Isto sou eu a falar sem saber o que se passou, mas deve ter sido algo neste moldes. Imagino a reunião de apresentação aos decision makers do estúdio. E a cara de agonia e decepção quando Snyder apresenta o seu powerpoint com uns quadros de Hentai.</p>
<p align="justify">Dá uma nova dimensão ao termo “CGI Porn”. Faltou um polvo gigante que tortura as nobres donzelas com tentáculos nas respectivas vaginas e um ocasional tentáculo a fazer de massajador intestinal,  mas não se pode ter tudo.</p>
<p align="justify">Gajas seminuas:</p>
<p align="justify"><img class="alignnone size-full wp-image-4470" title="Spunch" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/Spunch.png" alt="" width="425" height="255" /></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4465" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/08/the-book-of-eli-2010/" title="The Book of Eli (2010)">The Book of Eli (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/02/the-spirit-2008/" title="The Spirit (2008)">The Spirit (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/31/hitman-2007/" title="Hitman (2007)">Hitman (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/30/surrogates-2009/" title="Surrogates (2009)">Surrogates (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/30/watchmen-2009/" title="Watchmen (2009)">Watchmen (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/09/27/iron-man-2-2010/" title="Iron Man 2 (2010) ">Iron Man 2 (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/08/31/salt-2010/" title="Salt (2010)">Salt (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/22/top-5-filmes-famosos-que-nao-valem-uma-merda/" title="Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;">Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/20/jennifers-body-2009/" title="Jennifer&#8217;s Body (2009)">Jennifer&#8217;s Body (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Paul (2011)</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 14:32:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A mente de um jovem geek é um fervilhar tão denso de conceitos que qualquer objecto, situação ou memória é pretexto para uma aventura imaginária com o próprio no centro da trama em que para se chegar a qualquer objectivo é necessário batalhar dragões, atravessar campos de arroz pejados de mercenários chineses com artilharia pesada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA4L3BhdWwuanBn"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="paul" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/paul_thumb.jpg" alt="paul" width="425" height="213" border="0" /></a></p>
<p align="justify">A mente de um jovem geek é um fervilhar tão denso de conceitos que qualquer objecto, situação ou memória é pretexto para uma aventura imaginária com o próprio no centro da trama em que para se chegar a qualquer objectivo é necessário batalhar dragões, atravessar campos de arroz pejados de mercenários chineses com artilharia pesada que nunca acertam no alvo, chacinar um Dojo inteirinho cheio de ninjas, samurais e macacos assassinos munido apenas de um par de matracas e facas nos sapatos, escapar a torpedos de fotões e destruir a nave mãe com disparos cirúrgicos nos motores FTL, matar o vilão reptídeo com dois sabres de luz ao som de Navras da OST de Matrix (Juno Reactor), salvar a miúda jeitosa, leva-la para casa para um quarto escuro e copular até a fricção provocar um intenso cheiro a carne assada. E depois quando acaba a fantasia, uma masturbaçãozinha de rotina.</p>
<p><span id="more-4456"></span></p>
<p align="justify">Nick Frost e Simon Pegg são dois velhos amigos, ex-colegas de apartamento, e geeks da velha guarda. Têm a sorte poder fazer os filmes das suas próprias fantasias imaginárias geek e até agora não nos têm falhado. Shaun of The Dead, Hot Fuzz e Paul. Uma mistura de géneros clássico, com humor, acidez satírica social, meios de produção da primeira divisão e um cheirinho da boa e velha ultra-violência. O humor britânica fornece todo o colorido extra. É uma colaboração que prezo e que espero trazer frutos regularmente.</p>
<p align="justify">Desta vez este duo tipicamente british faz uma road trip geek, começando pela Comic Con e seguido por uma ida a sítios míticos do imaginário Sci-Fi, com passagem obrigatória pela clássico Area 51. E aí encontram um verdadeiro extra-terrestre, moldado pelos clichés morfológicos do género e com características comportamentais mais humanas que os humanos. Uma espécie de ALF adulto depois de 25 anos de drogas, álcool, prostituição, três divórcios, um emprego sem futuro a ordenado mínimo, pensão de alimentos a filhos que não tem bem a certeza serem seus e incontáveis noites a dormir num carro fedorento com manchas de marisco e maionese no banco de trás.</p>
<p align="justify">Mais do que um choque de civilizações, temos um choque de culturas, com os exageros redneck americanos a embater com a rectidão britânica e um extra-terrestre em permanente estado de perplexidade. Os temas religiosos, os seus extremismos e contradições são assuntos dos quais nunca me farto. Fora de um contexto inteiramente americanizado as coisas têm outro aspecto. Neste caso temos duas pessoas britânicas, europeias. Sim, os ingleses são estranhos, mas quando inseridos naquele ambiente temos uma proximidade maior, uma identificação. Seria interessante ver este tipo de filme com portugueses também. De Macedo de Cavaleiros.</p>
<p align="justify">É um filme fortemente crítico, sem restrições no que diz respeito ao tipo de linguagem usado, seja verbal ou gráfica. É violento, negro e delicioso. Pode à primeira vista não parecer uma típica colaboração Frost/Pegg, mas acabamos por nos apegar a ele. Aliás, esta sensação de “primeiro estranha-se depois entranha-se” é diagonal a todos os filmes deles, pelo menos nos que referi em cima.</p>
<p align="justify">Não se pode dizer que seja uma surpresa. É disto que estávamos à espera. Não é pior que os outros, é mais um filme nesta onda. O que é bom, porque quando se altera a direção as coisas podem ir para dois lados, sendo que só um é o correto. Eu gosto de Woody Allen, sem achar que ele é repetitivo. Não espero mais do que um filme de Woody Allen. Não espero que ele faça um sci-fi com robots assassinos ou um filme de ninjas. Espero apenas Woody Allen. Assim como nestes dois. Espero mais filmes deles, dentro destes parâmetros. Até porque não gosto de surpresas e já não tenho idade para emoções fortes.</p>
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		<title>Somewhere (2010)</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jul 2011 21:50:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"> <img class="alignnone size-full wp-image-4408" title="Somewhere-Sofia-Coppola" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/07/Somewhere-Sofia-Coppola-Festival-do-Rio-002.jpg" alt="" width="425" height="186" /></p>
<p align="justify">Sofia Coppola, songa-monga. Com a simpatia de um bloco de basalto e um semblante equídeo cuja estrutura rinoplástica permite pendurar confortavelmente duas gabardines e uma samarra alentejana, Sofia é a filha mimada de Francis Ford Coppola que tenta sacar gabarito à conta de créditos hereditários e que desde finais do século passado tenta fazer passar os seus filmes por clássicos intemporais com a ajuda da máquina publicitária do papá. Mas como até um relógio parado pode estar certo duas vezes por dia, havia de chegar o filme que fosse decente. Somewhere, uma bela crónica voyeristica do mundo do showbusiness visto por dentro.</p>
<p align="justify"><span id="more-4407"></span>Nunca simpatizei com Sofia Copolla. No final dos anos 90 criou-se um gigantesco hype em volta de uma primeira obra supostamente genial da enfant terrible do enfant terrible Francis Ford Copolla. Foram seis meses de pressão mediática muito devido à banda sonora entretanto lançada, a genial OST dos Air para Virgin Suicides. O falhanço em achar esta obra interessante deveu-se à elevada expectativa. Fosse visto por acaso sem nenhum precedente mercantil e até o poderia achar interessante. Mas não, a tragédia das irmãs Lisbon não me tocou minimamente e a única exclamação que proferi foi quando me apercebi de quão gorda e envelhecida estava Kathleen Turner.</p>
<p align="justify">2003 trouxe a aclamação do público com Lost in Translation, mas voltei a não achar piada nenhuma. Demasiado hypster para o meu gosto. Amores perdidos, ilusões destruídas, daddy issues e uma infindável melancolia afastou-me do núcleo emocional do filme. E o mesmo aconteceu com Maria Antoinette. Não consegui sentir a empatia necessária para poder acompanhar sem dor o filme até ao fim.</p>
<p align="justify">Mas Somewhere é um excelente filme, digamos que é um remake de Marie Antoinette com referências suficientes para que nos fazer identificar. A vida de uma estrela em ascenção vista na primeira pessoa. Imensos períodos de tédio e vazio. Uma busca constante pelo prazer, seja por sexo, drogas, álcool, velocidade ou outros produtores de endorfinas. Para perceber no final onde está a verdadeira felicidade e compreender como se pode perder tão facilmente. É uma visão fascinante, cheia de episódios curiosos e filmada de um modo bem característico que consegue fazer passar todas estas sensações sem necessidade de diálogo. Uma tarefa apenas possível para quem conhece tão bem este mundo por dentro e tem a capacidade para criar uma camada de abstração suficiente para o documentar sobriamente em película. Uma bela performance dos actores, que assentaram grande parte dos seus diálogos em exercícios de improviso, que vem dar aquele colorido extra.</p>
<p align="justify">Só espero não ter que agoniar por mais 3 filmes agoniantes para ter outro bom filme de Sofia Coppola. De notar que apesar de todo o hyper que precedeu este filme, prémios e polémicas incluídas, o filme acabou por passar bem despercebido no nosso país.</p>
<p align="justify">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4407" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/04/geracao-%e2%80%9cborra-picas%e2%80%9d-cidade-despida/" title="Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida ">Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/04/500-days-of-summer-2009/" title="(500) Days of Summer (2009) ">(500) Days of Summer (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/13/the-ward-2010/" title="The Ward (2010)">The Ward (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/09/piranha-2010/" title="Piranha (2010)">Piranha (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/04/resident-evil-afterlife-3d-2010/" title="Resident Evil: Afterlife 3D (2010)">Resident Evil: Afterlife 3D (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/09/14/sympathy-for-mr-vengeance-2002-oporto-chronicles/" title="Sympathy for Mr. Vengeance (2002) &#8211; Oporto Chronicles">Sympathy for Mr. Vengeance (2002) &#8211; Oporto Chronicles</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/08/31/salt-2010/" title="Salt (2010)">Salt (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Ward (2010)</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 16:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA3L3RoZXdhcmQtQ3VzdG9tLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="theward (Custom)" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/07/theward-Custom_thumb.jpg" alt="theward (Custom)" width="425" height="309" border="0" /></a></p>
