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	<title>CinemaXunga &#187; mamas</title>
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		<title>A Cristina nunca viu o Seinfeld</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 09:46:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4516" title="Seinfeld" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/Seinfeld.jpg" alt="" width="425" height="354" /></p>
<p style="text-align: justify;">Irmãos, a Cristina nunca viu o Seinfeld! Os mais desatentos perguntam enraivecidos quem é a Cristina mas quem está mais familiarizado com as Indústrias Kramerica ou com a obra de Art Vandelay não quer saber quem é a Cristina. Eu próprio já fui assim, enraivecido com aqueles que não seguiam a minha via (o caminho da rectidão e da verdade) mas neste momento não sinto ira para com os irmãos que, tal como a Cristina, se afastaram a luz e da sensatez, daqueles que nunca conheceram a sapiência do Nada, daqueles que veem a sua vida desaparecer nos tentáculos do Friends, Will and Grace ou mesmo aquele instrumento de Satanás que visa transformar mulheres em trastes horrendos potencialmente inúteis e serventes do Demónio chamada “Sex and The City”.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4453"></span>A Cristina não está, porém, perdida. Ainda há esperança, um feixe de fotões de puro amor ainda brilha na direcção da Cristina, porque Seinfeld é imortal. Ao contrário de qualquer outra série que tem que ser vista num intervalo de tempo muito limitado, Seinfeld irá ser apreciado por toda a eternidade por infindáveis gerações de espectadores que irão, inclusivamente, tomar decisões de vida com base em factores Seinfeldianos. Não me admiraria mesmo de ver num futuro próximo episódios de Seinfeld usados para cursos de auto-ajuda, formação profissional, MBAs de gestão ou mesmo como aconselhamento para lideres mundiais de renome.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma maneira muito simples para avaliar Seinfeld como monstro incontornável da História do entretenimento: A cada vez que se fala de um sitcom não-familar, usam-se termos como &#8220;poderá ser o próximo Seinfeld&#8221; ou &#8220;não é nenhum Seinfeld, mas vê-se!&#8221;. Este tipo de expressões, já fortemente enraizadas na cultura popular, demonstra bem o poder que é esta série.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto não poderá haver um herói sem um arqui-inimigo, o chamado Nemesis. Não falo de Newman, o carteiro obeso cuja missão de vida é destruir Seinfeld sem que isso envolva grande esforço físico. Falo dos fanboys de Friends, esses adolescentes eternos com a adolescência por resolver, aqueles que acham Seinfeld ofensivo e se sentem confortáveis pelo ambiente inócuo e estéril das piadas de Friends.</p>
<p style="text-align: justify;">Não consigo sequer conceber uma vida sem saber o que é o Soup Nazi, a expressão &#8220;Master of my Domain&#8221;, Puffy Shirt, The Moors, &#8220;Yada, yada, yada.&#8221; ou o imortal &#8220;&#8221;Hello&#8230; <em>Newman</em>!&#8221;. Coisas que nos ficarão para sempre, embrulhadas no cérebro juntamente com memórias de amores de juventude, loucuras da faculdade ou aquele dia em que acordámos no meio de um milheiral todos nús com um número de telefone tatuado numa anca que mais tarde vimos a saber tratar-se de um talho no alto de Santa Clara que já fechou há mais de 5 anos mas que o antigo dono mantém para encomendar filmes porno e sex-toys para que a esposa nunca desconfie, ainda que suspeite levemente que ela também não se importará de brincar com eles uma vez que fala insistentemente em tom de brincadeira na alegada fama que os negros têm no que diz respeito ao seu orgão genital. Sabem como é, coisas banais que acontecem a todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto Cristina, se me estás a ler, digo que te tens a bênção do meu perdão. Que o teu pecado é grave, verdade, mas não é irreversível. Procura numa FNAC, encomenda da net, &#8220;<em>encomenda</em>&#8221; da net (blink blink) ou pede emprestado a um amigo, de preferência a um que não seja muito possessivo em relação aos seus ricos DVDs porque provavelmente nunca os irá voltar a ver na vida.</p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4453" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/09/x-files-exordium/" title=" X-Files: Exordium"> X-Files: Exordium</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/04/geracao-%e2%80%9cborra-picas%e2%80%9d-cidade-despida/" title="Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida ">Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/01/2774/" title="4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos">4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/06/top-10-celebridades-que-envelheceram-mal/" title="Top 10 Celebridades que envelheceram mal">Top 10 Celebridades que envelheceram mal</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/30/star-trek-2009/" title="Star Trek (2009)">Star Trek (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Smurfs (2011)</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Oct 2011 23:11:22 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzEwL1RoZS1TbXVyZnMtMjAxMS5qcGc="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="The-Smurfs-2011" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/10/The-Smurfs-2011_thumb.jpg" alt="The-Smurfs-2011" width="425" height="284" border="0" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Há uns meses atrás, aquando da estreia deste filme, foi forte a onda de indignação para com a violação das nossas memórias de infância.  Nada de original ou verdadeiramente importante, mas ainda assim ligeiramente revoltante. Ou talvez não. Todas as nossas memórias já foram tantas vezes violadas nos sentimos confortáveis com isso. Memória de infância que não seja violada não é memória decente, como as caloiras de Letras ali no Jardim da Sereia. Mas neste caso foi uma violação acrescida, uma vez que até o título original foi mudado. Eram os Estrumpfes, passaram a Smurfs. Na altura não concordei mas hoje faço vénia a quem escolheu o título nacional porque, afinal de contas, não se tratam dos mesmos bonecos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4494"></span>Antes de continuar deixem que me explique. Sim, fui ver este filme ao cinema. Paguei como um ordeiro cidadão que sou, gramei com a taxa de 3D pelo rego acima sem me queixar e não perdi o sorriso amarelo quando me pediram quase 8 euros pelas pipocas e coca-cola. Era uma daquelas situações em que temos que ir, porque a sociedade nos quer assim, porque não somos animais nem aquelas gajas que passam o dia a vender cartões barclaycard no shopping e depois vão para casa sozinhas chorar até às 3 da manhã porque nenhum dos três gajos que andam a frequentar sexualmente aceita abandonar a esposa. Mamei com o filme e calei-me. Tirando as 3 cadeiras que rasguei com uma faca de mato que costumo levar para todo o lado, a mijada que fiz no corredor dos cinemas quando saí a meio e um quadro electrico que sabotei com os cubos de gelo que sobraram da coca-cola (que pedi &#8220;sem gelo&#8221;), quase que nem se notou que odiei o filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Smurfs sempre foram irritantes. Não foram propriamente um sucesso nas nossas TVs, foram mais os bonecos, os autocolantes e os cromos dos Bolycaos. Mas ainda assim deixaram marca. Nesta reencarnação em modo &#8220;zombie cinematográfico&#8221; aparecem num estilo live action com animação 3D, uma técnica de animação que me dá uma nefasta volta à tripa. Roger Rabitt foi o único bom dessa gama.</p>
<p style="text-align: justify;">A narrativa é merdosa, senão vejam: os Smurfs são atacados pelo seu arqui-inimigo e fogem. Entram num portal quântico que estava mesmo ali à mão e vão dar directamente ao Central Park de Nova Iorque. Vão parar a casa de um jovem casal onde lhes ensinam de modo involuntário o sentido de família (o gajo não queria filhos, ela engravidou ainda assim, vaca!) mesmo a tempo de voltarem a apanhar outro portal quântico que por incrível coincidência voltou a aparecer, quem diria. Isto depois de dezasseis artimanhas narrativas desleais acaba para, esperemos nós, nunca mais voltar.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu poderia dizer que o filme é uma horrenda tentativa falhada na arte do entretenimento, mas o certo é que aquilo era o que se esperava e aquilo é o que as pessoas gostam. Quem não gosta não come, eu eu comi e não gostei porque sou parvo. E porque a vida tem destas coisas, temos que ceder.</p>
<p style="text-align: justify;">Vi a versão dobrada em português o que significa que a única coisa potencialmente entusiasmante deste filme acabou por me passar ao lado, a fantástica voz da <em>hermosa</em> Sofia Vergara. Porque de resto vinha muito tapada, não quiseram distrair a atenção da Estrunfina e dos seus trejeitos de puta.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Sócia&#8230; Estou aqui entesadíssimo! (2011)</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 15:47:05 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA4L3NvY2lhLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="+" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/socia_thumb.jpg" alt="+" width="425" height="239" border="0" /></a></p>
<p align="justify">O estímulo à economia passa por pequenas coisas que fazemos no dia a dia. Comprar calçado do Vale do Ave, consumir arroz do Baixo Mondego e laranjas do Algarve, não utilizar mão de obra moldava em bares de alterne e, principalmente, comprar porno nacional. De preferência comprar online em formato digital, porque metade do valor do DVD vai para o plástico que é feito na China e para a empresa de entrega Seur que é espanhola. Em tempos de crise toda a ajuda é pouca no combate à pobreza e são pequenos gestos como estes que nos devolverão a integridade económica de um país orgulhoso da sua herança cultural.</p>
<p><span id="more-4474"></span></p>
<p align="justify">A produção de entretenimento para adultos vive em Portugal uma época de especial esplendor. Não porque seja um altura de renovada frescura e qualidade, mas porque uma nova empresa dedicada às artes do deboche apareceu com promessas de glória. E antes que esta NWOPP (New Wave of Portuguese Pornography) definhe e desapareça nos lodos do esquecimento, analisemos uma das suas mais recentes produções: Sócia estou aqui entesadíssimo (em 3D). Isto disse-me um amigo, obviamente, porque eu não vejo destas porcarias.</p>
<p align="justify">Tudo começa quando Futre (ou El Foutre) apresenta a nova estratégia de vitória para o clube do seu coração; Foder! Bom, e depois é foder até ao fim. Pelo ecrã desfilam promissoras estrelas da labuta corporal, cada uma no seu estilo. Melissa Odara, uma brasileira de aspecto comilão que aparenta capacidade de despachar duas equipas de Rugby e ainda comer uma dobrada à Transmontana no final.  Joana Belmonte é uma estreante que tem o perfil de amante ideal, boa na cama e com aspecto de poder empurrar um furgão de médias dimensões caso a bateria falhe. Há ainda uma loura genérica toda puta de aspecto insaciável e um playmate (ou equivalente Penthouse) com uma carinha que diz “<em>Meu Deus, não era este filme que tinha em mente quando assinei aquele documento. Como poderei explicar isto à minha avozinha? Adeus carreira de sucesso como actriz mainstream!</em>”. Isto é a opinião do meu amigo que vê destas coisas, claro.</p>
<p align="justify">A qualidade técnica, não sendo excelência, não desilude. O som directo é confuso, as falas enrolam com o ranger dos móveis e o som de fundo, mas a nível de qualidade de imagem e iluminação está muito profissional. Resta uma melhor direcção de actores porque as novatas andavam claramente às aranhas e Portugal deixará de ter vergonha da sua pornografia. Agora que o pêlo púbico é coisa do passado e as actrizes com problemas de hemorroidal são recusadas, há uma lufada de ar fresco no panorama nacional. Há muito tempo que merecíamos isto. Contra os canhões, marchar, marchar!</p>
