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Tag: romance

Friends with Benefits (2011) – Ciclo “Mete-se Agosto”

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Friends with Benefits é um filme com elevado nível de indução de caganeira e nunca nada me faria escrever sobre dele aqui. Nem o facto de o ter visto ao abrigo do Ciclo Mete-se Agosto. É certo que não devemos dizer mal de um filme sem o ver, mesmo logo à partida com a certeza de que é merdoso. Eu já o fiz, mas eu sou um profissional. Não façam isso em casa, crianças. Se querem falar mal de um filme, vejam pelo menos metade e mesmo assim não podem falar da narrativa nem da existência de clichés, só da estética.

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Knocked Up (2007) – Ciclo “Mete-se Agosto”

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Ainda no ciclo “Mete-se Agosto”*, tive a oportunidade de rever este Knocked Up porque o Netflix sugeriu que seria boa ideia. A verdade é que eu já o tinha visto e não me lembrava de nada. A minha mulher decidiu que seria de ver porque tinha a jeitosa miss perfeição com aquele ar de quem nunca mandou um peido na vida, a loura chorona do Greys Anatomy, Katherine Heigl. E avisei-a que os sinais de alarme se amontoavam. Usei a minha voz mais sensual para a convencer. “Ó querida, mas é um filme de Judd Apatow”, “’‘morzinho, tens aqueles drogados todos que fazem sempre o mesmo filme, Seth Rogan e companhia”, “Fofinha, de certeza que nos vai esfregar com a esposa Leslie Mann nas trombas naquele clássico papel de dona de casa atinadinha com 12 filhos que é uma fodilhona compulsiva apesar de não admitir. Quer dizer, quem é que tem uma esposa chamada Mann, não haverá ali um trauma adormecido?” e finalmente “O filme tem quase duas horas e meia, por favor!… Não me faças isto… [chorei compulsivamente]”. Nada resultou e lá tivemos que meter play no caralho do filme.

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Life as We Know It (2010) – Ciclo “Mete-se Agosto”

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L’amour, toujours l’amour. Um homem tem que fazer ocasionais sacrifícios por amor. Não estou a falar em deixar a esposa pisar-nos escroto com sapatos de salto alto, manter o sorriso parvo ao levar com um strapon no cu ou ter acompanhá-la nas compras. Falo em pequenas cedências, as pequenas coisas nos fazem sair da bolha de conforto. Esta semana iniciei um pequeno ciclo com a esposa, numa altura mais descansada em que as crianças passam uns dias com os avós. Um ciclo de comédias românticas, vejam lá! Resolvi dar-lhe o nome “Mete-se Agosto”. E para começar fomos raspar o fundo dos contentores bolorentos do Netflix e repescámos uma pérola poeirente esquecida pelos tempos de seu título “ Life as We Know It” de 2010.

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Edge of Tomorrow (2014)

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Há algum tempo atrás estava num fórum de cinéfilos duros, malta insensível às formulas gastas do mainstream, e numa thread de  novidades perguntei que tal era o novo filme do Tom Cruise. penso que na altura era o Jack Reacher. Esperava eu um tom jocoso e brutalmente cruel para com a vida e obra deste excelso cientólogo quando um dos históricos me responde assim: “Há algum filme do Tom Cruise que seja mau?”. Ora isto meteu-me a pensar na vida, no universo e, na verdade, em toda a existência. Um movimento gasto, inconstante e empoeirado de velhas rodas dentadas deu-se na zona encefálica desta velha carcaça e começou um exercício de pesada ponderação que viria a durar dias.

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Sightseers (2012)

sightseers

A dor da perda e a tardia percepção de se amar sem ser amado desencadeia uma série de mecanismos de auto-defesa compulsivos inconscientes e involuntários. Uns enfardam pastelaria sortida na tentativa de encher o colossal vazio de chocolate, creme de pasteleiro e massa folhada à base de gorduras hidrogenadas e cancerígenos em geral, outros consomem inutilidades na esperança de substituir a dor da alma pelo catálogo da Benetton, outros compram cães, gatos, coelhos e toda uma panóplia de fauna que por vezes atravessa a fronteira daquilo que é um animal de estimação para aquilo que poderá ser uma bela chanfana. Outros compram uma caçadeira de canos serrados, metem-se num ford escort de 1997 e atravessam 0 país a matar gente para depois relaxarem num belo banho de sais enquanto esfregam os sangue e as vísceras da cara. O importante é exteriorizar a dor e não enlouquecer com ela a fervilhar-nos o cérebro até à loucura

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A Single Man (2009)

Por uma estranha e incompreensível razão, só cerca de uma hora dentro do filme me apercebi que este não era o último filme dos irmãos Coen, este é apenas um filme com um nome muito parecido. Foi nessa altura que “Senti o gume frio da navalha até ao osso, senti o cão da morte a bafejar no meu pescoço“. Respirei fundo 3 vezes e pensei que este também nem estava a ser muito mau e avancei rumo ao final de um filme que mudou a meio. Além disso, ainda está para aparecer uma performance de Julianne Moore que não me hipnotize. Bom talvez Evolution ou o remake de Psycho, o filme mais desnecessário da História da Humanidade.

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Avatar (2009)

Sou a pessoa indicada para falar de euforias de tecnologias de primeira geração. Esse fascínio da novidade que me seduz como a décima musa de Lesbos, como aquela luz assassina que atrai os mosquitos para a sua perdição. Eu, que tenho em casa gavetas cheias de palm tops, PDAs, smartphones e outros gadgets idiotas só porque tive dificuldade em esperar que uma tecnologia amadureça. A história ensina-nos lições importantes de assombros cegos de primeira geração que morreram rapidamente, fazendo os seus embaixadores lambe-bolas parecerem ridículos palhaços à chuva, com a maquilhagem a escorrer pela face, com um sapato roto a ver-se o dedão  Exemplos como a MiniDisc, HD DVD, videogravadores Beta, laserdisc, o videotelefone, os carros que falam ou aquele pedacinho de cartão que permite que as senhoras se aliviem em urinois.

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