<p align="justify">A educação nos anos 70 e 80 tinha algumas falhas que aos olhos de hoje podem ser consideradas “primitivas&#8221; ou “retrógradas”, tais como a barbaridade de não se poder usar calculadoras em exames ou a aberração de se poder chumba (meu Deus, chumbar!) caso a qualidade dos conhecimentos não ficasse devidamente provada por escrito. Mas havia uma coisa que não existe hoje, que era o incentivo ao respeito pelos mais velhos. E uma coisa que aprendemos é que não se pode julgar um ancião por ter forrado o sofá com fezes ao ter confundido a sala de estar com a casa de banho, mas que devemos sempre ver nele o homem que em tempos foi e a obra que deixou para trás.</p>
<p><span id="more-4390"></span></p>
<p align="justify">The Ward é o regresso de John Carpenter à cadeira de realizador desde Ghosts of Mars, em 2001. Muito se especulou que não mais voltaria a realizar depois da palermice pegada daqueles fantasmas marcianos. O certo é que ainda realizou um episódio de Masters of Horror e agora este The Ward. Esperemos apenas que este The Ward não seja a sua extinção enquanto realizador.</p>
<p align="justify">Estamos perante um filme pejado de clichés mas esse não é o principal problema. O cliché sempre foi aproveitado por Carpenter para criar surpresas e para ser subvertido. Aliás, o cliché é elemento obrigatório no cinema mainstream contemporâneo, porque é isso que cria o conforto com o cinéfilo, que o faz estar à vontade logo no inicio de cada filme porque os elementos são comuns. Não diria que é tudo a mesma merda, mas as diferenças não são significativas. Pelo menos no cinema americano.</p>
<p align="justify">Qual é então o problema deste filme? Bem, este filme cria uma situação inicial intrigante e depois toda a narrativa é encaminhada para um final que adivinhamos cedo ser de reviravolta. Porquê? Porque há elementos de montagem, técnicas fotográficas e efeitos pontuais que indicam que estamos perante mais do que aquilo que parece. E nestas situações todos sabemos como acaba. Ou é uma agradável surpresa ou um falhanço descomunal.</p>
<p align="justify">E quando chega ao fim lá estamos nós perante a surpresa da reviravolta. E não acreditamos no que vimos. Se o final poderia ser um sucesso em, digamos, 1967, hoje em dia quase que se transforma numa piada, uma solução que poderá ser empregue para resolver qualquer embróglio narrativo ou um sketch de britcom. E não é justo, porque isto não é Carpenter tal como nos lembramos dele.</p>
<p align="justify">E pode um final ditar o falhanço de um filme? Não devia, mas sim, dita. É a única coisa que nos fica e por muito prazer que nos dê ver os 85 minutos bons, são sempre os 5 minutos maus que selam o destino da avaliação. A revolta, a sensação de traição, o ímpeto de pegar em archotes e forquilhas, a sede de sangue&#8230;</p>
<p align="justify">Sou fanboy assumido de Carpenter e admito que ele possa fazer filmes menos bons, como já os fez no passado. Escape From LA ou Ghosts of Mars revelam uma clara incapacidade de se adaptar a uma nova era cinematográfica. Mas isso não interessa, os clássicos continuam todos lá, obras do verdadeiro Master of Horror que veneramos. Long live the King.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4390" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/04/resident-evil-afterlife-3d-2010/" title="Resident Evil: Afterlife 3D (2010)">Resident Evil: Afterlife 3D (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/06/planetary-warren-ellis-banda-desenhada/" title="Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada">Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/14/chronicles-of-wormwood-banda-desenhada/" title="Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada">Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/07/gigantic-2008/" title="Gigantic (2008)">Gigantic (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/19/crossed-banda-desenhada/" title="Crossed &#8211; Banda Desenhada">Crossed &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/05/santas-slay-2005/" title="Santa&#8217;s Slay (2005)">Santa&#8217;s Slay (2005)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/20/loose-screws-1985/" title="Loose Screws (1985)">Loose Screws (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/13/hobo-with-a-shotgun-2011/" title="Hobo with a Shotgun (2011)">Hobo with a Shotgun (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/28/the-human-centipede-first-sequence-2009/" title="The Human Centipede (First Sequence) (2009)">The Human Centipede (First Sequence) (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Loose Screws (1985)</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 16:33:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os anos 80 foram uma época muito conturbada para aqueles que, como eu, viveram lá parte importante da sua adolescência. Tão conturbada que eu só me senti preparado para enfrentar os anos 80 mais ou menos a meio dos anos 90, ali naquela altura em que Kobain se suicidou e a música passou a ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-4318 aligncenter" title="loose-screws-" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/04/loose-screws-.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os anos 80 foram uma época muito conturbada para aqueles que, como eu, viveram lá parte importante da sua adolescência. Tão conturbada que eu só me senti preparado para enfrentar os anos 80 mais ou menos a meio dos anos 90, ali naquela altura em que Kobain se suicidou e a música passou a ser merdosa em todas as frentes e géneros. <span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;">Todas as tentativas até essa altura para assassinar Bon Jovi falharam, incluindo aquelas que envolviam viagens no tempo. Isto explica o estado vegetativo/zombie do conceito clássico do Rock e todas aquelas cantorias pop que se ouvem actualmente na rádio onde não se consegue identificar um único instrumento musical  ou outro qualquer som que não se parece com uma variação multitonal de um enxame de abelhas dentro de um latão de zinco.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;"><span id="more-3716"></span></span><span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;">Foi na segunda metade dos anos 80 que vi o Loose Screws, numa altura em que era bem mais simples fazer uma </span>laringectomia a um papa formigas em chamas do que parecer cool na escola. O cinema para adolescentes demonstrava claramente como devíamos agir, que roupa usar, que postura adoptar, que atitude transparecer. No entanto ainda tornava as coisas mais complicadas. Tentávamos ir pelo caminho do Breakdance e parecíamos chimpanzés epilépticos a meio de uma crise de asma, vestíamos as roupas como aqueles fabulosos teenagers dos filmes e parecíamos os ajudantes do Croquete e Batatinha.  Com um fosforo na boca como o Cobra, parecíamos atrasados mentais, com um blusão de penas igual ao do Michael J. Fox parecíamos vítimas do Titanic. Além disso as nossas colegas do sexo feminino não tinham nem de perto nem de longe o aspecto viçoso, curvilíneo e debochado das garotas que corriam alegremente em topless de modo perfeitamente gratuito durante uma boa metade dos filmes. Eram enjoadas e descuravam a estética púbica, tendo frequentemente que usar uma cueca de tamanho acima para albergar tamanho arvoredo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Loose </span>Screws <span style="color: #000000;">é apenas um sucedâneo de Porky&#8217;s, os American Pies da altura. Um grupo de teenagers liceais vive assombrado pela energia hormonal e só consegue pensar em sexo. As peripécias fortemente sexualizadas seguem-se a um ritmo estonteante tendo como objectivo alguma nudez. Era apenas um entre dezenas, mas era este que eu tinha copiado ilegalmente e era este que eu e os meus amigos víamos quando não havia novidades.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As pessoas às vezes lêem os meus posts e pensam &#8220;<em>Cum carago, este gajo inventa cada merda estranha</em>&#8221; e por isso vi-me obrigado a colocar duas cenas no Youtube. <span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;">São cenas emblemáticas deste filme, em HD porque não vivemos já na idade média, e que passarei a descrever para aqueles que nunca viram nenhuns jogos olímpicos em que havia uma equipa da Alemanha Ocidental e outra da República Democrática Alemã. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Cena 1 &#8211; A Passagem Cool por um corredor de liceu dos anos 80</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><object width="425" height="269"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WUdHlD8osQ0?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="269" src="http://www.youtube.com/v/WUdHlD8osQ0?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além do Ripoff evidente a Bill Murray no final, prestem atenção à densidade de cultura popular que se conseguiu meter em 30 segundos. Uma avalanche de clichés que serve perfeitamente para introduzir os 4 protagonistas: o nerd, o gordo, o atlético que papa as gajas todas e o espertalhão que goza com o director e dança break. Ali se vê também ao que tínhamos que aspirar para ser cool num liceu. À falta disto éramos obrigados a colar posters do Bruce Springsteen nas capas dos cadernos, mas usando fita cola  porque o papel autocolante transparente era ainda um artigo raro em Portugal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Cena 2 &#8211; Montagem com música gira e modus operandi dos únicos personagens principais que comem gajas</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><object width="425" height="269"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QwggXWWQrbM?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="269" src="http://www.youtube.com/v/QwggXWWQrbM?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A música Circular Impression dos Extras ainda hoje me está apegada ao cérebro qual tatuagem emocional de tanta vez que vi isto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com esta pequena lição de História Teenager de Portugal vos deixo. E se os jovens de hoje acham que vivem numa época miserável e negra, pensem apenas que não têm que passar pela vergonha de  pedir revistas pornográficas emprestadas (com páginas coladas) para esgalharem o pessegueiro. E assim acontece&#8230;</span></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3716" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/05/o-anel-de-noivado/" title="O Anel de Noivado">O Anel de Noivado</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/07/teen-wolf-1985/" title="Teen Wolf (1985)">Teen Wolf (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/18/the-hitchhikers-guide-to-the-galaxy-2005/" title="The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) ">The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/29/the-adventures-of-buckaroo-banzai-across-the-8th-dimension-1984/" title="The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)">The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/23/kick-ass-2010/" title="Kick-Ass (2010) ">Kick-Ass (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/07/gigantic-2008/" title="Gigantic (2008)">Gigantic (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/04/500-days-of-summer-2009/" title="(500) Days of Summer (2009) ">(500) Days of Summer (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Hobo with a Shotgun (2011)</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 16:55:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antes de mais nada deixem-me fazer o disclaimer do costume no que diz respeito a filmes de Grindhouse ou outros que não sendo para levar demasiado a sério, são terrivelmente divertidos. Isto porque aparecem sempre umas Maria Amélias a dizer &#8220;como é possível gostar disto&#8221; ou &#8220;não gostei, esperava mais&#8221; como se de algum modo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-4312 aligncenter" title="2011_hobo_with_a_shotgun_001" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/04/2011_hobo_with_a_shotgun_001.jpg" alt="" width="425" height="181" /></p>
