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	<title>CinemaXunga &#187; memória xunga</title>
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		<title>Conan the Barbarian (2011)</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 23:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4536" title="Conan" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/12/conan2011jpg.jpg" alt="" width="425" height="283" /></p>
<p align="justify">Todos aqueles que conviveram intimamente com os Conans de Schwarzenegger nos anos 80 ficaram aterrados com a ideia de um remake. Não só por se tratar de um remake de um filme que fez de nós mais homens, mas por ser pura e simplesmente um remake. Convenhamos, não haverá maior abominação neste planeta do que um remake. E se um remake a um filme de merda já é condenável, um remake a um clássico da nossa juventude é como uma violação em grupo num daqueles dias em que hemorroidal não está no seu melhor estado. Não é que os Conans originais sejam grande especialidade, mas são os nossos Conans, bolas!  Aqueles que nos mostraram as mamas da Sandahl Bergman, da Olivia d’Abo ou da Grace Jones. Mas nenhum desses pares de mamas se revelaria  maior que o de Schwarzenegger, numa fase em que o seu corpo tinha mais hormonas de cavalos do que grande parte do cavalos da altura.</p>
<p align="justify"><span id="more-4534"></span></p>
<p align="justify">Mas pronto. Lá calámos e consentimos silenciosamente nesse remake, como vaquinhas submissas esperando ver incontornável filme. Porque a natureza humana é mesmo assim, é por isso que paramos para ver os acidentes na estrada, por isso é que gostamos de ler a necrologia, por isso é que ficamos com uma ligeira ereção quando uma celebridade cai em desgraça ou quando vemos uma tourada esperamos sempre que um toureiro se foda.</p>
<p align="justify">O trailer tinha algumas virtudes. A versão Red Band, pelo menos. Sangue a baldes. Ainda que sangue CGI, mas mesmo assim é melhor que sangue nenhum. É a isto que estamos reduzidos, conformados com uma imitação de uma imitação de sangue. Há coisas piores, é verdade, mas entrar nessa lógica de raciocínio será ceder um pouco mais à negridão dos tempos, do eterno sofrimento na voz do povo, do fado e dessa miséria toda.</p>
<p align="justify">Conan é na realidade o filme que se esperava. Insípido, vazio, morto por dentro. Um filme que cedeu ao facilitismo dos clichés, que se rendeu à preguiça do CGI e à vulgarização da bofetada politicamente correta, sem danos colaterais. Faltam anões maléficos, evil warlords sexualmente pérfidos, heroínas debochadas, carnificina gratuita e a um pouco da velhinha ultra-violência nonsense.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma cena em especial que me revira de tal modo as tripas que me faz lembrar o camarão que comi na passagem de ano de 91/92. A cena em que Conan batalha ferozmente guerreiros de areia. Que vergonha é esta? Pessoas de areia? A sério? Como se justifica uma coisa destas? Não seria mais lógico um exército de capangas sanguinários, a transbordar de ódio visceral e o mais vil desrespeito pela condição humana? Não, uns saltitões de areia que parecem umas cabras do mato alimentadas a LSD. Sinceramente Hollywood! Eu sei a explicação para isso, mas é uma explicação de indescritível vergonha. Eles metem esta bonecada em CGI, estes animais, guerreiros de areia, monstros, etc, para que possa haver violência dentro dos limites daquilo que eles consideram decência. Para não dar ideias aos jovens, dizem eles, para que não se possam identificar com a violência. Para que as suas pobres mentes não os arrastem para mais um morticínio no liceu e a consequente guerra de tribunais e moralidades mediáticas em torno das violências na TV, cinema e videojogos. “<em>Nós não temos culpa!</em>”, diriam os produtores de Conan em defesa da honra “<em>No nosso filme só se chacinam criaturas descaracterizadas de qualquer humanidade para proteger as nossas crianças das atribulações do destino</em>”. Mas isto para dizer aquilo que tenho dito ultimamente: a estupidificação, a unidimensionalidade narrativa (porque não existe nenhuma artifício lírico que descreva de modo vívido zero dimensões), a ausência de verosimilidade sexual, remoção de elementos gráficos na violência, o humor linear e flácido para não irritar nenhuma faixa etária, social, religiosa, política, etc  são apenas estratégias para agradar a gregos e troianos, tentando abranger todas os públicos para com isso encaixar mais dolares. É certo que encaixam bastante, ainda por cima com o atrocidade do 3D (que não abordarei agora), é certo que levam lá muito incauto parolo que dá mais atenção às pipocas que ao filme. Mas na realidade quantas dessas pessoas passam a ter este filme na sua lista de clássicos, naquelas memórias agradáveis que se mantêm até à morte, que relembram o filme com um sorriso de bem estar? Esse valor sei qual é. É zero!</p>
<p>E com isto vos desejo um bom ano e que, pelo menos, mantenham a dignidade humana durante o ano de 2012. So say we all!</p>
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		<title>A Cristina nunca viu o Seinfeld</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 09:46:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Irmãos, a Cristina nunca viu o Seinfeld! Os mais desatentos perguntam enraivecidos quem é a Cristina mas quem está mais familiarizado com as Indústrias Kramerica ou com a obra de Art Vandelay não quer saber quem é a Cristina. Eu próprio já fui assim, enraivecido com aqueles que não seguiam a minha via (o caminho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4516" title="Seinfeld" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/Seinfeld.jpg" alt="" width="425" height="354" /></p>
<p style="text-align: justify;">Irmãos, a Cristina nunca viu o Seinfeld! Os mais desatentos perguntam enraivecidos quem é a Cristina mas quem está mais familiarizado com as Indústrias Kramerica ou com a obra de Art Vandelay não quer saber quem é a Cristina. Eu próprio já fui assim, enraivecido com aqueles que não seguiam a minha via (o caminho da rectidão e da verdade) mas neste momento não sinto ira para com os irmãos que, tal como a Cristina, se afastaram a luz e da sensatez, daqueles que nunca conheceram a sapiência do Nada, daqueles que veem a sua vida desaparecer nos tentáculos do Friends, Will and Grace ou mesmo aquele instrumento de Satanás que visa transformar mulheres em trastes horrendos potencialmente inúteis e serventes do Demónio chamada “Sex and The City”.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4453"></span>A Cristina não está, porém, perdida. Ainda há esperança, um feixe de fotões de puro amor ainda brilha na direcção da Cristina, porque Seinfeld é imortal. Ao contrário de qualquer outra série que tem que ser vista num intervalo de tempo muito limitado, Seinfeld irá ser apreciado por toda a eternidade por infindáveis gerações de espectadores que irão, inclusivamente, tomar decisões de vida com base em factores Seinfeldianos. Não me admiraria mesmo de ver num futuro próximo episódios de Seinfeld usados para cursos de auto-ajuda, formação profissional, MBAs de gestão ou mesmo como aconselhamento para lideres mundiais de renome.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma maneira muito simples para avaliar Seinfeld como monstro incontornável da História do entretenimento: A cada vez que se fala de um sitcom não-familar, usam-se termos como &#8220;poderá ser o próximo Seinfeld&#8221; ou &#8220;não é nenhum Seinfeld, mas vê-se!&#8221;. Este tipo de expressões, já fortemente enraizadas na cultura popular, demonstra bem o poder que é esta série.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto não poderá haver um herói sem um arqui-inimigo, o chamado Nemesis. Não falo de Newman, o carteiro obeso cuja missão de vida é destruir Seinfeld sem que isso envolva grande esforço físico. Falo dos fanboys de Friends, esses adolescentes eternos com a adolescência por resolver, aqueles que acham Seinfeld ofensivo e se sentem confortáveis pelo ambiente inócuo e estéril das piadas de Friends.</p>
<p style="text-align: justify;">Não consigo sequer conceber uma vida sem saber o que é o Soup Nazi, a expressão &#8220;Master of my Domain&#8221;, Puffy Shirt, The Moors, &#8220;Yada, yada, yada.&#8221; ou o imortal &#8220;&#8221;Hello&#8230; <em>Newman</em>!&#8221;. Coisas que nos ficarão para sempre, embrulhadas no cérebro juntamente com memórias de amores de juventude, loucuras da faculdade ou aquele dia em que acordámos no meio de um milheiral todos nús com um número de telefone tatuado numa anca que mais tarde vimos a saber tratar-se de um talho no alto de Santa Clara que já fechou há mais de 5 anos mas que o antigo dono mantém para encomendar filmes porno e sex-toys para que a esposa nunca desconfie, ainda que suspeite levemente que ela também não se importará de brincar com eles uma vez que fala insistentemente em tom de brincadeira na alegada fama que os negros têm no que diz respeito ao seu orgão genital. Sabem como é, coisas banais que acontecem a todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto Cristina, se me estás a ler, digo que te tens a bênção do meu perdão. Que o teu pecado é grave, verdade, mas não é irreversível. Procura numa FNAC, encomenda da net, &#8220;<em>encomenda</em>&#8221; da net (blink blink) ou pede emprestado a um amigo, de preferência a um que não seja muito possessivo em relação aos seus ricos DVDs porque provavelmente nunca os irá voltar a ver na vida.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Christine (1983)</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Aug 2011 14:13:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A verdadeira arte do realizador é criar uma realidade diferente da nossa, uma realidade que tem características que permitem que os artifícios narrativos funcionem de modo fluente, que se criem condições para que coisas que possamos achar impossíveis se desenrolem sem problemas. Mais do que criar estas características é levar o cinéfilo a acreditar nisso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA4L2NocmlzdGluZS5qcGc="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="christine" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/christine_thumb.jpg" alt="christine" width="425" height="256" border="0" /></a></p>
<p align="justify">A verdadeira arte do realizador é criar uma realidade diferente da nossa, uma realidade que tem características que permitem que os artifícios narrativos funcionem de modo fluente, que se criem condições para que coisas que possamos achar impossíveis se desenrolem sem problemas. Mais do que criar estas características é levar o cinéfilo a acreditar nisso de modo gradual, sem desconfianças, sem queixumes. Carpenter cria aqui um mundo que aparentemente não possui escadas para andares superiores, escapatórias para peões nas estradas ou a incapacidade humana de mudar de direção em campo aberto. Podia ser horrível, mas um carro com aquele estilo e personalidade absolve-o de todos os pecados e faz-nos sorrir de benevolência mesmo perante o mais impiedoso serial killer.</p>
<p><span id="more-4450"></span></p>
<p align="justify">Não quero com isto dizer que sou defensor árduo do “Suspension of Disbelief”. Longe disso. Odeio esse termo com todas as minhas forças, apenas porque é sempre usado por autores ou fãs de fúria cega em situações em que as narrativas se tornam irreais em demasia para que possam ser assimiladas de modo transparente pelo cinéfilo. Quando algo é idiota demais há sempre um marmelo a atirar com esse chavão. A verdade é que nada é idiota demais, apenas é preciso arte para vender o conceito, para nos colocar dentro do contexto, porque à partida todos queremos ser “enganados” por essa falta de realidade, todos queremos ser absorvidos para esse mundo e apreciar as diferenças com o nosso. É como as mulheres que apreciam sexo e sentem grande prazer o acto sexual, não significa por isso que queiram ser violadas.</p>
<p align="justify">Carpenter faz bem essa transição do mundo real para o mundo dos filmes dele. E nem precisa de muito tempo, às vezes bastam 3 linhas de texto antes de começar o filme.</p>
<p align="justify">Christine é um filme que lembro com alguma ansiedade da minha infância/puberdade. Quando estreou em Portugal fiz pressão no meu núcleo familiar, mas era demasiado novo e um filme chamado “O Carro Assassino” não era um conceito que os meus pais abraçavam com grande entusiasmo. Tive que esperar uns anos pelo clube de vídeo, onde o aluguei e vi (e revi). Fiquei desiludido porque não era o banho de sangue que esperava. E nessa altura era assim que avaliava os filmes, se tinha banhos de sangue (ou sexo, vá!).</p>
