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	<title>CinemaXunga &#187; opinião</title>
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		<title>A Cristina nunca viu o Seinfeld</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 09:46:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Irmãos, a Cristina nunca viu o Seinfeld! Os mais desatentos perguntam enraivecidos quem é a Cristina mas quem está mais familiarizado com as Indústrias Kramerica ou com a obra de Art Vandelay não quer saber quem é a Cristina. Eu próprio já fui assim, enraivecido com aqueles que não seguiam a minha via (o caminho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4516" title="Seinfeld" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/Seinfeld.jpg" alt="" width="425" height="354" /></p>
<p style="text-align: justify;">Irmãos, a Cristina nunca viu o Seinfeld! Os mais desatentos perguntam enraivecidos quem é a Cristina mas quem está mais familiarizado com as Indústrias Kramerica ou com a obra de Art Vandelay não quer saber quem é a Cristina. Eu próprio já fui assim, enraivecido com aqueles que não seguiam a minha via (o caminho da rectidão e da verdade) mas neste momento não sinto ira para com os irmãos que, tal como a Cristina, se afastaram a luz e da sensatez, daqueles que nunca conheceram a sapiência do Nada, daqueles que veem a sua vida desaparecer nos tentáculos do Friends, Will and Grace ou mesmo aquele instrumento de Satanás que visa transformar mulheres em trastes horrendos potencialmente inúteis e serventes do Demónio chamada “Sex and The City”.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4453"></span>A Cristina não está, porém, perdida. Ainda há esperança, um feixe de fotões de puro amor ainda brilha na direcção da Cristina, porque Seinfeld é imortal. Ao contrário de qualquer outra série que tem que ser vista num intervalo de tempo muito limitado, Seinfeld irá ser apreciado por toda a eternidade por infindáveis gerações de espectadores que irão, inclusivamente, tomar decisões de vida com base em factores Seinfeldianos. Não me admiraria mesmo de ver num futuro próximo episódios de Seinfeld usados para cursos de auto-ajuda, formação profissional, MBAs de gestão ou mesmo como aconselhamento para lideres mundiais de renome.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma maneira muito simples para avaliar Seinfeld como monstro incontornável da História do entretenimento: A cada vez que se fala de um sitcom não-familar, usam-se termos como &#8220;poderá ser o próximo Seinfeld&#8221; ou &#8220;não é nenhum Seinfeld, mas vê-se!&#8221;. Este tipo de expressões, já fortemente enraizadas na cultura popular, demonstra bem o poder que é esta série.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto não poderá haver um herói sem um arqui-inimigo, o chamado Nemesis. Não falo de Newman, o carteiro obeso cuja missão de vida é destruir Seinfeld sem que isso envolva grande esforço físico. Falo dos fanboys de Friends, esses adolescentes eternos com a adolescência por resolver, aqueles que acham Seinfeld ofensivo e se sentem confortáveis pelo ambiente inócuo e estéril das piadas de Friends.</p>
<p style="text-align: justify;">Não consigo sequer conceber uma vida sem saber o que é o Soup Nazi, a expressão &#8220;Master of my Domain&#8221;, Puffy Shirt, The Moors, &#8220;Yada, yada, yada.&#8221; ou o imortal &#8220;&#8221;Hello&#8230; <em>Newman</em>!&#8221;. Coisas que nos ficarão para sempre, embrulhadas no cérebro juntamente com memórias de amores de juventude, loucuras da faculdade ou aquele dia em que acordámos no meio de um milheiral todos nús com um número de telefone tatuado numa anca que mais tarde vimos a saber tratar-se de um talho no alto de Santa Clara que já fechou há mais de 5 anos mas que o antigo dono mantém para encomendar filmes porno e sex-toys para que a esposa nunca desconfie, ainda que suspeite levemente que ela também não se importará de brincar com eles uma vez que fala insistentemente em tom de brincadeira na alegada fama que os negros têm no que diz respeito ao seu orgão genital. Sabem como é, coisas banais que acontecem a todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto Cristina, se me estás a ler, digo que te tens a bênção do meu perdão. Que o teu pecado é grave, verdade, mas não é irreversível. Procura numa FNAC, encomenda da net, &#8220;<em>encomenda</em>&#8221; da net (blink blink) ou pede emprestado a um amigo, de preferência a um que não seja muito possessivo em relação aos seus ricos DVDs porque provavelmente nunca os irá voltar a ver na vida.</p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4453" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/09/x-files-exordium/" title=" X-Files: Exordium"> X-Files: Exordium</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/04/geracao-%e2%80%9cborra-picas%e2%80%9d-cidade-despida/" title="Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida ">Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/01/2774/" title="4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos">4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/06/top-10-celebridades-que-envelheceram-mal/" title="Top 10 Celebridades que envelheceram mal">Top 10 Celebridades que envelheceram mal</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/30/star-trek-2009/" title="Star Trek (2009)">Star Trek (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Erica Fontes &#8211; Um orgulho nacional</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 16:11:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzExL2VyaWNhZm9udGVzLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="ericafontes" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/11/ericafontes_thumb.jpg" alt="ericafontes" width="425" height="261" border="0" /></a></p>
<p align="justify">Ultimamente o país tem sido atravessado por uma onda de fervor nacionalista em contraciclo com a baixa auto-estima relacionada com uma crise que nos vai obrigando constantemente a relaxar o esfincter. Um dia destes apanhei um programa num canal generalista que falava de portugueses emigrados que “davam cartas” nas suas respectivas áreas profissionais. Se é certo que existe um esforço enorme de serviço público para nos tirar da depressão com contos de fadas de <em>Avecs</em> e <em>Johns da Silva</em>, também é certo que o povão não liga muito a sapateiros, padeiros, limpa-chaminés, biólogos doutorados ou um rapaz com ligeiro atraso mental que terá alegadamente patenteado um sistema robótico de monitorização de cabras a grandes altitudes (o famoso P.A.S.T.O.R. ). A malta só quer saber de duas coisas: celebridades do mundo do entretenimento e sexo. Ora o que as pessoas não sabem é que uma das melhores actrizes pornográficas do mundo é portuguesa: Erica Fontes! Jovem determinada e trabalhadora que foi catapultada para o sucesso na meca da pornografia a pulso, ao custo de dar o corpo ao manifesto, obrigada a engolir mais do que desaforos,  que tem sabido cavalgar o sucesso com moderada euforia e com uma taxa de penetração no mercado muito acima do que seria à primeira vista expectável.</p>
<p><span id="more-4502"></span></p>
<p align="justify">Não fosse pela sua notoriedade na área profissional em que se insere, nunca teria reparado nesta esbelta moça. Não me interpretem mal, não sou esquisito. Longe disso. Na minha idade não existe grande folga para esquisitices. Digamos apenas que se me fosse dada a possibilidade de construir uma masmorra para albergar escravas sexuais, esta não faria certamente parte do meu top 100. O certo é que uma actriz pornográfica não é notável apenas pela beleza. A performance, a química com a câmara, a suavidade gráfica da sua genitália ou a capacidade de aguentar dor como um espartano são características por vezes mais importantes que o aspecto físico. E mamas. As mamas, essas sim, são determinantes.</p>
<p align="justify">Erica, aparentemente, possui todos atributos de uma estrela porno e isso não passou ao lado dos olheiros de Hollywood, vertente industria pornográfica. E eis que a tão nossa Erica Fontes, qual Daniela Ruah do deboche, se fez uma estrela de topo. E não falo apenas de 2 filmes como actriz de segunda, aquela que aparece sempre a espreitar a meio de uma cena e depois entre num menage só para ajudar a segurar a gaita do gajo que começa a murchar lá para o fim. Estou a falar daquela que aparece na última cena, que andou o filme todo a fazer teasing e quando se despe já toda a audiência tem as calças nos tornozelos. A rainha da festa.</p>
<p align="justify">No seu curriculo estão participações em produções famosas como Monsters of Cock, Woodman Castings, Evil Angel ou umas agradáves produções fotográficas para a ALScan. E não podemos nunca esquecer as obras primas que realizou em território nacional, como o Diário Sexual de Maria ou Tavares o Arquiteto Quebra Bilhas.</p>
<p align="justify">Almeja-se, portanto, um futuro brilhante a esta nossa febra lusitana, que soube fugir da crise e que nos enche as calças de orgulho lá no El Dorado para uma carreira de sucesso que terá, no mínimo, 3 meses. Não é que perceba muito disto, longe de mim ser considerado um expert. Aliás, isto tudo disse-me um amigo.</p>
<p align="justify">Biografia oficial:<br />
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<p>Entrevista com Rui Unas<br />
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<p>Entrevista ao Correio da Manhã<br />
<object width="425" height="318" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/YNVN54CCFdA?version=3&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="425" height="318" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/YNVN54CCFdA?version=3&amp;hl=pt_PT" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p>Carne:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-4505" title="Érica Fontes" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/11/MX105_.jpg" alt="" width="425" height="556" /></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4502" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/11/15/a-cristina-nunca-viu-o-seinfeld/" title="A Cristina nunca viu o Seinfeld">A Cristina nunca viu o Seinfeld</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/09/30/thor-2011/" title="Thor (2011)">Thor (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/27/the-fog-1980/" title="The Fog (1980)">The Fog (1980)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/22/escape-from-la-1996/" title="Escape From LA (1996)">Escape From LA (1996)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/09/the-man-from-earth-2007/" title="The Man from Earth (2007)">The Man from Earth (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/05/30/a-complexa-arte-de-sugerir-um-filme/" title="A Complexa Arte de Sugerir um Filme">A Complexa Arte de Sugerir um Filme</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/05/04/source-code-2011/" title="Source Code (2011)">Source Code (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/22/gozu-aka-gokudo-kyofu-dai-gekijo-2003/" title="GOZU aka Gokudô kyôfu dai-gekijô (2003)">GOZU aka Gokudô kyôfu dai-gekijô (2003)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/04/battle-los-angeles-2011/" title="Battle: Los Angeles (2011)">Battle: Los Angeles (2011)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Thor (2011)</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 22:39:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Xunga e Boff!]]></category>
