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Adventureland (2009)

Se para muitos ela é apenas uma actriz de semblante equídeo com a elegância de uma vaca trucidada três vezes no mesmo dia por comboios diferentes, para outros ela é a musa dos vampiros de Twilight. Feia, escancarada e com o carisma de uma pá de valar, é certo, mas capaz de atrair público com dificuldade de compreender enredos com complexidade superior aos Irmãos Koala. Esta galdéria drogada fortemente viciada em pílulas do dia seguinte e relaxantes musculares também faz outros filmes que não sejam da saga Twilight. Ironia das ironias, acabamos por ter em Adventureland um filme não muito mau, o típico indie teen existencialista, que não sendo original também não provoca o vómito compulsivo.

Adventureland é um filme que vive de uma situação bastante visitada pelo cinema americano. Um verão na vida de um teenager, normalmente quando acaba o liceu, em que a estabilidade e previsibilidade da adolescência acaba e os personagens preparam-se para enfrentar o fantástico mundo da independência, das crises existenciais e as paixões mais profundas (leia-se: passar do escarafunchar com o dedo ao molhar o pincel). Normalmente começa-se com uma visão do mundo e no final a perspectiva dos jovens perante a vida muda completamente. Neste caso é um emprego de Verão num parque de diversões que muda para sempre a vida destes putos. Quem viveu os anos 80 com consciência dos seus actos deverá certamente recordar-se de Verano Azul, com uma trama semelhante, mas em versão TV.

Para cada filme cada momento, depende da companhia, da disposição. Depende do dia que passou ou do dia que vai chegar. Mas quando pretendo ver algo leve, normalmente recorro ao independente americano que é sempre agradável e simpático. Não nos muda a orientação política ou sexual, apesar de alguns me darem vontade de me converter aos lesbianismo. Mas temos aqui o exemplo de um filme que se equilibra delicadamente num ponto muito bem definido que é… bem, é o indie pós-sundance. Aquele que é patrocinado pelos grandes estúdios às escondidas, dos diálogos inverosimilmente elaborados, perfeitos, raciocínio rápido e fulminante. Não é como na vida real, pelo menos no meu caso. Quando passo por alguém digo sempre “Bom dia” (seja manhã, tarde ou noite) e quando me encontro com alguém que acabou de perder um ente querido pergunto sempre “Tudo bem?”.

Recomendo para ver com a gaja, uma alternativa saudável ao filme de gaja e se for bem metido elas nem sabem que foram ludibriadas a ver um filme com mais um pouco de conteúdo do que a Jennifer Lopez a empinar a peida e a queixar-se da solidão ao seu melhor amigo, que na realidade é o seu principe encantado, coisa que ela só percebe quando ele corre atrás dela no aeroporto no momento em que ela se prepara para abandonar para sempre a sua presença.

7 Comments

  1. sinnercitizen

    June 16, 2010 at 9:30 am

    De facto, esta Kristen Stewart tem o talento cinematográfico de uma pedra de amolar. Mas pode ser dos filmecos dos vampiros, em que quase toda a gente está com um á vontade digno de um membro dos hammerskins num casamento cabo-verdiano na Cova da Moura. Daí á moça ter um semblante equídeo, vai uma grande distância… O gajo que está na foto é que eu não suporto. É o maior aborto cinematográfico desde que o Macauley Culkin olhou para um espelho embaciado, algures entre 1990 e 1991…

  2. horas do acordar

    June 21, 2010 at 6:12 pm

    é o emprego deste wannabe michael cera, ele não anda aqui a brincar.
    passem recibo!

  3. Funcionam as notificações?

  4. eu acho que já tinha deixado aqui um coment sobre o que penso da kristen. E subrescreve que ela é péssima e o carisma deve ter-se abortado por saber que ia pertencer à mesma!
    http://cinemaschallenge.blogspot.com

  5. O carisma dela foi enrolado e fumado.

  6. É pá… eu gostei bué deste filme e a mocinha ao menos está mais interessante aqui que nos Twilight. Gosto deste tipo de filmezinhos. Ao menos são honestos.
    penso que os excesso de hype que rodeiam a maioria dos filmes é que danificam a apreciação que depois se vai fazer dele. Começo a achar que um filme com excesso de hype deveria ser visto 1 ou 2 anos depois da sua estreia, para ser visto com menores expectativas e maior modéstia. Mas isto sou eu que tenho a mania de dizer coisas…

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