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Tag: crime

Rabid Dogs (1974)

Há uns tempos tropecei numa relíquia do cinema italiano chamada Rabid Dogs (Cani arrabbiati, no original). Trata-se de uma obra realizada pelo mestre Mario Bava, mas que por artes mágicas da burocracia e do azar, esteve 20 anos enfiada numa gaveta antes de ver a luz do dia. Um filme de 1974 que é pura essência destilada de violência. A premissa é simples e rasteira, mesmo à moda daquela época: um bando de criminosos faz um assalto, a situação dá para o torto com a polícia e os malandrins põem-se em fuga. Para garantirem que não levam com chumbo nas nalgas a meio do caminho, decidem raptar uma rapariga e invadem o carro de um sujeito que levava uma criança doente (e a dormir) no banco de trás. A partir daí, é vê-los a obrigar o homem a dar ai chinelo dali para fora numa corrida desenfreada, cujo único objetivo da gatunagem é sobrevivência a todo o custo.

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Source Code (2011)

sourcecode2011

Numa altura em que um filme que conta a história de um pneu que ganha vida e, ainda por cima tem o poder de telecinese, é encarado pela comunidade de cinéfilos com dois bocejos, já nada consegue surpreender aqueles que consomem cinema há mais de duas semanas. Por muitas artimanhas e conceitos originais que se injetem numa história há sempre, pelo menos, meia dúzia de precedentes que o fizeram com mais sucesso. Sendo assim, resta-nos ter fé no cinema e esperar que esta falta de originalidade possa ser substituída por uma direção competente e uma narrativa que se saiba aguentar até ao final sem levantar sobrancelhas.

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Geração “Borra Piças” – Cidade Despida

É triste, tão triste que a cada vez que a industria televisiva (e cinematográfica) queira fazer um produto diferente para as massas recorra a clichés americanos para encher uma hora de puro lixo, criando um produto que em nada se identifica com a realidade portuguesa e que mais parece aquelas brincadeiras que os putos fazem quando compram câmaras de filmar, só que com melhores meios e menos criatividade. Aqui temos um produto que nos fala de um serial killer (rir!) e de uma detective toda MILF que anda agachada em edificios abandonados de arma em riste e faz piruetas de carro em perseguições a canalhada criminosa em fuga. E no final de tudo, depois de muitos minutos de risadas involuntárias eis que compreendemos que estamos no mesmo ponto onde estávamos há 30 anos atrás. Apesar dos meios, da tecnologia e do talento, porque há talento em Portugal, levamos com um versão reciclada, recauchutada, mais colorida da Vila Faia original, só que desta vez há menos pessoas de bigode.

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