<p align="justify">Anos mais tarde, a semana passada, aproveitei para rever. Por algum estranho fenómeno paranormal parece que se voltou a falar imenso de Carpenter. A comunidade mundial começa a achar que é um génio não apreciado no seu tempo e os canais de cinema do cabo parecem estar pejados de filmes dele. Ora, revi então o filme e fui rapidamente transportado (novamente) para o mundo do verdadeiro cinema, aquele cinema que nos faz sonhar, que nos faz perceber porque o amamos. O cinema orgânico e analógico, frontal sem nada a esconder, com texturas, cheiros, materialização de sensações que de outra maneira nunca reconheceríamos. Enfim, a tal essência do cinema dos 80s que é impossível passar a quem não a viveu.</p>
<p align="justify">Christine é um filme marcadamente americano. Não pela sua origem mas pelas suas características. A cultura do automóvel do tempo em que Detroit (agora abandonada e queimada) era a capital mundial do automóvel. É a verdadeira humanização do automóvel, capaz de substituir humanos enquanto objecto de afecto. Christine é um automóvel possuído por um espírito maligno. Essa qualidade maléfica passa para o seu dono e juntos formarão uma dupla que não pouparão na vingança mortífera a todos os que lhe fizeram mal anteriormente. E foram muitos, uma vez que ele era o típico “Dork” do cinema teenager dos anos 80.</p>
<p align="justify">Tirando toda a envolvência que falei acima, devemos dizer que o filme não é perfeito. Não se explora suficientemente o origem maléfica do carro e do seu espírito e não tem sangue suficiente, como seria requerido num filme com estas características. Aliás, até gostamos que as pessoas morram porque se revelam todos estúpidos demais para sobreviver. Dizem os verdadeiros fanboys que o livro era melhor, que explicava tudo e que foi mal adaptado. Mas não é sempre assim? É algo com que temos que aprender a viver.</p>
<p align="justify">É mais uma verdadeira obra do cinema artesanal e bem orquestrado do mestre Carpenter, esse lingrinhas de bigode cuja herança cultural é tão forte que perdoamos os mais recentes desvarios.</p>
<p align="justify">PS: Foi adaptado de um livro de Stephen King, mas não me apeteceu alongar sobre isso…</p>
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		<title>Loose Screws (1985)</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 16:33:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os anos 80 foram uma época muito conturbada para aqueles que, como eu, viveram lá parte importante da sua adolescência. Tão conturbada que eu só me senti preparado para enfrentar os anos 80 mais ou menos a meio dos anos 90, ali naquela altura em que Kobain se suicidou e a música passou a ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-4318 aligncenter" title="loose-screws-" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/04/loose-screws-.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os anos 80 foram uma época muito conturbada para aqueles que, como eu, viveram lá parte importante da sua adolescência. Tão conturbada que eu só me senti preparado para enfrentar os anos 80 mais ou menos a meio dos anos 90, ali naquela altura em que Kobain se suicidou e a música passou a ser merdosa em todas as frentes e géneros. <span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;">Todas as tentativas até essa altura para assassinar Bon Jovi falharam, incluindo aquelas que envolviam viagens no tempo. Isto explica o estado vegetativo/zombie do conceito clássico do Rock e todas aquelas cantorias pop que se ouvem actualmente na rádio onde não se consegue identificar um único instrumento musical  ou outro qualquer som que não se parece com uma variação multitonal de um enxame de abelhas dentro de um latão de zinco.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;"><span id="more-3716"></span></span><span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;">Foi na segunda metade dos anos 80 que vi o Loose Screws, numa altura em que era bem mais simples fazer uma </span>laringectomia a um papa formigas em chamas do que parecer cool na escola. O cinema para adolescentes demonstrava claramente como devíamos agir, que roupa usar, que postura adoptar, que atitude transparecer. No entanto ainda tornava as coisas mais complicadas. Tentávamos ir pelo caminho do Breakdance e parecíamos chimpanzés epilépticos a meio de uma crise de asma, vestíamos as roupas como aqueles fabulosos teenagers dos filmes e parecíamos os ajudantes do Croquete e Batatinha.  Com um fosforo na boca como o Cobra, parecíamos atrasados mentais, com um blusão de penas igual ao do Michael J. Fox parecíamos vítimas do Titanic. Além disso as nossas colegas do sexo feminino não tinham nem de perto nem de longe o aspecto viçoso, curvilíneo e debochado das garotas que corriam alegremente em topless de modo perfeitamente gratuito durante uma boa metade dos filmes. Eram enjoadas e descuravam a estética púbica, tendo frequentemente que usar uma cueca de tamanho acima para albergar tamanho arvoredo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Loose </span>Screws <span style="color: #000000;">é apenas um sucedâneo de Porky&#8217;s, os American Pies da altura. Um grupo de teenagers liceais vive assombrado pela energia hormonal e só consegue pensar em sexo. As peripécias fortemente sexualizadas seguem-se a um ritmo estonteante tendo como objectivo alguma nudez. Era apenas um entre dezenas, mas era este que eu tinha copiado ilegalmente e era este que eu e os meus amigos víamos quando não havia novidades.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As pessoas às vezes lêem os meus posts e pensam &#8220;<em>Cum carago, este gajo inventa cada merda estranha</em>&#8221; e por isso vi-me obrigado a colocar duas cenas no Youtube. <span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;">São cenas emblemáticas deste filme, em HD porque não vivemos já na idade média, e que passarei a descrever para aqueles que nunca viram nenhuns jogos olímpicos em que havia uma equipa da Alemanha Ocidental e outra da República Democrática Alemã. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Cena 1 &#8211; A Passagem Cool por um corredor de liceu dos anos 80</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><object width="425" height="269"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WUdHlD8osQ0?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="269" src="http://www.youtube.com/v/WUdHlD8osQ0?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além do Ripoff evidente a Bill Murray no final, prestem atenção à densidade de cultura popular que se conseguiu meter em 30 segundos. Uma avalanche de clichés que serve perfeitamente para introduzir os 4 protagonistas: o nerd, o gordo, o atlético que papa as gajas todas e o espertalhão que goza com o director e dança break. Ali se vê também ao que tínhamos que aspirar para ser cool num liceu. À falta disto éramos obrigados a colar posters do Bruce Springsteen nas capas dos cadernos, mas usando fita cola  porque o papel autocolante transparente era ainda um artigo raro em Portugal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Cena 2 &#8211; Montagem com música gira e modus operandi dos únicos personagens principais que comem gajas</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><object width="425" height="269"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QwggXWWQrbM?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="269" src="http://www.youtube.com/v/QwggXWWQrbM?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A música Circular Impression dos Extras ainda hoje me está apegada ao cérebro qual tatuagem emocional de tanta vez que vi isto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com esta pequena lição de História Teenager de Portugal vos deixo. E se os jovens de hoje acham que vivem numa época miserável e negra, pensem apenas que não têm que passar pela vergonha de  pedir revistas pornográficas emprestadas (com páginas coladas) para esgalharem o pessegueiro. E assim acontece&#8230;</span></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3716" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/05/o-anel-de-noivado/" title="O Anel de Noivado">O Anel de Noivado</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/07/teen-wolf-1985/" title="Teen Wolf (1985)">Teen Wolf (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/18/the-hitchhikers-guide-to-the-galaxy-2005/" title="The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) ">The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/29/the-adventures-of-buckaroo-banzai-across-the-8th-dimension-1984/" title="The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)">The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/23/kick-ass-2010/" title="Kick-Ass (2010) ">Kick-Ass (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/07/gigantic-2008/" title="Gigantic (2008)">Gigantic (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/04/500-days-of-summer-2009/" title="(500) Days of Summer (2009) ">(500) Days of Summer (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>O Anel de Noivado</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Apr 2011 23:55:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[1991, Agosto em Monte Gordo. Tinha acabado de recuperar a consciência daquilo que vim mais tarde a saber ser um black out de 21 horas. Parecia ser uma festa de Verão e milhares de respeitosas donas de casa vibravam libidinosamente ao som de uma banda em palco. Demorei algum tempo a perceber o que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA0L3RyaW9vZGVtaXJhLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="trioodemira" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/04/trioodemira_thumb.jpg" border="0" alt="trioodemira" width="425" height="338" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">1991, Agosto em Monte Gordo. Tinha acabado de recuperar a consciência daquilo que vim mais tarde a saber ser um black out de 21 horas. Parecia ser uma festa de Verão e milhares de respeitosas donas de casa vibravam libidinosamente ao som de uma banda em palco. Demorei algum tempo a perceber o que se passava, o som enrolado em flanger e um forte sabor a laca Fiero que parecia escorrer em bica pelo esófago não ajudavam a melhorar a percepção. Cedo percebi que os Trio Odemira tocavam Anel de Noivado e fui apanhado desprotegido no meio das suas harmonias hipnóticas e na execução perfeita de uma música que já na altura era um velho clássico. “<em>Inundada no seu pranto. O seu vestido vai molhando, Ao chorar de amor por mim</em>”, cantavam imperturbáveis pelos gritos histéricos, desmaios e apelos ao deboche adúltero. “<em>Faz-me um filho</em>”, gritava uma octogenária semi-nua estranhamente atraente que parecia acariciar-se ao meu lado. Não sei se foi do álcool, das drogas ou de uma cataplana de peixe que não me caiu nada bem, mas senti um capacete de eletricidade estática a massajar-me as têmporas, como tentáculos de ondas alfa e impulsos de telequinese,  e os edifícios pareciam ondular ao ritmo dengoso dos baladeiros alentejanos. Anos mais tarde, depois de ter visto recusada uma proposta de tese de final de curso sobre os Trio Odemira e das terapias de eletrochoque se terem revelado inúteis para apagar esta memória parasita, aprendi a viver com ela e hoje vou partilhar convosco o potencial cinematográfico de tão melosa balada.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4301"></span>Anel de Noivado tem um poderoso motor narrativo que ficou de fora da letra, uma vez que o Trio se ficou por alegorias, contornos fotonovelisticos e frases tipicamente papa-velhas. A verdadeira história por detrás deste megadrama? Reza a lenda que a música (canção) se baseia numa história verídica. Um jovem casal de namorados loucamente apaixonados (pois claro!) estava em fase de noivado quando o rapaz foi chamado para combater no ultramar. Passou lá uns anos e a certa altura deixou de dar notícias. Chegou à aldeia a notícia de que o jovem tinha morrido heroicamente em combate e não mais voltaria à sua amada. Ora, nos anos 60 (ou 70), gaja solteira com mais de 23 anos é bacalhau seco que já não vai menstruar o suficiente para ter 8 filhos e toca a casar a garota com o pretendente número dois. Mas nas vésperas do casamento eis que o noivo original aparece, crispado pelos horrores da guerra e agastado pelos dezassete tipos de sífilis e febres gonorreicas que contraiu em África. Vai ao casamento daquela que foi a sua amada e ambos se encontram “<em>estava ela já casada, a mulher que eu adorei</em>”. Desejou-lhe que fosse sempre feliz e separaram-se em pranto profundo com múltiplas camadas de drama e certamente uma noite de núpcias com sexo pouco inspirado.</p>