<p style="text-align: justify;">Antes de mais nada deixem-me fazer o <em>disclaimer </em>do costume no que diz respeito a filmes de Grindhouse ou outros que não sendo para levar demasiado a sério, são terrivelmente divertidos. Isto porque aparecem sempre umas Maria Amélias a dizer &#8220;c<em>omo é possível gostar disto</em>&#8221; ou &#8220;<em>não gostei, esperava mais</em>&#8221; como se de algum modo esperassem encontrar o sentido na vida num filme que retrata as aventuras de um sem-abrigo com uma caçadeira. Normalmente são jovens que idolatram os Oscars, fingem gostar do 8½ de Fellini para efeitos de promoção pessoal por intelectualidade, falta de sentido de humor e que devido à sua própria falta de confiança pensam que quando as pessoas se riem é deles e, mesmo os do sexo masculino, têm vagina. São os mesmos que vão ver a Hanna Montana e o Harry Potter para depois fazerem críticas onde mencionam excertos da teoria semiótica da narrativa e  escreverem que os filmes são demasiado infantis para serem levados a sério. Virgens, portanto!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4306"></span>No continuação de adaptações ao cinema dos célebres Faux Trailers de Grindhouse, Hobo With a Shotgun é o segundo a receber adaptação oficial, depois de Machete em 2010. Quer isto dizer que não faltará muito para que estreie Don&#8217;t, Thanksgiving e o meu preferido Werewolf Women of the SS. Esperamos apenas que a crise não nos reduza a largura de banda nos próximos tempos.</p>
<p style="text-align: justify;">Hobo With a Shotgun é um filme do género <em>action exploitation</em>, um género bastante familiar a todos aqueles que, como eu, se aproximam perigosamente dos 40 anos de idade. Nos final dos anos 8o os clubes de video estavam pejados de filmes de violência extrema, normalmente de origem italiana cujos elementos chave eram sempre uma história de vingança sangrenta, alto factor de &#8220;randomness&#8221; e uma especial originalidade nas mortes, sempre com o sangue na casa dos hectolitros. Sim, claro que eram mal feitos, irrealistas e por vezes para forçar uma determinada morte era preciso curvar ligeiramente a narrativa no sentido do &#8220;perfeitamente idiota&#8221;. Hey, mas era extremamente divertido, <em>who cares</em>?</p>
<p style="text-align: justify;">A história é simples, como convém. Um sem-abrigo chega a uma cidade imersa num violento caos, de polícia corrupta, violência, prostituição, a fazer Old Detroit de Robocop parecer a capital da Noruega. Controlada por gangs retro-futuristas e outras caricaturas saídas directamente dos 80s e governada pelo mais detestável vilão da História da sétima arte, um espécie de Boss Hog mutante dos Dukes of Hazzard propulsionado a meta-anfetaminas e fluido vertebral de recém-nascidos. Os seus dois filhos não se ficam atrás, dois Cristianos Ronaldos Lookalike com uma aptidão fora do normal para infanticídio em massa. O nosso sem abrigo é puxado para este mundo sem perceber como e não tem outro remédio senão começar a trespassar intestinos e rebentar cérebros à força de balázio de caçadeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Seguem-se os piores actos de violência e sadismo alguma vez visto no cinema mainstream ocidental, desde queimar um autocarro de crianças com lança-chamas até clubes de tortura onde prostitutas que rendem pouco são usadas para arte de retalho para diversão de grupos de rapaziada jovial que já não sente prazer em estropiar grávidas ou atropelar freiras. O sangue flui como água em Cabora Bassa e ninguém escapa impune aos constante fluxo de carnificina que parece  nunca abrandar nos 80 minutos úteis de duração do filme. Atenção que eu vi a versão Unrated.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim desenganem-se aqueles que pensam que lá por ser uma homenagem/paródia se caiu num nível de produção de Scary Movie ou outros subprodutos tóxicos hollywoodianos do género. Nada disso. Tecnicamente, Hobo with a Shotgun é muito bom. Um cuidado especial na fotografia, saturada e rica em detalhe, a iluminação é exuberante e competente a atingir aquilo a que se propõe. A narrativa não é especialmente meritória de um Nobel mas é servida a um ritmo competente e &#8220;just in time&#8221;. O detalhe dado às cenas é muito original, com uma densidade de boas ideias de produção rara num filme de acção. Uma estética de violência e um trabalho de câmara excepcional. Tem, no entanto, uma cortante falta de nudez e sexo que ficariam muito bem entre os 45 e os 50 minutos, antes da partida para a sequência final de mortandade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ver morrer é um prazer! Um belo serão que se passa à lareira a ver pessoas a falecer violentamente antes do seu tempo junto da nossa amada, quem sabe para comemorar um aniversário de casamento ou de namoro. Estou a gozar, obviamente. Vejam-no sozinhos ou com colegas da ganza, senão as vossas senhoras infernizar-vos-ão o juízo até ao dia do juízo final e sempre que estiverem quase a perder uma discussão irão dizer &#8220;<em>Ai é? E aquele filme que me fizeste ver no nosso primeiro aniversário? Aquela coisa horrível que me fez correr para casa dos teu melhor amigo à procura de um ombro para chorar. E por causa deste filme de merda uma coisa levou à outra e quando dei por ela já o video tinha 449.893 hits no pornotube, o dobro do video mais visitado da tua mãe!</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><object width="425" height="269"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ssHEAOrAdCU?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ssHEAOrAdCU?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="269"></embed></object></p>
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		<title>O Anel de Noivado</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Apr 2011 23:55:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigo]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA0L3RyaW9vZGVtaXJhLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="trioodemira" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/04/trioodemira_thumb.jpg" border="0" alt="trioodemira" width="425" height="338" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">1991, Agosto em Monte Gordo. Tinha acabado de recuperar a consciência daquilo que vim mais tarde a saber ser um black out de 21 horas. Parecia ser uma festa de Verão e milhares de respeitosas donas de casa vibravam libidinosamente ao som de uma banda em palco. Demorei algum tempo a perceber o que se passava, o som enrolado em flanger e um forte sabor a laca Fiero que parecia escorrer em bica pelo esófago não ajudavam a melhorar a percepção. Cedo percebi que os Trio Odemira tocavam Anel de Noivado e fui apanhado desprotegido no meio das suas harmonias hipnóticas e na execução perfeita de uma música que já na altura era um velho clássico. “<em>Inundada no seu pranto. O seu vestido vai molhando, Ao chorar de amor por mim</em>”, cantavam imperturbáveis pelos gritos histéricos, desmaios e apelos ao deboche adúltero. “<em>Faz-me um filho</em>”, gritava uma octogenária semi-nua estranhamente atraente que parecia acariciar-se ao meu lado. Não sei se foi do álcool, das drogas ou de uma cataplana de peixe que não me caiu nada bem, mas senti um capacete de eletricidade estática a massajar-me as têmporas, como tentáculos de ondas alfa e impulsos de telequinese,  e os edifícios pareciam ondular ao ritmo dengoso dos baladeiros alentejanos. Anos mais tarde, depois de ter visto recusada uma proposta de tese de final de curso sobre os Trio Odemira e das terapias de eletrochoque se terem revelado inúteis para apagar esta memória parasita, aprendi a viver com ela e hoje vou partilhar convosco o potencial cinematográfico de tão melosa balada.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4301"></span>Anel de Noivado tem um poderoso motor narrativo que ficou de fora da letra, uma vez que o Trio se ficou por alegorias, contornos fotonovelisticos e frases tipicamente papa-velhas. A verdadeira história por detrás deste megadrama? Reza a lenda que a música (canção) se baseia numa história verídica. Um jovem casal de namorados loucamente apaixonados (pois claro!) estava em fase de noivado quando o rapaz foi chamado para combater no ultramar. Passou lá uns anos e a certa altura deixou de dar notícias. Chegou à aldeia a notícia de que o jovem tinha morrido heroicamente em combate e não mais voltaria à sua amada. Ora, nos anos 60 (ou 70), gaja solteira com mais de 23 anos é bacalhau seco que já não vai menstruar o suficiente para ter 8 filhos e toca a casar a garota com o pretendente número dois. Mas nas vésperas do casamento eis que o noivo original aparece, crispado pelos horrores da guerra e agastado pelos dezassete tipos de sífilis e febres gonorreicas que contraiu em África. Vai ao casamento daquela que foi a sua amada e ambos se encontram “<em>estava ela já casada, a mulher que eu adorei</em>”. Desejou-lhe que fosse sempre feliz e separaram-se em pranto profundo com múltiplas camadas de drama e certamente uma noite de núpcias com sexo pouco inspirado.</p>
<p style="text-align: justify;">Teria sido o pretendente número dois a mexer os cordelinhos para que a miúda lhe viesse cair nos braços? Teriam as cartas ficado pelo caminho vítimas de um carteiro incompetente, um sistema de distribuição falhado ou à falta de coragem da noiva em dizer que ler lhe dava seca e preferia ver as imagens das fotonovelas eróticas suecas em que “membros latejantes túrgidos” exploravam regularmente “cavernas húmidas do amor”? Ou poderia ainda ser o noivo original a criar a situação, porque teria chegado à conclusão que a miúda era apenas uma sopeira de aldeia com falta de visão global e incapacidade de perceber raciocínios abstratos ou, pior, uma paixoneta pelo seu segundo sargento, um negro de Algés conhecido como o “<span style="color: #333333;">Pata de Cavalo”. </span></p>
<p style="text-align: justify;">Assim, do ponto de vista cinematográfico, a felpuda historieta que os Trio Odemira tecem no Anel de Noivado seria apenas o início de uma história que poderia muito bem seguir a estrutura de um Rashomon de Kurosawa, um entrecortado confuso e enganador como 21 Grams ou mesmo a já tradicional inversão total de Memento ou Irreversible. Meu Deus, as possibilidades são infinitas de criar algo com o que o Trio nos deu. Imaginem as sequências de combate em plena baixa de Bissau ou nas estepes do Huambo, a cena do lança chamas num machibombo superlotado, uma <em>dream sequence</em> lésbica quando o nosso herói estivesse sob a influência de morfina depois de quase ter perdido um braço num obus mal configurado, a oneliner final antes de arrancar a cabeça ao seu rival (segundo pretendente) com uma caçadeira de canos serrados à queima-roupa. Cheira-me mesmo a trilogia. Uma prequela, uma sequela. Quem sabe um spin-off ou mesmo uma série de TV das aventuras de uma equipa de profissionais dos CTT que contrabandeavam drogas para as linhas de combates e muitas vezes negligenciavam a distribuição na sua zona natal, o Alentejo.</p>