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		<description><![CDATA[Emboscado por uma avalanche de crítica surpreendentemente positiva, atirei-me com unhas e dentes a Thor. Como poderia um filme cujo personagem principal ter o aspecto apaneleirado do desconhecido quinto membro dos ABBA e  envergar o fato mais estratosférico de sempre ser considerado um clássico instantâneo? Bem, aparentemente hordes de pacatos e bem intencionados cinéfilos caíram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA5L1Rob3ItTW92aWUuanBn"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="Thor-Movie" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/09/Thor-Movie_thumb.jpg" alt="Thor-Movie" width="425" height="230" border="0" /></a></p>
<p align="justify">Emboscado por uma avalanche de crítica surpreendentemente positiva, atirei-me com unhas e dentes a Thor. Como poderia um filme cujo personagem principal ter o aspecto apaneleirado do desconhecido quinto membro dos ABBA e  envergar o fato mais estratosférico de sempre ser considerado um clássico instantâneo? Bem, aparentemente hordes de pacatos e bem intencionados cinéfilos caíram na bem urdida “Armadilha Shakespeare”. Esta armadilha não é original nem sequer é um artefacto raro. É usada em abundância pela indústria cinematográfica americana mas a fúria assassina daqueles que são constantemente enganados por ela acaba por se esvair num modesto nada devido à habitual falta de concentração provocada pela hiper-estimulação que essa indústria usa para nos manter sedados.</p>
<div align="justify"><span id="more-4487"></span></div>
<p align="justify">Mas afinal que “Armadilha Shakespeare” é esta que Kenneth Branagh usa em Thor? Para começar, a ideia de usar Kenneth Branagh como tarefeiro é genial, uma vez que nos transporta imediatamente para um imaginário de cinema de alguma qualidade e elementos com ligeiro cheiro a Shakespeare. Aqueles que sobrevivem esta primeira onda de pretensiosismo por osmose embatem fortemente numa elaborada campanha mediática que consiste em reforçar os elementos da obra desse ultra-utilizado poeta inglês neste Thor. Um filho príncipe que questiona o pai e o sua demanda para se tornar um rei justo através de um conjunto de provas que o fazem compreender a verdadeira dimensão do seu destino, os ódios figadais intra-povos que afinal até podem ser sanados com um pouco de relações públicas e alguma bruxaria Viking.</p>
<p align="justify">É esta “Armadilha Shakespeare” que serve de catalizador àqueles que teriam considerado em manter Thor como Guilty Pleasure e que agora lhe fazem publicamente o upgrade para <em>“Rico filme sim senhor, muito provavelmente a melhor adaptação de comics de sempre (again) e para quando um Oscar para filmes mainstream de Super-Herois e uma categoria para personagem inteiramente CGI como aquele macaco ou o duende de olhos grandes do que me fez chorar baba e ranho quando morreu estupidamente no penúltimo Harry Potter?”</em>  Mais coisa menos coisa…</p>
<p align="justify">Isto claro, é apenas o meu ódio a falar por si. Mas o que eu achei realmente do filme não fica muito além daquilo que o meu preconceito já vinha anunciando antes sequer de ter entrado na sala.</p>
<p align="justify">Podemos dividir Thor em três partes, facilmente identificadas como “Actos” ou “Atos” com a nova ortografia que tanto odiamos mas vamos ter que mamar como pequenas vaquinhas refilonas que somos. Na primeira parte o universo dos Deuses, intermináveis fluxos de arco-iris sobrepostos em puro caleidoscópico technicolor, um eden de perder de vista e o guarda roupa reciclado de Xena, a Princesa Guerreira. Deuses, reis, rainhas e a habitual opulência sobrenatural de qualquer reino imaginário que se preze. Thor cai em desgraça e perde o seu martelo. Parte 2, planeta Terra, cidade no fim do mundo, aparentemente criada de raiz como cenário. Thor tenta ganhar a sua humanidade e o cheiro a vagina incandescente de Natalie Portman ajuda-o a seguir o caminho dos justos e nobres. Partes 3, CGI Porn Fest em que a tarefa de compreender o que se passa apenas se torna possível pela simplicidade quase narcolaptica do guião. Fim. Não, afinal não é fim. Agora sim, é o fim. Mais valia ter sido no primeiro fim. Moral da história? “Aquilo a que vocês chamam ciência é aquilo a que nós chamamos magia”. Thor, se me estás a ouvir, podes muito bem enfiar esse martelinho no rabo para a próxima vez que procurares dar profundidade a um momento…</p>
<p align="justify">É, quanto a mim, alma pobre e afectada por uma visão enegrecida do mundo que pode muito bem ser apenas fruto de um cérebro com problemas funcionais, um filme reles. É pobrezinho, unidimensional e os personagens nunca passa do estado caricatural de um sketch do Saturday Night Live ou o do Conan O’Brien. Serve apenas como desculpa esfarrapada para cuspir um Avenger à laia de prequela do Avengers que estreia para o ano que que, provavelmente, irá ser da mesma classe de “bardamerda” deste Thor.</p>
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		<title>The Fog (1980)</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jul 2011 21:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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<p align="justify">Sou orgulhoso proprietário de uma versão do The Fog em VHS. O valor de compra, depois dos respectivos ajustes para o nível de vida atual, é quase pornográfico e o seu estado à altura da compra já era de relativa decomposição. Era uma cópia (original, oficial e carimbada) de um clube de vídeo.  Não é uma edição normal, como aquelas dos últimos tempo do VHS. É uma edição especial, capa de grande formato, almofadada, com bordo debruado e tons de dourado pintados por cima da capa. Um vez aberta tem o logotipo da editora por dentro e o rótulo principal da cassete é rico em prateados da mais pura  filigrana tipográfica. Qualidade de imagem, uma merda, qualidade de som, phunf, phunf, phunf. E eu amo-a assim, em toda a sua imperfeição.</p>
<p><span id="more-4428"></span></p>
<p align="justify">Num ataque de nostalgia meti a cassete dentro de um velho VHS que mantenho por razões meramente decorativas (o típico sótão retropunk para trintões) e carreguei no play do controlo remoto. Não funcionou. Pilhas gastas. Coloquei novas pilhas e voltou a não funcionar. Pressionei com tanta força que o botão ficou com a unha marcada. Obtive resposta do lado do velho videogravador. Swisiiish. Silêncio… Uma sucessão de sons mecanizados de alta precisão e finalmente a cassete começou a rolar. Tempo desde que é pressionado o play até passar o filme: 6 segundos. Aviso, trailers e animações corporativas. E começa.</p>
<p align="justify">Um velho marinheiro conta uma história de fantasmas a um grupo de crianças. Créditos iniciais. O filme propriamente dito começa, mas o formato 4:3 incomoda-me. As cores embaçadas, os problemas de tracking e a alta fidelidade sonora de que tem dois pares de meias enfiados na boca não ajuda nada. Não se distinguem as formas de Jamie Lee Curtis e isso é onde a minha paciência se esgota. Arranquei a cassete de dentro da baía do VHS, enfiei-a na capa, desliguei o cabo elétrico num ataque de fúria e fui à procura de um BDRip com 720p de resolução mínima.</p>
<p align="justify">Restart. Como acordar de um coma prolongado e ver o mundo com outros olhos, passar de uma cópia VHS de aspect ratio 4:3 para  um glorioso 2.35 : 1 (panavision anamorphic widescreen) com cores vibrantes é como ver outro filme. Apesar do super baixo orçamento, Carpenter caprichou na fotografia e temos um filme visualmente hipnótico, seja nas paisagens marítimas noturnas, na cidade adormecida ou mesmo no nevoeiro e na maneira como aquilo que não se mostra pode assustar a um nível mais visceral do que o explícito.</p>
<p align="justify">The Fog é um fabuloso filme, um horror movie com alma que passa o teste do tempo e brilha como nunca graças à revitalização do formato HD. É um história relativamente simples e de andamento lento, que foca a narrativa no relacionamento e nas reacções do grupo de personagens em vez de se dedicar à parte paranormal do filme. Um Carpenter de paragem obrigatória.</p>
<p align="justify">Um filme carregado de carisma que não é para o jovem cinéfilo à procura de emoções fortes e a ocasional tripa ensanguentada de fora. Aliás, quando eu era um jovem inconsciente e borbulhento cinéfilo andei bastante tempo a evitar ver o The Fog. Porquê? Porque estávamos no ano de 1986 e este era um filme de 1980, logo um &#8220;filme velho&#8221;. E com tanto gore ou slasher movies de 1984, 1985 ou 1986 porque haveria de ver eu um filme medieval acerca de algo tão interessante como uma praga de nevoeiro? E ainda por cima sem a indicação de uma cena de sexo ou um mísero par de mamas? Puto do carago&#8230;</p>
<p align="justify">Há um remake, nunca o vi. E o meu desejo é que caia a gaita de lepra a todo o talego que ache que fazer um remake de um filme de Carpenter é boa ideia. E a todos os que avancem efectivamente com a ideia, que lhes nasça um espinheiro venenoso no cu. E que estas maldições tenham efeito retroactivo. Tenho pena, Rob Zombie, porque eu sou grande fã dos White Zombie e acho os teus albuns a solo bons apesar de nada de excepcional. Mas fazer música com um espinheiro venenoso no cu não é impossível, é incomodo. E com o tempo aprenderás a viver com isso, como te habituaste a usar uma barba cheia de cebo e aquele eyeliner que pode bem ser duplamente  interpretado como look gay ou look sem-abrigo.</p>
<p align="justify">
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		<title>Escape From LA (1996)</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 15:47:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA3L2VzY2FwZV9mcm9tX2xhX3Bvc3Rlcl8wMS5qcGc="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="escape_from_la_poster_01" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/07/escape_from_la_poster_01_thumb.jpg" alt="escape_from_la_poster_01" width="425" height="409" border="0" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ver o Escape From LA logo a seguir ao Escape From New York é como enfiar a cabeça dentro de uma máquina de lavar roupa cheia de pedras da calçada (em centrifugação) depois de beber duas garrafas de Whiskey espanhol e com uma ratoeira apertada em cada testículo, calçando apenas um par de galochas e com o torso barrado em Tulicreme Avelã. E tudo isto com a TV com o som no máximo a passar Buck Rogers dobrado em alemão com dificuldades de recepção enquanto uma criatura de luz chamada <span>Chernobog </span>da Anunciação me tenta impingir uma assinatura de dois anos da revista oficial da Associação Belga de Bombardino, Melofone e Tuba que ainda inclui como suplemento a livro &#8220;Tango, que futuro?&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4418"></span>As fugas de Snake são separadas por um período de 15 anos. Como todos tão bem sabemos, o futuro no cinema é sempre uma projecção dos medos do presente. Em 1981 Nova Iorque vivia uma época difícil de violência  provocada por gangs e tudo parecia não ter solução. Escape From New York é um espelho desses anseios, uma cidade isolado do planeta por falta de solução e entregue aos mais perversos gangs, ultra-violência imaginativa e a toda a lógica <em>flamboyant</em> associada ao pós-apocaliptico dos anos 80. Tudo isto com uns pozinhos de guerra fria para refrear os ânimos.</p>
