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	<title>CinemaXunga &#187; música</title>
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		<title>A Very Harold &amp; Kumar 3D Christmas (2011)</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 11:55:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img class="alignnone size-full wp-image-4603" title="A-Very-Harold-Kumar-Christmas31" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2012/03/A-Very-Harold-Kumar-Christmas31.jpg" alt="" width="425" height="224" /></p>
<p align="justify">Imensas discussões têm incendiado a Internet acerca de qual será a versão masculina do filme de gaja. Será o filme de acção? O porno? O bromance? A comédia escatológica? O disaster movie? Na minha opinião, nenhum destes. A versão masculina do filme de gaja é, indiscutivelmente, o stoner movie. Porque é que as mulheres adoram comédias românticas? Porque projetam todas as fantasias e sonhos que nunca verão concretizados, porque as ajuda a acreditar num futuro melhor, um futuro onde não apanhem de cinto, não sejam trocadas pela mamalhuda que trabalha com o namorado ou num futuro em os seus companheiros não lhes forcem dedos no anus. O stoner movie é o pináculo da fantasia masculina. Uma vida livre de compromissos e aborrecimentos mundanos, onde cada um cede apenas aos seus instintos mais básicos sem se preocupar com dinheiro, problemas conjugais e familiares, saúde ou pormenores legais. Seja sexo e drogas ou Playstation e Coca-Cola, sejam mulheres, homens ou cavalos, seja escalar os Himalaias ou passar fins de semana no sofá a ver estática com preguiça de levantar o rabo para mudar de canal. É o sexo masculino primordial.</p>
<p align="justify"><span id="more-4599"></span>E eu nunca resisti a nenhum stoner movie. Ainda está para aparecer um filme com uma dupla de drogados imbecis que eu rejeite. Harold e Kumar não são excepção. Já os sigo desde Harold &amp; Kumar Go to White Castle (2004) e o genial Harold &amp; Kumar Escape from Guantanamo Bay, em 2008. Se não estão a ver do que estou a falar talvez os títulos portugueses, bastante elucidativos e fieis ao original, vos possam esclarecer: Granda Moca, Meu! e Granda Moca, Meu! A Fuga!. Pontos de exclamação incluídos.</p>
<p align="justify">Nos tomos iniciais encontramos filmes sem medo de ir mais além, sem fronteiras morais a definir o que tem ou não tem piada. Aliás, o próprio Neil Patrick Harris tem aqui a sua primeira aparição neste tipo de papeis, o ladykiller. O percursor de Barney. Note-se que a expressão ladykiller não é figurativa.</p>
<p align="justify">E a fórmula é tem sido sempre a mesma. Marijuana com fartura e seja o que Deus nosso senhor quiser. Um autêntico regabofe que não respeita convenções, uma orgia (figurativa e literal) de nonsense, a falta de respeito pelo próximo e o apelar ao mais negro que existe no nosso instinto de autopreservação.</p>
<p align="justify">Devo dizer que este último, que é título deste post, não me entusiasmou particularmente. Preocupados demais em mostrar as façanhas do 3D e com um argumento que parece requentado de ontem, cheio tiros ao lado e oportunidades perdidas. Nem o skecth Neil Patrick Harris teve grande piada.</p>
<p align="justify">Aconselho os dois primeiros, que devem ser vistos sem as companheiras. Já chegam as acusações diárias de falta de maturidade, de eternas crianças ou alegações de incapacidade em praticar com seriedade tarefas de adultos. Vejam ás escondidas e se forem apanhados digam que é porno&#8230; com animais&#8230; mortos&#8230;</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4599" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/09/macgruber-2010/" title="MacGruber (2010) ">MacGruber (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/09/piranha-2010/" title="Piranha (2010)">Piranha (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/13/hobo-with-a-shotgun-2011/" title="Hobo with a Shotgun (2011)">Hobo with a Shotgun (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/07/teen-wolf-1985/" title="Teen Wolf (1985)">Teen Wolf (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/23/final-destination-4-2009/" title="Final Destination 4 (2009)">Final Destination 4 (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/06/13/freezer-burn-the-invasion-of-laxdale-2008/" title="Freezer Burn: The Invasion of Laxdale (2008)">Freezer Burn: The Invasion of Laxdale (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/05/04/o-contrato-2009/" title="O Contrato (2009)">O Contrato (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>O Anel de Noivado</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Apr 2011 23:55:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA0L3RyaW9vZGVtaXJhLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="trioodemira" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/04/trioodemira_thumb.jpg" border="0" alt="trioodemira" width="425" height="338" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">1991, Agosto em Monte Gordo. Tinha acabado de recuperar a consciência daquilo que vim mais tarde a saber ser um black out de 21 horas. Parecia ser uma festa de Verão e milhares de respeitosas donas de casa vibravam libidinosamente ao som de uma banda em palco. Demorei algum tempo a perceber o que se passava, o som enrolado em flanger e um forte sabor a laca Fiero que parecia escorrer em bica pelo esófago não ajudavam a melhorar a percepção. Cedo percebi que os Trio Odemira tocavam Anel de Noivado e fui apanhado desprotegido no meio das suas harmonias hipnóticas e na execução perfeita de uma música que já na altura era um velho clássico. “<em>Inundada no seu pranto. O seu vestido vai molhando, Ao chorar de amor por mim</em>”, cantavam imperturbáveis pelos gritos histéricos, desmaios e apelos ao deboche adúltero. “<em>Faz-me um filho</em>”, gritava uma octogenária semi-nua estranhamente atraente que parecia acariciar-se ao meu lado. Não sei se foi do álcool, das drogas ou de uma cataplana de peixe que não me caiu nada bem, mas senti um capacete de eletricidade estática a massajar-me as têmporas, como tentáculos de ondas alfa e impulsos de telequinese,  e os edifícios pareciam ondular ao ritmo dengoso dos baladeiros alentejanos. Anos mais tarde, depois de ter visto recusada uma proposta de tese de final de curso sobre os Trio Odemira e das terapias de eletrochoque se terem revelado inúteis para apagar esta memória parasita, aprendi a viver com ela e hoje vou partilhar convosco o potencial cinematográfico de tão melosa balada.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4301"></span>Anel de Noivado tem um poderoso motor narrativo que ficou de fora da letra, uma vez que o Trio se ficou por alegorias, contornos fotonovelisticos e frases tipicamente papa-velhas. A verdadeira história por detrás deste megadrama? Reza a lenda que a música (canção) se baseia numa história verídica. Um jovem casal de namorados loucamente apaixonados (pois claro!) estava em fase de noivado quando o rapaz foi chamado para combater no ultramar. Passou lá uns anos e a certa altura deixou de dar notícias. Chegou à aldeia a notícia de que o jovem tinha morrido heroicamente em combate e não mais voltaria à sua amada. Ora, nos anos 60 (ou 70), gaja solteira com mais de 23 anos é bacalhau seco que já não vai menstruar o suficiente para ter 8 filhos e toca a casar a garota com o pretendente número dois. Mas nas vésperas do casamento eis que o noivo original aparece, crispado pelos horrores da guerra e agastado pelos dezassete tipos de sífilis e febres gonorreicas que contraiu em África. Vai ao casamento daquela que foi a sua amada e ambos se encontram “<em>estava ela já casada, a mulher que eu adorei</em>”. Desejou-lhe que fosse sempre feliz e separaram-se em pranto profundo com múltiplas camadas de drama e certamente uma noite de núpcias com sexo pouco inspirado.</p>
<p style="text-align: justify;">Teria sido o pretendente número dois a mexer os cordelinhos para que a miúda lhe viesse cair nos braços? Teriam as cartas ficado pelo caminho vítimas de um carteiro incompetente, um sistema de distribuição falhado ou à falta de coragem da noiva em dizer que ler lhe dava seca e preferia ver as imagens das fotonovelas eróticas suecas em que “membros latejantes túrgidos” exploravam regularmente “cavernas húmidas do amor”? Ou poderia ainda ser o noivo original a criar a situação, porque teria chegado à conclusão que a miúda era apenas uma sopeira de aldeia com falta de visão global e incapacidade de perceber raciocínios abstratos ou, pior, uma paixoneta pelo seu segundo sargento, um negro de Algés conhecido como o “<span style="color: #333333;">Pata de Cavalo”. </span></p>
<p style="text-align: justify;">Assim, do ponto de vista cinematográfico, a felpuda historieta que os Trio Odemira tecem no Anel de Noivado seria apenas o início de uma história que poderia muito bem seguir a estrutura de um Rashomon de Kurosawa, um entrecortado confuso e enganador como 21 Grams ou mesmo a já tradicional inversão total de Memento ou Irreversible. Meu Deus, as possibilidades são infinitas de criar algo com o que o Trio nos deu. Imaginem as sequências de combate em plena baixa de Bissau ou nas estepes do Huambo, a cena do lança chamas num machibombo superlotado, uma <em>dream sequence</em> lésbica quando o nosso herói estivesse sob a influência de morfina depois de quase ter perdido um braço num obus mal configurado, a oneliner final antes de arrancar a cabeça ao seu rival (segundo pretendente) com uma caçadeira de canos serrados à queima-roupa. Cheira-me mesmo a trilogia. Uma prequela, uma sequela. Quem sabe um spin-off ou mesmo uma série de TV das aventuras de uma equipa de profissionais dos CTT que contrabandeavam drogas para as linhas de combates e muitas vezes negligenciavam a distribuição na sua zona natal, o Alentejo.</p>
<p style="text-align: justify;">Posto isto podem-me chamar velhadas e antiquado. Mas se ser antiquado é gostar de ter os testículos acariciados no sentido dos ponteiro do relógio, então sim, confesso, sou um antiquado.Vá, façam lá a vossa mãe (ou avó se tiverem menos de 30 anos) feliz e dancem com a vossa amante imaginária ao som do mais subvalorizado hino da música nacional. Mas vistam ao menos umas calcinhas, porque isto não é Diapasão.</p>
<p>Para a semana: A musicalidade do leitão da bairrada.</p>
<p>&nbsp;<br />
<object width="425" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WI65OUKhrac?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/v/WI65OUKhrac?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>High Fidelity (2000)</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jan 2011 17:08:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4152" title="highfidelity" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/01/highfidelity.jpg" alt="" width="425" height="513" /></p>