<p style="text-align: justify;">Posto isto podem-me chamar velhadas e antiquado. Mas se ser antiquado é gostar de ter os testículos acariciados no sentido dos ponteiro do relógio, então sim, confesso, sou um antiquado.Vá, façam lá a vossa mãe (ou avó se tiverem menos de 30 anos) feliz e dancem com a vossa amante imaginária ao som do mais subvalorizado hino da música nacional. Mas vistam ao menos umas calcinhas, porque isto não é Diapasão.</p>
<p>Para a semana: A musicalidade do leitão da bairrada.</p>
<p>&nbsp;<br />
<object width="425" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WI65OUKhrac?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/v/WI65OUKhrac?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>The Human Centipede (First Sequence) (2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 22:19:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[O sub-género do cinema de terror chamado torture porn vive tempos de expansão. Não é um estilo que goste, longe disso. Acho-o inutilmente excessivo, gratuito, exibicionista e vazio de mensagem ou narrativa. É o choque pelo choque, a tortura em lume brando, que não é nada de novo. A cada dez anos surge uma vaga [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4241" title="the-human-centipede-first-sequence-3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/the-human-centipede-first-sequence-3.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
<p style="text-align: justify;">O sub-género do cinema de terror chamado torture porn vive tempos de expansão. Não é um estilo que goste, longe disso. Acho-o inutilmente excessivo, gratuito, exibicionista e vazio de mensagem ou narrativa. É o choque pelo choque, a tortura em lume brando, que não é nada de novo. A cada dez anos surge uma vaga desse cinema. Human Centipede é um filme que encaixa neste estilo, um filme que nasceu da especulação mediática dos sites e revistas da especialidade. E foi esta habitual desonestidade do hype que nos obrigou a vê-lo. Porque isto é mesmo assim, tínhamos que o ver. E a única conclusão a que chegamos é que Kevin Smith tinha razão em Clerks II: &#8220;<em>You never go ass to mouth!</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4240"></span>Mas pronto, como no mesmíssimo Clerks II Rosario Dawson respondeu a esta questão com um apaixonado &#8220;<em>Sometimes, in the heat of the moment, it&#8217;s forgivable to go ass to mouth.</em>&#8220;, quem somos nós para não dar uma oportunidade a Human Centipede. Obviamente que acaba por ser tempo mal gasto, porque este filme não merece a nossa atenção, não merece que tiremos tempo para conviver com as pessoas que realmente amamos para o ver. Sim, porque eu nunca me atreveria a ver tal filme com alguém que ame.</p>
<p style="text-align: justify;">Então a narrativa é mais ou menos esta: um cientista louco rapta 3 pessoas para fazer uma centopeia humana. Ora, esta centopeia consiste em unir cirurgicamente a boca de uma pessoas ao recto da pessoa da frente, criando assim uma criatura com um sistema digestivo comum, o que significa que o segundo tem que comer o que o primeiro caga e o terceiro é um desgraçado que já nem isso apanha, mas pelo menos não lhe cozem uma boca no buraco do cu. E é isto. Depois eles tentam fugir, o cientista luta, aparecem pessoas que acham estranho, yada yada yada.</p>
<p style="text-align: justify;">Senti-me violado por esta porcaria de filme, apesar de não esperar nada de bom. Confesso, estava a pedi-las.  Como os acidentes na estrada, quando sabemos que algo horrível está no meio daquelas ambulâncias mas não conseguimos desviar o olhar. Espera-se uma continuação para este farsa idiótica com o subtítulo de &#8220;Full Sequence&#8221;. Felizmente consegui encontrar uma imagem de pré-produção para partilhar convosco.</p>
<p style="text-align: center;"><em>(clicar para ampliar)</em></p>
<div id="attachment_4243" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px"><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzAyLzMuanBn"><img class="size-medium wp-image-4243 " title="The Human Centipede - Full Sequence" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/3-425x283.jpg" alt="The Human Centipede - Full Sequence" width="425" height="283" /></a><p class="wp-caption-text">The Human Centipede - Full Sequence (pre-production shot)</p></div>
<p style="text-align: justify;">Especial atenção ao cão&#8230;</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4240" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/08/ninja-assassin-2009/" title="Ninja Assassin (2009)">Ninja Assassin (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/11/mutants-2009/" title="Mutants (2009)">Mutants (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/17/the-road-2009/" title="The Road (2009)">The Road (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/30/surrogates-2009/" title="Surrogates (2009)">Surrogates (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/29/dexter-season-4-comecou/" title="Dexter, Season 4. Começou&#8230;">Dexter, Season 4. Começou&#8230;</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/17/babylon-a-d-2008/" title="Babylon A.D. (2008) ">Babylon A.D. (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/15/la-horde-2009/" title="La Horde (2009)">La Horde (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/04/resident-evil-afterlife-3d-2010/" title="Resident Evil: Afterlife 3D (2010)">Resident Evil: Afterlife 3D (2010)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Porky&#8217;s (1982)</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Feb 2011 15:47:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzAyL3Bvcmt5cy5qcGc="><img class="aligncenter size-full wp-image-4233" title="porky's" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/porkys.jpg" alt="" width="425" height="266" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nenhum filme exemplifica com tanta fidelidade a violenta efervescência hormonal pós-puberdade como Porky&#8217;s. Ver este filme foi durante muitos anos ritual de iniciação do jovens imberbes ao fabuloso mundo do deboche que prometia um futuro radiante pleno de sexo sem fim à vista, tal manual de iniciação para saber como não agir numa casa de alterne e para gerir erecções involuntárias. Além disso servia como detector de receptividade sexual, uma vez que todas as gajas que se rissem das badalhoquices e que engolissem em seco durante as cenas mais eróticas eram garantidamente carne para canhão.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4228"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos, porém, associar este filme aos modernos filmes de ritual de passagem para adolescentes ou dizer que se trata do American Pie dos anos 80. Porky&#8217;s, visto agora com os olhos da desilusão de todas as promessas falhadas da adolescência, é um filme profundo, uma caracterização das dores do crescimento. Não se trata apenas de um grupo de amigos que se esforça de modo sobre-humano para obter serviços sexuais (grátis ou pagos), mas de uma gama completa de problemas relacionados com a agrura de entrar no mundo dos adultos. Temos violência doméstica, sexo e prostituição sem falsos moralismos, crime, abuso de poder e a omnipresente humilhação pública. Tudo embrulhado num filme que em nada tem a ver com a limpeza politicamente correcta dos filmes que nos apoquentam hoje em dia. É, digamos, divertidamente profundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por lá também se pode ver a pelagem púbica de Kim Cattrall, de um tempo anterior ao tempo, antes de ser aquela carcassa ninfomaníaca com tendência para a zoopoligamia, do tempo em ainda lubrificava naturalmente. Jovem, firme, inocente e, muito importante, de rabo ao léu. Rabo intocado ainda pela cruel ditadura do bisturi estético. Um belo rabinho, portanto!</p>
<p style="text-align: justify;">Curiosamente não me lembrava que o filme era passado nos anos 50. Além de um boa narrativa temos uma caracterização de época muito interessante, com toda uma indumentária rockabilly e os fabulosos carros. E com uns pequenos elementos multimédia vos deixo, na esperança que façam deste um mundo melhor ou que, pelo menos, não estraguem mais do que que está.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><object width="425" height="266"><param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/7-RwhYCtwAk?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="266" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/7-RwhYCtwAk?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Cá está, Kim Cattrall de rabo ao léu!</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4234" title="porkys2" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/porkys2.jpg" alt="" width="425" height="446" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4235" title="porkys3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/porkys3.jpg" alt="" width="425" height="461" /></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4228" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/26/cobra-1986/" title="Cobra (1986)">Cobra (1986)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/01/the-wicker-man-1973/" title="The Wicker Man (1973)">The Wicker Man (1973)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/15/adventureland-2009/" title="Adventureland (2009)">Adventureland (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/28/noite-escura-2004/" title="Noite Escura (2004) ">Noite Escura (2004) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/10/what-happens-in-vegas-2008/" title="What Happens In Vegas (2008) ">What Happens In Vegas (2008) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Wicker Man (1973)</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 23:54:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se é verdade que o estilo &#8220;blockbuster charlatão e untuoso&#8221; vive da contemporaneidade e do cutting edge tecnológico fazendo parecer velho um filme com dois anos, o mesmo não se pode aplicar a um filme que vive de narrativa e engenho criativo. É que antigamente também se escrevia. Usavam-se uns artefactos oblongos chamados &#8220;canetas&#8221; que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4008" title="thewickerman1973" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/thewickerman1973.jpg" alt="" width="425" height="243" /></p>
<p style="text-align: justify;">Se é verdade que o estilo &#8220;blockbuster charlatão e untuoso&#8221; vive da contemporaneidade e do cutting edge tecnológico fazendo parecer velho um filme com dois  anos, o mesmo não se pode aplicar a um filme que vive de narrativa e engenho criativo. É que antigamente também se escrevia. Usavam-se uns artefactos oblongos chamados &#8220;canetas&#8221; que estampavam caracteres directamente no papel sem necessidade de impressora. E escrevia-se com muita qualidade, por estranho que possa parecer. E que o digam os produtores da Hollywood actual, que conseguem simular virtualmente a vida, o universo e tudo mais, mas quando precisam de uma história que não envolva tiroteio despropositado e aniquilação de meia Nova Iorque  por entidades imaginárias têm que se virar para os argumentos de outrora, nem que seja para lhes fazer o downgrade de excelência para brainless action movie de tiroteio despropositado e aniquilação de meia Nova Iorque entidades imaginárias.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4007"></span>The Wicker Man é um fabuloso filme de 1973 que nos conta a história de um polícia escocês fortemente religioso que é enviado para uma comunidade insular para resolver o misterioso desaparecimento de uma menina. A forte mentalidade conservadora do polícia vai colidir com uma população de tradição pagã com raízes nos rituais pré-cristãos europeus.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma narrativa com uma ritmo evolutivo muito poderoso, que nos absorve por completo em direcção a um climax que faz parte já da cultura popular e que catapultou este Wicker Man para o estatuto de clássico. É um twist do tempo em que o twist era uma instituição. O ambiente é deliciosamente surreal, ainda mais vincado pela visão very british conservadora o personagem principal. É de tal modo apelativo que para o final do filme começamos a achar que o polícia é que é estranho por não ser bizarro como os outros. Destaque para um Cristopher Lee em grande forma no papel de vilão (palavra esta que tem que ser dita com sotaque brasileiro).</p>