<p style="text-align: justify;">Passam 15 anos, tanto na vida real como no universo paralelo onde se desenrolam os filmes. O ano é 2013 e Los Angeles está separada dos resto do país devido a um tremor de terra, o Big One. E assim é aproveitada para exilar todos os cidadãos de uns EUA distópicos que não se coadunam com os seus códigos morais e, principalmente, religiosos. Mais uma vez a crítica é forte. Uma crítica ao Neo-liberalismo que assenta toda a sua estratégia de world domination em morais religiosos e também forte crítica ao star system de Hollywood e aos seus vicios. Nada é deixado ao acaso na velha LA, tudo tem segundas interpretações e tudo são piscadelas de olho aos ódios de estimação de Carpenter. Que são também nossos, por osmose.</p>
<p style="text-align: justify;">Passar de um filme para o outro tem as suas vantagens. A piada final de NY é a piada inicial de LA, Snake aparece com a mesma fatiota de cabedal justo. Curiosamente, segundo a trivia da IMDB, trata-se do mesmo fato, o que nos leva a invejar fortemente Russel por ainda caber no mesmo fatinho justinho 15 anos depois e por não ser um barril como nós ao fim de 15 anos de abuso etílico, psicoactivo e adiposo. No entanto, Escape From LA não começa bem. A sequência inicial é praticamente fotocópia da primeiro filme, o que pode ser duplamente interpretado como preguiça ou homenagem no build-up. Os efeitos especiais (CGI primitivo) de Snake a entrar em LA são uma coisa verdadeiramente atroz e até aparecerem os primeiros habitantes da nova LA as coisas parecem correr mal para Snake.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas depois vem a ultra-violência, o exagero injustificado na matança, as hierarquias bizarras das novas tribos urbanas e toda uma parafernália de elementos tão desnecessários como deliciosos que nos fazem compreender que sim, era isto que queríamos da sequela. O filme não é perfeito, mas ninguém que o vê de modo voluntário procura um filme perfeito, apenas o pervertido sentido de humor de Carpenter a fazer vítimas. Ainda que as primeiras possamos ser nós e o nosso pobre cérebro que um dia, quando ceder à natural erosão do tempo, irá fazer de nós os freaks do lar da 3ª idade.</p>
<p style="text-align: justify;">Um achego final para a banda sonora que só por si vale o preço do bilhete. White Zombie com música feita de propósito, Deftones, Tool&#8230; TOOL, amigos, Tool. E depois alguns grupos que não saltaram de barco quando o Nu-Metal foi ao fundo.</p>
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		<title>Escape From New York (1981)</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 16:20:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Todos sabemos que o Apocalipse tem muito pouco interesse cinematográfico. Muito frouxo. Uns misseis nucleares, a malta a ser incinerada viva enquanto foge, os governos do planeta a colapsar em anarquia e vazio de poder, as infra-estruturas a falharem e um regresso à idade média devido à destruição da última tecnologia existente por bombas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; margin: 2px auto; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="escape-from-new-york-promotional-art1" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/07/escape-from-new-york-promotional-art1.jpg" alt="escape-from-new-york-promotional-art1" width="425" height="239" border="0" /></p>
<p align="justify">Todos sabemos que o Apocalipse tem muito pouco interesse cinematográfico. Muito frouxo. Uns misseis nucleares, a malta a ser incinerada viva enquanto foge, os governos do planeta a colapsar em anarquia e vazio de poder, as infra-estruturas a falharem e um regresso à idade média devido à destruição da última tecnologia existente por bombas de impulsos electromagnéticos. E depois, nada… Silêncio, fumo, pó, mortos, milhões de mortos nas ruas. Não há pássaros no céu nem animais nas florestas. As cidades arrasadas e os campos que ainda parecem produtivos todos contaminados por radiação e armas químicas. É depois disto, quando começam a emergir os primeiros sobreviventes, quando começam a juntar-se os primeiros grupos, quando o engenho primitivo começa a reconstruir uma nova ordem mundial é que as coisas começam a ganhar interesse. É esta reconstrução que tanto amamos, esta esperança que mesmo depois do fim as coisas podem continuar. Benvindos ao pós-apocalipse.</p>
<p align="justify"><span id="more-4394"></span>Tecnicamente Escape From New York não é bem um filme pós-apocalíptico. Trata-se de um género quase gémeo, o filme de Sociedade Distópica. Mundo colapsa, é necessário um regime totalitarista para meter o sociedade no sitio. Estamos em 1997 e o crime subiu tanto que tiveram que transformar Manhattan numa ilha prisão para albergar todos os criminosos violentos num ambiente contido, sem autoridade, vedado do mundo. Azar dos azares, um evento &#8220;Deus Ex-Machina&#8221; faz com que o Air Force One caia na ilha e o presidente fica refém dos gangs de tresloucados que habitam a ilha. Cabe a Snake Plissken, um bad ass da velha guarda, entrar à cowboy na ilha, distribuir bofetada nos &#8220;crazies&#8221; e trazer de volta o tão amado presidente.</p>
<p align="justify">Esta é uma das obras primas de Carpenter, uma referência pelo qual todos os seus outros filmes são medidos. A história é simples, entrar, salvar, sair, com alguns malabarismos narrativos pelo meio, mas o excesso dos anos 80 (ainda nos primordios) era já óbvio no espampanante modo de vida dos &#8220;Crazies&#8221;. O cinema pós-apocalíptico dos anos 80 era muito popular porque permitia exercícios de estilo nas tribos pós holocausto, fosse nas roupas alucinogénicas, nos meios de transporte onde o factor utilidade era secundário face à necessidade de futurismo ou na própria organização social das tribos, com muita poligamia, bisexualidade, pessoas &#8220;diferentes&#8221; ou o mais gratuito espalhafato multicolor próprio de quem não tinha limites para criar.</p>
<p align="justify">A palete de actores é uma invocação de todo o imaginário do final dos anos 70. Lee Van Cleef é o habitual cowboy alpha dog, Ernest Borgnine o bonacheirão side kick, Isaac Hayes o chefe dos crazies e um jovem Kurt Russel que acaba por convencer contra toda as vozes que diziam não ser papel para ele. E ainda a então esposa de Carpenter, Adrienne Barbeau, dotada de um impressionante par de marmelos que Carpenter gostava de ostentar nos seus filmes. Como quem diz &#8220;<em>Mamas, aqui</em>!&#8221;.</p>
<p align="justify">Revi este filme a semana passada, em glorioso HD, e posso dizer que gostei tanto de o ver agora como da primeira vez que o aluguei em VHS. De lá para cá as coisas mudaram. Este filme tem alma, textura, garra de artesão. É certo que Carpenter não entra quase nunca na primeira divisão dos realizadores dos últimos anos, mas provavelmente nunca foi essa a intenção. No entanto o seu nome está constantemente a vir à baila quando se fala de cinema de culto, de filmes que vimos que nunca mais nos abandonaram. Carpenter é grande, apesar do colapso na sua carreira depois dos anos 90.</p>
<p align="justify">Como nota de rodapé, deixo-vos uma fotografia do absolutamente genial carro de Isaac Hayes como lider das gangs maléficas. Eu próprio me sinto tentado em arrancar os candeeiros de casa da minha avó para os afixar no meu carro. Mas sei que a inveja dos meus pares seria lesante da minha integridade física e moral. Não se nota, mas pendurado por baixo do espelho está uma bola de espelhos à escala de 1:1.</p>
<p align="justify"><img class="alignnone size-medium wp-image-4399" title="Carro" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/07/31086062-jpeg_preview_large-425x239.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4394" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/22/escape-from-la-1996/" title="Escape From LA (1996)">Escape From LA (1996)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/08/07/christine-1983/" title="Christine (1983)">Christine (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/27/the-fog-1980/" title="The Fog (1980)">The Fog (1980)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/09/house-of-wax-2005/" title="House of Wax (2005)">House of Wax (2005)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/25/teenagers-from-mars-graphic-novel/" title="Teenagers From Mars &#8211; Graphic Novel">Teenagers From Mars &#8211; Graphic Novel</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Man from Earth (2007)</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jul 2011 16:03:17 +0000</pubDate>
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<p style="text-align: justify;">Numa altura em que o marketing corporativo dos grandes estúdios de cinema faz lobby constante para passar a ideia de que a qualidade de um filme se mede pelo orçamento e box office, já poucas são as pessoas que se aventuram por obras de orçamento reduzido temendo que a equação hollywoodiana da relação/qualidade tenha alguma veracidade. Mas o certo é que não tem. A capacidade de encantar o cinéfilo com um bela narrativa nada tem a ver com o orçamento e os meios envolvidos. E uma prova desta afirmação é o fabuloso filme The Man From Earth, um filme que ficção científica que conta a mais cativante história de sempre. É passado numa sala e consiste num amigo que conta a sua história de vida aos seus amigos. Só diálogos e imaginação para criar a &#8220;greatest story ever told&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3983"></span>Um professor universitário junta os seus colegas para se despedir. Depois de 10 anos tem que os abandonar. Fala-se do passado e alguém chama a atenção de que ele não envelheceu nada nos últimos dez anos. Depois de algumas esquivadelas e tentativas de fuga o professor acaba por confessar que tem 14000 anos, que é dos primeiros humanos (Sapiens Sapiens) que habitou o planeta. Inicialmente encarada como piada e exercício académico antropológico, pouco a pouco a história vai contando consistência e os amigos começam a ficar convertidos àquela improvável historieta.</p>
<p style="text-align: justify;">The Man From Earth é, como se disse anteriormente, um filme parco em meios. Uma cabana, actores que são claramente criaturas do teatro, iluminação suave à lareira e 90 minutos de explosão criativa. No entanto o argumento é uma coisa absolutamente viciante, tornando impossível uma pausa a meio do filme. A história que acompanha o nosso personagem desde a época Cro Magnon é uma História alternativa da civilização, rica em detalhe histórico além de injectar algumas teorias que nos fazem rever com outros olhos a nossa própria existência.</p>
