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	<title>CinemaXunga &#187; independente</title>
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		<title>Apollo 18 (2011)</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 15:37:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ainda há muita gente que não compreende como é que uma civilização que soube ultrapassar obstáculos de infinita complexidade para meter pessoas a passear na lua não é capaz de conseguir arranjar uma solução eficaz para acabar com a epidemia de cinema merdoso que vem contagiando o planeta. A eterna fonte da sonhos e desejos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzExL2Fwb2xsbzE4LWJsb2cuanBn"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="apollo18-blog" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/11/apollo18-blog_thumb.jpg" alt="apollo18-blog" width="425" height="344" border="0" /></a></p>
<p align="justify">Ainda há muita gente que não compreende como é que uma civilização que soube ultrapassar obstáculos de infinita complexidade para meter pessoas a passear na lua não é capaz de conseguir arranjar uma solução eficaz para acabar com a epidemia de cinema merdoso que vem contagiando o planeta. A eterna fonte da sonhos e desejos que vem transformando a nossa nobre sociedade num grupo de idiotas sociopatas egoístas e a ideia crescente nas adolescentes que a melhor maneira de manter a virgindade é levar no cu. O que nos leva ao nosso filme de hoje, Apollo 18.</p>
<p align="justify"><span id="more-4511"></span>O mockumentary, esse género tão nobre que nos tem trazido pérolas de especial preciosidade. Obras superiores como Zelig, This is Spinal Tap, Man Bites Dog, Forgotten Silver ou as incontornáveis obras de Sacha Baron Cohen. Pessoalmente sou incapaz de resistir a uma premissa de mockumentary, uma fuga à realidade mundana numa estética de documentário, uma realidade alternativa, o famoso “what if?…”</p>
<p align="justify">Apollo 18 começou a fazer a sua tímida propaganda sob a forma de um trailer que parecia ter tudo para não falhar. Uma missão secreta à Lua depois de ter sido encerrado o projecto Apollo. Imagens até agora nunca vistas guardadas nos mais secretos cofres da Nasa foram contrabandeadas para a Internet. Finalmente vai saber-se a verdade. Senti-me atraído pelo filme com um bêbado por um urinol.</p>
<p align="justify">E eis que não me contive quando o filme <span style="text-decoration: line-through;">estreou</span> deu à costa  nos locais habituais. Atirei-me a ele como cão ao bofe, ignorando de todos os meus compromissos familiares, parentais, profissionais e conjugais. A salivar com a esperança de uma criança, acreditar que seria um filme que ecoaria na eternidade como um bom exemplo de “filmezinho à maneira”.</p>
<p align="justify">Escusado será dizer que mais valia ter ficado a contemplar as minhas irregulares formas testiculares com um espelho que comprei especialmente para o efeito ou apreciar a rara beleza equídea da minha vizinha 3º frente enquanto esta apara cuidadosamente as unhas dos pés para a rua com um alicate de cortar aço de 12 polegadas, tentando acertar nas crianças que brincam no parque em frente. Para aqueles fraquinhos em raciocínio abstrato, digamos que não correspondeu à minhas expectativas.</p>
<p align="justify">Há uma enorme preocupação no build-up, na criação de um mistério que começa mesmo antes no filme, nos próprios trailers e no merchandise associado ao filme. E, claro, todos nós temos meia dúzia de teorias obscuras que envolvem a Lua que gostaríamos de ver abordadas, sejam os nazis escondidos na Lua, as estruturas alienígenas no lado negro, a simulação da aterragem lunar, o bunker ultra-secreto onde estão guardados os ADNs dos principais dirigentes do planeta ou a cassete do Tomás Taveira onde estarão as alegadas cenas com as gajas famosas.</p>
<p align="justify">Mas o que se vê é apenas uma lenta marcha para um mistério muito fraquinho, que nos faz soltar um tímido “Ah, só isto?” e apagar o ficheiro com a cabeça inclinada em sinal de vergonha.</p>
<p align="justify">Há coisas boas. O esforço em recriar a tecnologia da época, a diferente fotografia das diferentes câmaras, ainda que a alteração constante dos aspect ratios da imagem sejam bem irritantes. Também não me parece que se consiga explicar alguns daqueles ângulos ou como é que aquelas filmagens foram obtidas na Terra. A gravidade parece-me também ligeiramente manhosa, mas isso pode ser impressão minha que não sou nenhum Engenheiro Físico. Ou serei?</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4511" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/13/hobo-with-a-shotgun-2011/" title="Hobo with a Shotgun (2011)">Hobo with a Shotgun (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/01/moon-2009/" title="Moon (2009) ">Moon (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/18/series-de-ficcao-cientifica-dos-anos-80/" title="Séries de Ficção Científica dos anos 80">Séries de Ficção Científica dos anos 80</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/24/interceptor-2009-a-k-a-zapreshchennaya-realnost/" title="Interceptor (2009) a.k.a. Zapreshchennaya realnost">Interceptor (2009) a.k.a. Zapreshchennaya realnost</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/04/frequently-asked-questions-about-time-travel-2009/" title="Frequently Asked Questions About Time Travel (2009) ">Frequently Asked Questions About Time Travel (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/23/ghost-rider-2007/" title="Ghost Rider (2007) ">Ghost Rider (2007) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/23/a-contrafaccao-cinematografica-tomo-ii/" title="A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II">A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/26/zombieland-2009/" title="Zombieland (2009)">Zombieland (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Ward (2010)</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 16:30:26 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA3L3RoZXdhcmQtQ3VzdG9tLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="theward (Custom)" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/07/theward-Custom_thumb.jpg" alt="theward (Custom)" width="425" height="309" border="0" /></a></p>
<p align="justify">A educação nos anos 70 e 80 tinha algumas falhas que aos olhos de hoje podem ser consideradas “primitivas&#8221; ou “retrógradas”, tais como a barbaridade de não se poder usar calculadoras em exames ou a aberração de se poder chumba (meu Deus, chumbar!) caso a qualidade dos conhecimentos não ficasse devidamente provada por escrito. Mas havia uma coisa que não existe hoje, que era o incentivo ao respeito pelos mais velhos. E uma coisa que aprendemos é que não se pode julgar um ancião por ter forrado o sofá com fezes ao ter confundido a sala de estar com a casa de banho, mas que devemos sempre ver nele o homem que em tempos foi e a obra que deixou para trás.</p>
<p><span id="more-4390"></span></p>
<p align="justify">The Ward é o regresso de John Carpenter à cadeira de realizador desde Ghosts of Mars, em 2001. Muito se especulou que não mais voltaria a realizar depois da palermice pegada daqueles fantasmas marcianos. O certo é que ainda realizou um episódio de Masters of Horror e agora este The Ward. Esperemos apenas que este The Ward não seja a sua extinção enquanto realizador.</p>
<p align="justify">Estamos perante um filme pejado de clichés mas esse não é o principal problema. O cliché sempre foi aproveitado por Carpenter para criar surpresas e para ser subvertido. Aliás, o cliché é elemento obrigatório no cinema mainstream contemporâneo, porque é isso que cria o conforto com o cinéfilo, que o faz estar à vontade logo no inicio de cada filme porque os elementos são comuns. Não diria que é tudo a mesma merda, mas as diferenças não são significativas. Pelo menos no cinema americano.</p>
<p align="justify">Qual é então o problema deste filme? Bem, este filme cria uma situação inicial intrigante e depois toda a narrativa é encaminhada para um final que adivinhamos cedo ser de reviravolta. Porquê? Porque há elementos de montagem, técnicas fotográficas e efeitos pontuais que indicam que estamos perante mais do que aquilo que parece. E nestas situações todos sabemos como acaba. Ou é uma agradável surpresa ou um falhanço descomunal.</p>
<p align="justify">E quando chega ao fim lá estamos nós perante a surpresa da reviravolta. E não acreditamos no que vimos. Se o final poderia ser um sucesso em, digamos, 1967, hoje em dia quase que se transforma numa piada, uma solução que poderá ser empregue para resolver qualquer embróglio narrativo ou um sketch de britcom. E não é justo, porque isto não é Carpenter tal como nos lembramos dele.</p>
<p align="justify">E pode um final ditar o falhanço de um filme? Não devia, mas sim, dita. É a única coisa que nos fica e por muito prazer que nos dê ver os 85 minutos bons, são sempre os 5 minutos maus que selam o destino da avaliação. A revolta, a sensação de traição, o ímpeto de pegar em archotes e forquilhas, a sede de sangue&#8230;</p>
<p align="justify">Sou fanboy assumido de Carpenter e admito que ele possa fazer filmes menos bons, como já os fez no passado. Escape From LA ou Ghosts of Mars revelam uma clara incapacidade de se adaptar a uma nova era cinematográfica. Mas isso não interessa, os clássicos continuam todos lá, obras do verdadeiro Master of Horror que veneramos. Long live the King.</p>
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		<title>The Man from Earth (2007)</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jul 2011 16:03:17 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3984" title="themanfromearh" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/themanfromearh.jpg" alt="" width="425" height="258" /></p>
<p style="text-align: justify;">Numa altura em que o marketing corporativo dos grandes estúdios de cinema faz lobby constante para passar a ideia de que a qualidade de um filme se mede pelo orçamento e box office, já poucas são as pessoas que se aventuram por obras de orçamento reduzido temendo que a equação hollywoodiana da relação/qualidade tenha alguma veracidade. Mas o certo é que não tem. A capacidade de encantar o cinéfilo com um bela narrativa nada tem a ver com o orçamento e os meios envolvidos. E uma prova desta afirmação é o fabuloso filme The Man From Earth, um filme que ficção científica que conta a mais cativante história de sempre. É passado numa sala e consiste num amigo que conta a sua história de vida aos seus amigos. Só diálogos e imaginação para criar a &#8220;greatest story ever told&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3983"></span>Um professor universitário junta os seus colegas para se despedir. Depois de 10 anos tem que os abandonar. Fala-se do passado e alguém chama a atenção de que ele não envelheceu nada nos últimos dez anos. Depois de algumas esquivadelas e tentativas de fuga o professor acaba por confessar que tem 14000 anos, que é dos primeiros humanos (Sapiens Sapiens) que habitou o planeta. Inicialmente encarada como piada e exercício académico antropológico, pouco a pouco a história vai contando consistência e os amigos começam a ficar convertidos àquela improvável historieta.</p>