<p style="text-align: justify;">Teria sido o pretendente número dois a mexer os cordelinhos para que a miúda lhe viesse cair nos braços? Teriam as cartas ficado pelo caminho vítimas de um carteiro incompetente, um sistema de distribuição falhado ou à falta de coragem da noiva em dizer que ler lhe dava seca e preferia ver as imagens das fotonovelas eróticas suecas em que “membros latejantes túrgidos” exploravam regularmente “cavernas húmidas do amor”? Ou poderia ainda ser o noivo original a criar a situação, porque teria chegado à conclusão que a miúda era apenas uma sopeira de aldeia com falta de visão global e incapacidade de perceber raciocínios abstratos ou, pior, uma paixoneta pelo seu segundo sargento, um negro de Algés conhecido como o “<span style="color: #333333;">Pata de Cavalo”. </span></p>
<p style="text-align: justify;">Assim, do ponto de vista cinematográfico, a felpuda historieta que os Trio Odemira tecem no Anel de Noivado seria apenas o início de uma história que poderia muito bem seguir a estrutura de um Rashomon de Kurosawa, um entrecortado confuso e enganador como 21 Grams ou mesmo a já tradicional inversão total de Memento ou Irreversible. Meu Deus, as possibilidades são infinitas de criar algo com o que o Trio nos deu. Imaginem as sequências de combate em plena baixa de Bissau ou nas estepes do Huambo, a cena do lança chamas num machibombo superlotado, uma <em>dream sequence</em> lésbica quando o nosso herói estivesse sob a influência de morfina depois de quase ter perdido um braço num obus mal configurado, a oneliner final antes de arrancar a cabeça ao seu rival (segundo pretendente) com uma caçadeira de canos serrados à queima-roupa. Cheira-me mesmo a trilogia. Uma prequela, uma sequela. Quem sabe um spin-off ou mesmo uma série de TV das aventuras de uma equipa de profissionais dos CTT que contrabandeavam drogas para as linhas de combates e muitas vezes negligenciavam a distribuição na sua zona natal, o Alentejo.</p>
<p style="text-align: justify;">Posto isto podem-me chamar velhadas e antiquado. Mas se ser antiquado é gostar de ter os testículos acariciados no sentido dos ponteiro do relógio, então sim, confesso, sou um antiquado.Vá, façam lá a vossa mãe (ou avó se tiverem menos de 30 anos) feliz e dancem com a vossa amante imaginária ao som do mais subvalorizado hino da música nacional. Mas vistam ao menos umas calcinhas, porque isto não é Diapasão.</p>
<p>Para a semana: A musicalidade do leitão da bairrada.</p>
<p>&nbsp;<br />
<object width="425" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WI65OUKhrac?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/v/WI65OUKhrac?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4301" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/20/loose-screws-1985/" title="Loose Screws (1985)">Loose Screws (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/29/the-adventures-of-buckaroo-banzai-across-the-8th-dimension-1984/" title="The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)">The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/12/10/super-8-2011/" title="Super 8 (2011)">Super 8 (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/05/03/the-crazies-2010/" title="The Crazies (2010) ">The Crazies (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/23/kick-ass-2010/" title="Kick-Ass (2010) ">Kick-Ass (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/12/the-exorcist-1973/" title="The Exorcist (1973) ">The Exorcist (1973) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/18/anvil-the-story-of-anvil-2008/" title="Anvil! The Story of Anvil (2008) ">Anvil! The Story of Anvil (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/07/teen-wolf-1985/" title="Teen Wolf (1985)">Teen Wolf (1985)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 22:35:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O género cinematográfico &#8220;alienígena escaganifobético&#8221; não é um exclusivo dos últimos anos. Cada época, cada cinematografia ou onda tendencial tem os seus exemplares. The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension é um delírio dos anos 80, uma obra de tão genial bizarria que não podemos evitar fazer constantemente a pergunta &#8220;Como é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4127" title="buckaroo6" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/buckaroo6.jpg" alt="" width="425" height="425" /></p>
<p style="text-align: justify;">O género cinematográfico &#8220;alienígena escaganifobético&#8221; não é um exclusivo dos últimos anos. Cada época, cada cinematografia ou onda tendencial tem os seus exemplares. The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension é um delírio dos anos 80, uma obra de tão genial bizarria que não podemos evitar fazer constantemente a pergunta &#8220;Como é que alguém autorizou tal coisa?&#8221;. Rock star, neurocirurgião, físico quântico, herói da banda desenhada e aventureiro. Apresento-vos Buckaroo Banzai, herói nipo-americano capaz de salvar o planeta Terra das garras dos demoníacos seres da oitava dimensão, todos chamados John.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4053"></span>Basta ver Jeff Goldblum vestido de cowboy de extremo garrido farfalhudo para perceber que não estamos perante um filme normal, mesmo para os canones alucinogénicos dos anos 80. Também não se pode dizer que seja um experimentalismo série Z, para encher prateleiras de clubes de vídeo ou passar em horas obscuras em canais de cabo. Nada disso. Buckaroo Banzai foi uma tentativa gorada de criar um novo tipo super-herói, um estilo mais &#8220;comic sem super-heróis&#8221;, num mix de acção com comédia de exageros, como foi este ano que passou Scott Pilgrim, por exemplo. Mas neste caso com chumaços para os ombros e bolas de espelhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ponto de realce neste épico esquecido pelas areias do tempo é a invejável lista de actores. Ora vejamos; Peter Weller (Robocop, oh yeah!), John Lithgow (Supreme Commander), Jeff Goldblum ou ainda o mítico Christopher Lloyd (aka Doc Brown). Todos em inesquecíveis personagens, para o bem ou para o mal. É pena o argumento ser pobrezinho em conceito, porque realmente existe algum potencial num filme contenha a expressão &#8220;across the 8th dimension&#8221; no título.</p>
<p style="text-align: justify;">Vou fazer uma coisa que não faço há algum tempo, um resumo livre. Ora vejamos&#8230; Buckaroo Banzai testa um novo sistema de navegação que permite, entre outras coisas, atravessar montanhas ou volumes de alta densidade sem haver contacto. O problema é que Banzai entra em contacto com umas criaturas malandrecas a meio de uma experiência. Está dado início ao plano dos agentes adormecidos dos maléficos malandrins da oitava dimensão, curiosamente todos chamados John. E quando o mundo está prestes a ceder à hegemonia alienígena, um extra-terrestre (rastafari) do mesmo planeta alia-se às temíveis hordes de Buckaroo Banzai  pela reconquista da liberdade planetária, numa batalha de proporções épica, onde as mais poderosas super-potências não podem fazer mais que assistir a Buckaroo distribuir bofetada em lombo alienígeno. Além disso temos uma criança de 12 anos a usar um metralhadora sem supervisão de um adulto, uma melancia misteriosa cuja utilidade não é nunca revelada e uma sequência de créditos finais de antologia.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom e se isto não vos convenceu, acho que nada nunca vos poderá convencer&#8230; Talvez esta secção de multimédia ajude. Já agora, se estiverem interessados em ver uma versão em HD sem terem que pagar, basta que tenham Zon. Está a passar incessantemente no canal MOV. Quando digo &#8220;sem terem que pagar&#8221; e &#8220;basta que tenham Zon&#8221; na mesma frase estou a cometer um erro que pode causar a implosão da realidade e a anulação de grande parte da Via Láctea perante o contacto de tanta anti-matéria.</p>
<p>Trailer:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="260" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/0gNJ1z-ulB4?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="260" src="http://www.youtube.com/v/0gNJ1z-ulB4?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4129" title="buckaroo1" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/buckaroo1.jpg" alt="" width="410" height="240" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4130" title="buckaroo3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/buckaroo3.jpg" alt="" width="406" height="312" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4132" title="buckaroo5" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/buckaroo5.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4053" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/13/porque-hoje-e-dia-do-pai-em-tatooine/" title="Porque hoje é dia do Pai em Tatooine">Porque hoje é dia do Pai em Tatooine</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/18/series-de-ficcao-cientifica-dos-anos-80/" title="Séries de Ficção Científica dos anos 80">Séries de Ficção Científica dos anos 80</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/05/o-anel-de-noivado/" title="O Anel de Noivado">O Anel de Noivado</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/01/2774/" title="4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos">4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/18/anvil-the-story-of-anvil-2008/" title="Anvil! The Story of Anvil (2008) ">Anvil! The Story of Anvil (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/07/teen-wolf-1985/" title="Teen Wolf (1985)">Teen Wolf (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/04/500-days-of-summer-2009/" title="(500) Days of Summer (2009) ">(500) Days of Summer (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/18/the-hitchhikers-guide-to-the-galaxy-2005/" title="The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) ">The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>2001 Descodificado &#8211; Porque é que HAL 9000 enlouqueceu?</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 11:11:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos dias que correm é comum algum amigo info-nabo nos dizer &#8220;Ai, ai, o meu computador anda doido!&#8230;&#8220;. Mas apesar de tudo, essa epidemia de insanidade informática que parece afectar apenas talegos é uma metáfora para &#8220;Sou burro mas nunca me apercebi e andei a mexer onde não devia. Agora fodi o meu computador e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4112" title="hal9000" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/hal9000.jpg" alt="" width="425" height="229" /></p>
<p style="text-align: justify;">Nos dias que correm é comum algum amigo info-nabo nos dizer &#8220;<em>Ai, ai, o meu computador anda doido!&#8230;</em>&#8220;. Mas apesar de tudo, essa epidemia de insanidade informática que parece afectar apenas talegos é uma metáfora para &#8220;<em>Sou burro mas nunca me apercebi e andei a mexer onde não devia. Agora fodi o meu computador e ando à procura de algum amigo informático que possa perder várias noites do seu precioso tempo livre para o arranjar. De borla&#8230;</em>&#8221; Existe no entanto uma pessoa que se pode queixar literalmente da loucura do seu computador: David Bowman, o único sobrevivente do ataque provocado pela insanidade de HAL 9000. Mas porque é que HAL se revelou um autêntico psicopata, matando o colega de Bowman, Dr. Frank Poole, juntamente com os três astronautas em hibernação na Discovery?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4107"></span>A loucura de HAL é ainda um assunto quente entre os cinéfilos, 42 anos depois da estreia de 2001. No cerne desta infinita contenda está o facto desta &#8220;insanidade&#8221; ser aparentemente independente de toda a temática do filme. Um extra &#8220;mind bend&#8221; para aguçar o estatuto de ubber clássico desta intemporal obra de arte. Mas comecemos pelo principio. HAL 9000 é um computador dotado de inteligência artificial capaz de gerir de modo perfeitamente autónomo a nave exploradora do sistema solar &#8220;Discovery&#8221;. Pode funcionar, caso seja necessário, sem intervenção humana, sejam tripulantes da nave ou remotamente pelo controlo de missão na Terra. De acordo com Dave Bowman na entrevista que concede à BBC12 (sic) no início da sequência &#8220;Viagem a Jupiter&#8221; do filme, HAL 9000 foi dotado de sentimentos para poder ser mais fácil o contacto e compreensão entre humanos e máquina. Mas na minha humilde opinião este conceito parece-me um bocado martelado ou metido posteriormente para facilitar a compreensão da doença mental de HAL.</p>
