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Tag: comédia (Page 5 of 7)

Gigantic (2008)

E por falar em actrizes que detesto, apresento-vos mais um filme com Zooey Deschanel. Essa actriz que baseia toda a sua carreira nuns grandes olhos azuis e ar de cachorrinho triste, e cujo único personagem que faz é a teenager inconsciente alheada do mundo, que destila encanto e filosofia Zen de herdeira rica que não precisa de trabalhar. No final do post anexarei um foto para que possam comprovar com os vossos próprios olhos aquilo que tentei explicar sem grande sucesso. E se há característica que possa definir este filme é a sua extrema leveza que o torna quase numa memória reprimida que não sabemos bem ser sonho ou realidade. É como acordar ao lado de um prostituta morta depois de uma noite de excessos, com uma dor aguda ao fundo das costas que pode explicar a cicatriz daquilo que parece ser a extracção de um rim por processos artesanais, sem grande memória do que aconteceu na noite anterior.

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The Big Bang Theory

É muito provavelmente o melhor sitcom da actualidade. Pejado de referências cinematográficas, com especial ênfase na ficção científica, e de uma forte componente de pop culture. Alia o extremamente idiota à fisica teórica e tem um filão que parece não ter fim. Se puderem, vejam o genérico inicial frame a frame, delicioso. Bem, e isto tudo porquê? Porque eu pensava que a série tinha recomeçado ontem e afinal só recomeça para a semana. Para apaziguar o geek que há em mim. Até lá “live long and prosper“…

(500) Days of Summer (2009)

O narrador avisa logo à cabeça que esta não é uma história de amor e a cena inicial garante que daqui não se esperam finais felizes. Mas esta não é uma história original, porque qualquer um de nós, menino ou menina, com vida sentimental e sexual dentro dos parâmetros daquilo que é considerado normal, já passou por esta situação uma vez na vida. Quantos de nós não arranjaram já aquilo que pensaram ser a alma gémea, e de repente essa alma gémeo no meio de uma relação que parecia ser normal dá um discurso em que diz não ser capaz de amar, que não é suficiente boa para nós e que merecemos melhor, não se encontra preparada para amar ou assumir compromissos e nos abandona deixando o nosso coração feito em estilhaços. E depois, passados uns dias, descobrimos que afinal a vaca já namora com outro gajo e até tem planos para se casar. Ou quando diz que precisa de tempo para se reavaliar e definir a sua vida com calma e sem parceiro e passada uma semana descobre-se que teve que ir lá a casa uma equipa de desencarceramento dos bombeiros municipais para lhe tirar uma equipa de rubgy que lhe ficou entalada nos entrefolhos numa posição sexual arrojada mas tecnicamente mal executada. Não, a mim nunca aconteceu!…

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Family Guy: Something, something, something Dark Side (2009)

Family Guy é uma série que começou com grande pujança, tomates negros e uma atitude “in your face” que só teve interesse até se perceber que era sempre o mesmo episódio todos as vezes, com a fórmula a ser requentada e a quase ausência total de narrativa entremeada com as sequências de paródia ao universo hollywoodiano e à cultura pop em geral (versão anglo americana autista). Eu ainda a vejo na Fox, é certo, mas sinto-me  envergonhado de o admitir. Há 2 ou 3 anos eles refizeram na totalidade o primeiro Star Wars, quase plano a plano, e confesso que gostei. Gostei tanto que até tenho o DVD legal, pago e tudo. Não era novidade, o Robot Chicken já o tinha feito, mas o 2 em 1 de rever Star Wars na totalidade decorado pelo Family Guy fez-me sentir um aconchego temporário, como tudo o que não desilude. Agora repetem a dose ao reinventar The Empire Strikes Back.