<p style="text-align: justify;">The Man From Earth é, como se disse anteriormente, um filme parco em meios. Uma cabana, actores que são claramente criaturas do teatro, iluminação suave à lareira e 90 minutos de explosão criativa. No entanto o argumento é uma coisa absolutamente viciante, tornando impossível uma pausa a meio do filme. A história que acompanha o nosso personagem desde a época Cro Magnon é uma História alternativa da civilização, rica em detalhe histórico além de injectar algumas teorias que nos fazem rever com outros olhos a nossa própria existência.</p>
<p style="text-align: justify;">Religião, civilizações e segredos negros mantêm o espectador na ponta da cadeira. Tem tanto de complexo como de &#8220;como é que ninguém pensou nisto antes?&#8221;. Sabe bem de vez em quando e é bom saber que existe esperança para quem se quer aventurar no cinema. Basta perseverança, imaginação e uma boa ideia. Contrariamente ao que se diz por aí, não é preciso castings de felácio nem uma hora de sodomia com os produtores. Basta um pulso forte e resistente.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Rubber (2010)</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jun 2011 16:14:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há coisas que não fazem sentido. Usar a expressão “email de casa” para definir uma conta de correio electrónico que pode ser acedida em qualquer parte do mundo é uma dessas coisas. Roupa para cão, gravatas, distribuidores automáticos de tostas mistas, strapons, double dongs e religião. E podia continuar o resto do dia. No entanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA2L3J1YmJlcl9mYW50YXN0aWNfZmVzdF9pbWFnZS5qcGc="><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="rubber_fantastic_fest_image" border="0" alt="rubber_fantastic_fest_image" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/06/rubber_fantastic_fest_image_thumb.jpg" width="425" height="239" /></a></p>
<p align="justify">Há coisas que não fazem sentido. Usar a expressão “email de casa” para definir uma conta de correio electrónico que pode ser acedida em qualquer parte do mundo é uma dessas coisas. Roupa para cão, gravatas, distribuidores automáticos de tostas mistas, strapons, double dongs e religião. E podia continuar o resto do dia. No entanto aprendemos a conviver com elas e se para nós já é normal ver um filme como Pretty Woman em que uma puta de rua, cheia de Sida, se transforma numa princesa ao encontrar o amor sob a forma de um abastado cavalheiro que não interessa pelo seu passado, porque não acreditar que um pneu pode ganhar vida com poderes telepáticos com o intuito de ser um serial killer?</p>
<p><span id="more-4360"></span>
<p align="justify">Suspension of Disbelief é um conceito ao qual Hollywood se parece ter agarrado ultimamente, como a última esperança de um leproso moribundo. O que é, afinal, essa Suspension of Disbelief? Bem, é apenas um nome finório (sem tradução feliz para português) para o mecanismo mental que usamos quando assistimos (ou lemos) obras de ficção. O nosso cérebro tem que colocar todos os seus conceitos de lógica e realidade de parte para que possamos apreciar coisas que sabemos de antemão serem impossíveis, como pessoas a voar, civilizações extraterrestres ou os discursos de campanha eleitoral. É um processo natural que só tem nome porque as pessoas têm que se entreter com qualquer coisa. Mas quando estreou o último Indiana Jones toda a gente reagiu como se deve reagir a um filme daqueles, com a fúria de mil demónios. Então, como que por magia, todos os sites, foruns, blogs e redes sociais foram invadidos por Marias Amélias feridos porque não há direito que falem assim do filme porque temos que fazer o tal processo de Suspension of Disbelief . E de repente um processo mental involuntário passou a ser considerado uma habilidade, algo que precisamos estudar e responder a perguntas complicadas para provar que sabemos perfeitamente separar o abstrato do concreto, o real do imaginário, que não somos burros nenhuns. E para provar que não somos burros vamos até prescindir do sentido de humor para não haver cá confusões.</p>
<p align="justify">Voltando a Rubber. Um filme que fala num pneu serial killer que tem poderes de telecinese e obsessão sexual por uma rapariga pode ser considerado uma idiotice sem sentido que certamente se revelará numa perda de tempo. Mas o certo é que nada está mais longe da verdade do que dizer que Rubber é reles, simplório e idiota. O filme é uma obra de puro artesanato cinematográfico, um brain child de Quentin Dupieux. </p>
<p align="justify">Começa com um monólogo para meter todo o cinema que chamamos de “qualidade” em perspectiva, para que percebamos que determinado assunto não tem necessariamente que fazer sentido para que possamos apreciar a sua abordagem num filme. Depois o filme tem a sua própria audiência dentro do próprio filme que chama a atenção para o nível de surrealismo, sendo esse próprio artefacto surreal. Gera-se ali uma cadeia de ação, reação, uma experiência científica que não pode funcionar por estar manipulada, uma caldeirada deliciosa que nos faz repensar toda o o cinema, toda a dinâmica narrativa e os seus artefactos desde o início dos tempos até ontem à tarde. O pneu assassino é apenas um subterfúgio, um veículo, para criticar toda a indústria cinematográfica, a comunidade cinéfila e até uma elevada dose de autocrítica. Tudo isto no meio do mais sóbrio minimalismo.</p>
<p align="justify">Tecnicamente é um filme bem decente, com fotografia de qualidade&#160; e um trabalho exemplar ao nível dos locais de filmagem. Os actores não são top notch, mas neste caso é justificada essa opção. O gore é de qualidade e em abundância, e com isto sei que vou convencer meia dúzia.</p>
<p align="justify">E funciona? Tem os seus pontos altos e os seus fracassos. Eu acho não ser necessário ser tão óbvio em relação a certas questões, como que a fazer o possível para que as pessoas percebam a mensagem. Mas gostei, é um filme em contraciclo com tudo o que se tem visto por aqui, um ovni escaganifobético, um filme que pode muito bem tornar-se um clássico, dependendo da gestão que Quentin Dupieux faça da sua carreira. E da sorte, claro.</p>
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		<title>Source Code (2011)</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 16:10:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA1L3NvdXJjZWNvZGUyMDExLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="sourcecode2011" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/05/sourcecode2011_thumb.jpg" border="0" alt="sourcecode2011" width="425" height="272" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Numa altura em que um filme que conta a história de um pneu que ganha vida e, ainda por cima tem o poder de telecinese, é encarado pela comunidade de cinéfilos com dois bocejos, já nada consegue surpreender aqueles que consomem cinema há mais de duas semanas. Por muitas artimanhas e conceitos originais que se injetem numa história há sempre, pelo menos, meia dúzia de precedentes que o fizeram com mais sucesso. Sendo assim, resta-nos ter fé no cinema e esperar que esta falta de originalidade possa ser substituída por uma direção competente e uma narrativa que se saiba aguentar até ao final sem levantar sobrancelhas.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4336"></span>Em Source Code o jovem realizador Duncan Jones sabe contornar habilmente as falácias que um filme com estas características poderia facilmente criar e faz avançar o filme numa direcção bastante mais interessante daquela que tememos nos primeiros 15 minutos. Noutra situação este filme poderia facilmente viver pendurado num possível twist final, fazendo o cinéfilo obcecar dolorosamente por 90 minutos para ser, muito provavelmente, enganado. Duncan despacha esse possível twist ali a cerca de um terço do filme e segue pelo caminho do suspense, do mistério e do questionar da ética científica que cada vez mais se prostitui ao elevado capital das máquinas militares mundiais.</p>
<p style="text-align: justify;">E suspense é o que temos. Peça a peça vamos montando um puzzle. O artefacto narrativo é uma experiência científica capaz de fazer uma pessoa reviver os últimos 8 minutos de vida de outra pessoa, mas o objectivo é saber o que realmente aconteceu naquele comboio. Tentativa após tentativa, Jake Gyllenhaal vai revivendo os tais 8 minutos e reconstruindo quebra cabeças.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se trata de pura perfeição, o filme tem as suas falhas. Quando se descobre o culpado da trama (o obrigatório bad guy) o climax não é o fogo de artíficio orgásmico que se poderia esperar. É mesmo um anti-climax de tão mole ser. Talvez seja propositado, talvez seja um soft spot que não mereceu a atenção devida. Era um filme que merecia um final mais transdimencional, um final que honrasse um pouco mais o multiverso e todo possível caleidoscópio de desfechos que podia ir da simples vitória do bem até a uma ruptura recursiva do tecido espaço temporal com um vortex a reverter o planeta ao seu estado primordial, mas em borracha cor-de-rosa numa sociedade distópica governada por mesinhas de cabeceira com monóculos e risco ao lado.</p>
<p style="text-align: justify;">É bom ver reconhecido o trabalho de Duncan Jones em Moon, sem o qual nunca teria a possibilidade de realizar este filme de orçamento mais composto e orientado para outros públicos. Cá estamos à espera de mais trabalhos deste homem que certamente terá uma carreira grandiosa pela frente.</p>
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		<title>GOZU aka Gokudô kyôfu dai-gekijô (2003)</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Apr 2011 20:32:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4329" title="gozu" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/04/gozu.jpg" alt="" width="425" height="241" /></p>
