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	<title>CinemaXunga &#187; pintelheira</title>
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		<title>Sócia&#8230; Estou aqui entesadíssimo! (2011)</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 15:47:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O estímulo à economia passa por pequenas coisas que fazemos no dia a dia. Comprar calçado do Vale do Ave, consumir arroz do Baixo Mondego e laranjas do Algarve, não utilizar mão de obra moldava em bares de alterne e, principalmente, comprar porno nacional. De preferência comprar online em formato digital, porque metade do valor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA4L3NvY2lhLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="+" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/socia_thumb.jpg" alt="+" width="425" height="239" border="0" /></a></p>
<p align="justify">O estímulo à economia passa por pequenas coisas que fazemos no dia a dia. Comprar calçado do Vale do Ave, consumir arroz do Baixo Mondego e laranjas do Algarve, não utilizar mão de obra moldava em bares de alterne e, principalmente, comprar porno nacional. De preferência comprar online em formato digital, porque metade do valor do DVD vai para o plástico que é feito na China e para a empresa de entrega Seur que é espanhola. Em tempos de crise toda a ajuda é pouca no combate à pobreza e são pequenos gestos como estes que nos devolverão a integridade económica de um país orgulhoso da sua herança cultural.</p>
<p><span id="more-4474"></span></p>
<p align="justify">A produção de entretenimento para adultos vive em Portugal uma época de especial esplendor. Não porque seja um altura de renovada frescura e qualidade, mas porque uma nova empresa dedicada às artes do deboche apareceu com promessas de glória. E antes que esta NWOPP (New Wave of Portuguese Pornography) definhe e desapareça nos lodos do esquecimento, analisemos uma das suas mais recentes produções: Sócia estou aqui entesadíssimo (em 3D). Isto disse-me um amigo, obviamente, porque eu não vejo destas porcarias.</p>
<p align="justify">Tudo começa quando Futre (ou El Foutre) apresenta a nova estratégia de vitória para o clube do seu coração; Foder! Bom, e depois é foder até ao fim. Pelo ecrã desfilam promissoras estrelas da labuta corporal, cada uma no seu estilo. Melissa Odara, uma brasileira de aspecto comilão que aparenta capacidade de despachar duas equipas de Rugby e ainda comer uma dobrada à Transmontana no final.  Joana Belmonte é uma estreante que tem o perfil de amante ideal, boa na cama e com aspecto de poder empurrar um furgão de médias dimensões caso a bateria falhe. Há ainda uma loura genérica toda puta de aspecto insaciável e um playmate (ou equivalente Penthouse) com uma carinha que diz “<em>Meu Deus, não era este filme que tinha em mente quando assinei aquele documento. Como poderei explicar isto à minha avozinha? Adeus carreira de sucesso como actriz mainstream!</em>”. Isto é a opinião do meu amigo que vê destas coisas, claro.</p>
<p align="justify">A qualidade técnica, não sendo excelência, não desilude. O som directo é confuso, as falas enrolam com o ranger dos móveis e o som de fundo, mas a nível de qualidade de imagem e iluminação está muito profissional. Resta uma melhor direcção de actores porque as novatas andavam claramente às aranhas e Portugal deixará de ter vergonha da sua pornografia. Agora que o pêlo púbico é coisa do passado e as actrizes com problemas de hemorroidal são recusadas, há uma lufada de ar fresco no panorama nacional. Há muito tempo que merecíamos isto. Contra os canhões, marchar, marchar!</p>
<p align="justify"><img class="alignnone size-full wp-image-4478" title="Socia, estou aqui entesadissimo" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/Captura-de-ecr%C3%A3-total-26-08-2011-095731.jpg" alt="" width="425" height="146" /></p>
<p align="justify"><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zb2NpYXh4eC5jb20="><img title="Socia, estou aqui entesadissimo" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/Captura-de-ecr%C3%A3-total-26-08-2011-110555.jpg" alt="" width="425" height="235" /></a></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4474" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/28/noite-escura-2004/" title="Noite Escura (2004) ">Noite Escura (2004) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/04/geracao-%e2%80%9cborra-picas%e2%80%9d-cidade-despida/" title="Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida ">Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/18/big-boob-butt-bangers-4-2003/" title="Big Boob Butt Bangers 4 (2003)">Big Boob Butt Bangers 4 (2003)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/05/04/o-contrato-2009/" title="O Contrato (2009)">O Contrato (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2012/03/02/a-very-harold-kumar-3d-christmas-2011/" title="A Very Harold &amp; Kumar 3D Christmas (2011)">A Very Harold &amp; Kumar 3D Christmas (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2012/01/02/a-casa-do-sr-penetra-reality-show-porno/" title="A Casa do Sr. Penetra: Reality Show Porno">A Casa do Sr. Penetra: Reality Show Porno</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/01/the-wicker-man-1973/" title="The Wicker Man (1973)">The Wicker Man (1973)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/09/piranha-2010/" title="Piranha (2010)">Piranha (2010)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Sucker Punch (2011)</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 22:53:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzA4L3N1Y2tlcnB1bmNoLmpwZw=="><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="suckerpunch" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/suckerpunch_thumb.jpg" alt="suckerpunch" width="425" height="238" border="0" /></a></p>
<p align="justify">Uma rebelião de patinhos de borracha humanizados que dança freneticamente ao som dos Bloc Party é barbaramente reprimido por uma força policial que usa, claramente, meios demasiado violentos para a situação. O que os polícias não sabem é que ao serem tocados por um patinho de borracha humanizado tornam-se também eles em felpudos e amarelinhos patinhos que dançam freneticamente ao som dos Bloc Party. Algum tempo depois apenas um pequeno grupo de sobreviventes resiste à transformação em patinho de borracha. Barricados na estação de serviço de Antuã, com os últimos pastéis de bacalhau comidos e atormentados por violentas crises de refluxo ácido conversam acerca da exorbitância incompreensível dos valores dos produtos nas auto-estradas. Quando uma rapariga loura, ar inteligente e mamas de invejável robustez se prepara para elucidar estes corajosos sobreviventes acerca da necessidade inflacionária de preços especulativos face às rendas pornográficas que as concessionárias cobram a honestos comerciantes para manter uma estação de serviço a funcionar, começa a ouvir-se ao longe Bloc Party. E enquanto o sol se põe, uma enorme mancha amarela começa a aproximar-se para aquela que será a batalha final pela última réstia de humanidade. Homem Vs Pato de borracha humanizado que dança freneticamente ao som dos Bloc Party. Som ensurdecedor, baixos poderosos que tremer as estruturas de betão. Gritos. Tensão lésbica. FADE OUT</p>
<p><span id="more-4465"></span></p>
<p align="justify">Este texto acima seria a minha ideia para gastar 100 milhões de dólares num filme baseado num guião feito depois de lamber um sapo alucinogénico. Por isso quem sou eu para criticar Zack Snyder por ter juntado um bando de colegiais bissexuais de ar virginal que passam a vida aos pinotes, de mini-mini-saia, roçando as mamas e provocando sexualmente tudo o que se mexe enquanto chacinam samurais maléficos gigantes, combatem nazis numa Paris da Segunda Guerra Mundial usando robots gigantes, invadem castelos medievais povoados por hordas infindáveis de dragões sem que a lógica narrativa, a coerência ou a linearidade seja respeitada. Aliás, impregnado no chamado “estilo awesomeness” não precisa de mais nada do que gajas semi-nuas e uma orgia interminável de CGI cuja utilidade é a mesma de um saca-rolhas numa convenção de manetas.</p>
<p align="justify">Vi este filme num estado de perfeita apatia. O fogo de artifício em permanente estado de ebulição e a ausência total de fio condutor fez-me desconfiar que estava a ver uma gravação de um jogo de computador de outra pessoa. Introdução, nível, boss, próximo nível, boss, último nível, boss final, fim decepcionante, créditos finais com techno reciclado de bar gay moldavo.</p>
<p align="justify">Zack Snyder teve sucesso anterior e como tal devem-lhe ter dado luz verde para idealizar e criar um projecto à sua escolha. Isto sou eu a falar sem saber o que se passou, mas deve ter sido algo neste moldes. Imagino a reunião de apresentação aos decision makers do estúdio. E a cara de agonia e decepção quando Snyder apresenta o seu powerpoint com uns quadros de Hentai.</p>
<p align="justify">Dá uma nova dimensão ao termo “CGI Porn”. Faltou um polvo gigante que tortura as nobres donzelas com tentáculos nas respectivas vaginas e um ocasional tentáculo a fazer de massajador intestinal,  mas não se pode ter tudo.</p>
<p align="justify">Gajas seminuas:</p>
<p align="justify"><img class="alignnone size-full wp-image-4470" title="Spunch" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/08/Spunch.png" alt="" width="425" height="255" /></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4465" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/08/the-book-of-eli-2010/" title="The Book of Eli (2010)">The Book of Eli (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/02/the-spirit-2008/" title="The Spirit (2008)">The Spirit (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/31/hitman-2007/" title="Hitman (2007)">Hitman (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/30/surrogates-2009/" title="Surrogates (2009)">Surrogates (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/30/watchmen-2009/" title="Watchmen (2009)">Watchmen (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/09/27/iron-man-2-2010/" title="Iron Man 2 (2010) ">Iron Man 2 (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/08/31/salt-2010/" title="Salt (2010)">Salt (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/22/top-5-filmes-famosos-que-nao-valem-uma-merda/" title="Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;">Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/20/jennifers-body-2009/" title="Jennifer&#8217;s Body (2009)">Jennifer&#8217;s Body (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>GOZU aka Gokudô kyôfu dai-gekijô (2003)</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Apr 2011 20:32:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Para quem conhece Takashi Miike, as palavras &#8220;bizarria&#8221; e &#8220;demência&#8221; são bastante familiares. A estrutura deste filme acaba por se assemelhar bastante ao filme Spirited Away (A Viagem de Chihiro), mas em vez de ser para crianças é para alucinados e cinéfilos com tomates. Há um tipo que desaparece e o seu amigo faz uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4329" title="gozu" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/04/gozu.jpg" alt="" width="425" height="241" /></p>
