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Rob Zombie’s Halloween (2007)

halloween

Sou fã de Rob Zombie. Mais pela música do que pelos filmes. Dos seus filmes anteriores recordo com alguma nostalgia as suas semelhanças com as sua banda White Zombie e a sua carreira a solo. E se fosse amigo pessoal dele, agarrava agora neste preciso momento no telefone, ligava-lhe e dizia “Rob, vai-te foder! Para a próxima vez que estragares um mito e um icon de culto usando a puta da tua esposa como protagonista, pode ser que acordes com uma cabeça de cavalo enfiada no cu…”.

Não, Halloween não é um filme horrível, é apenas desnecessário. Porquê recriar plano por plano um filme que já existe e com resultados superiores a este? Porquê actualizar Halloween com o imaginário White Trash em que Sheri Moon Zombie faz a usual ordinária galdéria? Eu andei uns tempos à espera deste filme e sinto-me tão gorado nas minhas expectativas que sinto vontade de queimar os meus vinil de “La Sexorcisto: Devil Music, Vol. 1” e o meu CD (original e pago com o meu suor) “Astrocreep 2000”. É que na realidade este é apenas mais um daqueles amaciados e engomados remakes de famosos filmes de terror de culto, como Amytiville, The Hills Have Eyes, Texas Chainsaw Massacre ou o descaradamente fotocopiado Psycho de Gus Van Sant.

Os personagens são tão unidimensionais, teenagers para mostrar as mamas, problemas tão idióticos incapazes de gerar empatia e a necessidade de todas as gajas teres as mamas de fora para morrer. Deprimente. O mais triste é que esta porcaria vai fazer mais dinheiro nas bilheteiras do que o seu preço de custo, o que implica automaticamente uma continuação. E vamos ter aqui mais um franchise de remakes de sequelas. Não consigo imaginar nada estupidificante do que isto, mesmo equacionando a nova Vila Faia ou os incontáveis spin-offs de Morangos Com Açucar.

Como filme isolado sem precedente de peso, poderia ser um passo de gigante na carreira de Rob Zombie, mas ficamos com a ideia de que são apenas fotocópias a cores, um rabinho de velha lavado, maquilhado e perfumado. O monte Vesúvio dos clichés.

1 Comment

  1. Rob, vai-te foder mesmo.

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