A única razão pelo qual não é um “separados à nascença” é porque são a mesma pessoa.
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Pierino é um clássico dos clubes de video dos anos 80, especializado em comédias com forte carga sexual mas sempre dentro do limite do moralmente aceite. Digamos que é um Tonecas com espírito fortemente masturbador. Pierino é um teenager interpretado pelo actor Alvaro Vitali que na altura já deveria ter mais de 40 anos, conferindo um aspecto insanamente surreal aos filmes. Em Portugal era conhecido como “João Broncas” e os seus filmes eram tão engraçados como as minhas unhas à terça à noite.
1 – Snatch (2000)
2 – Spirited Away (2002) – A viagem de Chihiro
3 – Butcher Boy, The (1997)
4 – Muppets From Space (1999)
5 – Lord of the Flies (1963)
6 – Space Truckers (1996)
7 – Babe (1995)
8 – Mad Max Beyond Thunderdome (1985)
9 – Chona, la puerca asesina (1990)
10 – Espírito de Porco (1957)
:: Notas ::
– Prémio especial do júri para Space Truckers, onde os porcos eram quadrados (cúbicos, vá!) para serem transportados em gigantescos camiões espaciais. O filme era tão mau que esqueci-me de tudo menos dos porcos…
– Chona, la puerca asesina é uma curta metragem que nunca encontrei (mas tentei). Ainda não vi, mas parece que é a história de uma porca que bebe um líquido radioactivo e entra numa onda de serial killer. O típico filme de animais que bebem líquido radioactivo…
– O número 10 da lista, Espírito de Porco, nunca vi nem sei o que é, mas como só me lembrei de 9 títulos e era um top 10, tive que procurar. Nunca se ouviu falar de um top 9…
(EDIT)
Gato Preto, Gato Branco (1998) – Um porco consome um automóvel duranto o filme.

Post Original: 24 de Abril de 2004
Post do cinema xunga daqui a 100 anos: “Agora que se revive uma onda de usar humanos em filmes, faz hoje 100 anos que o pioneiro desta técnica estreou. Val Helsing. Primitivo, certamente, mas o uso minimalista de humanos fez dele um clássico, lado a lado com o volume 17 de Star Wars e o Porky’s 2076, feito com porcos de verdade… ” . Não estou certamente longe da verdade ao colocar aqui a minha costela de futurologista, mas o certo é que o excesso de gráficos de computador tornou um filme num ode às texturas de plástico, e nos momentos em que passei acordado, procurava desenfreadamente o meu joystick. Continue reading
Os anos 90 tiveram uma fase muito confusa, em que a música rock renascia sob a forma do glorioso (porém deprimido / deprimente) grunge, o rap/hiphop andava de mãos dadas com o metal/hardcore e ouvia-se falar de um conceito refrescante no cinema, algo que toda a gente achava que ia mudar definitivamente o panorama do cinemográfico mundial: as adaptações de BDs. [pausa para gargalhada] E foi nesta onda de inovação que apareceu Tank Girl, uma miúda de um mundo pós-apocalíptico que adoptou um tanque como fiel companheiro. A combater um uber-vilão com a ajuda de um bando de mutantes guerrilheiros liderados por Ice-T, à laia de pequenos Ches Guevaras, que tinham uma interessante particularidade: eram metade humanos, metade cangurus… Sim, leram bem, cangurus…
Chewbacca e o seu primo Alcides prendem Dr. Zoidberg para fazer um grelhadinho na chapa.
Em Kashyyyk, planeta de Chewbacca, uma grande pintelheira é sinónimo de beleza. A esposa de Chewbacca é uma modelo local de grande fama devido à lustrosa pintelheira ruiva que não deixa nenhum wookie indiferente. Para que possamos ter ponto de comparação, Chewbacca é para Kashyyyk como Figo é para Portugal e esta é a sua Helen Svedin.
Depois de Spielberg ter editado o seu E.T. para lhe remover as armas, desta vez James Cameron decidiu fazer o mesmo no seu Terminator 2. Vai ser uma edição especial da Disney, repleta de extras suculentos, um ponei insuflável e e algodão doce desidratado (como o dos astronautas).
Em Portugal há décadas que se procura a fórmula do sucesso internacional. Frequentemente se apregoa prematuramente a eminência do reconhecimento da genialidade lusitana, seja cinema, música ou outras artes. Tal é o desespero pela fórmula milagrosa que os nossos produtores disparam em todas as direcções sempre com o papo inchado de superioridade e pedantismo e sempre desaguando nas fétidas águas do esquecimento. Todo este estrabuchar de desânimo e este clamor por atenção faz com que só existam em Portugal alguns filmes bons, filmes transparentes (que passam despercebidos) e depois uma enorme gama de categorias de filmes maus, desde o hilariante involuntário ao perfeitamente idiota sem nexo, passando pelos políciais com cheiro a sexo e rata badalhoca, o falhado aspirante à candidatura a Oscar ou a indiscritível posta de inocuidade deslavada que Manoel de Oliveira cospe anualmente.