<p style="text-align: justify;">Para quem conhece Takashi Miike, as palavras &#8220;bizarria&#8221; e &#8220;demência&#8221; são  bastante familiares. A estrutura deste filme acaba por se assemelhar  bastante ao filme Spirited Away (A Viagem de Chihiro), mas em vez de ser  para crianças é para alucinados e cinéfilos com tomates. Há um tipo que  desaparece e o seu amigo faz uma fantástica viagem em busca do seu  corpo. Nessa viagem conhece uma mulher que comercializa o leite dos seus  próprios seios, um homem com uma estranha doença de pele que parte o  pescoço ciclicamente, um medium poderoso que só funciona quando lhe  açoitam o rabo com um chicote, um tipo com cabeça de vaca, um parto fora  do comum ou mesmo um senhor que quando acorda é uma senhora&#8230; E isto é apenas a parte convencional do filme.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4328"></span>A cinematografia é de constante claustrofobia e pânico, colocando o  cinéfilo desprotegido no meio de um desconfortável ambiente que nem o  final vem aliviar. Tal como em todos os seus filmes, Miike não filma em  cenários, usa sempre locais em que é só levar a câmara e disparar, com  pouco material. É assim que faz uns 5 ou 6 filmes por anos. O homem caga  filmes&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">É um filme não convencional, algo que faz parecer o cinema da David  Lynch filmecos para larilas. Mais do que um murro no estômago é uma  sucessão de duas horas de murros na cabeça, um espectáculo de  surrealismo violento, uma partitura de sangue e horror. A meu ver, é uma  obra prima.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando se fartarem de lamber o cu ao cinema de Hollywood e ficarem com aquela sensação de vazio e refluxo ácido, vejam este&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ARQUIVO</strong>: Publicado no cinemaxunga antigo a 18/12 de 2005</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4328" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/03/21/audition-aka-odishon-1999/" title="Audition aka Ôdishon (1999)">Audition aka Ôdishon (1999)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/01/18/videodrome-1983/" title="Videodrome (1983)">Videodrome (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/18/big-boob-butt-bangers-4-2003/" title="Big Boob Butt Bangers 4 (2003)">Big Boob Butt Bangers 4 (2003)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/09/the-man-from-earth-2007/" title="The Man from Earth (2007)">The Man from Earth (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/13/hobo-with-a-shotgun-2011/" title="Hobo with a Shotgun (2011)">Hobo with a Shotgun (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/01/2774/" title="4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos">4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Porky&#8217;s (1982)</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Feb 2011 15:47:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nenhum filme exemplifica com tanta fidelidade a violenta efervescência hormonal pós-puberdade como Porky&#8217;s. Ver este filme foi durante muitos anos ritual de iniciação do jovens imberbes ao fabuloso mundo do deboche que prometia um futuro radiante pleno de sexo sem fim à vista, tal manual de iniciação para saber como não agir numa casa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL2NpbmVtYXh1bmdhLm5ldC9ibG9nL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDExLzAyL3Bvcmt5cy5qcGc="><img class="aligncenter size-full wp-image-4233" title="porky's" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/porkys.jpg" alt="" width="425" height="266" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nenhum filme exemplifica com tanta fidelidade a violenta efervescência hormonal pós-puberdade como Porky&#8217;s. Ver este filme foi durante muitos anos ritual de iniciação do jovens imberbes ao fabuloso mundo do deboche que prometia um futuro radiante pleno de sexo sem fim à vista, tal manual de iniciação para saber como não agir numa casa de alterne e para gerir erecções involuntárias. Além disso servia como detector de receptividade sexual, uma vez que todas as gajas que se rissem das badalhoquices e que engolissem em seco durante as cenas mais eróticas eram garantidamente carne para canhão.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4228"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos, porém, associar este filme aos modernos filmes de ritual de passagem para adolescentes ou dizer que se trata do American Pie dos anos 80. Porky&#8217;s, visto agora com os olhos da desilusão de todas as promessas falhadas da adolescência, é um filme profundo, uma caracterização das dores do crescimento. Não se trata apenas de um grupo de amigos que se esforça de modo sobre-humano para obter serviços sexuais (grátis ou pagos), mas de uma gama completa de problemas relacionados com a agrura de entrar no mundo dos adultos. Temos violência doméstica, sexo e prostituição sem falsos moralismos, crime, abuso de poder e a omnipresente humilhação pública. Tudo embrulhado num filme que em nada tem a ver com a limpeza politicamente correcta dos filmes que nos apoquentam hoje em dia. É, digamos, divertidamente profundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por lá também se pode ver a pelagem púbica de Kim Cattrall, de um tempo anterior ao tempo, antes de ser aquela carcassa ninfomaníaca com tendência para a zoopoligamia, do tempo em ainda lubrificava naturalmente. Jovem, firme, inocente e, muito importante, de rabo ao léu. Rabo intocado ainda pela cruel ditadura do bisturi estético. Um belo rabinho, portanto!</p>
<p style="text-align: justify;">Curiosamente não me lembrava que o filme era passado nos anos 50. Além de um boa narrativa temos uma caracterização de época muito interessante, com toda uma indumentária rockabilly e os fabulosos carros. E com uns pequenos elementos multimédia vos deixo, na esperança que façam deste um mundo melhor ou que, pelo menos, não estraguem mais do que que está.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><object width="425" height="266"><param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/7-RwhYCtwAk?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="266" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/7-RwhYCtwAk?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Cá está, Kim Cattrall de rabo ao léu!</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4234" title="porkys2" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/porkys2.jpg" alt="" width="425" height="446" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4235" title="porkys3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2011/02/porkys3.jpg" alt="" width="425" height="461" /></p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4228" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/03/severance-2006/" title="Severance (2006)">Severance (2006)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/26/cobra-1986/" title="Cobra (1986)">Cobra (1986)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/21/d%c3%b8d-sn%c3%b8-2009/" title="Død snø (2009) ">Død snø (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/01/the-wicker-man-1973/" title="The Wicker Man (1973)">The Wicker Man (1973)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/15/adventureland-2009/" title="Adventureland (2009)">Adventureland (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/28/noite-escura-2004/" title="Noite Escura (2004) ">Noite Escura (2004) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/10/what-happens-in-vegas-2008/" title="What Happens In Vegas (2008) ">What Happens In Vegas (2008) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>The Wicker Man (1973)</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 23:54:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se é verdade que o estilo &#8220;blockbuster charlatão e untuoso&#8221; vive da contemporaneidade e do cutting edge tecnológico fazendo parecer velho um filme com dois anos, o mesmo não se pode aplicar a um filme que vive de narrativa e engenho criativo. É que antigamente também se escrevia. Usavam-se uns artefactos oblongos chamados &#8220;canetas&#8221; que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4008" title="thewickerman1973" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/thewickerman1973.jpg" alt="" width="425" height="243" /></p>
<p style="text-align: justify;">Se é verdade que o estilo &#8220;blockbuster charlatão e untuoso&#8221; vive da contemporaneidade e do cutting edge tecnológico fazendo parecer velho um filme com dois  anos, o mesmo não se pode aplicar a um filme que vive de narrativa e engenho criativo. É que antigamente também se escrevia. Usavam-se uns artefactos oblongos chamados &#8220;canetas&#8221; que estampavam caracteres directamente no papel sem necessidade de impressora. E escrevia-se com muita qualidade, por estranho que possa parecer. E que o digam os produtores da Hollywood actual, que conseguem simular virtualmente a vida, o universo e tudo mais, mas quando precisam de uma história que não envolva tiroteio despropositado e aniquilação de meia Nova Iorque  por entidades imaginárias têm que se virar para os argumentos de outrora, nem que seja para lhes fazer o downgrade de excelência para brainless action movie de tiroteio despropositado e aniquilação de meia Nova Iorque entidades imaginárias.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4007"></span>The Wicker Man é um fabuloso filme de 1973 que nos conta a história de um polícia escocês fortemente religioso que é enviado para uma comunidade insular para resolver o misterioso desaparecimento de uma menina. A forte mentalidade conservadora do polícia vai colidir com uma população de tradição pagã com raízes nos rituais pré-cristãos europeus.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma narrativa com uma ritmo evolutivo muito poderoso, que nos absorve por completo em direcção a um climax que faz parte já da cultura popular e que catapultou este Wicker Man para o estatuto de clássico. É um twist do tempo em que o twist era uma instituição. O ambiente é deliciosamente surreal, ainda mais vincado pela visão very british conservadora o personagem principal. É de tal modo apelativo que para o final do filme começamos a achar que o polícia é que é estranho por não ser bizarro como os outros. Destaque para um Cristopher Lee em grande forma no papel de vilão (palavra esta que tem que ser dita com sotaque brasileiro).</p>
<p style="text-align: justify;">Wicker Man propagou-se de tal modo pela cultura pop que existe hoje em dia um festival de Verão no local das filmagens chamado precisamente Wickerman Festival, dedicado a expressões musicais alternativas (e outras mais comerciais para atrair publico). Os próprios Iron Maiden têm uma música chamada Wicker Man inspirada neste filme. Além disso, cada vez que vejo dois ou três aldeões com riso malandro fico com arrepios de medo temendo a fatídica defunção do protagonista deste filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Há um remake de 2006 que nunca vi, mas uma pesquisa no YouTube por &#8220;Nicolas Cage Punches A Woman Whilst Wearing A Bear Suit&#8221; são um bom indicativo que saltar por cima deste remake é uma boa opção de vida.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=4007" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/09/19/sex-sells-the-making-of-touche-2005/" title="Sex Sells: The Making of Touche (2005) ">Sex Sells: The Making of Touche (2005) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/08/17/barbarella-1968/" title="Barbarella (1968) ">Barbarella (1968) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/28/noite-escura-2004/" title="Noite Escura (2004) ">Noite Escura (2004) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/10/what-happens-in-vegas-2008/" title="What Happens In Vegas (2008) ">What Happens In Vegas (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/03/thirst-2009-a-k-a-bakjwi/" title="Thirst (2009) a.k.a. Bakjwi">Thirst (2009) a.k.a. Bakjwi</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/15/dellamorte-dellamore-1994/" title="Dellamorte Dellamore (1994)">Dellamorte Dellamore (1994)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/14/chronicles-of-wormwood-banda-desenhada/" title="Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada">Chronicles of Wormwood &#8211; Banda Desenhada</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/09/house-of-wax-2005/" title="House of Wax (2005)">House of Wax (2005)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Machete (2010)</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Dec 2010 12:02:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4138" title="machete" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/machete_poster2.jpg" alt="" width="425" height="240" /></p>