<p style="text-align: justify;">Existe uma fase das nossas vidas em que, definitivamente, High Fidelity é o filme preferido. Aquela fase em que jogamos as últimas cartadas no jogo da sedução, quando queremos acumular o record do mundo da poligamia ao mesmo tempo em que nos queixamos que não encontramos o verdadeiro amor. É um fase de depressão moderada, curada à custa de coito ininterrupto, drogas leves e o ocasional coma alcoólico. Não percebemos o que realmente queremos e estragamos tudo com o típico egoísmo pré-trintão. E é aqui que entra High Fidelity, o manual de instruções para o jovem e celibatário  trintão, o caminho para a bonanza depois da tempestade. Um filme do tempo em que oferecer um CD gravado com capa a cores contava como prenda a sério.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4151"></span></p>
<p style="text-align: justify;">High Fidelity é uma adaptação muito bem conseguida de Stephen Frears do fabuloso livro de Nick Hornby. São dois os universos que se cruzam nesta narrativa. O supracitado estado libidinoso de &#8220;queimar os últimos cartuchos no âmbito da poligamia&#8221; e o amor mais puro e dedicado à música, vertente indie e vinil. Aquele tipo de paixão que perdeu imensos seguidores na passagem para o novo milénio. John Cusack é fantástico no papel de Rob Gordon, o dono de uma loja de discos (à moda antiga) que caracteriza todos os eventos da sua vida sob a forma de top 5 relacionados com música. Todas as figuras de estilo rodam em volta de música e é esta homenagem que fica, muito depois de nos termos esquecido da trama central do filme, como é natural no processo de envelhecimento que o nosso cérebro vai sofrendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Como sidekick temos Jack Black, dos tempos em que tinha piada e era realmente gordo e não apenas anafado como hoje em dia. O verdadeiro geek musical em todo o seu esplendor, como todos aqueles que conhecemos no liceu e na faculdade.</p>
<p style="text-align: justify;">É este universo musical que impulsiona o filme que lhe confere este estatuto de &#8220;filme de culto&#8221; ou &#8220;clássico&#8221;, como quiserem chamar. Como disse anteriormente, já o considerei um poderoso filme com o qual me identifiquei, mas hoje em dia as minhas preocupações são outras e uma visualização recente apenas me fez sentir nostalgia pelo vinil, pela melomania e pela energia que também eu despendia  a amar e engrandecer a minha colecção de discos, primeiro vinil e depois CDs. Ainda assim continua um filme respeitável que merece o nosso apreço e devoção moderada. Porém nada de histerismos que somos todos respeitáveis membros da sociedade.</p>
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		<title>The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 22:35:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O género cinematográfico &#8220;alienígena escaganifobético&#8221; não é um exclusivo dos últimos anos. Cada época, cada cinematografia ou onda tendencial tem os seus exemplares. The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension é um delírio dos anos 80, uma obra de tão genial bizarria que não podemos evitar fazer constantemente a pergunta &#8220;Como é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4127" title="buckaroo6" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/buckaroo6.jpg" alt="" width="425" height="425" /></p>
<p style="text-align: justify;">O género cinematográfico &#8220;alienígena escaganifobético&#8221; não é um exclusivo dos últimos anos. Cada época, cada cinematografia ou onda tendencial tem os seus exemplares. The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension é um delírio dos anos 80, uma obra de tão genial bizarria que não podemos evitar fazer constantemente a pergunta &#8220;Como é que alguém autorizou tal coisa?&#8221;. Rock star, neurocirurgião, físico quântico, herói da banda desenhada e aventureiro. Apresento-vos Buckaroo Banzai, herói nipo-americano capaz de salvar o planeta Terra das garras dos demoníacos seres da oitava dimensão, todos chamados John.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4053"></span>Basta ver Jeff Goldblum vestido de cowboy de extremo garrido farfalhudo para perceber que não estamos perante um filme normal, mesmo para os canones alucinogénicos dos anos 80. Também não se pode dizer que seja um experimentalismo série Z, para encher prateleiras de clubes de vídeo ou passar em horas obscuras em canais de cabo. Nada disso. Buckaroo Banzai foi uma tentativa gorada de criar um novo tipo super-herói, um estilo mais &#8220;comic sem super-heróis&#8221;, num mix de acção com comédia de exageros, como foi este ano que passou Scott Pilgrim, por exemplo. Mas neste caso com chumaços para os ombros e bolas de espelhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ponto de realce neste épico esquecido pelas areias do tempo é a invejável lista de actores. Ora vejamos; Peter Weller (Robocop, oh yeah!), John Lithgow (Supreme Commander), Jeff Goldblum ou ainda o mítico Christopher Lloyd (aka Doc Brown). Todos em inesquecíveis personagens, para o bem ou para o mal. É pena o argumento ser pobrezinho em conceito, porque realmente existe algum potencial num filme contenha a expressão &#8220;across the 8th dimension&#8221; no título.</p>
<p style="text-align: justify;">Vou fazer uma coisa que não faço há algum tempo, um resumo livre. Ora vejamos&#8230; Buckaroo Banzai testa um novo sistema de navegação que permite, entre outras coisas, atravessar montanhas ou volumes de alta densidade sem haver contacto. O problema é que Banzai entra em contacto com umas criaturas malandrecas a meio de uma experiência. Está dado início ao plano dos agentes adormecidos dos maléficos malandrins da oitava dimensão, curiosamente todos chamados John. E quando o mundo está prestes a ceder à hegemonia alienígena, um extra-terrestre (rastafari) do mesmo planeta alia-se às temíveis hordes de Buckaroo Banzai  pela reconquista da liberdade planetária, numa batalha de proporções épica, onde as mais poderosas super-potências não podem fazer mais que assistir a Buckaroo distribuir bofetada em lombo alienígeno. Além disso temos uma criança de 12 anos a usar um metralhadora sem supervisão de um adulto, uma melancia misteriosa cuja utilidade não é nunca revelada e uma sequência de créditos finais de antologia.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom e se isto não vos convenceu, acho que nada nunca vos poderá convencer&#8230; Talvez esta secção de multimédia ajude. Já agora, se estiverem interessados em ver uma versão em HD sem terem que pagar, basta que tenham Zon. Está a passar incessantemente no canal MOV. Quando digo &#8220;sem terem que pagar&#8221; e &#8220;basta que tenham Zon&#8221; na mesma frase estou a cometer um erro que pode causar a implosão da realidade e a anulação de grande parte da Via Láctea perante o contacto de tanta anti-matéria.</p>
<p>Trailer:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="260" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/0gNJ1z-ulB4?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="260" src="http://www.youtube.com/v/0gNJ1z-ulB4?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4129" title="buckaroo1" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/buckaroo1.jpg" alt="" width="410" height="240" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4130" title="buckaroo3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/buckaroo3.jpg" alt="" width="406" height="312" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4132" title="buckaroo5" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/buckaroo5.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4053" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/13/porque-hoje-e-dia-do-pai-em-tatooine/" title="Porque hoje é dia do Pai em Tatooine">Porque hoje é dia do Pai em Tatooine</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/18/series-de-ficcao-cientifica-dos-anos-80/" title="Séries de Ficção Científica dos anos 80">Séries de Ficção Científica dos anos 80</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/05/o-anel-de-noivado/" title="O Anel de Noivado">O Anel de Noivado</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/01/2774/" title="4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos">4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/18/anvil-the-story-of-anvil-2008/" title="Anvil! The Story of Anvil (2008) ">Anvil! The Story of Anvil (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/07/teen-wolf-1985/" title="Teen Wolf (1985)">Teen Wolf (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/04/500-days-of-summer-2009/" title="(500) Days of Summer (2009) ">(500) Days of Summer (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/18/the-hitchhikers-guide-to-the-galaxy-2005/" title="The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) ">The Hitchhiker&#8217;s Guide to the Galaxy (2005) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Get Him to the Greek (2010)</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 23:40:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos anos 80 o humor era dominado pelos irmãos Zucker e pelos seus alucinados filmes propulsionados a Leslie Nielsen, lenda da comédia que há pouco nos abandonou. Nos anos 90 os irmãos Farrelly dominavam o mercado com filmes desvairados com excesso de fluidos corporais para o gosto de toda a gente. Nos dias que correm [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4085" title="gethimtothegreek" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/gethimtothegreek.jpg" alt="" width="425" height="230" /></p>