<p style="text-align: justify;">Wicker Man propagou-se de tal modo pela cultura pop que existe hoje em dia um festival de Verão no local das filmagens chamado precisamente Wickerman Festival, dedicado a expressões musicais alternativas (e outras mais comerciais para atrair publico). Os próprios Iron Maiden têm uma música chamada Wicker Man inspirada neste filme. Além disso, cada vez que vejo dois ou três aldeões com riso malandro fico com arrepios de medo temendo a fatídica defunção do protagonista deste filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Há um remake de 2006 que nunca vi, mas uma pesquisa no YouTube por &#8220;Nicolas Cage Punches A Woman Whilst Wearing A Bear Suit&#8221; são um bom indicativo que saltar por cima deste remake é uma boa opção de vida.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4007" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/17/barbarella-1968/" title="Barbarella (1968) ">Barbarella (1968) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/28/noite-escura-2004/" title="Noite Escura (2004) ">Noite Escura (2004) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/10/what-happens-in-vegas-2008/" title="What Happens In Vegas (2008) ">What Happens In Vegas (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/03/thirst-2009-a-k-a-bakjwi/" title="Thirst (2009) a.k.a. Bakjwi">Thirst (2009) a.k.a. Bakjwi</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/15/dellamorte-dellamore-1994/" title="Dellamorte Dellamore (1994)">Dellamorte Dellamore (1994)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/14/chronicles-of-wormwood-banda-desenhada/" title="Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada">Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/09/house-of-wax-2005/" title="House of Wax (2005)">House of Wax (2005)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 22:35:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O género cinematográfico &#8220;alienígena escaganifobético&#8221; não é um exclusivo dos últimos anos. Cada época, cada cinematografia ou onda tendencial tem os seus exemplares. The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension é um delírio dos anos 80, uma obra de tão genial bizarria que não podemos evitar fazer constantemente a pergunta &#8220;Como é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4127" title="buckaroo6" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/buckaroo6.jpg" alt="" width="425" height="425" /></p>
<p style="text-align: justify;">O género cinematográfico &#8220;alienígena escaganifobético&#8221; não é um exclusivo dos últimos anos. Cada época, cada cinematografia ou onda tendencial tem os seus exemplares. The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension é um delírio dos anos 80, uma obra de tão genial bizarria que não podemos evitar fazer constantemente a pergunta &#8220;Como é que alguém autorizou tal coisa?&#8221;. Rock star, neurocirurgião, físico quântico, herói da banda desenhada e aventureiro. Apresento-vos Buckaroo Banzai, herói nipo-americano capaz de salvar o planeta Terra das garras dos demoníacos seres da oitava dimensão, todos chamados John.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4053"></span>Basta ver Jeff Goldblum vestido de cowboy de extremo garrido farfalhudo para perceber que não estamos perante um filme normal, mesmo para os canones alucinogénicos dos anos 80. Também não se pode dizer que seja um experimentalismo série Z, para encher prateleiras de clubes de vídeo ou passar em horas obscuras em canais de cabo. Nada disso. Buckaroo Banzai foi uma tentativa gorada de criar um novo tipo super-herói, um estilo mais &#8220;comic sem super-heróis&#8221;, num mix de acção com comédia de exageros, como foi este ano que passou Scott Pilgrim, por exemplo. Mas neste caso com chumaços para os ombros e bolas de espelhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ponto de realce neste épico esquecido pelas areias do tempo é a invejável lista de actores. Ora vejamos; Peter Weller (Robocop, oh yeah!), John Lithgow (Supreme Commander), Jeff Goldblum ou ainda o mítico Christopher Lloyd (aka Doc Brown). Todos em inesquecíveis personagens, para o bem ou para o mal. É pena o argumento ser pobrezinho em conceito, porque realmente existe algum potencial num filme contenha a expressão &#8220;across the 8th dimension&#8221; no título.</p>
<p style="text-align: justify;">Vou fazer uma coisa que não faço há algum tempo, um resumo livre. Ora vejamos&#8230; Buckaroo Banzai testa um novo sistema de navegação que permite, entre outras coisas, atravessar montanhas ou volumes de alta densidade sem haver contacto. O problema é que Banzai entra em contacto com umas criaturas malandrecas a meio de uma experiência. Está dado início ao plano dos agentes adormecidos dos maléficos malandrins da oitava dimensão, curiosamente todos chamados John. E quando o mundo está prestes a ceder à hegemonia alienígena, um extra-terrestre (rastafari) do mesmo planeta alia-se às temíveis hordes de Buckaroo Banzai  pela reconquista da liberdade planetária, numa batalha de proporções épica, onde as mais poderosas super-potências não podem fazer mais que assistir a Buckaroo distribuir bofetada em lombo alienígeno. Além disso temos uma criança de 12 anos a usar um metralhadora sem supervisão de um adulto, uma melancia misteriosa cuja utilidade não é nunca revelada e uma sequência de créditos finais de antologia.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom e se isto não vos convenceu, acho que nada nunca vos poderá convencer&#8230; Talvez esta secção de multimédia ajude. Já agora, se estiverem interessados em ver uma versão em HD sem terem que pagar, basta que tenham Zon. Está a passar incessantemente no canal MOV. Quando digo &#8220;sem terem que pagar&#8221; e &#8220;basta que tenham Zon&#8221; na mesma frase estou a cometer um erro que pode causar a implosão da realidade e a anulação de grande parte da Via Láctea perante o contacto de tanta anti-matéria.</p>
<p>Trailer:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="260" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/0gNJ1z-ulB4?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="260" src="http://www.youtube.com/v/0gNJ1z-ulB4?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4129" title="buckaroo1" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/buckaroo1.jpg" alt="" width="410" height="240" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4130" title="buckaroo3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/buckaroo3.jpg" alt="" width="406" height="312" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4132" title="buckaroo5" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/buckaroo5.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4053" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/13/porque-hoje-e-dia-do-pai-em-tatooine/" title="Porque hoje é dia do Pai em Tatooine">Porque hoje é dia do Pai em Tatooine</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/18/series-de-ficcao-cientifica-dos-anos-80/" title="Séries de Ficção Científica dos anos 80">Séries de Ficção Científica dos anos 80</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/05/o-anel-de-noivado/" title="O Anel de Noivado">O Anel de Noivado</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/01/2774/" title="4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos">4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/18/anvil-the-story-of-anvil-2008/" title="Anvil! The Story of Anvil (2008) ">Anvil! The Story of Anvil (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/07/teen-wolf-1985/" title="Teen Wolf (1985)">Teen Wolf (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/04/500-days-of-summer-2009/" title="(500) Days of Summer (2009) ">(500) Days of Summer (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/18/the-hitchhikers-guide-to-the-galaxy-2005/" title="The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) ">The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Get Him to the Greek (2010)</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 23:40:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos anos 80 o humor era dominado pelos irmãos Zucker e pelos seus alucinados filmes propulsionados a Leslie Nielsen, lenda da comédia que há pouco nos abandonou. Nos anos 90 os irmãos Farrelly dominavam o mercado com filmes desvairados com excesso de fluidos corporais para o gosto de toda a gente. Nos dias que correm [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4085" title="gethimtothegreek" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/gethimtothegreek.jpg" alt="" width="425" height="230" /></p>
<p style="text-align: justify;">Nos anos 80 o humor era dominado pelos irmãos Zucker e pelos seus alucinados filmes propulsionados a Leslie Nielsen, lenda da comédia que há pouco nos abandonou. Nos anos 90 os irmãos Farrelly dominavam o mercado com filmes desvairados com excesso de fluidos corporais para o gosto de toda a gente. Nos dias que correm o humor mainstream americano parece ser dominado comercialmente pelas comédias Apatow, uma espécie de Saturday Night Live 2.0 que vive  do excesso de explicações para situações banais da condição humana, de  desconforto circunstancial e da aproveitação abusiva de substâncias alteradoras de consciência. Comum a todas estas épocas estão os artifícios narrativos desonestos e excessivamente reciclados, o problema é que eu estou a ficar velho demais para achar piada a um badocha drogado a enfiar uma bola de cocaína no cu depois de se ter vomitado para cima do seu próprio casaco.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4066"></span>Estamos perante um filme que não é um mau filme. Não se pode dizer que nos vá horrorizar , criar uma fobia ou nos faça arder de febre alérgica. É um filme baseado num personagem de sucesso do filme Forgetting Sarah Marshall. O chamado &#8220;spinoff&#8221;, portanto. O ponto de partida, apesar de previsível, tem a sua piada. Espreitamos por detrás da vida decadente das estrelas do Rock e Pop, dos seus excessos e inseguranças, e todas as peripécias que daí possam advir. Nada de grandemente original, mas aceitável.