<p style="text-align: justify;">Chega ao fim mais um ano. Na minha lista de rascunhos procurei algo que estivesse pendurado injustamente. Pesco este Machete que mantive em banho maria por demasiado tempo. Não posso dizer que Machete seja a minha paixoneta cinematográfica do ano porque sou uma pessoa com grande dificuldade em demonstrar entusiasmo ou qualquer estado emocional que requeira algum nível de euforia. Mas que Machete foi um belo filme de 2010, isso não podemos negar. Não será certamente uma mensagem inspiradora que possa criar benevolência e ondas universais de filantropia. Não. É apenas divertimento no seu estado mais puro. Mas atenção, não é divertimento para todos, é para quem o conseguir inserir no seu lugar. E também é o uso mais divertido de um intestino humano desde o Braindead de Peter Jackson em 1992 ou as filmagens de Tomás Taveira em 1989.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3870"></span>Para que se possa compreender Machete deve-se compreender primeiro o conceito de Grindhouse. Acho que já tinha abordado este assunto algumas vezes antes, mas na época de Internet em que toda a gente tem memória de passarinho nunca é demais realçar as coisas que queremos ver bem elucidadas. Ora portanto Grindhouse. Grindhouse é um termo impossível de compreender para um português ou outro qualquer habitante de um país fora dos Estados Unidos. Mas felizmente temos em Portugal a nossa própria versão de Grindhouse. Nos anos 80 e inícios dos anos 90 a indústria de distribuição de cinema era diferente do que é hoje. Havia dois tipos de salas de cinema. A primeira divisão, onde passavam as estreias e os filmes mais mainstream. Depois havia a segunda divisão que englobava as salas mais pequenas com filmes série B ou filmes mainstream com mais de 6 meses, as salas de bairro, o cinema itinerante de aldeia e as míticas salas de praia que ainda hoje persistem nalguns locais do país. Essa segunda divisão é o nosso Grindhouse. Normalmente sessão duplas, filmes que só eram exibidos um dia ou dois, cópias cortadas e mal tratadas, erros de projecção, cinematografias menos mediáticas, violência, terror e a sempre omnipresente pornografia depois da meia noite.</p>
<p style="text-align: justify;">É numa homenagem ao contexto descrito anteriormente que devemos ver Machete. Os elementos são desse tipo de cinema, os deliciosos detalhes copiados fielmente. Não se pode dizer que seja grande surpresa porque quem viu Planet Terror sabe que se há um mestre deste tipo de cinema, esse mestre é Robert Rodriguez. A fotografia, os planos, os clichés, as desnecessidades da violência gratuita, os goofs, os plot holes, o exagero, a preguiça narrativa contornada com acrobacias absurdas, sexo em barda de modo perfeitamente aleatório&#8230; Não falta nada aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o filme acaba e pensamos objectivamente no que acabamos de presenciar é impossível não pensar algo do género &#8220;<em>Como é que se consegue condensar tamanha quantidade de actores famosos, secundários de peso, argumento multithread em pouco mais de 90 minutos?</em>&#8220;. E de tal intensidade, fluxo de informação e passo acelerado que duas ou três visualizações extra não fazem mal a ninguém, com a vantagem de se descobrirem detalhes a cada vez que se (re-)vê. Danny Trejo vê-se assim, de repente, transformado num action hero de referência, num icon sexual do novo milénio e vem provar que quando é preciso matar e copular em larga escala sem perder de vista o objectivo da missão é necessário bem mais que uma carinha laroca.</p>
<p style="text-align: justify;">A galeria de actores é de uma beleza quase surreal. Não apenas na quantidade de nomes sonantes como no tipo de papel atípico que desempenham sob a batuta de Rodriguez (Eu também não gosto da metáfora da batuta, mas não me ocorreu mais nada que, sorry. Estão à vontade para destilar veneno nos comentários). Robert De Niro, irreconhecível político redneck vira-casacas com elevado instinto de sobrevivência. Jessica Alba, pouco mais que um belo rabo, cara laroca e uma boquinha marota, não me parece que tenha sido o casting ideal, mas como se trata de Grindhouse, passa&#8230; Steven Seagal, o mais denso cepo unidimensional no seu primeiro papel de bad guy. Priceless. Eu adorei-o pela primeira vez na vida. Aliás, deve ser o único filme com ele que vi mais de 3 minutos. Michelle Rodriguez como sempre muito bem no papel de bela musa da ultra-violência. Nem com um olho a menos perde piada. Ainda há lugar para Lindsay Lohan a fazer de si própria, Don Johnson também irreconhecível no papel de pulha genérico e toda uma gama de secundários de respeito.</p>
<p style="text-align: justify;">É também interessante este aspecto de  dualidade absoluta dos personagens. Ou são bons e justos ou demoníacos. Mais ou menos com num episódio de Knight Rider ou McGyver. Não há espaço para tons de cinzento no universo sangrento de massacre. Nas sábias palavras de Yoda &#8220;Do or do not, there is no try!&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Concluindo que já se faz tarde, devo dizer que não estamos perante uma evolução no cinema moderno. Não estamos perante a nova &#8220;Next Big Thing&#8221; de Hollywood. Clássico instantâneo. Estamos perante um filme que é imensamente divertido e que para ser consumido em toda a sua glória teria que ser visto no cinema da Praia de Monte Gordo a meio do mês de Agosto ou, em alternativa, numa cópia de uma cópia em VHS, com fotocópia da capa a preto e branco (modo econofast). Ou Beta. Beta não era mal.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom 2011 para todos e que, no mínimo, não vejamos a nossa vida a andar para trás. Amo-vos a todos como irmãos. E não falo daqueles irmãos que o meu pai deixou no ultramar e que nunca conheci, mas sim de irmãos verdadeiros que nos fazem a vida um pouco mais colorida. Não colorido no sentido gay da expressão, mas no sentido de ajuste de saturação de um TV ou um monitor descalibrado.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Scott Pilgrim vs. the World (2010)</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 23:31:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Correio dos leitores: Querido cinemaxunga, há uns tempos o meu marido pediu para lhe meter o dedo no ânus enquanto fazíamos amor e ele disse nunca ter tido um orgasmo tão intenso como nesse dia. Passados um dias pediu-me para ser mais audaz e uma coisa levou a outra e a semana passada os vizinhos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4015" title="scottpilgrim" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/11/scottpilgrim.jpg" alt="" width="425" height="212" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Correio dos leitores:</strong> Querido cinemaxunga, há uns tempos o meu marido pediu para lhe meter o dedo no ânus enquanto fazíamos amor e ele disse nunca ter tido um orgasmo tão intenso como nesse dia. Passados um dias pediu-me para ser mais audaz e uma coisa levou a outra e a semana passada os vizinhos chamaram a policia e levaram-nos o casal de contorcionistas vietnamitas especializados em casais, um anão malabarista, um touro mecânico de marca Virix com as extensões Falix 2 e GigaFalus, um conjunto de buttplugs com crina de cavalo em forma de monumentos nacionais e um pé de borracha com meia perna  (modelo realista Cristiano Ronaldo com 3 modos de vibração). Tivemos que passar a noite na prisão, coisa que não nos teria incomodado não fosse uma corrente de ar incómoda e persistente. Percebemos na altura que deviamos ter comprado os fatos em cabedal e em vez de PVC que deixa passar o frio. Tivesse trazido a chave das algemas e poderia ter ajudado o meu marido que se viu impedido de protestar devido a um bocal de bola asfixiante (com ventilação assistida, obrigatório pelas leis da UE) e coleira com trela que os polícias insistiram que mantivesse para as fotos. A minha dúvida é: vale a pena ir ver o Scott Pilgrim ao cinema? Ou devo esperar por um dengoso domingo à tarde na TVI?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4014"></span>Cara leitora, em primeiro lugar deixe lhe diga que não sou a pessoa indicada para a aconselhar neste campo, uma vez que não sou grande adepto de filmes com Michael Cera. Aliás, prefiro levar pontapés nas costelas a assistir filmes deste actor e não sou adepto de práticas sado-masoquista como vossa excelência. Não que eu despreze tal actividade, apenas nunca adquiri gosto pelas práticas, mesmo depois de várias tentativas que culminaram numa pelada púbica por combustão acidental.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas sendo eu adepto de bandas desenhadas pensei ser capaz de apreciar o filme com em toda a sua magnificência, apenas para perceber que na realidade sou mais velho do que penso porque já não acho piadas a filmes que façam demasiadas referências a videojogos ou ao Dragon Ball.</p>
<p style="text-align: justify;">Achei portanto o filme sensaborão e obsceno para os sentidos e tive realmente pena que o pequeno Scott Pilgrim não tivesse morrido prematuramente no decorrer da sua demanda. Senti muito mais empatia pelos 7 namorados maléficos, nomeadamente a lésbica que me provocou um ligeiro formigueiro no baixo ventre. Posso mesmo afirmar que o excesso de efeitos especiais e a falta de respeito pelas mais elementares leis da física me fizeram sentir um pouco mais queimado por dentro.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas se insiste em achar que é jovem e que o estilo de vida de fortes influências de um japão metropolitano e palpitar de mangas e piscadelas de olho recorrentes a hentai, então faça o favor de assistir a esta película mas não me venha depois foder o juízo que foi uma perda de tempo. Vaca!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PS: </strong>Apreciei as omnipresentes referências a Smashing Pumpkins, que Deus os tenha&#8230;</p>
<p><!--more--></p>
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		<title>Piranha (2010)</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Oct 2010 13:47:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para terem uma ideia do que vou falar neste post, imaginem a cena inicial de &#8220;Saving Private Ryan&#8221;, mas em vez de nazis a receberem os aliados teríamos piranhas mutantes assassinas sedentas de carne, esfomeadas, capazes de desfazer um ser humano em 23 segundos. Aliás, em vez de soldados aliados imaginem gajas em bikini. Bikini [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3885" title="piranha3d" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/10/piranha3d.jpg" alt="" width="425" height="206" /></p>