Canadá, aquele país semi transparente que vive na sombra dos Estados Unidos da América e que sofre quase sempre do síndrome de associação com o vizinho de baixo, normalmente em coisas más. Mas este é um país diferente, que além do man-child Tom Green tem também um sentido de humor proprietário limitado às suas fronteiras internas. Freezer Burn é um filme que arranca gargalhadas de 10 em 10 segundos no país natal e aqui entre nós tem tanta piada como o episódio piloto do “Eu Show Nico”.
Por esta altura, quem não sabe quem é Seth MacFarlane pode ser considerado um analfabeto no que diz respeito a cultura popular. A outra opção é irem rapidamente procurar no Wikipedia ou na IMDB para um pouco de “sabedoria instantânea” e mais tarde dizer “Sim, sim, eu já gostava dele quando foi ajudante do técnico de som em Bexigas de Raul “.
“Este não é o futuro de que a minha mãe me falou. Este também não é o futuro que o Padre Lombarda me falava quando dizia que eu ia ser um menino especial desde que fizesse o meus trabalhos manuais por baixo da sua batina.” E é com mais ou menos este discurso que começa Batman Salvation, perdão, Terminator Salvation, num discurso que pode ser interpretado livremente como “Não liguem às incoerências nem à completa falta de lógica e retrocompatibilidade com as versões anteriores, até porque… hum… porque… Ah, porque as viagens no tempo alteraram o time-space continuum e as coisas não têm necessariamente de encaixar. Sim, é isso! Este futuro é mais barulhento e tem mais explosões. “

Don't shoot me, shoot him! I'm the real Bardem.
Um dia destes a minha esposa chamou-me a atenção para o facto do Javier Bardem ter participado nalguns episódios de Grey’s Anatomy (aquela versão sem a Sasha Grey). Eu disse “Nah… Nem pensar!”. Ela insistiu e eu fui pesquisar a sua filmografia e nada… Até que percebi que há um gajo que entrou no Grey’s Anatomy que é um clone do Javier Bardem. Chama-se Jeffrey Dean Morgan e é um remake americano de Bardem. A sensação de o ver no Grey’s é como se tivessemos sido chupados para uma dimensão alternativa onde Javier Bardem fez más opções profissionais.
Pode facilmente avaliar-se uma sociedade pelos gostos em entretenimento. Não em actos isolados ou fenómenos mediáticos temporais, mas pelos franchises que se recusam a morrer, por mais deprimentes que sejam, porque o público insiste em se auto-flagelar pagando para ser enrabado culturalmente. Dentro deste esquema de sodomia psicológica, encontra-se este Meet The Spartans, que vem na senda de nulidade dos Scary Movies, Date Movie, Teenage Movie, Superhero Movie ou Epic Movie.
Folheando os albuns de fotos de Chewbacca podemos claramente compreender a História. Nesta semana no “Chewbacca à Sexta” explica-se a origem do rato Mickey…
Como tão bem sabemos, passar um banda desenhada para o grande ecran não é uma tarefa linear nem simples. Que o digam adaptações como Catwoman, Elektra, Daredevil, Punisher, Blade, Spawn, Spiderman, o novo Superman, isto só para citar alguns exemplos de lustrosa falta de qualidade e, porque não dizê-lo, horrenda mediocridade! Asterix, infelizmente, não é uma excepção à regra e neste terceiro capítulo parece ainda enterrar fundo numa fossa céptica o conceito da adaptação ao cinema de um comic.
Há certos sintomas que nos fazem compreender que estamos a ficar velhos. O facto de se começar a consumir comprimidos como se fossem pintarolas, ter cuidado com a alimentação e dizer que a partir de amanhã vamos fazer exercício físico regular e deixar de achar piada a filmes de fantasia. Pelo menos aos filmes de fantasia mais light e “happy pink my little pony crap” como é o caso de Golden Compass, Eragorn ou outras trilogias a martelo. Claro que ainda gostamos da fantasia mais negra, como o “Labirinto del Fauno” ou dos telediscos de Tool. Mas dá-me ideia que acabará por chegar o dia em que corremos para casa para saber qual das gémeas vai ser atropelada por um homossexual toxicodependente seropositivo testemunha de Jeová bêbedo no episódio final de uma novela da TVI.
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