CinemaXunga

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Star Wars: The Force Awakens (2015)

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Está quase a fazer uma semana que me desloquei do recato do meu lar a uma estreia de Star Wars às 00:01, com o único intuito de não ser apanhado no jogo de spoilers que se estava a preparar na Internet. Comprei o bilhete com antecedência e fiz-me acompanhar com uma bela dose de optimismo para ver o que iria a Disney fazer ao Star Wars que tanto amamos. Resta-me dizer, para aqueles que ainda não viram e por isso não vão continuar a ler, que foi uma terrível desilusão, uma traição e o mais desonesto saca euros de que há memória. Passo aos spoilers propriamente ditos e se não viram ainda, retirem-se desta casa ou vejam outra review. Gajas em pelota nos peitinhos da quinta, por exemplo.

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The Force Awakens: J.J. Abrams, o anti-Lucas

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Andava Chewbacca numa mercearia e escolher fruta para uma festa de Natal que iria organizar em casa quando a seu lado se assomou uma criança. Sorrindo para a gentil besta peluda, a criança abriu a boca e deixou sair um sonoro e esganiçado “grawwrrwwaurr”. Chewbacca rolou os olhos e perguntou. “Gostaste do filme puto?”. O miúdo meio atordoado de ver Chewbacca a articular palavras humanas responde “Humm… Filme?”. “Sim, o filme!”, diz Chewbacca a ficar irritado com a perda de tempo. “Não sabia que também havia um filme. Só tenho tua máscara, os Legos, os bonecos, as t-shirts, as meias, as cuecas, um tapete, mobiliário, a decoração do quarto, o relógio, papel higiénico, papel de alumínio, frangos assados do “Reino da Frangália” com embalagem em carbonite, aqueles novos sacos para apanhar a merda de cão, o shampôo que uso quando acaba o bom, serviços de louça, faqueiros, uma fiambreira que faz os sons de Tie Fighters para a frente e dos X-Wing para trás, o casaco do meu cão, a capa do telemóvel da minha mãe, as chinelas de quarto do meu pai, uns balões muito fininhos de marca control que minha mãe tira do fundo da gaveta para quando o Sr. Anacleto da farmácia lá vai a casa entregar o Ben-U-Ron, as novas embalagens de Ben-U-Ron e um conjunto de agricultura macrobiótica para ambientes árticos que o meu pai comprou porque estava com 40% de desconto”.

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Capitão Falcão (2015)

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Ao trigésimo dia do mês de Novembro do ano do Senhor 2015, eis que me vejo incumbido de cumprir o honroso dever cívico e patriota de assistir ao documentário do Capitão Falcão e do excelso Presidente António. Um documentário que transforma jovens desmotivados em ferramentas da nação, explicando com seriedade e clareza o que é ser um verdadeiro português, inatingível por qualquer arma, seja de raios ou de ideias. É certo que me senti desconfortável ao ver-me rodeado por jovens barbudos, indumentária desportiva casual que não honra a pátria, um nauseabundo cheiro a sovaco e de semanas inteiras a usar os mesmos piúgos. Que estaria tão nefasto exército de comunas a fazer naquele sacro santo documentário? Seria um golpe em preparação? Havia até mulheres que se riam descontroladamente fazendo com que as seus bojudos seios  abanassem descontroladamente pela falta de decoro de não usar soutien. Como duas montanhas horizontais de robustez carnal. Mulheres de calças que se encontravam acompanhadas por outras mulheres, certamente tinham na boca ainda com o sabor ácido de quem passou o jantar a brincar aos ginecologistas manetas. Assustado não estava, porque o vigor lusitano que em mim corre trataria de desfazer qualquer rebelião com meia dúzia de chibatadas do meu cinto da serra da estrela, curado por pastores nacionais e feito de gado lusitano.

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Nota-se que os efeitos especiais são bons quando as fotos casuais dos making ofs são tão realistas como as cenas do filme em questão. Aqui um jovem Spielberg prepara a magia que meses mais tarde nos haveria de meter chorar como putéfias arrependidas. Nesta foto parece que ET se encontra enfadado de esperar eternamente que acabem de preparar a cena e não será alheio às constantes viagens ao carrinho da vodka.