<p style="text-align: justify;">Para terem uma ideia do que vou falar neste post, imaginem a cena inicial de &#8220;Saving Private Ryan&#8221;, mas em vez de nazis a receberem os aliados teríamos piranhas mutantes assassinas sedentas de carne, esfomeadas, capazes de desfazer um ser humano em 23 segundos. Aliás, em vez de soldados aliados imaginem gajas em bikini. Bikini não, de maminhas ao léu e algumas com as reluzentes vaginas a receber directamente luz do sol. Metam umas pitadinhas de sexo, teenagers no cio, Elizabeth Shue (a MILF de serviço) rija como o aço&#8230; Mas a melhor razão para amar este filme é porque o James Cameron desaprovou. O dele (Piranha 2 de 1981) foi bem pior. Tem medo que dê mau nome ao 3D. Meus senhores, se o 3D tiver alguma utilidade, que duvido, é para ver gajas em pelota. Oscar, já!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3884"></span>Antes de continuar esta amena conversa de sábado à tarde, deixem-se só aqui enfiar um disclaimer à laia de &#8220;<em>Se não gostas de terror, gore, promiscuidade gratuita e conteúdos excessivamente sexualizados com nenhum intuito excepto, talvez, marketing, põe-te na alheta, ainda vais a tempo de ver o TOP + e aqueles programas que são a extensão das revistas cor-de-rosa em que as pessoas fingem ser felizes, não falam das dívidas nem das doenças venéreas que têm e só snifam coca quando desligam as câmaras.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">E desengane-se também quem achar que Piranha poderá ser o next big thing do cinema fantástico/terror, porque não é. Piranha é apenas uma elevada dose de diversão descontraída e brutais doses de desnecessária violência altamente surreal da escola de Eli  Roth. O estilo é delicioso e para quem não está familiarizado eu esquematizo muito rapidamente: é construída um cenário envolvendo um conjunto de pessoas num ambiente natural. Laços são criados, relações humanas nas suas mais diversas vertentes são talhadas. Uma situação imprevista floresce do nada e as prioridades mudam. Antes que os personagens se possam habituar à nova realidade, o realizador manda o argumento às urtigas e é sangue, tripas, morticínio e violência exagerada até ao final. As pessoas parecem ser feitas de papel reciclado ensopado em ketchup, tal a facilidade com que se desfazem. No fim não há final feliz, apenas um passo de matança acima do normal para um build up que pisca o olho à sequela, que em português se diz &#8220;continuação&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Tem lésbicas, o que é muito importante. Quem não gosta de lésbicas? Os homens adoram-nas e as mulheres heterosexuais que nunca provaram carpete passam a vida a imaginar como seria e numa situação de &#8220;<em>nunca ninguém irá saber</em>&#8221; + <em>álcool </em>aposto que nenhuma recusava uma prova oral no túnel do amor. Já que estamos num parágrafo de badalhoquice, há a acrescentar a cena mais aleatória e desnecessária alguma vez vista num filme, que é uma piranha a comer um pénis. No sentido literal, obviamente, porque no sentido figurado tenho a certeza que toda a gente já viu piranhas a comer pénis ou já viu mesmo o seu próprio pénis a ser comido por uma piranha. Isto para quem tem pénis, claro!</p>
<p style="text-align: justify;">Eu não o vi em 3D. Também não paguei por ele, confesso. Digamos que ganhei um voucher na net. Provavelmente em 3D terá sido de cortar os pulsos, porque além da irritação dos óculos, a sensação de desembolsar dois euros e tal pela &#8220;<em>Taxa de Tanso porque é em 3D</em>&#8221; é semelhante a uma ida não planeada a um urologista de dedos gordos.</p>
<p style="text-align: justify;">Garanto-vos não o sentido da vida nem uma saída fácil para as vidas miseráveis que vocês levam (que certamente merecem), mas hora e meia de diversão no estado mais puro, aquele tipo de cinema que temos orgulho em adorar só porque aquele atrasado do Público diz ser &#8220;para mentecaptos com problemas em crescer&#8221;, a mesma descrição que o namorado dele faz cada vez que lhe olha para a gaita.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais razões para gostarem deste filme? Ok, o primeiro gajo a morrer é, nada mais nada menos que, Richard Dreyfuss. Esse mesmo. O homem que deu luta feroz ao Tubarão em 1975 nem se aguentou 3 minutos na cena inicial com meia dúzia de piranhas. Mais? Ok, quem é o cientista louco deste filme? Exacto&#8230; Christopher Lloyd, o mesmo que não precisa de estradas para onde vai.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica um video ainda mais glorioso em que o elenco de Piranha apela a uma nomeação para o Oscar. Também tem gajas, mas estão vestidas.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="253" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ijamBpVeXlQ?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="253" src="http://www.youtube.com/v/ijamBpVeXlQ?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Salt (2010)</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 21:14:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu sou daqueles tristes que ainda não foi de férias, mesmo estando já o Verão a acabar. Ver entrar e sair gente radiante pelo &#8220;merecido descanso&#8221;, com aquela tez bronzeada e descontraída, ser obrigado a ouvir as suas soporíferas desventuras de veraneante são coisas que acumulam pressão. O entretenimento que nos chega nestas alturas acaba [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3707" title="salt" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/salt.jpg" alt="" width="425" height="189" /></p>
<p style="text-align: justify;">Eu sou daqueles tristes que ainda não foi de férias, mesmo estando já o Verão a acabar. Ver entrar e sair gente radiante pelo &#8220;merecido descanso&#8221;, com aquela tez bronzeada e descontraída, ser obrigado a ouvir as suas soporíferas desventuras de veraneante são coisas que acumulam pressão. O entretenimento que nos chega nestas alturas acaba por ser a última gota, o factor detonador da postura correcta, cívica e cordial. Salt, este filme de merda que hoje arrasto para aqui pelos cabelos, é o reflexo da Silly Season, a personificação da idiotice no mais improvável dos heróis, uma agente do FBI anorética de rabo liso com insuficiente volume hemofílico para manter a consciência  depois de um orgasmo, seja ele vaginal, anal, clitoriamente induzido ou à  bofetada.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3706"></span>Nunca fui adepto dos filmes de Jason Bourne. Vi o último no cinema numa daquelas idas em que parece haver apenas filmes de gaja e um de porrada, e passados 37 segundos já me tinha esquecido de tudo, excepto das náuseas provocadas pelo trabalho de câmara &#8220;na mão&#8221;. Os outros dois passavam no Hollywood enquanto eu os ignorava com tarefa mais relevantes como cortar as unhas dos pés ou alisar os pêlos púbicos para poder fazer o risco ao lado. E a ideia que me dá, assim de quem não passa de um leigo Bourne, é que este Salt é uma tentativa de inseminar uma trilogia ao estilo Bourne, mas com uma galdéria com constituição física incapaz de  suportar o seu próprio peso, e no entanto parece ser imparável para a  batatada. Sejam eles dois polícias de giro ou 3 batalhões de intervenção  blindados com suporte aéreo, submarino e espacial&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Escusado será dizer que detestei. Dizer o contrário seria mentir a mim próprio e às pessoas que mais importam, vós, os potenciais aprendizes de talhante que ainda não sentiram a vocação e que perdem tempo em cursos superiores incapazes de vos garantir credenciais para lavar pratos no Chimarrão.</p>
<p style="text-align: justify;">E a todos os haters que vão defender a Angelina Jolie com a famosa frase &#8220;Gostava de ver o teu caixote do lixo&#8221; só tenho uma coisa a dizer. Amem os vossos animais como amam os vossos irmãos, por trás!</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3706" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/04/resident-evil-afterlife-3d-2010/" title="Resident Evil: Afterlife 3D (2010)">Resident Evil: Afterlife 3D (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/22/top-5-filmes-famosos-que-nao-valem-uma-merda/" title="Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;">Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/20/jennifers-body-2009/" title="Jennifer&#8217;s Body (2009)">Jennifer&#8217;s Body (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/23/final-destination-4-2009/" title="Final Destination 4 (2009)">Final Destination 4 (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/10/31/hitman-2007/" title="Hitman (2007)">Hitman (2007)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/08/24/sucker-punch-2011/" title="Sucker Punch (2011)">Sucker Punch (2011)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/13/the-ward-2010/" title="The Ward (2010)">The Ward (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/31/machete-2010/" title="Machete (2010)">Machete (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/10/09/piranha-2010/" title="Piranha (2010)">Piranha (2010)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Inception (2010)</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 11:30:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3714" title="inception" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/inception.jpg" alt="" width="392" height="185" /></p>
<p style="text-align: justify;">Já dizia Freud &#8220;Ama a tua mãe como a ti mesmo&#8221;, ao criar a associação entre os sonhos e a masturbação. Os sonhos, esse mistério da mente humana, tão banais quanto complexos. Todos os temos e, convenhamos, todos os analisamos. Desde as fantasias eróticas às premonições apocalípticas, os sonhos são o terreno mais fértil da mente. Nem é preciso nenhuma aptidão intelectual nem esforço, pelo contrário, basta adormecer. Inception é uma visita guiada a este maravilhoso mundo, aos seus níveis e sub-niveis, à negação das leis da física e do vale tudo. Christopher Nolan, o ilusionista de Hollywood, é o homem indicado para nos demonstrar a dinâmica dos devaneios da mente humana e como piratear as nossas memórias mais preciosas. Spoilers em barda, ficam já avisados.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3712"></span>Christopher Nolan, mais do que um simples realizador, é um engenheiro cinematográfico. Não se limita viver na bolha do auto-culto à espera que os espectadores bebam da sua arte e a amem. Também não é propriamente um tarefeiro. O que ele faz é uma hábil mistura de cinema inteligente, narrativas com substância, personagens complexas e depois embrulha tudo em fogo de artificio, efeitos especiais e todos os clichés do cinema de acção para garantir a aderência entre todas as classes demográficas de público, desde o labrego tunning do Fiat Punto azul até ao paneleiro do Jornal de Notícias que usa abundantemente a expressão &#8220;sinergia criativa&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Tecnicamente é um filme a roçar a perfeição. Não sei se terá o mesmo efeito ao ser visto numa televisão, porque o excesso de efeitos especiais costuma resultar mal ao ser transposto para DVD. Fotografia personalizada para os vários níveis, montagem adaptada ao nível de confusão /perturbação de cada ponto e a vertente sonoro perfeitamente sincronizada com o resto. Fez-me lembrar Insomniac, filme também do próprio Nolan, onde ele usava a fotografia e os movimentos de câmara para passar ao cinéfilo a sensação de ter insónias profundas. Nolan sabe usar estes recursos sabiamente para ajudar a contar uma história, apesar de toda a estratégia de marketing do filme se basear pesadamente na parte dos efeitos especiais (além do Leonardo, claro!).</p>
<p style="text-align: justify;">Na realidade não se trata de um filme complexo, é apenas um filme com muito conceito a ser disparado rapidamente, basta apenas estar com atenção para perceber. A inclusão de matérias psicológicas e psiquiátricas relacionada com os sonhos ajuda a compreender o meio em que os nossos personagens se movem, sejam verdades científicas ou apenas palha psicossomática. Não sei, não sou psicólogo. Pensei nisso, mas em boa hora mudei de ideias. Bom, elementos psico-somáticos à parte, é uma bela maneira de passar duas horas e meia.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas Nolan não faz apenas um filme para ver e esquecer, nada disso. Da escola de J.J. Abrams pede emprestado o conceito que é criar ambiguidades, múltiplas interpretações. Criar um frenesim offscreen, mesmo depois do filme ter acabado. Neste caso ficam algumas dúvidas e as teorias florescem como cogumelos em mata fértil num dia de orvalho outonal. Será tudo apenas um sonho do personagem principal? A cena final é convenientemente ambígua. Mas não há resposta para essa questão, porque é essa a intenção. Certamente que uma segunda visualização invocará elementos novos, ricos em teorias novas para o esfomeado paranóico que há em cada um de nós. É assim que se cria um culto.</p>
<p style="text-align: justify;">Leonardo DiCaprio parece ter sido feito para este tipo de papéis. Amargurado pela vida, em constantes batalhas existenciais, esposa morta por sua culpa. Pensando bem poderíamos estar perante o mesmo personagem de Shutter Island e até, com algum jeitinho, perante a sequela desse mesmo filme.</p>
