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Zombieland (2009)

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Poderá haver uma intro de um filme mais perfeita do que ter a música dos Metallica “From Whom The Bells Tolls” como banda sonora enquanto exércitos de mortos vivos chacinam violentamente incautos transeuntes, quer por meio da típica dentada no pescoço, quer pelo não menos comum arrancamento de tripas e seu posterior derramamento na via pública? E tudo isto no mais cristalino super slow motion de alta definição?

Quem poderá não gostar de um filme onde Woody Harrelson passa quase o tempo todo de caçadeira na mão a pulvorizar criaturas das trevas? E quem pode dizer que não a um filme em que Bill Murray (as himself) admite estar arrependido de ter feito Garfield antes de ser varado no abdomen por um carga de chumbo? É verdade, o filmezinho de zombie entra em grande na 1ª liga dos grandes orçamentos.

Mas é assim tão perfeito? Como admirador de longa data do filme de zombies, devo dizer que não me sinto nada desfraldado por este filme, pelo contrário. Apesar da temática pesada, fim do mundo e o acabar de toda a esperança, zombieland é até uma comédia bastante light. Digamos que é um filme de zombies nextgen onde o conceito de zombie não apanha ninguém de surpresa e os nossos protagonistas subvertem as leis da física da própria existência zombie para sobreviverem alegremente nos escombros do planeta.

Acaba por ser um filme que tem um pouco de tudo, desde cenas para os fetichistas das gajas boas com armas até ao incontornável Evil Clown. A única coisa que se sente falta é nudez feminina ou, em alternativa, um robusto par de mamas (ao léu).

Mas no melhor pano cai a nódoa. Jesse Eisenberg, um clone de Michael Cera, um cepo monodimensional que teima em fazer também o mesmo papel em todos os filmes. Digamos que é um jovem geek, com a verborreia e insegurança de Woody Allen, mas com temas de conversação que vão desde o completamente idiota ao simplesmente desinteressante, temas que não convivem facilmente com o humor. E isto, como foi mencionado anteriormente, em todos os filmes onde entra. Que até nem são muitos, mas parecem imensos porque o confundimos sempre com o malfadado Michael Cera.

É um filme despretencioso e bem intencionado. Divertido e cheio de piscadelas de olho aos fanboys de zombies. Também não é bem um filme de primeira divisão como falei anteriormente, é mais um da liga de honra dos orçamentos que consegue revelar-se como verdadeiramente independente sem ter que aceitar sodomização dos estúdios para levar mais gente às salas. Mas pelo sim pelo não convém ver / adquirir a versão unrated, por com americanos e puritanismos nunca devemos arriscar.

Deixo-vos ficar a introdução do filme que descrevi no início. Duvido muito que se aguente muito tempo no youtube, uma vez que me parece ser de origem piratona.

8 Comments

  1. por acaso também gostei deste filme… mas apenas da 1ª metade
    há ali aquele tempo morto em que conhecem o bill murray, depois disso não percebi bem qual era o objectivo a atingir e perde toda a piada …
    acho que nem cheguei a acabar de ver o filme… não me lembro

  2. Não vi ainda, mas tenho ganas.
    Aproveito para deixar aqui uma questão sobre filmes zombies: Alguém conhece o filme “A noite do terror cego” aka “Tombs of the Blind Dead”? Parece que a produção foi repartida entre Portugal/Espanha, isto no inicio dos anos 70. E é isso mesmo que me perturba… Portugal financiou filmes de zombies nos anos 70?!

  3. ^^o quê??
    tenho que pesquisar sobre isso!

  4. Pois olha que eu não sabia disso. O Filipe Melo e o seu I’ll See You In MyDreams não foram originais no que diz respeito à zombificação tuga. Acho que temos aqui um projecto entre mãos: encontrar este clássico, muito provavelmente o melhor filme portugues de todos os tempos. Digo eu, assim só a olhar para o titulo.

  5. Viva!
    Encontrei num sitio de má fama um divx falado em espanhol. Ao que parece os zombies são templários, andam a cavalo e tudo!
    Vou guardar para ver na noite da consoada ou uma outra qualquer data propicia à comunhão familiar…

  6. Mas não percebo…dizes que faltam mamas, mas neste trailer as gémeas aparecem… ainda que não sejam no melhor estado… 🙂

    E já agora… dos poucos filmes que vi de zombies não me lembro de os ver a correr… alguém confirma este facto? ou também há zombies corredores?

    Noutro plano… já jogaste “left for dead” no computador? deves gostar.

  7. Os zombies do 28 Days Later (do Danny Boyle) correm que se fartam. E é também sabido que uma stripper mantém as capacidades físicas mesmo depois de se juntar aos exércitos dos mortos vivos ou trevas em geral…

  8. Tive sentimentos contrários com este filme. Achei-o divertido (comentários do Harrelson, o Bill Murray) e chato (aquela cena de adolescente virgem que só quer molhar a sopa e até se marimba para a família, a cena interminável no parque de atracções e os contínuos enganos das irmãs), inovador (a cena inicial é facilmente a melhor coisa do filme, também me agradou bastante a constante presença das “regras”) mas também mais do mesmo enche-chouriço-com-um-zombie-quase-quase-a-apanhar-a-menina-durante-5-minutos.

    No geral tenho que dizer que soube ligeiramente a desilusão, porque o último 1/3 do filme é mais do mesmo.

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