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema deste filme é mesmo a fase final. Mais por culpa de um público que quer o happy ending com fogo de artificio e glorificação do herói, onde o amor tudo conquista, os maus muito maus merecem o devido castigo e os improváveis ganhadores exibem o sorriso sábio e feliz que precede uma lista de créditos finais. Tinha que assim ser para que o sucesso comercial (leia-se venda de bilhetes, dvds, direitos relacionados com todos os tipos de exibição comercial, marketing, product placement, etc) fosse atingido. Não me incomodo com isso. Já passei por essa fase. Apenas discordo, com todo o direito que me assiste. Eu, num mundo utópico de liberdade e justiça para todos, teria feito morrer o artista Rock e proceder à sua glorificação aos estilo Jim Morrison, James Dean, Kurt Kobain, etc. Mas seria um final sombrio, e para haver sucesso sexual no primeiro encontro é necessário que haja uma sensação de euforia depois da obrigatória ida ao cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">Apreciei os insultos a Lars Ulrich. Sou fã de Metallica desde o final dos anos 80, mas nunca suportei aquele tipo. Apreciei os cameos e o ambiente rockstar. Não recomendo que se pague muito por ele, mas é certamente um belo filme para ver em casal ou com um conjunto de amigos mais ecléctico em situações de dificuldade de escolher um filme levezinho que agrade a todos ou pelo menos que não ofenda ninguém.</p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4066" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/23/kick-ass-2010/" title="Kick-Ass (2010) ">Kick-Ass (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/05/o-anel-de-noivado/" title="O Anel de Noivado">O Anel de Noivado</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/03/05/the-social-network-2010/" title="The Social Network (2010)">The Social Network (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/09/macgruber-2010/" title="MacGruber (2010) ">MacGruber (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/11/knight-and-day-2010/" title="Knight and Day (2010)">Knight and Day (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/09/27/iron-man-2-2010/" title="Iron Man 2 (2010) ">Iron Man 2 (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/08/the-book-of-eli-2010/" title="The Book of Eli (2010)">The Book of Eli (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/26/a-complete-history-of-my-sexual-failures-2008/" title="A Complete History of My Sexual Failures (2008)">A Complete History of My Sexual Failures (2008)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Bruce Campbell (Hail to the king, baby!)</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Nov 2010 22:39:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sou um gajo mais direccionado para realizadores, directores de fotografia ou outros cargos menos cénicos e confesso que dou menos valor a actores. Temos actores terríveis que sob a batuta certa desempenham papéis excepcionais. Vejam o exemplo de Ben Stiller, o mais insuportável traste a caminhar a Terra. A cada filme dele o meu coração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4021" title="bruce01" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/bruce01.jpg" alt="" width="425" height="200" /></p>
<p style="text-align: justify;">Sou um gajo mais direccionado para realizadores, directores de fotografia ou outros cargos menos cénicos e confesso que dou menos valor a actores. Temos actores terríveis que sob a batuta certa desempenham papéis excepcionais. Vejam o exemplo de Ben Stiller, o mais insuportável traste a caminhar a Terra. A cada filme dele o meu coração morrer um pouco. Mas sob a direcção de Wes Anderson em The Royal Tenenbaums fez um trabalho exemplar. Ou Jeremy Irons, em tempos visto como a excelência, hoje em dia anda de cuecas em produções mainstream cujo índice de pirosice parece sair fora do gráfico.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas enquanto o meu lado direito do cérebro perde tempo com estas hesitações idiotas a afirmar não ter actores favoritos, o outro lado tosse levemente para chamar a atenção e sussurra de modo sexy «Bruce Campbel». E de repente se faz luz. Quem mais? Quem mais poderia escolher para actor favorito e icónico senão este anti-herói nato, mestre chacinador de zombies e com uma tendência para o lado negro. Ficam três filmes do mestre. Salvo seja&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4020"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4022" title="bruce02" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/bruce02.jpg" alt="" width="425" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Army of Darkness (1992):</strong> Sob a direcção de Sam Raimi, Bruce interpreta Ash, o herói dos heróis. Com uma mão substituída por uma motosserra (ver porquê em Evil Dead 2) e a outra com uma omnipresente caçadeira onde parecem nunca faltar munições, Ash vai decepando o exército das trevas entre oneliners míticas e bastante egoísmo que é, afinal, o seu instinto de sobrevivência. Com este filme estampou na História da 7ª arte a imagem do mata-zombies <em>ubbercool </em>que todos nós sonhámos outrora também ser. Bom, eu ainda mantenho uma velha caçadeira debaixo da cama porque nunca devemos descartar a hipótese de um apocalipse zombie.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4023" title="bruce04" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/bruce04.jpg" alt="" width="425" height="214" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Man with the Screaming Brain (2005):</strong> Bruce é um mix bizarro de has-been com wannabe. Além disso, qualquer presença sua em filme que não soe a série Z é o completo desnorteio por falta de contextualização. Assim temos mais uma vez Bruce a fazer o que faz melhor: um cientista da ex-URSS desenvolve uma técnica que permite recuperar o cérebro com pedaços de outro cérebro. Um taxista ex-KGB e uma psicótica cigana com ares de puta vingativa. Um robot vestido de operário da Quimigal que dança hip-hop. Uma sucessão de acidentes… et voilá! Let the cheesy fest begin!</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4024" title="bruce03" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/bruce03.jpg" alt="" width="425" height="249" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>My Name Is Bruce (2007):</strong> Tendo-se apercebido que a malta gosta é de Bruce Campbell, independentemente do filme que interpreta, Bruce decidiu realizar um filme em que uma versão estereotipada de si próprio, uma projecção do mito que é a fusão do actor com o personagem. E meter toda essa confusão num filme que retrata um homem que tem o estatuto que tem, mas cuja vida já correu melhor. Até um dia é requisitado para libertar uma pequena aldeia de uma presença paranormal incómoda. Um comédia pós-moderna, portanto! Não tem um argumento particularmente excitante, mas tem Bruce Campbell em todo o seu esplendor, e é apenas isso que interessa.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Nota do redactor<em>: Há uns largos meses , um blog de cinema pediu-me um texto sobre um  actor à minha escolha e a sua presença em três filmes. Disse que sim,  educado como sou, e enviei-lhe um texto. Hoje lembrei-me desse texto e,  ao que parece, o meu amigalhaço do tal blog deve ter aproveitado o texto  para limpar o rabinho porque não o publicou. Mas eu, tal  Lavoisier da blogosfera, não deixo que nada se perca e tudo se republique, deixo aqui hoje  publicado para bem de gerações futuras.<br />
</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">
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<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: &amp;amp;quot;">Sou um gajo mais direccionado para realizadores, directores de fotografia e confesso que dou menos valor à facção dos actores. Temos actores terríveis que sob a batuta certa desempenham papéis excepcionais. Vejam o exemplo de Ben Stiller, o mais insuportável traste a caminhar a Terra. A cada filme dele o meu coração morrer um pouco. Mas sob a direcção de Wes Anderson em The Royal Tenenbaums fez um trabalho exemplar. Ou Jeremy Irons, em tempos visto como a excelência, hoje em dia anda de cuecas em produções mainstream cujo índice de pirosice parece sair fora do gráfico. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: &amp;amp;quot;">Mas enquanto o meu lado direito do cérebro perdia tempo com estas hesitações idiotas, o outro lado tossiu levemente para chamar a atenção e sussurrou de modo sexy «<em>Bruce Campbel</em>». E de repente se fez luz. Quem mais? Quem mais poderia escolher senão este anti-herói nato, mestre chacinador de zombies e com uma tendência para o lado negro. Bom, actor já temos. Seguem os filmes.</span></p>
</div>
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		<title>Severance (2006)</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 14:50:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cada vez mais o mundo se leva a sério. Demasiado a sério! É um sinal dos tempos. Ninguém gosta de ser menosprezado, existe uma tendência de dar valor demais coisas que realmente não o têm. Olhem o cinema actual, por exemplo! Mais do que filmes que se levam demasiado a sério (e logo aí perderem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3948" title="severance" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/severance.jpg" alt="" width="425" height="306" /></p>
<p style="text-align: justify;">Cada vez mais o mundo se leva a sério. Demasiado a sério! É um sinal dos tempos. Ninguém gosta de ser menosprezado, existe uma tendência de dar valor demais coisas que realmente não o têm. Olhem o cinema actual, por exemplo! Mais do que filmes que se levam demasiado a sério (e logo aí perderem toda a piada), temos exércitos de pessoas que os levam a sério só porque o marketing ditou que assim tinha que ser, e depois têm medo de parecer menos inteligentes, eloquentes ou enciclopédicos que os seus compinchas. Mas felizmente que essa tendência não é globalizante. Filmes como Piranha, Machete ou este <em>muy british </em>Severance vêm demonstrar que o cinema divertido, descomprometido e de qualidade não está morto, ao contrário dos seus personagens que aparentam alguma dificuldade em manter a sua integridade física, seja por  perigo de degolação, mutilação, perfuração severa ou traumatismos múltiplos provocados por objecto contundente, condição normalmente conhecido por &#8220;facada no lombo&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3947"></span>Os funcionários de uma multinacional do armamento são enviados para um retiro de confraternização nas mais longínquas matas da Hungria. No entanto, um desentendimento com um motorista de autocarro de personalidade fogosa provoca o abandono do staff no meio da mais densa floresta. No escuro, sem carro, sem comunicações, sem maneira de se defenderem, perdidos e assustados com barulhos bizarros. E daqui até ao mais surreal festim de carnificina é um passinho.</p>
<p style="text-align: justify;">Severence faz sua a política do cinema de série B, que é o &#8220;Porque sim!&#8221; à resposta &#8220;Mas porquê?&#8221;. O buildup é quase instantâneo e as condições humorísticas que o rodeiam fazem perdoar toda a falta de lógica. O que acaba por ter toda a lógica, diga-se. O esquema &#8220;X pessoas entram, apenas o casal (e talvez um sidekick) saem&#8221; aplica-se aqui perfeitamente num divertido filme de série B que apesar de não ser extremamente original, tem mamas. E mamas, como todos sabemos, é um conceito que faz perdoar as mais vis atrocidades, seja o deslize na conta do cartão de crédito, seja a completa destruição de todo o património familiar acumulado ao longo de 5 séculos.</p>