<p style="text-align: justify;">Religião, civilizações e segredos negros mantêm o espectador na ponta da cadeira. Tem tanto de complexo como de &#8220;como é que ninguém pensou nisto antes?&#8221;. Sabe bem de vez em quando e é bom saber que existe esperança para quem se quer aventurar no cinema. Basta perseverança, imaginação e uma boa ideia. Contrariamente ao que se diz por aí, não é preciso castings de felácio nem uma hora de sodomia com os produtores. Basta um pulso forte e resistente.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Source Code (2011)</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 16:10:49 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA1L3NvdXJjZWNvZGUyMDExLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="sourcecode2011" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/05/sourcecode2011_thumb.jpg" border="0" alt="sourcecode2011" width="425" height="272" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Numa altura em que um filme que conta a história de um pneu que ganha vida e, ainda por cima tem o poder de telecinese, é encarado pela comunidade de cinéfilos com dois bocejos, já nada consegue surpreender aqueles que consomem cinema há mais de duas semanas. Por muitas artimanhas e conceitos originais que se injetem numa história há sempre, pelo menos, meia dúzia de precedentes que o fizeram com mais sucesso. Sendo assim, resta-nos ter fé no cinema e esperar que esta falta de originalidade possa ser substituída por uma direção competente e uma narrativa que se saiba aguentar até ao final sem levantar sobrancelhas.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4336"></span>Em Source Code o jovem realizador Duncan Jones sabe contornar habilmente as falácias que um filme com estas características poderia facilmente criar e faz avançar o filme numa direcção bastante mais interessante daquela que tememos nos primeiros 15 minutos. Noutra situação este filme poderia facilmente viver pendurado num possível twist final, fazendo o cinéfilo obcecar dolorosamente por 90 minutos para ser, muito provavelmente, enganado. Duncan despacha esse possível twist ali a cerca de um terço do filme e segue pelo caminho do suspense, do mistério e do questionar da ética científica que cada vez mais se prostitui ao elevado capital das máquinas militares mundiais.</p>
<p style="text-align: justify;">E suspense é o que temos. Peça a peça vamos montando um puzzle. O artefacto narrativo é uma experiência científica capaz de fazer uma pessoa reviver os últimos 8 minutos de vida de outra pessoa, mas o objectivo é saber o que realmente aconteceu naquele comboio. Tentativa após tentativa, Jake Gyllenhaal vai revivendo os tais 8 minutos e reconstruindo quebra cabeças.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se trata de pura perfeição, o filme tem as suas falhas. Quando se descobre o culpado da trama (o obrigatório bad guy) o climax não é o fogo de artíficio orgásmico que se poderia esperar. É mesmo um anti-climax de tão mole ser. Talvez seja propositado, talvez seja um soft spot que não mereceu a atenção devida. Era um filme que merecia um final mais transdimencional, um final que honrasse um pouco mais o multiverso e todo possível caleidoscópio de desfechos que podia ir da simples vitória do bem até a uma ruptura recursiva do tecido espaço temporal com um vortex a reverter o planeta ao seu estado primordial, mas em borracha cor-de-rosa numa sociedade distópica governada por mesinhas de cabeceira com monóculos e risco ao lado.</p>
<p style="text-align: justify;">É bom ver reconhecido o trabalho de Duncan Jones em Moon, sem o qual nunca teria a possibilidade de realizar este filme de orçamento mais composto e orientado para outros públicos. Cá estamos à espera de mais trabalhos deste homem que certamente terá uma carreira grandiosa pela frente.</p>
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		<title>GOZU aka Gokudô kyôfu dai-gekijô (2003)</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Apr 2011 20:32:31 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4329" title="gozu" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/04/gozu.jpg" alt="" width="425" height="241" /></p>
<p style="text-align: justify;">Para quem conhece Takashi Miike, as palavras &#8220;bizarria&#8221; e &#8220;demência&#8221; são  bastante familiares. A estrutura deste filme acaba por se assemelhar  bastante ao filme Spirited Away (A Viagem de Chihiro), mas em vez de ser  para crianças é para alucinados e cinéfilos com tomates. Há um tipo que  desaparece e o seu amigo faz uma fantástica viagem em busca do seu  corpo. Nessa viagem conhece uma mulher que comercializa o leite dos seus  próprios seios, um homem com uma estranha doença de pele que parte o  pescoço ciclicamente, um medium poderoso que só funciona quando lhe  açoitam o rabo com um chicote, um tipo com cabeça de vaca, um parto fora  do comum ou mesmo um senhor que quando acorda é uma senhora&#8230; E isto é apenas a parte convencional do filme.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4328"></span>A cinematografia é de constante claustrofobia e pânico, colocando o  cinéfilo desprotegido no meio de um desconfortável ambiente que nem o  final vem aliviar. Tal como em todos os seus filmes, Miike não filma em  cenários, usa sempre locais em que é só levar a câmara e disparar, com  pouco material. É assim que faz uns 5 ou 6 filmes por anos. O homem caga  filmes&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">É um filme não convencional, algo que faz parecer o cinema da David  Lynch filmecos para larilas. Mais do que um murro no estômago é uma  sucessão de duas horas de murros na cabeça, um espectáculo de  surrealismo violento, uma partitura de sangue e horror. A meu ver, é uma  obra prima.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando se fartarem de lamber o cu ao cinema de Hollywood e ficarem com aquela sensação de vazio e refluxo ácido, vejam este&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ARQUIVO</strong>: Publicado no cinemaxunga antigo a 18/12 de 2005</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4328" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/03/21/audition-aka-odishon-1999/" title="Audition aka Ôdishon (1999)">Audition aka Ôdishon (1999)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/18/big-boob-butt-bangers-4-2003/" title="Big Boob Butt Bangers 4 (2003)">Big Boob Butt Bangers 4 (2003)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/09/the-man-from-earth-2007/" title="The Man from Earth (2007)">The Man from Earth (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/13/hobo-with-a-shotgun-2011/" title="Hobo with a Shotgun (2011)">Hobo with a Shotgun (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/01/2774/" title="4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos">4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Battle: Los Angeles (2011)</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 13:36:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O mundo estava em paz, o Verão escaldante convidava a um mergulho refrescante no mar e ao uso de uns binóculos para micar rabo viçoso. Alguns trabalhavam, outros descansavam. Crianças corriam na relva verde dos parques públicos enquanto cães saltavam a apanhar Frisbees. De repente tudo mudou… O mundo parou, estremeceu, ficou embasbacado sem saber [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA0L2JhdHRsZS1sb3MtYW5nZWxlczEuanBn"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="battle-los-angeles1" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/04/battle-los-angeles1_thumb.jpg" border="0" alt="battle-los-angeles1" width="425" height="200" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O mundo estava em paz, o Verão escaldante convidava a um mergulho refrescante no mar e ao uso de uns binóculos para micar rabo viçoso. Alguns trabalhavam, outros descansavam. Crianças corriam na relva verde dos parques públicos enquanto cães saltavam a apanhar Frisbees. De repente tudo mudou… O mundo parou, estremeceu, ficou embasbacado sem saber como reagir. Uma força avassaladora tomara de tudo. Parecia controlar os nossos gostos, as nossas necessidades e a nossa capacidade de simular estados emocionais. O inconfundível poder do hype tapou-nos o raciocínio como um manto de cegueira.  Tinha saído o trailer de Battle: Los Angeles na Internet e toda a gente queria entrar em criogenia e ser acordada no dia da estreia.</p>
<div><span id="more-4285"></span></div>
<p style="text-align: justify;">Passado todo o período de expectativa, eis que o filme nos estreia nas salas numa época meio morta, dada a experimentações de distribuição. Mas o filme que vamos ver não é minimamente parecido com o que o trailer anunciava. Isso é surpreendente? Nada. Nos dias que correm qualquer filme tem um trailer de ação imparável a dar a sensação de que se trata de um contínuo imparável de explosões, cacetada de três em pipa e sequências rápidas de ação incompreensível que apenas supomos serem boas porque têm cores brilhantes e música rock por trás. Neste caso joga a favor do filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, o que se esperava era um sucedâneo de Independence Day, mas o que temos é um “good old fashioned” filme de guerra, que poderia ser da Segunda Guerra Mundial, do Vietname, na Costa do Marfim ou na cordilheira do Cáucaso. O que significa que o inimigo, neste caso os tais extra-terrestres, acaba por ser irrelevante. Está, portanto, mais próximo de Band of Brothers do que de Independence Day.</p>
<p style="text-align: justify;">O estilo de guerrilha urbana filmada de câmara às costas a altas velocidades de obturador confere-lhe aquele estilo realista todo modernaço que parece ter vindo para ficar, assim como a habitual dor de cabeça e a irritação de não se perceber um caralho nas cenas mais rápidas, o que para ele é bom uma vez que poupam em efeitos especiais. São aquelas cenas em que parece que o cameraman está a ser trespassado por dois relâmpagos em simultâneo enquanto pessoas correm e gritam.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas nem tudo é perfeito. Se a primeira hora é musculada e pejada de morte e destruição gratuita, lá chega a parte que todos temíamos: o drama! Meus Deus, o drama. O sargento que perdeu homens no Iraque, a família destroçada pela guerra, crianças irritantes que gritam incessantemente, lições de moral, patriotismo, a música de fundo de fazer chorar as pedras da calçada, o orgulho dos fuzileiros e a inevitável reviravolta no curso dos eventos a favor dos protagonistas que resulta numa ejaculação de americanismo de uma intensidade que há muito não se via.</p>
<p style="text-align: justify;">Balançando as coisas, não posso dizer que tenha odiado o filme. Sim, preferia menos lamechice e mais morte. Preferia que a Michelle Rodriguez tivesse uma presença menos vestida, preferia mais aliens e menos humanos. Digamos que é um filme boff++.</p>