<p style="text-align: justify;">Para quem conhece Takashi Miike, as palavras &#8220;bizarria&#8221; e &#8220;demência&#8221; são  bastante familiares. A estrutura deste filme acaba por se assemelhar  bastante ao filme Spirited Away (A Viagem de Chihiro), mas em vez de ser  para crianças é para alucinados e cinéfilos com tomates. Há um tipo que  desaparece e o seu amigo faz uma fantástica viagem em busca do seu  corpo. Nessa viagem conhece uma mulher que comercializa o leite dos seus  próprios seios, um homem com uma estranha doença de pele que parte o  pescoço ciclicamente, um medium poderoso que só funciona quando lhe  açoitam o rabo com um chicote, um tipo com cabeça de vaca, um parto fora  do comum ou mesmo um senhor que quando acorda é uma senhora&#8230; E isto é apenas a parte convencional do filme.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4328"></span>A cinematografia é de constante claustrofobia e pânico, colocando o  cinéfilo desprotegido no meio de um desconfortável ambiente que nem o  final vem aliviar. Tal como em todos os seus filmes, Miike não filma em  cenários, usa sempre locais em que é só levar a câmara e disparar, com  pouco material. É assim que faz uns 5 ou 6 filmes por anos. O homem caga  filmes&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">É um filme não convencional, algo que faz parecer o cinema da David  Lynch filmecos para larilas. Mais do que um murro no estômago é uma  sucessão de duas horas de murros na cabeça, um espectáculo de  surrealismo violento, uma partitura de sangue e horror. A meu ver, é uma  obra prima.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando se fartarem de lamber o cu ao cinema de Hollywood e ficarem com aquela sensação de vazio e refluxo ácido, vejam este&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ARQUIVO</strong>: Publicado no cinemaxunga antigo a 18/12 de 2005</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4328" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/03/21/audition-aka-odishon-1999/" title="Audition aka Ôdishon (1999)">Audition aka Ôdishon (1999)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/18/big-boob-butt-bangers-4-2003/" title="Big Boob Butt Bangers 4 (2003)">Big Boob Butt Bangers 4 (2003)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/09/the-man-from-earth-2007/" title="The Man from Earth (2007)">The Man from Earth (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/13/hobo-with-a-shotgun-2011/" title="Hobo with a Shotgun (2011)">Hobo with a Shotgun (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/01/2774/" title="4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos">4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Loose Screws (1985)</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 16:33:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os anos 80 foram uma época muito conturbada para aqueles que, como eu, viveram lá parte importante da sua adolescência. Tão conturbada que eu só me senti preparado para enfrentar os anos 80 mais ou menos a meio dos anos 90, ali naquela altura em que Kobain se suicidou e a música passou a ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-4318 aligncenter" title="loose-screws-" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/04/loose-screws-.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os anos 80 foram uma época muito conturbada para aqueles que, como eu, viveram lá parte importante da sua adolescência. Tão conturbada que eu só me senti preparado para enfrentar os anos 80 mais ou menos a meio dos anos 90, ali naquela altura em que Kobain se suicidou e a música passou a ser merdosa em todas as frentes e géneros. <span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;">Todas as tentativas até essa altura para assassinar Bon Jovi falharam, incluindo aquelas que envolviam viagens no tempo. Isto explica o estado vegetativo/zombie do conceito clássico do Rock e todas aquelas cantorias pop que se ouvem actualmente na rádio onde não se consegue identificar um único instrumento musical  ou outro qualquer som que não se parece com uma variação multitonal de um enxame de abelhas dentro de um latão de zinco.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;"><span id="more-3716"></span></span><span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;">Foi na segunda metade dos anos 80 que vi o Loose Screws, numa altura em que era bem mais simples fazer uma </span>laringectomia a um papa formigas em chamas do que parecer cool na escola. O cinema para adolescentes demonstrava claramente como devíamos agir, que roupa usar, que postura adoptar, que atitude transparecer. No entanto ainda tornava as coisas mais complicadas. Tentávamos ir pelo caminho do Breakdance e parecíamos chimpanzés epilépticos a meio de uma crise de asma, vestíamos as roupas como aqueles fabulosos teenagers dos filmes e parecíamos os ajudantes do Croquete e Batatinha.  Com um fosforo na boca como o Cobra, parecíamos atrasados mentais, com um blusão de penas igual ao do Michael J. Fox parecíamos vítimas do Titanic. Além disso as nossas colegas do sexo feminino não tinham nem de perto nem de longe o aspecto viçoso, curvilíneo e debochado das garotas que corriam alegremente em topless de modo perfeitamente gratuito durante uma boa metade dos filmes. Eram enjoadas e descuravam a estética púbica, tendo frequentemente que usar uma cueca de tamanho acima para albergar tamanho arvoredo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Loose </span>Screws <span style="color: #000000;">é apenas um sucedâneo de Porky&#8217;s, os American Pies da altura. Um grupo de teenagers liceais vive assombrado pela energia hormonal e só consegue pensar em sexo. As peripécias fortemente sexualizadas seguem-se a um ritmo estonteante tendo como objectivo alguma nudez. Era apenas um entre dezenas, mas era este que eu tinha copiado ilegalmente e era este que eu e os meus amigos víamos quando não havia novidades.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As pessoas às vezes lêem os meus posts e pensam &#8220;<em>Cum carago, este gajo inventa cada merda estranha</em>&#8221; e por isso vi-me obrigado a colocar duas cenas no Youtube. <span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;">São cenas emblemáticas deste filme, em HD porque não vivemos já na idade média, e que passarei a descrever para aqueles que nunca viram nenhuns jogos olímpicos em que havia uma equipa da Alemanha Ocidental e outra da República Democrática Alemã. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Cena 1 &#8211; A Passagem Cool por um corredor de liceu dos anos 80</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><object width="425" height="269"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WUdHlD8osQ0?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="269" src="http://www.youtube.com/v/WUdHlD8osQ0?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além do Ripoff evidente a Bill Murray no final, prestem atenção à densidade de cultura popular que se conseguiu meter em 30 segundos. Uma avalanche de clichés que serve perfeitamente para introduzir os 4 protagonistas: o nerd, o gordo, o atlético que papa as gajas todas e o espertalhão que goza com o director e dança break. Ali se vê também ao que tínhamos que aspirar para ser cool num liceu. À falta disto éramos obrigados a colar posters do Bruce Springsteen nas capas dos cadernos, mas usando fita cola  porque o papel autocolante transparente era ainda um artigo raro em Portugal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Cena 2 &#8211; Montagem com música gira e modus operandi dos únicos personagens principais que comem gajas</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><object width="425" height="269"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QwggXWWQrbM?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="269" src="http://www.youtube.com/v/QwggXWWQrbM?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A música Circular Impression dos Extras ainda hoje me está apegada ao cérebro qual tatuagem emocional de tanta vez que vi isto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com esta pequena lição de História Teenager de Portugal vos deixo. E se os jovens de hoje acham que vivem numa época miserável e negra, pensem apenas que não têm que passar pela vergonha de  pedir revistas pornográficas emprestadas (com páginas coladas) para esgalharem o pessegueiro. E assim acontece&#8230;</span></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3716" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/05/o-anel-de-noivado/" title="O Anel de Noivado">O Anel de Noivado</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/07/teen-wolf-1985/" title="Teen Wolf (1985)">Teen Wolf (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/18/the-hitchhikers-guide-to-the-galaxy-2005/" title="The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) ">The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/29/the-adventures-of-buckaroo-banzai-across-the-8th-dimension-1984/" title="The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)">The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/23/kick-ass-2010/" title="Kick-Ass (2010) ">Kick-Ass (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/07/gigantic-2008/" title="Gigantic (2008)">Gigantic (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/04/500-days-of-summer-2009/" title="(500) Days of Summer (2009) ">(500) Days of Summer (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Hobo with a Shotgun (2011)</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 16:55:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antes de mais nada deixem-me fazer o disclaimer do costume no que diz respeito a filmes de Grindhouse ou outros que não sendo para levar demasiado a sério, são terrivelmente divertidos. Isto porque aparecem sempre umas Maria Amélias a dizer &#8220;como é possível gostar disto&#8221; ou &#8220;não gostei, esperava mais&#8221; como se de algum modo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-4312 aligncenter" title="2011_hobo_with_a_shotgun_001" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/04/2011_hobo_with_a_shotgun_001.jpg" alt="" width="425" height="181" /></p>
<p style="text-align: justify;">Antes de mais nada deixem-me fazer o <em>disclaimer </em>do costume no que diz respeito a filmes de Grindhouse ou outros que não sendo para levar demasiado a sério, são terrivelmente divertidos. Isto porque aparecem sempre umas Maria Amélias a dizer &#8220;c<em>omo é possível gostar disto</em>&#8221; ou &#8220;<em>não gostei, esperava mais</em>&#8221; como se de algum modo esperassem encontrar o sentido na vida num filme que retrata as aventuras de um sem-abrigo com uma caçadeira. Normalmente são jovens que idolatram os Oscars, fingem gostar do 8½ de Fellini para efeitos de promoção pessoal por intelectualidade, falta de sentido de humor e que devido à sua própria falta de confiança pensam que quando as pessoas se riem é deles e, mesmo os do sexo masculino, têm vagina. São os mesmos que vão ver a Hanna Montana e o Harry Potter para depois fazerem críticas onde mencionam excertos da teoria semiótica da narrativa e  escreverem que os filmes são demasiado infantis para serem levados a sério. Virgens, portanto!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4306"></span>No continuação de adaptações ao cinema dos célebres Faux Trailers de Grindhouse, Hobo With a Shotgun é o segundo a receber adaptação oficial, depois de Machete em 2010. Quer isto dizer que não faltará muito para que estreie Don&#8217;t, Thanksgiving e o meu preferido Werewolf Women of the SS. Esperamos apenas que a crise não nos reduza a largura de banda nos próximos tempos.</p>
