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The Pacific (2010)

Apesar deste meu aspecto de cepo unidimensional com sérias limitações intelectuais e culturais, sou um estudioso amador da Segunda Guerra Mundial. O suficiente, por exemplo, para ter ido à Normandia ver com os meus próprios olhos ou para me ter sentido terrivelmente emocionado ao ler a mensagem de homenagem aos 60 milhões de mortos que está debaixo do Arco do Triunfo em Paris. Documentários, livros, museus… Tudo o que consigo encontrar. Não morri de afectos pelo “Saving Private Ryan”, porque a narrativa não acompanha o visual. No entanto adorei a introdução. Band Of Brothers é uma das minhas séries preferidas. Esta semana estreou The Pacific, que conta a parte da Guerra que tendemos a ignorar na Europa, entre os Império do Japão e os Estados Unidos por todo o oceano Pacífico.

Já vi o primeiro episódio. Assim como toda a gente que tem o AXN já o deve ter visto, uma vez que o AXN está de parabéns por ter conseguido passar o primeiro episódio apenas 2 dias depois da sua estreia mundial na HBO. Já tinha reparado que as estações de TV tendem a acelerar o processo devido aos primos que todos nós temos no Canadá, que gravam no Tivo e nos mandam no próprio dia. Mas 48 horas é nobre.

Uma tendência interessante, que talvez seja uma efeito secundário de Letters from Iwo Jima (Clint Eastwood – 2006), é o facto de haver uma humanização do inimigo japonês. Desde sempre que nos habituámos a ver os inimigos dos americanos como canalhas sem piedade e sem alma que merecem arder nas chamas do inferno pela sua infinita malvadez. Mas no final do episódio há esse cuidado em mostrar que os japoneses são rapazes assustados, com famílias e entes queridos. Pessoas que também acreditam que a sua causa é a verdadeira causa a defender.

Este post acaba aqui. Não há badalhoquice. Sorry!

5 Comments

  1. Acabei por não perceber se existe algo de novo interessante nesta série. Tirando claro o facto de não se lutar contra maquinas japonesas.

  2. Bem, eu só vi um episódio ainda, o único que existe. O visual é diferente do Band of Brothers, tropical, colorido, luminoso e húmido. A história, até agora, é menos táctica militarista, mais relações humanas. No entanto um episódio é insuficiente. As coisas só costumam aquecer do meio para a frente.

  3. Portanto será qualquer coisa como: é esperar para ver, mas tem potêncial.

  4. Olá,
    a segunda Guerra Mundial é sem dúvida um dos episódios mais interessantes da História. Ensinou-nos, mais uma vez, que qualquer ser humano é capaz de tudo, conforme as circunstância. Não há bons, nem maus. Um dos mais comoventes filmes acerca, é, na minha tótó opinião… “A esolha de Sofia”. Também os livros escritos à época são brilhantes, mesmo sem mencionarem o conflito. Aldous Huxley – que eu adoro – é apaixonante. Cerebral, ao mesmo tempo transmite-nos uma vulnerabilidade comovente. Inesquecível o fim do Selvagem em Admirável Mundo Novo.
    Abraço

  5. Engraçada mas gostei mais do Band of Brothers. E na guerra com o japão ha ´Iwo jima e o melhor filme de guerra de sempre, o Thin Red Line 😀

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