<p style="text-align: justify;">Só mais uma coisa que me incomodou. Na cena final há um grupo de sobreviventes que é recebida como heróis. Atenção que isto não é um spoiler, é um cliché. São recebidos no meio de bandeiras, palmadas nas costas e chavões de nacionalismo e orgulho. É-lhes dito para tomarem banho e comerem alguma coisa para reabastecerem as forças. Ora, estes tristes em vez de comerem um croissant, uma sandes mista, um pratinho de bacon com ovos, fazem um ar durão começam a recarregar as armas e enfiam-se num helicóptero para voltarem à guerra, quais heróis nacionais. Mas mesmo um herói tem que tomar um pequeno almoço. Ok, estavam com pressa para ir matar, chacinar e destruir, mas um bolo de arroz e um pacote de leite com chocolate cabe no bolso das calças. A viagem é longa e pode até dar-lhes a fraqueza num helicóptero àquela altitude. Ao menos um Twix ou um Kitkat. Uma empada de galinha&#8230;</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4285" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/06/27/alien-apocalypse-2005/" title="Alien Apocalypse (2005)">Alien Apocalypse (2005)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/08/12/paul-2011/" title="Paul (2011)">Paul (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/07/predators-2010/" title="Predators (2010)">Predators (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/04/a-contrafaccao-cinematografica-%e2%80%93-tomo-iii-animacao/" title="A Contrafacção Cinematográfica – Tomo III (animação)">A Contrafacção Cinematográfica – Tomo III (animação)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/26/sunshine-2007/" title="Sunshine (2007)">Sunshine (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/23/a-contrafaccao-cinematografica-tomo-ii/" title="A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II">A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/14/hancock-2008/" title="Hancock (2008)">Hancock (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/27/west-galaxy-story-chewbacca-a-sexta/" title="West Galaxy Story &#8211; Chewbacca à Sexta">West Galaxy Story &#8211; Chewbacca à Sexta</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/20/segredos-da-segunda-guerra-mundial-chewbacca-a-sexta/" title="Segredos da Segunda Guerra Mundial &#8211; Chewbacca à Sexta">Segredos da Segunda Guerra Mundial &#8211; Chewbacca à Sexta</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>There Will Be Blood (2007)</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Mar 2011 22:24:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzAzL3RoZXJldy5qcGc="><img class="aligncenter size-full wp-image-4265" title="there will be blood" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/03/therew.jpg" alt="" width="425" height="282" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Independentemente do seu nível socio-cultural, da sua capacidade argumentativa, do seu estado de embriaguez ou intoxicação, do seu credo ou religião, do número de doenças sexualmente transmissíveis que possuam devido a más decisões,  todas as pessoas sabem identificar um bom filme. Não um bom filme no sentido universal do conceito, pois tal coisa não existe e ainda bem para a liberdade de escolha. Um bom filme para quem o vê. Aquela sensação boa que se fica na altura em que os créditos finais começam a rolar, mas que perdura passado algum tempo, aquela agradável recordação que nos faz desejar que volte. Bom, para mim, este é um desses filmes, imaculado, poderoso e único.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4251"></span>Apesar de se tratar de um prodigioso filme, outra coisa não era de esperar de Paul Thomas Anderson. Magnólia e Boogie Nights são clássicos incontornáveis e não esquecer que foi o único realizador a conseguir que Adam Sandler se parecesse com um actor a sério em Punch Drunk Love. Realiza pouco, mas bem. Os filmes são bem estudados, bem planeados, certeiros.</p>
<p style="text-align: justify;">É um épico, no sentido clássico da palavra e não na banalização que tem sofrido ultimamente nas internets com termos como &#8220;epic tits&#8221; ou &#8220;epic fail&#8221;. Um épico que nos dá uma visão sobre o inicio dos negócios obscuros do petróleo, da criação de impérios, daquilo que ainda hoje se faz mas em países sub-desenvolvidos. Daniel Day-Lewis confirma o seu estatuto de super-actor, um actor superior muito acima da média boçal com que Hollywood nos brinda actualmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Forte na caracterização da época e no delinear dos personagens, cheio de texturas na narrativa. Ganha vida e convida-nos a caminhar a seu lado, a que sejamos cúmplices daquele homem, para o bem e para o mal. Tem momentos emocionais, outros mais divertidos e alguns viscerais, mas nunca banais. Eu diria que é quase um filme com cheiro e com rugas de expressão. Bela galeria de secundários.</p>
<p style="text-align: justify;">É, portanto, um rico filmezinho. E muito me arrependo eu de o ter visto com uns 3 anos de atraso. Na altura não tive oportunidade de o ver e desde então tenho andado a jogar ao empurra, a consumir cinema de qualidade miserável quando podia tê-lo visto mais cedo. Mas a vida é assim, uma sequência de pequenos nadas que somados dão algo pouco substancial que gostamos de valorizar imenso para não nos sentirmos idiotas.</p>
<p>&nbsp;</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4251" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/23/ghost-rider-2007/" title="Ghost Rider (2007) ">Ghost Rider (2007) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/03/26/postal-2007/" title="Postal (2007)">Postal (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/09/30/thor-2011/" title="Thor (2011)">Thor (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/09/the-man-from-earth-2007/" title="The Man from Earth (2007)">The Man from Earth (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/03/05/the-social-network-2010/" title="The Social Network (2010)">The Social Network (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/16/get-him-to-the-greek-2010/" title="Get Him to the Greek (2010)">Get Him to the Greek (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/20/bruce-campbell-hail-to-the-king-baby/" title="Bruce Campbell (Hail to the king, baby!)">Bruce Campbell (Hail to the king, baby!)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/09/27/iron-man-2-2010/" title="Iron Man 2 (2010) ">Iron Man 2 (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/10/v-for-vendetta-2005/" title="V for Vendetta (2005) ">V for Vendetta (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/08/the-book-of-eli-2010/" title="The Book of Eli (2010)">The Book of Eli (2010)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Social Network (2010)</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Mar 2011 22:07:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzAzLzIwMTBfdGhlX3NvY2lhbF9uZXR3b3JrXzAwOC5qcGc="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="2010_the_social_network_008" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/03/2010_the_social_network_008_thumb.jpg" border="0" alt="2010_the_social_network_008" width="425" height="286" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Se eu fosse um multibilionário cujo negócio online rendesse valores na ordem dos milhares de milhões por ano, muito provavelmente gostaria de imortalizar o meu nome na cultura popular. Se os romanos faziam estátuas, hoje fazemos filmes. Eu tiraria da minha carteira de trocos uns míseros 100 ou 200 milhões de dólares, contrataria um renomeado realizador como tarefeiro do meu projecto cesariano e criaria um mito à minha volta. Gostaria de ser retratado como um génio de personalidade granitosa, aparentemente impiedoso e calculista, mas na realidade um coração mole que apenas demonstraria em momentos de vulnerabilidade ou quando quisesse facturar em larga escala, o que na realidade nem era preciso porque, convenhamos, com milhares de milhões a caírem anualmente até poderia ter 24 tipos diferentes de SIDA e hálito a sardinha podre e a própria miss Universo me viria pedir permissão para se ajoelhar e assim me doar um generoso felácio.</p>
<div style="text-align: justify;"><span id="more-4258"></span></div>
<p style="text-align: justify;">Compreendo perfeitamente a existência neste filme, o momento é o ideal. A imagem de Mark Zuckerberg, criador do Facebook, como a mais intergaláctica super-estrela da actualidade e se há momento para a rentabilizar, o momento é este. Também compreendo o fascínio mundial por este filme, numa altura em que tudo o que é Facebook é motivo de interesse. É a buzzword do momento, que ameaça mesmo destronar o verbo googlar no topo dos chavões tecnológicos para impressionar parolos inebriados em festas pouco inspiradas. Até na Antena 1, todas as manhãs há um desgraçado que tem cerca de um minuto para fazer a ronda pelas redes sociais e esse minuto é sempre algo do género “<em>Nas redes sociais temos grandes novidades. Existe uma página nova no facebook que exige o regresso de Olga Cardoso às manhãs da TVI ou, em alternativa, um novo gelado de sabor a fiambre com a forma do Suriname, período 1924-35</em>.” Resumindo, o mundo anda apaixonado pelo facebook.</p>
<p style="text-align: justify;">Social Network vem mamar todos aqueles dólares perdidos na órbita do Facebook, aquelas migalhas que o comilão Zuckerberg deixa para trás que os seus seguidores usam para se financiarem também na vaga do social networking.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas como filme não me seduz. Olhando para a obra de David Fincher, não consigo compreender como se deixou enredar neste folhetim de hype, tendo prescindido de toda a sua personalidade e capacidade de grande realizador que é. Tirando a sua equipa técnica que produz um belo visual dourado e rico em texturas, temos uma fraca narrativa que podia muito bem ser condensada em 4 páginas na Lux Woman com o título “<em>Mark Zuckerberg trai o seu melhor amigo em noite de orgia de sexo e drogas. A sua mãe fala-nos do drama que ainda vive e o seu avô exibe pela primeira vez em público o par de ceroulas que tinha vestido quando III Reich sucumbiu à investida soviética a Berlim</em>.”</p>
<p style="text-align: justify;">Temos, portanto, um filme fraquinho que se aproveita do povo para sacar dólares, uma narrativa perdida e ténue que se nunca se decide do que abordar, se o drama existencial de Mark como o Forrest Gump da Internet ou a guerra judicial pelos direitos da plataforma. Além disso também o achei demasiado polido, como se tivesse sido branqueado para abarcar camadas mais jovens de público, no sentido de … Exacto, sacar mais dólares! O próprio núcleo propulsor do filme, a facto de Mark ter iniciado a sua carreira meteórica porque foi rejeitado por uma namorada, nunca nos faz identificar e compreender a sua personalidade e motivações. O que é estranho, porque foi um belo alicerce emocional que Fincher não aproveitou bem. Ah, e já agora, o mambo jambo informático também é de enfiar os dedos à boca.</p>
<p style="text-align: justify;">É hype, puro e duro. Um caça tansos épico que se arrastou pelas bilheteiras adentro qual locomotiva descontrolada, acabando mesmo por estacionar nos oscares, garantindo um belo resultado na venda de DVDs, Blurays, VODs e direitos de transmissão.</p>
<p style="text-align: justify;">Em anexo deixo-vos o já incontornável “<em>How… Should Have Ended</em>” que faz um belo resumo do filme mas que também não traz lá grande frescura ao final.</p>
<div id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:fa148c20-e0a3-48cd-a3ee-ec0f7ebb495b" class="wlWriterEditableSmartContent" style="margin: 0px; display: inline; float: none; padding: 0px;">
<div><object width="425" height="269"><param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/Nnl-yQjGYBs?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="269" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/Nnl-yQjGYBs?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
</div>
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		<title>The Human Centipede (First Sequence) (2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 22:19:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O sub-género do cinema de terror chamado torture porn vive tempos de expansão. Não é um estilo que goste, longe disso. Acho-o inutilmente excessivo, gratuito, exibicionista e vazio de mensagem ou narrativa. É o choque pelo choque, a tortura em lume brando, que não é nada de novo. A cada dez anos surge uma vaga [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4241" title="the-human-centipede-first-sequence-3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/the-human-centipede-first-sequence-3.jpg" alt="" width="425" height="239" /></p>
