Uma das ferramentas mais utilizadas pelos cinéfilos, quase sempre de maneira instintiva, é o pedigree. O pedigree é a fé cega que nos faz correr para o cinema só porque gostámos de dois ou três filmes anteriores de um realizador ou porque o nosso ator fetiche está no cartaz. Vamos abençoados pelo histórico dessa entidade. E foi precisamente esse malfadado pedigree que me levou a Bad Biology, de 2008. Estava no Letterboxd a avaliar o famoso Frankenhooker quando reparei que o realizador, Frank Henenlotter, tinha esta obra mais recente.
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Há uma certa pureza na forma como a malta olhava para o cinema no final dos anos 90. Hoje, qualquer drama adolescente se resolve com uma ida ao psicólogo, três posts no Instagram a chorar por “autoestima”, um post a anunciar a cura da doença psicológica seguido de um colapso mental e uma receita de ansiolíticos. Antigamente não. Se eras uma miúda esquisita na escola, a tua única salvação era vestir-te de preto da cabeça aos pés, ouvir New Metal e esperar que o apocalipse te viesse buscar antes do teste de matemática. É esta nostalgia melosa do pós-grunge que nos traz hoje aqui.
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