<p style="text-align: justify;">Como pontos positivos temos a melhor utilização de uma armadilha para ursos alguma vez vista em cinema e duas strippers presas numa cova, cuja única possibilidade de fuga reside em usarem peças de roupa para fazer uma corda. E com isto vos aconselho a ver um filme de terror britânico que não torture porn, coisa que já vai sendo raro de se encontrar actualmente. Peguem nas pipocas, desliguem o telemovel, o facebook, o messenger, o twitter e o caralho a sete que vos distrai 10 em 10 segundos das coisas realmente importantes e toca a ver o que realmente interessa: matança!&#8230;</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="256" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/TVwBVm7yVE4?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="256" src="http://www.youtube.com/v/TVwBVm7yVE4?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3947" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/13/hobo-with-a-shotgun-2011/" title="Hobo with a Shotgun (2011)">Hobo with a Shotgun (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/19/martyrs-2008/" title="Martyrs (2008)">Martyrs (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/26/zombieland-2009/" title="Zombieland (2009)">Zombieland (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/18/series-de-ficcao-cientifica-dos-anos-80/" title="Séries de Ficção Científica dos anos 80">Séries de Ficção Científica dos anos 80</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Knight and Day (2010)</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Oct 2010 10:41:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A crise chega a todos e quando as familias deixam de ter dinheiro para ir ao cinema, Hollywood faz promoções, packs, leve 2 pague 1. Quando a Maria quer um filme de gaja e o  Tony Macho Dominante um filme de porrada a situação agudiza-se porque é preciso desembolsar 2x(2&#215;5.95), mais taxa de tanso 3D [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3895" title="knightandday" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/knightandday.jpg" alt="" width="425" height="233" /></p>
<p style="text-align: justify;">A crise chega a todos e quando as familias deixam de ter dinheiro para ir ao cinema, Hollywood faz promoções, packs, leve 2 pague 1. Quando a Maria quer um filme de gaja e o  Tony Macho Dominante um filme de porrada a situação agudiza-se porque é preciso desembolsar 2x(2&#215;5.95), mais taxa de tanso 3D se for o caso. A solução? Criar um filme de gaja com porrada e explosões à fartasana para que possam desfrutar os dois o mesmo filme e ainda lhes sobra dinheiro para comprar umas t-shirts de marca para que possam ser confundidos por pessoas bem sucedidas. Aí Knight and Day vai além da sua premissa, torna-se uma sinergia de horribilidade, pega em dois filmes potencialmente ignóbeis e transforma-os no epitomo de todo o xunga, o ponto onde todos os monstros dos filmes japoneses convivem amigavelmente com cães falantes, a Bridget Jones vai às compras com o Jason Vorhees e os 7 ninjas e o Chuck Norris faz amor apaixonadamente com o fantasma de Patrick Swayze.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3893"></span>O género de filme &#8220;Cameron Diaz em cuecas&#8221; é um sub-género bastante popular do filme de gaja. O género &#8220;Tom Cruise a gritar como uma menina enquanto coisas explodem à sua volta e carros parecem misteriosamente ganhar asas antes de se transformarem também numa bola de fogo&#8221; é outro imagem de marca das idiotices hollywoodianas de verão. Fundir estes dois estilos não é novidade. Quem não se lembra de &#8220;Mr. and Mrs. Smith&#8221;? Um misto do estilo &#8220;Angelina Jolie bamboleia as mamas de modo sexy enquanto fala posicionando os lábios de modo a parecer estar a chupar uma gaita e coisas explodem à sua volta enquanto os seus inimigos colapsam sem razão aparente à sua volta&#8221; com o estilo  &#8220;Brad Pitt faz charme durante duas horas e no final come a gaja&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas Knight and Day acaba por falhar miseravelmente naquilo a que se propõe. As gajas odeiam-no porque é demasiado irreal na sua violência e acção e os gajos detestam-no porque tem muito elemento efeminado. Além de ser um produto claramente de linha branca no que diz respeito à sua estrutura e dinâmica. Serve para quê? Exactamente, filme de domingo à tarde. Acordamos momentaneamente e lá está Cameron Diaz em cuecas, voltamos ao sonho e quando acordamos de pau feito lá está Tom Cruise a gritar como uma menina enquanto coisas explodem, balde de água fria, voltamos a dormitar e quando damos por ela é segunda feira e a nossa malvada rotina está de volta para nos agrilhoar à mundanez da nossa existência.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Resident Evil: Afterlife 3D (2010)</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Oct 2010 10:17:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É de estranhar que um duvidoso franchise de zombies receba o 4º filme sem que se adivinhe um abrandamento. Mas os números não mentem e os três primeiros Resident Evil são os filmes de zombies mais lucrativos do cinema. Ditam os números que se repita a dose enquanto houver lucro. Este quarto tomo deve ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3853" title="resevil2010" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/resevil2010.jpg" alt="" width="425" height="216" /></p>
<p style="text-align: justify;">É de estranhar que um duvidoso franchise de zombies receba o 4º filme sem que se adivinhe um abrandamento. Mas os números não mentem e os três primeiros Resident Evil são os filmes de zombies mais lucrativos do cinema. Ditam os números que se repita a dose enquanto houver lucro. Este quarto tomo deve ser analisado em três frentes: a sua qualidade enquanto filme de zombies, na sua qualidade de franchise inspirado num video game e em que é que o 3D vem contribuir para a nossa felicidade. É certo que tem gajas num arraial de bofetada que parece não ter fim e a Milla está no seu pico do sex appeal, mas Resident Evil continua tão infantil, simplório e desinteressante como no primeiro dia.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3851"></span>Para garantir uma experiência cinematográfica que não entedie basta haver uma (ou mais) gajas boas a abanar os atributos e a colocar-se constantemente em posições sugestivas? Sim, mas não num filme de zombies. Mila Jovovich está, de facto, com muito bom aspecto, mas a sua postura laroca não garante por si só um filme que se quer devastador. Daí que haja ainda outra gaja boa, com poses igualmente sugestivas para contrabalançar. Ainda assim não chega. Falta matança, cérebros,membros decepados e uma dose elevada carnificina essencial a qualquer filme de zombie que queira ser levado a sério. Talvez com mais tensão lésbica e, quem sabe, uma sessão de lambe carpete pudesse fazer esquecer a falta de matança.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema destes Resident Evil é aquele aspecto plastificado e asséptico. É como servir traçadinho em TetraPak em vez de um copo de três*. Não é natural. O esquema de passagens de nível e monstros finais é aborrecido e previsível, assim como os vilões que afinal não morrem e se despedem com um &#8220;We&#8217;ll meet again, Alice! Mu hu hu ha ha ha ha&#8221;. Além disso há um abuso do slow motion, ao ponto de ser possível ver o filme em 25 minutos se a velocidade de filmagem for ajustada para a velocidade real.</p>
<p style="text-align: justify;">A narrativa confundiu-me, uma vez que não me lembro da Alice ter aqueles poderes de Dragon Ball nos outros filmes. Dá-me ideia que ela era apenas uma durona mais forte que o habitual. Falta ali factor humano e credibilidade emocional, se o que se pretende é empatia pela condição humana. Uma equipa de actores vinda directamente do mundo das séries (Welcome back, Michael Scofield) faz o que se lhes pede e seguir aquele guião não é algo que dê muito trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Em relação ao 3D, digamos que é mais uma vez um artificio saca euros, porque a sua utilização é mínima durante o filme e para quem já usa óculos é irritante ter aqueles óculos de Tenente-Coronel do Vietname por cima. É desconfortável e a luz das escadas e do próprio projector reflecte na parte interna das lentes. É um horror. Oxalá esta tendência completamente irracional passe de uma vez por todas.</p>
<p style="text-align: justify;">*<strong> O copo de três:</strong> bem mais interessante do que dissecar Resident Evil é analisar a origem do copo de três. Quem frequentou tabernas por mais de 45 segundos certamente já ouviu falar do copo de três, o mítico copo que honra a degustação do vinho saído directamente da pipa. Ora, há quem diga que o copo de três seja uma alusão ao vinho 3 Marias, quando se pedia um copo de &#8220;3 Marias&#8221; encurtava-se para a expressão &#8220;Dê-me um copo de 3&#8243;. Bom, mas isto pode ter lógica e parecer bonito assim lido por um leigo, mas a explicação poder ser bem mais profundo do que parece à primeira vista. Os puristas dizem que se chama copo de três porque são precisos 3 copos desta medida para perfazer meio litro, uma medida popular aquando da mediatização cultural do copo de três. Eu não gosto muito de vinho, não o bebo com frequência e sou aficionado de uma terceira teoria, que é o modelo de copo. Quando as tabernas controlavam o mundo havia três medidas de copos, o copo de 1, 2 e 3. Obviamente que o povo quando queria esquecer as agruras do dia a dia escolhia logo o copo de medida 3, aquele que garantia o acesso imediato ao mais elevado estado de embriaguês, aquele que lhes permitia voltar a casa para uma escaldante noite de amor com o gado caprino.</p>
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		<title>As novas heroínas para o cinema de acção</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 16:20:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos comentários de um post anterior fui confrontado com uma questão que, parecendo à primeira vista uma parvoíce pegada, tem o seu quê de profundo: &#8220;Então se afinal a Angelina Jolie é uma anorética de rabo liso com insuficiente volume hemofílico para manter a consciência depois de um orgasmo, seja ele vaginal, anal, clitoriamente induzido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3834" title="Heroína para filmes de acção" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/actrizaccao.jpg" alt="" width="425" height="238" /></p>
<p style="text-align: justify;">Nos comentários de um post anterior fui confrontado com uma questão que, parecendo à primeira vista uma parvoíce pegada, tem o seu quê de profundo: &#8220;<em>Então se afinal a Angelina Jolie é uma anorética de rabo liso com insuficiente volume hemofílico para manter a  consciência  depois de um orgasmo, seja ele vaginal, anal, clitoriamente  induzido ou à  bofetada</em>.&#8221;, qual seria a minha sugestão para encabeçar uma nova geração de heroínas de filmes de acção? Depois de passar 3 dias na biblioteca municipal a consultar manuais de genética equidea e a grande enciclopédia das disfunções intestinais em bovinos de porte moderado , decidi debruçar-me sobre esta questão, que apesar de inútil não deixa de ser pertinente. Como de costume um top incompleto e sem numeração. Apenas 5 matulonas capaz de vos arrancar os tomates antes de acabarem de dizer &#8220;<em>Acho que essa calças te fazem o rabo parecer maior!</em>&#8220;</p>
<p><strong>Michelle Rodriguez</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3835" title="michellerodriguez" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/michellerodriguez.jpg" alt="" width="425" height="177" /></p>