<p align="justify"><img class="alignnone size-full wp-image-4478" title="Socia, estou aqui entesadissimo" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/Captura-de-ecr%C3%A3-total-26-08-2011-095731.jpg" alt="" width="425" height="146" /></p>
<p align="justify"><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zb2NpYXh4eC5jb20="><img title="Socia, estou aqui entesadissimo" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/Captura-de-ecr%C3%A3-total-26-08-2011-110555.jpg" alt="" width="425" height="235" /></a></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4474" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/28/noite-escura-2004/" title="Noite Escura (2004) ">Noite Escura (2004) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/04/geracao-%e2%80%9cborra-picas%e2%80%9d-cidade-despida/" title="Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida ">Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/18/big-boob-butt-bangers-4-2003/" title="Big Boob Butt Bangers 4 (2003)">Big Boob Butt Bangers 4 (2003)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/05/04/o-contrato-2009/" title="O Contrato (2009)">O Contrato (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2012/01/02/a-casa-do-sr-penetra-reality-show-porno/" title="A Casa do Sr. Penetra: Reality Show Porno">A Casa do Sr. Penetra: Reality Show Porno</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/01/the-wicker-man-1973/" title="The Wicker Man (1973)">The Wicker Man (1973)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/09/piranha-2010/" title="Piranha (2010)">Piranha (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/28/100volta-200/" title="100volta (200?)">100volta (200?)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Somewhere (2010)</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jul 2011 21:50:24 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"> <img class="alignnone size-full wp-image-4408" title="Somewhere-Sofia-Coppola" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/07/Somewhere-Sofia-Coppola-Festival-do-Rio-002.jpg" alt="" width="425" height="186" /></p>
<p align="justify">Sofia Coppola, songa-monga. Com a simpatia de um bloco de basalto e um semblante equídeo cuja estrutura rinoplástica permite pendurar confortavelmente duas gabardines e uma samarra alentejana, Sofia é a filha mimada de Francis Ford Coppola que tenta sacar gabarito à conta de créditos hereditários e que desde finais do século passado tenta fazer passar os seus filmes por clássicos intemporais com a ajuda da máquina publicitária do papá. Mas como até um relógio parado pode estar certo duas vezes por dia, havia de chegar o filme que fosse decente. Somewhere, uma bela crónica voyeristica do mundo do showbusiness visto por dentro.</p>
<p align="justify"><span id="more-4407"></span>Nunca simpatizei com Sofia Copolla. No final dos anos 90 criou-se um gigantesco hype em volta de uma primeira obra supostamente genial da enfant terrible do enfant terrible Francis Ford Copolla. Foram seis meses de pressão mediática muito devido à banda sonora entretanto lançada, a genial OST dos Air para Virgin Suicides. O falhanço em achar esta obra interessante deveu-se à elevada expectativa. Fosse visto por acaso sem nenhum precedente mercantil e até o poderia achar interessante. Mas não, a tragédia das irmãs Lisbon não me tocou minimamente e a única exclamação que proferi foi quando me apercebi de quão gorda e envelhecida estava Kathleen Turner.</p>
<p align="justify">2003 trouxe a aclamação do público com Lost in Translation, mas voltei a não achar piada nenhuma. Demasiado hypster para o meu gosto. Amores perdidos, ilusões destruídas, daddy issues e uma infindável melancolia afastou-me do núcleo emocional do filme. E o mesmo aconteceu com Maria Antoinette. Não consegui sentir a empatia necessária para poder acompanhar sem dor o filme até ao fim.</p>
<p align="justify">Mas Somewhere é um excelente filme, digamos que é um remake de Marie Antoinette com referências suficientes para que nos fazer identificar. A vida de uma estrela em ascenção vista na primeira pessoa. Imensos períodos de tédio e vazio. Uma busca constante pelo prazer, seja por sexo, drogas, álcool, velocidade ou outros produtores de endorfinas. Para perceber no final onde está a verdadeira felicidade e compreender como se pode perder tão facilmente. É uma visão fascinante, cheia de episódios curiosos e filmada de um modo bem característico que consegue fazer passar todas estas sensações sem necessidade de diálogo. Uma tarefa apenas possível para quem conhece tão bem este mundo por dentro e tem a capacidade para criar uma camada de abstração suficiente para o documentar sobriamente em película. Uma bela performance dos actores, que assentaram grande parte dos seus diálogos em exercícios de improviso, que vem dar aquele colorido extra.</p>
<p align="justify">Só espero não ter que agoniar por mais 3 filmes agoniantes para ter outro bom filme de Sofia Coppola. De notar que apesar de todo o hyper que precedeu este filme, prémios e polémicas incluídas, o filme acabou por passar bem despercebido no nosso país.</p>
<p align="justify">
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		<title>Escape From New York (1981)</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 16:20:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos sabemos que o Apocalipse tem muito pouco interesse cinematográfico. Muito frouxo. Uns misseis nucleares, a malta a ser incinerada viva enquanto foge, os governos do planeta a colapsar em anarquia e vazio de poder, as infra-estruturas a falharem e um regresso à idade média devido à destruição da última tecnologia existente por bombas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; margin: 2px auto; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="escape-from-new-york-promotional-art1" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/07/escape-from-new-york-promotional-art1.jpg" alt="escape-from-new-york-promotional-art1" width="425" height="239" border="0" /></p>
<p align="justify">Todos sabemos que o Apocalipse tem muito pouco interesse cinematográfico. Muito frouxo. Uns misseis nucleares, a malta a ser incinerada viva enquanto foge, os governos do planeta a colapsar em anarquia e vazio de poder, as infra-estruturas a falharem e um regresso à idade média devido à destruição da última tecnologia existente por bombas de impulsos electromagnéticos. E depois, nada… Silêncio, fumo, pó, mortos, milhões de mortos nas ruas. Não há pássaros no céu nem animais nas florestas. As cidades arrasadas e os campos que ainda parecem produtivos todos contaminados por radiação e armas químicas. É depois disto, quando começam a emergir os primeiros sobreviventes, quando começam a juntar-se os primeiros grupos, quando o engenho primitivo começa a reconstruir uma nova ordem mundial é que as coisas começam a ganhar interesse. É esta reconstrução que tanto amamos, esta esperança que mesmo depois do fim as coisas podem continuar. Benvindos ao pós-apocalipse.</p>
<p align="justify"><span id="more-4394"></span>Tecnicamente Escape From New York não é bem um filme pós-apocalíptico. Trata-se de um género quase gémeo, o filme de Sociedade Distópica. Mundo colapsa, é necessário um regime totalitarista para meter o sociedade no sitio. Estamos em 1997 e o crime subiu tanto que tiveram que transformar Manhattan numa ilha prisão para albergar todos os criminosos violentos num ambiente contido, sem autoridade, vedado do mundo. Azar dos azares, um evento &#8220;Deus Ex-Machina&#8221; faz com que o Air Force One caia na ilha e o presidente fica refém dos gangs de tresloucados que habitam a ilha. Cabe a Snake Plissken, um bad ass da velha guarda, entrar à cowboy na ilha, distribuir bofetada nos &#8220;crazies&#8221; e trazer de volta o tão amado presidente.</p>
<p align="justify">Esta é uma das obras primas de Carpenter, uma referência pelo qual todos os seus outros filmes são medidos. A história é simples, entrar, salvar, sair, com alguns malabarismos narrativos pelo meio, mas o excesso dos anos 80 (ainda nos primordios) era já óbvio no espampanante modo de vida dos &#8220;Crazies&#8221;. O cinema pós-apocalíptico dos anos 80 era muito popular porque permitia exercícios de estilo nas tribos pós holocausto, fosse nas roupas alucinogénicas, nos meios de transporte onde o factor utilidade era secundário face à necessidade de futurismo ou na própria organização social das tribos, com muita poligamia, bisexualidade, pessoas &#8220;diferentes&#8221; ou o mais gratuito espalhafato multicolor próprio de quem não tinha limites para criar.</p>
<p align="justify">A palete de actores é uma invocação de todo o imaginário do final dos anos 70. Lee Van Cleef é o habitual cowboy alpha dog, Ernest Borgnine o bonacheirão side kick, Isaac Hayes o chefe dos crazies e um jovem Kurt Russel que acaba por convencer contra toda as vozes que diziam não ser papel para ele. E ainda a então esposa de Carpenter, Adrienne Barbeau, dotada de um impressionante par de marmelos que Carpenter gostava de ostentar nos seus filmes. Como quem diz &#8220;<em>Mamas, aqui</em>!&#8221;.</p>
<p align="justify">Revi este filme a semana passada, em glorioso HD, e posso dizer que gostei tanto de o ver agora como da primeira vez que o aluguei em VHS. De lá para cá as coisas mudaram. Este filme tem alma, textura, garra de artesão. É certo que Carpenter não entra quase nunca na primeira divisão dos realizadores dos últimos anos, mas provavelmente nunca foi essa a intenção. No entanto o seu nome está constantemente a vir à baila quando se fala de cinema de culto, de filmes que vimos que nunca mais nos abandonaram. Carpenter é grande, apesar do colapso na sua carreira depois dos anos 90.</p>
<p align="justify">Como nota de rodapé, deixo-vos uma fotografia do absolutamente genial carro de Isaac Hayes como lider das gangs maléficas. Eu próprio me sinto tentado em arrancar os candeeiros de casa da minha avó para os afixar no meu carro. Mas sei que a inveja dos meus pares seria lesante da minha integridade física e moral. Não se nota, mas pendurado por baixo do espelho está uma bola de espelhos à escala de 1:1.</p>
<p align="justify"><img class="alignnone size-medium wp-image-4399" title="Carro" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/07/31086062-jpeg_preview_large-425x239.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4394" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/22/escape-from-la-1996/" title="Escape From LA (1996)">Escape From LA (1996)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/08/07/christine-1983/" title="Christine (1983)">Christine (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/27/the-fog-1980/" title="The Fog (1980)">The Fog (1980)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/09/house-of-wax-2005/" title="House of Wax (2005)">House of Wax (2005)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/25/teenagers-from-mars-graphic-novel/" title="Teenagers From Mars &#8211; Graphic Novel">Teenagers From Mars &#8211; Graphic Novel</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Ward (2010)</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 16:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA3L3RoZXdhcmQtQ3VzdG9tLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="theward (Custom)" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/07/theward-Custom_thumb.jpg" alt="theward (Custom)" width="425" height="309" border="0" /></a></p>
<p align="justify">A educação nos anos 70 e 80 tinha algumas falhas que aos olhos de hoje podem ser consideradas “primitivas&#8221; ou “retrógradas”, tais como a barbaridade de não se poder usar calculadoras em exames ou a aberração de se poder chumba (meu Deus, chumbar!) caso a qualidade dos conhecimentos não ficasse devidamente provada por escrito. Mas havia uma coisa que não existe hoje, que era o incentivo ao respeito pelos mais velhos. E uma coisa que aprendemos é que não se pode julgar um ancião por ter forrado o sofá com fezes ao ter confundido a sala de estar com a casa de banho, mas que devemos sempre ver nele o homem que em tempos foi e a obra que deixou para trás.</p>