<p style="text-align: justify;">A inclusão dos fantasmas emocionais está muito boa. A esposa, sob a forma de virus, de inimigo. Os níveis de consciência, sonhos dentro de sonhos, são temáticas que aprecio. No entanto na profundidade dos sonhos não se espelham os conceitos psicológicos inerentes a esses mesmos estados. Era de prever alguma diferenciação de nível para nível, mas parecem ser apenas mais sonhos genéricos. Apesar de um parecer um bocado fora de contexto, apreciei o nível da neve. Uma mistura do ambiente &#8220;Empire Strikes Back&#8221; com o raide rebelde de &#8220;Return of the Jedi&#8221; sem Ewoks.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas há coisas que não apreciei.O limbo! Um espaço de consciência partilhado? Não!!!&#8230; Daqui até ao esoterismo, misticismo e teorias New Age é um saltinho irritante. O uso abusivo de tiroteios, explosões e violência desnecessária demonstra que a única maneira de Nolan conseguir criar este filme foi ceder nesse campo e tornar o filme mais apetecível comercialmente com &#8220;tiros, bombas e murros nas trombas&#8221;. É perfeitamente idiota a segurança dos sonhos sob a forma de um exército particular. Além disso o revivalismo de Matrix também me deixou particularmente excitado.</p>
<p style="text-align: justify;">Provavelmente haveria muito mais para dizer, porque este filme merece uma abordagem mais profundo do que o habitual. Ou talvez seja essa a ilusão que Nolan criou e Inception seja na realidade um filme banal untado em banha de porco para dar um efeito mais profundo. Só uma segunda visualização no canal Hollywood daqui a 4 anos poderá decidir esta contenda. Até lá que não nos doam os dente&#8230;</p>
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		<title>Rambo III (1988)</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 09:19:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No final dos anos 80 esperava-se ardentemente o tomo 3 da saga Rambo. Era uma ideia que nos dissolvia o cérebro por dentro, não nos deixava raciocinar para além da expectativa da matança anunciada que se aproximava, qual profecia divina. O Escolhido iria mais uma vez salvar os oprimidos naquele que seria, indubitavelmente, o maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3560" title="rambo3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/07/rambo3.jpg" alt="" width="425" height="335" /></p>
<p style="text-align: justify;">No final dos anos 80 esperava-se ardentemente o tomo 3 da saga Rambo. Era uma ideia que nos dissolvia o cérebro por dentro, não nos deixava raciocinar para além da expectativa da matança anunciada que se aproximava, qual profecia divina. O Escolhido iria mais uma vez salvar os oprimidos naquele que seria, indubitavelmente, o maior banho de sangue da História. Eu e o Zé fizemos uma jura de sangue que iríamos ver o filme juntos, mal estreasse. Para nós não havia muita coisa sagrada. Trocava-mos os livros do Patinhas, os discos de vinil (excepto o Master of Puppets e o Number of the Beast) e até as namoradas podiam ser emprestadas se tal fosse necessário. Mas as promessas de sangue eram para cumprir e se envolvessem o Rambo pior ainda. Mas nesse malfadado Verão, consumido por uma desejo incontrolável, fui ver o filme na primeira oportunidade que tive, sozinho, sem o Zé. A sombra da traição ainda hoje me persegue, como um nuvem do Apocalipse que ainda hoje me provoca um ligeiro desconforto a cada vez que vejo o Rambo 3.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3559"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Rambo 3 é de uma narrativa tão simplista como qualquer outro Rambo. O argumento resume-se apenas a criar uma desculpa para a matança. Mas ao contrário dos filmes actuais, os Rambos têm sempre um mensagem política bastante forte. Rambo não mata por matar. Desta vez Rambo aterra no Afeganistão para salvar o seu mentor. Pelo caminho tropeça numa guerra que não é a sua, entre a União Soviética e os Mujahedins afegãos, e faz justiça pelas suas próprias mãos num festim apoteótico de carnificina e destruição. Acaba por ser considerado como local people pela sua bravura em combate em defesa de um povo nobre e corajoso. E desta vez Rambo não ama, só mata!</p>
<p style="text-align: justify;">O que me chamou a atenção da última vez que vi este filme foi a constatação, vinte e tal anos depois, de como as coisas mudaram. Neste momento poder-se-ia fazer o exacto mesmo filme, mas trocar os russos por americanos. Os Mujahedins são neste século a raiz de todo o mal, e os americanos andam por lá também a tentar acabar com eles. Ironia das ironias.Mas se o exército americano visse o V for Vendetta veria o problema com outra clareza, é facil matar os homens, é impossível matar uma causa ou um conceito. [<em>Violinos</em>]</p>
<p style="text-align: justify;">Por toda a blogosfera começam a aparecer as crianças dos anos 80 a defender Rambo, o seu herói de infância. Não foi fácil. Já todos nós,cinéfilos, negamos o seu nome numa ou outra ocasião, em alturas em que eramos menos maduros, alturas em que boa cinematografia era incompatível com Rambo. Alturas em que tentámos projectar a nossa personalidade cinéfila arthouse/ indie/ qualquer coisa que impressione gajas. Mas essa puberdade cinematográfica acaba por passar e temos que admitir quem realmente somos, daquilo que gostámos e gostamos. Afinal um bom filme é aquele que nos dá prazer ver, não é o que aquele atrasado mental do Público que também vai falar à SIC  Notícias diz ser um &#8220;<em>apogeu da modernidade sintética, das banalidades mundanas da supremacia ostensivamente bucólica de uma realidade libertina e, convenhamos, fortemente sexualizada</em>&#8221; (a0 falar do Roccos True Anal Stories 14).</p>
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		<title>Hot Tub Time Machine (2010)</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 21:15:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3505" title="httm" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/07/httm.jpg" alt="" width="425" height="224" /></p>
<p style="text-align: justify;">Fazer um filme de viagens no tempo é mais complicado do que pode parecer à primeira vista. A maior parte do argumento é fácil. Alguém do presente vai para o passado e vive tropelias relacionadas com o anacronismo inerente à própria situação ou vice versa. O mais complicado é mecanismo narrativo que impulsiona essa mudança. Tem que ser o mais realista possível, tendo em conta que ainda não há viagens no tempo. Um exemplo é Back To The Future. 1, 21 Gigawatts de energia e um capacitador de fluxo serviram para vender a viagem aos cinéfilos. Há também a maneira preguiçosa de mandar a lógica às urtigas e usar o objecto que está mais à mão, porque isso de ciências e físicas é extremamente aborrecido. Neste caso foi um jacuzzi, podia ser um garrafão de 5 litros de vinho tinto, um garfo ou meio leitão da Bairrada. E sim, eu também gostei da cena da gajas das mamas que mostro aqui na imagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3498"></span>Posto de parte esta incómodo menor que são os princípios físicos da viagem no tempo, eis que os nossos personagens são transportados para os anos 80, para uma altura em que viveram o pico da sua juventude. E eis mais um problema com que detectado ultimamente: os anos 80 nos filmes e na cultura popular&#8230; Em primeiro lugar deixem-me que vos diga que vivi os anos 80. Tinha entre 7 e 17 anos nessa década, perdi a minha virgindade, comprei vinil e gravei cassetes. Não tinha um Walkman porque era caro. Tinha uma imitação com um som reles. Tinha um ZX Spectrum e um pressão de ar com a qual matava animais de pequeno porte.  Comprei aquele que é até à data o melhor album de todos os tempos (Master of Puppets) e participei numa queimada de discos de Rod Stewart e Julio Iglesias. Bem, estão a perceber onde quero chegar com isto.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema dos anos 80 nos filmes recentes é que tendem a condensar todos os icons dessa década em pequenas fracções de filme. Por exemplo, neste Hot Tub Time Machine há uma cena quando eles chegam ao passado e entram num bar em que durante 5 minutos se condensam todos as imagens iconográficas dos anos 80, todos os clichés e tudo aquilo que se convencionou associar aos 80s. Muitas dessas coisas eram exclusivas dos videoclips, mas com o esquecer dos tempos foram sendo coladas à própria realidade. Daí para a frente deixei de percepcionar o filme como uma obra de ficção plausível, ainda que cómica e ainda que tenha uma viagem no tempo, e percebi que se tratava de um sketch do Saturday Night Live. Um sketch longo, com 100 minutos, em que todos os momentos são criados para parodiar a situação em que os personagens se encontram em vez de se concentrar no filme como um todo.</p>
<p style="text-align: justify;">Será, portanto, um filme de memória de peixe, feito para ser apresentado em aviões ou em locais em que as pessoas vão fazendo mais coisas e não se possam dedicar em exclusivo a ver o filme. Um stoner movie para os stoners do princípio dos anos 90, aqueles que ficaram eternamente presos nos tempos de Wayne&#8217;s World, Bill and Ted. Atenção que esses são filmes que gosto e que admiro, mas têm que ser contextualizados à época em que saíram.</p>
<p style="text-align: justify;">Posta de parte a hipótese de uma narrativa minimamente interessante resta-nos esperar que o humor tenha realmente piada, como é o seu significado no dicionário. Não, sem piada. Poderia ter se alguém tivesse o bom senso de o ter tornado menos previsível. Porque previsibilidade temos nós. E em barda. Os personagens que se odeiam e no final tornam-se grandes amigos, o monte de merda detestável que se redime, o sermão moralmente aceite do ponto de vista judaico-cristão no final e os romances a martelo para não desmoralizar as gajas.</p>
<p style="text-align: justify;">De notar a presença sempre irritante dos Poison e dos Motley Crue, bandas que me invadem os pesadelos ainda hoje. Um bem haja para o par de mamas da cena que vos mostro em cima. Fossem elas duplicadas em formato almofada e a esta hora estava eu numa loja de atoalhados de cartão de crédito na mão a gritar voz alta &#8220;Dê-me três!&#8230;&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3508" title="httm3" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/07/httm3.jpg" alt="" width="425" height="284" /></p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3498" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/22/top-5-filmes-famosos-que-nao-valem-uma-merda/" title="Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;">Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/10/what-happens-in-vegas-2008/" title="What Happens In Vegas (2008) ">What Happens In Vegas (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/26/cobra-1986/" title="Cobra (1986)">Cobra (1986)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/20/loose-screws-1985/" title="Loose Screws (1985)">Loose Screws (1985)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/04/05/o-anel-de-noivado/" title="O Anel de Noivado">O Anel de Noivado</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/12/29/the-adventures-of-buckaroo-banzai-across-the-8th-dimension-1984/" title="The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)">The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/11/09/macgruber-2010/" title="MacGruber (2010) ">MacGruber (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/08/31/salt-2010/" title="Salt (2010)">Salt (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/08/cop-out-2010/" title="Cop Out (2010) ">Cop Out (2010) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Extract (2009)</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 23:02:47 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3492" title="extract" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/07/extract.jpg" alt="" width="425" height="227" /></p>