<p style="text-align: justify;">A explicação para a loucura de HAL é bem mais simples do que o conceito &#8220;Computador com Sentimentos&#8221; dá a entender. Apesar de ser abordada de modo superficial (mas objectivo) no livro 2001, é no livro 2010 que vamos encontrar um relatório do Dr. Heywood R. Floyd para a administração norte americana com a explicação. Passo a transcrever um resumo desse relatório:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><em>(&#8230;) O problema foi, ao que parece, causado por um conflito entre as instruções básicas de Hal e os requisitos da Segurança.  Por ordem directa do Presidente, a existência do AMT-1 foi mantida em sigilo absoluto. Só os que precisavam conhecê-lo tiveram o acesso permitido  à  informação. (&#8230;)<br />
</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Quando o monólito (AMT-1) da lua foi descoberto em 1999 a missão a Júpiter já se encontrava em avançado estado de desenvolvimento. Por coincidência(?), as ondas (rádio? microondas? raio x? whatever) emitidas pelo monólito foram enviadas na direcção da futura viagem do Discovery. HAL tinha conhecimento da existência dos monólitos e dos planos para o explorar, mas os astronautas de serviço (Bowman e Poole) estavam apenas ao corrente da missão original. Cabia a HAL fazer a gestão de informação confidencial e informação corrente, tendo muitas vezes que recorrer a um artificio computacional similar à mentira humana. Os 3 astronautas em estado de hibernação sabiam da existência do monólito numa lua de Jupiter, daí serem os primeiros alvos de HAL que entrou num estado de paranóia ao não conseguir processar de modo realista estes estados que são tão naturais para uma mente humana. Um simples bug, portanto!</p>
<p style="text-align: justify;">Daí até enlouquecer, ou processar a informação de modo errado, foi um passo. Sentiu-se ameaçado fisicamente, sentiu a sua informação confidencial em riscos de ser violada ou usada de modo incorrecto, e chacinou toda a malta que pode até Dave Bowman lhe ter feito a folha, removendo todos os componentes de memória holográfica relacionados com consciência e inteligência artificial, deixando apenas activos os circuitos de monitorização e controlo mais primitivos. HAL revelou no final ter medo de morrer, provando assim que os andróides sonham realmente com ovelhas electrónicas.</p>
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		<title>2001: A Space Odyssey Descodificado</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 13:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[2001: A Space Odyssey de Stanley Kubrick é um dos melhores filmes de todos os tempos, facto indiscutível. Seja num top 100, 50, 10 ou mesmo 5, este tem que lá estar. Apesar de ser um filme de colossal magnificência é também um dos mais incompreendidos  da História do cinema. O que se passa? Qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4079" title="2001-mygod" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/2001-mygod.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
<p style="text-align: justify;">2001: A Space Odyssey de Stanley Kubrick é um dos melhores filmes de todos os tempos, facto indiscutível. Seja num top 100, 50, 10 ou mesmo 5, este tem que lá estar. Apesar de ser um filme de colossal magnificência é também um dos mais incompreendidos  da História do cinema. O que se passa? Qualquer aspirante a cinéfilo o quer ver, e uma vez visto passa-se rapidamente do desencanto à decepção. Mas quer se goste ou deteste, quer se compreenda ou não, o filme fica a martelar no cérebro. Um latejar omnipresente que nunca mais nos largará, como aquela luz vermelha de HAL. Que filme é este? O que é que ele nos quer dizer?  Poderei sacar gajas à sua conta? Passemos então à desmistificação e descodificação deste que é o clássico dos clássicos. Escusado será dizer &#8220;<strong><span style="color: #ff0000;">SPOILER ALERT</span></strong>&#8220;!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4078"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para quem vive o cinema pelos standards do cinema descartável de estética blockbuster dos últimos 10 anos, 2001 é um filme duro de engolir. Não é imediato, não tem montagem epiléptica nem explosões, nada de batalhas espaciais ou alienígenas reptídeos. Tem sim, e de sobra, filosofia e um olhar sobre a Humanidade como um todo. Eu próprio já passei várias fases com 2001. Nos meus teens vi-o para impressionar uma miúda. Detestei mas disse que gostei. Depois voltei a ver mais maduro e começou a entranhar-se em mim até fazer parte do ADN. Mesmo sendo toda a obra de Kubrick uma pegada genialidade, esta é a sua Magnum Opus.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem na realidade dois 2001&#8242;s que se complementam. O filme/guião escrito por Stanley Kubrick e o livro escrito em parceria entre Kubrick e o mestre da ficção científica Arthur C. Clark. Apesar de Kubrick ter rejeitado a co-autoria do livro, o certo é que ele foi escrito pelos dois, ao mesmo tempo que o guião era escrito e o filme feito. São dois ângulos de um mesmo assunto, o livro e o filme mais que irmãos gémeos são a mesma entidade. Mas enquanto que no filme Kubrick se estica por opções estéticas, simbolismos, narrativas não convencionais experimentalistas, iconografia a dar com um pau e bastante LSD para criar aquilo que se convencionou chamar de &#8220;subjectividade artística&#8221;, o livro desenvolvido por Arthur C. Clark é de uma clareza e rigor científicos, não deixando nunca o espectador pendurado no vazio interpretativo. E é com base nesta combinação livro-filme que se deve perceber 2001. Todas as ilações tiradas da subjectividade do filme serão apenas larachas desnecessárias de prosa supérflua. Sim, eu gosto de pleonasmos.</p>
<p style="text-align: justify;">2001 não é apenas um filme de ficção científica acerca de uma viagem espacial. Conta-nos a história da Humanidade desde o seu início até ao seu final tal como a conhecemos. Não se trata necessariamente da destruição da raça humana, mas sim o próximo passo evolutivo para um patamar superior de consciência e existência humana, representado pelo feto do final do filme, o estado ainda concepcional do próximo humano. Sendo assim, o filme tem que ser dividido em 4 partes ou, para ser mais correcto, 3 partes tendo a última duas alíneas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Parte 1. A Aurora da Humanidade.</strong> Passada há cerca de 5 milhões de anos, mais ano menos ano, mostra-nos uma tribo de proto-humanos no seu estado mais primitivo. A morrer de fome, vitimas de todos predadores, sem consciência de si próprios, num estado civilizacional um nadinha superior aos outros animais. Todo o tempo preenchido para sobreviver. Um dia aparece o famoso monolito negro no seio da comunidade. De tempos a tempos entra em contacto com a tribo, testando-os, modificando-os, fazendo a selecção para o próximo passo evolutivo. Um dia o chefe da tribo percebe que pode usar um osso como ferramenta. De repente percebe que pode matar animais para comer com relativa facilidade. Começam a ter tempo livre para outras actividades além da sobrevivência. Conquistam o meio e tornam-se o predador por excelência do planeta. Matam o chefe da tribo rival e celebram. Osso ao ar. Corta para a parte 2.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Parte 2. Viagem de Dr. Floyd à lua.</strong> Um super-especialista em assuntos astronómicos é enviado para a lua. A razão da sua visita prende-se com o achado de um estranho objecto enterrado no Mar de Tranquilidade. O objecto é um monólito de proporção 1 para 4 para 9, os quadrados dos primeiros números inteiros. É um artefacto de origem artificial e análises revelam que está enterrado na lua há vários milhões de anos, provando pela primeira vez que não estamos sozinhos no universo. Ou pelo menos que já existiu uma raça inteligente, capaz de voo espacial antes de nós. Ao ser desenterrado, o monólito emite uns estranhos sons electrónicos agudos é detectado um feixe electromagnético que parte da lua em direcção a Júpiter.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Parte 3a. Viagem da Discovery com avaria no HAL.</strong> Uma equipa parte numa expedição científica espacial sem regresso ao planeta Júpiter. A meio caminho o computador que controla a nave, o infame HAL 9000, começa a ter um comportamento bizarro ao começar a discordar e conspirar contra os tripulantes até os tentar matar a todos. Sobrevive apenas um tripulante, Dave Bowman, que consegue desactivar HAL numa cena pungente e que faz já parte da cultura popular &#8220;<em>Just what do you think you&#8217;re doing, Dave?</em>&#8220;. Morto o computador (ou o equivalente electrónico), a viagem segue o seu caminho com uma nova missão que inicialmente fora mantida em segredo: contactar com um monólito numa das luas de Júpiter que poderá ter respostas aos mistérios do monolito e dos extra-terrestres.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Parte 3b. Oh my God, it&#8217;s full of stars!</strong> Dave Bowman dirige-se no pequeno pod de manutenção ao monólito. Percebe que é uma estrutura gigantesca com as mesmas proporções do monólito da Lua. Parece ser absorvido pela entidade e ao chegar junto da estrutura, olha lá para dentro e profere as últimas palavras que chegam à Terra &#8220;Oh My God, It&#8217;s Full of Stars&#8221;. A partir daí entra no monolito que revela ser um portal que o faz viajar por várias cantos da galáxia, talvez universo, atravessando as mais incríveis estruturas celestiais até chegar a um grande planeta que percebe ser um estação espacial onde várias raças já passaram, tal como a raça humana passa agora. No final da viagem encontra-se num quarto de hotel, aparentemente igual a um hotel na Terra. O quarto foi desenhado pela entidade responsável pelos monolitos com base nas ondas hertzianas recebidas da Terra sob a forma de emissões de TV. Tentou-se criar um ambiente familiar para Bowman passar uma última noite antes de se transformar no primeiro ser humano a evoluir para um estado superior de humanidade e conciência.</p>
<p style="text-align: justify;">Próximos capítulos:</p>
<p style="text-align: justify;">Porque &#8220;enlouqueceu&#8221; HAL?</p>
<p style="text-align: justify;">O que é o monolito?</p>
<p style="text-align: justify;">Ver 2001 sob a influência de poderosos alucinogênicos melhora a experiência?</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Close Encounters of the Third Kind (1977)</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Nov 2010 22:40:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O grande público é uma entidade viva, mentalidade de colmeia, que possui qualidades de consciência colectiva que retém apenas pedaços de informação para formar aquilo que se convencionou chamar &#8220;realidade selectiva&#8221;. A realidade selectiva não é a realidade tal como individualmente a sentimos, é uma versão simplificada e ligeiramente viciada da verdade dos acontecimentos. No [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3997" title="ceottk_mothership" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/ceottk_mothership.jpg" alt="" width="425" height="210" /></p>
<p style="text-align: justify;">O grande público é uma entidade viva, mentalidade de colmeia, que possui qualidades de consciência colectiva que retém apenas pedaços de informação para formar aquilo que se convencionou chamar &#8220;realidade selectiva&#8221;. A realidade selectiva não é a realidade tal como individualmente a sentimos, é uma versão simplificada e ligeiramente viciada da verdade dos acontecimentos. No que diz respeito a Steven Spielberg, essa realidade selectiva parece ter obscurecido alguns pontos da sua carreira que merecem alguma reverência. Na área dos &#8220;filmes com extra-terrestres&#8221;, o E.T. parece ter engolido todas as luzes da ribalta, deixando em segundo plano esse monumento ao grande cinema que é o Close Encounters of the Third Kind.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3996"></span>Se ET é visto por muitos como um sequela deste Close Enconters, na minha modesta opinião é apenas mais uma perspectiva individual de Spielberg face a um tema que o fascina, a possibilidade de haver vida extraterrestre e o seu contacto com o nosso planeta. Se ET é um fofo filme de família que apareceu numa altura em que o blockbuster estava já institucionalizado como arma de arremesso dos estúdios, Close Enconters aparece ainda naquela vaga de fabuloso cinema que se fez nos anos 70, uma vertente académica bem disciplinada que levava muito a sério o seu meio.</p>
