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Tag: takashi miike

Moonrise Kingdom (2012)

moonrise

Felizmente o cinema actual não é só decadência e unidimensionalidade. Enquanto que o mainstream nos empurra pelas goelas abaixo pastelões desumanizados e inteiramente prostéticos, alguns autores lutam por manter o seu cinema activo. Amantes das artes antigas, dos artesãos da velha escola, tentam honrar os seus ancestrais elevando um pouco a fasquia. Esta tipo de realizadores, os autores, são transversais ao próprio tempo, não se definem num estilo, mas numa vontade que é, obviamente, o cinema na sua linguagem mais pura e honesta. Autores como Woody Allen, Roman Polanski, Quentin Tarantino, Lars von Trier, Wim Wenders, Pedro Almodovar, John Waters, David Cronenberg, Takashi Miike, Michael Haneke, Alfonso Cuarón, Paul Thomas Anderson, Terry Gilliam,  Alejandro González Iñárritu, Takeshi Kitano, Jean-Pierre Jeunet, Martin Scorsese, Jim Jarmusch, Michel Gondry ou mesmo Manoel de Oliveira. Só para falar nalguns mais mediáticos e que de repente me vêm  à cabeça. E, claro, o perfeccionista mais obsessivo compulsivo da actualidade,  o fantástico Sr. Wes Anderson.

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GOZU aka Gokudô kyôfu dai-gekijô (2003)

Para quem conhece Takashi Miike, as palavras “bizarria” e “demência” são bastante familiares. A estrutura deste filme acaba por se assemelhar bastante ao filme Spirited Away (A Viagem de Chihiro), mas em vez de ser para crianças é para alucinados e cinéfilos com tomates. Há um tipo que desaparece e o seu amigo faz uma fantástica viagem em busca do seu corpo. Nessa viagem conhece uma mulher que comercializa o leite dos seus próprios seios, um homem com uma estranha doença de pele que parte o pescoço ciclicamente, um medium poderoso que só funciona quando lhe açoitam o rabo com um chicote, um tipo com cabeça de vaca, um parto fora do comum ou mesmo um senhor que quando acorda é uma senhora… E isto é apenas a parte convencional do filme.

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Audition aka Ôdishon (1999)

audition

Takashi Miike, quando quer, kicks ass… Este é considerado a sua obra prima por muitos e um dos seus melhores por outros. Grande parte dos filme de Miike acabam por ser uma bizarra e surreal experiência para as bandas da violência extrema. Conjugam o humor para suavizar actos que envergonhariam por completo Torquemada e os seus lacaios da inquisição espanhola. Neste filme tudo é diferente. É um poderoso filme de emoções bem transmitidas, de amor e ódio incontrolável e, claro, sangue à baldada.

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