Jenniffer Connelly – Peitinhos da Quinta

Jennifer Connely. As mulheres chamam-lhe gordurosa, que tem mamas de vaca gorda, que depois as tirou e parece uma escanzelada, que tem umas sobrancelhas que mais parece uma idosa da Arménia ou das montanhas da Abissínia, que tem farta bigodaça, cara de sonsa, “ai se apanho o meu marido a olhar para aquela galdéria eu nem sei o que lhe faça”. Em relação a ela os homens só dizem “Humpff!” com um acentuado défice hematológico nos lóbulos cerebrais e uma braguilha que teima em não se deixar abrir. Deixo-vos uma bela sequência do filme “Inventing the Abbotts” de 1997, do  tempo anterior à redução mamária que tanto luto nos trouxe.

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Léxico Xunga #01 – “Fatiar Fiambre”

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Ficar a fatiar fiambre – Expressão para quando o cinéfilo vem para o Facebook perguntar “Hey amigos, acham que deva ver este filme?” e entretanto gera-se uma conversa cuja duração excede a do próprio filme. No final o sujeito acaba por não ver o filme, por não ver enriquecida a sua experiência cinematográfica e fica com uma sensação de vazio equivalente à expressão “O que ando eu a fazer com a minha vida?”. Por vezes começa a pensar numa relação afectiva anterior que terminou não resolvida, bebe vodka e adormece a chorar em posição fetal no sofá  enquanto contempla o restos de pizza bolorentos e cotão do chão da sala que já não vê aspirador há 3 meses. Outras vezes não pensa mais nisso e vai à sua vida.

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Empire International Pictures

A Empire Pictures foi uma produtora sediada em Roma que produziu alguns dos mais obscuros clássicos de videoclube. São suas produções tornadas culto como  Re-Animator,Trancers, Ghoulies, Terrorvision ou From Beyond, mas também são seus os sórdidos Sorority Babes on Slimeball Bowlorama e Assault of the Killer Bimbos. A empresa esteve no activo entre 1983 e 1988 tendo atingo o seu pico em 1985 com êxitos de bilheteira e mercado de aluguer.

Deixo alguns posters dos seus filmes. Independentemente da qualidade cinematográfica, os posters são de uma luxuosa arte que já raramente se vê.

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As primeiras impressões do Netflix português

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Há cerca de um ano este blog que vos escreve ganhou a categoria “melhor artigo de cinema” dos célebres TCN Blogs Awards com um texto que se entitulava “E o Netflix português? (o estado da nação)“. Entretanto, com a aproximação da implementação nacional desta plataforma, as minhas expectativas foram baixando. O mercado português não tem espaço para uma plataforma destas, uma vez que não acarreta poupanças, ao contrário do que acontece nos seus mercados de origem. Além disso, os downloads alternativos no videoclube do povo estão demasiado enraizados na nossa cultura para começar a pagar por hábitos que são, até à data, tendencialmente grátis. Ora, eis-me aqui com uma conta aberta e uma experiência curta mas intensa da plataforma. Valerá a pena despender uns 10 euros mensais extra no Netflix?

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Galeria Back to the Future Day

Hoje é o célebre 21 de Outubro de 2015, dia em que Marty McFly chega no seu DeLorean viajante no tempo para se maravilhar na majestosa cultura do séc. XXI. De todas as previsões de Back to the Future 2, uma delas foi mais certeira que Nostradamus. As sequelas estão completamente fora de controlo. Jaws 19 é na realidade Sharknado 3. Depois de 4 Jaws,  2-Headed Shark Attack, 3-Headed Shark Attack, Jurassic Shark, Dinoshark, trilogia Shark Attacks, Ghost Shark, Shark in Veneza, Sharktopus vs. Pteracuda, Sharktopus vs. Whalewolf, Mega Shark Versus Crocosaurus e os 3 Sharknados.

Fica esta bela galeria de arte com um bónus muito especial, a capa do jornal do dia em que o filho de Marty é preso pela impiedosa polícia do séc XXI.