<p><span id="more-4390"></span></p>
<p align="justify">The Ward é o regresso de John Carpenter à cadeira de realizador desde Ghosts of Mars, em 2001. Muito se especulou que não mais voltaria a realizar depois da palermice pegada daqueles fantasmas marcianos. O certo é que ainda realizou um episódio de Masters of Horror e agora este The Ward. Esperemos apenas que este The Ward não seja a sua extinção enquanto realizador.</p>
<p align="justify">Estamos perante um filme pejado de clichés mas esse não é o principal problema. O cliché sempre foi aproveitado por Carpenter para criar surpresas e para ser subvertido. Aliás, o cliché é elemento obrigatório no cinema mainstream contemporâneo, porque é isso que cria o conforto com o cinéfilo, que o faz estar à vontade logo no inicio de cada filme porque os elementos são comuns. Não diria que é tudo a mesma merda, mas as diferenças não são significativas. Pelo menos no cinema americano.</p>
<p align="justify">Qual é então o problema deste filme? Bem, este filme cria uma situação inicial intrigante e depois toda a narrativa é encaminhada para um final que adivinhamos cedo ser de reviravolta. Porquê? Porque há elementos de montagem, técnicas fotográficas e efeitos pontuais que indicam que estamos perante mais do que aquilo que parece. E nestas situações todos sabemos como acaba. Ou é uma agradável surpresa ou um falhanço descomunal.</p>
<p align="justify">E quando chega ao fim lá estamos nós perante a surpresa da reviravolta. E não acreditamos no que vimos. Se o final poderia ser um sucesso em, digamos, 1967, hoje em dia quase que se transforma numa piada, uma solução que poderá ser empregue para resolver qualquer embróglio narrativo ou um sketch de britcom. E não é justo, porque isto não é Carpenter tal como nos lembramos dele.</p>
<p align="justify">E pode um final ditar o falhanço de um filme? Não devia, mas sim, dita. É a única coisa que nos fica e por muito prazer que nos dê ver os 85 minutos bons, são sempre os 5 minutos maus que selam o destino da avaliação. A revolta, a sensação de traição, o ímpeto de pegar em archotes e forquilhas, a sede de sangue&#8230;</p>
<p align="justify">Sou fanboy assumido de Carpenter e admito que ele possa fazer filmes menos bons, como já os fez no passado. Escape From LA ou Ghosts of Mars revelam uma clara incapacidade de se adaptar a uma nova era cinematográfica. Mas isso não interessa, os clássicos continuam todos lá, obras do verdadeiro Master of Horror que veneramos. Long live the King.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4390" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/04/resident-evil-afterlife-3d-2010/" title="Resident Evil: Afterlife 3D (2010)">Resident Evil: Afterlife 3D (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/06/planetary-warren-ellis-banda-desenhada/" title="Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada">Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/14/chronicles-of-wormwood-banda-desenhada/" title="Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada">Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/07/gigantic-2008/" title="Gigantic (2008)">Gigantic (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/19/crossed-banda-desenhada/" title="Crossed &#8211; Banda Desenhada">Crossed &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/05/santas-slay-2005/" title="Santa&#8217;s Slay (2005)">Santa&#8217;s Slay (2005)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/20/loose-screws-1985/" title="Loose Screws (1985)">Loose Screws (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/13/hobo-with-a-shotgun-2011/" title="Hobo with a Shotgun (2011)">Hobo with a Shotgun (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/28/the-human-centipede-first-sequence-2009/" title="The Human Centipede (First Sequence) (2009)">The Human Centipede (First Sequence) (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Loose Screws (1985)</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 16:33:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-4318 aligncenter" title="loose-screws-" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/04/loose-screws-.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os anos 80 foram uma época muito conturbada para aqueles que, como eu, viveram lá parte importante da sua adolescência. Tão conturbada que eu só me senti preparado para enfrentar os anos 80 mais ou menos a meio dos anos 90, ali naquela altura em que Kobain se suicidou e a música passou a ser merdosa em todas as frentes e géneros. <span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;">Todas as tentativas até essa altura para assassinar Bon Jovi falharam, incluindo aquelas que envolviam viagens no tempo. Isto explica o estado vegetativo/zombie do conceito clássico do Rock e todas aquelas cantorias pop que se ouvem actualmente na rádio onde não se consegue identificar um único instrumento musical  ou outro qualquer som que não se parece com uma variação multitonal de um enxame de abelhas dentro de um latão de zinco.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;"><span id="more-3716"></span></span><span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;">Foi na segunda metade dos anos 80 que vi o Loose Screws, numa altura em que era bem mais simples fazer uma </span>laringectomia a um papa formigas em chamas do que parecer cool na escola. O cinema para adolescentes demonstrava claramente como devíamos agir, que roupa usar, que postura adoptar, que atitude transparecer. No entanto ainda tornava as coisas mais complicadas. Tentávamos ir pelo caminho do Breakdance e parecíamos chimpanzés epilépticos a meio de uma crise de asma, vestíamos as roupas como aqueles fabulosos teenagers dos filmes e parecíamos os ajudantes do Croquete e Batatinha.  Com um fosforo na boca como o Cobra, parecíamos atrasados mentais, com um blusão de penas igual ao do Michael J. Fox parecíamos vítimas do Titanic. Além disso as nossas colegas do sexo feminino não tinham nem de perto nem de longe o aspecto viçoso, curvilíneo e debochado das garotas que corriam alegremente em topless de modo perfeitamente gratuito durante uma boa metade dos filmes. Eram enjoadas e descuravam a estética púbica, tendo frequentemente que usar uma cueca de tamanho acima para albergar tamanho arvoredo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Loose </span>Screws <span style="color: #000000;">é apenas um sucedâneo de Porky&#8217;s, os American Pies da altura. Um grupo de teenagers liceais vive assombrado pela energia hormonal e só consegue pensar em sexo. As peripécias fortemente sexualizadas seguem-se a um ritmo estonteante tendo como objectivo alguma nudez. Era apenas um entre dezenas, mas era este que eu tinha copiado ilegalmente e era este que eu e os meus amigos víamos quando não havia novidades.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As pessoas às vezes lêem os meus posts e pensam &#8220;<em>Cum carago, este gajo inventa cada merda estranha</em>&#8221; e por isso vi-me obrigado a colocar duas cenas no Youtube. <span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;">São cenas emblemáticas deste filme, em HD porque não vivemos já na idade média, e que passarei a descrever para aqueles que nunca viram nenhuns jogos olímpicos em que havia uma equipa da Alemanha Ocidental e outra da República Democrática Alemã. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Cena 1 &#8211; A Passagem Cool por um corredor de liceu dos anos 80</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><object width="425" height="269"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WUdHlD8osQ0?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="269" src="http://www.youtube.com/v/WUdHlD8osQ0?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além do Ripoff evidente a Bill Murray no final, prestem atenção à densidade de cultura popular que se conseguiu meter em 30 segundos. Uma avalanche de clichés que serve perfeitamente para introduzir os 4 protagonistas: o nerd, o gordo, o atlético que papa as gajas todas e o espertalhão que goza com o director e dança break. Ali se vê também ao que tínhamos que aspirar para ser cool num liceu. À falta disto éramos obrigados a colar posters do Bruce Springsteen nas capas dos cadernos, mas usando fita cola  porque o papel autocolante transparente era ainda um artigo raro em Portugal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Cena 2 &#8211; Montagem com música gira e modus operandi dos únicos personagens principais que comem gajas</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><object width="425" height="269"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QwggXWWQrbM?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="269" src="http://www.youtube.com/v/QwggXWWQrbM?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A música Circular Impression dos Extras ainda hoje me está apegada ao cérebro qual tatuagem emocional de tanta vez que vi isto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com esta pequena lição de História Teenager de Portugal vos deixo. E se os jovens de hoje acham que vivem numa época miserável e negra, pensem apenas que não têm que passar pela vergonha de  pedir revistas pornográficas emprestadas (com páginas coladas) para esgalharem o pessegueiro. E assim acontece&#8230;</span></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3716" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/05/o-anel-de-noivado/" title="O Anel de Noivado">O Anel de Noivado</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/07/teen-wolf-1985/" title="Teen Wolf (1985)">Teen Wolf (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/18/the-hitchhikers-guide-to-the-galaxy-2005/" title="The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) ">The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/29/the-adventures-of-buckaroo-banzai-across-the-8th-dimension-1984/" title="The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)">The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/23/kick-ass-2010/" title="Kick-Ass (2010) ">Kick-Ass (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/07/gigantic-2008/" title="Gigantic (2008)">Gigantic (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/04/500-days-of-summer-2009/" title="(500) Days of Summer (2009) ">(500) Days of Summer (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Porky&#8217;s (1982)</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Feb 2011 15:47:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzAyL3Bvcmt5cy5qcGc="><img class="aligncenter size-full wp-image-4233" title="porky's" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/porkys.jpg" alt="" width="425" height="266" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nenhum filme exemplifica com tanta fidelidade a violenta efervescência hormonal pós-puberdade como Porky&#8217;s. Ver este filme foi durante muitos anos ritual de iniciação do jovens imberbes ao fabuloso mundo do deboche que prometia um futuro radiante pleno de sexo sem fim à vista, tal manual de iniciação para saber como não agir numa casa de alterne e para gerir erecções involuntárias. Além disso servia como detector de receptividade sexual, uma vez que todas as gajas que se rissem das badalhoquices e que engolissem em seco durante as cenas mais eróticas eram garantidamente carne para canhão.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4228"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos, porém, associar este filme aos modernos filmes de ritual de passagem para adolescentes ou dizer que se trata do American Pie dos anos 80. Porky&#8217;s, visto agora com os olhos da desilusão de todas as promessas falhadas da adolescência, é um filme profundo, uma caracterização das dores do crescimento. Não se trata apenas de um grupo de amigos que se esforça de modo sobre-humano para obter serviços sexuais (grátis ou pagos), mas de uma gama completa de problemas relacionados com a agrura de entrar no mundo dos adultos. Temos violência doméstica, sexo e prostituição sem falsos moralismos, crime, abuso de poder e a omnipresente humilhação pública. Tudo embrulhado num filme que em nada tem a ver com a limpeza politicamente correcta dos filmes que nos apoquentam hoje em dia. É, digamos, divertidamente profundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por lá também se pode ver a pelagem púbica de Kim Cattrall, de um tempo anterior ao tempo, antes de ser aquela carcassa ninfomaníaca com tendência para a zoopoligamia, do tempo em ainda lubrificava naturalmente. Jovem, firme, inocente e, muito importante, de rabo ao léu. Rabo intocado ainda pela cruel ditadura do bisturi estético. Um belo rabinho, portanto!</p>