<p style="text-align: justify;">Close Enconters conta-nos a história de um contacto de extra-terrestres com humanos e a troca de informação entre os povos, como o início de uma relação diplomática entre os povos. A vertente fortemente científica e militar cruza-se com um conjunto de pessoas que foram pessoalmente afectadas pelo aparecimento repentino de uma vaga de avistamentos de ovnis. O final é surpreendente porque apesar do filme nunca se alargar para o obsceno ou herético, acaba por não ser propriamente um ode à família. De todas as aproximações que Spielberg fez a este tema, que foram muitas se contarmos com papel de produtor, este é capaz de ser aquele que menos elementos de conto de fadas e valores de família incorpora. Mães solteiras, rupturas conjugais, um pai ausente sem grande interesse na família, etc. Também se notam algumas anomalias na estrutura narrativa, nomeadamente na evolução do contacto entre as instituições cientifico-militares e os aliens. Há um salto muito pronunciado ficando a ideia que algum material importante poderá ter ficado no chão da sala de montagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu já não via este filme desde meados dos anos 80 e apanhei-o recentemente em HD num canal do cabo. Devo dizer que não senti o peso do envelhecimento. Aliás, nos velhos tempos dos clubes de video, este tinha até direito a uma capa de cassete almofadada, maior que o normal. Aquilo que hoje se chama de edição especial ou edição do coleccionador. É verdade que não podíamos trazer as capas para casa, mas poder tocar-lhe, abrir e ler as suas características técnicas e resumo de argumento era uma experiência quase transcendental.</p>
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		<title>Toy Story 3 (2010)</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Nov 2010 00:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3973" title="toystory3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/toystory3.jpg" alt="" width="425" height="267" /></p>
<p style="text-align: justify;">Foi agora encerrado um capítulo que teve início numa preguiçosa tarde de 1995, quando um jovem estudante de engenharia informática se dirigiu sozinho a uma sala de cinema para ver o primeiro volume de Toy Story. Na altura esse jovem indolente de longos cabelos desgrenhados ponderava trocar um futuro promissor como baterista de uma modesta banda de Rock&#8217;n Roll por uma carreira nas tecnologias de informação, abandonar a farta gadelha que parecia fazer parte do seu ADN e juntar-se a um exército de engravatados que estava prestes a controlar o mundo. Mas aquilo que seria um retiro espiritual numa sala de cinema rapidamente se transformou num fascínio de tal magnitude que a decisão do rumo de vida ficou adiada. Toy Story era o início de um admirável mundo novo.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3972"></span>A par desta experiência transcendental de cinema encontrei também outra coisa, o site da IMDB. Rapidamente percebi que a partir daí o meu conhecimento cinematográfico poderia evoluir exponencialmente se que para isso me tivesse que sair do bolso nem um único euro. E se no primeiro dia era única a louvar as proezas da Pixar, passados uns dias éramos exércitos sem mais nenhum assunto além das aventuras de Woody e Buzz. As aulas de computação gráfica era um bombardeamento pegado a professores aparentemente apanhados de surpresa pela revolução digital da Pixar. Uma coisa era o Terminator de mercúrio, mas um filme inteirinho renderizado em 3D era areia demais para aquelas camionetas. Escusado será dizer que passados uns dias todos queriamos ser animadores 3D, mas numa altura em que o MS-DOS ainda uma realidade omnipresente, rapidamente afogamos as mágoas em álcool, drogas leves e experiências bizarras de cariz sexual.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir daí foi dada carta verde à Pixar para começar a desenvolver cinema, e se nos anos seguintes as produções sairam a conta gotas, menos de 10 anos depois a empresa conseguiu começar a produzir um filme por ano com tendência a duplicar brevemente. Toy Story foi também o primeiro (e único até agora) a ter direito a continuação. Quando se pensava que a sequela iria ser um sucedâneo reles do sucesso do original, eis que um mastodónico filme saiu. <em>Holy Motherfucker</em>! , pensou o mundo.  E de <em>Holy Motherfucker</em>! em <em>Holy Motherfucker</em>! a Pixar prova que não faz filmes maus. Cada uma das suas peças é um portento em todas as frentes, tanto tecnológicas, como artísticas (graficamente), como ao nível da própria estrutura narrativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Daí a diferença entre os filmes da Pixar e as outras animações 3D. Não basta ser 3D e o exemplo é que a Pixar consegue criar filmes multicamada, capazes de ser apreciados por adultos e graúdos em simultâneo, enquanto na concorrência isso terá acontecido duas ou três vezes, no máximo. Foi, aliás, esse facto que fez a Pixar fazer o <em>crossover </em>e neste momento um filme da Pixar é um filme a par de todos os outros (imagem real), e os filmes da concorrência são ainda relegados para a divisão dos filmes de animação, juntamente com os clones japoneses do Hercules e dum <em>Peixe Chamado Meno </em>(sic).</p>
<p style="text-align: justify;">E com isto chegamos ao último tomo de Toy Story, o mais belo acabamento dado a uma trilogia desde que se lembraram de adaptar a trilogia como uma unidade atómica de cinema. E este final não é apenas a despedida de Andy dos seus brinquedos, é também a nossa despedida destes personagens que nos acompanharam nos últimos 15 anos, mas que em abono da verdade nos irão acompanhar para toda a eternidade sob a forma de reedições dos filmes e de toda uma infinidade de produtos de marketing, desde as escovas de dentes ao dildo intergalactico com a forma da cabeça do Buzz.</p>
<p style="text-align: justify;">Ali, naqueles momentos finais percebemos o quanto estamos ligados a estes brinquedos, o quanto amamos aquele mundo de faz de conta. E a lágrima é inevitável, e não há ninguém que a evite, a não ser que nunca tenha sido criança (ou ainda não tenha abandonado essa fase).</p>
<p style="text-align: justify;">A cada vez que entro no quarto do meu filho olho em volta e penso duas coisas. Em primeiro lugar penso que irei fazer àqueles brinquedos quando ele não os quiser, porque um pedaço das nossas vidas está ali. E depois penso sempre no reboliço que para ali vai a cada vez que fecho a porta. E não apenas nos Legos, carros, camiões, comboios, bonecos, peluches e animais, penso também na minha colecção de bonecas insufláveis a retocarem a maquilhagem e a tentarem reajustar os ossos do maxilar para a posição de origem&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>The A-Team (2010)</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 13:52:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Trintões, vocês que eram putos cheios de piada e energia nos anos 80. Imaginativos, divertidos, um potencial praticamente infinito. Magros, bem parecidos, atléticos, uma saúde de ferro, namoradas novas a cada 15 dias, os maiores do liceu. Entretanto envelheceram, ganharam peso, a vossa energia parece ser diariamente drenada ao ponto da exaustão total no final [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3587" title="the-a-team-2010-poster" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/07/the-a-team-2010-poster.jpg" alt="" width="425" height="260" /></p>
<p style="text-align: justify;">Trintões, vocês que eram putos cheios de piada e energia nos anos 80. Imaginativos, divertidos, um potencial praticamente infinito. Magros, bem parecidos, atléticos, uma saúde de ferro, namoradas novas a cada 15 dias, os maiores do liceu. Entretanto envelheceram, ganharam peso, a vossa energia parece ser diariamente drenada ao ponto da exaustão total no final do tarde, o tempo parece voar, a vossa vida sexual deixa de ser o vosso motor motivacional e o futuro de infinitas possibilidades transformou-se num corredor negro que atravessam diariamente, para lá de manhã, para cá à noite. Em 2010 uma entidade celestial genérica acha que vocês se encontram obsoletos e decide criar uma nova versão actualizada: bem parecida, energética, musculada e metrossexual (ligeiramente apaneleirada). Mas no processo de adaptação à nova realidade houve um efeito secundário que por força do mundo em que vivemos ninguém reparou: o vosso clone sofre de forte atraso mental, dificuldade de concentração, profunda falta de imaginação e a capacidade de raciocínio de uma alpaca moribunda. A isto chama-se um remake.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3586"></span>Ver o remake de A-Team é um estado de permanente deja-vu. A origem desse deja-vu não é o A-Team original, nada disso. A sensação de deja-vu vem de todos os remakes que têm vindo a aparecer nos últimos anos, que ressoam cacofonicamente em uníssono como um encontro dos ex-elementos larinjectomizados do coro de Santo Amaro de Oeiras.  Estes remake são todos iguais na sua essência e estrutura. Criados por pessoas que pensam conhecer os jovens da actualidade, são sempre aplanados para idiotas. O que significa que para os decisores de Hollywood um jovem é um idiota. Tivesse eu menos de 25 anos e ia já para a cave fabricar uns cocktails molotof, <em>just in case</em>&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Ao adaptar séries e filmes dos anos 80 existe uma necessidade obscura de os estupidificar, simplificar para além das leis do admissível. Eu compreendo quem ache que se trata apenas de diversão, brainless fun. Compreendo a sensação, mas já não me identifico com ela. Quando começamos a ver um filme com planos tão rápidos capaz de criar crises de epilepsia para que os teenagers não se aborreçam com cenas longas, com som tão alto e despropositado que pensamos sentir sangue a descer pelo canal auditivo e em situações em que até as leis da metafísica e do paranormal são quebradas, temos que parar para pensar. Que merda é esta?</p>
<p style="text-align: justify;">Não me consegui sequer concentrar. Estava ali um filme a rodar à minha frente e tudo me parecia nonsense acidental. Ainda por cima a minha quota mensal de filmes puramente idiotas foi largamente ultrapassada com o 100volta. Estava perante uma obra saca-euros no seu estado mais puro, um filme feito por contabilistas para rentabilizar acções de capitalização e menos preocupados em gerar entretenimento. Eu até duvido sinceramente que estas pessoas vejam os próprios filmes que criam&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Como um filho da geração de 80 venho pedir encarecidamente a quem de direito que parem de nos chacinar as recordações e os momentos nostálgicos que nos foram tão preciosos até ter aparecido esta moda de &#8220;Garimpeiros do Tempo&#8221;, que esfaqueia diariamente os nossos bens mais preciosos: as memórias ligeiramente alteradas para dar a sensação de felicidade.</p>
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		<title>Rambo III (1988)</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 09:19:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No final dos anos 80 esperava-se ardentemente o tomo 3 da saga Rambo. Era uma ideia que nos dissolvia o cérebro por dentro, não nos deixava raciocinar para além da expectativa da matança anunciada que se aproximava, qual profecia divina. O Escolhido iria mais uma vez salvar os oprimidos naquele que seria, indubitavelmente, o maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3560" title="rambo3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/07/rambo3.jpg" alt="" width="425" height="335" /></p>