<p style="text-align: justify;">Nos anos 80 o humor era dominado pelos irmãos Zucker e pelos seus alucinados filmes propulsionados a Leslie Nielsen, lenda da comédia que há pouco nos abandonou. Nos anos 90 os irmãos Farrelly dominavam o mercado com filmes desvairados com excesso de fluidos corporais para o gosto de toda a gente. Nos dias que correm o humor mainstream americano parece ser dominado comercialmente pelas comédias Apatow, uma espécie de Saturday Night Live 2.0 que vive  do excesso de explicações para situações banais da condição humana, de  desconforto circunstancial e da aproveitação abusiva de substâncias alteradoras de consciência. Comum a todas estas épocas estão os artifícios narrativos desonestos e excessivamente reciclados, o problema é que eu estou a ficar velho demais para achar piada a um badocha drogado a enfiar uma bola de cocaína no cu depois de se ter vomitado para cima do seu próprio casaco.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4066"></span>Estamos perante um filme que não é um mau filme. Não se pode dizer que nos vá horrorizar , criar uma fobia ou nos faça arder de febre alérgica. É um filme baseado num personagem de sucesso do filme Forgetting Sarah Marshall. O chamado &#8220;spinoff&#8221;, portanto. O ponto de partida, apesar de previsível, tem a sua piada. Espreitamos por detrás da vida decadente das estrelas do Rock e Pop, dos seus excessos e inseguranças, e todas as peripécias que daí possam advir. Nada de grandemente original, mas aceitável.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema deste filme é mesmo a fase final. Mais por culpa de um público que quer o happy ending com fogo de artificio e glorificação do herói, onde o amor tudo conquista, os maus muito maus merecem o devido castigo e os improváveis ganhadores exibem o sorriso sábio e feliz que precede uma lista de créditos finais. Tinha que assim ser para que o sucesso comercial (leia-se venda de bilhetes, dvds, direitos relacionados com todos os tipos de exibição comercial, marketing, product placement, etc) fosse atingido. Não me incomodo com isso. Já passei por essa fase. Apenas discordo, com todo o direito que me assiste. Eu, num mundo utópico de liberdade e justiça para todos, teria feito morrer o artista Rock e proceder à sua glorificação aos estilo Jim Morrison, James Dean, Kurt Kobain, etc. Mas seria um final sombrio, e para haver sucesso sexual no primeiro encontro é necessário que haja uma sensação de euforia depois da obrigatória ida ao cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">Apreciei os insultos a Lars Ulrich. Sou fã de Metallica desde o final dos anos 80, mas nunca suportei aquele tipo. Apreciei os cameos e o ambiente rockstar. Não recomendo que se pague muito por ele, mas é certamente um belo filme para ver em casal ou com um conjunto de amigos mais ecléctico em situações de dificuldade de escolher um filme levezinho que agrade a todos ou pelo menos que não ofenda ninguém.</p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4066" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/23/kick-ass-2010/" title="Kick-Ass (2010) ">Kick-Ass (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2012/02/29/the-kids-are-all-right-2010/" title="The Kids Are All Right (2010)">The Kids Are All Right (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/05/o-anel-de-noivado/" title="O Anel de Noivado">O Anel de Noivado</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/03/05/the-social-network-2010/" title="The Social Network (2010)">The Social Network (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/09/macgruber-2010/" title="MacGruber (2010) ">MacGruber (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/11/knight-and-day-2010/" title="Knight and Day (2010)">Knight and Day (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/09/27/iron-man-2-2010/" title="Iron Man 2 (2010) ">Iron Man 2 (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/08/the-book-of-eli-2010/" title="The Book of Eli (2010)">The Book of Eli (2010)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Rocker (2008)</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 11:12:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A nostalgia dos anos 80 não é um exclusivo nacional, como se pode facilmente perceber pelo conteúdos de entretenimento com que somos bombardeados ultimamente. Se inicialmente era o simples revivalismo, sem justificação, hoje em dia começam a aparecer estratégias ardilosas para nos enfiarem aqueles malvados anos casa adentro. Daí a razão de existir de Rocker, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3696" title="drummer" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/drummer.jpg" alt="" width="425" height="238" /></p>
<p style="text-align: justify;">A nostalgia dos anos 80 não é um exclusivo nacional, como se pode facilmente perceber pelo conteúdos de entretenimento com que somos bombardeados ultimamente. Se inicialmente era o simples revivalismo, sem justificação, hoje em dia começam a aparecer estratégias ardilosas para nos enfiarem aqueles malvados anos casa adentro. Daí a razão de existir de Rocker, um filme de Jack Black  sem Jack Black. Durante 90 minutos Hair Metal e Glam Rock misturam-se com pop rock Hanna Montana, adultos convivem com adolescentes a roçar o limiar da legalidade, e música horrível cruza-se com&#8230; bem, com mais música horrível. The Final Countdown dos Europe também está lá presente, mas desde que os Europe foram cabeças de cartaz no Festival do Marisco 2010 de Olhão pode-se dizer que não há lugar onde os Europe não estejam.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3691"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O problema com todos os filmes de bandas é o esquema narrativo simplista, sempre Disney, seja qual for a origem do filme. Uma banda miserável começa a tocar numa garagem com todas as desvantagens possíveis e imaginárias. Há sempre um handycap físico ou emocional que faz dessa banda a mais improvável banda a suceder no mercado. Mas devido à grande força de vontade dos seus membros, à excepcional qualidade das suas composições, a banda começa singrar localmente. Aparece um agente que diz &#8220;gostei do que vi, vou fazer-vos universalmente famosos&#8221;. Nesta fase há a montagem animada com música heróica e bem disposta da banda a conquistar os palcos. E no milésimo de segundo que antecede o momento da glorificação mundial da banda, um dos membros sai causando um desabamento catastrófico e a morte imediata de todos os sonhos. Mas esperem, há mais&#8230; Quando tudo parece perdido, quando todas as esperanças haviam vertido para os pântanos do desespero, eis que uma situação totalmente inesperada (totalmente) faz com que esse aparente ponto negro seja o catalisador para o estrelato e da fama eterna. Final apoteótico com performance ao vivo perante uns fans tão alucinados que embaraçariam qualquer concerto dos Beatles no seu auge. Créditos finais.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a verdade é outra. Quem não tem cunhas, conhecimentos, connectings ou favores a cobrar não vai a lado nenhum. É uma verdade tão universal como a protagonista de qualquer série, filme, telenovela que ainda não tenha curriculo na área ter que fazer mamadas, gangbangs e DPs para ser escolhida para determinado papel. É assim, porque eu sei que é assim&#8230; <img src='http://cinemaxunga.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;">Voltando ao filme. Não, não compensa. É fraquinho. Um Jonas Brothers com um tipo a fazer macacadas. Nem música, nem qualidades técnicas, artísticas ou sociais se lhe reconhecem. É o verdadeiro degredo, um filme morto à nascença. Tivesse este filme há 10 anos atrás e eu teria adorado. Hoje em dia, na ressaca de todos os filmes com temáticas <em>hasbeens </em>e <em>wanabees </em>não tenho a mesma opinião.  Mas o certo é que temos um excelente actor a enxovalhar-se e a fazer  figuras desnecessariamente embaraçosas numa jogada que não lhe deve ter  valido grande valor comercial.</p>
<p style="text-align: justify;">E agora vamos àquilo que vos incomoda mais neste momento. Sim, os Europe vieram mesmo ao Festival do Marisco 2010 de Olhão. Pois, eu também acho que é um novo ponto baixo para qualquer banda rock ex-glória dos 80s que se preze, não desfazendo no Festival de Olhão que é muito interessante. No final dos anos 80 fui para lá arrastado pelos meus pais e obrigado a assistir a um concerto do Júlio Iglesias e, tirando o concerto, tinha tudo aspecto de organizadinho e decente. Aliás, do próprio Júlio Iglésias também não se pode gabar a carreira meteórica, porque um concerto organizado para os clientes do Continente de Portimão (2008) também não é propriamente um passo em frente.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="261" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/JEiMjXDFKBE?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="261" src="http://www.youtube.com/v/JEiMjXDFKBE?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Cop Out (2010)</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 16:04:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fosse este filme realizado por um monte de merda qualquer e eu teria escarrado e mijado por ele abaixo e seguiria a minha vida imune ao seu inerte sentido de humor e à sua estéril contribuição para a historia da 7ª arte.  Acontece que o realizador deste filme não é um monte de merda qualquer. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3515" title="Cop_Out" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/07/Cop_Out.jpg" alt="" width="425" height="246" /></p>
<p style="text-align: justify;">Fosse este filme realizado por um monte de merda qualquer e eu teria escarrado e mijado por ele abaixo e seguiria a minha vida imune ao seu inerte sentido de humor e à sua estéril contribuição para a historia da 7ª arte.  Acontece que o realizador deste filme não é um monte de merda qualquer. É um monte de merda especial que já realizou alguns dos meus filmes preferidos, criou alguns personagens que venero e já foi ele próprio um icon da cultura junkie/geek vestindo a longa gabardina de Silent Bob. Estou a falar, obviamente, de Kevin Smith, esse gordalhufo que sabemos capaz de produzir genialidade, e que no entanto parece andar perdido num inferno de tarefeiro hollywoodiano a fazer um filme, que à sombra do conceito das &#8220;homenagens&#8221;, é na realidade um exemplo de unidimensionalidade amorfa que lhe pode valer o prémio<em> &#8220;Era atar-te os tomates à traseira do comboio das 9 e dizer-te adeus com um lenço branco&#8221;</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3514"></span>Já não é a primeira vez que Kevin Smith pisa na bola (honremos os brasileiros que nos visitam). Já em Jersey Girl produziu um falhanço tal intensidade que a imagem de Jennifer Lopez teve que ser removida de todos os cartazes devido à fama de actriz horrenda que tinha e ainda tem. A não ser que a tivessem colocado nua, mas de costas, de joelhos a esfregar o chão ou a apanhar uma moeda. A inclusão de Ben Affleck nesse filme também não ajudou. Todos sabemos que deficiência mental e ciências de palco não combinam. Olhando agora para o passado e revendo mentalmente a carreira de Smith, tirando os 6 filmes do universo Viewaskew só se aproveita Zack and Miri Make a Porno. E mesmo assim poderia ter ido muito mais longe.</p>
<p style="text-align: justify;">Cop Out é desde início uma &#8220;homenagem&#8221; aos filmes de duplas de polícia dos anos 80. E esse conceito é nobre, não o nego. O problema é que o grande (literalmente) Kevin tem medo que as pessoas não percebam e insiste tanto em que se note esta intenção que mais valia ter feito um monólogo após cada cena para se explicar. Como se isso não bastasse, após cada referência a um filme ou série tem alguém que dizer, usando vários artifícios, de que filme ou série se trata. Podem então imaginar o tipo de humor que temos a partir daí. Bruce Willis não se esforça . Parece passar o filme todo embaraçado por estar ali presente. O colega dele, o comic relief ou side kick, é de um tal nível de palhaçada que nem sequer o conseguimos identificar como estando a interpretar um personagem credível. É literalmente o palhaço pobre desta dupla de circo.</p>