<p style="text-align: justify;">O sub-género do cinema de terror chamado torture porn vive tempos de expansão. Não é um estilo que goste, longe disso. Acho-o inutilmente excessivo, gratuito, exibicionista e vazio de mensagem ou narrativa. É o choque pelo choque, a tortura em lume brando, que não é nada de novo. A cada dez anos surge uma vaga desse cinema. Human Centipede é um filme que encaixa neste estilo, um filme que nasceu da especulação mediática dos sites e revistas da especialidade. E foi esta habitual desonestidade do hype que nos obrigou a vê-lo. Porque isto é mesmo assim, tínhamos que o ver. E a única conclusão a que chegamos é que Kevin Smith tinha razão em Clerks II: &#8220;<em>You never go ass to mouth!</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4240"></span>Mas pronto, como no mesmíssimo Clerks II Rosario Dawson respondeu a esta questão com um apaixonado &#8220;<em>Sometimes, in the heat of the moment, it&#8217;s forgivable to go ass to mouth.</em>&#8220;, quem somos nós para não dar uma oportunidade a Human Centipede. Obviamente que acaba por ser tempo mal gasto, porque este filme não merece a nossa atenção, não merece que tiremos tempo para conviver com as pessoas que realmente amamos para o ver. Sim, porque eu nunca me atreveria a ver tal filme com alguém que ame.</p>
<p style="text-align: justify;">Então a narrativa é mais ou menos esta: um cientista louco rapta 3 pessoas para fazer uma centopeia humana. Ora, esta centopeia consiste em unir cirurgicamente a boca de uma pessoas ao recto da pessoa da frente, criando assim uma criatura com um sistema digestivo comum, o que significa que o segundo tem que comer o que o primeiro caga e o terceiro é um desgraçado que já nem isso apanha, mas pelo menos não lhe cozem uma boca no buraco do cu. E é isto. Depois eles tentam fugir, o cientista luta, aparecem pessoas que acham estranho, yada yada yada.</p>
<p style="text-align: justify;">Senti-me violado por esta porcaria de filme, apesar de não esperar nada de bom. Confesso, estava a pedi-las.  Como os acidentes na estrada, quando sabemos que algo horrível está no meio daquelas ambulâncias mas não conseguimos desviar o olhar. Espera-se uma continuação para este farsa idiótica com o subtítulo de &#8220;Full Sequence&#8221;. Felizmente consegui encontrar uma imagem de pré-produção para partilhar convosco.</p>
<p style="text-align: center;"><em>(clicar para ampliar)</em></p>
<div id="attachment_4243" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px"><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzAyLzMuanBn"><img class="size-medium wp-image-4243 " title="The Human Centipede - Full Sequence" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/3-425x283.jpg" alt="The Human Centipede - Full Sequence" width="425" height="283" /></a><p class="wp-caption-text">The Human Centipede - Full Sequence (pre-production shot)</p></div>
<p style="text-align: justify;">Especial atenção ao cão&#8230;</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4240" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/08/ninja-assassin-2009/" title="Ninja Assassin (2009)">Ninja Assassin (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/11/mutants-2009/" title="Mutants (2009)">Mutants (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/17/the-road-2009/" title="The Road (2009)">The Road (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/30/surrogates-2009/" title="Surrogates (2009)">Surrogates (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/29/dexter-season-4-comecou/" title="Dexter, Season 4. Começou&#8230;">Dexter, Season 4. Começou&#8230;</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/17/babylon-a-d-2008/" title="Babylon A.D. (2008) ">Babylon A.D. (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/15/la-horde-2009/" title="La Horde (2009)">La Horde (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/04/resident-evil-afterlife-3d-2010/" title="Resident Evil: Afterlife 3D (2010)">Resident Evil: Afterlife 3D (2010)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Porky&#8217;s (1982)</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Feb 2011 15:47:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzAyL3Bvcmt5cy5qcGc="><img class="aligncenter size-full wp-image-4233" title="porky's" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/porkys.jpg" alt="" width="425" height="266" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nenhum filme exemplifica com tanta fidelidade a violenta efervescência hormonal pós-puberdade como Porky&#8217;s. Ver este filme foi durante muitos anos ritual de iniciação do jovens imberbes ao fabuloso mundo do deboche que prometia um futuro radiante pleno de sexo sem fim à vista, tal manual de iniciação para saber como não agir numa casa de alterne e para gerir erecções involuntárias. Além disso servia como detector de receptividade sexual, uma vez que todas as gajas que se rissem das badalhoquices e que engolissem em seco durante as cenas mais eróticas eram garantidamente carne para canhão.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4228"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos, porém, associar este filme aos modernos filmes de ritual de passagem para adolescentes ou dizer que se trata do American Pie dos anos 80. Porky&#8217;s, visto agora com os olhos da desilusão de todas as promessas falhadas da adolescência, é um filme profundo, uma caracterização das dores do crescimento. Não se trata apenas de um grupo de amigos que se esforça de modo sobre-humano para obter serviços sexuais (grátis ou pagos), mas de uma gama completa de problemas relacionados com a agrura de entrar no mundo dos adultos. Temos violência doméstica, sexo e prostituição sem falsos moralismos, crime, abuso de poder e a omnipresente humilhação pública. Tudo embrulhado num filme que em nada tem a ver com a limpeza politicamente correcta dos filmes que nos apoquentam hoje em dia. É, digamos, divertidamente profundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por lá também se pode ver a pelagem púbica de Kim Cattrall, de um tempo anterior ao tempo, antes de ser aquela carcassa ninfomaníaca com tendência para a zoopoligamia, do tempo em ainda lubrificava naturalmente. Jovem, firme, inocente e, muito importante, de rabo ao léu. Rabo intocado ainda pela cruel ditadura do bisturi estético. Um belo rabinho, portanto!</p>
<p style="text-align: justify;">Curiosamente não me lembrava que o filme era passado nos anos 50. Além de um boa narrativa temos uma caracterização de época muito interessante, com toda uma indumentária rockabilly e os fabulosos carros. E com uns pequenos elementos multimédia vos deixo, na esperança que façam deste um mundo melhor ou que, pelo menos, não estraguem mais do que que está.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><object width="425" height="266"><param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/7-RwhYCtwAk?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="266" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/7-RwhYCtwAk?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Cá está, Kim Cattrall de rabo ao léu!</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4234" title="porkys2" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/porkys2.jpg" alt="" width="425" height="446" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4235" title="porkys3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/porkys3.jpg" alt="" width="425" height="461" /></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4228" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/26/cobra-1986/" title="Cobra (1986)">Cobra (1986)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/01/the-wicker-man-1973/" title="The Wicker Man (1973)">The Wicker Man (1973)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/15/adventureland-2009/" title="Adventureland (2009)">Adventureland (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/28/noite-escura-2004/" title="Noite Escura (2004) ">Noite Escura (2004) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/10/what-happens-in-vegas-2008/" title="What Happens In Vegas (2008) ">What Happens In Vegas (2008) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Død snø (2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Feb 2011 22:41:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4223" title="deadsnow" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/deadsnow.jpg" alt="" width="425" height="266" /></p>
<p style="text-align: justify;">Zombies Nazis. O que é que neste conceito pode falhar? Nada, obviamente. Um país famoso pelo arenque, bacalhau e a fabulosa qualidade de vida que aparece sempre no telejornal a cada vez que se fala que Portugal é uma desgraça de país, seria a improvável pátria de um dos melhores filmes de zombies que vi ultimamente. Mas depois pensamos nas bandas de Black Metal satânico, nas taxas de suicídio e naquela gaja dos Abba* que nunca depilava os sovacos e tudo faz sentido.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4222"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Um grupo de jovens passa um fim de semana numa remota cabana das montanhas escandinavas. Sem contacto com o mundo, entregam-se aos prazeres da juventude. Por uma incrível coincidência esta zona está também infestada de nazis zombies, esquecidos da Segunda Grande Guerra. Os dados estão lançados para um belo serão de cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">A forte influencia de outros filmes do género é assumida sem complexos, desde a t-shirt de Braindead, a existência de um cinéfilo utra geek do cinema de terror, passando por algumas citações ou cenas que são reencenadas de clássicos de Hollywood. Mas ainda assim o toque exótico norueguês confere-lhe uma personalidade própria e um sentido de humor bem refinado.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o inexperiente em cinéfilia zombiana poderá parecer mais do mesmo, mas como em todos os filmes de zombies o que interessa são os detalhes, os pequenos elementos que adornam a trama habitual de &#8220;luta pela sobrevivência de um grupo cercado de mortos-vivos que vai falecendo ao ritmo lento de um a cada dez minutos até sobrarem dois ou um que se revela infectado nos últimos segundos, no caso de o realizador não ser dado a lamechices.</p>
<p style="text-align: justify;">Dead Snow é o título internacional de Død snø, e deve ser pronunciado comprimindo os lábios como que a soprar um apito inexistente e emitindo dois sons em velocidade lenta como se estivéssemos a ensinar um cavalo a dizer &#8220;pão de ló&#8221; levantando a mão ao ar como uma batuta invisível.</p>
