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Fight Plan (2005)

Arquivo: Editado originalmente em Janeiro de 2006

Arquivo: Editado originalmente em Janeiro de 2006

Mais uma vez o fantasma do media hype antecedeu este filme, onde se carpiam lamúrias de estupefação face ao desenlace verdadeiramente original que este iria ter. E bem erradas estavam esses zurros macacóides pagos pelo produtor deste filme que, armado em mecenas, lá foi enfiando dolares no cu da imprensa especializada para que atraíssem parolada sala adentro, na esperança de, pelo menos, não adormecer…

Flightplan é, antes de um filme, um embuste. O chamado golpe baixo ou “chuto nos tomates” para quem entra numa sala à espera de entertenimento minimamente interessante. Como falei em cima, tudo o que rodeava este filme tinha a auréola de interessante. Uma boa actriz, uma boa premissa e a promessa (falsa) de um final revelador, coeso e surpreendente. E na realidade, durante a primeira hora, tudo indica para que as coisas avancem nesse sentido. O filme cria tensão. Todos nós criamos empatia com aquela gente do avião e queremos espancar brutalmente Jodie Foster por não dar um segundo de descanso a quem, merecidamente, precisa de dormitar um pouco.

Jodie Foster é então a pedra basilar desta tramóia. Ela própria monta o espectáculo para a queda final (sem rede) e para o desapontamento (irado) de quem pagou para ver aquela miséria. Mas afinal o que se passa? Como é possível que uma miúda tenha desaparecido a meio do vôo e ninguém deu conta? Como é possível que ninguém a tenha visto e o seu nome nem sequer apareça na lista de passageiros? Estamos loucos? A mãe Foster está louca? Só pode ser… Posto isto, ficamos à espera, esfregando as mãos, que o realizador e argumentistas tirem um coelho da cartola. Tensão, é a palavra chave… E então chega o fim. Ridículo, decepcionante e farsolas. Um final preguiçoso de quem não sabe terminar uma obra, mais ou menos como Dan Brown. Um desculpa tão foleira quanto ranhosa. O nojo dos nojos… Uma facada nas costas para quem, de boa fé, acreditou que dali iria sair alguma coisa. Então, finado o filme, a cólera e indignação começa a tomar conta de nós. Porquê? Porquê fazer uma merda de um filme 99% no espaço fechado de um avião se nos vomitamos todos no fim em cólicas de horror? Porquê gastar tanto dinheiro para promover uma medonha ilusão de filme? Hollywood, meus amigos, hollywood.

Pontos Altos: A tensão (inútil, mas ainda assim tensão)

Pontos baixos: O final e o desplante de chamar àquilo filme.

Veredicto: Digamos que engatavam a miúda mais angelical e pecaminosa que algum vez viram. Levavam-na para casa e ela, bêbeda, fazia tenção de vos dar a melhor foda da história. Vocês, de pau feito, estavam então prontos para abocanhar a vítima (predadora?) quando, do nada, lhe dá uma diarreia seguida de febre tifóide que a obriga a ser internada por 300 anos… E no final, quando pensam melhor na gaja, até chegam à conclusão que afinal era um travesti um bocado mal feito e que tinham bebido a mais sem terem notado sequer a diferença. É esta a sensação de ver este filme. Tentei, mas não consegui lembrar-me de um exemplo aplicável para o sexo feminino. Mas pronto, pode ser o mesmo…

3 Comments

  1. Tinha saudades de ler estas críticas. Espero que continues a fazê-las por muito tempo.

  2. ehehe
    este gajo é fddo com as críticas =P

  3. Uma merda. Credibilidade = ZERO.

    Tensão? Nem tesão – obrigado Foster por nada – quando mais tensão.

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