<p style="text-align: justify;">Não há para um homem nada mais aterrador do que uma ameaça à integridade dos seus testículos. É como um piano invisível permanentemente suspenso sobre a cabeça que nos pode aniquilar a masculinidade numa fracção de segundo. Sejam entalados numa porta, mordidos por uma amante furiosa ou por falta de controlo das suas capacidades recém adquiridas dominatrix, um acidente de pesca ou resultado de uma aposta numa corrida de galgos. O certo é que nenhum homem pode dar os seus tomates como garantidos. Extract é provavelmente o único filme que vi em que o assunto de uma perda testicular é tratado com a dignidade que merece. Infelizmente este poderá ser o seu único ponto positivo, o que não é lá grande tópico para lhe enobrecer o currículo.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3483"></span>Mike Judge é o realizador de Extract. Mestre todo poderoso dos céus, da terra e dos planos existenciais intermédios, Mike Judge inventou aqueles que são ainda os meus ídolos no que diz respeito à critica musical: Beavis and Butthead. Também realizou Idiocracy, uma obra que pode muito bem explicar o falhanço que a raça humana irá sofrer brevemente devido à sua gradual estupidificação. O filme poderia ter sido melhor conseguido, mas a autoria da teoria ninguém lha tira.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Extract Judge tenta criar uma comédia em cozedura lenta acerca de um empresário que pretende despachar a sua enfadonha esposa para poder ter novamente a adrenalina de um engate com uma jovem provocadora destruidora de lares. Mas de tão lento ser o lume e em tantas direcções alastrar, ficamos na mão com uma quase não-história, o preço que se paga quando a falta de timing atropela o enriquecimento de personagens. Quando os personagens estão ricamente criados, acaba o filme sem ter tempo de entrar numa narrativa absorvente.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos também elementos completamente aleatórios, quase surreais, que dão uma cor ao filme, elementos esses que são os únicos responsáveis por remover este filme do caixote fétido das comédias românticas, mais conhecidos como &#8220;filmes de gaja&#8221;. Um Gene Simmons, baixista e vocalista dos KISS, a interpretar um sui generis advogado com um fetiche especial para os acidentes testiculares e a presença sempre agradável de uma banda de Death Metal melódico. Por outro lado Ben Affleck infesta todos os frames em que aparece como um estirpe mais mortífera de Ébola.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, é a vida. Ganham-se umas, perdem-se outras. O excesso de música country não ajuda. Salva-se, além dos dilemas testiculares e do Death Metal melódico, a presença quase obrigatória nos tempos que correm da sublime Mila Kunis, cujo próprio nome envoca vários tipos de perversão sexual e um sorriso capaz de levantar o martelo a um morto.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-3495  aligncenter" title="milakunis" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/07/milakunis.jpg" alt="" width="420" height="768" /></p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3483" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/15/adventureland-2009/" title="Adventureland (2009)">Adventureland (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/20/jennifers-body-2009/" title="Jennifer&#8217;s Body (2009)">Jennifer&#8217;s Body (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/22/top-5-filmes-famosos-que-nao-valem-uma-merda/" title="Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;">Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/04/geracao-%e2%80%9cborra-picas%e2%80%9d-cidade-despida/" title="Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida ">Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/28/noite-escura-2004/" title="Noite Escura (2004) ">Noite Escura (2004) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/22/the-imaginarium-of-doctor-parnassus-2009/" title="The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009)">The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/13/the-invention-of-lying-2009/" title="The Invention of Lying (2009) ">The Invention of Lying (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/10/what-happens-in-vegas-2008/" title="What Happens In Vegas (2008) ">What Happens In Vegas (2008) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Idioterne (1998)</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 13:59:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando um cinéfilo inexperiente cataloga uma obra como sendo um &#8220;filme marado&#8221; é porque não conseguiu encontrar no seu saco de clichés americanos algo com que o comparar. &#8220;Marado&#8221; é adjectivo que realça a não convencionalidade da obra, sendo que esta característica poderá ser uma coisa boa ou má. Há o &#8220;marado&#8221; saudável e imaginativo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3470" title="idiotern" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/idiotern.jpg" alt="" width="425" height="213" /></p>
<p style="text-align: justify;">Quando um cinéfilo inexperiente cataloga uma obra como sendo um &#8220;filme marado&#8221; é porque não conseguiu encontrar no seu saco de clichés americanos algo com que o comparar. &#8220;Marado&#8221; é adjectivo que realça a não convencionalidade da obra, sendo que esta característica poderá ser uma coisa boa ou má. Há o &#8220;marado&#8221; saudável e imaginativo de Terry Gilliam, o &#8220;marado&#8221; deliciosamente pérfido, herege e debochado de John Waters e Cronenberg, o &#8220;marado&#8221; que escreve nonsense surreal e depois diz que há um significado que só ele conhece de David Lynch. Temos ainda os japoneses encabeçados pelo sociopata Takashi Miike ou mesmo o centenário  alucinogénico supertuga Manoel de Oliveira. E depois há Idiotern de Lars Von Trier, um filme que desafia qualquer catalogação, o marado dos marados, uma delicia de filme que amamos odiar.</p>
<p><span id="more-3469"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos falar deste filme sem antes falar no Dogma 95, que é uma manifesto criado por Thomas Vinterberg e Lars von Trier com um conjunto de regras e códigos de conduta sob os quais se devem fazer filmes que queiram ser acreditados com o selo &#8220;Dogma 95&#8243;, alegada garantia de pureza cinematográfica. Entre outras características, este filmes devem filmados em locais reais (sem adereços nem cenários), o som tem que ser directo sem pós-produção nem sobreposições, tem que ser em tempo real, sem uso a tecnologia para criar efeito, sem manhas narrativas, etc. Procurem na google que há lá muito quem explique melhor. Assim acabamos por ter filmes muito crus, emocionalmente intensos e desconfortáveis e na maior parte das vezes secas monumentais. O que não é o caso deste, note-se.</p>
<p>Idioterne (The Idiots no no seu título internacional) conta-nos a história de um grupo de amigos que abandonam todos as regras e protocolos sociais para se deixarem tomar pela selvajaria primordial, sem se preocuparem com convenções e obedecendo apenas ao seu córtex límbico e ao cerebelo, naquelas que são as necessidades básicas para garantir a sobrevivência e procriação. Em público fazem-se passar por um grupo de deficientes mentais, mesmo com a própria família, e em privado é o deboche mais completo. Sim, este filme tem cenas de sexo explícito, bastante audazes dentro do género.</p>
<p>Fortemente emocional como é apanágio de Lars Von Trier, o filme vai carregando no tom ao longo do tempo, até que se torna quase insuportável para o final. A densidade de desconforto é tão alta que nos sentimos envergonhados, decepcionados, tristes e deprimidos. E como todos sabemos, nos dias que correm esta é uma característica de se lhe tirar o chapéu.</p>
<p>Como</p>
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		<title>Top 5 &#8220;filmes famosos que não valem uma merda&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 23:06:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos nós temos que lidar com a existência de filmes no nosso plano dimensional que só por si justificamo fim da liberdade de expressão. Tudo bem, desde que não sejamos importunados por eles. Mas isso era antes. Antes de haver 1382 canais de TV e video on demands e infernais quantidades de conteúdo semelhante a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Todos nós temos que lidar com a existência de filmes no nosso plano dimensional que só por si justificamo fim da liberdade de expressão. Tudo bem, desde que não sejamos importunados por eles. Mas isso era antes. Antes de haver 1382 canais de TV e video on demands e infernais quantidades de conteúdo semelhante a uma lixeira a céu aberto que ejacula milhares de horas de programação de inenarrável fedor para dentro dos nossos lares sem pedir permissão. Elaborei uma lista de 5 desses filmes que toda a gente adora, mas que nos fazem secretamente sentir a gonorreia de mil leprosos a cada vez que os apanhamos num zapping.</p>
<p>5. Pretty Woman (1990)</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3460" title="prettywoman" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/prettywoman.jpg" alt="" width="425" height="161" /></p>
<p style="text-align: justify;">Um principe encantado dos tempos modernos enamora-se por uma prostituta de rua depois de ter pago uma fortuna para não lhe tocar sequer. Nem uma mamada ou um dedinho curioso&#8230; Nada. Quando penso em putas de rua, daquelas que atacam à noite nas avenidas escuras das grandes cidades só me vem à cabeça o seguinte: herpes, gonorreia, sida, cocaína, heroína, toxicodependência, alcoolismo, dentes todos podres, hálito a cadáveres em decomposição desde 1996 e mais três tipos de Sida (daquela que corrói o latex). Daí a dificuldade que tenho em assimilar aquele argumento.</p>
<p><span id="more-3459"></span>4. Lost in Translation (2003)</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3461" title="lostintranslation" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/lostintranslation.jpg" alt="" width="425" height="151" /></p>
<p style="text-align: justify;">Uma Scarlett Johansson enjoada com uma vontade enorme de cometer adultério é apenas tolerada pela presença dos seus formidáveis seios. Bill Murray aprecia a sua companhia e tem imensa pena que ela não tenha completado recentemente o seu 12º aniversário. Um filme ideal para trintonas que julgam ver ali a sua história de vida por nunca estarem satisfeitas com a sua situação actual, mesmo que essa situação seja tudo aquilo que sempre desejaram nos últimos 29 anos. Um filme que tem os seus dotes mas que para o fim se arrasta, gordo e demasiado inflado, que se leva demasiado a sério por uma falta de sentido de humor crónica de Sofia Coppola, que terá escutado atentamente as directivas do seu papá, segundo as quais as comédias nunca ganham oscares. Mas há uma coisa que não podemos negar: quem não gosta de ver japoneses a fazer palermices?</p>
<p>3. The Passion Of The Christ (2004)</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3462" title="passionofthechrist" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/passionofthechrist.jpg" alt="" width="425" height="126" /></p>
<p style="text-align: justify;">Um filme gore, sangue, tripas, matança e carnificina de que não há memória no cinema mainstream e que leva exércitos de velhas  clérigos, sacristões e sodomitas em geral aos cinemas não é natural. Excepto se servir para criar uma panela de pressão de ódio contra aqueles que são responsáveis pelos maiores problemas da humanidade, incluindo o massacre do próprio Messias, o filho de Deus na Terra: os Judeus. Isto, claro, segundo a visão alcoólica e tremida de um Mel Gibson que em tempos teve imensa piada a chacinar tribos de canibais motoqueiros nos desertos de uma Austrália pós-apocalíptica. Argumento: Jesus Cristo é preso e barbaramente torturado durante 90 minutos sem razão aparente. Para breve a sequela: The Revenge of The Christ.</p>
<p>2. Home Alone  (1990)</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3463" title="homealone" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/homealone.jpg" alt="" width="425" height="138" /></p>
<p style="text-align: justify;">Um filme pode ter imensa piada. Mas à 12356ª vez começa a perder algum interesse. Nem sei bem o que se passa neste filme. Mas todos os santos domingos à tarde lá estão aqueles 2 atrasados mentais a apanhar com latas na cabeça e escorregar para cima de um chão coberto de pregos, enquanto uma criança com problemas emocionais alienado pelos próprios pais e família ri desenfreadamente apesar de ter sido deixado ao mais bárbaro abandono por uns pais mais interessados em laró do que no bem estar dos seus filhos.Um filme que não poderia ser rodado actualmente porque uma narrativa que tem como personagens centrais dois homens adultos e uma criança fechada dentro de uma casa invoca invariavelmente para um imaginário de enrabanço.</p>
