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O embuste Ninja dos anos 80

embusteninjaO “ninja” é um guerreiro medieval japonês encarregue de matar samurais. Enquanto que o samurai se orienta por um complexo e vinculativo código de ética, os ninjas eram carteiros, peixeiros, pescadores, correctores da bolsa, amoladores de tesouras, decoradores de interiores, etc que se dedicavam a matar sem escrúpulos, escondidos pelo negrume da noite. Ora, nos anos 80 Menahem Golan terá lido meia página na diagonal de um livro de História e decidiu fazer um filme de ninjas. Não o normal ninja japonês, muito desinteressante. Golan criou um ninja mágico, místico, indestrutível, demoníaco, metafísico… Esse filme, Enter the Ninja (1981) haveria de moldar a imagem do ninja na moderna cultura popular, criando um símbolo de guerreiro perfeito, invisível e imbatível. Os que vestem de preto e branco, porque os vermelhos e amarelos são o equivalente às camisolas vermelhas do Star Trek. Só lá estão para fazer “blarghhhh” depois de 3 segundos de tempo de ecrã.

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Ninja III: The Domination (1984)

Nos anos 80 havia uma produtora , que por si só, produziu mais toneladas de filmes xunga do que qualquer outra na história. E não falo de xunga foleiro e que se esquece facilmente, falo de xunga inesquecível e cujo humor involuntário nos acompanha através dos tempos, qual memória recalcada que aparece sempre em momentos incómodos, como reuniões do conselho de administração ou funerais de pessoas que até nem conhecíamos muito bem. Essa produtora / distribuidora era a Golan/Globus, normalmente em associação com a Cannon Film Distributors.

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Anos 80 – Samurais, ninjas e bordoada oriental em geral…

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Estava eu hoje descansadinho na Bershka à espera da minha esposa e queria-me parecer que o ar condicionado estava avariado. Emitia um som metálico, repetitivo e irritante que já durava há 15 minutos. Quando olhei à minha volta pessoas dançavam ao ritmo daquela barulheira infernal. Apercebi-me então que era música que estava a ser emitida do sistema de som lá daquela merda. Sabem como é, entrar na Bershka é como estar a meio de uma alucinação de LSD rodeado por autómatos anorétimos a quem foi apagado o módulo de humor ou simpatia. Em contrapartida, os módulos “abanar as tetas” e “bambolear o cu” estão bem activos. Lembrei-me então dos efeitos sonoros dos filmes de bordoada orientais do apogeu do VHS ou mesmo antes, das salas de cinema de aldeia.

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