<p style="text-align: justify;">O fogo latino jorra de si com tal imponência que a vontade de a ver esquartejar gente corre de lado a lado com a vontade de lhe ver as mamas. É a candidata natural que aparece sempre em primeiro lugar quanto tentamos pensar num action hero do sexo feminino. Ao contrário de outras mais lavadinhas e bem falantes, Michelle tem perfil para guerrilha, mato, actos selvagens na densidade das selvas equatoriais. Não se deixem enganar pelos lábios carnudos e pelo rabo desafiador de gravidade, pois esta garota rapidamente invertia os papéis e quando dessem por ela estavam amarrados a um radiador, com uma bola na boca e a serem comidos por trás com um strapon.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3777"></span></p>
<p><strong>Rose McGowan</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-3837" title="rose_mcgowan_aka_cherry_darling_planet_terror" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/rose_mcgowan_aka_cherry_darling_planet_terror.jpg" alt="" width="425" height="236" /><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quem viu Planet Terror não consegue apagar da memória a imagem de Cherry Darling a dizimar exércitos de zombies usando para o efeito uma metralhadora que usava como protese. Isto depois de ter perdido uma perna e usado temporariamente uma perna de mesa para efeitos de substituição. Aliado a esse efeito de &#8220;extreme badassness&#8221; temos ainda uma mulher carnuda, fortemente sensual (e sexual), capaz de revirar a cabeça a qualquer homem que inclua vagina no seu menu de preferências sexuais. Foi este bizarro implante orto-bélico que a catapultou para a ribalta com filmes que estão para estrear, nomeadamente o remake de Conan e o de Red Sonja.</p>
<p><strong>Katee Sackhoff</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3838" title="Battlestar-Starbuck-viper" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/Battlestar-Starbuck-viper.jpg" alt="" width="425" height="233" /></p>
<p style="text-align: justify;">Loura, escultural. Objecto de fantasia. Além da linguagem de taberneiro, consumir álcool como um GNR, frequentar bares de jogos ilegal e partir a boca a toda o macho que insinue superioridade. A Starbuck de Battlestar Galactica é a action hero por excelência. Além de dura como cornos é também uma criatura fortemente emocional, que se deixa levar pelos sentimentos. Imagino-a bem a saltar do Sci-Fi para os thrillers de perseguições, tiroteio e bofetada, com a cena de sexo e duche para se verem umas maminhas de soslaio. Casava-me com ela.</p>
<p><strong>Summer Glau</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-3839" title="terminatrix" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/terminatrix.jpg" alt="" width="425" height="262" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não se deixem iludir pelas aparências, pois esta doce e pequena Terminatrix é capaz de vos arrancar metade da gaita usando apenas os músculos vaginais. Sumer Glau tem vindo a acumular personagens que não se deixam intimidar por ninguém, com força hercúlea e com a elasticidade de uma ex-bailarina soviética convertida ao table dancing. Terminator: The Sarah Connor Chronicles, Serenity, Firefly, The Unit são apenas alguns action hits que o seu jovem curriculo já acumula.</p>
<p><strong>Milla Jovovich</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3841" title="Resident Evil Afterlife movie image Milla Jovovich" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/milla.jpg" alt="" width="425" height="242" /></p>
<p style="text-align: justify;">Há muitos anos que Milla é uma habitué dos filmes de acção em que entra como protagonista. Mas só agora começa a perder o corpo de menino de 10 anos e com a maternidade as suas formas luxuriantes de MILF começam a despontar. Vi recentemente o último Resident Evil, e apesar do filme ser um bocado foleiro, foi a primeira vez que a apreciei realmente num filme, muito por culpa de umas calças de licra tão justas que se denotava levemente o contorno do útero. E que ninguém duvide do seu jeitinho especial para a matança, talvez pelo facto de ser mais fácil levantá-la no ar com aqueles cabos do wire-fu.</p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 731px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">
<h1 class="header">Katee Sackhoff</h1>
</div>
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		<title>Le code a changé (2009)</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 08:44:06 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3826" title="lecodeachange" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/lecodeachange.jpg" alt="" width="425" height="317" /></p>
<p style="text-align: justify;">Hoje falamos de cinema francês. Não daqueles antigos filmes francófonos, das gajas de mamas pequenas em tronco nu, no Louvre de cigarro na mão, a recitar Baudelaire e a fazer mamadas. Hoje falamos num daqueles filmes franceses que são um misto de comédia de situação com drama existencial, que vive de uma aparente promiscuidade e no final parece acabar em lição de moral, mas uma cena extra transforma a mensagem na mais aterradora badalhoquice. Estão a perceber? Claro que não. Afinal quem é que lê críticas de filmes franceses?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3801"></span>O cinema francês tem dificuldade em penetrar no mercado nacional. Mais por culpa do preconceito, porque as pessoas acham &#8220;estranho&#8221; ver um filme que não seja falado em inglês. Ou melhor ainda, acham estranho um filme que não seja falado em inglês de sotaque americano. É comum alguém dizer que não vê filmes franceses porque não aguenta ouvir a língua. Mas filmes de sucesso como Amélie ou a afamada festa do cinema francês, que tem a sua 11ª edição à porta, vieram ajudar à reputação da cinematografia destes repelentes de ciganos. Mas isto não quer necessariamente dizer que haja mais gente a ver cinema francês, há apenas menos gente a dizer que detesta porque começa a parecer mal e inculto.</p>
<p style="text-align: justify;">Le Code à Change é a história de um jantar no apartamento de um casal, com um grupo de pessoas que não se conhece entre si, apenas os anfitriões são amigos comuns. Escusado será dizer que todos os casais e pessoas sem par sofrem de uma ou outra perturbação emocional mascarada socialmente, como na vida real, diga-se em abono da verdade. A meio do filme temos um flashforward de um ano onde a realidade daquela gente parece ter sido radicalmente alterada pelos eventos daquele jantar. De volta ao jantar tudo será explicado. Nenhuma gaja mostra as mamas e mas mamadas são todas offscreen.</p>
<p style="text-align: justify;">Ambiente tipicamente francês, que feitas as devidas traduções culturais acaba por ser mais ou menos como o nosso, tirando o excesso de queijo e as decorações à Luis XIV, é um filme leve sem grandes ambições culturais, mas que se vê bem como substituto de &#8220;comédia romântica&#8221; americana. O objectivo poderá ser o mesmo, mas aqui temos mais densidade, mais narrativas paralelas e artifícios narrativos não-lineares, o que a torna diferente dos comuns filmes de gaja.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é uma obra prima, mas também não me matou. Vi acompanhado com a minha esposa o que acaba por alterar a percepção da experiência de ver um filme. Se estivesse sozinho teria parado aos 3 minutos e teria colocado qualquer coisa com cabeças decepadas na cena inicial ou ficção científica dos anos 60. O mais provável seria mesmo porno&#8230;</p>
<p><!--more--></p>
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		<title>Iron Man 2 (2010)</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Sep 2010 20:57:02 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3822" title="ironman2" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/ironman2.jpg" alt="" width="425" height="232" /></p>
<p style="text-align: justify;">No final de Iron Man 2 mijei-me de pânico pelas pernas abaixo por ter tido uma pequena amostra daquele que é o meu maior pesadelo. Uma ameaça que há anos paira sobre nós, qual piano de cauda, que vai e volta consoante as marés. Um evento que poderá por si só por fim à humanidade tal como a conhecemos, nem que seja por breves segundos. Estou a falar, como é óbvio, do ameaçado remake de Robocop, essa incerteza que nos retira  força de vida a cada dia que passa.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3794"></span>Verdade seja dita que o primeiro Iron Man foi para mim uma agradável surpresa. Preparava-me para assistir ao mais abominável dos filmes quando fui conquistado, plano após plano, por uma energética nova abordagem cinematográfica ao universo Marvel, ao contrário dos anteriores esforços plastificados, forrados a CGI nada realista e fogo de artificio para talegos. Neste primeiro Iron Man há uma réstia de honradez humana, um pulsar emocional com o qual nos possamos identificar. Não no facto de todos termos problemas quando vestimos a nossa armadura de robot voador assassino, mas no facto de se sentir a urgência do sofrimento humano, o instinto de sobrevivência. Excluo desta bela alegoria os 15 minutos finais, o tal fogo de artificio obrigatório para talegos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o mesmo não esperava desta segunda parte. Não porque o meu superior instinto cinéfilo me fez desconfiar, mas porque por toda a parte choviam críticas com uma mensagem comum: o filme não vale uma merda.</p>
<p style="text-align: justify;">E mais uma vez lá fui eu ver outro Iron Man preparado para assistir ao mais abominável dos filmes. No final outra surpresa. Iron Man não é definitivamente o mais abominável dos filmes, é apenas mais um filme abominável, que não sendo propriamente um elogia acaba por o equiparar ao estatuto de &#8220;Blockbuster Comum&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">A única coisa que pode salvar este Iron Man 2 dos poços da fetidez cinematográfica é a performance de alguns actores que salvam o filme com o pêlo. Tenho que admitir que gosto cada vez mais de Mickey Rourke, esse actor renascido que parece um misto de Bruce Willis caído num bidão de ácido sulfúrico com um Stallone fundido num pod de teletransporte com Snoop Doggy Dog, mas em louro. Consegue fazer um excelente vilão ou um extremoso pai de família. Robert Downey Jr. também faz um fantástico Tony Stark ao ponto de ser dificil de imaginar outro actor no papel. Por outro lado, o feminino, Scarlett Johansson abana o rabo e faz miau (e mais nada) e Gwyneth Paltrow é um ódio pessoal que tenho, por isso nada que possa dizer dela a eleva acima de enjoada com eterno sindrome pré-mestrual. Mal representado, o lado feminino.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, o certo é que Iron Man 2 nada mais é do que um longo teaser trailer, promo movie dos Avengers que devem estar por aí a estrear, mais ano menos ano. E baseado no que vi até agora desse teaser / promo trailer a minha vontade de o ver equipara-se em expectativa à minha vontade de entalar os testículos na gaveta das meias por acidente. Já agora, quem diabos é o Nick Fury? Eu de Marvel não tenho grande background, só as capas de Wonderwoman que usava para esgalhar o pessegueiro na quarta classe.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme acaba por ser um CGI porn com narrativa errática e débil, quase inexistente. Tem os seus momentos que rapidamente se esquecem devido à estupidez da batalha final. Podia ser pior&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
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