Os filmes de zombies deviam ter a sua própria árvore genealógica, um ramo independente de todo o resto do cinema. Podemos pegar em qualquer filme que exista e aplicar-lhe um arco narrativo de mortos-vivos e o filme ficaria inalterado. Imaginem o Titanic, a bordo aparecia uma infeção e o barco começava a ser atacado por hordas imensas, focadas na obliteração de toda a carne viva. O navio batia no iceberg na mesma e a partir daí tínhamos o mesmo exato filme, com a vantagem de ser bom e todos aqueles zombies ficarem a boiar, ao estilo de Guerra Mundial Z, até chegarem a terra em cima de um detrito e darem origem a uma sequela. Uma daquelas portas onde a protagonista original deitou o seu corpanzil narcisista, deixando o seu amado perecer à agonia de uma morte lenta por hipotermia no Atlântico norte. Estes hipotéticos zombies de uma epidemia a bordo do Titanic podiam perfeitamente chegar à costa de França ou dos Estados Unidos cheia de infetados para continuar a história.

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