Hoje temos um título bombástico com pedigree e genealogia real, um filme obscuro de 1994 chamado Scanner Cop. Realizado diretamente para vídeo, que era o streaming da altura. Embora não seja uma sequela direta da trilogia Scanners iniciada pelo David Cronenberg, aproveita o conceito daqueles tipos que têm poderes especiais por causa de uma medicação hormonal usada em testes nos anos cinquenta. O efeito secundário foi que as crianças nascidas dessas mães apareceram com o poder de serem scanners, o que na prática é uma mistura do poder dos Jedi com a capacidade de magoar as pessoas e lhes rebentar a cabeça, bem ao estilo daquela imagem de marca do primeiro filme de Cronenberg, onde a cabeça de um cavalheiro explode em pleno discurso.
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Têm visto o Wishmaster (1997) ultimamente? Pois eu revi há uns tempos e bateu logo aquela nostalgia misturada com um “olha o que estamos a perder”. Mal arranca a sequência de abertura, sente-se logo o quanto o cinema de terror tem vindo a mudar, e não necessariamente para melhor. Estamos atualmente entregues ao “terror elevado” (sic), que, para mim, é só um tipo de terror mais presunçoso e armado ao pingarelho. Este filme pertence à era dourada do final dos anos 90, em que começaram a aparecer alguns efeitos digitais, mas em que a malta ainda se divertia a sério com coisas horríveis, sem culpas, sem complexos e algum sadismozinho típico da primeira época da Internet.
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