<p style="text-align: justify;">Estereótipos cartoonescos, uma catadupa de infindáveis clichés, personagens desnecessários, tentativas de humor mortas à nascença, enfim, um churrilho infindável de características de uma produção spoof, como os &#8220;qualquer coisa MOVIE&#8221;. É mais uma overdose dos cada vez mais insuportáveis 80s.  Eu só vi até ao fim por vir de quem vem, senão até teria preferido passar a tarde a ensebar o varão à conta de um VHS da Cicciolina que encontrei a semana passado no sótão.</p>
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		<title>Hot Tub Time Machine (2010)</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 21:15:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fazer um filme de viagens no tempo é mais complicado do que pode parecer à primeira vista. A maior parte do argumento é fácil. Alguém do presente vai para o passado e vive tropelias relacionadas com o anacronismo inerente à própria situação ou vice versa. O mais complicado é mecanismo narrativo que impulsiona essa mudança. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3505" title="httm" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/07/httm.jpg" alt="" width="425" height="224" /></p>
<p style="text-align: justify;">Fazer um filme de viagens no tempo é mais complicado do que pode parecer à primeira vista. A maior parte do argumento é fácil. Alguém do presente vai para o passado e vive tropelias relacionadas com o anacronismo inerente à própria situação ou vice versa. O mais complicado é mecanismo narrativo que impulsiona essa mudança. Tem que ser o mais realista possível, tendo em conta que ainda não há viagens no tempo. Um exemplo é Back To The Future. 1, 21 Gigawatts de energia e um capacitador de fluxo serviram para vender a viagem aos cinéfilos. Há também a maneira preguiçosa de mandar a lógica às urtigas e usar o objecto que está mais à mão, porque isso de ciências e físicas é extremamente aborrecido. Neste caso foi um jacuzzi, podia ser um garrafão de 5 litros de vinho tinto, um garfo ou meio leitão da Bairrada. E sim, eu também gostei da cena da gajas das mamas que mostro aqui na imagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3498"></span>Posto de parte esta incómodo menor que são os princípios físicos da viagem no tempo, eis que os nossos personagens são transportados para os anos 80, para uma altura em que viveram o pico da sua juventude. E eis mais um problema com que detectado ultimamente: os anos 80 nos filmes e na cultura popular&#8230; Em primeiro lugar deixem-me que vos diga que vivi os anos 80. Tinha entre 7 e 17 anos nessa década, perdi a minha virgindade, comprei vinil e gravei cassetes. Não tinha um Walkman porque era caro. Tinha uma imitação com um som reles. Tinha um ZX Spectrum e um pressão de ar com a qual matava animais de pequeno porte.  Comprei aquele que é até à data o melhor album de todos os tempos (Master of Puppets) e participei numa queimada de discos de Rod Stewart e Julio Iglesias. Bem, estão a perceber onde quero chegar com isto.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema dos anos 80 nos filmes recentes é que tendem a condensar todos os icons dessa década em pequenas fracções de filme. Por exemplo, neste Hot Tub Time Machine há uma cena quando eles chegam ao passado e entram num bar em que durante 5 minutos se condensam todos as imagens iconográficas dos anos 80, todos os clichés e tudo aquilo que se convencionou associar aos 80s. Muitas dessas coisas eram exclusivas dos videoclips, mas com o esquecer dos tempos foram sendo coladas à própria realidade. Daí para a frente deixei de percepcionar o filme como uma obra de ficção plausível, ainda que cómica e ainda que tenha uma viagem no tempo, e percebi que se tratava de um sketch do Saturday Night Live. Um sketch longo, com 100 minutos, em que todos os momentos são criados para parodiar a situação em que os personagens se encontram em vez de se concentrar no filme como um todo.</p>
<p style="text-align: justify;">Será, portanto, um filme de memória de peixe, feito para ser apresentado em aviões ou em locais em que as pessoas vão fazendo mais coisas e não se possam dedicar em exclusivo a ver o filme. Um stoner movie para os stoners do princípio dos anos 90, aqueles que ficaram eternamente presos nos tempos de Wayne&#8217;s World, Bill and Ted. Atenção que esses são filmes que gosto e que admiro, mas têm que ser contextualizados à época em que saíram.</p>
<p style="text-align: justify;">Posta de parte a hipótese de uma narrativa minimamente interessante resta-nos esperar que o humor tenha realmente piada, como é o seu significado no dicionário. Não, sem piada. Poderia ter se alguém tivesse o bom senso de o ter tornado menos previsível. Porque previsibilidade temos nós. E em barda. Os personagens que se odeiam e no final tornam-se grandes amigos, o monte de merda detestável que se redime, o sermão moralmente aceite do ponto de vista judaico-cristão no final e os romances a martelo para não desmoralizar as gajas.</p>
<p style="text-align: justify;">De notar a presença sempre irritante dos Poison e dos Motley Crue, bandas que me invadem os pesadelos ainda hoje. Um bem haja para o par de mamas da cena que vos mostro em cima. Fossem elas duplicadas em formato almofada e a esta hora estava eu numa loja de atoalhados de cartão de crédito na mão a gritar voz alta &#8220;Dê-me três!&#8230;&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3508" title="httm3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/07/httm3.jpg" alt="" width="425" height="284" /></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Jammin&#8217; &#8211; Chewbacca à Sexta</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 17:41:15 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-3310  aligncenter" title="Chewbacca02" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/05/Chewbacca02.jpg" alt="" width="397" height="298" /></p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>The Exorcist (1973)</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 21:19:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Corria o ano de 1987. Meados de Julho. Já havia passado mais de um mês de férias grandes e a euforia lentamente se transformava num quase imperceptível tédio. Suave, mas a ganhar força. Eram 4 da manhã e eu, o meu amigo Zé  e o meu primo João regressávamos de um baile de uma aldeia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3146" title="exorcist" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/04/exorcist.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
<p style="text-align: justify;">Corria o ano de 1987. Meados de Julho. Já havia passado mais de um mês de férias grandes e a euforia lentamente se transformava num quase imperceptível tédio. Suave, mas a ganhar força. Eram 4 da manhã e eu, o meu amigo Zé  e o meu primo João regressávamos de um baile de uma aldeia vizinha, onde fomos na esperança de ver pelo menos uma cover de Judas Priest ou Ramones. Recusamos várias danças e o balanço da noite resumiu-se a dois apalpões e a promessa de um aquecimento de pescoço lá mais para o final da semana. Chegados a casa decidimos meter um VHS alugado no dia anterior. O exorcista&#8230; Duas horas depois três teenagers apavorados jaziam imóveis num sofá, sem pestanejar, quase sem respirar, a esperar pela luz do dia. Só com os primeiros raios de sol ganhámos força nas pernas e o sangue voltou a fluir com naturalidade. Até ao dia de hoje continua a ser uma das experiências mais aterrorizantes da minha vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3145"></span>Estamos a falar de um tempo além do tempo. Uma altura em que só havia 2 canais de TV em Portugal. RTP1 e RTP2. Ambos muito eclécticos, eruditos, empenhados na qualidade e embebidos numa nova onda de cultura europeia. Ora, isto para um puto de 14 anos significa que não dava um caralhinho que se aproveitasse. Cinema de características mais mainstream era mentira. Séries ainda vá que não vá. Apesar de hoje parecerem peças de teatro de saltimbancos romenos, nos anos 80 representavam um maravilhoso mundo novo.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito diferente da realidade dos morangos com açúcar, em que pitas de 17 anos fazem product placement a margarina naquilo que me parece ser uma apelo à sodomia indolor. Longe da cascata anestesiante de canais de TV que nos atulham com tal excesso de informação que somos incapazes de reter a mais simplória instrução. Sem Internet, feeds RSS nem conteúdos baratinhos à conta da famosa metáfora dos senhores que assolavam os oceanos de papagaio ao ombro e pala no olho. Longe da banalização da pornografia.</p>
<p style="text-align: justify;">Continuando&#8230; Eu, o Zé e o meu primo João tínhamos visto o nosso primeiro filme porno hardcore de 1º escalão há pouco tempo e andávamos ainda a dissecar o espectro cinematográfico, a explorar vários géneros, cinematografias, a dar início a uma odisseia cinematográfica que ainda hoje continua. Era tudo novidade, por mais imbecil que possa parecer hoje. Como éramos fans da extrema violência e dos efeitos especiais que na altura pareciam bons, o Exorcista parecia uma excelente alternativa, uma vez que o trailer aparecia em quase todos os filmes que alugávamos no clube de vídeo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o certo é que não estávamos à espera disto. Nem nadinha que se parecesse. Para quem conhece, O Exorcista embrulha-nos rapidamente num ambiente familiar, em algo com que nos podemos identificar. A cadeia de acontecimentos evolui rapidamente para uma criança possuída pelo diabo (himself) e nalgumas das cenas mais icónicas e tenebrosas da História da 7ª arte. Ainda que com 14 anos de atraso, as nossas mentes puras e formatadas segundo uma tradição judaico-cristã foram de tal maneira confrontadas com os nossos piores medos, os nossos sentidos assaltados por todo um imaginário de tal modo assustador que quase poderíamos jurar ser verosímil.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda hoje o grito demoníaco de &#8220;<em>Merrin, merrin</em>!&#8221; ou &#8221; <em>Lick me, lick meeee</em>!&#8221; me faz levantar todos os pêlos do corpo. Quem diz estas diz outras dezenas de quotes do demónio, todas elas tão provocadoras como poderosas. Os diálogos e o argumento deste filme são algo de outro mundo, um mundo lá em baixo, onde  não é preciso forno para cozinhar e onde alguns dos mais notáveis lideres de outrora passam os dias em suaves banhos de azeite fervente ou engolidos em confortáveis labaredas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Feitos  os devidos ajustes contextuais, este é, não só, um dos mais assustadores  filmes da história do cinema, como também um dos seus melhores exemplos  de sucesso e qualidade. Perguntem ao Zé e ao João&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2001 voltei ao cinema para ver o directors cut, mas já lá não estava aquela densidade quase infinita de cagaço que senti no corpo da primeira vez. Revi-o com um sorriso nos lábios da minha grossa carapaça de décadas de ultra-violência cinematográfica e uma forte nostalgia da minha ingenuidade de adolescência. Mas a verdade é que em 1987, uma semana depois de ter visto o filme ainda não dormia bem e a quanto à promessa de aquecimento de pescoço acabou por dar razão ao ditado popular &#8220;Se queres um trabalho bem feito, fá-lo tu mesmo&#8221;. Falo, hehehe!