<p style="text-align: justify;">* &#8211; E sim, eu sei que os Abba são suecos, mas para nós que moramos aqui nesta ponta da Europa, a Escandinávia é apenas um grande balde de vikings pescadores de bacalhau que ganham mais de 5000 euros por mês já depois de 50% de imposto do qual ninguém se queixa porque o estado o aproveita para possibilitar uma melhor qualidade de vida aos seus cidadãos, em vez de o foderem todo em carros topo de gama, aventuras megalomanas com o dinheiro que a nossa segurança social tira ás crianças famintas deste país e ao orçamento dos seus pais que já antes era à conta, às empresas publicas onde os seus amigos podem ganhar uma fortuna jogando Tetris e snifando cocaína o dia todo e outras características de novo riquismo reconhecido às sociedades menos evoluídas.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4222" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/26/zombieland-2009/" title="Zombieland (2009)">Zombieland (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/15/la-horde-2009/" title="La Horde (2009)">La Horde (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/11/mutants-2009/" title="Mutants (2009)">Mutants (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/25/teenagers-from-mars-graphic-novel/" title="Teenagers From Mars &#8211; Graphic Novel">Teenagers From Mars &#8211; Graphic Novel</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/14/chronicles-of-wormwood-banda-desenhada/" title="Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada">Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/03/carriers-2009/" title="Carriers (2009)">Carriers (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Babylon A.D. (2008)</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Feb 2011 14:31:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3490" title="babylon" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/07/babylon.jpg" alt="" width="425" height="231" /></p>
<p style="text-align: justify;">Franceses, não se pode viver com eles, não se pode viver sem eles, não se pode amarra-los a uma pedra e manda-los para o fundo do mar mediterrânico. Apesar de pretensiosos e pouco afáveis, são exímios em queimar carros, comercializar improváveis queijos e fazer filmes com alguma substância. O que não é o caso deste filme que vos trago hoje, que apesar de vir de um talentoso Mathieu Kassovitz e financiado pelo poderio  Hollywoodiano, acabou por morrer na praia. Sem honra nem glória. Como um malabarista de motosserras atacado por Alzheimer fulminante.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2160"></span>Para que nos possamos já entender de início, Mathieu Kassovitz é o actor que faz do namoradito de Amelie Poulin e também o realizador da obra prima La Haine, do mediocre Les Rivières Pourpres e do decepcionante Gothika, onde não passou de um tarefeiro de questionável qualidade artística. E com este currículo que, não sendo brutalmente assombroso, não deixa ninguém indiferente apresentamos aquele que é um promessa do cinema francês há quase 20 anos e a sua incapacidade de descolar se deve ao facto de se ter despenhado ali entre Rivieres Pourpres e Gothika. Quando estas quedas acontecem em baixa altitude ninguém nota, o problema quando ocorre na sob as luzes da ribalta.</p>
<p style="text-align: justify;">Vin Diesel volta à ficção científica na habitual postura de semi-deus invencível com coração mole (quando se conhece melhor). Encarregue de uma missão hercúlea (lá está, semi-deus), Diesel terá que transportar uma rapariga da Rússia para a América. Numa sociedade distópica onde o absurdo e bizarro se juntam frequentemente ao selvagem e primal sem nunca perder o futurismo (material, filosófico e existencial) tudo parece acontecer para depois não desenvolver em nada de especial interesse.</p>
<p style="text-align: justify;">Babylon A.D. poderia ser um filme decente não tivesse sido encurtado à força pelos estúdios para caber no formato mais popularucho dos  89 minutinhos (com créditos finais). Não se sabe se foi a falta de mestria e capacidade de síntese de Kassovitz ou a habitual ganância corporativa que substitui frequentemente qualidade técnica e artística pela explosão em câmara lenta de edifícios que se fragmentam inexplicavelmente em unidades quase microscópicas. Mas o certo é que dá a ideia de estar a cumprir pena e, sobretudo, a arrastar-se no tempo.  E assim acontece&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=2160" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/28/the-human-centipede-first-sequence-2009/" title="The Human Centipede (First Sequence) (2009)">The Human Centipede (First Sequence) (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/23/kick-ass-2010/" title="Kick-Ass (2010) ">Kick-Ass (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/02/the-spirit-2008/" title="The Spirit (2008)">The Spirit (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/08/ninja-assassin-2009/" title="Ninja Assassin (2009)">Ninja Assassin (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/23/a-contrafaccao-cinematografica-tomo-ii/" title="A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II">A Contrafacção Cinematográfica &#8211; Tomo II</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/11/10/o-trans-xunga-contrafaccao-cinematografica/" title="O Trans-Xunga &#8211; Contrafacção Cinematográfica ">O Trans-Xunga &#8211; Contrafacção Cinematográfica </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/12/10/super-8-2011/" title="Super 8 (2011)">Super 8 (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/09/the-man-from-earth-2007/" title="The Man from Earth (2007)">The Man from Earth (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/15/la-horde-2009/" title="La Horde (2009)">La Horde (2009)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Videodrome (1983)</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jan 2011 11:20:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4189" title="videodrome" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/01/videodrome.jpg" alt="" width="425" height="238" /></p>
<p style="text-align: justify;">Não há dia que passe sem um iluminado nas ciências do comportamento vá a um noticiário da TV dizer que a Internet nos está a roubar o cérebro. Que a quantidade de entretenimento e tecnologia que nos obriga a constante multitasking nos está roubar a imaginação e capacidade de raciocínio. Se isso é verdade não sei, porque costumo estar a enviar um sms, a ler o rodapé do telejornal, a colocar &#8220;likes&#8221; nas fotos dos meus amigos, a tirar fotografias pela janela da minha vizinha em cuecas e a aprender uma língua estrangeira na PSP enquanto esses senhores falam.  Normalmente saco depois o podcast para armazenar no disco e nunca mais ouvir. Videodrome avisou-me que isto ia acontecer mas eu não quis acreditar. Hoje em dia quanto mais <em>CGI porn</em> vejo nos blockbusters actuais, mais idolatro Videodrome. Mais do que um filme visionário acerca dos malefícios da multimédia para o nosso livre arbítrio, Videodrome é uma obra prima que marca o início do reinado da &#8220;nova carne&#8221; de Cronenberg.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4163"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Videodrome é um marco importante na carreira de Cronenberg. Até este ponto era um realizador vulgar de filmes de terror. Filmes que tinham alguns pozinhos de identidade, mas nada de excepcional. Ainda assim Scanners é um bom filme e a cena da cabeça a explodir será para sempre um icon (animado) da sétima arte. Videodrome é o início da nova carne, onde Cronenberg começa a experimentar na área da fusão homem, máquina, coisa indescritível, que teve o seu pináculo em The Fly.</p>
<p style="text-align: justify;">James Woods é o gerente de um canal obscuro de TV Cabo especializado em video choque. Sexo bizarro, morte, destruição, esse tipo de coisas associadas ao lado obscuro do entretenimento.  Certo dia um dos seus técnicos descobre uma emissão pirata de satélite de um programa chamado Videodrome, que consiste em tortura e morte sempre na mesma sala. Ao tentar saber mais sobre Videodrome, Woods é aconselhado por todos a largar esta obsessão sob o risco de ver a vida a andar para trás. Mas Woods insiste e a certa altura é impossível distinguir o que é verdade do que é imaginário. Ou será que é o inverso? Ou será que é tudo verdade?</p>
<p style="text-align: justify;">Passados quase 30 anos Videodrome continua com o mesmo efeito de murro no estômago que teve na sua estreia e, curiosamente, faz mais sentido nos dias que correm do que na altura em que foi lançado, no pico dos canais experimentalistas e multiplicação exponencial dos canais do cabo. Com a Internet e os sites de video, as tendências, os <em>memes</em>, as tribos virtuais, tudo faz mais sentido, tudo encaixa. E isto, meus amigos, é genialidade, é a marca de um visionário. <em>Death to Videodrome! Long live The New flesh!</em></p>
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		<title>Get Him to the Greek (2010)</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 23:40:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4085" title="gethimtothegreek" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/12/gethimtothegreek.jpg" alt="" width="425" height="230" /></p>
<p style="text-align: justify;">Nos anos 80 o humor era dominado pelos irmãos Zucker e pelos seus alucinados filmes propulsionados a Leslie Nielsen, lenda da comédia que há pouco nos abandonou. Nos anos 90 os irmãos Farrelly dominavam o mercado com filmes desvairados com excesso de fluidos corporais para o gosto de toda a gente. Nos dias que correm o humor mainstream americano parece ser dominado comercialmente pelas comédias Apatow, uma espécie de Saturday Night Live 2.0 que vive  do excesso de explicações para situações banais da condição humana, de  desconforto circunstancial e da aproveitação abusiva de substâncias alteradoras de consciência. Comum a todas estas épocas estão os artifícios narrativos desonestos e excessivamente reciclados, o problema é que eu estou a ficar velho demais para achar piada a um badocha drogado a enfiar uma bola de cocaína no cu depois de se ter vomitado para cima do seu próprio casaco.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4066"></span>Estamos perante um filme que não é um mau filme. Não se pode dizer que nos vá horrorizar , criar uma fobia ou nos faça arder de febre alérgica. É um filme baseado num personagem de sucesso do filme Forgetting Sarah Marshall. O chamado &#8220;spinoff&#8221;, portanto. O ponto de partida, apesar de previsível, tem a sua piada. Espreitamos por detrás da vida decadente das estrelas do Rock e Pop, dos seus excessos e inseguranças, e todas as peripécias que daí possam advir. Nada de grandemente original, mas aceitável.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema deste filme é mesmo a fase final. Mais por culpa de um público que quer o happy ending com fogo de artificio e glorificação do herói, onde o amor tudo conquista, os maus muito maus merecem o devido castigo e os improváveis ganhadores exibem o sorriso sábio e feliz que precede uma lista de créditos finais. Tinha que assim ser para que o sucesso comercial (leia-se venda de bilhetes, dvds, direitos relacionados com todos os tipos de exibição comercial, marketing, product placement, etc) fosse atingido. Não me incomodo com isso. Já passei por essa fase. Apenas discordo, com todo o direito que me assiste. Eu, num mundo utópico de liberdade e justiça para todos, teria feito morrer o artista Rock e proceder à sua glorificação aos estilo Jim Morrison, James Dean, Kurt Kobain, etc. Mas seria um final sombrio, e para haver sucesso sexual no primeiro encontro é necessário que haja uma sensação de euforia depois da obrigatória ida ao cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">Apreciei os insultos a Lars Ulrich. Sou fã de Metallica desde o final dos anos 80, mas nunca suportei aquele tipo. Apreciei os cameos e o ambiente rockstar. Não recomendo que se pague muito por ele, mas é certamente um belo filme para ver em casal ou com um conjunto de amigos mais ecléctico em situações de dificuldade de escolher um filme levezinho que agrade a todos ou pelo menos que não ofenda ninguém.