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Fido (2006)

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Boa tarde. A efeméride idiota que hoje se celebra é o “Fim de Semana Zombie”. Como tal vamos abordar a temática zombie em várias frentes, começando pelo cinema, onde falaremos animadamente do pouco convencional Fido, filme de zombies que é uma crítica à escravatura e à exploração ilegal de emigrantes, além de ser uma engraçada fonte de simbologia sanguinária e carnificina em geral. Depois disso será abordada a temática zombie na banda desenhada e na música com o qualidade a que vos habituei… Nenhuma! E não, não falarei do “Zombie” dos Cranberries porque não sou uma pessoa emocional e não estou a atravessar nenhum ciclo mestrual…

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Step Brothers (2008)

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Não são raras as vezes em que ouço a frase “Epá, cada um gosta do que gosta e isso não se discute..”. Mas a verdade é que os gostos discutem-se e às vezes há gostos que deveriam ser usados a nível psiquiátrico para determinar o grau de atraso mental de que determinada pessoa tem. Delirar com filmes de Will Ferrell seria equivalente a acertar recursivamente com um gelado na testa ou a tentar desenhar a Mona Lisa com a própria merda ainda fumegante.

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Bienvenue chez les Ch’tis (2008)

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É certo que os franceses têm uma boa cinematografia, capaz de rivalizar em termos de bilheteira com a anglo-saxónica caso lhe fosse dado o mesmo protagonismo mediático. Mas é também certo que por vezes as suas comédias falham miseravelmente. Não no sentido de falhar na bilheteira, mas no sentido de serem tão engraçadas como lavar uma hemorróida ensanguentada com meio litro de álcool etílico.

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Zombieland (2009)

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Poderá haver uma intro de um filme mais perfeita do que ter a música dos Metallica “From Whom The Bells Tolls” como banda sonora enquanto exércitos de mortos vivos chacinam violentamente incautos transeuntes, quer por meio da típica dentada no pescoço, quer pelo não menos comum arrancamento de tripas e seu posterior derramamento na via pública? E tudo isto no mais cristalino super slow motion de alta definição?

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Dead Meat (2004)

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O vírus das vacas loucas sofre uma mutação e é passada para a raça humana através de uma vaca enraivecida e diabólica. Dois turistas perdem-se na Irlanda rural e, num bizarro acidente, acabam por se encontrar rodeados de zombies. Cabe a Desmond, o coveiro local, ajudar a bela Helena numa luta de morte ou… morte. Mas sobreviver no campo infestado de zombies não é fácil, pior ainda quando um exército de vacas zombie (loucas, of course) ameaça encurtar substancialmente a vida aos nossos amigos. Conseguirão eles escapar a esta situação complicada? O que é que isso interessa? Desde que haja carnificina zombie de série B, numa produção quase caseira, recheada de humor negro!…

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Crank: High Voltage (2009)

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Infelizmente, todos nós sabemos a anatomia de um filme de gaja, pois temos que o gramar ocasionalmente para preservar a harmonia conjugal. Mas o filme de gajo? Existe filme de gajo? Existe sim, e  é em Crank 2 que este conceito atinge um novo patamar: violência desmesurada, sexo gratuito, perseguições diabólicas, o mais profundo desprezo pelas leis de Newton, sangue aos baldes, montagem rápida, bordoada de três em pipa, um herói duro como o aço capaz de resistir a uma queda de um helicóptero.Tendo todas as características para ser um mau filme, acaba por ser estranhamento apelativo e está cientificamente comprovado que faz os testículos mais negros.

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I Love You, Man (2009)

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Antes de começar quero aqui cimentar alguns conceitos. Filme de gaja: é uma matriz única sob a qual milhares de filmes são produzidos. Um casal improvável apaixona-se e quando tudo parece correr bem a gaja descobre que ele usou um estratagema desonesto para a conquistar, separam-se, ele chora à chuva com uma balada de hardrock e depois tem que ir a correr para o aeroporto para a apanhar antes de ela embarcar num vôo para não mais voltar. Casamento. Buddy Movie: é um tipo de filme em que dois amigos fazem tropelias ao estilo Tom Sawyer século XXI (ou XX). Bromance: é uma mistura dos conceitos anteriores em que o conceito Buddy movie é aplicado à matriz Filme de gaja em que a suposta piada está na fina linha que separa a panasquice da profunda amizade…