<p style="text-align: justify;">Curiosamente não me lembrava que o filme era passado nos anos 50. Além de um boa narrativa temos uma caracterização de época muito interessante, com toda uma indumentária rockabilly e os fabulosos carros. E com uns pequenos elementos multimédia vos deixo, na esperança que façam deste um mundo melhor ou que, pelo menos, não estraguem mais do que que está.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><object width="425" height="266"><param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/7-RwhYCtwAk?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="266" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/7-RwhYCtwAk?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Cá está, Kim Cattrall de rabo ao léu!</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4234" title="porkys2" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/porkys2.jpg" alt="" width="425" height="446" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4235" title="porkys3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/porkys3.jpg" alt="" width="425" height="461" /></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4228" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/26/cobra-1986/" title="Cobra (1986)">Cobra (1986)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/01/the-wicker-man-1973/" title="The Wicker Man (1973)">The Wicker Man (1973)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/15/adventureland-2009/" title="Adventureland (2009)">Adventureland (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/28/noite-escura-2004/" title="Noite Escura (2004) ">Noite Escura (2004) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/10/what-happens-in-vegas-2008/" title="What Happens In Vegas (2008) ">What Happens In Vegas (2008) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Død snø (2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Feb 2011 22:41:41 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4223" title="deadsnow" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/deadsnow.jpg" alt="" width="425" height="266" /></p>
<p style="text-align: justify;">Zombies Nazis. O que é que neste conceito pode falhar? Nada, obviamente. Um país famoso pelo arenque, bacalhau e a fabulosa qualidade de vida que aparece sempre no telejornal a cada vez que se fala que Portugal é uma desgraça de país, seria a improvável pátria de um dos melhores filmes de zombies que vi ultimamente. Mas depois pensamos nas bandas de Black Metal satânico, nas taxas de suicídio e naquela gaja dos Abba* que nunca depilava os sovacos e tudo faz sentido.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4222"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Um grupo de jovens passa um fim de semana numa remota cabana das montanhas escandinavas. Sem contacto com o mundo, entregam-se aos prazeres da juventude. Por uma incrível coincidência esta zona está também infestada de nazis zombies, esquecidos da Segunda Grande Guerra. Os dados estão lançados para um belo serão de cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">A forte influencia de outros filmes do género é assumida sem complexos, desde a t-shirt de Braindead, a existência de um cinéfilo utra geek do cinema de terror, passando por algumas citações ou cenas que são reencenadas de clássicos de Hollywood. Mas ainda assim o toque exótico norueguês confere-lhe uma personalidade própria e um sentido de humor bem refinado.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o inexperiente em cinéfilia zombiana poderá parecer mais do mesmo, mas como em todos os filmes de zombies o que interessa são os detalhes, os pequenos elementos que adornam a trama habitual de &#8220;luta pela sobrevivência de um grupo cercado de mortos-vivos que vai falecendo ao ritmo lento de um a cada dez minutos até sobrarem dois ou um que se revela infectado nos últimos segundos, no caso de o realizador não ser dado a lamechices.</p>
<p style="text-align: justify;">Dead Snow é o título internacional de Død snø, e deve ser pronunciado comprimindo os lábios como que a soprar um apito inexistente e emitindo dois sons em velocidade lenta como se estivéssemos a ensinar um cavalo a dizer &#8220;pão de ló&#8221; levantando a mão ao ar como uma batuta invisível.</p>
<p style="text-align: justify;">* &#8211; E sim, eu sei que os Abba são suecos, mas para nós que moramos aqui nesta ponta da Europa, a Escandinávia é apenas um grande balde de vikings pescadores de bacalhau que ganham mais de 5000 euros por mês já depois de 50% de imposto do qual ninguém se queixa porque o estado o aproveita para possibilitar uma melhor qualidade de vida aos seus cidadãos, em vez de o foderem todo em carros topo de gama, aventuras megalomanas com o dinheiro que a nossa segurança social tira ás crianças famintas deste país e ao orçamento dos seus pais que já antes era à conta, às empresas publicas onde os seus amigos podem ganhar uma fortuna jogando Tetris e snifando cocaína o dia todo e outras características de novo riquismo reconhecido às sociedades menos evoluídas.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4222" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/26/zombieland-2009/" title="Zombieland (2009)">Zombieland (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/15/la-horde-2009/" title="La Horde (2009)">La Horde (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/11/mutants-2009/" title="Mutants (2009)">Mutants (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/25/teenagers-from-mars-graphic-novel/" title="Teenagers From Mars &#8211; Graphic Novel">Teenagers From Mars &#8211; Graphic Novel</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/14/chronicles-of-wormwood-banda-desenhada/" title="Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada">Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/03/carriers-2009/" title="Carriers (2009)">Carriers (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Wicker Man (1973)</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 23:54:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se é verdade que o estilo &#8220;blockbuster charlatão e untuoso&#8221; vive da contemporaneidade e do cutting edge tecnológico fazendo parecer velho um filme com dois anos, o mesmo não se pode aplicar a um filme que vive de narrativa e engenho criativo. É que antigamente também se escrevia. Usavam-se uns artefactos oblongos chamados &#8220;canetas&#8221; que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4008" title="thewickerman1973" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/thewickerman1973.jpg" alt="" width="425" height="243" /></p>
<p style="text-align: justify;">Se é verdade que o estilo &#8220;blockbuster charlatão e untuoso&#8221; vive da contemporaneidade e do cutting edge tecnológico fazendo parecer velho um filme com dois  anos, o mesmo não se pode aplicar a um filme que vive de narrativa e engenho criativo. É que antigamente também se escrevia. Usavam-se uns artefactos oblongos chamados &#8220;canetas&#8221; que estampavam caracteres directamente no papel sem necessidade de impressora. E escrevia-se com muita qualidade, por estranho que possa parecer. E que o digam os produtores da Hollywood actual, que conseguem simular virtualmente a vida, o universo e tudo mais, mas quando precisam de uma história que não envolva tiroteio despropositado e aniquilação de meia Nova Iorque  por entidades imaginárias têm que se virar para os argumentos de outrora, nem que seja para lhes fazer o downgrade de excelência para brainless action movie de tiroteio despropositado e aniquilação de meia Nova Iorque entidades imaginárias.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4007"></span>The Wicker Man é um fabuloso filme de 1973 que nos conta a história de um polícia escocês fortemente religioso que é enviado para uma comunidade insular para resolver o misterioso desaparecimento de uma menina. A forte mentalidade conservadora do polícia vai colidir com uma população de tradição pagã com raízes nos rituais pré-cristãos europeus.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma narrativa com uma ritmo evolutivo muito poderoso, que nos absorve por completo em direcção a um climax que faz parte já da cultura popular e que catapultou este Wicker Man para o estatuto de clássico. É um twist do tempo em que o twist era uma instituição. O ambiente é deliciosamente surreal, ainda mais vincado pela visão very british conservadora o personagem principal. É de tal modo apelativo que para o final do filme começamos a achar que o polícia é que é estranho por não ser bizarro como os outros. Destaque para um Cristopher Lee em grande forma no papel de vilão (palavra esta que tem que ser dita com sotaque brasileiro).</p>
<p style="text-align: justify;">Wicker Man propagou-se de tal modo pela cultura pop que existe hoje em dia um festival de Verão no local das filmagens chamado precisamente Wickerman Festival, dedicado a expressões musicais alternativas (e outras mais comerciais para atrair publico). Os próprios Iron Maiden têm uma música chamada Wicker Man inspirada neste filme. Além disso, cada vez que vejo dois ou três aldeões com riso malandro fico com arrepios de medo temendo a fatídica defunção do protagonista deste filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Há um remake de 2006 que nunca vi, mas uma pesquisa no YouTube por &#8220;Nicolas Cage Punches A Woman Whilst Wearing A Bear Suit&#8221; são um bom indicativo que saltar por cima deste remake é uma boa opção de vida.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4007" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/17/barbarella-1968/" title="Barbarella (1968) ">Barbarella (1968) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/28/noite-escura-2004/" title="Noite Escura (2004) ">Noite Escura (2004) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/10/what-happens-in-vegas-2008/" title="What Happens In Vegas (2008) ">What Happens In Vegas (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/03/thirst-2009-a-k-a-bakjwi/" title="Thirst (2009) a.k.a. Bakjwi">Thirst (2009) a.k.a. Bakjwi</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/15/dellamorte-dellamore-1994/" title="Dellamorte Dellamore (1994)">Dellamorte Dellamore (1994)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/14/chronicles-of-wormwood-banda-desenhada/" title="Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada">Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/09/house-of-wax-2005/" title="House of Wax (2005)">House of Wax (2005)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Machete (2010)</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Dec 2010 12:02:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4138" title="machete" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/machete_poster2.jpg" alt="" width="425" height="240" /></p>