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Commando explicado às crianças

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Este fim de semana perguntei à minha filha de 5 anos se queria ver o Commando comigo. Ela, formatada pelas opiniões da mãe, parte do princípio que todos os filmes que o pai vê são horríveis pastas de terror, morte, cocó e xixi (mas com menos piada). Ora, tive que puxar por mim para a convencer e expliquei-lhe que o filme seguia a seguinte narrativa:

O rei Matrix e sua filha, a princesa Jenny, moram no mais belo castelo no alto da mais alta montanha. Passam o dia a passear pelas frondosas florestas de castanheiros a brincar com os animais e a comer gelados. Ocasionalmente o rei finge estar distraído e a princesa Jenny suja-lhe o nariz com gelado caseiro de mirtilhos. Um dia o bondoso rei deu folga a todos os soldados para que possam passar o feriado do reino, o Festivus, com a sua família. Nesse mesmo dia, aproveitando o rei e a princesa estarem a fazer cupcakes de morango, o invejoso feiticeiro Bené invade o castelo. O corajoso rei consegue bloquear a invasão e manda alguns ajudantes o maléfico feiticeiro para o céu dos maus. No entanto o feiticeiro consegue enganar o rei e rapta a princesa. O rei, furioso, promete apanhar o maléfico feiticeiro e dar-lhe uma valente tareia.

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O embuste Ninja dos anos 80

embusteninjaO “ninja” é um guerreiro medieval japonês encarregue de matar samurais. Enquanto que o samurai se orienta por um complexo e vinculativo código de ética, os ninjas eram carteiros, peixeiros, pescadores, correctores da bolsa, amoladores de tesouras, decoradores de interiores, etc que se dedicavam a matar sem escrúpulos, escondidos pelo negrume da noite. Ora, nos anos 80 Menahem Golan terá lido meia página na diagonal de um livro de História e decidiu fazer um filme de ninjas. Não o normal ninja japonês, muito desinteressante. Golan criou um ninja mágico, místico, indestrutível, demoníaco, metafísico… Esse filme, Enter the Ninja (1981) haveria de moldar a imagem do ninja na moderna cultura popular, criando um símbolo de guerreiro perfeito, invisível e imbatível. Os que vestem de preto e branco, porque os vermelhos e amarelos são o equivalente às camisolas vermelhas do Star Trek. Só lá estão para fazer “blarghhhh” depois de 3 segundos de tempo de ecrã.

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Posters dos grandes clássicos de Terror da Universal

A Universal teve nos anos 30 a primeira vaga de cinema de terror comercial com direito a estrelas, sequelas, prequelas, spinoffs e a tudo a que hoje se designou chamar de “cinematic universe”. Deixo-vos alguns posters para os relançamentos em cópias restauradas que deverão começar a acontecer a partir do final de 2015

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Mission: Impossible – Rogue Nation. The Chinese Connection

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Apesar de nunca ter sido grande fã de Tom Cruise, várias são as vezes que admito publicamente que é o actor que melhor gere a sua carreira. Tanto pela escolha como pelo papel de produção que desempenha quase sempre para garantir que as coisas correm como planeado, ou pelo menos como ele planeou. Este último Mission Impossible acabou por ser mais fraquinho que os outros, sendo ainda assim um blockbuster acima da média. Não por ser um bom filme, mas porque a média é baixa. E posto isto de parte queria falar-vos na nova tendência de investimento de dinheiros chineses em blockbusters. Reparei que Mission Impossible 5 foi produzido pelo China Movie Channel e pelo Alibaba Movies. Ora, não tenho nada contra as co-produções, sendo uma estratégia muito usada na Europa para unir esforços em pequenas produções para criar obras maiores, que de outra maneira não teriam possibilidade de existir. Com os blockbusters a conversa é outra. O próprio conceito de negócio é maximizar o lucro, vender produtos em paralelo e espalhar ideologias. O blockbuster americano já é um género muito condicionado em temas que pode abordar porque tem que abranger uma gama imensa de público para fazer dinheiro. Nos Estados Unidos são inúmeros os tabus, sejam religiosos, políticos ou morais. Todos sabemos quais são porque vimos blockbusters desde a nascença. Imaginem agora um pequeno exercício matemática de grupos, em que interceptamos os tabus americanos com os chineses e ficamos com uma lista ainda maior de tabus. Se mais um ou outra cultura quiser também investir (muçulmanos, indianos, tailandeses, etc) o âmbito de coisas a abordar tende para zero.  Fiz-vos uns gráficos para elucidar a questão.

