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A Nightmare on Elm Street (2010)

Olhando para trás apenas podemos dizer da saga “Nightmare on Elm Street” que se tratou de um série directa, honesta e trabalhadora. Não fosse a criação de um personagem icónico, e Elm Street seria mais uma rua onde um slasher movie esventrou meia dúzia de pirralhos mimamos que no auge uma fervilhante tempestade hormonal nem percebiam muito bem o que lhes tinha ceifado a vida. Filme após filme, matança após matança, foi ganhando omnipresença na cultura pop e hoje Freddy Krueger é imortal, a par da cantilena que o imortaliza. E eis que uma Freddy ressuscita  como um homem diferente para mais uma série de promissores banhos de sangue. Mais taciturno e pouco dado a oneliners humorísticas, este Freddy esforça-se imenso, mas nunca será um Robert Englund, um tipo que mesmo sem maquilhagem faz borrar as calças a um forcado amador.

Não se pode dizer que esta nova encarnação de Freddy Krueger seja desnecessária. Para isso teríamos que dizer que qualquer umas das sequelas seria também desnecessária. Isto porque a génese é um tipo que foi assassinado pelos pais de um grupo de crianças e agora voltou para lhes matar os filhos nos sonhos. E a partir daqui é baralhar e voltar a dar. Mas os fans, eu incluído, também não querem mais que isso. Filosofar num Nightmare on Elm Street seria como cagar num urinol. Sendo assim, este remake – barra – reboot – barra – sequela – barra – “reimaginação é uma sequência lógica de todos os anteriores. Não seria a mais estranha das premissas, depois daquele tomo em que Freddy volta para matar todos os que participaram no filme original, num misto de slasher movie / reality show.

Apesar do hype que precedeu esta produção indicar que estava a chegar o maior filme de todos os tempos, como aliás fazem os hypes de todas as produções, estamos perante uma modesta produção sem grande inspiração  fazendo uso responsável dos efeitos especiais, nomeadamente do seamless CGI. Os actores são putos, Emos que na realidade merecem morrer. A única empatia que ali se cria é com El Matador na esperança que morram todos na maior agonia possível. Poderia ter mais mamas, é verdade, mas essas pormenores parecem falhar muito ultimamente.

Resta então à malta que gosta de ver uma boa facada nos intestinos seguido de degolação dar as boas vindas a esta nova geração de filmes que não irão fazer deste mundo um mundo melhor, mas que nos darão certamente por bem passados blocos de 89 minutos, de preferência em Home Cinema porque já se torna escandaloso ir ao cinema quanto mais para ver um destes. Mas verdade seja dita, ver um Pesadelo em Elm Street sem Don Dokken será sempre uma experiência incompleta.

4 Comments

  1. Bela análise, não procuras significados filosóficos em filmes que não os têm como muitas vezes se tenta fazer. Filme para se ver um pouco de sangue e umas quantas facadas é isso mesmo. Não é preciso ter outro tipo de significado.
    Em relação ao filme em si, vi o original, este ainda não, talvez dê uma vista de olhos, embora pessoalmente prefira a saga Halloween.

  2. Bem, eu já disse o que acho no meu miniblog (http://filmesdemerda.tumblr.com/post/1322842439/a-nightmare-on-elm-street-samuel-bayer-2010) e só posso reforçar que este filme é uma merda e que todas as pessoas envolvidas deveriam andar a evacuar fininho durante duas semanas seguidas. E vão fazer um “2”…. ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh… meu rico Freddy!

  3. Esta praga dos remakes de clássicos do terror continua imparável. Parece que o próximo será uma versão para consumo adolescente do Hellraiser… Nem o cabeça de alfinete escapa.

  4. “Robert Englund, um tipo que mesmo sem maquilhagem faz borrar as calças a um forcado amador” e está tudo dito!

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