<p style="text-align: justify;">Chega ao fim mais um ano. Na minha lista de rascunhos procurei algo que estivesse pendurado injustamente. Pesco este Machete que mantive em banho maria por demasiado tempo. Não posso dizer que Machete seja a minha paixoneta cinematográfica do ano porque sou uma pessoa com grande dificuldade em demonstrar entusiasmo ou qualquer estado emocional que requeira algum nível de euforia. Mas que Machete foi um belo filme de 2010, isso não podemos negar. Não será certamente uma mensagem inspiradora que possa criar benevolência e ondas universais de filantropia. Não. É apenas divertimento no seu estado mais puro. Mas atenção, não é divertimento para todos, é para quem o conseguir inserir no seu lugar. E também é o uso mais divertido de um intestino humano desde o Braindead de Peter Jackson em 1992 ou as filmagens de Tomás Taveira em 1989.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3870"></span>Para que se possa compreender Machete deve-se compreender primeiro o conceito de Grindhouse. Acho que já tinha abordado este assunto algumas vezes antes, mas na época de Internet em que toda a gente tem memória de passarinho nunca é demais realçar as coisas que queremos ver bem elucidadas. Ora portanto Grindhouse. Grindhouse é um termo impossível de compreender para um português ou outro qualquer habitante de um país fora dos Estados Unidos. Mas felizmente temos em Portugal a nossa própria versão de Grindhouse. Nos anos 80 e inícios dos anos 90 a indústria de distribuição de cinema era diferente do que é hoje. Havia dois tipos de salas de cinema. A primeira divisão, onde passavam as estreias e os filmes mais mainstream. Depois havia a segunda divisão que englobava as salas mais pequenas com filmes série B ou filmes mainstream com mais de 6 meses, as salas de bairro, o cinema itinerante de aldeia e as míticas salas de praia que ainda hoje persistem nalguns locais do país. Essa segunda divisão é o nosso Grindhouse. Normalmente sessão duplas, filmes que só eram exibidos um dia ou dois, cópias cortadas e mal tratadas, erros de projecção, cinematografias menos mediáticas, violência, terror e a sempre omnipresente pornografia depois da meia noite.</p>
<p style="text-align: justify;">É numa homenagem ao contexto descrito anteriormente que devemos ver Machete. Os elementos são desse tipo de cinema, os deliciosos detalhes copiados fielmente. Não se pode dizer que seja grande surpresa porque quem viu Planet Terror sabe que se há um mestre deste tipo de cinema, esse mestre é Robert Rodriguez. A fotografia, os planos, os clichés, as desnecessidades da violência gratuita, os goofs, os plot holes, o exagero, a preguiça narrativa contornada com acrobacias absurdas, sexo em barda de modo perfeitamente aleatório&#8230; Não falta nada aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o filme acaba e pensamos objectivamente no que acabamos de presenciar é impossível não pensar algo do género &#8220;<em>Como é que se consegue condensar tamanha quantidade de actores famosos, secundários de peso, argumento multithread em pouco mais de 90 minutos?</em>&#8220;. E de tal intensidade, fluxo de informação e passo acelerado que duas ou três visualizações extra não fazem mal a ninguém, com a vantagem de se descobrirem detalhes a cada vez que se (re-)vê. Danny Trejo vê-se assim, de repente, transformado num action hero de referência, num icon sexual do novo milénio e vem provar que quando é preciso matar e copular em larga escala sem perder de vista o objectivo da missão é necessário bem mais que uma carinha laroca.</p>
<p style="text-align: justify;">A galeria de actores é de uma beleza quase surreal. Não apenas na quantidade de nomes sonantes como no tipo de papel atípico que desempenham sob a batuta de Rodriguez (Eu também não gosto da metáfora da batuta, mas não me ocorreu mais nada que, sorry. Estão à vontade para destilar veneno nos comentários). Robert De Niro, irreconhecível político redneck vira-casacas com elevado instinto de sobrevivência. Jessica Alba, pouco mais que um belo rabo, cara laroca e uma boquinha marota, não me parece que tenha sido o casting ideal, mas como se trata de Grindhouse, passa&#8230; Steven Seagal, o mais denso cepo unidimensional no seu primeiro papel de bad guy. Priceless. Eu adorei-o pela primeira vez na vida. Aliás, deve ser o único filme com ele que vi mais de 3 minutos. Michelle Rodriguez como sempre muito bem no papel de bela musa da ultra-violência. Nem com um olho a menos perde piada. Ainda há lugar para Lindsay Lohan a fazer de si própria, Don Johnson também irreconhecível no papel de pulha genérico e toda uma gama de secundários de respeito.</p>
<p style="text-align: justify;">É também interessante este aspecto de  dualidade absoluta dos personagens. Ou são bons e justos ou demoníacos. Mais ou menos com num episódio de Knight Rider ou McGyver. Não há espaço para tons de cinzento no universo sangrento de massacre. Nas sábias palavras de Yoda &#8220;Do or do not, there is no try!&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Concluindo que já se faz tarde, devo dizer que não estamos perante uma evolução no cinema moderno. Não estamos perante a nova &#8220;Next Big Thing&#8221; de Hollywood. Clássico instantâneo. Estamos perante um filme que é imensamente divertido e que para ser consumido em toda a sua glória teria que ser visto no cinema da Praia de Monte Gordo a meio do mês de Agosto ou, em alternativa, numa cópia de uma cópia em VHS, com fotocópia da capa a preto e branco (modo econofast). Ou Beta. Beta não era mal.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom 2011 para todos e que, no mínimo, não vejamos a nossa vida a andar para trás. Amo-vos a todos como irmãos. E não falo daqueles irmãos que o meu pai deixou no ultramar e que nunca conheci, mas sim de irmãos verdadeiros que nos fazem a vida um pouco mais colorida. Não colorido no sentido gay da expressão, mas no sentido de ajuste de saturação de um TV ou um monitor descalibrado.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>O peso da idade &#8211; Chewbacca à Sexta!</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Dec 2010 09:31:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Trinta e tal anos depois, Chewbacca e Leia volta a encenar o momento que os fez famosos nos foruns de fanboys pela Internet fora. Com um quilos a mais e com Chewbacca a denotar algum desgaste na prótese total paga por um famoso apresentador de um talk show, podemos finalmente interiorizar que se há algo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4088" title="chewbacca-thenandnow" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/chewbacca-thenandnow.jpg" alt="" width="425" height="650" /></p>
<p style="text-align: justify;">Trinta e tal anos depois, Chewbacca e Leia volta a encenar o momento que os fez famosos nos foruns de fanboys pela Internet fora. Com um quilos a mais e com Chewbacca a denotar algum desgaste na prótese total paga por um famoso apresentador de um talk show, podemos finalmente interiorizar que se há algo com que não devamos mexer é com as nossas memórias de infância. Será agora muito mais complicado encebar o mastro e fantasiar com a Princesa Leia. Mas não de todo impossível&#8230; Os créditos vão todos para este <a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2Jsb2cuaW5uZXJwZW5kZWpvLm5ldC8yMDA5LzA0L2VsLWJlc3RpYWxpc21vLWRlLWxhLXByaW5jZXNhLWxlaWEtb3JnYW5hLmh0bWw=">artista</a>. Há lá mais fotos e bem mais ousadas. Já ouviram falar da posição Wookie Style? Está lá&#8230;</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4086" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/12/o-fim-de-chewbacca-a-sexta/" title="O FIM de Chewbacca à Sexta">O FIM de Chewbacca à Sexta</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/24/family-guy-something-something-something-dark-side-2009/" title="Family Guy: Something, something, something Dark Side (2009)">Family Guy: Something, something, something Dark Side (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/01/chewbacca-morreu-viva-chewbacca-a-sexta/" title="Chewbacca morreu, viva Chewbacca (à sexta!)">Chewbacca morreu, viva Chewbacca (à sexta!)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/30/star-trek-2009/" title="Star Trek (2009)">Star Trek (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/14/o-amendoim-esquilo-gigante-a-sexta/" title="O Amendoim &#8211; Esquilo Gigante À Sexta!">O Amendoim &#8211; Esquilo Gigante À Sexta!</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/09/piranha-2010/" title="Piranha (2010)">Piranha (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/23/chewbacca-peida-se-chewbacca-a-sexta/" title="Chewbacca peida-se &#8211; Chewbacca à Sexta">Chewbacca peida-se &#8211; Chewbacca à Sexta</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/16/sol-aos-quadradinhos-chewbacca-a-sexta/" title="Sol aos Quadradinhos &#8211; Chewbacca à Sexta">Sol aos Quadradinhos &#8211; Chewbacca à Sexta</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/06/planetary-warren-ellis-banda-desenhada/" title="Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada">Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/05/star-wars-remake-chewbacca-a-sexta/" title="Star Wars Remake &#8211; Chewbacca à Sexta">Star Wars Remake &#8211; Chewbacca à Sexta</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>MacGruber (2010)</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 23:45:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3909" title="macgrub" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/macgrub.jpg" alt="" width="425" height="224" /></p>
<p style="text-align: justify;">Por muito amante do cinema que se seja, há sempre que ponderar o que se assoma perante nós. Quando um filme se insere num determinado template percebemos claramente o rumo que os acontecimentos vão tomar. Temos duas opções. O filme é bom e queremos ter o prazer de o ver todo ou dá para perceber que vai ser o mais degradante espectáculo que alguma vez vomitado por um ecran. Apesar do tempo perdido parecer relativamente inócuo à altura em que o gastámos estupidamente, um dia vamos estar a sobrevoar o Atlântico e o piloto avisa que o avião se vai despenhar em chamas numa zona infestada de tubarões e pensamos em tudo o que podíamos ter feito e não fizemos e no tempo de perdemos em idiotices. E esse filme que falei anteriormente vai martelar a nossa consciência até ao limite máximo da exaustão, até que a última tíbia seja deglutida pelo sistema digestivo de um jovem tubarão branco com ambições de liderança.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3803"></span>E um desses filmes que ameaçam fazer desaparecer tão precioso tempo é MacGruber. Mas eu adiantei-me e passados 20 minutos abandonei o seu visionamento entre um ou outro impropério às produções adaptadas do Saturday Night Live e como sou idiota ao pensar que desta vez iria ser um bom filme. São saudades do Wayne&#8217;s World, a única adaptação SNL que merece vénia.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, pelo pouco que vi, MacGruber é um spoof que mistura um McGyver com o Rambo e um toque de libidinoso de Austin Powers. Passada esta introdução de personagens parece-me uma oblonga e tediosa sequência de sketchs que têm como denominador comum a punch-line, repetido até à exaustão como se o seu público alvo fosse o protagonista do Memento ou dois macacos expulsos de um laboratório de testes cosméticos por motivo de incompetência e falta de empenho.</p>
<p style="text-align: justify;">De saudar a cena de sexo, que tem piada mas não atinge nenhum nirvana humorístico. Vejam no YouTube. Ou melhor, deixem que a transporte para aqui para que a vossa perda de tempo seja minimizada e quando estiverem a ser comidos por tubarões no meio do Atlântico, rodeados por pedaços de avião em chamas e cadáveres de executivos, possam dizer &#8220;<em>Sim, o Pedro é realmente um gajo porreiro por todo o tempo perdido que nos poupou.</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="256" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Z7OQxkHfZi8?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="256" src="http://www.youtube.com/v/Z7OQxkHfZi8?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3803" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/28/defendor-2009/" title="Defendor (2009) ">Defendor (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/05/04/o-contrato-2009/" title="O Contrato (2009)">O Contrato (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/03/05/the-social-network-2010/" title="The Social Network (2010)">The Social Network (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/16/get-him-to-the-greek-2010/" title="Get Him to the Greek (2010)">Get Him to the Greek (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/15/scott-pilgrim-vs-the-world-2010/" title="Scott Pilgrim vs. the World (2010) ">Scott Pilgrim vs. the World (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/09/piranha-2010/" title="Piranha (2010)">Piranha (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/30/the-a-team-2010/" title="The A-Team (2010)">The A-Team (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/28/100volta-200/" title="100volta (200?)">100volta (200?)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Severance (2006)</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 14:50:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cada vez mais o mundo se leva a sério. Demasiado a sério! É um sinal dos tempos. Ninguém gosta de ser menosprezado, existe uma tendência de dar valor demais coisas que realmente não o têm. Olhem o cinema actual, por exemplo! Mais do que filmes que se levam demasiado a sério (e logo aí perderem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3948" title="severance" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/severance.jpg" alt="" width="425" height="306" /></p>