&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3145" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/05/o-anel-de-noivado/" title="O Anel de Noivado">O Anel de Noivado</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/12/10/super-8-2011/" title="Super 8 (2011)">Super 8 (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/08/07/christine-1983/" title="Christine (1983)">Christine (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/15/robocop-1987/" title="RoboCop (1987) ">RoboCop (1987) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/09/let-the-right-one-in-2008/" title="Let The Right One In (2008)">Let The Right One In (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/27/the-fog-1980/" title="The Fog (1980)">The Fog (1980)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Let The Right One In (2008)</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 11:06:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">Longe vão os tempos em que a única coisa que apreciávamos da Suécia eram as gémeas Inga e Helga todas embezuntadas com óleo de coco a lutarem entre si por atenção masculina usando para o efeito um inexistente par de cuecas e os seus viçosos e anti-gravitacionais seios. Eles também produzem um cinema de muito boa qualidade, pautado pela bela cinematografia semi-descolorada e a curtíssima profundidade de campo. Let The Right One In é o filme que impede que <a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nLzIwMTAvMDMvMDMvdGhpcnN0LTIwMDktYS1rLWEtYmFrandpLw==" target=\"_blank\">Thirst </a>(de Chan-wook Park) seja o melhor filme de vampiros que vi nos últimos 10 anos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2852"></span>Catalogar este filme como sendo um filme de vampiros é de uma injustiça atroz, porque é daqueles raros filme que originalmente parecem ser destinados a um target de público bem definido, mas que tem uma grande capacidade de fazer o crossover para uma plateia mais ampla. Se no entanto houver quem aflua às salas em busca de sangue, tripas e vampiragem graficamente assassina, pode desde já tirar o seu cavalinho da chuva. Apesar de envolver personagens de cariz vampiresco, este filme foca-se na relação da jovem vampira de 12 anos e o seu vizinho da mesma idade, ligeiramente perturbado de tanto bullying. Mas sim, tem um bocadinho de carnificina para adoçar a boca.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sendo de fácil catalogação, Let The Right One In esquiva-se dos clichés e da expectativa do espectador de um modo aparentemente natural, sendo que há obviamente grande mestria técnica e narrativa por trás do espectro do visível. O andamento é lento e seguro. A fotografia nocturna hiper luminosa devido à omnipresente neve é, para nós tugas dos trópicos, um cenário bizarro praticamente imaginário. Os efeitos sonoros são outro ponto de excepcional valor.</p>
<p style="text-align: justify;">Quase a chegar ao fim, a cerca de 3/4 de filme, há uma cena muito importante. Uma cena que por si só causa um misto de repulsa e estupefacção. Mas é também essa cena que transporta o filme para um nível superior, uma cena moderadamente explícita que se transforma no motor do filme. Um mundo de possibilidade abre-se e o nosso cérebro não consegue parar de imaginar o passado daquelas criaturas. Mas é também neste ponto que está a fraqueza do filme. A cena em questão é demasiado delicada. Estamos a falar de crianças, sexualidade, violência, relações perturbadas&#8230; O problema é que essa mesma cena acaba por não se perceber muito bem. Eu precisei de voltar atrás e fazer um pause para perceber. Ver isto no cinema não permite que se faça isso.Não, não é um twist&#8230; É um addon narrativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Optei por utilizar o título internacional em vez do original &#8220;Låt den rätte komma in&#8221; porque o meu sueco já não é o que era. E o vosso imagino que também não estará lá grande coisa. Como filme não falado em inglês de relativo sucesso que é, Hollywood também já lhe canibalizou os direitos para o assassinar num remake. Pelo que li, os americanos gostaram do potencial saca dolares do filme, mas acharam-no &#8220;muito parado&#8221; e pretendem introduzir mais acção. Como dizia um tio meu que nunca cheguei a conhecer pessoalmente &#8220;<em>Era nascer no cu um pinheiro a quem não sabe dar uso ao dinheiro</em>&#8220;&#8230;</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=2852" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/05/the-preacher/" title="The Preacher &#8211; Banda Desenhada">The Preacher &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/05/03/the-crazies-2010/" title="The Crazies (2010) ">The Crazies (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/06/planetary-warren-ellis-banda-desenhada/" title="Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada">Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/04/los-cronocrimenes-2007/" title="Los cronocrímenes (2007) ">Los cronocrímenes (2007) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/03/thirst-2009-a-k-a-bakjwi/" title="Thirst (2009) a.k.a. Bakjwi">Thirst (2009) a.k.a. Bakjwi</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/06/alien-premio-carreira-da-academia/" title="Alien &#8211; Prémio Carreira da Academia">Alien &#8211; Prémio Carreira da Academia</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/12/29/conan-the-barbarian-2011/" title="Conan the Barbarian (2011)">Conan the Barbarian (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/08/07/christine-1983/" title="Christine (1983)">Christine (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/27/the-fog-1980/" title="The Fog (1980)">The Fog (1980)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Como fazer uma curta metragem em Portugal</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 20:31:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tendo eu sido um visitante das sessões de curtas metragens que decorreram nos Caminhos do Cinema Português em Coimbra, venho aqui com mais um magazine de ajuda a novos cineastas. Como podes tu então, jovem petiz, fazer uma curta metragem para passar num festival? Em primeiro lugar tens que fazer tudo em inglês para alimentar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2878" title="alucinoqualquercoisa2" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/03/alucinoqualquercoisa2.jpg" alt="" width="425" height="177" /></p>
<p style="text-align: justify;">Tendo eu sido um visitante das sessões de curtas metragens que decorreram nos Caminhos do Cinema Português em Coimbra, venho aqui com mais um magazine de ajuda a novos cineastas. Como podes tu então, jovem petiz, fazer uma curta metragem para passar num festival?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2876"></span>Em primeiro lugar tens que fazer tudo em inglês para alimentar uma vã esperança de te poderes internacionalizar. Provavelmente ganharás o Euromilhões primeiro, mas pelo menos a esperança não morre. Não tens ideias para um guião? Mas quem te disse que precisas de um? Fazes uso de um conceito muito em voga chamado &#8220;<em>cenas maradas</em>&#8220;. E o que são cenas maradas? Bem, basicamente é filmares uma lata de atum em cima de um alguidar de pepinos ou a tua avó a dormir enquanto fazes um plano de 360 graus desfocado. Depois editas na versão pirata do Adobe Premiere que sacaste da Net, metes slowmotion e usas os plugins com nomes mais bizarros que por lá encontrares, dando prioridade aos que comecem por Alucino-qualquer coisa. Ok?</p>
<p style="text-align: justify;">Música&#8230; Que música meter? Como não vais passar nunca dos festivais de amadores podes usar qualquer música porque ninguém te vai foder o juízo com os direitos de autor. Depois usa muito musica minimalista ou tecnos manhosos arritmicos, estilo Clint Mansel, Orbital ou Aphex Twin. Podes sacar da net a OST do Pi. Ajuda. Mete também uns poemas obscuros e surreais de algum poeta que encontres na Internet, mas que seja pouco conhecido para pensarem que é teu. Deixa sempre estas confusões no campo do ambíguo, porque nunca te farão perguntas concretas e pensarão sempre que é teu.</p>
<p style="text-align: justify;">Se conseguires convencer umas gajas quaisquer a posar nuas, aproveita. Dá um ar de modernidade e avant-guarde. Mas pede-lhes que não rapem a pintelheira para manter um aspecto ousado e anos 70. Não lhes filmes a cara, não vão aparecer lá no liceu fotos da desgraçada. Estudantes de teatro e dança dão um bom alvo. Mas, por amor de Deus, pede-lhes que rapem os sovacos.</p>
<p style="text-align: justify;">Dá-lhe um título em inglês e mete-lhe uma versão, tipo &#8220;Nubian Flower 1.02&#8243; para dar um ar de tecnológico. Filma cenas na TV, aponta a camara directamente para o sol, filme cenas tradicionais com a tal música que falei anteriormente. Lembra-te que a cultura ciberpunk e as cores saturadas estão na moda, assim como tudo o que estiver fora de contexto.</p>
<p style="text-align: justify;">No final, quando te perguntarem o que significa tudo, diz-lhes que exteriorizaste os teus sentimentos sob a forma de pesadelos gráficos em que os sonhos intervêm como personagens secundárias. Usa palavras como: dogma, paradigma, alienação do ser ou mesmo Oximoro e Pleonasmo.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Ao domingo à noite, enlatados! Este texto foi escrito em Dezembro de 2005, depois de uma noite agonizante que passei no Associação Académica de Coimbra a ver curtas metragens. De início apetecia-me arrancar os olhos com um garfo, mas disseram-me para ter calma porque se calhar a próxima era boa. Passei o resto da noite a olhar de soslaio para os classificados do Correio da Manhã a pensar qual seria a linha de tempo alternativa se tivesse ligado à Cindy, completa, 2ª oportunidade, peitinho 44 e com capacidade de projectar até 8 metros uma bola de ping-pong pela crica.</em></p>
</blockquote>
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		<title>Anvil! The Story of Anvil (2008)</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 22:15:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2675" title="AnvilPoster" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/02/AnvilPoster.jpg" alt="" width="425" height="406" /></p>