</p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4066" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/23/kick-ass-2010/" title="Kick-Ass (2010) ">Kick-Ass (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2012/02/29/the-kids-are-all-right-2010/" title="The Kids Are All Right (2010)">The Kids Are All Right (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/05/o-anel-de-noivado/" title="O Anel de Noivado">O Anel de Noivado</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/03/05/the-social-network-2010/" title="The Social Network (2010)">The Social Network (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/09/macgruber-2010/" title="MacGruber (2010) ">MacGruber (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/11/knight-and-day-2010/" title="Knight and Day (2010)">Knight and Day (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/09/27/iron-man-2-2010/" title="Iron Man 2 (2010) ">Iron Man 2 (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/08/the-book-of-eli-2010/" title="The Book of Eli (2010)">The Book of Eli (2010)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Bruce Campbell (Hail to the king, baby!)</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Nov 2010 22:39:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sou um gajo mais direccionado para realizadores, directores de fotografia ou outros cargos menos cénicos e confesso que dou menos valor a actores. Temos actores terríveis que sob a batuta certa desempenham papéis excepcionais. Vejam o exemplo de Ben Stiller, o mais insuportável traste a caminhar a Terra. A cada filme dele o meu coração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4021" title="bruce01" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/bruce01.jpg" alt="" width="425" height="200" /></p>
<p style="text-align: justify;">Sou um gajo mais direccionado para realizadores, directores de fotografia ou outros cargos menos cénicos e confesso que dou menos valor a actores. Temos actores terríveis que sob a batuta certa desempenham papéis excepcionais. Vejam o exemplo de Ben Stiller, o mais insuportável traste a caminhar a Terra. A cada filme dele o meu coração morrer um pouco. Mas sob a direcção de Wes Anderson em The Royal Tenenbaums fez um trabalho exemplar. Ou Jeremy Irons, em tempos visto como a excelência, hoje em dia anda de cuecas em produções mainstream cujo índice de pirosice parece sair fora do gráfico.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas enquanto o meu lado direito do cérebro perde tempo com estas hesitações idiotas a afirmar não ter actores favoritos, o outro lado tosse levemente para chamar a atenção e sussurra de modo sexy «Bruce Campbel». E de repente se faz luz. Quem mais? Quem mais poderia escolher para actor favorito e icónico senão este anti-herói nato, mestre chacinador de zombies e com uma tendência para o lado negro. Ficam três filmes do mestre. Salvo seja&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4020"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4022" title="bruce02" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/bruce02.jpg" alt="" width="425" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Army of Darkness (1992):</strong> Sob a direcção de Sam Raimi, Bruce interpreta Ash, o herói dos heróis. Com uma mão substituída por uma motosserra (ver porquê em Evil Dead 2) e a outra com uma omnipresente caçadeira onde parecem nunca faltar munições, Ash vai decepando o exército das trevas entre oneliners míticas e bastante egoísmo que é, afinal, o seu instinto de sobrevivência. Com este filme estampou na História da 7ª arte a imagem do mata-zombies <em>ubbercool </em>que todos nós sonhámos outrora também ser. Bom, eu ainda mantenho uma velha caçadeira debaixo da cama porque nunca devemos descartar a hipótese de um apocalipse zombie.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4023" title="bruce04" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/bruce04.jpg" alt="" width="425" height="214" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Man with the Screaming Brain (2005):</strong> Bruce é um mix bizarro de has-been com wannabe. Além disso, qualquer presença sua em filme que não soe a série Z é o completo desnorteio por falta de contextualização. Assim temos mais uma vez Bruce a fazer o que faz melhor: um cientista da ex-URSS desenvolve uma técnica que permite recuperar o cérebro com pedaços de outro cérebro. Um taxista ex-KGB e uma psicótica cigana com ares de puta vingativa. Um robot vestido de operário da Quimigal que dança hip-hop. Uma sucessão de acidentes… et voilá! Let the cheesy fest begin!</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4024" title="bruce03" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/bruce03.jpg" alt="" width="425" height="249" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>My Name Is Bruce (2007):</strong> Tendo-se apercebido que a malta gosta é de Bruce Campbell, independentemente do filme que interpreta, Bruce decidiu realizar um filme em que uma versão estereotipada de si próprio, uma projecção do mito que é a fusão do actor com o personagem. E meter toda essa confusão num filme que retrata um homem que tem o estatuto que tem, mas cuja vida já correu melhor. Até um dia é requisitado para libertar uma pequena aldeia de uma presença paranormal incómoda. Um comédia pós-moderna, portanto! Não tem um argumento particularmente excitante, mas tem Bruce Campbell em todo o seu esplendor, e é apenas isso que interessa.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Nota do redactor<em>: Há uns largos meses , um blog de cinema pediu-me um texto sobre um  actor à minha escolha e a sua presença em três filmes. Disse que sim,  educado como sou, e enviei-lhe um texto. Hoje lembrei-me desse texto e,  ao que parece, o meu amigalhaço do tal blog deve ter aproveitado o texto  para limpar o rabinho porque não o publicou. Mas eu, tal  Lavoisier da blogosfera, não deixo que nada se perca e tudo se republique, deixo aqui hoje  publicado para bem de gerações futuras.<br />
</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">
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<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: &amp;amp;quot;">Sou um gajo mais direccionado para realizadores, directores de fotografia e confesso que dou menos valor à facção dos actores. Temos actores terríveis que sob a batuta certa desempenham papéis excepcionais. Vejam o exemplo de Ben Stiller, o mais insuportável traste a caminhar a Terra. A cada filme dele o meu coração morrer um pouco. Mas sob a direcção de Wes Anderson em The Royal Tenenbaums fez um trabalho exemplar. Ou Jeremy Irons, em tempos visto como a excelência, hoje em dia anda de cuecas em produções mainstream cujo índice de pirosice parece sair fora do gráfico. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: &amp;amp;quot;">Mas enquanto o meu lado direito do cérebro perdia tempo com estas hesitações idiotas, o outro lado tossiu levemente para chamar a atenção e sussurrou de modo sexy «<em>Bruce Campbel</em>». E de repente se fez luz. Quem mais? Quem mais poderia escolher senão este anti-herói nato, mestre chacinador de zombies e com uma tendência para o lado negro. Bom, actor já temos. Seguem os filmes.</span></p>
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		<title>Severance (2006)</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 14:50:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3948" title="severance" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/severance.jpg" alt="" width="425" height="306" /></p>
<p style="text-align: justify;">Cada vez mais o mundo se leva a sério. Demasiado a sério! É um sinal dos tempos. Ninguém gosta de ser menosprezado, existe uma tendência de dar valor demais coisas que realmente não o têm. Olhem o cinema actual, por exemplo! Mais do que filmes que se levam demasiado a sério (e logo aí perderem toda a piada), temos exércitos de pessoas que os levam a sério só porque o marketing ditou que assim tinha que ser, e depois têm medo de parecer menos inteligentes, eloquentes ou enciclopédicos que os seus compinchas. Mas felizmente que essa tendência não é globalizante. Filmes como Piranha, Machete ou este <em>muy british </em>Severance vêm demonstrar que o cinema divertido, descomprometido e de qualidade não está morto, ao contrário dos seus personagens que aparentam alguma dificuldade em manter a sua integridade física, seja por  perigo de degolação, mutilação, perfuração severa ou traumatismos múltiplos provocados por objecto contundente, condição normalmente conhecido por &#8220;facada no lombo&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3947"></span>Os funcionários de uma multinacional do armamento são enviados para um retiro de confraternização nas mais longínquas matas da Hungria. No entanto, um desentendimento com um motorista de autocarro de personalidade fogosa provoca o abandono do staff no meio da mais densa floresta. No escuro, sem carro, sem comunicações, sem maneira de se defenderem, perdidos e assustados com barulhos bizarros. E daqui até ao mais surreal festim de carnificina é um passinho.</p>
<p style="text-align: justify;">Severence faz sua a política do cinema de série B, que é o &#8220;Porque sim!&#8221; à resposta &#8220;Mas porquê?&#8221;. O buildup é quase instantâneo e as condições humorísticas que o rodeiam fazem perdoar toda a falta de lógica. O que acaba por ter toda a lógica, diga-se. O esquema &#8220;X pessoas entram, apenas o casal (e talvez um sidekick) saem&#8221; aplica-se aqui perfeitamente num divertido filme de série B que apesar de não ser extremamente original, tem mamas. E mamas, como todos sabemos, é um conceito que faz perdoar as mais vis atrocidades, seja o deslize na conta do cartão de crédito, seja a completa destruição de todo o património familiar acumulado ao longo de 5 séculos.</p>
<p style="text-align: justify;">Como pontos positivos temos a melhor utilização de uma armadilha para ursos alguma vez vista em cinema e duas strippers presas numa cova, cuja única possibilidade de fuga reside em usarem peças de roupa para fazer uma corda. E com isto vos aconselho a ver um filme de terror britânico que não torture porn, coisa que já vai sendo raro de se encontrar actualmente. Peguem nas pipocas, desliguem o telemovel, o facebook, o messenger, o twitter e o caralho a sete que vos distrai 10 em 10 segundos das coisas realmente importantes e toca a ver o que realmente interessa: matança!&#8230;</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="256" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/TVwBVm7yVE4?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="256" src="http://www.youtube.com/v/TVwBVm7yVE4?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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