<p style="text-align: justify;">Cada vez mais o mundo se leva a sério. Demasiado a sério! É um sinal dos tempos. Ninguém gosta de ser menosprezado, existe uma tendência de dar valor demais coisas que realmente não o têm. Olhem o cinema actual, por exemplo! Mais do que filmes que se levam demasiado a sério (e logo aí perderem toda a piada), temos exércitos de pessoas que os levam a sério só porque o marketing ditou que assim tinha que ser, e depois têm medo de parecer menos inteligentes, eloquentes ou enciclopédicos que os seus compinchas. Mas felizmente que essa tendência não é globalizante. Filmes como Piranha, Machete ou este <em>muy british </em>Severance vêm demonstrar que o cinema divertido, descomprometido e de qualidade não está morto, ao contrário dos seus personagens que aparentam alguma dificuldade em manter a sua integridade física, seja por  perigo de degolação, mutilação, perfuração severa ou traumatismos múltiplos provocados por objecto contundente, condição normalmente conhecido por &#8220;facada no lombo&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3947"></span>Os funcionários de uma multinacional do armamento são enviados para um retiro de confraternização nas mais longínquas matas da Hungria. No entanto, um desentendimento com um motorista de autocarro de personalidade fogosa provoca o abandono do staff no meio da mais densa floresta. No escuro, sem carro, sem comunicações, sem maneira de se defenderem, perdidos e assustados com barulhos bizarros. E daqui até ao mais surreal festim de carnificina é um passinho.</p>
<p style="text-align: justify;">Severence faz sua a política do cinema de série B, que é o &#8220;Porque sim!&#8221; à resposta &#8220;Mas porquê?&#8221;. O buildup é quase instantâneo e as condições humorísticas que o rodeiam fazem perdoar toda a falta de lógica. O que acaba por ter toda a lógica, diga-se. O esquema &#8220;X pessoas entram, apenas o casal (e talvez um sidekick) saem&#8221; aplica-se aqui perfeitamente num divertido filme de série B que apesar de não ser extremamente original, tem mamas. E mamas, como todos sabemos, é um conceito que faz perdoar as mais vis atrocidades, seja o deslize na conta do cartão de crédito, seja a completa destruição de todo o património familiar acumulado ao longo de 5 séculos.</p>
<p style="text-align: justify;">Como pontos positivos temos a melhor utilização de uma armadilha para ursos alguma vez vista em cinema e duas strippers presas numa cova, cuja única possibilidade de fuga reside em usarem peças de roupa para fazer uma corda. E com isto vos aconselho a ver um filme de terror britânico que não torture porn, coisa que já vai sendo raro de se encontrar actualmente. Peguem nas pipocas, desliguem o telemovel, o facebook, o messenger, o twitter e o caralho a sete que vos distrai 10 em 10 segundos das coisas realmente importantes e toca a ver o que realmente interessa: matança!&#8230;</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="256" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/TVwBVm7yVE4?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="256" src="http://www.youtube.com/v/TVwBVm7yVE4?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Piranha (2010)</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Oct 2010 13:47:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para terem uma ideia do que vou falar neste post, imaginem a cena inicial de &#8220;Saving Private Ryan&#8221;, mas em vez de nazis a receberem os aliados teríamos piranhas mutantes assassinas sedentas de carne, esfomeadas, capazes de desfazer um ser humano em 23 segundos. Aliás, em vez de soldados aliados imaginem gajas em bikini. Bikini [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3885" title="piranha3d" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/piranha3d.jpg" alt="" width="425" height="206" /></p>
<p style="text-align: justify;">Para terem uma ideia do que vou falar neste post, imaginem a cena inicial de &#8220;Saving Private Ryan&#8221;, mas em vez de nazis a receberem os aliados teríamos piranhas mutantes assassinas sedentas de carne, esfomeadas, capazes de desfazer um ser humano em 23 segundos. Aliás, em vez de soldados aliados imaginem gajas em bikini. Bikini não, de maminhas ao léu e algumas com as reluzentes vaginas a receber directamente luz do sol. Metam umas pitadinhas de sexo, teenagers no cio, Elizabeth Shue (a MILF de serviço) rija como o aço&#8230; Mas a melhor razão para amar este filme é porque o James Cameron desaprovou. O dele (Piranha 2 de 1981) foi bem pior. Tem medo que dê mau nome ao 3D. Meus senhores, se o 3D tiver alguma utilidade, que duvido, é para ver gajas em pelota. Oscar, já!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3884"></span>Antes de continuar esta amena conversa de sábado à tarde, deixem-se só aqui enfiar um disclaimer à laia de &#8220;<em>Se não gostas de terror, gore, promiscuidade gratuita e conteúdos excessivamente sexualizados com nenhum intuito excepto, talvez, marketing, põe-te na alheta, ainda vais a tempo de ver o TOP + e aqueles programas que são a extensão das revistas cor-de-rosa em que as pessoas fingem ser felizes, não falam das dívidas nem das doenças venéreas que têm e só snifam coca quando desligam as câmaras.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">E desengane-se também quem achar que Piranha poderá ser o next big thing do cinema fantástico/terror, porque não é. Piranha é apenas uma elevada dose de diversão descontraída e brutais doses de desnecessária violência altamente surreal da escola de Eli  Roth. O estilo é delicioso e para quem não está familiarizado eu esquematizo muito rapidamente: é construída um cenário envolvendo um conjunto de pessoas num ambiente natural. Laços são criados, relações humanas nas suas mais diversas vertentes são talhadas. Uma situação imprevista floresce do nada e as prioridades mudam. Antes que os personagens se possam habituar à nova realidade, o realizador manda o argumento às urtigas e é sangue, tripas, morticínio e violência exagerada até ao final. As pessoas parecem ser feitas de papel reciclado ensopado em ketchup, tal a facilidade com que se desfazem. No fim não há final feliz, apenas um passo de matança acima do normal para um build up que pisca o olho à sequela, que em português se diz &#8220;continuação&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Tem lésbicas, o que é muito importante. Quem não gosta de lésbicas? Os homens adoram-nas e as mulheres heterosexuais que nunca provaram carpete passam a vida a imaginar como seria e numa situação de &#8220;<em>nunca ninguém irá saber</em>&#8221; + <em>álcool </em>aposto que nenhuma recusava uma prova oral no túnel do amor. Já que estamos num parágrafo de badalhoquice, há a acrescentar a cena mais aleatória e desnecessária alguma vez vista num filme, que é uma piranha a comer um pénis. No sentido literal, obviamente, porque no sentido figurado tenho a certeza que toda a gente já viu piranhas a comer pénis ou já viu mesmo o seu próprio pénis a ser comido por uma piranha. Isto para quem tem pénis, claro!</p>
<p style="text-align: justify;">Eu não o vi em 3D. Também não paguei por ele, confesso. Digamos que ganhei um voucher na net. Provavelmente em 3D terá sido de cortar os pulsos, porque além da irritação dos óculos, a sensação de desembolsar dois euros e tal pela &#8220;<em>Taxa de Tanso porque é em 3D</em>&#8221; é semelhante a uma ida não planeada a um urologista de dedos gordos.</p>
<p style="text-align: justify;">Garanto-vos não o sentido da vida nem uma saída fácil para as vidas miseráveis que vocês levam (que certamente merecem), mas hora e meia de diversão no estado mais puro, aquele tipo de cinema que temos orgulho em adorar só porque aquele atrasado do Público diz ser &#8220;para mentecaptos com problemas em crescer&#8221;, a mesma descrição que o namorado dele faz cada vez que lhe olha para a gaita.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais razões para gostarem deste filme? Ok, o primeiro gajo a morrer é, nada mais nada menos que, Richard Dreyfuss. Esse mesmo. O homem que deu luta feroz ao Tubarão em 1975 nem se aguentou 3 minutos na cena inicial com meia dúzia de piranhas. Mais? Ok, quem é o cientista louco deste filme? Exacto&#8230; Christopher Lloyd, o mesmo que não precisa de estradas para onde vai.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica um video ainda mais glorioso em que o elenco de Piranha apela a uma nomeação para o Oscar. Também tem gajas, mas estão vestidas.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="253" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ijamBpVeXlQ?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="253" src="http://www.youtube.com/v/ijamBpVeXlQ?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Resident Evil: Afterlife 3D (2010)</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Oct 2010 10:17:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É de estranhar que um duvidoso franchise de zombies receba o 4º filme sem que se adivinhe um abrandamento. Mas os números não mentem e os três primeiros Resident Evil são os filmes de zombies mais lucrativos do cinema. Ditam os números que se repita a dose enquanto houver lucro. Este quarto tomo deve ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3853" title="resevil2010" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/resevil2010.jpg" alt="" width="425" height="216" /></p>
<p style="text-align: justify;">É de estranhar que um duvidoso franchise de zombies receba o 4º filme sem que se adivinhe um abrandamento. Mas os números não mentem e os três primeiros Resident Evil são os filmes de zombies mais lucrativos do cinema. Ditam os números que se repita a dose enquanto houver lucro. Este quarto tomo deve ser analisado em três frentes: a sua qualidade enquanto filme de zombies, na sua qualidade de franchise inspirado num video game e em que é que o 3D vem contribuir para a nossa felicidade. É certo que tem gajas num arraial de bofetada que parece não ter fim e a Milla está no seu pico do sex appeal, mas Resident Evil continua tão infantil, simplório e desinteressante como no primeiro dia.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3851"></span>Para garantir uma experiência cinematográfica que não entedie basta haver uma (ou mais) gajas boas a abanar os atributos e a colocar-se constantemente em posições sugestivas? Sim, mas não num filme de zombies. Mila Jovovich está, de facto, com muito bom aspecto, mas a sua postura laroca não garante por si só um filme que se quer devastador. Daí que haja ainda outra gaja boa, com poses igualmente sugestivas para contrabalançar. Ainda assim não chega. Falta matança, cérebros,membros decepados e uma dose elevada carnificina essencial a qualquer filme de zombie que queira ser levado a sério. Talvez com mais tensão lésbica e, quem sabe, uma sessão de lambe carpete pudesse fazer esquecer a falta de matança.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema destes Resident Evil é aquele aspecto plastificado e asséptico. É como servir traçadinho em TetraPak em vez de um copo de três*. Não é natural. O esquema de passagens de nível e monstros finais é aborrecido e previsível, assim como os vilões que afinal não morrem e se despedem com um &#8220;We&#8217;ll meet again, Alice! Mu hu hu ha ha ha ha&#8221;. Além disso há um abuso do slow motion, ao ponto de ser possível ver o filme em 25 minutos se a velocidade de filmagem for ajustada para a velocidade real.</p>