<p style="text-align: justify;">Hobo With a Shotgun é um filme do género <em>action exploitation</em>, um género bastante familiar a todos aqueles que, como eu, se aproximam perigosamente dos 40 anos de idade. Nos final dos anos 8o os clubes de video estavam pejados de filmes de violência extrema, normalmente de origem italiana cujos elementos chave eram sempre uma história de vingança sangrenta, alto factor de &#8220;randomness&#8221; e uma especial originalidade nas mortes, sempre com o sangue na casa dos hectolitros. Sim, claro que eram mal feitos, irrealistas e por vezes para forçar uma determinada morte era preciso curvar ligeiramente a narrativa no sentido do &#8220;perfeitamente idiota&#8221;. Hey, mas era extremamente divertido, <em>who cares</em>?</p>
<p style="text-align: justify;">A história é simples, como convém. Um sem-abrigo chega a uma cidade imersa num violento caos, de polícia corrupta, violência, prostituição, a fazer Old Detroit de Robocop parecer a capital da Noruega. Controlada por gangs retro-futuristas e outras caricaturas saídas directamente dos 80s e governada pelo mais detestável vilão da História da sétima arte, um espécie de Boss Hog mutante dos Dukes of Hazzard propulsionado a meta-anfetaminas e fluido vertebral de recém-nascidos. Os seus dois filhos não se ficam atrás, dois Cristianos Ronaldos Lookalike com uma aptidão fora do normal para infanticídio em massa. O nosso sem abrigo é puxado para este mundo sem perceber como e não tem outro remédio senão começar a trespassar intestinos e rebentar cérebros à força de balázio de caçadeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Seguem-se os piores actos de violência e sadismo alguma vez visto no cinema mainstream ocidental, desde queimar um autocarro de crianças com lança-chamas até clubes de tortura onde prostitutas que rendem pouco são usadas para arte de retalho para diversão de grupos de rapaziada jovial que já não sente prazer em estropiar grávidas ou atropelar freiras. O sangue flui como água em Cabora Bassa e ninguém escapa impune aos constante fluxo de carnificina que parece  nunca abrandar nos 80 minutos úteis de duração do filme. Atenção que eu vi a versão Unrated.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim desenganem-se aqueles que pensam que lá por ser uma homenagem/paródia se caiu num nível de produção de Scary Movie ou outros subprodutos tóxicos hollywoodianos do género. Nada disso. Tecnicamente, Hobo with a Shotgun é muito bom. Um cuidado especial na fotografia, saturada e rica em detalhe, a iluminação é exuberante e competente a atingir aquilo a que se propõe. A narrativa não é especialmente meritória de um Nobel mas é servida a um ritmo competente e &#8220;just in time&#8221;. O detalhe dado às cenas é muito original, com uma densidade de boas ideias de produção rara num filme de acção. Uma estética de violência e um trabalho de câmara excepcional. Tem, no entanto, uma cortante falta de nudez e sexo que ficariam muito bem entre os 45 e os 50 minutos, antes da partida para a sequência final de mortandade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ver morrer é um prazer! Um belo serão que se passa à lareira a ver pessoas a falecer violentamente antes do seu tempo junto da nossa amada, quem sabe para comemorar um aniversário de casamento ou de namoro. Estou a gozar, obviamente. Vejam-no sozinhos ou com colegas da ganza, senão as vossas senhoras infernizar-vos-ão o juízo até ao dia do juízo final e sempre que estiverem quase a perder uma discussão irão dizer &#8220;<em>Ai é? E aquele filme que me fizeste ver no nosso primeiro aniversário? Aquela coisa horrível que me fez correr para casa dos teu melhor amigo à procura de um ombro para chorar. E por causa deste filme de merda uma coisa levou à outra e quando dei por ela já o video tinha 449.893 hits no pornotube, o dobro do video mais visitado da tua mãe!</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><object width="425" height="269"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ssHEAOrAdCU?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ssHEAOrAdCU?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="269"></embed></object></p>
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		<title>Videodrome (1983)</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jan 2011 11:20:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não há dia que passe sem um iluminado nas ciências do comportamento vá a um noticiário da TV dizer que a Internet nos está a roubar o cérebro. Que a quantidade de entretenimento e tecnologia que nos obriga a constante multitasking nos está roubar a imaginação e capacidade de raciocínio. Se isso é verdade não sei, porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4189" title="videodrome" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/01/videodrome.jpg" alt="" width="425" height="238" /></p>
<p style="text-align: justify;">Não há dia que passe sem um iluminado nas ciências do comportamento vá a um noticiário da TV dizer que a Internet nos está a roubar o cérebro. Que a quantidade de entretenimento e tecnologia que nos obriga a constante multitasking nos está roubar a imaginação e capacidade de raciocínio. Se isso é verdade não sei, porque costumo estar a enviar um sms, a ler o rodapé do telejornal, a colocar &#8220;likes&#8221; nas fotos dos meus amigos, a tirar fotografias pela janela da minha vizinha em cuecas e a aprender uma língua estrangeira na PSP enquanto esses senhores falam.  Normalmente saco depois o podcast para armazenar no disco e nunca mais ouvir. Videodrome avisou-me que isto ia acontecer mas eu não quis acreditar. Hoje em dia quanto mais <em>CGI porn</em> vejo nos blockbusters actuais, mais idolatro Videodrome. Mais do que um filme visionário acerca dos malefícios da multimédia para o nosso livre arbítrio, Videodrome é uma obra prima que marca o início do reinado da &#8220;nova carne&#8221; de Cronenberg.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4163"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Videodrome é um marco importante na carreira de Cronenberg. Até este ponto era um realizador vulgar de filmes de terror. Filmes que tinham alguns pozinhos de identidade, mas nada de excepcional. Ainda assim Scanners é um bom filme e a cena da cabeça a explodir será para sempre um icon (animado) da sétima arte. Videodrome é o início da nova carne, onde Cronenberg começa a experimentar na área da fusão homem, máquina, coisa indescritível, que teve o seu pináculo em The Fly.</p>
<p style="text-align: justify;">James Woods é o gerente de um canal obscuro de TV Cabo especializado em video choque. Sexo bizarro, morte, destruição, esse tipo de coisas associadas ao lado obscuro do entretenimento.  Certo dia um dos seus técnicos descobre uma emissão pirata de satélite de um programa chamado Videodrome, que consiste em tortura e morte sempre na mesma sala. Ao tentar saber mais sobre Videodrome, Woods é aconselhado por todos a largar esta obsessão sob o risco de ver a vida a andar para trás. Mas Woods insiste e a certa altura é impossível distinguir o que é verdade do que é imaginário. Ou será que é o inverso? Ou será que é tudo verdade?</p>
<p style="text-align: justify;">Passados quase 30 anos Videodrome continua com o mesmo efeito de murro no estômago que teve na sua estreia e, curiosamente, faz mais sentido nos dias que correm do que na altura em que foi lançado, no pico dos canais experimentalistas e multiplicação exponencial dos canais do cabo. Com a Internet e os sites de video, as tendências, os <em>memes</em>, as tribos virtuais, tudo faz mais sentido, tudo encaixa. E isto, meus amigos, é genialidade, é a marca de um visionário. <em>Death to Videodrome! Long live The New flesh!</em></p>
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		<title>Bruce Campbell (Hail to the king, baby!)</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Nov 2010 22:39:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sou um gajo mais direccionado para realizadores, directores de fotografia ou outros cargos menos cénicos e confesso que dou menos valor a actores. Temos actores terríveis que sob a batuta certa desempenham papéis excepcionais. Vejam o exemplo de Ben Stiller, o mais insuportável traste a caminhar a Terra. A cada filme dele o meu coração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4021" title="bruce01" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/bruce01.jpg" alt="" width="425" height="200" /></p>
<p style="text-align: justify;">Sou um gajo mais direccionado para realizadores, directores de fotografia ou outros cargos menos cénicos e confesso que dou menos valor a actores. Temos actores terríveis que sob a batuta certa desempenham papéis excepcionais. Vejam o exemplo de Ben Stiller, o mais insuportável traste a caminhar a Terra. A cada filme dele o meu coração morrer um pouco. Mas sob a direcção de Wes Anderson em The Royal Tenenbaums fez um trabalho exemplar. Ou Jeremy Irons, em tempos visto como a excelência, hoje em dia anda de cuecas em produções mainstream cujo índice de pirosice parece sair fora do gráfico.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas enquanto o meu lado direito do cérebro perde tempo com estas hesitações idiotas a afirmar não ter actores favoritos, o outro lado tosse levemente para chamar a atenção e sussurra de modo sexy «Bruce Campbel». E de repente se faz luz. Quem mais? Quem mais poderia escolher para actor favorito e icónico senão este anti-herói nato, mestre chacinador de zombies e com uma tendência para o lado negro. Ficam três filmes do mestre. Salvo seja&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4020"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4022" title="bruce02" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/bruce02.jpg" alt="" width="425" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Army of Darkness (1992):</strong> Sob a direcção de Sam Raimi, Bruce interpreta Ash, o herói dos heróis. Com uma mão substituída por uma motosserra (ver porquê em Evil Dead 2) e a outra com uma omnipresente caçadeira onde parecem nunca faltar munições, Ash vai decepando o exército das trevas entre oneliners míticas e bastante egoísmo que é, afinal, o seu instinto de sobrevivência. Com este filme estampou na História da 7ª arte a imagem do mata-zombies <em>ubbercool </em>que todos nós sonhámos outrora também ser. Bom, eu ainda mantenho uma velha caçadeira debaixo da cama porque nunca devemos descartar a hipótese de um apocalipse zombie.