<p>1. Titanic (1997)</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3464" title="titanic" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/titanic.jpg" alt="" width="425" height="134" /></p>
<p style="text-align: justify;">Não sei o que será pior. Se o enfado de passar 3 horas da mais pura claustrofobia a ver um romance tirado da Revista Maria que desenrola lentamente na direcção de um final justo, se a banda sonora da mais pirosa das cantoras pop de todos os tempos. Titanic roubou-nos a todos um pedaço importante da nossa vida, 3 horas de vida que poderiam ser a diferença entre uma vida banal e o sucesso. Do que mais me lembro de quando fui ver o filme em 97 foi o desconforto provocado pelas cadeiras, como se se tratasse de uma viagem de barco para a Austrália sem dormir. Um Leonard DiCaprio que só apetece esbofetear e aquela meia hora que realmente interessa a soar demasiado postiça, quando o digitech ainda parecia Lego. Um filme molengão, dengoso, fútil e idiota. James Cameron sabe marketing como ninguém. Um filme onde idosos, senhoras e crianças morrem violentamente afogadas no frígido Atlantico Norte, mas que a censura americana obrigou a cortar uma cena onde 4 pobres cachorrinhos perdiam a vida ao cairem ao mar. Isto diz tudo acerca de uma civilização. Agora sim, o Armagedão será bem vindo. Não o de Michael Bay, o outro&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOTA</strong>: Não tenho visto filmes novos ultimamente, sorry! Comam palha que vos faz bem&#8230;</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3459" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/20/jennifers-body-2009/" title="Jennifer&#8217;s Body (2009)">Jennifer&#8217;s Body (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/23/final-destination-4-2009/" title="Final Destination 4 (2009)">Final Destination 4 (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/05/04/o-contrato-2009/" title="O Contrato (2009)">O Contrato (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/08/31/salt-2010/" title="Salt (2010)">Salt (2010)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/06/28/defendor-2009/" title="Defendor (2009) ">Defendor (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/15/dot-com-2007/" title="Dot.com (2007) ">Dot.com (2007) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/10/what-happens-in-vegas-2008/" title="What Happens In Vegas (2008) ">What Happens In Vegas (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/02/03/carriers-2009/" title="Carriers (2009)">Carriers (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/07/gigantic-2008/" title="Gigantic (2008)">Gigantic (2008)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Adventureland (2009)</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jun 2010 16:29:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Se para muitos ela é apenas uma actriz de semblante equídeo com a elegância de uma vaca trucidada três vezes no mesmo dia por comboios diferentes, para outros ela é a musa dos vampiros de Twilight. Feia, escancarada e com o carisma de uma pá de valar, é certo, mas capaz de atrair público com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3453" title="adventureland" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/adventureland.jpg" alt="" width="425" height="243" /></p>
<p style="text-align: justify;">Se para muitos ela é apenas uma actriz de semblante equídeo com a elegância de uma vaca trucidada três vezes no mesmo dia por comboios diferentes, para outros ela é a musa dos vampiros de Twilight. Feia, escancarada e com o carisma de uma pá de valar, é certo, mas capaz de atrair público com dificuldade de compreender enredos com complexidade superior aos Irmãos Koala. Esta galdéria drogada fortemente viciada em pílulas do dia seguinte e relaxantes musculares também faz outros filmes que não sejam da saga Twilight. Ironia das ironias, acabamos por ter em Adventureland um filme não muito mau, o típico <em>indie teen </em>existencialista, que não sendo original também não provoca o vómito compulsivo.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3381"></span>Adventureland é um filme que vive de uma situação bastante visitada pelo cinema americano. Um verão na vida de um teenager, normalmente quando acaba o liceu, em que a estabilidade e previsibilidade da adolescência acaba e os personagens preparam-se para enfrentar o fantástico mundo da independência, das crises existenciais e as paixões mais profundas (leia-se: passar do escarafunchar com o dedo ao molhar o pincel). Normalmente começa-se com uma visão do mundo e no final a perspectiva dos jovens perante a vida muda completamente. Neste caso é um emprego de Verão num parque de diversões que muda para sempre a vida destes putos. Quem viveu os anos 80 com consciência dos seus actos deverá certamente recordar-se de Verano Azul, com uma trama semelhante, mas em versão TV.</p>
<p style="text-align: justify;">Para cada filme cada momento, depende da companhia, da disposição. Depende do dia que passou ou do dia que vai chegar. Mas quando pretendo ver algo leve, normalmente recorro ao independente americano que é sempre agradável e simpático. Não nos muda a orientação política ou sexual, apesar de alguns me darem vontade de me converter aos lesbianismo. Mas temos aqui o exemplo de um filme que se equilibra delicadamente num ponto muito bem definido que é&#8230; bem, é o indie pós-sundance. Aquele que é patrocinado pelos grandes estúdios às escondidas, dos diálogos inverosimilmente elaborados, perfeitos, raciocínio rápido e fulminante. Não é como na vida real, pelo menos no meu caso. Quando passo por alguém digo sempre &#8220;Bom dia&#8221; (seja manhã, tarde ou noite) e quando me encontro com alguém que acabou de perder um ente querido pergunto sempre &#8220;Tudo bem?&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Recomendo para ver com a gaja, uma alternativa saudável ao filme de gaja e se for bem metido elas nem sabem que foram ludibriadas a ver um filme com mais um pouco de conteúdo do que a Jennifer Lopez a empinar a peida e a queixar-se da solidão ao seu melhor amigo, que na realidade é o seu principe encantado, coisa que ela só percebe quando ele corre atrás dela no aeroporto no momento em que ela se prepara para abandonar para sempre a sua presença.</p>
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3381" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/22/the-imaginarium-of-doctor-parnassus-2009/" title="The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009)">The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/13/the-invention-of-lying-2009/" title="The Invention of Lying (2009) ">The Invention of Lying (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/01/04/500-days-of-summer-2009/" title="(500) Days of Summer (2009) ">(500) Days of Summer (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/06/hot-tub-time-machine-2010/" title="Hot Tub Time Machine (2010) ">Hot Tub Time Machine (2010) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/02/extract-2009/" title="Extract (2009) ">Extract (2009) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/04/20/jennifers-body-2009/" title="Jennifer&#8217;s Body (2009)">Jennifer&#8217;s Body (2009)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/10/what-happens-in-vegas-2008/" title="What Happens In Vegas (2008) ">What Happens In Vegas (2008) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/07/ninja-iii-the-domination-1984/" title="Ninja III: The Domination (1984) ">Ninja III: The Domination (1984) </a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/04/frequently-asked-questions-about-time-travel-2009/" title="Frequently Asked Questions About Time Travel (2009) ">Frequently Asked Questions About Time Travel (2009) </a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Geração “Borra Piças” &#8211; Cidade Despida</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 22:24:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É triste, tão triste que a cada vez que a industria televisiva (e cinematográfica) queira fazer um produto diferente para as massas recorra a clichés americanos para encher uma hora de puro lixo, criando um produto que em nada se identifica com a realidade portuguesa e que mais parece aquelas brincadeiras que os putos fazem [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;">É triste, tão triste que a cada vez que a industria televisiva (e cinematográfica) queira fazer um produto diferente para as massas recorra a clichés americanos para encher uma hora de puro lixo, criando um produto que em nada se identifica com a realidade portuguesa e que mais parece aquelas brincadeiras que os putos fazem quando compram câmaras de filmar, só que com melhores meios e menos criatividade. Aqui temos um produto que nos fala de um serial killer (rir!) e de uma detective toda MILF que anda agachada em edificios abandonados de arma em riste e faz piruetas de carro em perseguições a canalhada criminosa em fuga. E no final de tudo, depois de muitos minutos de risadas involuntárias eis que compreendemos que estamos no mesmo ponto onde estávamos há 30 anos atrás. Apesar dos meios, da tecnologia e do talento, porque há talento em Portugal, levamos com um versão reciclada, recauchutada, mais colorida da Vila Faia original, só que desta vez há menos pessoas de bigode.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3411"></span>Note-se também o desplante da RTP para anunciar aos 4 ventos que é a primeira série em HD da história da programação nacional, como se isso fosse sinónimo de qualidade. A culpa não é da RTP, é dos media em geral que dão uma ideia que tudo o que é em HD é bom, basta ser em HD e é uma doideira. Como há uma década atrás, em que bastava ser em DVD e era orgásmico, fabuloso e mágico. Porque tinha comentários, línguas diferentes e legendas em 230 línguas, incluindo Swaili. O HD é igualmente merdoso, mas com mais detalhe. Não me interpretem mal, sou grande apologista do HD, mas puta que os pariu a todos com essa analogia do HD = qualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Para contornar a má fama que as produções portuguesas costumam ter, de lentas e paradas, a opção artística passou por fazer movimentos constantes de câmara, como no 24. Tentar imitar aquele estilo de documentário de câmara na mão ou imergir o espectador dentro da acção. Mas se em 24 temos profissionais que calculam cada movimento, aqui parece que a série foi filmada de dentro de um barco a descer as cataratas do Niagara. Outra irritante característica é o tom de voz da Catarina, num tom de pivot de telejornal.</p>
<p style="text-align: justify;">Será Catarina Furtado sido uma boa opção de casting? Assim tão vestida não sei responder. Tinha a esperança de lhe ver, pelo menos, as mamas. Cidade Despida + Catarina Furtado&#8230; Mas não. Ou talvez. Porque eu só vi um episódio, o primeiro. Mas cheguei à triste conclusão de que passaria uma hora mais divertida aparando os pêlos do escroto com um corta-unhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho preparado um guião em que escolheria a Catarina Furtado como actriz principal, talvez o publique ainda esta semana.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Sex and the City? Nem com um pau de 5 metros</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 20:38:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Não, não vi ainda Sex and the City 2. Nem sequer vi o primeiro. E se disser que vi três episódios completos devo pecar por excesso. E a razão pela qual eu estou disposto a fazer um post baseado maioritariamente em preconceito é o facto de não gostar de filmes protagonizados por transsexuais. Mas não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3404" title="sarah-jessica-parker" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/sarah-jessica-parker.jpg" alt="" width="425" height="254" /></p>