<p style="text-align: justify;">No final dos anos 80 esperava-se ardentemente o tomo 3 da saga Rambo. Era uma ideia que nos dissolvia o cérebro por dentro, não nos deixava raciocinar para além da expectativa da matança anunciada que se aproximava, qual profecia divina. O Escolhido iria mais uma vez salvar os oprimidos naquele que seria, indubitavelmente, o maior banho de sangue da História. Eu e o Zé fizemos uma jura de sangue que iríamos ver o filme juntos, mal estreasse. Para nós não havia muita coisa sagrada. Trocava-mos os livros do Patinhas, os discos de vinil (excepto o Master of Puppets e o Number of the Beast) e até as namoradas podiam ser emprestadas se tal fosse necessário. Mas as promessas de sangue eram para cumprir e se envolvessem o Rambo pior ainda. Mas nesse malfadado Verão, consumido por uma desejo incontrolável, fui ver o filme na primeira oportunidade que tive, sozinho, sem o Zé. A sombra da traição ainda hoje me persegue, como um nuvem do Apocalipse que ainda hoje me provoca um ligeiro desconforto a cada vez que vejo o Rambo 3.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3559"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Rambo 3 é de uma narrativa tão simplista como qualquer outro Rambo. O argumento resume-se apenas a criar uma desculpa para a matança. Mas ao contrário dos filmes actuais, os Rambos têm sempre um mensagem política bastante forte. Rambo não mata por matar. Desta vez Rambo aterra no Afeganistão para salvar o seu mentor. Pelo caminho tropeça numa guerra que não é a sua, entre a União Soviética e os Mujahedins afegãos, e faz justiça pelas suas próprias mãos num festim apoteótico de carnificina e destruição. Acaba por ser considerado como local people pela sua bravura em combate em defesa de um povo nobre e corajoso. E desta vez Rambo não ama, só mata!</p>
<p style="text-align: justify;">O que me chamou a atenção da última vez que vi este filme foi a constatação, vinte e tal anos depois, de como as coisas mudaram. Neste momento poder-se-ia fazer o exacto mesmo filme, mas trocar os russos por americanos. Os Mujahedins são neste século a raiz de todo o mal, e os americanos andam por lá também a tentar acabar com eles. Ironia das ironias.Mas se o exército americano visse o V for Vendetta veria o problema com outra clareza, é facil matar os homens, é impossível matar uma causa ou um conceito. [<em>Violinos</em>]</p>
<p style="text-align: justify;">Por toda a blogosfera começam a aparecer as crianças dos anos 80 a defender Rambo, o seu herói de infância. Não foi fácil. Já todos nós,cinéfilos, negamos o seu nome numa ou outra ocasião, em alturas em que eramos menos maduros, alturas em que boa cinematografia era incompatível com Rambo. Alturas em que tentámos projectar a nossa personalidade cinéfila arthouse/ indie/ qualquer coisa que impressione gajas. Mas essa puberdade cinematográfica acaba por passar e temos que admitir quem realmente somos, daquilo que gostámos e gostamos. Afinal um bom filme é aquele que nos dá prazer ver, não é o que aquele atrasado mental do Público que também vai falar à SIC  Notícias diz ser um &#8220;<em>apogeu da modernidade sintética, das banalidades mundanas da supremacia ostensivamente bucólica de uma realidade libertina e, convenhamos, fortemente sexualizada</em>&#8221; (a0 falar do Roccos True Anal Stories 14).</p>
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		<title>X-Files: Exordium</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 07:59:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por muito que tentem comprar o título de que vos trago hoje não o vão conseguir. Porque este filme é um Fanedit. Um montagem alternativa de uma obra, feita por um fã de maneira a corresponder melhor às suas expectativas, e às de milhares outros fãs que por alguma razão não se sentem totalmente confortáveis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3539" title="exordium01" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/07/exordium011.jpg" alt="" width="425" height="249" /></p>
<p style="text-align: justify;">Por muito que tentem comprar o título de que vos trago hoje não o vão conseguir. Porque este filme é um Fanedit. Um montagem alternativa de uma obra, feita por um fã de maneira a corresponder melhor às suas expectativas, e às de milhares outros fãs que por alguma razão não se sentem totalmente confortáveis com as versões originais. Exordium é um filme de condensa a primeira época de X-Files em pouco mais de duas horas, concentrando-se apenas na mitologia que serve de fio condutor a X-Files e deixando de fora os casos próprios de cada episódio.<span id="more-3525"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Esta é uma versão da primeira época de X-Files que envolve muito trabalhinho. É surpreendentemente lógico e coerente, os cortes são perfeitos, sem falhas no áudio ou banda sonora, toques de montagens muito profissionais e uma capacidade de síntese de fazer inveja a qualquer profissional da área. Pós-produção a condizer. Ideal para quem não tem paciência de rever 24 episódios só para perceber o que se passa por trás do pano. Oxalá fizessem um para cada época, mas não me parece a avaliar tempo já passado desde que saiu este.</p>
<p style="text-align: justify;">O submundo dos fanedits fervilha de novidades quase diariamente. No site <a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2ZhbmVkaXQub3Jn" target=\"_blank\">fanedit.org </a>podem encontrar centenas de títulos que vão desde Star Wars sem Jar Jar Binks, Matrix sem Zion, Terminators mais testosterónicos, Indiana Jones sem extra-terrestres ou ainda Avatar sem agente duplo, filmes completamente novos usando vários como base ou toda o sumo de Prison Break em apenas 4 horas. É um fantástico mundo novo. Mas atenção, para poderem fazer o download destas obras têm que possuir o original não editado. Blink, blink&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Já vi alguns destes filmes, mas só em casos absolutamente necessários, uma vez que me dá uma seca de morte rever um filme que não gostei muito da primeira vez, nem que seja editado para ter mais piada. Passem por lá e vejam as sinopses. Há ideias bastante inovadoras, há montagens que modificam completamente o teor do filme. Todos os filmes têm uma ficha com a descrição daquilo que pretendem com a montagem, o que foi cortado e/ou adicionado, mambo jambo tecno-geek e os habituais comentários de &#8220;És um génio&#8221;, misturados com &#8220;És uma merda&#8221; ou &#8220;Até a minha avó fazia melhor numa máquina de escrever&#8221;.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qSoGsfftLGE&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="340" src="http://www.youtube.com/v/qSoGsfftLGE&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3525" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/18/series-de-ficcao-cientifica-dos-anos-80/" title="Séries de Ficção Científica dos anos 80">Séries de Ficção Científica dos anos 80</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/11/15/a-cristina-nunca-viu-o-seinfeld/" title="A Cristina nunca viu o Seinfeld">A Cristina nunca viu o Seinfeld</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/08/03/fringe-season-2/" title="Fringe &#8211; Season 2">Fringe &#8211; Season 2</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/10/fringe/" title="Fringe">Fringe</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/04/v-2009-eles-chegaram-ontem/" title="V 2009 &#8211; Eles chegaram&#8230; ontem!">V 2009 &#8211; Eles chegaram&#8230; ontem!</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/11/riscos-rtp-memoria-xunga/" title="Riscos (RTP) &#8211; Memória Xunga">Riscos (RTP) &#8211; Memória Xunga</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/06/top-10-celebridades-que-envelheceram-mal/" title="Top 10 Celebridades que envelheceram mal">Top 10 Celebridades que envelheceram mal</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/08/07/christine-1983/" title="Christine (1983)">Christine (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/06/27/alien-apocalypse-2005/" title="Alien Apocalypse (2005)">Alien Apocalypse (2005)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Hot Tub Time Machine (2010)</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 21:15:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fazer um filme de viagens no tempo é mais complicado do que pode parecer à primeira vista. A maior parte do argumento é fácil. Alguém do presente vai para o passado e vive tropelias relacionadas com o anacronismo inerente à própria situação ou vice versa. O mais complicado é mecanismo narrativo que impulsiona essa mudança. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3505" title="httm" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/07/httm.jpg" alt="" width="425" height="224" /></p>
<p style="text-align: justify;">Fazer um filme de viagens no tempo é mais complicado do que pode parecer à primeira vista. A maior parte do argumento é fácil. Alguém do presente vai para o passado e vive tropelias relacionadas com o anacronismo inerente à própria situação ou vice versa. O mais complicado é mecanismo narrativo que impulsiona essa mudança. Tem que ser o mais realista possível, tendo em conta que ainda não há viagens no tempo. Um exemplo é Back To The Future. 1, 21 Gigawatts de energia e um capacitador de fluxo serviram para vender a viagem aos cinéfilos. Há também a maneira preguiçosa de mandar a lógica às urtigas e usar o objecto que está mais à mão, porque isso de ciências e físicas é extremamente aborrecido. Neste caso foi um jacuzzi, podia ser um garrafão de 5 litros de vinho tinto, um garfo ou meio leitão da Bairrada. E sim, eu também gostei da cena da gajas das mamas que mostro aqui na imagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3498"></span>Posto de parte esta incómodo menor que são os princípios físicos da viagem no tempo, eis que os nossos personagens são transportados para os anos 80, para uma altura em que viveram o pico da sua juventude. E eis mais um problema com que detectado ultimamente: os anos 80 nos filmes e na cultura popular&#8230; Em primeiro lugar deixem-me que vos diga que vivi os anos 80. Tinha entre 7 e 17 anos nessa década, perdi a minha virgindade, comprei vinil e gravei cassetes. Não tinha um Walkman porque era caro. Tinha uma imitação com um som reles. Tinha um ZX Spectrum e um pressão de ar com a qual matava animais de pequeno porte.  Comprei aquele que é até à data o melhor album de todos os tempos (Master of Puppets) e participei numa queimada de discos de Rod Stewart e Julio Iglesias. Bem, estão a perceber onde quero chegar com isto.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema dos anos 80 nos filmes recentes é que tendem a condensar todos os icons dessa década em pequenas fracções de filme. Por exemplo, neste Hot Tub Time Machine há uma cena quando eles chegam ao passado e entram num bar em que durante 5 minutos se condensam todos as imagens iconográficas dos anos 80, todos os clichés e tudo aquilo que se convencionou associar aos 80s. Muitas dessas coisas eram exclusivas dos videoclips, mas com o esquecer dos tempos foram sendo coladas à própria realidade. Daí para a frente deixei de percepcionar o filme como uma obra de ficção plausível, ainda que cómica e ainda que tenha uma viagem no tempo, e percebi que se tratava de um sketch do Saturday Night Live. Um sketch longo, com 100 minutos, em que todos os momentos são criados para parodiar a situação em que os personagens se encontram em vez de se concentrar no filme como um todo.</p>
<p style="text-align: justify;">Será, portanto, um filme de memória de peixe, feito para ser apresentado em aviões ou em locais em que as pessoas vão fazendo mais coisas e não se possam dedicar em exclusivo a ver o filme. Um stoner movie para os stoners do princípio dos anos 90, aqueles que ficaram eternamente presos nos tempos de Wayne&#8217;s World, Bill and Ted. Atenção que esses são filmes que gosto e que admiro, mas têm que ser contextualizados à época em que saíram.</p>
<p style="text-align: justify;">Posta de parte a hipótese de uma narrativa minimamente interessante resta-nos esperar que o humor tenha realmente piada, como é o seu significado no dicionário. Não, sem piada. Poderia ter se alguém tivesse o bom senso de o ter tornado menos previsível. Porque previsibilidade temos nós. E em barda. Os personagens que se odeiam e no final tornam-se grandes amigos, o monte de merda detestável que se redime, o sermão moralmente aceite do ponto de vista judaico-cristão no final e os romances a martelo para não desmoralizar as gajas.</p>