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John Wayne corta um bolo para celebrar 40 anos a fazer cinema. A foto foi tirada na estreia de True Grit (1969), realizado por Henry Hathaway e protagonizado pelo próprio Duke. A acompanhar a lenda estavam  Lee Marvin, Clint Eastwood, Rock Hudson, Fred MacMurray, John Wayne, James Stewart, Ernest Borgnine, Michael Caine e Lawrence Harvey. No bolo está escrito “The Big Trial -1929” de Raoul Walsh, o seu primeiro filme como protagonista e “True Grit –  1969”. Curiosamente True Grit valeu-lhe o único Oscar da carreira, uma espécie de Lifetime Achievement Award.

Todas as mulheres heterosexuais tiveram que ser mantidas a mais de 1000 metros de distância sob o risco de se incendiarem e desintegrarem perante tal massa crítica de virilidade. Ainda assim centenas de moradoras das redondezas apareceram grávidas sem nunca terem provado o fruto do coito.

A Velha Escola

The Visit (2015)

The Visit (2015)

Há cerca de duas dezenas de anos saiu uma NewsWeek cuja capa é hoje motivo de chacota em todo lado que se fala de cinema. Dizia “M. Night Shyamanigans: Next Spielberg”. É verdade, procurem no google. Hoje isto pode soar a exagero, mas na altura tinha algum fundamento. M. Night Shimantics tinha acabado de realizar Sixth Sense e meio mundo tremia orgasmicamente perante aquele fim. Uau, carago, U-A-U! Este homem estava preparado para tomar o planeta de assalto. Ainda realizou Unbreakable com algum fulgor e começou a perder gás com Signs. Toda a gente queria gostar daquele filme, mas era merda. Já o gajo vivia do twist. “Ai ó pá, o twist”. Depois saiu Village e por esta altura já toda a gente se preocupava mais em procurar o caralho do twist do que ver o filme com atenção. Aliás, Midnight Shynanigans é provavelmente o assassino do twist narrativo em cinema. Já parece mal dizer twist, parece uma artimanha manhosa como dream sequence ou deus ex-machina. Mas não é, o twist tem arte e se procurarem há belas lista de frondosos filmes com twist. Agora chamam-lhe “reveal” para não se confundirem com a escumalha dos twist. Ora, a carreira do nosso amigo indian-american haveria de ver dias terríveis. The Lady in the Water, The Happening, The Last Airbender e After Earth arrastaram-no para a lista dos “realizadores putéfia“, os chamados tarefeiros. Bem pagos, grandes orçamento, o habitual freakshow ambulante que é a promoção de blockbusters. Porém o nosso amiguinho castanho-claro acabava as noites a chorar em posição fetal. “Valha-me Shiva e Ganesha. Tanto talento desperdiçado, meus deuses!” pensava. E com razão. O controlo artístico era-lhe completamente removido. Muito glamour, é verdade. Mas os filmes eram hediondos e o seu rabo latejava constantemente pela sodomia corporativa de que padecia diariamente.

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Mad Max foi um low budget (a fugir para o No Budget) que se transformou num sucesso internacional a quebrar todos os records do cinema australiano e a fazer de George Miller um mestre artesão. A dinâmica das filmagens foi uma das principais razões do sucesso, a sensação de “estar lá” no meio da acção. Isto só foi possível graças a uma equipa de cameramans com nervos de aço e testículos de titânio , como se pode ver na imagem de cima. Coloco aqui também a cena completa onde foi usada esta audaz filmagem.

A Velha Escola

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Conjunto de posters para sequelas que nunca foram filmadas ou sequer planeadas, mas que nos dão vontade que pudessem existir.

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Como profundo admirador de artes alternativas, realidades paralelas, mashups, “what ifs” e afins não posso deixar de partilhar alguns posters para grandes êxitos do momentos refeitos no passado. É certo que este tipo de posters não são nenhuma novidade, mas este lote é  especialmente perspicaz no casting. Só o facto de se terem lembrado dos obscuros êxitos pós-apocalípticos spaguetti de Fred Williamson já valeu a pena o espaço em disco e os 13 segundos de vida que perdem a passar aqui os olhos na diagonal.  Além disso são todos, como dizem os jovens na Internet, “spot on”.

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O making of de uma cena icónica de Ghostbusters em que os técnicos de efeitos especiais aproveitam para acariciar as rijas carnes de Sigourney Weaver. Correu um rumor na Internet de que o gajo que lhe apertou uma mama era o marido dela. Não me parece, no entanto, que aquele meia leca penteado como um vendedor de automóveis fosse capaz de controlar esta toura endiabrada.

A Velha Escola

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