<p style="text-align: justify;">A narrativa confundiu-me, uma vez que não me lembro da Alice ter aqueles poderes de Dragon Ball nos outros filmes. Dá-me ideia que ela era apenas uma durona mais forte que o habitual. Falta ali factor humano e credibilidade emocional, se o que se pretende é empatia pela condição humana. Uma equipa de actores vinda directamente do mundo das séries (Welcome back, Michael Scofield) faz o que se lhes pede e seguir aquele guião não é algo que dê muito trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Em relação ao 3D, digamos que é mais uma vez um artificio saca euros, porque a sua utilização é mínima durante o filme e para quem já usa óculos é irritante ter aqueles óculos de Tenente-Coronel do Vietname por cima. É desconfortável e a luz das escadas e do próprio projector reflecte na parte interna das lentes. É um horror. Oxalá esta tendência completamente irracional passe de uma vez por todas.</p>
<p style="text-align: justify;">*<strong> O copo de três:</strong> bem mais interessante do que dissecar Resident Evil é analisar a origem do copo de três. Quem frequentou tabernas por mais de 45 segundos certamente já ouviu falar do copo de três, o mítico copo que honra a degustação do vinho saído directamente da pipa. Ora, há quem diga que o copo de três seja uma alusão ao vinho 3 Marias, quando se pedia um copo de &#8220;3 Marias&#8221; encurtava-se para a expressão &#8220;Dê-me um copo de 3&#8243;. Bom, mas isto pode ter lógica e parecer bonito assim lido por um leigo, mas a explicação poder ser bem mais profundo do que parece à primeira vista. Os puristas dizem que se chama copo de três porque são precisos 3 copos desta medida para perfazer meio litro, uma medida popular aquando da mediatização cultural do copo de três. Eu não gosto muito de vinho, não o bebo com frequência e sou aficionado de uma terceira teoria, que é o modelo de copo. Quando as tabernas controlavam o mundo havia três medidas de copos, o copo de 1, 2 e 3. Obviamente que o povo quando queria esquecer as agruras do dia a dia escolhia logo o copo de medida 3, aquele que garantia o acesso imediato ao mais elevado estado de embriaguês, aquele que lhes permitia voltar a casa para uma escaldante noite de amor com o gado caprino.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3851" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/17/resident-evil-extintion-2007/" title="Resident Evil: Extintion (2007)">Resident Evil: Extintion (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/03/carriers-2009/" title="Carriers (2009)">Carriers (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/13/the-ward-2010/" title="The Ward (2010)">The Ward (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/28/the-human-centipede-first-sequence-2009/" title="The Human Centipede (First Sequence) (2009)">The Human Centipede (First Sequence) (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/20/bruce-campbell-hail-to-the-king-baby/" title="Bruce Campbell (Hail to the king, baby!)">Bruce Campbell (Hail to the king, baby!)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/08/31/salt-2010/" title="Salt (2010)">Salt (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/08/the-book-of-eli-2010/" title="The Book of Eli (2010)">The Book of Eli (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/20/jennifers-body-2009/" title="Jennifer&#8217;s Body (2009)">Jennifer&#8217;s Body (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>As novas heroínas para o cinema de acção</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 16:20:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos comentários de um post anterior fui confrontado com uma questão que, parecendo à primeira vista uma parvoíce pegada, tem o seu quê de profundo: &#8220;Então se afinal a Angelina Jolie é uma anorética de rabo liso com insuficiente volume hemofílico para manter a consciência depois de um orgasmo, seja ele vaginal, anal, clitoriamente induzido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3834" title="Heroína para filmes de acção" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/actrizaccao.jpg" alt="" width="425" height="238" /></p>
<p style="text-align: justify;">Nos comentários de um post anterior fui confrontado com uma questão que, parecendo à primeira vista uma parvoíce pegada, tem o seu quê de profundo: &#8220;<em>Então se afinal a Angelina Jolie é uma anorética de rabo liso com insuficiente volume hemofílico para manter a  consciência  depois de um orgasmo, seja ele vaginal, anal, clitoriamente  induzido ou à  bofetada</em>.&#8221;, qual seria a minha sugestão para encabeçar uma nova geração de heroínas de filmes de acção? Depois de passar 3 dias na biblioteca municipal a consultar manuais de genética equidea e a grande enciclopédia das disfunções intestinais em bovinos de porte moderado , decidi debruçar-me sobre esta questão, que apesar de inútil não deixa de ser pertinente. Como de costume um top incompleto e sem numeração. Apenas 5 matulonas capaz de vos arrancar os tomates antes de acabarem de dizer &#8220;<em>Acho que essa calças te fazem o rabo parecer maior!</em>&#8220;</p>
<p><strong>Michelle Rodriguez</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3835" title="michellerodriguez" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/michellerodriguez.jpg" alt="" width="425" height="177" /></p>
<p style="text-align: justify;">O fogo latino jorra de si com tal imponência que a vontade de a ver esquartejar gente corre de lado a lado com a vontade de lhe ver as mamas. É a candidata natural que aparece sempre em primeiro lugar quanto tentamos pensar num action hero do sexo feminino. Ao contrário de outras mais lavadinhas e bem falantes, Michelle tem perfil para guerrilha, mato, actos selvagens na densidade das selvas equatoriais. Não se deixem enganar pelos lábios carnudos e pelo rabo desafiador de gravidade, pois esta garota rapidamente invertia os papéis e quando dessem por ela estavam amarrados a um radiador, com uma bola na boca e a serem comidos por trás com um strapon.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3777"></span></p>
<p><strong>Rose McGowan</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-3837" title="rose_mcgowan_aka_cherry_darling_planet_terror" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/rose_mcgowan_aka_cherry_darling_planet_terror.jpg" alt="" width="425" height="236" /><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quem viu Planet Terror não consegue apagar da memória a imagem de Cherry Darling a dizimar exércitos de zombies usando para o efeito uma metralhadora que usava como protese. Isto depois de ter perdido uma perna e usado temporariamente uma perna de mesa para efeitos de substituição. Aliado a esse efeito de &#8220;extreme badassness&#8221; temos ainda uma mulher carnuda, fortemente sensual (e sexual), capaz de revirar a cabeça a qualquer homem que inclua vagina no seu menu de preferências sexuais. Foi este bizarro implante orto-bélico que a catapultou para a ribalta com filmes que estão para estrear, nomeadamente o remake de Conan e o de Red Sonja.</p>
<p><strong>Katee Sackhoff</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3838" title="Battlestar-Starbuck-viper" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/Battlestar-Starbuck-viper.jpg" alt="" width="425" height="233" /></p>
<p style="text-align: justify;">Loura, escultural. Objecto de fantasia. Além da linguagem de taberneiro, consumir álcool como um GNR, frequentar bares de jogos ilegal e partir a boca a toda o macho que insinue superioridade. A Starbuck de Battlestar Galactica é a action hero por excelência. Além de dura como cornos é também uma criatura fortemente emocional, que se deixa levar pelos sentimentos. Imagino-a bem a saltar do Sci-Fi para os thrillers de perseguições, tiroteio e bofetada, com a cena de sexo e duche para se verem umas maminhas de soslaio. Casava-me com ela.</p>
<p><strong>Summer Glau</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-3839" title="terminatrix" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/terminatrix.jpg" alt="" width="425" height="262" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não se deixem iludir pelas aparências, pois esta doce e pequena Terminatrix é capaz de vos arrancar metade da gaita usando apenas os músculos vaginais. Sumer Glau tem vindo a acumular personagens que não se deixam intimidar por ninguém, com força hercúlea e com a elasticidade de uma ex-bailarina soviética convertida ao table dancing. Terminator: The Sarah Connor Chronicles, Serenity, Firefly, The Unit são apenas alguns action hits que o seu jovem curriculo já acumula.</p>
<p><strong>Milla Jovovich</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3841" title="Resident Evil Afterlife movie image Milla Jovovich" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/milla.jpg" alt="" width="425" height="242" /></p>
<p style="text-align: justify;">Há muitos anos que Milla é uma habitué dos filmes de acção em que entra como protagonista. Mas só agora começa a perder o corpo de menino de 10 anos e com a maternidade as suas formas luxuriantes de MILF começam a despontar. Vi recentemente o último Resident Evil, e apesar do filme ser um bocado foleiro, foi a primeira vez que a apreciei realmente num filme, muito por culpa de umas calças de licra tão justas que se denotava levemente o contorno do útero. E que ninguém duvide do seu jeitinho especial para a matança, talvez pelo facto de ser mais fácil levantá-la no ar com aqueles cabos do wire-fu.</p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 731px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">
<h1 class="header">Katee Sackhoff</h1>
</div>
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		<title>True Blood &#8211; 3ª Época</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Sep 2010 14:41:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chegou ao fim mais um época de True Blood, o Twilight para adultos (sic). Depois de um arranque e desenvolvimentos bastante acelerados, estancou no surrealfest que foi a season finale, meio burlesco, meio ridículo. Mais sexo, mais violência, mais sexo violento, mais nudez, gajas boas a dar com um pau (literalmente) e esculturais Adonis em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3808" title="truebloods03" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/truebloods03.jpg" alt="" width="425" height="207" /></p>
<p style="text-align: justify;">Chegou ao fim mais um época de True Blood, o Twilight para adultos (sic). Depois de um arranque e desenvolvimentos bastante acelerados, estancou no surrealfest que foi a season finale, meio burlesco, meio ridículo. Mais sexo, mais violência, mais sexo violento, mais nudez, gajas boas a dar com um pau (literalmente) e esculturais Adonis em tronco nu ao virar de cada esquina. O balanço final? Um grande &#8220;bzoink&#8221;&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3806"></span>Comecei a ver True Blood por ser inveretado fã de Alan Ball. E como qualquer fã de Alan Ball, não podia deixar passar em branco esta série. De notar que é preciso ser-se mesmo muito fã de Alan Ball, porque passar de Six Feet Under para uma &#8220;série de vampiros&#8221; é um salto de fé, mesmo para quem comprou cuecas usadas e sujas de Ball no Ebay, o que não é o meu caso. Eu peço sempre para lavarem antes de enviar. Bom, série de vampiros&#8230; E lá começámos a ver a primeira época deste True Blood, puxados a ferros.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira época é interessante, porque apesar de ser um mundo repentinamente pejado de vampiros, a narrativa central (o arco condutor) é uma banal história de um serial killer que anda a despachar empregadas de mesa. Os vampiros e as sub-histórias servem para não chocar, para molhar os pés até que nos habituemos à temperatura.</p>
