Nos idos anos 97/98 havia uma série na RTP que pode ser considerada hoje a mãe de todas as séries juvenis. Duplamente mãe, uma vez que foi a primeira a inserir altas doses de melodrama e cada um dos episódios dava para fazer uma novela de 12o capítulos pelos standards actuais. Foi esta série que inventou a adolescente toxicodependente grávida seropositiva lésbica suicida sem-abrigo que está à beira de um aborto porque foi espancada pelo namorado nazi alcoólico em público, no hall de entrada da escola. E isto tudo antes do intervalo.
Month: October 2009 (Page 2 of 2)
Foi este engenhoso ardil que os produtores de [REC]2 arranjaram para fazer o marketing do filme. Ainda não vi, e se calhar nem irei ver. Duvido muito que tenha 20% da originalidade e encanto do original. Mas o cartaz é adorável.
Chewbacca tenta rebater os argumentos de Jean Luc Picard acerca das vantagens dos motores de Anti-Matéria. Apesar da eficácia são motores demasiado radioactivos, por isso Chewbacca convence o planeta Terra a aderir aos motores de partículas iónicas, nomeadamente as aeronaves de motores gémeos, os chamados TIE (Twin Ion Engine). Apesar dos TIE terem sido exclusivos do antigo império, o período de 25 anos de exclusividade da patente expirou, sendo agora uma tecnologia universal como phasers sublight ou os cachorros quentes anti-gravidade.
Depois de uma eternidade a realizar blockbusters e a mamar dólares às massas, Sam Raimi regressa ao género que o fez chegar ao estrelado e onde o seu regresso era clamado. Esqueçam os Homens-Aranhas e concentrem-se em Evil Deads e Simple Plan. Sam Raimi é verdadeiramente o maior desta aldeia, com um estilo dinâmico único e um impressionante olho para o detalhe. Saudemos irmãos o regresso do Rei!
Depois do enorme sucesso que foi o primeiro Transformers, eis que Michael Bay regressa com uma sucessão interminável de fogo de artifício, um festim de detalhada maquinaria ao ponto de não se perceber sequer o que está a acontecer no ecran, numa orgia de bandeiras americanas e glorificação bélica. Um filme carregado de simbologia fálica e onde não se via tanta tensão homossexual desde “Brokeback Mountain”.
Apesar do cinema independente americano ser uma fonte de agradáveis surpresas, também é certo que por vezes há filmes que nos fazem lembrar um cão a perseguir a sua própria cauda. Sunshine Cleaning é uma soma de bons ingredientes de um filme decente, mas que as deficiências narrativas e o excesso de depressão nos forçam atirá-lo para os pântados do eterno esquecimento cinematográfico.
A idade não perdoa. As beldades de outrora são amontoados de peles descaídas de hoje. A semana passada falei do mau estado em que se encontra Kathleen Turner, mas como todos sabemos a epidemia é generalizada. A jeitosa de outrora é agora parecida com aquela vizinha velha que tem 50 gatos e cheira a urina. O galã dos filmes de acção da nossa infância é agora parecido com o Sr. Girão, aquele bêbedo que passa a vida na tasca ao lado da casa da nossa avó e cuja costura das calças apresenta manchas castanhas e não é chocolate. Como o Nick Nolte, o nosso caso primeiro caso. Fiquemos então com os outros 9.
Estava eu a ver o primeiro episódio da nova época de Californication quando deparei com uma envelhecida Kathleen Turner. Foi um choque horrendo, mesmo para quem já a tinha visto envelhecida como a mamã Lisbon em The Virgin Suicides. Muitos de vocês são putos e não se lembram, mas esta senhora era capaz de levantar o pau
a um falecido.
A violência doentia e a demência que vai muito além do moralmente aceitável é um terreno pródigo na comédia inglesa. Quem não se riu até todo o corpo doer com a mítica série “The League of Gentleman”, em que o ódio doentio, malevolência, irracionalidade extrema e mais vil crueldade nos faziam desejar que toda aquela gente vivesse para sempre na mais profunda miséria para bem dos nossos sábados à noite? Psychoville é a mais recente criação da dupla de League of Gentleman, desta vez com uma gorda cereja no topo do bolo: Dawn French.
Para qualquer um de nós, pessoas normais, o universo Star Wars cinge-se a 6 filmes (2 trilogias), alguns jogos PC e consolas, a série Clone Wars e, no máximo dos máximos, o filme “Ewoks: The Battle for Endor” (1985). Mas para os mais duros Fanboys o universo alarga-se a uma imensidão de BDs, livros e enciclopédias de informação extremamente periférica. E todas essas publicações são aprovadas por George Lucas e contabilizados em termos de História de Star Wars. Outra coisa que pouca gente sabe é que Chewbacca morre num desses livros, tornando-se assim o primeiro grande personagem (dos good guys) a morrer no Star Wars.











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