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A Complete History of My Sexual Failures (2008)

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Em meados dos anos 80 tinha uma vizinha , a Rosa, que nutria um fraquinho por mim. Um dia levei-a a minha casa e no meio da mútua investigação anatómica meti-lhe o trailer de um filme que tinha alugado. Salteadores de Atlantis. A sequência que ela viu envolvia 2 atropelamentos mortais, uma senhora a ser trespassada por uma seta no crânio e uma decapitação com um cabo de aço. A Rosa olhou-me num misto de repulsa com reprovação (lábio hirto e olhos arregalados) e arranjou uma desculpa esfarrapada para sair apressadamente. Fui ter com os meus amigos e disse-lhes que tinha que reavaliar as minhas metodologias de engate. Um deles pediu para cheirar os meus dedos “investigadores”…

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Year One (2009)

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Já fui um entusiasmado fã de Jack Black e sempre pensei que o estilo dele fosse uma fonte interminável de gargalhadas e boa disposição. Mas na realidade Jack Black é um dos actores mais unidimensionais do planeta. A unidimensionalidade é uma unidade atómica, significa que não se pode dividir, mas arrisco cometer o erro científico ao dizer que Michael Cera é um actor ainda mais unidimensional que o gordito supracitado. E quando se junta tanta unidimensionalidade (uff!) com um guião bafiento e sem um único ponto de interesse, estamos perante um filme tão engraçado como uma epidemia de lepra num hospital pediátrico.

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Top 10 Celebridades que envelheceram mal

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A idade não perdoa. As beldades de outrora são amontoados de peles descaídas de hoje. A semana passada falei do mau estado em que se encontra Kathleen Turner, mas como todos sabemos a epidemia é generalizada. A jeitosa de outrora é agora parecida com aquela vizinha velha que tem 50 gatos e cheira a urina. O galã dos filmes de acção da nossa infância é agora parecido com o Sr. Girão, aquele bêbedo que passa a vida na tasca ao lado da casa da nossa avó e cuja costura das calças apresenta manchas castanhas e não é chocolate. Como o Nick Nolte, o nosso caso primeiro caso. Fiquemos então com os outros 9.

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Chewbacca morreu, viva Chewbacca (à sexta!)

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Para qualquer um de nós, pessoas normais, o universo Star Wars cinge-se a 6 filmes (2 trilogias), alguns jogos PC e consolas, a série Clone Wars e, no máximo dos máximos, o filme “Ewoks: The Battle for Endor” (1985). Mas para os mais duros Fanboys o universo alarga-se a uma imensidão de BDs, livros e enciclopédias de informação extremamente periférica. E todas essas publicações são aprovadas por George Lucas e contabilizados em termos de História de Star Wars. Outra coisa que pouca gente sabe é que Chewbacca morre num desses livros, tornando-se assim o primeiro grande personagem (dos good guys) a morrer no Star Wars.

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Confessions of a Shopaholic (2009)

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Já não há linchamentos como antigamente. A última vez que organizei um só compareceram duas pessoas. O meu carteiro e um vizinho de infância. O carteiro acabou por desistir porque tinha percebido “lanchezinho” no papel que lhe enviei devido à minha terrível caligrafia, mesmo quando uso o Word. O meu vizinho é um tipo que uma vez tentou abrir uma pastelaria, mas queria fugir ao cliché de “Doce qualquer coisa”. Então tentou o salgado, para se especializar em folhados e coisas assim. Escolheu o nome “Vaquinha Salgada”. Obviamente não teve grande sucesso mas acabou por reciclar o nome num club de strip. Correu melhor financeiramente, pelo menos até umas bastonadas no lombo terem acabado abruptamente a sua meteórica carreira de “agente da noite”. Tinha problemas com a documentação das empregadas. Uma delas, a Suelen, era inclusivamente um homem chamado Carlão da Verga Longa na sua terra natal.

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