<p style="text-align: justify;">Época 2&#8230; Lenta e uma incursão abrupta no sub-mundo das criaturas da floresta. Os &#8220;sabe-se lá o quê&#8221;. Irritante e muito scoobydooiana para os meus gostos simplórios do campo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta terceira época tudo foi feito para recuperar aquilo que sempre se pretendeu desde início: dinheiro e publicidade. O primeiro episódio foi um &#8220;festival de foda&#8221;, como diz o rapaz que trabalha agora na retrosaria que frequento com alguma regularidade. A incursão dos lobisomens, mais shapeshifters e fadas. Fadas? Sim, fadas&#8230; Bom e aqui foi onde saltei fora. E apercebi-me que True Blood acaba por ser também um sucedâneo de Twilight, mas com menos apego a valores cristãos. Um casal, ele vampiro ela não, em constante &#8220;<em>Eu amo-te, mas não podemos ficar juntos</em>&#8220;, &#8220;<em>Eu amo-te mas sou demasiado perigoso para ti</em>. <em>Mas antes de ir embora para sempre veste aquele fato de sopeira e vira para cá essas nalgas carnudas&#8230;</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">Não me interpretem mal, eu sou um gajo que gosta tanto de mamas e sexo como qualquer um de vós, mesmo quando por detrás estão valores mercantilistas do sagrado dólar. Mas há aqui um certo &#8220;<em>je ne sais quois</em>&#8221; de exagero ao nível de tudo o que é fruto proibido. E quando o fruto proibido começa a ser permitido, começamos a não sentir a atracção pelo dark side. De repente os vampiros voam, são supersónicos, desfazem-se numa substância com a consistência de esparguete à bolonhesa, são todos eles vilões com sotaques e modos victorianos e não se pode confiar neles. O cumprimento de vampiro passa do aperto de mão casual para a canzada no direito a torcer o pescoço à parceira ou a saudável enrabadela entre machos alpha perfeitamente seguros da sua virilidade. Um abraço apertado não seria suficiente? Ou um daqueles beijos abichanados que os franceses dão?</p>
<p style="text-align: justify;">E posto isto deixo-vos fotos de mamas para que possam lavar do cérebro a falta de qualidade deste texto.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3811" title="tbmamas-01" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/tbmamas-01.jpg" alt="" width="425" height="206" /></p>
<p style="text-align: justify;">Sooooooookiiiiie!</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3812" title="tbmamas-02" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/tbmamas-02.jpg" alt="" width="425" height="255" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3813" title="tbmamas-03" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/tbmamas-03.jpg" alt="" width="425" height="250" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3814" title="tbmamas-04" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/tbmamas-04.jpg" alt="" width="425" height="303" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3815" title="tbmamas-05" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/tbmamas-05.jpg" alt="" width="425" height="223" /></p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3806" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/09/house-of-wax-2005/" title="House of Wax (2005)">House of Wax (2005)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/11/15/a-cristina-nunca-viu-o-seinfeld/" title="A Cristina nunca viu o Seinfeld">A Cristina nunca viu o Seinfeld</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/09/piranha-2010/" title="Piranha (2010)">Piranha (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/01/uma-nova-heroina-para-filmes-de-accao/" title="As novas heroínas para o cinema de acção">As novas heroínas para o cinema de acção</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/09/14/sympathy-for-mr-vengeance-2002-oporto-chronicles/" title="Sympathy for Mr. Vengeance (2002) &#8211; Oporto Chronicles">Sympathy for Mr. Vengeance (2002) &#8211; Oporto Chronicles</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/04/geracao-%e2%80%9cborra-picas%e2%80%9d-cidade-despida/" title="Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida ">Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/03/thirst-2009-a-k-a-bakjwi/" title="Thirst (2009) a.k.a. Bakjwi">Thirst (2009) a.k.a. Bakjwi</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Sympathy for Mr. Vengeance (2002) &#8211; Oporto Chronicles</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 22:35:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Porto, Rua de Cedofeita. 8:47 da manhã. Segunda-feira. Enquanto tento esquecer o sabor a café torrado cheio de borras que acaba de me ser servido numa esplanada surpreendentemente bem frequentada, leio no JN a notícia de uma esposa que matou o marido à machadada e martelada para depois partilhar o leito conjugal com o cadáver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3785" title="mrvengeance" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/mrvengeance.jpg" alt="" width="425" height="282" /></p>
<p style="text-align: justify;">Porto, Rua de Cedofeita. 8:47 da manhã. Segunda-feira. Enquanto tento esquecer o sabor a café torrado cheio de borras que acaba de me ser servido numa esplanada surpreendentemente bem frequentada, leio no JN a notícia de uma esposa que matou o marido à machadada e martelada para depois partilhar o leito conjugal com o cadáver durante 3 dias. Ah, as loucuras da juventude! Não pude evitar alguns pensamentos relacionados com a ausencia do efeito da gravidade nos seios de uma catraia que lia um exemplar envelhecido de &#8220;Deus tem Caspa&#8221; de Júlio Henriques na mesa em frente e em como a descrição gráfica e dolorosamente lenta da prazenteira homicida me fez lembrar Sympathy for Mr Vengeance, de Chan-wook Park, essa entidade superior incapaz de produzir mau cinema.</p>
<p><span id="more-3781"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Já por aqui muito se tem falado de Chan-wook Park e da sua indiscutível capacidade de contar narrativas pungentes através de imagens. Além da superiora qualidade da narrativa, Chan-wook Park brinda-nos com uma qualidade gráfica sem paralelo na industria. Qualquer frame do filme poderia ser revelado e o resultado seria sempre uma foto de qualidade suprema.</p>
<p style="text-align: justify;">Sympathy for Mr. Vengeance é o primeiro tomo da trilogia &#8220;Vingança&#8221; deste autor, sucedido por OldBoy e (Sympathy for) Lady Vengeance. A narrativa, como é apanágio do mestre, é complexa. A história muda de dono, rodopia, saltita, volta atrás, intercala, sempre no domínio do bom gosto.</p>
<p style="text-align: justify;">Violento quanto baste, sem que isso significa ofensivo ou desagradável, Park melhor que ninguém consegue conduzir um épico da ultraviolencia com a leveza de um maestro numa obra primaveril de Vivaldi, assim como quem salta sobre nenufares, esfaqueando e degolando. Melhor que o cheiro de napalm pela manhã.</p>
<p style="text-align: justify;">Vou rever assim que possa, porque o que é bom tem que se venerar. E com esta vos deixo, boa noite e  bons sonhos.</p>
<p style="text-align: justify;">* <strong>Oporto Chronicles -</strong> Estas crónicas estão a ser escritos na cidade do Porto, enquanto me encontro deslocado temporariamente por razões profissionais. Apesar de considerações que possam ser mais ou menos abonatórias para a região, adoro estar entre tripeiros.</p>
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		<title>Como escrever uma crítica de cinema?</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 11:31:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Várias vezes por ano acontece. Abro aqui a caixita para escrever, escolho um filme que tenho na lista de Drafts, escolho uma imagem e quando vou para escrever, nada. Nil, null, void, zero, nichts, népia&#8230; Não me ocorre um caralhinho para escrever. Umas vezes fecho a janela do blog e retorno à pornografia, outras ponho-me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3770" title="xunga review" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/09/blackenstein.jpg" alt="" width="425" height="376" /></p>
<p style="text-align: justify;">Várias vezes por ano acontece. Abro aqui a caixita para escrever, escolho um filme que tenho na lista de Drafts, escolho uma imagem e quando vou para escrever, nada. Nil, null, void, zero, nichts, népia&#8230; Não me ocorre um caralhinho para escrever. Umas vezes fecho a janela do blog e retorno à pornografia, outras ponho-me a desfiar frango para a eventualidade remota de me apetecer canja ao jantar. Mas o bloqueio de blogger é um assunto sério e não deve ser tratado de ânimo leve. É uma epidemia que merece a sua própria vacina, tão incómodo como pisar um monte de merda de cão antes de entrar num elevador cheio.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3323"></span>É uma pena este blog ter como tema o cinema. Se fosse genérico como aqueles das gajas dos muffins podia falar de tudo. Dos meus novos sapatos, das sandes fantásticas que o McDonalds já não faz, das minhas amigas que são todas vacas ou nas vezes em que o meu tio me levou para o quarto dele quando eu tinha 10 anos e a última coisa que sentia antes de ficar inconsciente com a dor era o seu hálito a bagaço. Uma chatice. Tenho que falar de cinema. Pior, tenho que fazer críticas a filmes, uma coisa que faço há anos sem saber muito bem como. Normalmente começo por ver o filme, depois um alívio intestinal ajuda a concentração e delinear os tópicos. Depois de ter tudo muito bem organizadinho na cabeça, ligo o computador e esqueço-me de tudo o que tinha definido. A partir daí é improvisar. Verborreia no seu estado mais puro.</p>
<p style="text-align: justify;">Parece que tudo já foi dito. Blockbusters super-analisados (Inception), filmes tão genéricos que parecem ser escritas as mesmas coisas vezes sem conta, rumores infundados, remakes, sequelas, spin-offs e prequelas que odiamos. Mas há algum segredo para escrever uma crítica de cinema? Como se escreve afinal uma crítica estruturada, bem definida, capaz de elucidar um cinéfilo hesitante e que contenha o máximo de imparcialidade e objectividade? Eu não sei, confesso, mas dá-me ideia que ninguém sabe. No outro dia disseram-me que um gajo que escreve sobre cinema é apenas um idiota com demasiado tempo livre. Talvez seja, quem sou eu para contradizer filosofia com esse nível de profundidade existencial?</p>
<p style="text-align: justify;">Desde os iluminados do Público ao puto de 16 anos que tem Net, toda a gente gosta da sua egotrip blogosférica. Não há nada que mais prazer dê a um blogger cinéfilo do que perceber mais de cenas do que o seu irmão blogger cinéfilo. &#8220;<em>Ah ah! Andrei Tarkovsky nem sequer era vivo quando esse filme saiu. Ignorante!</em>&#8221; Mas na realidade acaba por ser um egotrip perfeitamente idiota, uma vez que ninguém nunca papou gajas com as credenciais de blogger de cinema (ou outro género qualquer). Para falar verdade, desde que tenho este blog a minha vida sexual tornou-se de tal modo monógama que já nem as escanzeladas com quem &#8220;dormi&#8221; por caridade querem nada comigo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas deixemos as lamurias de lado e falemos do que interessa, a selecção nacional de futebol, pulseiras magnéticas de campos holográficos quânticos e na incapacidade de determinar quais as melhores mamas naturais de celebridades portuguesas, uma vez que são todas uma cambada de galdérias puritanas agarradas aos seus pudores judaico-cristãos que não admitem ter feito uma operação plástica para aumentar o tamanho das mamas ou as vezes que já foram duplamente penetradas para garantir um papel importante nos morangos com açúcar.</p>
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