<p style="text-align: justify;">De notar a presença sempre irritante dos Poison e dos Motley Crue, bandas que me invadem os pesadelos ainda hoje. Um bem haja para o par de mamas da cena que vos mostro em cima. Fossem elas duplicadas em formato almofada e a esta hora estava eu numa loja de atoalhados de cartão de crédito na mão a gritar voz alta &#8220;Dê-me três!&#8230;&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3508" title="httm3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/07/httm3.jpg" alt="" width="425" height="284" /></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Idioterne (1998)</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 13:59:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando um cinéfilo inexperiente cataloga uma obra como sendo um &#8220;filme marado&#8221; é porque não conseguiu encontrar no seu saco de clichés americanos algo com que o comparar. &#8220;Marado&#8221; é adjectivo que realça a não convencionalidade da obra, sendo que esta característica poderá ser uma coisa boa ou má. Há o &#8220;marado&#8221; saudável e imaginativo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3470" title="idiotern" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/idiotern.jpg" alt="" width="425" height="213" /></p>
<p style="text-align: justify;">Quando um cinéfilo inexperiente cataloga uma obra como sendo um &#8220;filme marado&#8221; é porque não conseguiu encontrar no seu saco de clichés americanos algo com que o comparar. &#8220;Marado&#8221; é adjectivo que realça a não convencionalidade da obra, sendo que esta característica poderá ser uma coisa boa ou má. Há o &#8220;marado&#8221; saudável e imaginativo de Terry Gilliam, o &#8220;marado&#8221; deliciosamente pérfido, herege e debochado de John Waters e Cronenberg, o &#8220;marado&#8221; que escreve nonsense surreal e depois diz que há um significado que só ele conhece de David Lynch. Temos ainda os japoneses encabeçados pelo sociopata Takashi Miike ou mesmo o centenário  alucinogénico supertuga Manoel de Oliveira. E depois há Idiotern de Lars Von Trier, um filme que desafia qualquer catalogação, o marado dos marados, uma delicia de filme que amamos odiar.</p>
<p><span id="more-3469"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos falar deste filme sem antes falar no Dogma 95, que é uma manifesto criado por Thomas Vinterberg e Lars von Trier com um conjunto de regras e códigos de conduta sob os quais se devem fazer filmes que queiram ser acreditados com o selo &#8220;Dogma 95&#8243;, alegada garantia de pureza cinematográfica. Entre outras características, este filmes devem filmados em locais reais (sem adereços nem cenários), o som tem que ser directo sem pós-produção nem sobreposições, tem que ser em tempo real, sem uso a tecnologia para criar efeito, sem manhas narrativas, etc. Procurem na google que há lá muito quem explique melhor. Assim acabamos por ter filmes muito crus, emocionalmente intensos e desconfortáveis e na maior parte das vezes secas monumentais. O que não é o caso deste, note-se.</p>
<p>Idioterne (The Idiots no no seu título internacional) conta-nos a história de um grupo de amigos que abandonam todos as regras e protocolos sociais para se deixarem tomar pela selvajaria primordial, sem se preocuparem com convenções e obedecendo apenas ao seu córtex límbico e ao cerebelo, naquelas que são as necessidades básicas para garantir a sobrevivência e procriação. Em público fazem-se passar por um grupo de deficientes mentais, mesmo com a própria família, e em privado é o deboche mais completo. Sim, este filme tem cenas de sexo explícito, bastante audazes dentro do género.</p>
<p>Fortemente emocional como é apanágio de Lars Von Trier, o filme vai carregando no tom ao longo do tempo, até que se torna quase insuportável para o final. A densidade de desconforto é tão alta que nos sentimos envergonhados, decepcionados, tristes e deprimidos. E como todos sabemos, nos dias que correm esta é uma característica de se lhe tirar o chapéu.</p>
<p>Como</p>
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		<title>Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 23:06:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos nós temos que lidar com a existência de filmes no nosso plano dimensional que só por si justificamo fim da liberdade de expressão. Tudo bem, desde que não sejamos importunados por eles. Mas isso era antes. Antes de haver 1382 canais de TV e video on demands e infernais quantidades de conteúdo semelhante a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Todos nós temos que lidar com a existência de filmes no nosso plano dimensional que só por si justificamo fim da liberdade de expressão. Tudo bem, desde que não sejamos importunados por eles. Mas isso era antes. Antes de haver 1382 canais de TV e video on demands e infernais quantidades de conteúdo semelhante a uma lixeira a céu aberto que ejacula milhares de horas de programação de inenarrável fedor para dentro dos nossos lares sem pedir permissão. Elaborei uma lista de 5 desses filmes que toda a gente adora, mas que nos fazem secretamente sentir a gonorreia de mil leprosos a cada vez que os apanhamos num zapping.</p>
<p>5. Pretty Woman (1990)</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3460" title="prettywoman" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/prettywoman.jpg" alt="" width="425" height="161" /></p>
<p style="text-align: justify;">Um principe encantado dos tempos modernos enamora-se por uma prostituta de rua depois de ter pago uma fortuna para não lhe tocar sequer. Nem uma mamada ou um dedinho curioso&#8230; Nada. Quando penso em putas de rua, daquelas que atacam à noite nas avenidas escuras das grandes cidades só me vem à cabeça o seguinte: herpes, gonorreia, sida, cocaína, heroína, toxicodependência, alcoolismo, dentes todos podres, hálito a cadáveres em decomposição desde 1996 e mais três tipos de Sida (daquela que corrói o latex). Daí a dificuldade que tenho em assimilar aquele argumento.</p>
<p><span id="more-3459"></span>4. Lost in Translation (2003)</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3461" title="lostintranslation" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/lostintranslation.jpg" alt="" width="425" height="151" /></p>
<p style="text-align: justify;">Uma Scarlett Johansson enjoada com uma vontade enorme de cometer adultério é apenas tolerada pela presença dos seus formidáveis seios. Bill Murray aprecia a sua companhia e tem imensa pena que ela não tenha completado recentemente o seu 12º aniversário. Um filme ideal para trintonas que julgam ver ali a sua história de vida por nunca estarem satisfeitas com a sua situação actual, mesmo que essa situação seja tudo aquilo que sempre desejaram nos últimos 29 anos. Um filme que tem os seus dotes mas que para o fim se arrasta, gordo e demasiado inflado, que se leva demasiado a sério por uma falta de sentido de humor crónica de Sofia Coppola, que terá escutado atentamente as directivas do seu papá, segundo as quais as comédias nunca ganham oscares. Mas há uma coisa que não podemos negar: quem não gosta de ver japoneses a fazer palermices?</p>
<p>3. The Passion Of The Christ (2004)</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3462" title="passionofthechrist" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/passionofthechrist.jpg" alt="" width="425" height="126" /></p>
<p style="text-align: justify;">Um filme gore, sangue, tripas, matança e carnificina de que não há memória no cinema mainstream e que leva exércitos de velhas  clérigos, sacristões e sodomitas em geral aos cinemas não é natural. Excepto se servir para criar uma panela de pressão de ódio contra aqueles que são responsáveis pelos maiores problemas da humanidade, incluindo o massacre do próprio Messias, o filho de Deus na Terra: os Judeus. Isto, claro, segundo a visão alcoólica e tremida de um Mel Gibson que em tempos teve imensa piada a chacinar tribos de canibais motoqueiros nos desertos de uma Austrália pós-apocalíptica. Argumento: Jesus Cristo é preso e barbaramente torturado durante 90 minutos sem razão aparente. Para breve a sequela: The Revenge of The Christ.</p>
<p>2. Home Alone  (1990)</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3463" title="homealone" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/homealone.jpg" alt="" width="425" height="138" /></p>
<p style="text-align: justify;">Um filme pode ter imensa piada. Mas à 12356ª vez começa a perder algum interesse. Nem sei bem o que se passa neste filme. Mas todos os santos domingos à tarde lá estão aqueles 2 atrasados mentais a apanhar com latas na cabeça e escorregar para cima de um chão coberto de pregos, enquanto uma criança com problemas emocionais alienado pelos próprios pais e família ri desenfreadamente apesar de ter sido deixado ao mais bárbaro abandono por uns pais mais interessados em laró do que no bem estar dos seus filhos.Um filme que não poderia ser rodado actualmente porque uma narrativa que tem como personagens centrais dois homens adultos e uma criança fechada dentro de uma casa invoca invariavelmente para um imaginário de enrabanço.</p>
<p>1. Titanic (1997)</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3464" title="titanic" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/titanic.jpg" alt="" width="425" height="134" /></p>
<p style="text-align: justify;">Não sei o que será pior. Se o enfado de passar 3 horas da mais pura claustrofobia a ver um romance tirado da Revista Maria que desenrola lentamente na direcção de um final justo, se a banda sonora da mais pirosa das cantoras pop de todos os tempos. Titanic roubou-nos a todos um pedaço importante da nossa vida, 3 horas de vida que poderiam ser a diferença entre uma vida banal e o sucesso. Do que mais me lembro de quando fui ver o filme em 97 foi o desconforto provocado pelas cadeiras, como se se tratasse de uma viagem de barco para a Austrália sem dormir. Um Leonard DiCaprio que só apetece esbofetear e aquela meia hora que realmente interessa a soar demasiado postiça, quando o digitech ainda parecia Lego. Um filme molengão, dengoso, fútil e idiota. James Cameron sabe marketing como ninguém. Um filme onde idosos, senhoras e crianças morrem violentamente afogadas no frígido Atlantico Norte, mas que a censura americana obrigou a cortar uma cena onde 4 pobres cachorrinhos perdiam a vida ao cairem ao mar. Isto diz tudo acerca de uma civilização. Agora sim, o Armagedão será bem vindo. Não o de Michael Bay, o outro&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOTA</strong>: Não tenho visto filmes novos ultimamente, sorry! Comam palha que vos faz bem&#8230;</p>
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		<title>Sex and the City? Nem com um pau de 5 metros</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 20:38:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não, não vi ainda Sex and the City 2. Nem sequer vi o primeiro. E se disser que vi três episódios completos devo pecar por excesso. E a razão pela qual eu estou disposto a fazer um post baseado maioritariamente em preconceito é o facto de não gostar de filmes protagonizados por transsexuais. Mas não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3404" title="sarah-jessica-parker" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/sarah-jessica-parker.jpg" alt="" width="425" height="254" /></p>
<p style="text-align: justify;">Não, não vi ainda Sex and the City 2. Nem sequer vi o primeiro. E se disser que vi três episódios completos devo pecar por excesso. E a razão pela qual eu estou disposto a fazer um post baseado maioritariamente em preconceito é o facto de não gostar de filmes protagonizados por transsexuais. Mas não é só por isso que não toco neste filme nem com um pau de 5 metros. É também pelas 5 razões que apresento de seguida.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3401"></span>5. Não gosto de filmes cujo argumento esteja pejado de diálogos acerca de problemas relacionados com fluxos mestruais ou situações potencialmente embaraçosas que tenham como ponto de partida uma vagina em más condições de utilização.</p>
<p style="text-align: justify;">4. O estilo de vida das personagens composto por problemas emocionais permanentes ou, na falta destes, inquietude face à situação actual num exercício constante de ponderação acerca das vantagens do adultério, sempre contentes e felizes é injusto para quem vê os filmes, uma vez que não demonstra a razão da verdadeira felicidade destas senhoras: drogas duras, anti-depressivos, ansiolíticos e bebidas brancas de elevado teor alcoólico. Talvez na versão do realizador&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">3. Kim Catrall já tinha festejado o seu septuagésimo aniversário nos anos 80, altura em que foi estrela de grandes êxitos como Porky&#8217;s, Police Academy ou Big Trouble in Little China.</p>