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4023" title="bruce04" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/bruce04.jpg" alt="" width="425" height="214" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Man with the Screaming Brain (2005):</strong> Bruce é um mix bizarro de has-been com wannabe. Além disso, qualquer presença sua em filme que não soe a série Z é o completo desnorteio por falta de contextualização. Assim temos mais uma vez Bruce a fazer o que faz melhor: um cientista da ex-URSS desenvolve uma técnica que permite recuperar o cérebro com pedaços de outro cérebro. Um taxista ex-KGB e uma psicótica cigana com ares de puta vingativa. Um robot vestido de operário da Quimigal que dança hip-hop. Uma sucessão de acidentes… et voilá! Let the cheesy fest begin!</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4024" title="bruce03" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/bruce03.jpg" alt="" width="425" height="249" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>My Name Is Bruce (2007):</strong> Tendo-se apercebido que a malta gosta é de Bruce Campbell, independentemente do filme que interpreta, Bruce decidiu realizar um filme em que uma versão estereotipada de si próprio, uma projecção do mito que é a fusão do actor com o personagem. E meter toda essa confusão num filme que retrata um homem que tem o estatuto que tem, mas cuja vida já correu melhor. Até um dia é requisitado para libertar uma pequena aldeia de uma presença paranormal incómoda. Um comédia pós-moderna, portanto! Não tem um argumento particularmente excitante, mas tem Bruce Campbell em todo o seu esplendor, e é apenas isso que interessa.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Nota do redactor<em>: Há uns largos meses , um blog de cinema pediu-me um texto sobre um  actor à minha escolha e a sua presença em três filmes. Disse que sim,  educado como sou, e enviei-lhe um texto. Hoje lembrei-me desse texto e,  ao que parece, o meu amigalhaço do tal blog deve ter aproveitado o texto  para limpar o rabinho porque não o publicou. Mas eu, tal  Lavoisier da blogosfera, não deixo que nada se perca e tudo se republique, deixo aqui hoje  publicado para bem de gerações futuras.<br />
</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">
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<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: &amp;amp;quot;">Sou um gajo mais direccionado para realizadores, directores de fotografia e confesso que dou menos valor à facção dos actores. Temos actores terríveis que sob a batuta certa desempenham papéis excepcionais. Vejam o exemplo de Ben Stiller, o mais insuportável traste a caminhar a Terra. A cada filme dele o meu coração morrer um pouco. Mas sob a direcção de Wes Anderson em The Royal Tenenbaums fez um trabalho exemplar. Ou Jeremy Irons, em tempos visto como a excelência, hoje em dia anda de cuecas em produções mainstream cujo índice de pirosice parece sair fora do gráfico. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: &amp;amp;quot;">Mas enquanto o meu lado direito do cérebro perdia tempo com estas hesitações idiotas, o outro lado tossiu levemente para chamar a atenção e sussurrou de modo sexy «<em>Bruce Campbel</em>». E de repente se fez luz. Quem mais? Quem mais poderia escolher senão este anti-herói nato, mestre chacinador de zombies e com uma tendência para o lado negro. Bom, actor já temos. Seguem os filmes.</span></p>
</div>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4020" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/28/marvel-zombies-vs-army-of-darkness/" title="Marvel Zombies Vs Army of Darkness">Marvel Zombies Vs Army of Darkness</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/21/teeth-2007/" title="Teeth (2007)">Teeth (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/17/resident-evil-extintion-2007/" title="Resident Evil: Extintion (2007)">Resident Evil: Extintion (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/04/16/my-name-is-bruce-2007/" title="My Name Is Bruce (2007)">My Name Is Bruce (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/04/resident-evil-afterlife-3d-2010/" title="Resident Evil: Afterlife 3D (2010)">Resident Evil: Afterlife 3D (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/15/dellamorte-dellamore-1994/" title="Dellamorte Dellamore (1994)">Dellamorte Dellamore (1994)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/03/carriers-2009/" title="Carriers (2009)">Carriers (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/23/a-contrafaccao-cinematografica-tomo-ii/" title="A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II">A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Sympathy for Mr. Vengeance (2002) &#8211; Oporto Chronicles</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 22:35:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Porto, Rua de Cedofeita. 8:47 da manhã. Segunda-feira. Enquanto tento esquecer o sabor a café torrado cheio de borras que acaba de me ser servido numa esplanada surpreendentemente bem frequentada, leio no JN a notícia de uma esposa que matou o marido à machadada e martelada para depois partilhar o leito conjugal com o cadáver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3785" title="mrvengeance" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/mrvengeance.jpg" alt="" width="425" height="282" /></p>
<p style="text-align: justify;">Porto, Rua de Cedofeita. 8:47 da manhã. Segunda-feira. Enquanto tento esquecer o sabor a café torrado cheio de borras que acaba de me ser servido numa esplanada surpreendentemente bem frequentada, leio no JN a notícia de uma esposa que matou o marido à machadada e martelada para depois partilhar o leito conjugal com o cadáver durante 3 dias. Ah, as loucuras da juventude! Não pude evitar alguns pensamentos relacionados com a ausencia do efeito da gravidade nos seios de uma catraia que lia um exemplar envelhecido de &#8220;Deus tem Caspa&#8221; de Júlio Henriques na mesa em frente e em como a descrição gráfica e dolorosamente lenta da prazenteira homicida me fez lembrar Sympathy for Mr Vengeance, de Chan-wook Park, essa entidade superior incapaz de produzir mau cinema.</p>
<p><span id="more-3781"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Já por aqui muito se tem falado de Chan-wook Park e da sua indiscutível capacidade de contar narrativas pungentes através de imagens. Além da superiora qualidade da narrativa, Chan-wook Park brinda-nos com uma qualidade gráfica sem paralelo na industria. Qualquer frame do filme poderia ser revelado e o resultado seria sempre uma foto de qualidade suprema.</p>
<p style="text-align: justify;">Sympathy for Mr. Vengeance é o primeiro tomo da trilogia &#8220;Vingança&#8221; deste autor, sucedido por OldBoy e (Sympathy for) Lady Vengeance. A narrativa, como é apanágio do mestre, é complexa. A história muda de dono, rodopia, saltita, volta atrás, intercala, sempre no domínio do bom gosto.</p>
<p style="text-align: justify;">Violento quanto baste, sem que isso significa ofensivo ou desagradável, Park melhor que ninguém consegue conduzir um épico da ultraviolencia com a leveza de um maestro numa obra primaveril de Vivaldi, assim como quem salta sobre nenufares, esfaqueando e degolando. Melhor que o cheiro de napalm pela manhã.</p>
<p style="text-align: justify;">Vou rever assim que possa, porque o que é bom tem que se venerar. E com esta vos deixo, boa noite e  bons sonhos.</p>
<p style="text-align: justify;">* <strong>Oporto Chronicles -</strong> Estas crónicas estão a ser escritos na cidade do Porto, enquanto me encontro deslocado temporariamente por razões profissionais. Apesar de considerações que possam ser mais ou menos abonatórias para a região, adoro estar entre tripeiros.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3781" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/03/thirst-2009-a-k-a-bakjwi/" title="Thirst (2009) a.k.a. Bakjwi">Thirst (2009) a.k.a. Bakjwi</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/09/house-of-wax-2005/" title="House of Wax (2005)">House of Wax (2005)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/13/hobo-with-a-shotgun-2011/" title="Hobo with a Shotgun (2011)">Hobo with a Shotgun (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/09/piranha-2010/" title="Piranha (2010)">Piranha (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/01/uma-nova-heroina-para-filmes-de-accao/" title="As novas heroínas para o cinema de acção">As novas heroínas para o cinema de acção</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>V for Vendetta (2005)</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 23:40:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos nós temos uma listinha de falhas cinematográficas graves, filmes que ficaram para trás. São perfeitamente normais, o tempo não é um recurso infinito de que possamos desfrutar. V for Vendetta é um filme que vejo com cinco anos de atraso por puro preconceito. Na altura em que estreou não estava ainda refeito do pastelão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3430" title="V-For-Vendetta" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/V-For-Vendetta.jpg" alt="" width="425" height="283" /></p>
<p style="text-align: justify;">Todos nós temos uma listinha de falhas cinematográficas graves, filmes que ficaram para trás. São perfeitamente normais, o tempo não é um recurso infinito de que possamos desfrutar. V for Vendetta é um filme que vejo com cinco anos de atraso por puro preconceito. Na altura em que estreou não estava ainda refeito do pastelão que foram as sequelas de Matrix e não conhecia ainda a Graphic Novel do adorável lunático Alan Moore. É sempre um prazer ver Natalie Portman toda rapadinha&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3410"></span>V for Vendetta fala-nos de uma Inglaterra distópica, ao estilo retro-futuro de 1984, depois de ter fechado as fronteiras ao mundo devido a uma guerra civil americana que afectou o mundo inteiro de modo menos positivo. O regime totalitarista ditatorial de forte influência nazi controla o povo oprimido que, cinzentão, vive um dia-a-dia de liberdade condicionada. Um homem, V, pretende acabar com tudo isto e substituir o regime pela liberdade do caos ou pela democracia, dependendo se falamos do filme ou da graphic novel.</p>
<p style="text-align: justify;">Ver um filme fora da sua bolha de expectativa aquando da estreia é sempre uma mais valia para que se possa avaliar a sua verdadeira essência, mas apesar de ter sido um filme que se vê com prazer, sente-se durante o tempo todo que não tem a profundidade necessária para repassar o efeito pretendido. É revolucionário, no sentido universal e intemporal, tem o look cinzentão de uma vida sem prazer, tem o herói que é a personificação de uma ideia, de uma causa unificadora. Mas no final definha com demasiada previsibilidade e com um climax fraco em relação ao resto. A primeira parte é muito boa, mas quando começa a chegar às considerações finais, desfalece.</p>
