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Tag: Nicolau Breyner

Crónica dos Bons Malandros (1983)

Portugal, 1983. Fartos bigodes, cabelos tratados com Olex e volumosas permanentes invadem a moderna cidade de Lisboa. Os anos 70 em Portugal tiveram lugar nos anos 80, até porque na década de 70 o pessoal andava ocupado com revoluções, manifestações e liberdade recém conquistada. Milhares de pessoas aglomeravam-se nas bilheteiras de cinema para terem lugar numa sessão de “Garganta Funda”. Mais ou menos como arranjar um bilhete para os U2 em 2010. Os Sigue Sigue Sputnik estavam para rebentar a qualquer altura. Portugal delirava com a sua primeira novela, Vila Faia e toda uma nova geração de actores fervilhava de actividade e exposição mediática.

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Arte de Roubar (2008)

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Em Portugal há décadas que se procura a fórmula do sucesso internacional. Frequentemente se apregoa prematuramente a eminência do reconhecimento da genialidade lusitana, seja cinema, música ou outras artes. Tal é o desespero pela fórmula milagrosa que os nossos produtores disparam em todas as direcções sempre com o papo inchado de superioridade e pedantismo e sempre desaguando nas fétidas águas do esquecimento. Todo este estrabuchar de desânimo e este clamor por atenção faz com que só existam em Portugal alguns filmes bons, filmes transparentes (que passam despercebidos) e depois uma enorme gama de categorias de filmes maus, desde o hilariante involuntário ao perfeitamente idiota sem nexo, passando pelos políciais com cheiro a sexo e rata badalhoca, o falhado aspirante à candidatura a Oscar ou a indiscritível posta de inocuidade deslavada que Manoel de Oliveira cospe anualmente.

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O Contrato (2009)

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Geração “Borra Piças” - Cinema para Saloios

Nicolau Breyner decidiu realizar um filme. Provavelmente terá descrito o seu projecto na reunião com os produtores como sendo um “Filme de acção de intriga internacional”. Um ano depois, na sala de montagem e no final de todos os trabalhos descobriram que o filme durava 45 minutos. Nicolau virou-se para a malta dele, aflito, e perguntou em desespero. “É só isto? Não há mais cenas para encher isto até aos 90 minutos?“. Um assistente de realização responde “Há os bloopers, as cenas eliminadas, um vídeo do youtube com macaquitos, uma lata de atum, costoletas de ontem, um saco de pinhas e uma publicidade a um detergente anti-fungo testicular.” Nicolau ponderou 5 longos segundos e disse “Serve!”

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