<p style="text-align: justify;">Arrancar dos esgotos do esquecimento velhas glórias injustiçadas pelas falácias do destino e mugir a vaca emocional que habita dentro de nós não é nada de novo. Já foi feito em filmes de Stallone ou Eastwood ou muito recentemente em &#8220;The Wrestler&#8221;. Mas agora assumidamente em formato Documentário vemos a velha glória do Speed Metal do início dos anos 80 a tentar a sua sorte neste mundo cruel da música moderna.  E se há muita nostalgia e humor também há drama suficiente derreter a carapaça mais dura do metaleiro mais hardcore.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2652"></span>Hoje em dia a música chega-nos a casa pré-fabricada e desprovida características emocionais que possam ser associadas ao ser humano. Eu sou uma criatura tecnológica, mas confesso que gosta da minha música orgânica. Gosto de saber que foram precisos anos de estudo musical para criar o que estou a ouvir. Gosto de sentir ocasionalmente um erro humano numa música. Não gosto de caixas de ritmos nem de sintetizadores. Nem de software para preguiçosos músicos wannabes. Não gosto de DJs. Tenho orgulho de dizer que nunca vi nem um único episódio dos ídolos e fiquei curado de reality shows dedicados à música desde que aquele gajo de bigode substituiu  a  Catarina Furtado no Chuva de Estrelas da SIC. E sim, fui metaleiro nos anos 80, daqueles que tinha t-shirts oficiais, comprava e escrevia em fanzines e tinha posters dos Metallica, Anthrax e Testament no quarto.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas até para mim, que sou um relíquia empedernida dos anos 80, estes Anvil são uns velhadas. Quando comprei o Master Of Puppets ou Number of The Beast já os Anvil estavam na lista negra de grupos a ignorar, juntamente com Bathory, Celtic Frost ou Venom. Não eram suficientemente sumarentos. Eram áridos, mortiços e monótonos. Sim, o Black Metal dava sono&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando ao presente. Sacha Gervasi, <em>roadie </em>dos Anvil dos anos 80 decide fazer um documentário acerca desta banda que ainda se mantém no activo, com a mesma pujança de sempre, mas com um nível de êxito a rondar os 0.0001%. E lá vai ele, atrás dos dois membros criadores da banda, um distribuidor de comida e outro carpinteiro. E nas horas livres continuam a ser os metal gods Anvil, ainda que para um número reduzido de fans.</p>
<p style="text-align: justify;">O documentário segue uma fase da vida da banda em que estes tentam voltar às luzes da ribalta. Uma digressão europeia falhada e a gravação do seu 13º album, com uma produção profissional. Na realidade a banda é uma porcaria. A música é má. Por isso é que eles nunca foram famosos. Mas essa falta de qualidade fica patente de modo implícito no documentário. O que interessa aqui é a forte ligação emocional que existe entre os dois membros originais, com cinquenta e muitos anos, juntos desde os catorze. Uma poderosa amizade, mais forte que tudo que os rodeia e que é a força motriz por detrás da banda.</p>
<p style="text-align: justify;">É um filme muito forte e que me toca pessoalmente por conhecer o meio do Heavy Metal que não mudou quase nada desde os anos 80, altura em que abandonei o barco. No entanto a estrutura narrativa pareceu-me demasiado forçado. Sinto-me mesmo tentado a dizer que grande parte do filme foi cozinhado propositadamente para efeitos dramáticos. Pedaços soltos aqui e ali que não explicam de modo coerente como pode a vida extra-Anvil daqueles dois tipos funcionar. O realizador admite que a última cena do documentário está fora da ordem cronológica para dar impacto emocional ao fim do filme e acabar com sensação de bem estar. Mas a mim cheira-me todo a encenação.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo assim gostei muito. É daqueles que se bebe de um gole, daqueles em que o tempo voa e parece que dura 10 minutos. Sim, sinto a dor deles. Mas ser boa pessoa e um gajo fixe nunca foi garantia de música de qualidade. Como disse um dia Churchill &#8220;<em>If you fight blá blá blá blá, you should never surrender&#8230;&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=2652" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/29/the-adventures-of-buckaroo-banzai-across-the-8th-dimension-1984/" title="The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)">The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/05/o-anel-de-noivado/" title="O Anel de Noivado">O Anel de Noivado</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/20/loose-screws-1985/" title="Loose Screws (1985)">Loose Screws (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/08/20/the-rocker-2008/" title="The Rocker (2008) ">The Rocker (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/07/teen-wolf-1985/" title="Teen Wolf (1985)">Teen Wolf (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/04/500-days-of-summer-2009/" title="(500) Days of Summer (2009) ">(500) Days of Summer (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/17/filhos-do-tedio-trailer/" title="Filhos do Tédio &#8211; Trailer">Filhos do Tédio &#8211; Trailer</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/26/a-complete-history-of-my-sexual-failures-2008/" title="A Complete History of My Sexual Failures (2008)">A Complete History of My Sexual Failures (2008)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Taking Woodstock (2009)</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 17:57:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2614" title="taking_woodstock_ver2" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/01/taking_woodstock_ver2.jpg" alt="" width="425" height="231" /></p>
<p style="text-align: justify;">Biografias ligeiramente modificadas para encaixarem em modelos pré-definidos de cinema ou &#8220;baseado em eventos verdadeiros&#8221; são coisas que aprecio. Eu não quero saber como foi a triste realidade, quero as coisas apimentadas para encaixarem nas minhas expectativas, nos meus preconceitos, naquilo que eu imagino ser a realidade ficcionada das regras de uma narrativa saudável. Tristezas bastam as minhas e as desgraças que tenho que aturar diariamente perante a possibilidade de mandar tudo para, e passo a citar, &#8220;o caralho que os foda&#8221;, porque depois faltam-me fundos para manter a minha habitação na minha posse, para alimentar a minha família e para comprar parvoíces de que não preciso e de que já me estou a arrepender antes de comprar, mas que mesmo assim não consigo evitar.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2468"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Os argumentos que apresentei em cima que suportam positivamente esta biografia  &#8220;<em>ligeiramente modificada para ter impacto</em>&#8221; podem também ser usados noutro lado para enxovalhar determinada obra por faltar à verdade e substituir realidade dura por um argumento dobrado para se ajustar aos contos de fadas que vêm de Hollywood. Mas isso não interessa nada, porque eu sou como todos vós, um tipo que ajusta as condições às suas necessidades e ao que mais convém no momento. Infelizmente apetece-me falar de tudo menos do filme mencionado no título deste post. Não é que o filme seja mau, pelo contrário. Achei extremamente apelativo, mesmo para um filme que já trazia na bagagem alguma expectativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das falácias que vem agregada ao título, à estratégia de marketing e à imagem preconcebida que este filme construiu antes de estrear é a ideia de que vamos ter imensas cenas de Woodstock e que será um filme centrado nesse momento histórico da História recente norte americana. Mas não poderia estar mais longe da verdade. Taking Woodstock roda em volta de uma comunidade fechada, convencional e tradicionalista que se vê invadida por hippies, e que vivem na dualidade de obterem dinheiro fácil a explorar estes pacíficos stoners ou expulsar toda a gente à pedrada por não seguirem as regras do cristianismo. É nesta riqueza conceptual e constante luta de valores que reside o fascínio de Taking Woodstock. Nem sequer há cenas do festival de música propriamente dito, só multidão e uns focos difusos ao longe acompanhados pelo eco empalidecido dos sons de palco.</p>
<p style="text-align: justify;">Corresponde às minhas expectativas e é um filme que apreciei bastante. Já conhecia Demetri Martin do standup comedy e confesso que levei uns minutos a habituar-me ao personagem. Apesar de ter estado bem, foram as partes em que tentou inserir algum do seu estilo de comédia que considerei as mais fraquinhas. Ang Lee esteve seguro e profissional, como sempre, mas as sequências de ecrans multiplos não me apelam especialmente. Se em Hulk foram apenas parvas, aqui geram muita confusão.</p>
<p style="text-align: justify;">Para acabar deixo uma pequena curiosidade. Quando se estava a fazer o casting, a maior dificuldade foi arranjar pessoas, principalmente gajas, que tivessem uma farfalhuda pintelheira para interpretar cenas de liberdade hippie. Nos dias que correm toda a gente nos meios hollywoodianos removeu a laser a frondosa pintelheira ou aplicou uma máquina zero que não permite o crescimento a tempo de um matagal que faça honra a um hippie que se preze. Longe vão os tempos em que se exibia com orgulho uma viçosa pintelheira e em que andávamos com uma impressão na garganta provocada por um pelo perdido depois de uma &#8220;descida à cave para alisar carpete&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">NOTA: Post publicado sem revisão. Sem paciência. Sono&#8230;</p>
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		<title>Teen Wolf (1985)</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 20:03:56 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2582" title="teenwolf" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/02/teenwolf.jpg" alt="" width="425" height="282" /></p>