<p style="text-align: justify;">Não me vou meter outra vez na conversa mete-nojo dos comics serem melhores ou piores ou que a adaptação não é fiel, digamos apenas que é diferente. A graphic novel é para públicos mais maduros que não esperam happy endings, histórias de amor ou o esquema narrativo linear do template hollywoodiano. O filme tem que se fazer pagar pelo número de cabeças que pagam para o ver. Sejam maduros e exigentes ou barrascos do tunning com ambições fortes na área dos ailerons.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim, é um bom filme. Há ali um potencial revolucionário que desperta paixões. Na altura em que estreou, com o mundo sob a liderança do Bush Junior, havia outro contexto mundial, havia a ameaça constante dos estados polícia e das liberdades finadas. O mundo não mudou, continua a dirigir-se a passos largos para a distopia Orwelliana, mas o porta-voz do planeta agora tem muito melhor aspecto e discursos mais refinados.</p>
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		<title>Satanás (2007)</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 16:45:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sabe bem sair da nossa esfera de cinema e petiscar aquilo que se faz nas chamadas &#8220;cinematografias alternativas&#8221; e perceber que o cinema a que estamos habituados não é, afinal, grande coisa. Nem que isso implique um filme onde se percebe que o bem e o mal estão no nosso cérebro e nas complexas interacções [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3351" title="Satanás (2007)" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/05/sata011.jpg" alt="" width="425" height="253" /></p>
<p style="text-align: justify;">Sabe bem sair da nossa esfera de cinema e petiscar aquilo que se faz nas chamadas &#8220;cinematografias alternativas&#8221; e perceber que o cinema a que estamos habituados não é, afinal, grande coisa. Nem que isso implique um filme onde se percebe que o bem e o mal estão no nosso cérebro e nas complexas interacções das suas sinapses, e que Satanás está ali ao virar da esquina em toda a gente, em todos nós, que só não aparece mais por falta de oportunidade, como o adultério.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3336"></span>Na minha preconceituosa mente a Colômbia é pouco mais do que cocaína, o Cartel de Medelin dos anos 80 com o seu infame Pablo Escobar, milícias paramilitares e o país onde Sofia Vergara nasceu. Nunca me teria ocorrido que pudesse fazer cinema, muito menos de tão superior qualidade. Mais impressionante do que ser um excelente filme que fala de violência e proveniente da Colômbia é o facto de não abordar o mais óbvio, que seriam as guerras de traficantes de droga, o caos e violência urbanos provocados por esse tráfico e toda essa riqueza cultural sanguinária que por lá existe.</p>
<p style="text-align: justify;">Satanás conta 3 histórias aparentemente desconexas cuja narrativa caminha a passos largos para um final que poderá ser tudo menos feliz. Um padre pecador que ignora uma mãe em apuros e é responsável indirecto pelo massacre dos seus 3 filhos, uma rapariga que abraça uma carreira glamorosa na noite ver todos os seus sonhos violentados (literalmente) e um professor de inglês solitário que mora com a mãe e se apaixona por uma pupila menor.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde o início se percebe que levita sobre o filme uma densa névoa de violência que apesar de não mostrar a cara, ameaça descer sobre o evoluir do filme a qualquer momento. É um filme triste sem ser melancólico e cuja noite desempenha um papel importante, como um quarto personagem principal, a cortina que tapa o Mal, com M maiúsculo.</p>
<p style="text-align: justify;">Tecnicamente é um filme de elevada qualidade que não fica nada atrás daquilo a que estamos habituados. Só tenho a apontar um pequeno pormenor: não vão aos sites oficiais nem aos resumos da IMDB, porque todos eles apresentam informação na sinopse que considero um spoiler. Eu vi o filme sem saber absolutamente nada, a não ser que se chamava Satanás e era da Colombia, uma combinação que não tem por onde falhar.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Up in the Air (2009)</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 16:19:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existe neste momento um tipo de cinema americano de difícil catalogação. Não é um cinema de valores colossais a roçar o PIB de alguns países europeus, mas também não é aquele cinema independente de Sundance dos anos 90, a borbulhar de originalidade, frescura e bizarria. É um meio termo que vive de nomes sonantes em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3342" title="up_in_the_air" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/05/up_in_the_air.jpg" alt="" width="425" height="257" /></p>
<p style="text-align: justify;">Existe neste momento um tipo de cinema americano de difícil catalogação. Não é um cinema de valores colossais a roçar o PIB de alguns países europeus, mas também não é aquele cinema independente de Sundance dos anos 90, a borbulhar de originalidade, frescura e bizarria. É um meio termo que vive de nomes sonantes em papéis improváveis, de cameos, de orçamentos compostinhos e em que toda a gente parece ser dotada de uma capacidade de argumentar supra-humana e os diálogos apesar de engraçadotes, cheiram a falsete. Não é um cinema mau, mas começa a ser distractivo, injusto e desequilibrado. Salva-se o spoof porno: Up In The Ass!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3335"></span>Não me interpretem mal. O filme não é mau. Mas a sua desonestidade acabou por se apoderar de mim no final e a sensação de burlado não me saiu desde então. Desde que começa até que acaba o filme segue duas linhas. Uma delas, a da jovem Padawan que pretende ser um Clooney digital acaba por se esfumar. A outra linha, a história de amor, arranca de modo envergonhado lá pelo meio e acaba por tomar controlo do filme. E o problema é que toda a narrativa inicial do filme acaba por servir para pouco mais do que limpar o cu, sendo referida fugazmente no final à laia de &#8220;Eh, cum carago! Esqueci-me da pita&#8230; Vou criar aqui duas páginas manhosas no guião com cheiro a trapaça para lhe dar clausura.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">E é assim que este filme me fica no cérebro. É pena, eu sei, tudo é giro e a palpitar de empatia, como se requer neste tipo de filmes. Mas a falta de suminho é como uma dor latente num molar teimoso . É ténue e omnipresente que cresce para proporções elefantinas. Não sei se era este o propósito de Jason Reitman, mas este é o problema de ser um golden child de Hollywood. Basta pedir o carcanhol ao papá e nem sequer é preciso dar explicações. Tudo o que interessa é que o petiz se mantenha longe da cocaína.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas ainda assim não é o ódio infinito que me faz desgostar deste filme. O ódio é tantas vezes o catalisador do amor. Up In The Air é um filme agradável que se vê de um trago, como um vinho fresco e adocicado numa tarde quente no matadouro. A banda sonora é muito agradável, a representação é segura e acolhedora, o conceito artístico é simpático e tudo nos faz sentir um pouco mais perto da felicidade, mesmo sabendo que tudo isto não passa de um estratagema manhoso de ilusão cinematográfica que simula qualidade, como o Nespresso, que é bom mas provoca cancro e impotência.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Ne le dis à personne (2006)</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 11:19:34 +0000</pubDate>
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<p style="text-align: justify;">O thriller, enquanto policial obscuro quase a roçar a ténue fronteira com o filme de terror ou paranormal, está a definhar. Uma tendência popularizada por Hitchcock e eleita ocasionalmente por realizadores competentes para exercícios de estilo, saudosismos ou para contar uma história com mais densidade do que é previsível num filme mainstream. E se é certo que na maior parte das vezes o resultado acaba por se vaporizar para o eterno vazio da memória cinematográfica mundial, também é certo que por vezes aparecem obras excepcionais, histórias que nos amarram como octopodes viscosos e só largam depois do climax narrativo.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2790"></span>A premissa é tão simples quanto assustadora: há 8 anos a esposa de Alex foi assassinada. Ontem enviou-lhe um email (reticências de assombro)&#8230; E com isto que vamos ter que lidar durante duas horas. Uma história complexa e insana. A cada momento que passa mais confusa e mais surreal. Adensando até chegar a um final que desbaralha e explica de modo relativamente simples a trama. Um história de enganos, revelações, becos sem saída, ausência total de esperança, desespero e amor perdido. Negra como a noite e ainda assim com final feliz. Ou talvez não, depende de onde o vosso conceito de feliz se encontre no espectro da miséria humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais um exemplo da competência francesa e da sua capacidade de criar um bom filme para uma audiência mais abrangente quando quer. Um sinal de que cada vez olham mais para outros públicos, limpando dos argumentos as habituais private jokes e referências culturais incompreensíveis para quem more a mais de 150Km do centro de Paris. O que neste caso nasce de um modo bastante natural, uma vez que é daquelas raras ocasiões em que um bestseller americano é adaptado para um filme não americano.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é só a tensão que é de cortar à faca, uma vez que contenção não é o mote aqui. Rápido, imprevisível e suficientemente imersivo para nos manter em suspensão sensorial durante duas horas. É um filme para ver com atenção, saborear o detalhe e não ser constantemente interrompido por telefonemas, SMS ou por uma vizinha de saudável robustez em roupa interior a pedir se posso dispensar um pouco de açúcar.</p>
