Hoje temos um título bombástico com pedigree e genealogia real, um filme obscuro de 1994 chamado Scanner Cop. Realizado diretamente para vídeo, que era o streaming da altura. Embora não seja uma sequela direta da trilogia Scanners iniciada pelo David Cronenberg, aproveita o conceito daqueles tipos que têm poderes especiais por causa de uma medicação hormonal usada em testes nos anos cinquenta. O efeito secundário foi que as crianças nascidas dessas mães apareceram com o poder de serem scanners, o que na prática é uma mistura do poder dos Jedi com a capacidade de magoar as pessoas e lhes rebentar a cabeça, bem ao estilo daquela imagem de marca do primeiro filme de Cronenberg, onde a cabeça de um cavalheiro explode em pleno discurso.
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No ano passado estreou o capítulo VII do Star Wars, que vinha tão embezuntado em hype que não havia rabo que não estivesse pronto para o acomodar sem reservas. Uma banhada, o soft-reboot como agora lhe chamam. Como se este inglesismo viesse atenuar o facto de que se tratava de um remake. Encapotado, mas remake. Estava tudo tão esfomeado que caiu como comida fora de validade num lar de sem-abrigo. Podem ler tudo aqui.
Um ano depois chega a entremeada, as fatias de “vejam isto enquanto não acabamos o outro”, numa cadência que se espera repetir-se até ao final dos tempos. Mesmo quando, lá para o final do século, as coisas começarem a esmorecer e apareçam títulos como “Star Wars: Missão em Miami”, “Agora é que são elas, o lado rosa da Força” ou a trilogia das origens do tocador de harpa daquela banda do bar de Mos Eisley.

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