<p style="text-align: justify;">A aproveitar a onda de sucesso, Michael J. Fox arrecadou tudo que conseguiu amealhar. Uma trilogia sucesso e um sitcom apreciada a nível planetário que durou 7 anos é mais que suficiente para escrever o nome entre as estrelas de modo permanente. Mas Fox pisou a bola nesta idiotice teenager que pode muito provavelmente ser a pior comédia juvenil que alguma vez viu a luz do dia. Um jovem descobre um dia que é lobisomem, o que é uma chatice na adolescência. Já não basta a insegurança, a erecção permanente, as manchas nos lençóis e o acne, tinha agora também de aparecer este aborrecido licantropismo.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2581"></span>Em primeiro lugar é preciso colocar aqui uma nota de contexto historico-cinéfilo. Tal como hoje existe esta insuportável praga de filmes e séries de vampiros para adolescentes, na altura havia algo semelhante com lobisomens. A diferença é que os vampiros de hoje são para menores de idade com dificuldades de adaptação social, virgens e que provavelmente ainda mantêm a pintelheira de origem, enquanto estes lobisomens dos 80s não tinham as barreiras do politicamente correcto que separam hoje as nossas crianças daquilo a que normalmente se designa como &#8220;realidade&#8221;. Ok, resumindo, era a moda dos lobisomens. O título português era (é?) O Lobijovem. Não é mau, até se adaptou bem. Pior era o do Brasil: &#8220;O Garoto do Futuro&#8221;&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Então a premissa era esse simples conceito do &#8220;adolescente engatatão e estrela da equipa de basquete é transformado em lobisomem numa altura chave da sua vida&#8221;. E a partir daqui eram as habituais tropelias e risadas que a situação em si implica. Vai para dar um beijo à namorada e repara que tem a mão peluda, vai jogar basquete e a cauda rasga-lhe as calças, esse tipo de slapstick multicolor e visualmente balofo dos anos 80. Eu adorei. Adorei tanto que fui alugar ao clube de video e depois copiei e troquei a fita original pela minha. Fiquei com uma cópia oficial enclausurada numa caixa BASF que dizia &#8220;2020, Os Gladiadores do Texas&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">É verdade que os anos 80 deixam saudades, principalmente a mim e aos da minha geração. Mas também é verdade que gostamos desses tempos porque foram os únicos que tivemos.  Não tínhamos auto-estradas nem Internet. Para ver uma berlaitada era preciso arranjar uma Gina que não tivesse páginas coladas. A programação da TV era uma coisa atroz, capaz de traumatizar qualquer alma que visse mais de 2 horas seguidas de Júlio Isidro. Viver os anos 80 em Portugal foi uma tarefa dura, em que ainda não se percebia bem se éramos um país ecléctico virado para a Europa ou um regime fechado em que a própria confissão católica poderia implicar uma visita ao xilindró e umas fartas bastonadas no lombo.</p>
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		<title>The Men Who Stare at Goats (2009)</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 19:23:50 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel=\"attachment wp-att-2500\" href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nLzIwMTAvMDEvMjgvdGhlLW1lbi13aG8tc3RhcmUtYXQtZ29hdHMtMjAwOS90aGVtZW53aG9zdGFyZWF0Z29hdHMv"><img class="aligncenter size-full wp-image-2500" title="themenwhostareatgoats" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/01/themenwhostareatgoats.jpg" alt="" width="425" height="232" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Homens que matam cabras só com o olhar&#8221;. É este, meus amigos, o título português de &#8220;The Men Who Stare at Goats&#8221;. Não concordo com a tradução, mas provavelmente foi a única frase de que se conseguiram lembrar que tivesse a palavra &#8220;Homens&#8221; e a palavra &#8220;Cabras&#8221; que não invocasse de imediato um imaginário de zoofilia ou um exército de pastores a arrombarem traseiros caprinos à força de vara carnuda. Ainda bem que não tenho nada a ver com isso porque, sinceramente, também não me vem à cabeça nenhuma tradução que não seja igualmente merdosa.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2467"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Mas se a ideia é para soar ainda mais estratosférico, tudo bem. A premissa destes homens e as suas cabras é uma unidade especial do exército americano que explora poderes paranormais (para anormais) dos seus soldados para fazer uma unidade mística de guerreiros xamã. A ideia é serem usados na busca de pessoas perdidas, missões secretas e operações fantasma. O narrador garante-nos no início que isto é tudo verdade. <em>blink blink! </em>Verdade ou não, nada disso interessa. Para ver ficção disfarçada de realidade basta-me ligar os noticiários das 20:00.</p>
<p style="text-align: justify;">O que temos efectivamente para começar é uma equipa allstar de actores e uma premissa que é tudo menos vulgar. A narrativa é uma demanda obscura de difícil compreensão só parcialmente desvendada no final com uma forte componente de flash-backs intercalados para criar background, talvez numa proporção de 40%/60%. George Clooney desbobina nonsense que poderá até nem ser nonsense mas o mais certo é que seja nonsense e Ewan McGregor somos nós, o representante de cinéfilo dentro do filme a fazer as perguntas que gostaríamos de ver respondidas. Mas o certo é que Clooney fala tanto que não deixa o outro desgraçado enfiar uma pergunta ocasional.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos perante uma obra invulgar, tanto na narrativa como na temática, num estilo tipicamente indie mas que parece ter um ligeiro desajuste na montagem final, falta de equilíbrio e um bocadinho de lógica que possa contrabalançar tanto New Wave, mesmo que seja para rir.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu gostei do filme apesar de não concordar, mais uma vez, com o final. É desconexo e metido a martelo. Já para não falar da cena final, que é de arrepiar os pelos dos tomates de tão bizarra.</p>
<p style="text-align: justify;">Louve-se a coragem de trazer para a ribalta as operações comerciais e a vertente mercantilista da guerra do Iraque, nem que seja disfarçada de pano de fundo para não levantar sobrolhos na falcoaria. É bom? É. É fantástico? Não. Boa disposição, boa música. Apenas não nos apetece meter uma faca aos pulsos no final, e hoje em dia isso já não é nada mau&#8230;</p>
<p><em><br />
</em></p>
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		<title>Sunshine (2007)</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 12:03:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">Há aproximadamente um ano atrás decidi ver o Sunshine de Danny Boyle. Sentei-me no sofá de telecomando em riste e carreguei no play. Passados 5 minutos aconcheguei-me lateralmente naquela que me pareceu ser uma posição mais confortável. Mas não era! Se me deixasse descair levemente e permitisse que a cabeça pudesse encaixar na parte lateral do sofá seria melhor. Agora sim, deitado, confortável. Aos 10 minutos de filme senti um quentinho reconfortante. Passados uns segundos estava eu a passear com uns cordeiros fofinhos numa estrada de arco-íris por meio de umas nuvens quando ouço uma enorme explosão e uma música estranha. Acordo assustado. Estavam a passar os créditos finais. Merda!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2487"></span>Take 2. Passaram entretanto 2 anos desde a minha última tentativa de ver Sunshine de Danny Boyle. Existe na mente humana um estranho fenómeno quando vamos rever um filme que não vimos na totalidade da primeira vez, nem que seja 10 minutos como foi o meu caso. Em primeiro lugar não há aquela urgência porque do pouco que vimos do filme limpámos a expectativa toda e deixámos apenas a curiosidade cinéfila. Quando se começa a ver o filme somos invadidos por uma ânsia de ir logo para o ponto onde ficámos da última vez. Mas quando vamos para esse ponto percebemos que já nos esquecemos do início e voltamos a ver a primeira parte. Compreendemos que estamos a perder tempo a rever uma coisa familiar e não prestamos atenção. Quando chegamos novamente ao ponto onde ficámos da primeira vez continuamos a não perceber nada porque não estivemos com atenção. Voltar ao início. Num misto de frete com atenção militar desta vez vai tudo correr bem. E corre. Mas só começamos verdadeiramente a apreciar o filme depois do ponto em que tudo é novo e não visto. Confusos? É que nem eu percebi bem o que escrevi&#8230; Conclusão: é complicado lidar com um filme meio visto. Continuando.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma nave espacial, uma missão quasi-suicida, uma tripulação no limite psicológico, espaços confinados e claustrofóbicos, deambulações filosóficas. A ciência tenta sobrepor-se a tudo, mas a filosofia religiosa é como erva daninha, nunca é erradicada e aparece onde menos se espera. É por estes ambientes que Sunshine se passeia. Sempre competente na narrativa e com a habitual astúcia técnica que Danny Boyle costuma meter nos locais menos esperados. Efeitos de iluminação, lentes estranhas, muito óptica. Algum CGI, até porque já ninguém faz naves espaciais com garrafas pintadas e pontas de fibra óptica com um foco por baixo. Danny continua em alta. Não o considero nos meus realizadores preferidos, não choro de antecipação pelos seus filmes. Mas quando aparecem são bem vindos e não costuma desiludir. Há também a questão <a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nLzIwMDkvMDMvMTYvc2x1bWRvZy1taWxsaW9uYWlyZS0yMDA4Lw==" target=\"_blank\">Slumdog Millionaire</a>, mas isso já foi <a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nLzIwMDkvMDMvMTYvc2x1bWRvZy1taWxsaW9uYWlyZS0yMDA4Lw==" target=\"_blank\">aqui</a> discutido até à exaustão há um ano atrás.</p>
<p style="text-align: justify;">Sunshine é um bom filme. É um grande filme que só não entra na minha lista de fantásticos filmes porque não gostei do fim. Não é um fim horrendo, é apenas um fim que acho deslocado do resto do filme. Enquanto o filme tem uma atmosfera 2001 ou Alien, o final tem uma atmosfera Cube. É claramente um filme que merece final alternativo no DVD.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de não gostar muito de filmes de ficção científica que se metam na fronteira Ciência/Deus, o assunto está presente aqui em Sunshine mas de um modo implícito, em que cada cinéfilo tira as suas próprias conclusões. Não nos enfiam com a religião pelos olhos adentro. Deixa aberta a porta aberta à interpretação. E isso é bom, numa altura em que somos constantemente bombardeados com finais ao estilo &#8220;<em>é isto e isto mesmo, burro de merda</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=2487" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/23/a-contrafaccao-cinematografica-tomo-ii/" title="A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II">A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/10/o-trans-xunga-contrafaccao-cinematografica/" title="O Trans-Xunga &#8211; Contrafacção Cinematográfica ">O Trans-Xunga &#8211; Contrafacção Cinematográfica </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/15/district-9-2009/" title="District 9 (2009)">District 9 (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/06/planetary-warren-ellis-banda-desenhada/" title="Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada">Planetary (Warren Ellis) &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/06/alien-premio-carreira-da-academia/" title="Alien &#8211; Prémio Carreira da Academia">Alien &#8211; Prémio Carreira da Academia</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/01/chewbacca-morreu-viva-chewbacca-a-sexta/" title="Chewbacca morreu, viva Chewbacca (à sexta!)">Chewbacca morreu, viva Chewbacca (à sexta!)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/30/star-trek-2009/" title="Star Trek (2009)">Star Trek (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/25/alien-trespass-2009/" title="Alien Trespass (2009)">Alien Trespass (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/17/resident-evil-extintion-2007/" title="Resident Evil: Extintion (2007)">Resident Evil: Extintion (2007)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Narco (2004)</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 11:50:37 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nLzIwMTAvMDEvMjIvbmFyY28tMi8="><img class="aligncenter size-full wp-image-2440" title="narco" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/01/narco.jpg" alt="" width="425" height="154" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Gus é um rapaz que nasceu com um &#8220;defeito de fabrico&#8221;, é narcoléptico. Adormece ocasionalmente sem ter controlo sobre isso. Não arranja empregos duradouros, tem uma vida pessoal complicada. A sua esposa, paixão de infância, é a galdéria da aldeia. O seu melhor amigo aspira ser o melhor karateca do mundo. Também aspira bastante cocaína e cerveja é ao garrafão. Gus sonha grandes aventuras cinematográficas e depois expressa-se por banda desenhada. Van Damme aparece, qual aparição celestial, como guru espiritual. Os vilões são um casal de gémeos ex-campeão de patinagem artística que agora seguem uma rentável carreira de assassinos contratados, sem no entanto terem mudado a indumentária.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2439"></span>Este poderá muito bem ser uma das melhores pérolas perdidas que vi nos últimos anos. É certo que a comédia francesa é um tipo de cinema algo duro para estrangeiros. Costuma envolver muitas private jokes, celebridades que só eles conhecem e o calão mutante francês não ajuda nem a tradutores nem cinéfilos aventureiros fora das fronteiras do reino do croissant. Mas Narco quebra essas barreiras com uma história de valores universais, uma narrativa coerente e um esquema gráfico e de montagem bastante parecido às comédias de Jeunet.</p>