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		<title>Interceptor (2009) a.k.a. Zapreshchennaya realnost</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 14:34:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">Desenganem-se aqueles que pensam que o filmezinho de acção brainless  em que toda a lógica é retorcida de modo a que a narrativa possa ser reencaminhada para um sem fim de lutas e proezas físicas de duvidosa credibilidade é um exclusivo do cinema de Hollywood. Todos os países têm os seus &#8220;filmes de porrada e explosões&#8221; para entreter esta grande comunidade de barrascos que habita entre nós. Assumir que se fez um filme brainless é nobre, mas querer fazer passar uma obra monolítica por um épico intemporal injectando mitologia nonsense é uma armadilha narrativa em que os russos caem sempre. Efeito secundário: transforma-se um &#8220;murro e balázio neles&#8221; numa comédia involuntária capaz de criar um Ed Wood instantâneo.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2998"></span>Os russos têm capacidade de fazer um filme de 5 milhões de dólares  parecer de 100 milhões pelos standards americanos. Têm também jeito para  o bullet time e toda a estética Matrix. E apesar da capacidade que os russos têm de criar aquele feeling de blockbuster nos seus êxitos comerciais, dos seus efeitos especiais muito decentes ou das cenas de acção complexas de envergonhar qualquer mestre do wire-fu americano, há qualquer coisa que falta no cinema mainstream russo. Essa &#8220;qualquer coisa&#8221; é uma narrativa coerente e, acima de tudo, universal. Quando se aspira à world domination em qualquer área, há que criar valores universais que o mundo dominado compreenda.</p>
<p style="text-align: justify;">Este filme é um caso de estudo desta falha. A história é bastante linear: soldado de elite é traído. Toda a gente pensa que morreu, mas na realidade está numa ilha de pescadores zen a desfrutar da simplicidade da vida (como o Rambo no início de cada filme, antes da carnificina desumana). Mas alguém o chama porque um plano de uma corporação demoníaca prevê a escravização da raça humana pelo uso de uma nova tecnologia inovadora (o normal, portanto!). O nosso herói vai lá, pontapé aqui, mortal empranchado ali, rajadas de metralhadora acolá e acaba por derrotar sozinho a organização que controla o mundo. No fim fica com a gaja, mas apesar dela implorar para ser montada como uma égua selvagem, o herói demonstra ter disciplina capaz de ignorar os prazeres da carne. Linear, carregado de clichés, de fácil interpretação. Mas eis que no meio desta simples (mas honrada) estória aparecem deuses (de túnica branca) a controlar os humanos, imortais com animais místicos e semi-deuses na Terra a fazerem o interface humano-deus e também, claro, a arrear fortemente na malta. Fica mal, complica e irrita.</p>
<p style="text-align: justify;">Deixo o trailer porque sei que muito dificilmente algum de vós lhe ira pegar. Podem sempre rir-se das piadas&#8230;</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="280" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/krMRuVZlH_4&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="280" src="http://www.youtube.com/v/krMRuVZlH_4&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=2998" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/13/hobo-with-a-shotgun-2011/" title="Hobo with a Shotgun (2011)">Hobo with a Shotgun (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/12/29/conan-the-barbarian-2011/" title="Conan the Barbarian (2011)">Conan the Barbarian (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/09/piranha-2010/" title="Piranha (2010)">Piranha (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/09/27/iron-man-2-2010/" title="Iron Man 2 (2010) ">Iron Man 2 (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/28/defendor-2009/" title="Defendor (2009) ">Defendor (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/10/v-for-vendetta-2005/" title="V for Vendetta (2005) ">V for Vendetta (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/08/the-book-of-eli-2010/" title="The Book of Eli (2010)">The Book of Eli (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/23/kick-ass-2010/" title="Kick-Ass (2010) ">Kick-Ass (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/23/ghost-rider-2007/" title="Ghost Rider (2007) ">Ghost Rider (2007) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/26/zombieland-2009/" title="Zombieland (2009)">Zombieland (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Como fazer uma curta metragem em Portugal</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 20:31:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tendo eu sido um visitante das sessões de curtas metragens que decorreram nos Caminhos do Cinema Português em Coimbra, venho aqui com mais um magazine de ajuda a novos cineastas. Como podes tu então, jovem petiz, fazer uma curta metragem para passar num festival? Em primeiro lugar tens que fazer tudo em inglês para alimentar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2878" title="alucinoqualquercoisa2" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/03/alucinoqualquercoisa2.jpg" alt="" width="425" height="177" /></p>
<p style="text-align: justify;">Tendo eu sido um visitante das sessões de curtas metragens que decorreram nos Caminhos do Cinema Português em Coimbra, venho aqui com mais um magazine de ajuda a novos cineastas. Como podes tu então, jovem petiz, fazer uma curta metragem para passar num festival?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2876"></span>Em primeiro lugar tens que fazer tudo em inglês para alimentar uma vã esperança de te poderes internacionalizar. Provavelmente ganharás o Euromilhões primeiro, mas pelo menos a esperança não morre. Não tens ideias para um guião? Mas quem te disse que precisas de um? Fazes uso de um conceito muito em voga chamado &#8220;<em>cenas maradas</em>&#8220;. E o que são cenas maradas? Bem, basicamente é filmares uma lata de atum em cima de um alguidar de pepinos ou a tua avó a dormir enquanto fazes um plano de 360 graus desfocado. Depois editas na versão pirata do Adobe Premiere que sacaste da Net, metes slowmotion e usas os plugins com nomes mais bizarros que por lá encontrares, dando prioridade aos que comecem por Alucino-qualquer coisa. Ok?</p>
<p style="text-align: justify;">Música&#8230; Que música meter? Como não vais passar nunca dos festivais de amadores podes usar qualquer música porque ninguém te vai foder o juízo com os direitos de autor. Depois usa muito musica minimalista ou tecnos manhosos arritmicos, estilo Clint Mansel, Orbital ou Aphex Twin. Podes sacar da net a OST do Pi. Ajuda. Mete também uns poemas obscuros e surreais de algum poeta que encontres na Internet, mas que seja pouco conhecido para pensarem que é teu. Deixa sempre estas confusões no campo do ambíguo, porque nunca te farão perguntas concretas e pensarão sempre que é teu.</p>
<p style="text-align: justify;">Se conseguires convencer umas gajas quaisquer a posar nuas, aproveita. Dá um ar de modernidade e avant-guarde. Mas pede-lhes que não rapem a pintelheira para manter um aspecto ousado e anos 70. Não lhes filmes a cara, não vão aparecer lá no liceu fotos da desgraçada. Estudantes de teatro e dança dão um bom alvo. Mas, por amor de Deus, pede-lhes que rapem os sovacos.</p>
<p style="text-align: justify;">Dá-lhe um título em inglês e mete-lhe uma versão, tipo &#8220;Nubian Flower 1.02&#8243; para dar um ar de tecnológico. Filma cenas na TV, aponta a camara directamente para o sol, filme cenas tradicionais com a tal música que falei anteriormente. Lembra-te que a cultura ciberpunk e as cores saturadas estão na moda, assim como tudo o que estiver fora de contexto.</p>
<p style="text-align: justify;">No final, quando te perguntarem o que significa tudo, diz-lhes que exteriorizaste os teus sentimentos sob a forma de pesadelos gráficos em que os sonhos intervêm como personagens secundárias. Usa palavras como: dogma, paradigma, alienação do ser ou mesmo Oximoro e Pleonasmo.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Ao domingo à noite, enlatados! Este texto foi escrito em Dezembro de 2005, depois de uma noite agonizante que passei no Associação Académica de Coimbra a ver curtas metragens. De início apetecia-me arrancar os olhos com um garfo, mas disseram-me para ter calma porque se calhar a próxima era boa. Passei o resto da noite a olhar de soslaio para os classificados do Correio da Manhã a pensar qual seria a linha de tempo alternativa se tivesse ligado à Cindy, completa, 2ª oportunidade, peitinho 44 e com capacidade de projectar até 8 metros uma bola de ping-pong pela crica.</em></p>
</blockquote>
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		<title>Frequently Asked Questions About Time Travel (2009)</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 13:55:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os britânicos encaram a ficção científica de um modo diferente do resto do mundo. Mais leve, airosa, frequentemente bem humorada mas sem com isso tirar a devida profundidade aos temas. Aliás, comparando com a ficção científica americana que é sisuda, cinzenta e monocórdica, a britânica é frequentemente mais complexa e apoiada em factos científicos, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2807" title="faq-about-time-travel" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/03/faq-about-time-travel.jpg" alt="" width="425" height="252" /></p>
<p style="text-align: justify;">Os britânicos encaram a ficção científica de um modo diferente do resto do mundo. Mais leve, airosa, frequentemente bem humorada mas sem com isso tirar a devida profundidade aos temas. Aliás, comparando com a ficção científica americana que é sisuda, cinzenta e monocórdica, a britânica é frequentemente mais complexa e apoiada em factos científicos, por mais estratosféricos e improváveis que possam ser. FAQ About Time Travel conta-nos a história de três amigos (dois nerds de scifi e um anti-nerd sci-fi) que se vêem numa embrulhada épica quando uma anomalia do fluxo temporal na casa de banho do pub que frequentam os envia aleatoriamente para várias épocas.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2701"></span>Antes de continuar, falemos de ciência. Ciência a sério, de físicos virgens que não se atrapalham com a teoria M e para quem a supergravidade e o seu efeito nas 11 dimensões não constitui um entrave. As leis da física permitem a viagem no tempo. Existe mesmo um projecto para uma máquina do tempo. Cientificamente é possível. Qual é o problema? Engenharia. Não existe ainda capacidade para construir uma estrutura que possar gerar energia suficiente que permita manter estável um wormhole e fazer com que a sua entrada possa estar simultâneamente em dois locais geográficos e temporais. Bom, geekemente falando, estamos perante a possibilidade real de ter um Stargate. Hey, se não acreditam vejam o excelente documentário da BBC em 4 episódios chamado &#8220;Time&#8221; e apresentado pelo notável físico nipo-americano Michio Kaku<span style="font-size: x-small;">. <a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5iYmMuY28udWsvYmJjZm91ci9kb2N1bWVudGFyaWVzL2ZlYXR1cmVzL3RpbWUuc2h0bWw=" target=\"_blank\">Mais info aqui</a>.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">FAQ About Time Travel é um ensaio de baixo orçamento acerca das implicações temporais provocadas por um técnico do futuro (what else?) especializado em tapar fissuras temporais que comete um erro na casa de banho do pub preferido dos nossos heróis. E quando se entra numa confusão que envolve viagens no tempo, como todos tão bem sabemos, a onda de causa/efeito é tão catastroficamente demolidora que voltar ao fluxo temporal original é virtualmente impossível. E com virtualmente eu quero dizer completamente.</p>
