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Catwoman (2004)

catwoman

Todos os filmes de super heróis precisam de uma introdução burlesca para começar. Enquanto que na BD já é assim e ponto final, nos filmes existe a necessidade de mostrar às pessoas como é que tudo começou. O que faz com que tudo pareça absurdo, pois é retratado um mundo igual ao nosso, quando, de repente, alguém é mordido por uma lata de atum radioactiva ou come presunto fora de validade picado por uma aranha criada a banha do cachaço de alpacas mutantes, e ficam com super poderes. É esta uma das maiores falhas nos filmes de super heróis. Outra grande falha são os argumentos que invariavelmente fazem com que o herói em questão se vingue de quem lhes trouxe o super poder, sempre acompanhado com uma situação melodramática em climax…

Nesta pobre amostra de videoclip de 90 minutos, Halle Berry é lambida por um gato que supostamente já existe desde que os faraós cagavam em retretes de ouro e mesmo antes de Moisés ter sido protagonista do maior feito da canalização da História.

Este filme tem sido criticado por toda a gente. Neste caso, o público uniu-se à crítica para desancar à força de verborreia maliciosa este filmeco. Coisa rara de se ver, diga-se! O certo é que esta é a mais cara desculpa para ver uma gaja boa de cabedal, num fato que tem 4 números abaixo. Todo o filme é conduzido como se um teledisco de Britney Spears se tratasse. Musiqueta Hip Hop datada e boçal, uma história de amor tão merdosa que até aflige os fans de Titanic, uns vilões da treta. Por falar em vilões; o super poder de Sharon Stone (que não se despe, é pena!) é ter uma carcassa de pele super espessa à força de utilizar um cosmético especial. Não pode haver coisa mais ridícula na história do cinema, e estou a incluir todas as academias de polícia, karaté kids e matrixes na expressão “história do cinema”.

Halle Berry tem muito melhor aspecto no início do filme. Tem um aspecto doce, jovial, atrevido às escuras, enfim, dá vontade de a levar para casa, dar-lhe uns litros de alcool e mantê-la oleada e semi-consciente por 2 semanas. Depois da transformação fica com aquele ar de putéfia dominatrix que usa o chicote para fustigar clientes de classe alta com problemas de identidade sexual.

O filme é uma merda, pronto! E acho que disse tudo nesta frase. Já não há super heróis como antigamente. Hoje em dia vão logo a correr dizer ao amado qual a sua identidade secreta. Cambada de enconados. Já não há a prioridade de salvar o mundo e acabar com as mega corporações maléficas, não… Agora é tudo amor. Amorzinho, queres saber um segredo? Eu sou o Homem Aranha. ou ainda “Eu sou o Daredevil, xuxuzinho” ou “Eu sou o Batman, minha gatinha linda!”. Puta que os pariu, moles de merda. Lamechões…

A realização… Essa é outra. Pitof, um tipo por quem tinha respeito espalha-se aqui ao comprido. Para quem não sabe, Pitof é especialista em efeitos especiais. Tornou-se realizador porque não soube medir as suas reais capacidades. Fez um inócuo Vidocq e era o gajo dos efeitos especiais do Jeunet e Caro, com bastante competência até. Mas Hollywood (como todos sabem) escraviza e aqui Pitof foi o tarefeiro escolhido para ser explorado. A fotografia e os ambientes digitais têm a sua clara assinatura, mas a mulher gato está uma porcaria, com movimentos artificiais muito rápidos e irreais.

2 Comments

  1. Nunca vi este filme, mas penso que não valerá mesmo a pena o visionamento…

  2. hum… Não me parece que vá ver este filme nunca…

    Desafio para ti no meu blog, Pedro.

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