<p style="text-align: justify;">Fotografia de qualidade, banda sonora muito boa a caracterizar a evolução dos tempos, um ritmo muito decente para um filme de narrador com situações humor bastante incisivo. É garantia de um agradável familiar junto dos vossos entes queridos para um saudável e funcional ambiente conjugal. Mas não é aconselhável para o dia dos namorados, pois tem elevado teor de filme de gajo, o final não é propriamente romântico e os actores principais estão bem longe do cavaleiro medieval de armadura brilhante que vem salvar a sua donzela.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trailer:</strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/80YXMWNLwiQ&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/80YXMWNLwiQ&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=2439" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/28/noite-escura-2004/" title="Noite Escura (2004) ">Noite Escura (2004) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/19/martyrs-2008/" title="Martyrs (2008)">Martyrs (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/04/500-days-of-summer-2009/" title="(500) Days of Summer (2009) ">(500) Days of Summer (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2012/03/02/a-very-harold-kumar-3d-christmas-2011/" title="A Very Harold &amp; Kumar 3D Christmas (2011)">A Very Harold &amp; Kumar 3D Christmas (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2012/02/29/the-kids-are-all-right-2010/" title="The Kids Are All Right (2010)">The Kids Are All Right (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/20/loose-screws-1985/" title="Loose Screws (1985)">Loose Screws (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/13/hobo-with-a-shotgun-2011/" title="Hobo with a Shotgun (2011)">Hobo with a Shotgun (2011)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>(500) Days of Summer (2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 16:51:30 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDEwLzAxLzUwMGRheXNvZnN1bW1lci5qcGc="><img class="aligncenter size-full wp-image-2271" title="500daysofsummer" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/01/500daysofsummer.jpg" alt="" width="425" height="266" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O narrador avisa logo à cabeça que esta não é uma história de amor e a cena inicial garante que daqui não se esperam finais felizes. Mas esta não é uma história original, porque qualquer um de nós, menino ou menina, com vida sentimental e sexual dentro dos parâmetros daquilo que é considerado normal, já passou por esta situação uma vez na vida. Quantos de nós não arranjaram já aquilo que pensaram ser a alma gémea, e de repente essa alma gémeo no meio de uma relação que parecia ser normal dá um discurso em que diz não ser capaz de amar, que não é suficiente boa para nós e que merecemos melhor, não se encontra preparada para amar ou assumir compromissos e nos abandona deixando o nosso coração feito em estilhaços. E depois, passados uns dias, descobrimos que afinal a vaca já namora com outro gajo e até tem planos para se casar. Ou quando diz que precisa de tempo para se reavaliar e definir a sua vida com calma e sem parceiro e passada uma semana descobre-se que teve que ir lá a casa uma equipa de desencarceramento dos bombeiros municipais para lhe tirar uma equipa de rubgy que lhe ficou entalada nos entrefolhos numa posição sexual arrojada mas tecnicamente mal executada. Não, a mim nunca aconteceu!&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2270"></span>O filme é precedido por imenso hype mediático e por uma quase unânime aclamação crítica,o que torna complicado o efeito de agradável surpresa que às vezes tenho com alguns filmes. Mas ainda assim acaba por corresponder às expectativas. É uma história de amor completa ao contrário das histórias de amor normalmente vendidas por Hollywood e que são cortadas no ponto alto da relação de modo a que pareça que existe perfeição. É como uma maratona olímpica transmitida pela RTP que quando o atleta português chega ao primeiro lugar, ao km 4, a emissão é cortada e toda a malta festeja. Quando na realidade ao km 4.01 acaba por ser ultrapassado por um pack de quenianos de 20kg com motores a jacto no cu.</p>
<p style="text-align: justify;">É um filme com um visual audacioso, esquematizado e fortemente influenciado pela nova escola de webdesign, muito ao estilo das imagens vectoriais e flash. Sequências a preto e branco em formato 4:3 intercalam o filme quando os personagens falam na primeira pessoa. Achei uma imitação da estilização de Amelie Poulain de Jeunet, ao tentar criar uma maneira pouco enfadonha de ilustrar as caracterizações. Como anteriormente mencionei, há um narrador. E são estranhos estes filmes com narrador em que a sua presença não é coesa. Como se fosse um artifício preguiçoso para a falta de qualidade do argumentista. É muito forte a sua presença no fim, mas depois aparece, desaparece, reaparece em momentos desnecessários e deixa em branco momentos que poderiam ter alguma ajuda à narração. De maneira geral só tolero a presença de narradores no Fight Club.</p>
<p style="text-align: justify;">Não aprecio muito Zooey Deschanel e o seu ar sonso. Apesar de ser figura quase obrigatória do actual cinema independente, não suporto a sua representação monotonal e de fazer sempre um personagem tipicamente indy da mocinha excêntrica pouco ligada ao mundo real que todos querem papar. Às vezes não basta pendurar a carreira todas nuns imensos olhos azuis e esperar conquistar as plateias como conquistou o produtor. Isto, claro, partindo do principio que o seu casting não envolveu o omnipresente broche hollywoodiano.</p>
<p style="text-align: justify;">E falando como estou a falar até parece que odiei o filme, mas não. Isto são apenas efeitos secundários do hype. É na realidade um bom filme, bastante acima da média. Mesmo dentro do estilo independente americano é superior. Só o facto de trazer para a ribalta um tema tão difícil como é o <em>&#8220;amar e não ser amado</em>&#8221; de maneira tão frontal, cruel e também divertida já é uma proeza que o tempo irá honrar. Apesar de me ter irritado o fim, como se o público tivesse que levar para casa um docinho para não adormecerem a chorar ao som das negras harmonias de Joy Divison.</p>
<p style="text-align: justify;">E que esta década nos traga, no mínimo, melhor cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Christmas Night of The Living Dead &#8211; MxPx</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 09:59:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[E para acabar em grande este fim de semana dedicado à temática zombie, deixo-vos com a música Christmas Night of The Living Dead dos MxPx. Para quem aprecia os pequenos detalhes, é o associar de dois temas, os omnipresentes zombies com esta altura natalícia que actualmente nos massacra. Peço desculpa pela má qualidade do slideshow [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Icg5hXTRA7A&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Icg5hXTRA7A&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">E para acabar em grande este fim de semana dedicado à temática zombie, deixo-vos com a música Christmas Night of The Living Dead dos MxPx. Para quem aprecia os pequenos detalhes, é o associar de dois temas, os omnipresentes zombies com esta altura natalícia que actualmente nos massacra. Peço desculpa pela má qualidade do slideshow e pelas fotos repetidas até à exaustão, mas tinha aqui à mão só fotos de meia dúzia de zombies (e um comboio). Fechem os olhos e pratiquem um pouco de <em>pogo dancing</em>, <em>stage diving </em>e, se puderem, um glorioso <em>mosh </em>em cima colega do lado.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=2204" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/23/a-contrafaccao-cinematografica-tomo-ii/" title="A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II">A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/10/o-trans-xunga-contrafaccao-cinematografica/" title="O Trans-Xunga &#8211; Contrafacção Cinematográfica ">O Trans-Xunga &#8211; Contrafacção Cinematográfica </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/28/the-human-centipede-first-sequence-2009/" title="The Human Centipede (First Sequence) (2009)">The Human Centipede (First Sequence) (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/04/resident-evil-afterlife-3d-2010/" title="Resident Evil: Afterlife 3D (2010)">Resident Evil: Afterlife 3D (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/17/the-road-2009/" title="The Road (2009)">The Road (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/03/carriers-2009/" title="Carriers (2009)">Carriers (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/19/crossed-banda-desenhada/" title="Crossed &#8211; Banda Desenhada">Crossed &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/18/fido-2006/" title="Fido (2006)">Fido (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/25/teenagers-from-mars-graphic-novel/" title="Teenagers From Mars &#8211; Graphic Novel">Teenagers From Mars &#8211; Graphic Novel</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/06/top-10-celebridades-que-envelheceram-mal/" title="Top 10 Celebridades que envelheceram mal">Top 10 Celebridades que envelheceram mal</a></li></ul>]]></content:encoded>
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