<p style="text-align: justify;">A premissa é bastante interessante e tipicamente inglesa, como um episódio dos novos do Dr. Who, mas tal como no Dr. Who o desenvolvimento deixa a desejar quando a certo ponto da história o entra e sai temporal e o aparecimento das mais idiotas criaturas deixa o filme a um passo dos vilões de Power Rangers sem fato de esponja. E como todos sabemos, isto não é bom. Além da relação amorosa metida a martelo porque, convenhamos, parece ser obrigatória uma relação amorosa, quanto mais não seja para calar as frases &#8220;Isto tem algum jeito?&#8221; e &#8220;Mas tu gostas disto?&#8221; das nossas namoradas, esposas, ou acompanhante feminina.</p>
<p style="text-align: justify;">A ideia original e o desenvolvimento está muito bem conseguido. Tudo bem, nem todos os viajantes do tempo têm um DeLorean, uma locomotiva ou mesmo uma cabine telefónica. Isso compreende-se, o que não se compreende é que a partir da uma hora de filme entre um bocado no campo da correria nonsense que é um típico episódio fatela do Dr. Who.</p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=2701" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/01/moon-2009/" title="Moon (2009) ">Moon (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/13/porque-hoje-e-dia-do-pai-em-tatooine/" title="Porque hoje é dia do Pai em Tatooine">Porque hoje é dia do Pai em Tatooine</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/25/alien-trespass-2009/" title="Alien Trespass (2009)">Alien Trespass (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/09/the-man-from-earth-2007/" title="The Man from Earth (2007)">The Man from Earth (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/29/the-adventures-of-buckaroo-banzai-across-the-8th-dimension-1984/" title="The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)">The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/15/adventureland-2009/" title="Adventureland (2009)">Adventureland (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/04/los-cronocrimenes-2007/" title="Los cronocrímenes (2007) ">Los cronocrímenes (2007) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/04/a-contrafaccao-cinematografica-%e2%80%93-tomo-iii-animacao/" title="A Contrafacção Cinematográfica – Tomo III (animação)">A Contrafacção Cinematográfica – Tomo III (animação)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Moon (2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 11:40:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A ficção científica, fora do âmbito do blockbuster, está a atravessar uma época especialmente vigorosa. Com os efeitos especiais cada vez mais acessíveis ao técnicos de orçamentos menores, estamos perante um admirável mundo novo de possibilidades. Em Moon temos o exemplo de como fazer um filme em que os efeitos especiais e os cenários servem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2536" title="Moon (2009)" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/02/moon01.jpg" alt="" width="425" height="240" /></p>
<p style="text-align: justify;">A ficção científica, fora do âmbito do blockbuster, está a atravessar uma época especialmente vigorosa. Com os efeitos especiais cada vez mais acessíveis ao técnicos de orçamentos menores, estamos perante um admirável mundo novo de possibilidades. Em Moon temos o exemplo de como fazer um filme em que os efeitos especiais e os cenários servem apenas para contar uma história e não tiram o protagonismo nem o impacto à narrativa. Poderia ser o 2001 da nossa geração, não fosse ter aparecido numa altura em que o cinema é praticamente descartável e o tempo de vida útil de um filme é apenas um conjunto de breves minutos no intervalo de tempo que antecede os créditos iniciais do próximo.  Documentemos irmãos, antes que me esqueça do que ia dizer.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2535"></span>Lado escondido da Lua. Um homem sozinho com o seu computador falante,  monocórdico e lógico, ao estilo de HAL. Uma exploração de minério essencial para o planeta Terra é gerida por uma única pessoa em turnos de 3 anos. Faltam 15 dias para acabar o turno de Sam. Há um acidente, Sam fica preso num veículo lunar, inconsciente. Sam acorda numa enfermaria. Levanta-se e vai ao exterior verificar o veículo lunar. Lá dentro está outro Sam. 2 Sams? Sim, dois Sams. Será alucinação como no Fight Club? Não. Será uma viagem no tempo? Não. Ah, que confusão. O que será?</p>
<p style="text-align: justify;">E assim partimos numa viagem ao interior da mente humana, da humanidade propriamente dita e às fronteiras da ciência. Apesar do filme não entrar em filosofias, prepara para o cinéfilo um extenso rol de questões deontológicas relacionadas com a ciência do futuro, questões essas que ficam a remoer no cérebro muito após os créditos finais. Por exemplo, neste preciso momento devia estar a executar uma função produtiva. Em vez disso estou a escrever isto. Mas na realidade nem sei bem o que estou a dizer ou escrever, porque estou a ainda a pensar nas questões levantadas pelo filme. É esse o poder de Moon.</p>
<p style="text-align: justify;">Na prática esta característica faz com que o filme viva além dos breves minutos que costuma ser o tempo útil de qualquer obra cinematográfica, pois deixa-nos umas emoções parasitas que despertarão certamente no futuro, noutras situações, em que iremos clamar em plenos pulmões<em> &#8220;Bela merda, isso é uma banhada ao Moon&#8221; </em>ou <em>&#8220;Isto não é nenhuma inovação, o Moon já tinha tocado nesse assunto em 2009&#8243;</em>. Expressões estas que virão acompanhados pela ira dos nossos amigos e a habitual frase <em>&#8220;Não sei o que é que isso tem a ver com charcutaria transmontana, mas acho que te devias tratar&#8230;&#8221;</em></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=2535" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/04/frequently-asked-questions-about-time-travel-2009/" title="Frequently Asked Questions About Time Travel (2009) ">Frequently Asked Questions About Time Travel (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/11/14/apollo-18-2011/" title="Apollo 18 (2011)">Apollo 18 (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/09/the-man-from-earth-2007/" title="The Man from Earth (2007)">The Man from Earth (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/05/04/source-code-2011/" title="Source Code (2011)">Source Code (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/10/v-for-vendetta-2005/" title="V for Vendetta (2005) ">V for Vendetta (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/30/star-trek-2009/" title="Star Trek (2009)">Star Trek (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/17/babylon-a-d-2008/" title="Babylon A.D. (2008) ">Babylon A.D. (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/29/the-adventures-of-buckaroo-banzai-across-the-8th-dimension-1984/" title="The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)">The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Men Who Stare at Goats (2009)</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 19:23:50 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel=\"attachment wp-att-2500\" href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nLzIwMTAvMDEvMjgvdGhlLW1lbi13aG8tc3RhcmUtYXQtZ29hdHMtMjAwOS90aGVtZW53aG9zdGFyZWF0Z29hdHMv"><img class="aligncenter size-full wp-image-2500" title="themenwhostareatgoats" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/01/themenwhostareatgoats.jpg" alt="" width="425" height="232" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Homens que matam cabras só com o olhar&#8221;. É este, meus amigos, o título português de &#8220;The Men Who Stare at Goats&#8221;. Não concordo com a tradução, mas provavelmente foi a única frase de que se conseguiram lembrar que tivesse a palavra &#8220;Homens&#8221; e a palavra &#8220;Cabras&#8221; que não invocasse de imediato um imaginário de zoofilia ou um exército de pastores a arrombarem traseiros caprinos à força de vara carnuda. Ainda bem que não tenho nada a ver com isso porque, sinceramente, também não me vem à cabeça nenhuma tradução que não seja igualmente merdosa.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2467"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Mas se a ideia é para soar ainda mais estratosférico, tudo bem. A premissa destes homens e as suas cabras é uma unidade especial do exército americano que explora poderes paranormais (para anormais) dos seus soldados para fazer uma unidade mística de guerreiros xamã. A ideia é serem usados na busca de pessoas perdidas, missões secretas e operações fantasma. O narrador garante-nos no início que isto é tudo verdade. <em>blink blink! </em>Verdade ou não, nada disso interessa. Para ver ficção disfarçada de realidade basta-me ligar os noticiários das 20:00.</p>
<p style="text-align: justify;">O que temos efectivamente para começar é uma equipa allstar de actores e uma premissa que é tudo menos vulgar. A narrativa é uma demanda obscura de difícil compreensão só parcialmente desvendada no final com uma forte componente de flash-backs intercalados para criar background, talvez numa proporção de 40%/60%. George Clooney desbobina nonsense que poderá até nem ser nonsense mas o mais certo é que seja nonsense e Ewan McGregor somos nós, o representante de cinéfilo dentro do filme a fazer as perguntas que gostaríamos de ver respondidas. Mas o certo é que Clooney fala tanto que não deixa o outro desgraçado enfiar uma pergunta ocasional.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos perante uma obra invulgar, tanto na narrativa como na temática, num estilo tipicamente indie mas que parece ter um ligeiro desajuste na montagem final, falta de equilíbrio e um bocadinho de lógica que possa contrabalançar tanto New Wave, mesmo que seja para rir.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu gostei do filme apesar de não concordar, mais uma vez, com o final. É desconexo e metido a martelo. Já para não falar da cena final, que é de arrepiar os pelos dos tomates de tão bizarra.</p>
<p style="text-align: justify;">Louve-se a coragem de trazer para a ribalta as operações comerciais e a vertente mercantilista da guerra do Iraque, nem que seja disfarçada de pano de fundo para não levantar sobrolhos na falcoaria. É bom? É. É fantástico? Não. Boa disposição, boa música. Apenas não nos apetece meter uma faca aos pulsos no final, e hoje em dia isso já não é nada mau&#8230;</p>
<p><em><br />
</em></p>
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