<p style="text-align: justify;">2. A mensagem passada por estas quatro vadias de uma vida de glamour e  experimentação inspira fortes fantasias de putedo junto do público  feminino. Este é um ponto bastante apreciado pelo público masculino,  excepto quando se trata das nossas esposas, namoradas ou filhas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">1. Querendo criar 4 míticas personagens que viveriam para além do seu tempo como porta-bandeiras de uma nova geração de mulheres independentes e emancipadas, os argumentistas criaram involuntariamente 4 fúteis e ressecas galdérias, apodrecidas por dentro e com a capacidade cognitiva de uma sapatilha Sanjo, com uma tal ausência de atracção sexual que não deixaria sequer o meu cão copular com elas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOTA: </strong><em>Se isto correr mal e uma multidão me esperar amanhã à porta de casa com archotes, forquilhas, alcatrão e penas, quero que saibam que os amo a todos. E os comentários que sejam com sentido de humor, porque já não tenho paciência para jihads.</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;"><a onclick=\"(new  Image()).src='/rg/filmo/title-title/images/b.gif'\" href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5pbWRiLmNvbS90aXRsZS90dDAwOTA3Mjgv">Big Trouble in Little  China</a></div>
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		<title>Lock Up (1989)</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 13:23:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Stallone Prisioneiro é o título português deste Lock Up, uma das mais gananciosas e ignorantes manobras de marketing da distribuição filmes em Portugal, criando uma fusão entre o universo real e ficcional ao meter o próprio actor, o senhor Sylvester Stallone, dentro da trama e capitalizar quantidades imensas à custa desta associação. Se ainda hoje [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3316" title="lockup" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/05/lockup.jpg" alt="" width="425" height="396" /></p>
<p style="text-align: justify;">Stallone Prisioneiro é o título português deste Lock Up, uma das mais gananciosas e ignorantes manobras de marketing da distribuição filmes em Portugal, criando uma fusão entre o universo real e ficcional ao meter o próprio actor, o senhor Sylvester Stallone, dentro da trama e capitalizar quantidades imensas à custa desta associação. Se ainda hoje somos um povo iletrado, imaginem à 21 anos atrás, quando comprávamos pulseiras magnéticas extremamente caras porque curavam todas as doenças, desde a unha encravada ao tumor cerebral, passando pela dermatite seborreica e pela caganeira assassina.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3315"></span>Apesar deste ser um filme em que Stallone tenta fugir ao typecast de Rambo e Rocky e ao estatuto de bronco musculado &#8220;mata comunistas&#8221;, os próprios produtores também nunca deixam que este typecast fuja para muito longe porque, convenhamos, é o seu ganha pão, numa altura em que a palavra Stallone no topo de um poster rendia multidões aos cinemas. Repare-se na capa que não tem absolutamente nada a ver com o filme e que invoca um imaginário Rambo e Rocky, do supra humano, do monstro de coração dócil.</p>
<p style="text-align: justify;">O narrativa é simples e assenta a Stallone que nem uma luva. Um pobre desgraçado está preso e apenas quer cumprir a sua pena porque é um homem honesto que cometeu um erro e quer voltar para a sua esposa e ser uma mais valia da sociedade. Mas o chefe da prisão não concorda muito com isso e passa a vida a moer-lhe o juízo com o intuito de o apanhar em falso e prolongar a sua pena. Acontece que este pobre desgraçado é também um sanguinário assassino com capacidade fora do normal para a extrema violência que acaba por vir sempre á superficie quando lhe chega a mostarda ao nariz.</p>
<p style="text-align: justify;">Um esquema bastante convencional montado por um good guy standard (Stallone) e um bad guy mau como as cobras (Donald Sutherland). Pelo meio um crescendo de injustiça, alguns mártires e o evento fatídico que despoleta o anteriormente referido &#8220;mostarda ao nariz&#8221;. Simples e eficaz, até porque a malta com 15 anos ainda não estava muito interessada no sentido da vida, excepto se fosse contada por ninjas ou tribos pós-apocalípticas em guerra permanente com elevada número de mortes, se possível por decapitação.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, é o que estão a pensar, um Prison Break à bofetada! Mas desenganem-se os que pensem que é um filme idiota e desconchavado. Nada disso. Lock Up tem uma característica muito comum nos filmes dos anos 80 e também da próprio cinematografia de Stallone, que é a parte humana que nos faz acreditar que aquela pessoa é injustiçada e merece ganhar a sua causa, nem que para isso chacine 3 aldeias inteiras de crianças vietnamitas ou duas dúzias de guardas prisionais à bofetada. Não sei como o faziam naquela altura, mas tem um sabor inegavelmente analógico, aquilo a que convencionamos chamar de &#8220;nostálgico&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>The Crazies (2010)</title>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 22:13:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">Havia nos anos 80 duas regras de ouro para avaliar um filme de terror nos primeiros 15 minutos. Uma fórmula que, apesar de pouco ortodoxa, nunca falhava. Regra 1: se um filme de terror mostra mamas  em abundância ou sexo relativamente explícito nos primeiros 15 minutos é porque não vamos ver muita carnificina sanguinária. Regra 2: Se nos primeiros 15 minutos um grupo de 10 pessoas fica presa num local isolado com um psicopata que os levará à lenta extinção, um a um, estamos perante mais um desinspirado e monótono clone slasher de Sexta-Feira 13.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3229"></span>Quase 30 anos volvidos e essa fórmula perdeu a validade porque hoje em dia os filmes de terror merdosos já nem mostram mamas nem berlaitada para que até crianças os possam ver e assim aumentar o lucro e quando 10 pessoas ficam presas num local isolado à mercê de psicopatas estamos perante um reality show. E para quem não sabe, um reality show é um jardim zoológico comportamental temático onde imbecis hiperactivos com ilusões de grandeza artística entretêm imbecis estáticos de olhar bovino cujo conceito de bem estar envolve um Saxo com suspensão rebaixada, uma cassete com 2 filmes do Steven Seagal e um fato de treino Adidas para ir ao Lidl.</p>
<p style="text-align: justify;">The Crazies é um remake de um filme com o mesmo nome realizado por George Romero, génio cinematográfico que inventou os zombies, mas que ao 745º filme com a temática &#8220;mortos vivos comedores de cérebros humanos&#8221; começou a ficar ligeiramente repetitivo. Não vi o original, o que dá um jeitão para não me prender com comparações desnecessárias. Contudo a premissa deve ser a mesma: cai um avião carregado de um líquido radioactivo do exército americano numa lagoa que abastece a rede de água de uma pequena povoação e a certa altura os seus habitantes começam a ficar mais possessivos, irracionais e homicidas do que normal.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sendo um filme de puro pedigree zombie, vai beber a este sub-género que tanto amamos a maior parte dos seus elementos dramáticos  e mesmo narrativos. O aparecimento do primeiro caso, o espalhar da epidemia, a infecção que é inicialmente longa e para o fim é quase instantânea, a teoria da conspiração das omnipresentes &#8220;cover-ups&#8221;, enfim, onde é que todos já vimos isto não é? Pelo menos 400 vezes. Só o ano passado. No último trimestre.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas Crazies é algo mais do que um filme de Zombies. Tenta ser um disaster movie na primeira pessoa, numa pequena cidade de interior, em que o que interessa não é saber o que se passa realmente mas tentar escapar vivo com a esposa grávida através de pequenos níveis ao estilo de videojogo com o twistzinho ocasional e o final que não acalenta grande esperança para a raça humana. Seja para insuflar mais uma vez a metáfora de que somos todos uns animais que não merecemos o planeta onde vivemos e que uma extinçãozinha humana não iria prejudicar em grande a evolução do planeta Terra como um ecossistema de sucesso, seja para sacar mais uns trocos a pacóvios com umas sequelas, prequelas, spin-offs e o El Dorado do entretenimento americano da actualidade: a série de TV.</p>
<p style="text-align: justify;">Nada disto que foi dito em cima é mau, mas também não é necessariamente bom. Cinematograficamente estou a ficar velho. Sim, claro, gosto tanto de carnificina como qualquer pessoa, acho piada quando um personagem menor é desfeito em tripas e carne ensanguentada numa cena imprevista, mas também gostava de saber mais qualquer coisa acerca da origem do todo o mal que ali anda, mesmo sabendo que a resposta será algo como &#8220;o que interessa é o comportamento humano numa situação extrema, num microcosmos de sobrevivênvia&#8221;. Mas sabem que mais? Também vivo bem com isso.</p>
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		<title>The SpongeBob SquarePants Movie (2004)</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 15:22:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3034" title="spongebob" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/03/spongebob.jpg" alt="" width="425" height="177" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Já antes ouvira falar de Spongebob, mas confesso que  nunca vi nada desta famosa série de TV. Tive a oportunidade de pegar no  DVD da versão <em>&#8220;big screen movie&#8221;</em> e li o argumento. Mas quem  consegue resistir a um filme onde o vilão maléfico é um pedaço de  plancton que quer conquistar o mundo (à laia de mr. Ernst Stavro  Blofeld)? E onde se promete surrealismo que faria Dali enrolar os  bigodes de vergonha? E que ainda por cima tem David Hasselhoff a dar uma  perninha que faz lembrar aquele reclame do Ice Tea com o José Cid? Eu  concerteza que não&#8230; Alguma vez viram alguém conduzir uma sandwich? Eu  já&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3033"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Não posso aqui fazer comparações com a série, e não tenho paciência sequer para a ver. Mas do que vi, gostei. É um tipo  de humor muito próprio, muito bem escrito e com um universo muito bem  definido. É bem esgalhado. Por vezes ficamos ali a rir estupidamente que  nem parvos sem sequer perceber muito bem porquê.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é definitivamente um filme para todos, muito menos para crianças.  E há o cameo de David Hasselhoff  que é coisa sempre bem vinda. Como  actor é uma merda horrenda, mas quando aparece assim fora de contexto é o  maior. A última vez que o vi num cameo foi num filme de John Waters (A  Dirty Shame), em que ele vai à casa de banho do avião arrear o calhau e o  pedaço de merda que ele caga é responsável pelo happy ending do filme.  Believe or not&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Visualmente hipnótico e sem momentos mortos é  definitivamente uma escolha acertada para passar 80 minutos agradáveis.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3033" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/06/harry-potter-and-the-prisoner-of-azkaban-2004/" title="Harry Potter and the Prisoner of Azkaban (2004) ">Harry Potter and the Prisoner of Azkaban (2004) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/09/30/thor-2011/" title="Thor (2011)">Thor (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/18/series-de-ficcao-cientifica-dos-anos-80/" title="Séries de Ficção Científica dos anos 80">Séries de Ficção Científica dos anos 80</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/07/toy-story-3-2010/" title="Toy Story 3 (2010)">Toy Story 3 (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/09/27/iron-man-2-2010/" title="Iron Man 2 (2010) ">Iron Man 2 (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/15/rambo-iii-1988/" title="Rambo III (1988)">Rambo III (1988)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/10/v-for-vendetta-2005/" title="V for Vendetta (2005) ">V for Vendetta (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/23/ghost-rider-2007/" title="Ghost Rider (2007) ">Ghost Rider (2007) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/23/a-contrafaccao-cinematografica-tomo-ii/" title="A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II">A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/13/porque-hoje-e-dia-do-pai-em-tatooine/" title="Porque hoje é dia do Pai em Tatooine">Porque hoje é dia do Pai em Tatooine</a></li></ul>]]></content:encoded>
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