<p style="text-align: justify;">Não, não vi ainda Sex and the City 2. Nem sequer vi o primeiro. E se disser que vi três episódios completos devo pecar por excesso. E a razão pela qual eu estou disposto a fazer um post baseado maioritariamente em preconceito é o facto de não gostar de filmes protagonizados por transsexuais. Mas não é só por isso que não toco neste filme nem com um pau de 5 metros. É também pelas 5 razões que apresento de seguida.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3401"></span>5. Não gosto de filmes cujo argumento esteja pejado de diálogos acerca de problemas relacionados com fluxos mestruais ou situações potencialmente embaraçosas que tenham como ponto de partida uma vagina em más condições de utilização.</p>
<p style="text-align: justify;">4. O estilo de vida das personagens composto por problemas emocionais permanentes ou, na falta destes, inquietude face à situação actual num exercício constante de ponderação acerca das vantagens do adultério, sempre contentes e felizes é injusto para quem vê os filmes, uma vez que não demonstra a razão da verdadeira felicidade destas senhoras: drogas duras, anti-depressivos, ansiolíticos e bebidas brancas de elevado teor alcoólico. Talvez na versão do realizador&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">3. Kim Catrall já tinha festejado o seu septuagésimo aniversário nos anos 80, altura em que foi estrela de grandes êxitos como Porky&#8217;s, Police Academy ou Big Trouble in Little China.</p>
<p style="text-align: justify;">2. A mensagem passada por estas quatro vadias de uma vida de glamour e  experimentação inspira fortes fantasias de putedo junto do público  feminino. Este é um ponto bastante apreciado pelo público masculino,  excepto quando se trata das nossas esposas, namoradas ou filhas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">1. Querendo criar 4 míticas personagens que viveriam para além do seu tempo como porta-bandeiras de uma nova geração de mulheres independentes e emancipadas, os argumentistas criaram involuntariamente 4 fúteis e ressecas galdérias, apodrecidas por dentro e com a capacidade cognitiva de uma sapatilha Sanjo, com uma tal ausência de atracção sexual que não deixaria sequer o meu cão copular com elas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOTA: </strong><em>Se isto correr mal e uma multidão me esperar amanhã à porta de casa com archotes, forquilhas, alcatrão e penas, quero que saibam que os amo a todos. E os comentários que sejam com sentido de humor, porque já não tenho paciência para jihads.</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;"><a onclick=\"(new  Image()).src='/rg/filmo/title-title/images/b.gif'\" href="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?url=aHR0cDovL3d3dy5pbWRiLmNvbS90aXRsZS90dDAwOTA3Mjgv">Big Trouble in Little  China</a></div>
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		<title>Lock Up (1989)</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 13:23:25 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3316" title="lockup" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/05/lockup.jpg" alt="" width="425" height="396" /></p>
<p style="text-align: justify;">Stallone Prisioneiro é o título português deste Lock Up, uma das mais gananciosas e ignorantes manobras de marketing da distribuição filmes em Portugal, criando uma fusão entre o universo real e ficcional ao meter o próprio actor, o senhor Sylvester Stallone, dentro da trama e capitalizar quantidades imensas à custa desta associação. Se ainda hoje somos um povo iletrado, imaginem à 21 anos atrás, quando comprávamos pulseiras magnéticas extremamente caras porque curavam todas as doenças, desde a unha encravada ao tumor cerebral, passando pela dermatite seborreica e pela caganeira assassina.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3315"></span>Apesar deste ser um filme em que Stallone tenta fugir ao typecast de Rambo e Rocky e ao estatuto de bronco musculado &#8220;mata comunistas&#8221;, os próprios produtores também nunca deixam que este typecast fuja para muito longe porque, convenhamos, é o seu ganha pão, numa altura em que a palavra Stallone no topo de um poster rendia multidões aos cinemas. Repare-se na capa que não tem absolutamente nada a ver com o filme e que invoca um imaginário Rambo e Rocky, do supra humano, do monstro de coração dócil.</p>
<p style="text-align: justify;">O narrativa é simples e assenta a Stallone que nem uma luva. Um pobre desgraçado está preso e apenas quer cumprir a sua pena porque é um homem honesto que cometeu um erro e quer voltar para a sua esposa e ser uma mais valia da sociedade. Mas o chefe da prisão não concorda muito com isso e passa a vida a moer-lhe o juízo com o intuito de o apanhar em falso e prolongar a sua pena. Acontece que este pobre desgraçado é também um sanguinário assassino com capacidade fora do normal para a extrema violência que acaba por vir sempre á superficie quando lhe chega a mostarda ao nariz.</p>
<p style="text-align: justify;">Um esquema bastante convencional montado por um good guy standard (Stallone) e um bad guy mau como as cobras (Donald Sutherland). Pelo meio um crescendo de injustiça, alguns mártires e o evento fatídico que despoleta o anteriormente referido &#8220;mostarda ao nariz&#8221;. Simples e eficaz, até porque a malta com 15 anos ainda não estava muito interessada no sentido da vida, excepto se fosse contada por ninjas ou tribos pós-apocalípticas em guerra permanente com elevada número de mortes, se possível por decapitação.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, é o que estão a pensar, um Prison Break à bofetada! Mas desenganem-se os que pensem que é um filme idiota e desconchavado. Nada disso. Lock Up tem uma característica muito comum nos filmes dos anos 80 e também da próprio cinematografia de Stallone, que é a parte humana que nos faz acreditar que aquela pessoa é injustiçada e merece ganhar a sua causa, nem que para isso chacine 3 aldeias inteiras de crianças vietnamitas ou duas dúzias de guardas prisionais à bofetada. Não sei como o faziam naquela altura, mas tem um sabor inegavelmente analógico, aquilo a que convencionamos chamar de &#8220;nostálgico&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">
 <img src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=3315" width="1" height="1" style="display: none;" /><h2  class="related_post_title">Posts Relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/07/15/rambo-iii-1988/" title="Rambo III (1988)">Rambo III (1988)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/26/cobra-1986/" title="Cobra (1986)">Cobra (1986)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/03/01/rambo-2008/" title="Rambo (2008)">Rambo (2008)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2010/03/01/2774/" title="4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos">4 saudosos elementos cinematográficos esquecidos</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/12/30/predator-1987/" title="Predator (1987)">Predator (1987)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/20/rambo-first-blood-part-ii/" title="Rambo: First Blood Part II">Rambo: First Blood Part II</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2009/07/18/series-de-ficcao-cientifica-dos-anos-80/" title="Séries de Ficção Científica dos anos 80">Séries de Ficção Científica dos anos 80</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/08/07/christine-1983/" title="Christine (1983)">Christine (1983)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/15/escape-from-new-york-1981/" title="Escape From New York (1981)">Escape From New York (1981)</a></li><li><a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/02/26/porkys-1982/" title="Porky&#8217;s (1982)">Porky&#8217;s (1982)</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Noite Escura (2004)</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 22:55:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3279" title="noite-escura-evilclown" src="http://cinemaxunga.net/blog/wp-content/uploads/2010/04/noite-escura-evilclown.jpg" alt="" width="425" height="226" /></p>
<p style="text-align: justify;">Quando eu tinha 6 anos queria ser bombeiro. Com 1o anos queria ser astronauta, mas de um império maléfico. Mas aos 16 anos a minha ambição desmedida de gerir uma casa de putas consumia-me por dentro. As coisas correram noutra direcção e acabei por ter uma profissão banal, apesar de também haver putas na minha linha de trabalho. Choro frequentemente antes de adormecer a pensar no meu sonho perdido. Mas agora que vi Noite Escura de João Canijo percebo que administrar um bordel não é tão glamoroso como pode parecer à primeira vista.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3278"></span>Já há muito tempo que ando para ver este filme. Mas há uma coisa que me deixava de pé atrás. A sinopse reza assim: <em>&#8220;A noite escura é o Inverno da <strong>província </strong>portuguesa&#8221;. </em>A província portuguesa? Existe nesta frase uma dimensão alfacinha tão mentecapta que até se me encaracolam os pelos do escroto só de a ler. Como se a tal &#8220;província&#8221;, que é toda a área nacional que fique a mais de 30Kms do Centro Comercial Colombo, fosse uma zona inóspita incapaz de albergar vida humana e a uma distância tal que a programação da RTP poderá demorar até 5 anos a chegar ou o simples acto de cagar em algo mais confortável que um balde de madeira é uma modernice do séc. XXI. Onde todos nos referimos à capital nacional como sendo &#8220;A Metrópole&#8221;, não porque acreditamos no Super-Homem, mas porque sofremos todos de um forte lentidão cerebral que, à luz da legislação nacional, não nos permite habitar em Lisboa.</p>
<p style="text-align: justify;">Noite Escura é um filme quase em tempo real. Inteiramente filmado numa boate (como chamamos às casas de putas no província). A família Pinto tenta fazer desta noite &#8220;business as usual&#8221;, mas uma contrapartida com a máfia russa faz com que o pai de família ofereça a sua filha em troca  da sua própria vida. Ao final da noite a miúda tem que ser arrancada da família para ser entregue à barbárie do comercio sexual europeu. E é com este peso que o filme segue o seu passo seguro até a um final, no mínimo, inquietante.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de ter todas as características de um filme português que poderia ser à primeira vista um dramalhão deprimente e desconfortável de tão irreal, na verdade Canijo gere bem o filme, injecta-lhe elementos que nos sugam cena após cena. Os actores são muito bons e o trabalho de câmara exemplar. Diálogos bastante acima do que o nosso tipicamente lugúbre cinema nacional nos habituou.</p>
<p style="text-align: justify;">É definitivamente um bom filme. Não cede a pressão comercial de meter o Nicolau Breyner a encabar um recém-legal pita dos morangos e nunca cai no idiota para fugir ao drama. É equilibrado. Confesso que o vi de ponta a ponta, completamente imerso.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se pode também considerar o elo perdido do cinema português. Apesar da óbvia mestria e profissionalismo de Canijo há coisas que me desagradam. Não gostei da imensidão de diálogos sobrepostos, como que a querer negar a nossa tradição de silêncio desconfortável e diálogos teatrais. São pessoas a falar de assuntos diferentes, um bocado confuso, além de que há sempre alguém a fazer um strip desfocado em foreground, há uma pessoas focadas e lá atrás passa-se mais qualquer coisa. Não há necessidade. Woody Allen consegue fazê-lo, mas nem sempre assim foi.</p>
<p style="text-align: justify;">A necessidade de condensar imensos elementos naquela hora e meia também torna o filme demasiado irreal. Como se já não bastasse aquela família ter que abdicar de uma filha para não ser chacinada, ainda há um pozinhos de incesto, poligamia, suicídios, assassinatos, adultério, e um sem número de elementos a fazer lembrar a famosa série Riscos da RTP.</p>
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